sábado, 18 de setembro de 2010

Dilma acusa oposição de usar "calúnias e falsidades" por medo de derrota

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou nesta sexta-feira (17) que os oposicionistas promovem “calúnias e falsidades” para ligar sua campanha ao vazamento de dados da Receita e ao suposto lobby na Casa Civil, do qual resultou a demissão de sua sucessora na pasta. Em um comício organizado na cidade mineira de Juiz de Fora, ela disse que a mesma estratégia foi usada nas eleições de 2002 e 2006

Na quinta-feira (16), a sucessora de Dilma na coordenação do governo, Erenice Guerra, deixou o cargo após denúncias que ligaram sua família a um suposto lobby de empresários interessados em contratos com o governo federal. A ministra acompanhou a presidenciável petista desde 2003, quando ela assumiu a pasta de Minas e Energia.

O comício foi realizado a pedido do candidato do PMDB ao governo de Minas Gerais, Hélio Costa, que, de acordo com as pesquisas de intenção de voto, perdeu a liderança para o governador Antonio Anastasia (PSDB), aliado do ex-governador e candidato ao Senado Aécio Neves (PSDB). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva compareceu e reforçou as críticas aos aliados do presidenciável tucano, José Serra.

“Aqueles que temem perder a eleição no voto utilizam de mecanismos de calúnias e falsidades”, afirmou Dilma. “Por isso, é importante que vocês estejam atentos e percebam que isso sempre acontece 15 dias antes da eleição. Quando Lula foi candidato em 2002, foi sempre cercado de afirmações do seguinte tipo: ‘Se o Lula for eleito, o Brasil vai parar, vai ser o caos’. E aí eu pergunto a vocês: foi um caos? Não".

“Naquela época, dissemos 'vamos enfrentar essas calúnias e essa história do caos com a esperança nas mãos'. Hoje, além da esperança, a gente tem o Bolsa Família, o ProUni, o PAC”, afirmou a ex-ministra-chefe da Casa Civil. “Agora a história é outra. Por isso que a dificuldade vira facilidade. Temos muitos instrumentos para combater essa tentativa de criar o medo e a desesperança".

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