Enviado por luisnassif, sex, 17/09/2010 - 08:22
Do Globo Online
Empresário Rubnei Quícoli ameaçou assessor de Erenice Guerra - O Globo Online
Comentários
BRASÍLIA - Com o contrato apresentado pela empresa Capital em mãos, o empresário Rubnei Quícoli passou a ameaçar Vinícius de Oliveira Castro, então assessor de Erenice Guerra na Casa Civil, e seus parceiros de lobby para tentar viabilizar o empréstimo no BNDES. Embora só tenha denunciado o suposto tráfico de influência na reta final das eleições, numa sucessão de e-mails enviados ao ex-assessor e outros interlocutores, entre janeiro e fevereiro, o empresário deixa claro que o escândalo era um barril de pólvora prestes a se incendiar.
O GLOBO teve acesso nesta quinta-feira a uma série dessas mensagens repassadas por Quícoli. Em 2 de janeiro, dois meses após ser recebido na Casa Civil, sem uma resposta positiva, Quícoli avisa a Vinícius e aos donos da empresa que tinha encontro marcado com jornalistas e "Serra" (ele não deixa claro se está se referindo ao tucano José Serra). Informa que adiou a reunião "para ver a postura que a Casa Civil irá tomar".
É o começo da intensa pressão exercida por e-mail. Além de Vinícius, ele se comunica com Luiz Carlos Ourofino, que também participaria das negociações. Em várias mensagens, o empresário explica que discorda da comissão de R$ 240 mil, supostamente exigida pela Capital para azeitar o financiamento. E fixa o dia 2 de fevereiro para que Vinícius e seus companheiros obtenham sucesso junto ao BNDES. Em alguns e-mails, o empresário cita até familiares do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, na trama supostamente montada com integrantes da Casa Civil para garantir que a EDRB fosse contemplada com empréstimo de R$ 9 bilhões para criar uma central de energia solar no Nordeste.
Numa das mensagens para Ourofino, em 28 de janeiro, ele afirma: "Derrubo o Coutinho e muita gente ao redor dessa Casa Civil e BNDES". E completa: "Cabeças irão rolar... isso eu GARANTIUUUU (sic)." A ameaça seria concretizada caso Vinícius e M.A. (iniciais de Marco Antonio, então diretor dos Correios) não dessem demonstrações claras de seu engajamento no projeto de energia. No mesmo texto, ele adverte: "Não tenho nada a perder... boca para falar, eu tenho, e muito (sic) saliva".
Nos e-mails, Quícoli se refere a Vinícius como "advogado da Dilma" e se diz vítima de 171 (estelionato). Promete que, em caso de recuo nas pretensões de construir a central elétrica, faria estardalhaço nos jornais.
A quatro dias de seu prazo fatal, Quícoli informa a Vinícius que não pode "ficar dando explicações e fazendo reuniões com os oportunistas de plantão, querendo saber de quanto e como irão levar se houver o aporte beneficiado pela empresa".
Os dias se passam, e os lobistas com acesso à Casa Civil, segundo o relato de Quícoli, não cooperam. Em 1º de fevereiro, às 7h08m, ele marca a hora em e-mail a Vinícius: "Mantenho minha palavra até as 18h de hoje, amanhã é outro dia". No mesmo dia, à noite, volta a pressionar, de forma ainda mais incisiva. "A partir de amanhã, não me falem mais sobre BNDES, usina solar e tão pouco (sic) o PT e o que nele contém". Chama os integrantes do grupo de "bandidos" e cita um dos filhos de Coutinho, sem mencionar o nome: "Não permito que um MOLEQUE me ofende (sic) por ser filho do presidente do BNDES. Deveria tomar cuidado na maneira de proceder".
Coutinho disse nesta quinta-feira que as denúncias são "graves e mentirosas". Sustentou que as acusações "não têm pé nem cabeça" e informou que entrará com processo e pedido de indenização contra Quícoli. O presidente do BNDES tem dois filhos: um é professor da USP, e o outro, publicitário. Segundo o BNDES, nenhum trabalha com consultoria ou tem relação com o banco.
foo
Nassif,
Eu fiz um levantamento de indícios de que a matéria da Folha era mentirosa:
1) O "CONSULTOR"
De acordo com a Folha, o ex-falsário, ex-receptador de mercadoria roubada, ex-presidiário, Sr.Rubnei Quícoli, era consultor da EDBR.
De acordo com a EDBR, porém, a atuação do Sr.Rubnei Quícoli era "autônoma, vinculada ao êxito do projeto, cabendo a si, tão somente a si, a responsabilidade pelas informações prestadas ao jornal Folha de São Paulo. Quem responde pela empresa EDRB do Brasil Ltda são somente os srs. Marcelo Escarlassara e Aldo Wagner".
Ou seja: o sujeito que se apresentava como consultor da EDBR, não era consultor da empresa.
2) O EMPRÉSTIMO
De acordo com a Folha, o ex-falsário, ex-receptador de mercadoria roubada, ex-presidiário, Sr.Rubnei Quícoli, tratava diretamente com o filho da Ministra Berenice Guerra para liberar um empréstimo de R$ 9 bilhões.
De acordo com o BNDES, "o projeto da EDRB foi encaminhado ao BNDES por meio de carta-consulta, solicitando R$ 2,25 bilhões (e não R$ 9 bilhões como afirma a reportagem) para a construção de um parque de energia solar. O BNDES considerou que o montante solicitado era incompatível com o porte da referida empresa. Além disso, a companhia não apresentou garantias e não havia local definido para a instalação do empreendimento (essencial para o licenciamento ambiental), não atendendo, portanto, a pré-requisitos básicos para a concessão do crédito."
Ou seja: os R$ 9 bilhões (que eram na verdade R$ 2,25 bilhões) e nem sequer foram considerados pelo BNDES.
3) O FILHO DA MINISTRA
De acordo com a Folha, O Sr. Rubnei Quícoli encontrou-se com Israel Guerra: "O encontro foi no escritório do Brasília Shopping. O Israel nunca pediu nada porque eu não dei chance. Eu não sabia que ele era filho da Erenice."
De acordo com o Globo, no dia seguinte, "Apesar de negociar com a Capital, Quícoli afirmou que nunca encontrou-se com os irmãos Saulo e Israel Guerra, filhos de Erenice."
Ou seja: o ex-presidiário nunca se encontrou com o filho de Erenice; ele tratava diretamente com a Ministra da Casa Civil.
4) A REAÇÃO
Homem de bem, o ex-falsário, ex-receptador de mercadoria roubada, ex-presidiário, Sr. Rubnei Quícoli, se disse "horrorizado" (grifo da Folha) pelo pedido de propina.
Dá para acreditar?
5) O PASSADO
E, para completar -- a cereja no topo do bolo -- o ex-falsário, ex-receptador de mercadoria roubada, ex-presidiário, Sr. Rubnei Quícoli, já foi filiado ao PSDB.
Quanto vale a palavra desse homem? Para a mídia, vale muito.
http://capitao-obvio.blogspot.com/2010/09/mentiras-da-folha-comecam-cair...
E agora mais essa: além de ex-presidiário, ex-falsário, ex-receptador de mercadorias roubadas, e ex-filiado ao PSDB, o "empresário" (segundo a Folha) Rubnei Quícoli era um tremendo chantagista!!!
É UNÂNIME QUE :
o sujeito ameaçar de "escândalo" se o empréstimo não saísse É tentativa de estelionato. Tentativa de estelionato dele contra o BNDS, porquê como qualquer um o banco não é obrigado à conceder empréstimo, ainda mais nas condições descritas acima, se o mesmo concedesse o empréstimo seria bastante provável que depois o empresário desaparecesse do mapa e a usina ficasse só no papel
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário