Em outro excelente artigo, Maria Inês Nassif trata hoje no Valor, pág. A7 da transformação do PSDB num PMDB.
“Um partido de quadros que perdeu os quadros”.
Vamos aos quadros, segundo Inês Nassif:
- Segundo Ricardo Guedes, Serra perdeu a eleição na pesquisa CNT/Sensus de 20 a 22 de agosto quando atingiu 40% de rejeição.
- Para Marcos Coimbra, da Vox Populi a reação de Serra foi um traque” -, mais importante do que a rejeição de Serra foi a propaganda na televisão que teve o papel “informativo” – mostrou ao eleitor que Dilma é Lula.
Cristianizado pelos candidatos do país inteiro, dificilmente Serra se manterá como liderança nacional sem cargo político e aliados de peso.
Quando se tornar “fósforo apagado”, diria o Conversa Afiada.
- Geraldo Alckmin é um poeta estadual.
- FHC saiu do Governo desgastado e não assumiu qualquer papel de liderança interna.
- FHC, segundo Inês, se elegeu duas vezes na “onda” do Plano Real (do Itamar – PHA) e apoiado numa “idéia genérica de ‘Brasil moderno’ ”.
- A exceção será Aécio.
Mas, o PSDB passará a ser um “partido de quadros que perdeu quadros”.
E, logo, se tornará um PMDB, “uma federação de partidos regionais”.
Maria Inês Nassif localizou logo cedo nesta eleição –– o “anti-paulistismo do eleitorado brasileiro”.
É aquilo que o Conversa Afiada, muito menos elegante, sempre disse: o Vesgo tem mais chance de ser Presidente do Brasil do que o jenio.
Essa Maria Inês Nassif é uma cordilheira no vale do PiG (*).
Em tempo: próximo de se tornar irrelevante, cada vez fica menos eficaz a pressão que o jenio e seus porta-vozes exercem contra Inês Nassif, na redação do Valor. Essa cabeça eles não cortaram.
Paulo Henrique Amorim
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