A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, criticou nesta segunda-feira (6) seu rival, o tucano José Serra, por ter atribuido à campanha da petista a quebra do sigilo fiscal de sua filha, Verônica Serra, e de pessoas ligadas ao PSDB.
Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ex-ministra da Casa Civil participou de um comício na cidade de Valparaíso, em Goiás.
Em sua fala, o presidente também não poupou críticas ao candidato do PSDB. "Vocês perceberam que nosso candidato não faz comício, só faz passeata? Ele resolveu baixar o nível e começou a fazer ataques pessoais", afirmou.
"Dilma aprendeu a primeira lição: não responder, não baixar o nível na TV", prosseguiu Lula. "Quem sofreu o que ela sofreu na ditadura não vai baixar o nível", afirmou.
Os ataques acontecem em meio à troca de acusações sobre a autoria das violações de sigilo. Além de Verônica Serra, outras pessoas próximas ao presidenciável tucano tiveram seu sigilo fiscal quebrado em 2006, como Eduardo Jorge, Luiz Carlos Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio de Oliveira e Gregório Marin Preciado. Para Serra, os sigilos foram quebrados pela campanha de Dilma na tentativa de obter informações para um dossiê que pudesse incriminar o candidato tucano. A campanha da petista nega.
Lula também atacou Marconi Perillo, candidato do PSDB ao governo de Goiás, por ter tentado "acabar" com a CELG (Companhia Energética de Goiás) pediu voto em Iris Rezende (PMDB). O presidente disse ainda Perillo quis se vingar do governo federal liderando movimento que levou à extinção da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) em 2007
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