quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Rio: Dilma atrai milhares em carreata e destaca saneamento e segurança pública

A Baixada Fluminense parou para ver a candidata do PT, Dilma Rousseff. Ela deu início à sua campanha no segundo turno nesta quarta-feira (6) com uma carreata pelas ruas de Duque de Caxias e recebeu o calor dos fluminenses e firmou com eles dois compromissos: fazer investimentos em saneamento básico e tratamento de água e levar as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) para garantir segurança pública de qualidade para a região.

“Eu quis começar por aqui porque iremos priorizar duas questões muito importantes: o tratamento de água e o esgotamento sanitário. E aqui na baixada nós fizemos um esforço muito grande, porque durante muitos anos a baixada ficou sem os investimentos que beneficiariam a vida concreta das pessoas”, disse.

A Baixada também receberá as UPPs que estão levando segurança às comunidades mais pobres do Rio de Janeiro. “Nós voltamos a investir e vamos assumir um compromisso com a baixada que é o mesmo que assumimos lá na cidade do Rio de Janeiro, que é o programa das UPPs. Nós iremos levar para a baixada as Unidades de Polícia Pacificadoras que estão dando tão certo lá no Rio de Janeiro. Trazer para cá significa melhoria das condições de vida da Baixada. O que interessa é a qualidade de vida das pessoas e a segurança é uma questão central nisso”, explicou

Câmbio

Questionada sobre a queda do dólar frente ao Real, Dilma disse que não necessária uma intervenção no câmbio. Segundo ela, no longo prazo é preciso reduzir a relação dívida PIB, que já foi de 60% no governo FHC e no governo Lula caiu para cerca de 40%. A meta de Dilma é reduzir essa relação para o patamar dos 30%.

“Queria dizer o seguinte, eu considero que ajuste fiscal não tem uma relação direta com o câmbio. A questão do câmbio tem relação com os Estados Unidos e com o fato de eles ainda estarem numa crise profunda e isso não vai ser resolvido por ajuste fiscal”, explicou.

A solução, segundo Dilma, é dar mais competitividade para a indústria nacional ”tanto pela Reforma Tributária e pelo processo de melhoria do endividamento público”, apontou. Ela defendeu também o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), estabelecido pelo Ministério da Fazenda, porque impede que o mercado tome atitudes especulativas contra o Real.

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