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Josie Jeronimo
Publicação: 15/09/2010 09:23
Com 57,8% dos votos válidos direcionados à candidata do PT Dilma Rousseff, a eleição presidencial deste ano está “tecnicamente” encerrada no primeiro turno, segundo pesquisa do Instituto Sensus encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e divulgada ontem. O candidato tucano José Serra tem 30,2% das intenções de voto, excluindo os eleitores que declaram votar nulo, branco e os indecisos. De acordo com o diretor do instituto, Ricardo Guedes, 72,7% dos eleitores já declaram ter o chamado “voto definido”. Ou seja, independentemente das campanhas ou do noticiário não pretendem mudar de candidato. Em 2006, no primeiro turno, o índice de voto definido era de 76%.
A antecipação das discussões e da apresentação dos candidatos explica, em parte, segundo Guedes, a possibilidade de a eleição ser definida no primeiro turno. “O primeiro semestre deste ano funcionou como primeiro turno”, afirma o diretor do instituto.
O presidente da CNT, Clésio Andrade, aponta ainda “três fatores” que explicam a aceleração da eleição presidencial. A porcentagem de votos válidos já definidos, o alto índice de rejeição dos concorrentes de Dilma e o programa eleitoral. A pesquisa mostra que é grande a discrepância da avaliação dos eleitores em relação à qualidade do programa eleitoral dos presidenciáveis. Para 60,3%, Dilma tem o melhor programa eleitoral. Serra tem 29,5% de aprovação em relação à divulgação televisiva e Marina, 9,1%.
Vantagem
A sondagem indica ainda que as denúncias sobre a quebra de sigilo de aliados e da filha de Serra não afetaram a campanha petista. Dilma permanece com larga vantagem, registrando 50,5% contra 26,4% de Serra na pesquisa estimulada, levando em conta a lista de todos os presidenciáveis. Marina Silva (PV) tem 8,9% das indicações. A candidata verde lidera, no entanto, no índice de rejeição. Segundo a pesquisa, 45% dos eleitores não votariam em Marina. Serra é o segundo em rejeição, com 41,3%. Entre os eleitores consultados, 29,4% dizem que não escolheriam Dilma. “Com 40% de rejeição, é quase impossível se eleger”, afirma o presidente da CNT, Clésio Andrade.
Pergunta feita aos 2 mil eleitores consultados sobre qual candidato votariam em caso de desistência do favorito aponta que Marina Silva lidera como segunda opção de 22,4% dos eleitores, à frente de Serra, com 17,8%, e de Dilma, com 16,8%. A pesquisa mostra também que, apesar dos ataques dos adversários, a avaliação do governo Lula cresceu e atingiu recorde histórico. Entre os consultados, 78,4% consideram a gestão do presidente positiva. Em agosto, o índice era de 77,5%
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