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sábado, 23 de outubro de 2010

O Brasil acelera - ISTOÉ

O PIB é revisto para cima e uma enxurrada de investimentos dá o tom de uma fase de expansão inédita no País.
Quais as condições dadas pelos dois candidatos para que esse ciclo não pare?



Amauri Segalla e Adriana Nicacio –
R$ 100 BILHÕES
é quanto o brasileiro vai gastar no Natal de 2010, Para atender à demanda,
shoppings como o Pátio Higienópolis antecipam decoração e promoções





Na semana passada, saíram as novas projeções para o crescimento do Brasil em 2010. De acordo com estimativas do governo, de consultorias especializadas e de organizações como o Fundo Monetário Internacional, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro pode aumentar até 8% em 2010. Se o número se confirmar – e é muito provável que se confirme –, significará o maior salto econômico em três décadas. Sob qualquer ponto de vista, trata-se de um resultado extraordinário. Entre os emergentes, é a terceira melhor marca, atrás apenas de China, imbatível nesse quesito, e Índia. Na comparação com a média de desempenho do PIB mundial (alta de 4,8% em 2010), o indicador brasileiro chega a ser quase duas vezes maior. Uma escalada dessa magnitude oferece a milhões de brasileiros um inédito campo de oportunidades. O Brasil vai gerar em 2010 algo como 2,5 milhões de empregos, quase um Uruguai inteiro. Até o fim do ano, o valor que a população vai gastar na compra de bens de consumo chegará a R$ 2,2 trilhões, uma disparada de 22% ante 2009. Não à toa, o varejo espera para dezembro o melhor Natal da história. No período, o comércio deve movimentar R$ 100 bilhões, o que vai exigir um aumento de 60% na compra de insumos e produtos importados para atender à brutal alta da demanda. Dados superlativos como esses fizeram com que o Brasil deixasse de exercer um papel coadjuvante no palco econômico global. Hoje, o País é uma potência planetária, capaz de influenciar no jogo de forças entre as nações. “O Brasil passou para a liderança do crescimento mundial”, disse à ISTOÉ o ministro da Fazenda, Guido Mantega (leia entrevista).



Qualquer que seja o resultado das eleições, o próximo presidente terá uma imensa responsabilidade sobre seus ombros. O Brasil potência, algo sonhado por gerações, enfim se tornou uma realidade. Obviamente, há um longo caminho até o País eliminar por completo seus problemas, mas as recentes conquistas não podem ser obliteradas. “O maior desafio do Brasil é a sustentação do crescimento”, diz Paulo Nogueira Batista Júnior, diretor-executivo pelo Brasil e mais oito países no FMI. “Depois de 20 anos, o nosso maior objetivo passou a ser o desenvolvimento”, afirma Roberto Padovani, economista e estrategista sênior do banco WestLB. Investidores internacionais já demonstraram preocupação quanto a um possível rompimento da política econômica atual. Na ótica desse grupo, um cenário de continuidade assegura a manutenção do inédito ciclo de expansão verificado no País.


R$ 100 BILHÕES
é quanto o brasileiro vai gastar no Natal de 2010, Para atender à demanda,
shoppings como o Pátio Higienópolis antecipam decoração e promoções

Nestes dias em que as discussões políticas estão exacerbadas, a questão econômica foi incorretamente deixada de lado, mas é ela que, afinal de contas, influi na vida das pessoas. É o aumento da renda, que desde 1990 cresceu 163% no País, que permite que os brasileiros comprem mais, realizem seus sonhos ou poupem para assegurar um futuro sem sobressaltos. Ao comprar mais ou guardar dinheiro no banco, os brasileiros proporcionam lucros para as empresas e instituições financeiras – que, capitalizadas, contratam mais, investem mais, geram riqueza para o País.


“A General Motors vai investir R$ 2 bilhões no Brasil em 2011”
Jaime Ardila, presidente da GM para a América do Sul



Para a maioria dos analistas, existe uma diferença clara entre o desenvolvimento atual e o milagre econômico da década de 70 do século passado. Pela primeira vez, o crescimento não está associado à inflação (nos anos 1970, os preços subiam acima de dois dígitos a cada 12 meses. Em 2010, o índice inflacionário oficial deve ser de 5,2%). Com a estabilidade associada ao aumento da renda e à oferta abundante do crédito, o País deu novo fôlego ao seu mercado interno. Em poucos lugares do mundo a aviação cresce como no Brasil, em torno de 30% ao ano. Detalhe: na Europa, as maiores empresas do setor enfrentam uma crise sem precedentes e nos Estados Unidos espera-se um aumento inferior a 5% na venda de passagens em 2010. O mercado brasileiro é tão forte que a americana Boeing, em parceria com a Gol, decidiu instalar em Belo Horizonte seu centro de tecnologia e manutenção de aeronaves para todas as companhias da América Latina.


30%
é quanto deve crescer o mercado aéreo brasileiro em 2010,
marca não repetida por nenhum outro país

Na indústria automobilística, a expansão do mercado brasileiro só pode ser comparada ao desempenho chinês. De janeiro a agosto de 2010, foram vendidos no País 2,077 milhões de carros, 8,4% a mais que no mesmo período de 2009. Como resultado, o Brasil alcançou um feito tão surpreendente quanto simbólico: ultrapassou no ranking mundial a Alemanha, país-sede de gigantes como Volkswagen, Mercedes-Benz e BMW, e ficou atrás apenas de China, Estados Unidos e Japão. O interessante é que o mercado nacional não se destaca apenas no volume de vendas, mas também na qualidade do que é fabricado por aqui. Montadoras como General Motors e Fiat fizeram do Brasil uma plataforma mundial de desenvolvimento de produtos, que são inteiramente concebidos em território brasileiro para depois serem levados para a Europa e os Estados Unidos. Essa nova fase da indústria exige intensos aportes financeiros. Juntas, as principais fabricantes de carros instaladas no Brasil vão desembolsar cerca de R$ 20 bilhões nos próximos cinco anos no País, dinheiro que será revertido principalmente na ampliação e manutenção das plantas industriais. “Apenas em 2011 vamos investir R$ 2 bilhões no Brasil”, diz Jaime Ardila, presidente da GM para a América do Sul.



A pujança fez com que o Brasil passasse a ser cobiçado por investidores estrangeiros. A recente crise financeira global inverteu uma histórica equação no tabuleiro econômico mundial. Acredite: para uma corporação multinacional, tem sido mais fácil ganhar dinheiro no Brasil do que nos países de origem. Na semana passada, a Coca-Cola, a empresa mais globalizada do planeta, divulgou seu balanço. No terceiro trimestre de 2010, as vendas no Brasil cresceram 13% – mais do que em qualquer outro lugar onde a gigante de bebidas está presente. É covardia comparar a performance brasileira da companhia com o restante do mundo, que registrou alta de 5% nas vendas de refrigerantes. Empresas-símbolo em seus países faturam por aqui tanto quanto em suas próprias casas. A americana Avon igualou sua receita obtida no Brasil com o faturamento alcançado nos Estados Unidos. Nos dois casos, o número é de US$ 1,8 bilhão. Entre as 150 operações da alemã Nivea no mundo, a de melhor desempenho é a subsidiária brasileira. “Desde 1999 a economia brasileira faz as mesmas coisas em termos de combate à inflação e equilíbrio de contas públicas”, diz Robson Gonçalves, economista e professor da FGV Management. “Por isso, logo ficou claro que as regras do jogo são essas e que não vão mudar. Como resultado, as oportunidades de negócio no Brasil passaram a chamar a atenção de quem está lá fora.” Em 2003, o investimento direto estrangeiro no Brasil totalizou US$ 18,9 bilhões. Em 2010, esse número deve superar a marca dos US$ 30 bilhões.




“O Brasil lidera o crescimento mundial”

Em entrevista exclusiva, o ministro da Fazenda, Guido Mantega,
diz que o Brasil serve de exemplo até para os Estados Unidos

Por Octávio Costa e Adriana Nicacio



“A economia mundial vai crescer graças aos emergentes”


ISTOÉ – O Brasil é exceção no mundo em crise?
Guido Mantega – A América Latina é destaque na economia mundial, com o Brasil irradiando o crescimento para a Argentina, o Uruguai e outros países. Nós estamos importando de nossos vizinhos e estamos estimulando essas economias. Éramos o patinho feio. Ficávamos atrás dos emergentes, porque éramos o país da promessa. No semestre, nós crescemos 8,9%, a segunda maior evolução entre os países do G-20, atrás apenas da China. A economia mundial vai crescer 4,5% graças aos países emergentes chamados dinâmicos.

ISTOÉ – O Nobel Paul Krugman insiste para que os EUA tomem medidas de estímulo ao crescimento, como o Brasil. Há espaço para isso?
Mantega – Eu acho. Numa reunião do FMI, há duas semanas, eu falei para o Ben Bernanke, do FED, e o Timothy Geithner (secretário do Tesouro) que só a política monetária expansionista não resolve, porque a economia americana está apática. Não adianta colocar crédito. Se não há mercado, o empresário não toma o crédito. Eles baixam a taxa de juros, que está quase zero, o crédito fica empoçado e os investidores vêm para o Brasil. Lá eles ganham 0,36% por ano. Aqui, no mínimo, 10,75%. Os EUA têm que estimular a demanda como nós fizemos no Brasil.


ISTOÉ – Qual é a receita de crescimento do Brasil?
Mantega – O papel do Estado é muito importante. Temos que baratear o custo do financiamento. Nós fizemos várias leis, como a do crédito consignado, que facilita o acesso para o trabalhador. A alienação fiduciária também é importante, pois sem ela não haveria financiamento de automóvel. Aperfeiçoamos o setor de construção e estamos mantendo a isenção do IPI para material de construção, sem falar na política de desoneração do investimento, do consumo e da cesta básica. Aumentamos o investimento em infraestrutura. Foi fundamental a expansão do mercado interno. Crescemos com geração de emprego e investimos em agricultura familiar. O País era insignificante e hoje figura entre os líderes do crescimento mundial.

ISTOÉ – Qual foi o papel do mercado interno no crescimento?
Mantega – Sem dúvida, o Brasil é um dos poucos países onde há ascensão dos mais pobres. Criamos um mercado consumidor forte, com redução das classes mais baixas e aumento das classes C, B e A. É uma política que diminui o conflito social, porque o governo não está tirando do rico e dando para o pobre. Dá melhores condições para todas as classes. Em 2003, as classes A e B eram formadas por 13 milhões de pessoas. Em 2010, o total de brasileiros nessa faixa de renda pulou para 31 milhões. Nesse mesmo período, a população da classe C subiu de 66 milhões para 104 milhões. É impressionante. Mais de 50 milhões de pessoas subiram de classe social.

ISTOÉ – Como se explica a ascensão social?
Mantega – Colocamos o equivalente a uma França inteira em novos patamares de consumo. O que não conseguiríamos só com programas sociais nem com transferência de renda. Vocês sabem o que são 50 milhões de pessoas? A ordem é assim. Vem em primeiro lugar a criação de empregos. O Brasil já é, por exemplo, o segundo maior mercado da Nestlé. E começa a ser o segundo maior, o terceiro maior para uma série de empresas estrangeiras. A pesquisa do comércio varejista de agosto mostra um crescimento no mês de 2%. Se anualizarmos, haverá um crescimento de 24% no varejo. São números maiores do que os da China.

Postado por Luis Favre

sábado, 9 de outubro de 2010

Lula repudia polêmica do aborto e defende Dilma

O Presidente Lula repudiou ontem acusações à candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, de ser favorável ao aborto. Ele as comparou aos ataques que sofreu na campanha de 1989 e apresentou-se como defensor da liberdade religiosa.


"Duvido que tenha um pastor que tenha que agradecer a alguém mais do que a mim pelo que eu fiz pela liberdade religiosa neste país", afirmou Lula, em entrevista ao lado do senador reeleito e bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, Marcelo Crivella (PRB-RJ). "Que vai ter gente falando isso ou aquilo, sempre terá. Faz parte do jogo político", avaliou. "Sempre tem gente que baixa o nível, que desvia do principal, mas isso é normal na democracia. Quem está julgando são os brasileiros. E a gente vai ganhar as eleições."


Para Lula, "sempre há" jogo sujo em disputas eleitorais. "A Dilma tem programa, um governo que pode orgulhosamente comprovar o que fez, ela tem posição contra o aborto, já dita por ela."


O presidente disse que também foi vítima de acusações quando concorreu às eleições de 1989. "Falavam da minha barba, da estrela do meu partido, da cor da bandeira do meu partido, diziam que eu ia acabar com as igrejas evangélicas. Estou com oito anos de mandato, e as pessoas sabem o que eu fiz."


Após a inauguração de novas instalações do Centro de Pesquisas da Petrobrás (Cenpes), Lula disse considerar "uma bênção de Deus" o segundo turno nas eleições presidenciais. "O segundo turno permite que as pessoas conheçam melhor cada candidato e que haja um debate de ideias mais frontal", disse o presidente, que prometeu "participar de muita coisa" na campanha.


Marina.


Lula chamou a senadora Marina Silva (PV) de "extraordinária companheira". "Entrou (no governo) quando eu quis e saiu quando ela quis", elogiou. "Compreendo que vá demorar um pouco para tomar a decisão. E talvez nem tome decisão, vá ficar um pouco neutra. Mas é importante lembrar que os eleitores vão se movimentando, não estão parados."


Para o presidente, a maior parte dos votos de Marina será transferida para Dilma, já que "67% dos votos foram para as mulheres". "Significa que o povo deu um recado: queremos uma mulher na Presidência."

terça-feira, 28 de setembro de 2010

dilma - Programa de TV - Tarde - 28/09



No fim da campanha, Lula e Dilma fazem o que o jenio e o PiG mais temiam: comparar o governo FHC/Serra com o governo Lula/Dilma.

Lula e Dilma dão de 10 a 0.

É importante enfatizar a questão formal.

A qualidade dos vídeos da campanha da Dilma revela um grau de sofisticação técnica que apequena o trabalho das Deidades Provinciais que trabalham para os tucanos de São Paulo.

O Rodrigo Maia tinha toda a razão: eles iam ajudar a afundar o Serra.

O vídeo retoma o início da campanha na televisão: Lula é Dilma e Dilma é Lula.

Não há Datafolha ou Globope que desmonte essa comunhão.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Na campanha da Dilma, tudo calmo

blog do luisnassif, dom, 26/09/2010 - 20:31
Na campanha da candidata Dilma Rousseff, o último tracking do iG/Vox Populi não acendeu sequer a luz amarela. Considera-se a variação absolutamente normal incidindo sobre votos de indecisos. Não há o menor sinal de qualquer tipo de onda que subtraia votos da candidata.

No tracking interno, por exemplo, Dilma subiu um ponto e Serra caiu outro. Mas o desempenho da candidata continua rigorosamente dentro das previsões, de oscilar em torno de 50 pontos, com alguma gordura pequena podendo aumentar ou diminuir um pouco o percentual, mas nada que coloque em risco a vitória no primeiro turno

domingo, 29 de agosto de 2010

Imagem de Dilma perante o eleitor mostra avanço além da tutela de Lula

ANÁLISE


MAURO PAULINO
DIRETOR-GERAL DO DATAFOLHA
ALESSANDRO JANONI
DIRETOR DE PESQUISAS DO DATAFOLHA

Na última pesquisa Datafolha, Dilma Rousseff (PT) abriu 20 pontos de vantagem sobre José Serra (PSDB) na disputa pela Presidência. Ela ampliou seu alcance a todos os segmentos sociais, tornou-se mais conhecida, cristalizou o vínculo com Lula e começa a transmitir, de acordo com os dados publicados hoje, que tem luz própria.
A simpatia pela candidatura petista espraiou-se inclusive em redutos sagrados do tucanato, como o Estado de São Paulo, sua capital e os segmentos mais elitizados do eleitorado. E essa evolução, principalmente em território inimigo, dá-se mais pela imagem da criatura do que pela tutela de seu criador.
O grupo de eleitores que quer votar na candidata de Lula, mas não o faz por desconhecer Dilma, é hoje residual. Dos oito pontos que a ex-ministra ganhou no último mês, apenas três vieram do estrato fiel ao presidente. A maior parte chegou de subconjuntos que não são totalmente favoráveis a Lula.
A petista conseguiu, nesse espaço de tempo, comunicar a segurança da continuidade e associar sua imagem à capacidade técnica necessária para assumir o cargo que pleiteia, sem o contraponto de uma oposição clara e contundente a essas mensagens.
Sem considerar a cobertura jornalística, com entrevistas e agenda em horário nobre, e projetando-se apenas os 35% de brasileiros que dizem ter visto a propaganda petista na TV, tem-se cerca de 47 milhões de eleitores.
Eles viram a petista em seu momento mais confortável, sem o ruído negativo de, por exemplo, alguma pergunta incômoda. E para a maioria, segundo o Datafolha, Dilma é a candidata com melhor desempenho na TV.
O saldo é a percepção predominante, neste momento, de que a petista é a mais preparada para manter a estabilidade econômica, defender os pobres, combater a violência, cuidar da educação, combater o desemprego e até a mais simpática.
Sobraram a Serra, até aqui, o alento de sua experiência política, o recall da área da saúde e a pecha de defensor dos ricos.
Dizer que Dilma não é Lula é insuficiente. Neste momento, pode até ser positivo para a petista. A Dilma, por outro lado, basta manter a aura conquistada. A ex-ministra deve provar que não é efêmera, como qualquer moda impulsionada pelo marketing.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Economia e política na eleição

fsp
LUIZ GUILHERME PIVA


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O próximo presidente poderá atenuar as curvas em ascensão da economia, mas não poderá conviver com estagnação, recessão e exclusão
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A economia tem papel central na eleição presidencial. Está na base da popularidade de Lula e do crescimento de sua candidata e permeia as dificuldades da oposição de encontrar discursos diferenciados do governista na gestão econômica -e que tenham, assim, maior apelo eleitoral.
Os números disponíveis mostram um quadro econômico muito positivo. Não chegam a configurar um país que as celebridades chamam de "Primeiro Mundo". Mas põem o Brasil num padrão bem melhor do que o de há alguns anos. Podem-se desfiar indicadores relativos a PIB, investimento, crédito, consumo, rendimentos, finanças públicas, condições sociais, emprego, educação, saúde, alimentação, habitação etc. No geral e no específico, os gráficos têm comportamento parecido: curva ascendente nos últimos anos.
Tal desempenho significa que está havendo geração de riqueza real e que parcelas dela vêm sendo apropriadas de forma menos desigual pelos atores. Para comparar: o período de crescimento intenso, dos anos 50 aos 70 (com fases distintas) marcou-se pela apropriação muito desigual da riqueza gerada.
Dos anos 80 em diante, sem crescimento (sem geração de riqueza), a inflação, alternada ou combinada com recessões, manteve a concentração funcionando.
A estabilidade monetária, de 1994, e a retomada do dinamismo econômico com distribuição de renda, desde 2004/2005, mudaram muito o desenho econômico e social do país. Contingentes enormes da população passaram a usufruir de padrões de vida e de consumo que antes, apesar de básicos, pareciam inatingíveis. Isso tem dimensões políticas fortes, a começar por aquela mencionada no primeiro parágrafo.
Mas a dimensão política mais profunda é que tais contingentes não abrirão mão desse novo patamar. Sua entrada em cena (ou seja, nos mercados de bens, serviços, valores e aspirações) tem marcas de aluvião: avoluma-se, transborda e se sedimenta -rápida e continuamente. Nos marcos democráticos de participação política, informação e organização que, no Brasil e no mundo, se multiplicaram nas décadas recentes, não serão decisões governamentais de ajuste econômico ou de acomodação política que lograrão afastar essas camadas de cena. Se isso for tentado -como se fez a cada momento em que a economia e/ou as elites pediram um ajuste concentrador ou de restrição política-, poderá custar caro ao governante.
Daí que o próximo presidente assumirá sob a circunstância de manter as curvas em ascensão. Poderá atenuá-las, mas não poderá, por intenção ou necessidade, conviver com estagnação, recessão e exclusão. A política (o aluvião) tem animado a economia. E esta, como eu dizia, tem papel central na eleição presidencial.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Já foi lançada uma estrela prá quem souber enxergar, pra quem quiser alcançar e andar abraçado nela...

pablo milanez... Chico....Canção pela unidade latinoamericana. ..

ACABAR
COM A DISTÂNCIA MORTAL
QUE SEPAROU NOSSAS VIDAS


TRBALHAVAM PARA DESUNIR NOSSAS MÃOS
E FAZER COM QUE OS IRMÃOS SE MIRASSEM COM TEMOR


QUANDO PASSARAM OS ANOS,
SE ACUMULARAM RANCORES,
ESQUECERAM-SE OS AMORES,
PARECÍAMOS ESTRANHOS , Ã,Ã,Ã

QUE DISTÂNCIA (DIFERENÇAS SOCIAIS, NO BRASIL)TÃO SOFRIDA
QUE MUNDO TÃO SEPARADO(NOSSO APRTHEID)
JAMAIS ENCONTRADO
SEM ACOLHER-APORTAR NOVAS VIDAS

E QUEM GARANTE QUE A HISTÓRIA É CARROÇA ABANDONADA
NA BEIRA DA ESTRADA
OU NUMA ESTAÇÃO INGLÓRIA

A HISTÓRIA É UM CARRO ALEGRE
CHEIO DE UM POVO CONTENTE
QUE ATROPELA INDIFERENTE
TODO AQUELE QUE A NEGUE, EHEHEH,
ABRE NOVOS ESPAÇOS,
ACENANDO MUITOS BRAÇOS,
BALANÇANDO NOSSOS FILHOS

O QUE BRILHA COM LUZ PRÓPRIA
NINGUÉM PODE APAGAR
SEU BRILHO PODE ALÇANCAR
A OBSCURIDADE DE OUTAS COISAS

E PRA IMPEDIR QUE A CHAMA
SAIA ILUMINANDO O CENÁRIO
SAIA INCENDIANDO O PLENÁRIO
SAIA INVENTANDO OUTRA TRAMA (DOS DONOS DO PODER)

E QUEM VAI EVITAR QUE OS VENTOS
BATAM PORTAS MAL FECHADAS
E VIREM GUERRAS MAL CONTADAS
E ESPALHEM NOSSOS LAMENTOS

ENFIM, QUEM PAGA O PECAR
DO TEMPO QUE SE GASTOU
DAs VIDAs QUE CUSTOU
E DAS QUE PODE CUSTAR

JÁ FOI LANÇADA UMA ESTRELA
PRA QUEM SOUBER ENXERGAR
PRA QUEM QUISER ALCANÇAR
E ANDAR ABRAÇADO NELA....
BIS

Temer vê versão paulista do voto 'Dilmasia'

Temer vê vTemer vê versão paulista do voto 'Dilmasia'
Vice de Dilma diz enxergar fenômeno onde eleitores de São Paulo dedicam o voto à chapa de Dilma e a Quércia para Senado
Nara Alves, iG São Paulo | 16/08/2010 17:59

O presidente da Câmara e vice na chapa presidencial petista, Michel Temer (PMDB-SP), acredita que esteja ocorrendo em São Paulo a versão paulista do “Dilmasia”, o voto casado na presidenciável petista Dilma Rousseff (PT) e no governador Antonio Anastasia (PSDB), candidato à reeleição em Minas Gerais.

Em São Paulo, a combinação que vem ocorrendo, segundo ele, é o voto nele próprio para vice - ou seja, em Dilma - e no candidato ao Senado, o ex-governador Orestes Quércia (PMDB), que disputa a eleição na chapa do candidato tucano José Serra (PMDB). “Os peemedebistas aqui (em São Paulo) estão fazendo uma chapa curiosa, Temer vice e Quércia senador”, afirmou.

Para Temer, o “fenômeno curioso” é reflexo da reunificação do partido nacionalmente. “O PMDB está reunificado. Na minha reeleição à presidência do partido, coisa que eu não queria, tivemos algumas dissidências, o Quércia é uma”, lembrou. Ele acredita, no entanto, que caso a chapa petista seja eleita, o governo terá o apoio de mais um senador. “Se o Quércia for eleito e nós formos eleitos, eu tenho certeza que teremos mais um senador apoiando o governo”, disse.
ersão paulista do voto 'Dilmasia'
Vice de Dilma diz enxergar fenômeno onde eleitores de São Paulo dedicam o voto à chapa de Dilma e a Quércia para Senado
Nara Alves, iG São Paulo | 16/08/2010 17:59
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O presidente da Câmara e vice na chapa presidencial petista, Michel Temer (PMDB-SP), acredita que esteja ocorrendo em São Paulo a versão paulista do “Dilmasia”, o voto casado na presidenciável petista Dilma Rousseff (PT) e no governador Antonio Anastasia (PSDB), candidato à reeleição em Minas Gerais.

Em São Paulo, a combinação que vem ocorrendo, segundo ele, é o voto nele próprio para vice - ou seja, em Dilma - e no candidato ao Senado, o ex-governador Orestes Quércia (PMDB), que disputa a eleição na chapa do candidato tucano José Serra (PMDB). “Os peemedebistas aqui (em São Paulo) estão fazendo uma chapa curiosa, Temer vice e Quércia senador”, afirmou.

Para Temer, o “fenômeno curioso” é reflexo da reunificação do partido nacionalmente. “O PMDB está reunificado. Na minha reeleição à presidência do partido, coisa que eu não queria, tivemos algumas dissidências, o Quércia é uma”, lembrou. Ele acredita, no entanto, que caso a chapa petista seja eleita, o governo terá o apoio de mais um senador. “Se o Quércia for eleito e nós formos eleitos, eu tenho certeza que teremos mais um senador apoiando o governo”, disse.

Dilma promete remédio para hipertensão e diabetes de graça

ANDREA JUBÉ VIANNA -
Agência Estado
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, anunciou hoje, em Brasília, a política de medicamentos que vai constar de seu programa de governo. Segundo ela, num eventual governo da petista, a distribuição de remédios a custo zero para a hipertensão e a diabetes seria universalizada. Hoje, o programa Farmácia Popular do governo federal subsidia em até 90% esses medicamentos. Dilma explicou que a intenção é cobrir os 10% restantes.



Segundo ela, o governo tem condições de arcar com esse custo. A petista afirmou que, atualmente, a despesa com a cobertura dos 90% do custo dos medicamentos representa cerca de R$ 400 milhões ao ano. Esses medicamentos seriam distribuídos mediante convênio com farmácias da rede privada, por causa da elevada capilaridade. Atualmente, existem mais de 12 mil farmácias cadastradas no programa Farmácia Popular.

Pêndulos

FERNANDO RODRIGUES
fsp
BRASÍLIA - Além do fenômeno da polarização entre PT e PSDB (esta é a quinta eleição presidencial decidida pelas duas siglas), também se cristaliza na política brasileira a teoria dos pêndulos.
São os Estados mais relevantes do país que podem pender para tucanos ou petistas durante uma disputa. Os cinco Estados mais relevantes, por abrigarem os cinco maiores eleitorados, são, pela ordem, São Paulo (22,3% do total do país), Minas Gerais (10,7%), Rio de Janeiro (8,5%), Bahia (7%) e Rio Grande do Sul (6%). Juntos, somam expressivos 54,5% dos eleitores brasileiros.
Em disputas recentes, sempre que um candidato a presidente vence na maioria desses Estados, leva também o Planalto. Em 1994 e 1998, o tucano Fernando Henrique venceu em quatro desses eleitorados -foi derrotado pelo petista Luiz Inácio Lula da Silva as duas vezes no Rio Grande do Sul.
Já em 2002, foi a vez de Lula vencer em quatro desses Estados no primeiro turno. Só perdeu no Rio de Janeiro, pois naquele ano um político local (Anthony Garotinho) estava no páreo e teve a maioria dos votos fluminenses. Em 2006, o petista também venceu em quatro "pêndulos". Perdeu em São Paulo para o paulista Geraldo Alckmin.
Na atual eleição, as coisas estavam mais ou menos equilibradas até meados de julho. O tucano José Serra vencia em São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Agora, perdeu o eleitorado mineiro para a petista Dilma Rousseff -que já ostenta larga vantagem na Bahia e no Rio de Janeiro, segundo a pesquisa Datafolha do fim de semana.
A eleição é apenas no dia 3 de outubro e viradas sempre podem ocorrer. Mas uma coincidência a favor de Dilma estabeleceu-se nas sondagens de intenção de voto. Nas últimas quatro eleições, quem teve maioria em Minas Gerais, Rio e Bahia encaçapou também o Palácio do Planalto. Essa é exatamente a situação da petista no momento.

DILMA: "Oposição acha que o Brasil pode menos".Mas quer que a população esqueça como eles governam...

Com o trocadilho em que substituiu o slogan da campanha presidencial demotucana "O Brasil Pode Mais" de José Serra (PSDB-DEM-PPS) pela frase a oposição "sempre acha que o Brasil pode menos", Dilma Rousseff fez uma síntese perfeita do que tem sido (quando no governo) essa oposição que disputa a eleição conosco.

De quebra, a candidata do governo, do PT e dos partido aliados reavivou na memória do eleitorado o que foram os oito anos de tucanato da dupla FHC/Serra (1995-2002) na presidência da República - aquele período que eles tentam esconder ao fugir de comparações, na vã esperança de que também a população o esqueça.
Dilma diz que "a construção civil vivia em crise. O Brasil não tinha política habitacional há mais de 25 anos. Quando nós fizemos o Minha Casa, Minha Vida e falamos 'a nossa meta é um milhão' (de casas) o pessoal do pessimismo disse "não vão conseguir". A nossa oposição sempre acha que o Brasil pode menos"

"Falar de eficiência sem mostrar o que já fez - destacou Dilma referindo-se a Serra - é muito fácil. Daqui para a frente, vamos avaliar o que as pessoas fizeram. Elas falam, por exemplo, 'eu vou dobrar o Bolsa Familia'. Então, por que quando estava no governo do Estado de São Paulo (3,5 anos) reduziu os programas de transferência de renda, como o Renda Cidadã?"

Dilma, a escolhida

Escolhida
Associated Press e Reuters fecharam a semana despachando o Datafolha com a liderança de oito pontos da "sucessora escolhida a dedo por Lula", descrição de ambas. No Top 10 da semana no Twitter, segundo o Mashable, "Política brasileira" apareceu em oitavo. No detalhamento, "Dilma Rousseff é uma economista e política brasileira que disputa a Presidência".
A Reuters acrescentou que nem ela nem José Serra "são vistos como rompendo com as políticas majoritariamente amigas-do-mercado". Já na Bloomberg, "risco dos títulos do Brasil deve passar" o dos títulos do México, segundo o Morgan Stanley.

Pela primeira vez, petista empata com tucano entre as mulheres

UIRÁ MACHADO
DE SÃO PAULO

Pela primeira vez na corrida presidencial deste ano, Dilma Rousseff (PT) consegue empatar com José Serra (PSDB) entre as mulheres.
Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, Dilma e Serra têm, cada um, 35% das intenções de voto no eleitorado feminino. Entre as mulheres, é o patamar mais alto da petista e o mais baixo do tucano ao longo da disputa.
Se dependesse apenas dos homens, Dilma venceria, e com folga, já no primeiro turno. Ela tem 47% de intenção de voto no eleitorado masculino, contra 31% de Serra. Em 2002 e em 2006, Lula também só foi ao segundo turno por causa das mulheres.
Entre os eleitores que têm de 25 a 34 anos -a faixa etária do eleitorado mais volumosa-, Dilma conquista sua maior vantagem: 45% a 31%.
Os eleitores mais velhos, com 60 anos ou mais, dão empate técnico: Dilma tem 37%, e Serra, 36%.
A vantagem de Dilma também é grande entre os eleitores que têm ensino médio. A petista aparece com 44%, e o tucano, com 32%. Entre os que têm ensino fundamental (40% a 35%) e superior (35% a 31%) a diferença é menor.
Os mais ricos são os únicos que dão vitória a Serra: 44% dos que ganham mais de dez salários mínimos dizem querer votar no tucano, contra 28% que apontam a petista.
Entre os mais pobres, Dilma tem 42%, e Serra, 33%

Metade do eleitorado crê na vitória de Dilma

Entre os brasileiros que aprovam o governo Lula, candidata petista abre 22 pontos de vantagem sobre Serra

Dilma já mostra força em capitais que antes eram redutos de Serra, como São Paulo (37%) e Belo Horizonte (34%)

FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA

Além de ter se isolado à frente na pesquisa Datafolha para presidente, Dilma Rousseff (PT) ampliou entre os eleitores a percepção de que será a vitoriosa em 3 de outubro. Para 49% a petista vencerá, contra 25% que apostam no êxito de José Serra (PSDB). A margem máxima de erro é de dois pontos.
Há 20 dias, 41% achavam que Dilma se elegeria, contra 30% que apontavam Serra.
É comum haver assimetria entre a expectativa de vitória e a intenção de voto. Segundo a pesquisa do Datafolha feita de 9 a 12 deste mês, Dilma tem 41%, e Serra, 33%. A diferença de oito pontos na intenção de voto se converte em 24 pontos quando se trata da expectativa de vitória.
Outro indicador mostra o viés de alta de Dilma. Dos que optam por Dilma, 80% dizem que seu voto a favor da petista está "totalmente decidido" e 19% ainda admitem mudar. Dos eleitores de Serra, 70% estão totalmente decididos e 28% admitem mudar. No eleitorado de Marina, só 59% se dizem decididos.
Esses percentuais indicam que os votos em Marina e em Serra são menos sólidos do que os de Dilma. Essa maior volatilidade entre serristas e marinistas indica haver um potencial para baixas na intenção de votos de ambos.

LULISMO
Encomendada pela Folha e pela Rede Globo, a pesquisa Datafolha revela um crescimento de Dilma após meses de estabilidade entre os eleitores que aprovam Lula.
A intenção de voto de Dilma entre esses lulistas saiu de 43% na pesquisa de 20 a 23 de julho para 49% agora. Já Serra tinha 32% há 20 dias e agora recuou para 27%.
Dilma também já mostra força em capitais importantes, antes redutos serristas. Em Belo Horizonte, há 20 dias, Serra vencia com 41% contra 31% da petista. Agora, Dilma foi a 34% e ele recuou para 32%. O mesmo ocorreu em São Paulo. Ele vencia Dilma por 39% a 34% em julho. Agora, o tucano está com 40% e a petista obteve 37%, situação também de empate.
Nas regiões metropolitanas, Dilma e Serra estavam empatados há 20 dias, cada um com 35%. Agora, ela foi a 40% e ele caiu para 30%.

domingo, 15 de agosto de 2010

Dilma diz que oposição já recebeu as Farc no Brasil

candidata Dilma Rousseff criticou, em coletiva, a intenção do candidato do PSDB, José Serra, de abordar a relação do PT com as Farc.. "A própria oposição já recebeu as Farc", afirmou Dilma.

"O ex-presidente FHC soltou no Brasil o marido (o padre colombiano Olivério Medina) dessa mulher. Mas eu não vou usar esse fato. É uma atitude que não é correta", disse Dilma, em referência a Angela Slongo, que foi contratada pela Secretaria de Pesca da Presidência da República no governo Lula.

Dilma aproveitou a ocasião para comentar o resultado da pesquisa Sensus divulgado hoje dizendo que os números provocam otimismo, mas quer cautela da equipe de campanha. "Isso não vai autorizar ninguém a entrar no clima de 'oba-oba'".

A candidata do PT espera um debate excelente e de alto nível. "A eleição é algo que todo mundo que antecipou e sentou na cadeira antes de ganhar cometeu um erro. Soberba e autossuficiência não são nunca premiadas". Após o fim da coletiva, Dilma entrou no hotel para se vestir e se preparar acompanhada do marqueteiro João Santana Filho e o ex-ministro Antonio Palocci.

Dilma promete construir 2 milhões de moradias em seu governo

BELO HORIZONTE - A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, prometeu hoje, durante evento em Belo Horizonte (MG) contratar 2 milhões de moradias durante seu governo caso seja eleita.

Segundo ela, até o final deste ano, o governo federal deverá contratar 1 milhão de moradias em uma política habitacional cujo principal destaque é o programa de subsídios Minha Casa, Minha Vida.

Dilma afirmou que a ampliação das contratações seguirá o mesmo perfil das moradias subsidiadas atualmente. "As pessoas que ganham até cinco salários mínimos representam 96% da população do país. Se não tiver subsídio, eles não comprarão. Tem que dar subsídio sim", disse Dilma.

A candidata do PT aproveitou para criticar o seu principal adversário, José Serra (PSDB). Ela afirmou que o salário inicial de delegado no Piauí é menor que o pago em São Paulo e que o candidato tucano prometeu dobrar o número de beneficiados no bolsa família, mas quando governador de São Paulo teria reduzido os programas de transferência.

Dilma, em companhia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizará daqui a pouco um comício na Praça da Estação, em Belo Horizonte.

Dilma diz que 'tudo que for positivo' no governo é motivo de orgulho para ela

Carol Pires / BRASÍLIA - Estadão.com.br

Confrontada, em entrevista coletiva, com a informação de que alguns ministérios estão montando cronogramas para divulgação de informações do governo federal para serem usados pela campanha presidencial petista, a candidata Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira, 11, que “tudo o que for positivo do governo” é motivo de “orgulho” para ela.

“Qual a correlação entre a minha campanha e os dados do governo? Tudo o que for positivo do governo é uma relação que eu tenho orgulho de ter participado”, afirmou a candidata. “Qual é a alternativa, esconder que o país esta bem? É não deixar saber que nos criamos 14 milhões de emprego? A quem interessa ocultar que a economia brasileira apresenta resultados elevados?”, questionou.

Dilma disse, no entanto, que essas informações sobre índices e conquistas do governo federal não têm tanto poder de influência sobre a população. “Por mais que haja esse poder da informação, o grande poder, o poder de fato que elas percebem é a mudança na vida de qualquer um de nós”, disse a petista, pouco antes de participar do evento IV Brasil nos Trilhos, promovido pela Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF).

sábado, 14 de agosto de 2010

Dilma ‘é uma espécie de mãezona do País’, afirma Maria da Conceição Tavares

Bruno Siffredi

Bruno Siffredi
Em vídeo divulgado no site de campanha da presidenciável petista na quinta-feira, 12, a economista Maria da Conceição Tavares manifestou seu apoio à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. “Mesmo que não a conhecesse preferiria ela, porque as mulheres tem mais bom coração que os homens, e este povo está precisando que alguém olhe por ele”, afirmou a economista, que definiu Dilma como uma “espécie de mãezona do País”.
“Ela é uma pessoa fantástica. Uma trabalhadora incansável, uma mulher estupidamente inteligente e de grande sensibilidade popular. É uma espécie de mãezona do País. É uma pessoa que de vez em quando parece severa, porque não é brincadeira estar num governo na Casa Civil, mas que efetivamente é uma pessoa muito bondosa, muito generosa”, disse.
Conceição Tavares, que em abril comemorou 80 anos em festa que teve na lista de convidados Dilma e o candidato do PSDB, José Serra, ambos ex-alunos da economista, relembrou seu primeiro encontro com a petista, quando lecionava na Universidade de Campinas (Unicamp) na década de 1980, e rasgou elogios para ela. “Ela foi uma aluna brilhante, uma mulher inteligentíssima, uma pessoa de mente aberta e coração aberto”, afirmou.
Em seguida, a economista ressaltou a importância de ter a primeira mulher na Presidência, em caso de uma eventual vitória de Dilma: “O Chile já teve (uma mulher presidente), a Argentina já teve, e nós estávamos atrasados. Agora chegou a hora das mulheres.”

Dilma Rousseff (PT) defende a ampliação da classe média

Na Federação das Indústrias de Santa Catarina, a candidata do PT disse aos empresários que um dos desafios é ampliar a classe média brasileira.


Dilma Rousseff participou de um debate na RBS TV, afiliada da Rede Globo, e falou do seu programa de governo. Na Federação das Indústrias de Santa Catarina, a candidata do PT disse aos empresários que um dos desafios é ampliar a classe média brasileira.

“O Brasil hoje já é 69% um país que está entre a classe B, C e A e o nosso objetivo é transformar esse país em um país que seja de classe média, no mínimo”, disse a candidata do PT à presidência Dilma Rousseff.

Dilma promete turbinar fase 2 de programa habitacional

Dilma promete turbinar fase 2 de programa habitacional
DENISE MADUEÑO - Agência Estado
Dias depois da revelação de baixo desempenho do programa "Minha Casa, Minha Vida", a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, anunciou hoje uma turbinada no programa habitacional com a inclusão de eletrodomésticos e móveis básicos na segunda fase do projeto, voltado para atender dois milhões de casas. A promessa foi feita durante entrevista da candidata em um cenário que reproduz uma sala de uma residência montado para as gravações do programa eleitoral de TV, com início marcado para a próxima terça-feira.



"Tem uma parte do programa "Minha Casa, Minha Vida" que ainda não está completa. A minha equipe está fazendo os últimos detalhes para o "Minha Casa, Minha Vida 2" contemplar eletrodoméstico e alguns móveis básicos", disse. "Isso pode ser bastante acessível, porque nós vamos comprar em grande escala. Teria de acrescentar, mas não é muito. Veja o que é isso em dois milhões de moradia", afirmou.


O programa de habitação popular do governo federal é um dos principais pontos de campanha da petista. Ontem, a direção da Caixa Econômica Federal se mobilizou para rebater informação publicada no Jornal Folha de S.Paulo de que apenas 565 casas para inscritos com renda de até três salários mínimos, ou 0,23% dos contratos assinados, foram entregues até agora. A Caixa diz que 3.588 unidades já estão entregues e que 114 mil deverão estar com os novos donos até o fim deste ano.


A candidata afirmou que a política habitacional que pretende desenvolver prevê R$ 71 bilhões a partir de 2011 até 2014 para a população que ganha até dez salários mínimos, de forma subsidiada. Para a classe média, serão destinados R$ 44 bilhões por ano para financiamentos voltados à aquisição, melhoria ou reforma de casas.


Dilma Rousseff passou a tarde gravando seu programa eleitoral no cenário que representa, para ela, a casa da "nova classe média". Pela manhã, ela se encontrou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada.


Pesquisa


Dilma considerou sua posição de liderança nas pesquisas eleitorais uma demonstração de que sua campanha está indo bem. A pesquisa Datafolha divulgada ontem apontou Dilma com 41% das intenções de voto e José Serra, candidato do PSDB, com 33%. A candidata evitou falar em vitória no primeiro turno, mas considerou que a pesquisa permite várias leituras. "Eu prefiro não tratar desta questão através de uma análise de pesquisa. Para a gente ganhar a eleição não é pesquisa que importa. O que importa é a gente se esforçar ao máximo para comunicar o programa que nós desenvolvemos de continuidade e de aprofundamento do governo Lula", disse. Dilma acrescentou que até o dia 3 de outubro não há nada decidido.


A petista afirmou ainda que a "pior coisa" que pode acontecer em uma campanha é o salto alto. "O salto alto combina duas coisas: a autossuficiência e a soberba, dois grandes inimigos de qualquer ser humano em qualquer atividade. Nós não vamos correr esse risco, porque estou muito consciente disso."