A filha e o genro do presidenciável tucano José Serra prestaram depoimento nesta quarta-feira na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo no inquérito que apura o vazamento de dados sigilosos pela Receita Federal.
Veronica Serra e Alexandre Bourgeois tiveram seus sigilos violados por meio de uma procuração falsa, utilizada pelo técnico em contabilidade Antônio Carlos Atella Ferreira.
Segundo o advogado de Veronica, Sérgio Rosenthal, o delegado que preside o caso, Hugo Uruguai, sinalizou que vai indiciar Atella pelo uso de procurações falsas.
Rosenthal afirmou que a defesa também vai fazer uma investigação paralela sobre o caso, mas não deu detalhes de como isso será feito.
Ele disse que o delegado informou que a Justiça Federal já autorizou a quebra do sigilo telefônico de Atella. Segundo Rosenthal, também já foram colhidos o material grafotécnico de Veronica e de seu marido para iniciar a perícia das assinaturas das procurações.
Veronica e Bourgeois, segundo a defesa, afirmaram não conhecer Atella, o office-boy Ademir Estevam Cabral, que supostamente teria pedido ao contador os dados dois dois, entre outros envolvidos no caso.
O documento solicitando acesso aos dados de Veronica tinha registro em cartório onde ela não tem firma reconhecida, carimbo que o tabelião afirma ser forjado e assinatura que ela própria não reconhece.
Com o documento falso em mãos, em 30 de setembro de 2009, a servidora Lúcia Milan, da agência da Receita em Santo André, coletou as declarações de Imposto de Renda de Veronica referentes aos exercícios de 2007 a 2009, e repassou-as a Atella no mesmo dia.
O contador revelou ao "Jornal Nacional" o nome de um dos responsáveis por supostamente lhe pedir os dados: o office-boy Ademir Estevam Cabral, que nega ter qualquer ligação com a quebra de sigilo de Veronica.
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