segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Realidade bem longe da propaganda de Serra: Espera por consulta em AMA chega a 8 meses

Fernanda Barbosa do Agora
Pacientes da rede pública de saúde esperam até oito meses para conseguir uma consulta com um médico nas AMAs Especialidades mais novas da Prefeitura de São Paulo. O Vigilante Agora visitou, nas últimas quarta e quinta-feira, as dez unidades construídas em 2009 e constatou, também, demora para o agendamento de exames e para o retorno de consultas.

A pior situação foi encontrada na AMA Itaquera (zona leste), onde havia cerca de 50 pacientes aguardando por atendimento. “Estou esperando há uma hora para saber sobre a ressonância magnética do meu marido”, disse a faxineira Cristiana Pereira Duarte, 52 anos. O exame havia sido pedido seis meses antes. Segundo funcionárias da AMA, a agenda de consultas só tem horário para fevereiro.

A qualidade do atendimento foi uma unanimidade entre os pacientes das dez AMAs visitadas. “Os médicos são atenciosos, conversam de igual para igual com a gente”, disse a dona de casa Iolanda Pires, na unidade Peruche (zona norte).

Secretaria da Saúde não responde às perguntas

Fernanda Barbosa do Agora

Procurada na quinta e na sexta-feira da semana passada, a Secretaria Municipal da Saúde não se pronunciou sobre os problemas encontrados pelo Vigilante Agora nas dez AMAs Especialidades visitadas.

A reportagem questionou a pasta sobre a demora no agendamento de consultas –a espera chega a oito meses–, e perguntou qual é a prioridade de atendimento, já que alguns pacientes dizem conseguir a consulta em 15 dias. Funcionários das unidades afirmaram que a espera se deve ao fato de a quantidade de médicos não ser suficiente.

Eles também disseram que a demora é diferente para cada uma das especialidades, pois os profissionais não comparecem às AMAs nos mesmos dias. A prefeitura também foi questionada sobre a distância das unidades em relação às casas dos pacientes, sobre o fato de elas serem construídas junto a postos de saúde e ainda sobre os problemas de acessibilidade. Nenhum dos temas foi respondido.

Postado por Luis Favre

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