RIO - As campanhas a governador aliadas à candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff (PT), levam franca vantagem no quesito arrecadação sobre as alinhadas ao principal adversário dela, o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB). A exemplo do que ocorre na disputa presidencial, os doadores têm enchido os cofres dos políticos próximos ao Palácio do Planalto nas eleições regionais, deixando a oposição, em alguns casos, descapitalizada. Levantamento do GLOBO sobre as prestações de contas parciais apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que, nos 15 maiores colégios eleitorais do país onde há polarização entre apoiadores da petista e do tucano, a máquina governista amealhou 63,8% mais. É o que mostra a reportagem de Fábio Fabrini, Gustavo Paul e Isabel Braga na edição do O GLOBO desta segunda-feira.
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A comparação foi feita entre os candidatos que, dos dois lados, estão mais bem colocados nas pesquisas. Apoiadores de Dilma levantaram R$ 29,3 milhões até agora, ante R$ 17,9 milhões dos adversários. Para o cientista político Octaciano Nogueira, da Universidade de Brasília (UnB), os números expressam uma característica da política brasileira: quem tem a máquina nas mãos, controlando contratos e a destinação de verbas públicas, tem mais facilidade de angariar apoios e recursos.
- Ninguém quer ficar com a oposição. Isso é um indício claro e irrefutável da capacidade de cooptação que o governo federal tem - afirma o especialista.
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