09/08/2010 - 20h57
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, justificou nesta segunda-feira (9) as alianças do PT com antigos desafetos do partido como fruto da experiência adquirida pela sigla desde que chegou ao governo federal.
"O PT não tinha experiência de governo e agora tem", disse a presidenciável, ao ser questionada sobre os apoios dados pelos ex-presidentes Fernando Collor (PTB-AL), José Sarney (PMDB-AP) e por Jader Barbalho (PMDB-PA) a sua candidatura ao Palácio do Planalto.
"A pergunta é outra: onde o PT acertou? O PT acertou ao perceber que é preciso governar o país com uma aliança ampla. Nós não aderimos ao pensamento de quem quer que seja", completou.
A ex-ministra da Casa Civil estreou nesta segunda-feira uma série de entrevistas realizadas pelo Jornal Nacional da Rede Globo com os presidenciáveis. Nesta terça-feira (10) será a vez de Marina Silva, do PV, e na quarta (11), do tucano José Serra.
Experiência e capacidade de negociação
Dilma foi questionada sobre sua falta de experiência eleitoral e como isso poderia afetar seu governo caso fosse eleita. "Tenho experiência administrativa suficiente", disse. "Fui a primeira secretária municipal de fazenda de uma capital".
"O pessoal tem que escolher o que eu sou. Uns dizem que eu sou uma mulher forte; outros, que eu tenho um tutor", disse, para depois elencar os cargos que ocupou na trajetória pública até ser nomeada ministra-chefe da Casa Civil, em 2005.
Ela também foi perguntada sobre a imagem de "dura" que mantinha em sua passagem pelo governo e de que forma essa pecha afetaria as negociações políticas durante uma eventual administração petista. Acho que sou uma pessoa firme", disse.
"Em relação aos problemas do povo brasileiro, eu não vacilo. Pelo cargo que ocupei (no governo Lula), me considero preparada para o diálogo", afirmou. Ela negou ter "maltratado" ministros, como afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um discurso.
Crescimento
Dilma atribuiu o crescimento menor do Brasil em relação a outras economias emergentes ao legado deixado pelos governos anteriores no país. Ao ser questionada sobre os baixos investimentos em saneamento público, afirmou que o governo mostrará "um resultado excepcional" já em 2010.
"No governo anterior [do tucano Fernando Henrique Cardoso], foram investidos menos de R$ 300 milhões no Brasil inteiro", criticou. "Hoje, investimais mais de R$ 270 milhões só na favela da Rocinha (no Rio de Janeiro)", defendeu.
Eliane Cantanhêde: Entrevista ao "JN" mostra que Dilma está muito bem treinada
candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, participou nesta segunda-feira do ciclo de entrevistas ao vivo no "Jornal Nacional", da Rede Globo, e mostrou estar muito bem treinada, segundo a colunista da Folha Eliane Cantanhêde
Durante a entrevista, os apresentadores William Bonner e Fátima Bernardes "apertaram a candidata", mas ela não perdeu a pose. Dilma usou as perguntas para comparar os governos FHC e Lula.
Com exceção de um escorregão, quando se confundiu ao dizer Baixada Santista do Rio, em vez de dizer Baixada Fluminense, Dilma mostrou estar afiada e prova que já sabe enfrentar
o "Jornal Nacional" ao vivo, em cores e com perguntas incisivas. "Não é pouca coisa para quem nunca disputou uma eleição a nada na vida", afirma a jornalista
cole este endereço e vá
http://g1.globo.com/videos/jornal-nacional/v/dilma-rousseff-e-entrevistada-no-jornal-nacional/1315694/#/Eleições 2010/page/1
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
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