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domingo, 24 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
Jornal de MG afirma que passagens de Amaury Jr. foram pagas por 'O Estado de Minas'
Em duas reportagens, o "Hoje em Dia" afirma que o jornal "O Estado de Minas" usou um funcionário para custear as viagens do jornalista que investigava a vida fiscal de pessoas ligadas a Serra, a serviço de Aécio Neves
Por: Fábio M. Michel, Rede Brasil Atual
Publicado em 22/10/2010, 10:15
Última atualização às 14:04
São Paulo - Duas reportagens publicadas na noite da quinta-feira (21) pelo noticioso mineiro Hoje em Dia mostram que a quebra do sigilo fiscal de assessores e familiares do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, teve início em uma disputa interna dentro do partido tucano e que os custos das viagens do jornalista Amaury Ribeiro Jr. para obter os documentos foram indiretamente bancados pelo jornal "O Estado de Minas", aliado do ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves.
Segundo o "Hoje em Dia", que cita o inquérito da Polícia Federal como fonte, as viagens de Ribeiro Jr. foram feitas com passagens emitidas em nome de Marcelo Augusto de Oliveira, que é funcionário do "O Estado." A matéria diz que "dezoito passagens emitidas em favor de Amaury, a última delas datada de 22 de dezembro de 2009, foram pagas em dinheiro ou faturada em nome do funcionário." Os bilhetes foram emitidos pela agência de viagem Primus, de Belo Horizonte.
Segundo nota do "O Estado de Minas", as viagens do jornalista pagas em nome da empresa aconteceram somente até julho de 2009. A partir de setembro, os custos passaram a ser contabilizados em nome do funcionário.
Em outra matéria, o "Hoje em Dia" conta com detalhes as razões que levaram o jornalista a investigar a vida fiscal de pessoas ligadas a Serra, afirmando que o dossiê contra o atual candidato foi tramado pelo "O Estado de Minas" e teria começado depois que o deputado Marcelo Itagiba, ligado ao tucano paulista, passou a levantar informações sobre Aécio Neves.
O que não convinha mostrar
A revista Carta Capital deste fim de semana confirma esta linha. A reportagem de Leandro Fortes indica que Ribeiro Jr. foi escalado, desde 2008, para trabalhar dentro do Estado de Minas a favor de Aécio Neves.
O então governador queria se blindar contra a campanha de espionagem comandada pelo deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) a pedido de Serra. O repórter aponta que a versão foi confirmada por Ribeiro Jr. após depoimentos contraditórios à Polícia Federal. Por fim, na terceira oitiva, o jornalista assumiu que fora escolhido para o serviço pelo diretor de redação do diário mineiro, Josemar Gimenez, muito próximo à irmã de Aécio.
De acordo com a PF, todas as quebras de sigilo na Receita Federal, ora atribuídos pela velha mídia ao PT, foram feitos entre setembro e outubro de 2009, quando os tucanos disputavam a vaga do partido na disputa pela Presidência da República. De acordo com Carta Capital, Ribeiro Jr. confirmou à PF ter pago 12 mil reais pelas quebras, todas financiadas por O Estado de Minas
Por: Fábio M. Michel, Rede Brasil Atual
Publicado em 22/10/2010, 10:15
Última atualização às 14:04
São Paulo - Duas reportagens publicadas na noite da quinta-feira (21) pelo noticioso mineiro Hoje em Dia mostram que a quebra do sigilo fiscal de assessores e familiares do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, teve início em uma disputa interna dentro do partido tucano e que os custos das viagens do jornalista Amaury Ribeiro Jr. para obter os documentos foram indiretamente bancados pelo jornal "O Estado de Minas", aliado do ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves.
Segundo o "Hoje em Dia", que cita o inquérito da Polícia Federal como fonte, as viagens de Ribeiro Jr. foram feitas com passagens emitidas em nome de Marcelo Augusto de Oliveira, que é funcionário do "O Estado." A matéria diz que "dezoito passagens emitidas em favor de Amaury, a última delas datada de 22 de dezembro de 2009, foram pagas em dinheiro ou faturada em nome do funcionário." Os bilhetes foram emitidos pela agência de viagem Primus, de Belo Horizonte.
Segundo nota do "O Estado de Minas", as viagens do jornalista pagas em nome da empresa aconteceram somente até julho de 2009. A partir de setembro, os custos passaram a ser contabilizados em nome do funcionário.
Em outra matéria, o "Hoje em Dia" conta com detalhes as razões que levaram o jornalista a investigar a vida fiscal de pessoas ligadas a Serra, afirmando que o dossiê contra o atual candidato foi tramado pelo "O Estado de Minas" e teria começado depois que o deputado Marcelo Itagiba, ligado ao tucano paulista, passou a levantar informações sobre Aécio Neves.
O que não convinha mostrar
A revista Carta Capital deste fim de semana confirma esta linha. A reportagem de Leandro Fortes indica que Ribeiro Jr. foi escalado, desde 2008, para trabalhar dentro do Estado de Minas a favor de Aécio Neves.
O então governador queria se blindar contra a campanha de espionagem comandada pelo deputado federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) a pedido de Serra. O repórter aponta que a versão foi confirmada por Ribeiro Jr. após depoimentos contraditórios à Polícia Federal. Por fim, na terceira oitiva, o jornalista assumiu que fora escolhido para o serviço pelo diretor de redação do diário mineiro, Josemar Gimenez, muito próximo à irmã de Aécio.
De acordo com a PF, todas as quebras de sigilo na Receita Federal, ora atribuídos pela velha mídia ao PT, foram feitos entre setembro e outubro de 2009, quando os tucanos disputavam a vaga do partido na disputa pela Presidência da República. De acordo com Carta Capital, Ribeiro Jr. confirmou à PF ter pago 12 mil reais pelas quebras, todas financiadas por O Estado de Minas
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Ribeiro Júnior relata à PF detalhes de investigação sobre privatizações
Por: Anselmo Massad, Rede Brasil Atual
Publicado em 22/10/2010, 18:05
Última atualização às 18:21
São Paulo – Em depoimento à Polícia Federal, o jornalista Amaury Ribeiro Júnior revela detalhes sobre o livro que pretende publicar a respeito dos processos de privatização da década de 1990, a maioria durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. As investigações foram conduzidas por ele durante passagens por redações de diversos jornais, a partir de 2000. Ele menciona denúncias sobre recursos operados no exterior por Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor de assuntos internacionais do Banco do Brasi, e por Verônica Allende Serra – filha do atual candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB).
No depoimento, cuja íntegra foi divulgada pelo portal de O Estado de S. Paulo, o jornalista sustenta que se centrou na figura de Ricardo Sérgio de Oliveira, apontado como principal "operador" da formação de consórcios para os leilões. O processo teria sido iniciado durante sua passagem pelo jornal O Globo e prosseguido em 2001, quando já trabalhava no Jornal do Brasil.
O início das investigações, sempre segundo o depoimento prestado à PF, ocoreu em um processo que corria na Justiça Estadual de São Paulo ajuizado pela Rhodia do Brasil contra a Calfat, empresa de Ricardo Sérgio. Nos autos, havia uma declaração de renda que mencionava uma empresa sediada em Nova York, chamada Franton Inc.
Dois anos depois, com dados obtidos pela promotoria dos Estados Unidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banestado e pela Polícia Federal, descobriu que Ricardo Sérgio teria movimentado recursos por meio de doleiros no exterior. Reportagens a respeito foram publicadas na revista IstoÉ, em 2003, o que acarretou processos judiciais por danos morais por parte de Ricardo Sérgio.
No processo, Ribeiro Júnior afirma ter conseguido autorização judicial para acessar dados da CPI do Banestado sobre Ricardo Sérgio. A permissão foi concedida pelo uso de "exceção de verdade", um recurso jurídico que permite acesso a dados sigilosos ou referentes a outros processos judiciais como forma de permitir a defesa.
Embora não tenha voltado a publicar reportagens sobre o assunto, Ribeiro Júnior assegura ter reunido vasto material sobre outras figuras ligadas ao processo de privatização, como Gregório Marin Preciado (marido de uma prima de Serra), Carlos Jereissati (atual dono da Oi) e Ronaldo de Souza (sócio de Ricardo Sérgio).
Pós-2007
Ele afirma, ainda no depoimento à PF, que se aprofundou ainda mais no caso depois de ir trabalhar em O Estado de Minas, em dezembro de 2007, por ter recebido informações de que havia um grupo clandestino de inteligência que estaria seguindo o então governador do estado, Aécio Neves (PSDB). Por isso, ele teria decidido voltar a investigar as privatizações, recorrendo a dados em cartórios, juntas comerciais e órgãos de Justiça.
A partir de então, seu enfoque estava voltado a José Serra. Segundo Ribeiro Júnior, ele teve acesso a procurações e documentos que sugeriam a existência de empresas em paraísos fiscais em nome de Verônica Allende Serra – filha do atual candidato – e Alexandre Bourgeois – genro de Serra. Os dados apontariam, inclusive, que um escritório nas Ilhas Virgens, um paraíso fiscal na América Central, teria sido compartilhado com empresa de Ricardo Sérgio. Ele não apresentou provas à PF a respeito de suas afirmações.
Publicado em 22/10/2010, 18:05
Última atualização às 18:21
São Paulo – Em depoimento à Polícia Federal, o jornalista Amaury Ribeiro Júnior revela detalhes sobre o livro que pretende publicar a respeito dos processos de privatização da década de 1990, a maioria durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. As investigações foram conduzidas por ele durante passagens por redações de diversos jornais, a partir de 2000. Ele menciona denúncias sobre recursos operados no exterior por Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor de assuntos internacionais do Banco do Brasi, e por Verônica Allende Serra – filha do atual candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB).
No depoimento, cuja íntegra foi divulgada pelo portal de O Estado de S. Paulo, o jornalista sustenta que se centrou na figura de Ricardo Sérgio de Oliveira, apontado como principal "operador" da formação de consórcios para os leilões. O processo teria sido iniciado durante sua passagem pelo jornal O Globo e prosseguido em 2001, quando já trabalhava no Jornal do Brasil.
O início das investigações, sempre segundo o depoimento prestado à PF, ocoreu em um processo que corria na Justiça Estadual de São Paulo ajuizado pela Rhodia do Brasil contra a Calfat, empresa de Ricardo Sérgio. Nos autos, havia uma declaração de renda que mencionava uma empresa sediada em Nova York, chamada Franton Inc.
Dois anos depois, com dados obtidos pela promotoria dos Estados Unidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banestado e pela Polícia Federal, descobriu que Ricardo Sérgio teria movimentado recursos por meio de doleiros no exterior. Reportagens a respeito foram publicadas na revista IstoÉ, em 2003, o que acarretou processos judiciais por danos morais por parte de Ricardo Sérgio.
No processo, Ribeiro Júnior afirma ter conseguido autorização judicial para acessar dados da CPI do Banestado sobre Ricardo Sérgio. A permissão foi concedida pelo uso de "exceção de verdade", um recurso jurídico que permite acesso a dados sigilosos ou referentes a outros processos judiciais como forma de permitir a defesa.
Embora não tenha voltado a publicar reportagens sobre o assunto, Ribeiro Júnior assegura ter reunido vasto material sobre outras figuras ligadas ao processo de privatização, como Gregório Marin Preciado (marido de uma prima de Serra), Carlos Jereissati (atual dono da Oi) e Ronaldo de Souza (sócio de Ricardo Sérgio).
Pós-2007
Ele afirma, ainda no depoimento à PF, que se aprofundou ainda mais no caso depois de ir trabalhar em O Estado de Minas, em dezembro de 2007, por ter recebido informações de que havia um grupo clandestino de inteligência que estaria seguindo o então governador do estado, Aécio Neves (PSDB). Por isso, ele teria decidido voltar a investigar as privatizações, recorrendo a dados em cartórios, juntas comerciais e órgãos de Justiça.
A partir de então, seu enfoque estava voltado a José Serra. Segundo Ribeiro Júnior, ele teve acesso a procurações e documentos que sugeriam a existência de empresas em paraísos fiscais em nome de Verônica Allende Serra – filha do atual candidato – e Alexandre Bourgeois – genro de Serra. Os dados apontariam, inclusive, que um escritório nas Ilhas Virgens, um paraíso fiscal na América Central, teria sido compartilhado com empresa de Ricardo Sérgio. Ele não apresentou provas à PF a respeito de suas afirmações.
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Em depoimento à PF, jornalista nega ter oferecido dossiê a PT
Por: Anselmo Massad, Rede Brasil Atual
Publicado em 22/10/2010, 18:05
Última atualização às 21:14
São Paulo - O jornalista Amaury Ribeiro Junior nega, em depoimento à Polícia Federal (PF), ter pedido a violação de sigilos fiscais de pessoas ligadas ao candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB). A investigação de pessoas ligadas ao tucano, com base em documentos de órgãos de Justiça e cartórios, ocorreu a partir de investigações conduzidas por ele quando era funcionário do jornal O Estado de Minas. Ele descarta qualquer oferta de venda de dossiês para o PT e para a pré-campanha de Dilma Rousseff (PT) em abril, como acusam integrantes do PSDB.
Os dados do depoimento revelados parcialmente até a tarde desta sexta-feira (22) foram o que motivou o presidente do PT, José Eduardo Dutra, a afirmar que o PSDB mantém uma "central de espionagem".
No depoimento, cuja íntegra foi divulgada pelo portal de O Estado de S.Paulo, o jornalista alega que investiga as privatizações promovidas pelo governo Fernando Henrique Cardoso há dez anos. Ele se concentra no papel de Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor do Banco do Brasil e apontado como principal "operador" da formação de consórcios para os leilões. Nesse período, ele passou por diferentes empresas jornalísticas, ligadas a redações da revista IstoÉ e dos jornais O Globo, Correio Braziliense e O Estado de Minas – estes últimos dos Diários Associados (clique aqui para ler mais).
Ribeiro Júnior afirma que retomou a investigação depois de dezembro de 2007, quando foi transferido para Minas Gerais. Ele afirma ter descoberto que um grupo ligado a Marcelo Itagiba, ex-delegado e deputado federal pelo Rio de Janeiro, estaria comandando um grupo clandestino de inteligência para seguir o então governador Aécio Neves (PSDB). A central teria por objetivo reunir informações contra o então pré-candidato à Presidência, que postulava a indicação para concorrer ao Palácio do Planalto contra o então governador de São Paulo, José Serra (PSDB).
Ele não menciona pedidos de quebra de sigilo fiscal. Apesar disso dois depoimentos do despachante Dirceu Garcia atribuem a ele pagamentos pelo serviço. Há menção a um desembolso de R$ 5 mil destinado a garantir o silêncio de Garcia sobre os episódios.
Reunião com PT
A versão de Ribeiro Júnior sobre a reunião com membros do PT é de que se tratou de um encontro para monitorar a sede da pré-campanha de Dilma Rousseff. A avaliação de Luiz Lanzetta, que convocou o jornalista e outros dois agentes, era de que algum membro estaria repassando informações e decisões da pré-campanha para veículos de imprensa. O temor inicial, ainda segundo Ribeiro Júnior, era de que houvesse alguma ação de espionagem do grupo ligado a José Serra
A hipótese foi descartada ainda antes da reunião. Lanzetta teria passado a suspeitar que os "vazamentos" fossem fruto de "fogo amigo", quer dizer, uma ação de pessoas ligadas ao deputado estadual Rui Falcão (SP), que teria interesse em ocupar espaço na campanha em detrimento de Fernando Pimentel (MG), ex-prefeito de Belo Horizonte. Ambos são coordenadores de campanha da Dilma atualmente. Após a reunião, em que à proposta de monitoramento foram incluídas ainda investigações contra Serra, Ribeiro Júnior afirma que a negociação não prosperou.
Além disso, Ribeiro Júnior acusa Rui Falcão de ter "roubado", de um notebook, os dados referentes à investigação do jornalista aos tucanos. A confirmação teria se dado após uma conversa com o jornalista Policarpo Júnior, repórter da revista Veja e autor da reportagem que acusava a existência de uma suposta "central de inteligência" na pré-campanha de Dilma.
Policarpo teria sido procurado depois de Lanzetta avisar a Ribeiro Júnior sobre o novo vazamento, ligado justamente à reunião. Procurado, o repórter de Veja teria descrito as informações do material, repassado por um dirigente petista, que coincidiam com o material de Ribeiro Júnior. A conclusão de que se tratava de Falcão está relacionada à hospedagem no Apart Hotel Melià, em Brasília (DF), onde o deputado estadual teria acesso.Falcão já negou.
Ribeiro Júnior relata à PF detalhes de investigação sobre privatizações
Por: Anselmo Massad, Rede Brasil Atual
Publicado em 22/10/2010, 18:05
Última atualização às 18:21
São Paulo – Em depoimento à Polícia Federal, o jornalista Amaury Ribeiro Júnior revela detalhes sobre o livro que pretende publicar a respeito dos processos de privatização da década de 1990, a maioria durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. As investigações foram conduzidas por ele durante passagens por redações de diversos jornais, a partir de 2000. Ele menciona denúncias sobre recursos operados no exterior por Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor de assuntos internacionais do Banco do Brasi, e por Verônica Allende Serra – filha do atual candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB).
No depoimento, cuja íntegra foi divulgada pelo portal de O Estado de S. Paulo, o jornalista sustenta que se centrou na figura de Ricardo Sérgio de Oliveira, apontado como principal "operador" da formação de consórcios para os leilões. O processo teria sido iniciado durante sua passagem pelo jornal O Globo e prosseguido em 2001, quando já trabalhava no Jornal do Brasil.
O início das investigações, sempre segundo o depoimento prestado à PF, ocoreu em um processo que corria na Justiça Estadual de São Paulo ajuizado pela Rhodia do Brasil contra a Calfat, empresa de Ricardo Sérgio. Nos autos, havia uma declaração de renda que mencionava uma empresa sediada em Nova York, chamada Franton Inc.
Dois anos depois, com dados obtidos pela promotoria dos Estados Unidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banestado e pela Polícia Federal, descobriu que Ricardo Sérgio teria movimentado recursos por meio de doleiros no exterior. Reportagens a respeito foram publicadas na revista IstoÉ, em 2003, o que acarretou processos judiciais por danos morais por parte de Ricardo Sérgio.
No processo, Ribeiro Júnior afirma ter conseguido autorização judicial para acessar dados da CPI do Banestado sobre Ricardo Sérgio. A permissão foi concedida pelo uso de "exceção de verdade", um recurso jurídico que permite acesso a dados sigilosos ou referentes a outros processos judiciais como forma de permitir a defesa.
Embora não tenha voltado a publicar reportagens sobre o assunto, Ribeiro Júnior assegura ter reunido vasto material sobre outras figuras ligadas ao processo de privatização, como Gregório Marin Preciado (marido de uma prima de Serra), Carlos Jereissati (atual dono da Oi) e Ronaldo de Souza (sócio de Ricardo Sérgio).
Publicado em 22/10/2010, 18:05
Última atualização às 21:14
São Paulo - O jornalista Amaury Ribeiro Junior nega, em depoimento à Polícia Federal (PF), ter pedido a violação de sigilos fiscais de pessoas ligadas ao candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB). A investigação de pessoas ligadas ao tucano, com base em documentos de órgãos de Justiça e cartórios, ocorreu a partir de investigações conduzidas por ele quando era funcionário do jornal O Estado de Minas. Ele descarta qualquer oferta de venda de dossiês para o PT e para a pré-campanha de Dilma Rousseff (PT) em abril, como acusam integrantes do PSDB.
Os dados do depoimento revelados parcialmente até a tarde desta sexta-feira (22) foram o que motivou o presidente do PT, José Eduardo Dutra, a afirmar que o PSDB mantém uma "central de espionagem".
No depoimento, cuja íntegra foi divulgada pelo portal de O Estado de S.Paulo, o jornalista alega que investiga as privatizações promovidas pelo governo Fernando Henrique Cardoso há dez anos. Ele se concentra no papel de Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor do Banco do Brasil e apontado como principal "operador" da formação de consórcios para os leilões. Nesse período, ele passou por diferentes empresas jornalísticas, ligadas a redações da revista IstoÉ e dos jornais O Globo, Correio Braziliense e O Estado de Minas – estes últimos dos Diários Associados (clique aqui para ler mais).
Ribeiro Júnior afirma que retomou a investigação depois de dezembro de 2007, quando foi transferido para Minas Gerais. Ele afirma ter descoberto que um grupo ligado a Marcelo Itagiba, ex-delegado e deputado federal pelo Rio de Janeiro, estaria comandando um grupo clandestino de inteligência para seguir o então governador Aécio Neves (PSDB). A central teria por objetivo reunir informações contra o então pré-candidato à Presidência, que postulava a indicação para concorrer ao Palácio do Planalto contra o então governador de São Paulo, José Serra (PSDB).
Ele não menciona pedidos de quebra de sigilo fiscal. Apesar disso dois depoimentos do despachante Dirceu Garcia atribuem a ele pagamentos pelo serviço. Há menção a um desembolso de R$ 5 mil destinado a garantir o silêncio de Garcia sobre os episódios.
Reunião com PT
A versão de Ribeiro Júnior sobre a reunião com membros do PT é de que se tratou de um encontro para monitorar a sede da pré-campanha de Dilma Rousseff. A avaliação de Luiz Lanzetta, que convocou o jornalista e outros dois agentes, era de que algum membro estaria repassando informações e decisões da pré-campanha para veículos de imprensa. O temor inicial, ainda segundo Ribeiro Júnior, era de que houvesse alguma ação de espionagem do grupo ligado a José Serra
A hipótese foi descartada ainda antes da reunião. Lanzetta teria passado a suspeitar que os "vazamentos" fossem fruto de "fogo amigo", quer dizer, uma ação de pessoas ligadas ao deputado estadual Rui Falcão (SP), que teria interesse em ocupar espaço na campanha em detrimento de Fernando Pimentel (MG), ex-prefeito de Belo Horizonte. Ambos são coordenadores de campanha da Dilma atualmente. Após a reunião, em que à proposta de monitoramento foram incluídas ainda investigações contra Serra, Ribeiro Júnior afirma que a negociação não prosperou.
Além disso, Ribeiro Júnior acusa Rui Falcão de ter "roubado", de um notebook, os dados referentes à investigação do jornalista aos tucanos. A confirmação teria se dado após uma conversa com o jornalista Policarpo Júnior, repórter da revista Veja e autor da reportagem que acusava a existência de uma suposta "central de inteligência" na pré-campanha de Dilma.
Policarpo teria sido procurado depois de Lanzetta avisar a Ribeiro Júnior sobre o novo vazamento, ligado justamente à reunião. Procurado, o repórter de Veja teria descrito as informações do material, repassado por um dirigente petista, que coincidiam com o material de Ribeiro Júnior. A conclusão de que se tratava de Falcão está relacionada à hospedagem no Apart Hotel Melià, em Brasília (DF), onde o deputado estadual teria acesso.Falcão já negou.
Ribeiro Júnior relata à PF detalhes de investigação sobre privatizações
Por: Anselmo Massad, Rede Brasil Atual
Publicado em 22/10/2010, 18:05
Última atualização às 18:21
São Paulo – Em depoimento à Polícia Federal, o jornalista Amaury Ribeiro Júnior revela detalhes sobre o livro que pretende publicar a respeito dos processos de privatização da década de 1990, a maioria durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. As investigações foram conduzidas por ele durante passagens por redações de diversos jornais, a partir de 2000. Ele menciona denúncias sobre recursos operados no exterior por Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor de assuntos internacionais do Banco do Brasi, e por Verônica Allende Serra – filha do atual candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB).
No depoimento, cuja íntegra foi divulgada pelo portal de O Estado de S. Paulo, o jornalista sustenta que se centrou na figura de Ricardo Sérgio de Oliveira, apontado como principal "operador" da formação de consórcios para os leilões. O processo teria sido iniciado durante sua passagem pelo jornal O Globo e prosseguido em 2001, quando já trabalhava no Jornal do Brasil.
O início das investigações, sempre segundo o depoimento prestado à PF, ocoreu em um processo que corria na Justiça Estadual de São Paulo ajuizado pela Rhodia do Brasil contra a Calfat, empresa de Ricardo Sérgio. Nos autos, havia uma declaração de renda que mencionava uma empresa sediada em Nova York, chamada Franton Inc.
Dois anos depois, com dados obtidos pela promotoria dos Estados Unidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banestado e pela Polícia Federal, descobriu que Ricardo Sérgio teria movimentado recursos por meio de doleiros no exterior. Reportagens a respeito foram publicadas na revista IstoÉ, em 2003, o que acarretou processos judiciais por danos morais por parte de Ricardo Sérgio.
No processo, Ribeiro Júnior afirma ter conseguido autorização judicial para acessar dados da CPI do Banestado sobre Ricardo Sérgio. A permissão foi concedida pelo uso de "exceção de verdade", um recurso jurídico que permite acesso a dados sigilosos ou referentes a outros processos judiciais como forma de permitir a defesa.
Embora não tenha voltado a publicar reportagens sobre o assunto, Ribeiro Júnior assegura ter reunido vasto material sobre outras figuras ligadas ao processo de privatização, como Gregório Marin Preciado (marido de uma prima de Serra), Carlos Jereissati (atual dono da Oi) e Ronaldo de Souza (sócio de Ricardo Sérgio).
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Depoimento na PF fala em esquema de 'internação de dinheiro' da filha e genro de Serra, envolvidos com Ricardo Sérgio, da privataria
No depoimento do jornalista Amaury Ribeiro Júnior à Polícia Federal, vazado para a internet pelo Estadão, diz que ele investigou empresas em paraísos fiscais em nome da filha de José Serra, Verônica Allende Serra e de seu esposo Alexandre Bourgeois, no mesmo escritório operado por Ricardo Sérgio de Oliveira, nas Ilhas Virgens, e disse que ficou evidente a utilização destas empresas para internação de valores no Brasil.
A íntegra do depoimento está aqui:
http://www.estadao.com.br/especiais/2010/10/documento_amaury.pdf
A íntegra do depoimento está aqui:
http://www.estadao.com.br/especiais/2010/10/documento_amaury.pdf
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Escritório que contratou Atella tem filiados do PSDB
Enviado por luisnassif, sex, 17/09/2010 - 10:08
Por Alberto Porem Junior
Atualizado em 17 de setembro, às 10h10
Fui atrás deste advogado na internet e descobri que:
Ele trabalha para a Shinzari Advogados Ltda. http://www.esadvogados.com/
Consultando OAB-SP temos:
OAB: Marcel Scinzari: 252929 de 10/11/2006
Ai apareceu Jesus Lucas Schinzari - OAB: 76136 de 09/09/1990
E Jesus L. Scinrazzi é filiado ao PSDB como consta de: http://www.tucano-sp.org.br/download/RecadNome.pdf
Procurei a achei - Jesus Lucas Schinzari: Zonal: Itaim Paulista - Zona 352
O mais estranho é que todos foram atrás de Arão Queiroz, já condenado por Estelionato e falsificação ( Tudo a ver com a procuração falsa). E o advogado citado por Atella que "solucionaria a quebra", que trabalha numa firma de advocacia em que está Jesus Schizari que é filiado ao PSDB?
Por Alberto Porem Junior
Atualizado em 17 de setembro, às 10h10
Fui atrás deste advogado na internet e descobri que:
Ele trabalha para a Shinzari Advogados Ltda. http://www.esadvogados.com/
Consultando OAB-SP temos:
OAB: Marcel Scinzari: 252929 de 10/11/2006
Ai apareceu Jesus Lucas Schinzari - OAB: 76136 de 09/09/1990
E Jesus L. Scinrazzi é filiado ao PSDB como consta de: http://www.tucano-sp.org.br/download/RecadNome.pdf
Procurei a achei - Jesus Lucas Schinzari: Zonal: Itaim Paulista - Zona 352
O mais estranho é que todos foram atrás de Arão Queiroz, já condenado por Estelionato e falsificação ( Tudo a ver com a procuração falsa). E o advogado citado por Atella que "solucionaria a quebra", que trabalha numa firma de advocacia em que está Jesus Schizari que é filiado ao PSDB?
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Cloaca prova: filha do Serra violou tudo !
DO CLOACA NEWS
http://cloacanews.blogspot.com/2010/09/veronica-desnuda-apresentamos-o-site-da.html
Serviço de Verificação de Identidade
• O que é o Serviço de Verificação de Identidade (SVI)?
O SVI representa a solução mais simples, ágil e prática para o problema de cadastros e mailings com dados duvidosos ou desatualizados. Se você quiser otimizar a utilização das bases de dados de clientes ou prospects e ainda ampliar os dados que possui de um cadastro pré-definido, o SVI é o seu maior aliado em uma ação eficiente para alcançar o target desejado.
• Como funciona o SVI?
1. Através do SVI, você enviará à DECIDIR a lista com apenas um dos campos dos seus registros (ex. CPF).
2. A DECIDIR realiza as verificações sobre a validade dos dados, utilizando as bases de dados do seu sistema que compreendem mais de 35 milhões de registros em todo o Brasil.
3. Em poucas horas você recebe de volta a listagem original dos CPFs com os dados estatísticos que apontam a qualidade daquela base de dados. Para os registros válidos encontrados na base da DECIDIR, você recebe todas as informações que estão relacionadas àquele CPF.
• Quais os benefícios do SVI da DECIDIR?
Utilizando o Serviço de Verificação de Identidade da DECIDIR, qualquer empresa pode validar os dados dos seus clientes ou prospects em muito pouco tempo, sem incorrer em custosas aquisições de atualização de bases cadastrais de diferentes fontes. A partir do momento em que o seu site começa a operar com o SVI, você poderá se dedicar à verdadeira essência do seu negócio e deixar que a DECIDIR se encarregue de atualizar periodicamente sua valiosa base cadastral. A DECIDIR encontra-se à frente do mercado em termos dos serviços que pode oferecer e tem uma completa base de dados de fontes oficiais.
A DECIDIR completa sua base inicial com campos originalmente não previstos de informações do cliente.
O SVI é a forma mais rápida existente no mercado para realizar a checagem cadastral com qualidade e está disponível para ser customizado de acordo com suas necessidades.
SITE DECIDIR.COM:
http://web.archive.org/web/20040212163504/www.decidir.com.br/servicios/svi.asp
http://cloacanews.blogspot.com/2010/09/veronica-desnuda-apresentamos-o-site-da.html
Serviço de Verificação de Identidade
• O que é o Serviço de Verificação de Identidade (SVI)?
O SVI representa a solução mais simples, ágil e prática para o problema de cadastros e mailings com dados duvidosos ou desatualizados. Se você quiser otimizar a utilização das bases de dados de clientes ou prospects e ainda ampliar os dados que possui de um cadastro pré-definido, o SVI é o seu maior aliado em uma ação eficiente para alcançar o target desejado.
• Como funciona o SVI?
1. Através do SVI, você enviará à DECIDIR a lista com apenas um dos campos dos seus registros (ex. CPF).
2. A DECIDIR realiza as verificações sobre a validade dos dados, utilizando as bases de dados do seu sistema que compreendem mais de 35 milhões de registros em todo o Brasil.
3. Em poucas horas você recebe de volta a listagem original dos CPFs com os dados estatísticos que apontam a qualidade daquela base de dados. Para os registros válidos encontrados na base da DECIDIR, você recebe todas as informações que estão relacionadas àquele CPF.
• Quais os benefícios do SVI da DECIDIR?
Utilizando o Serviço de Verificação de Identidade da DECIDIR, qualquer empresa pode validar os dados dos seus clientes ou prospects em muito pouco tempo, sem incorrer em custosas aquisições de atualização de bases cadastrais de diferentes fontes. A partir do momento em que o seu site começa a operar com o SVI, você poderá se dedicar à verdadeira essência do seu negócio e deixar que a DECIDIR se encarregue de atualizar periodicamente sua valiosa base cadastral. A DECIDIR encontra-se à frente do mercado em termos dos serviços que pode oferecer e tem uma completa base de dados de fontes oficiais.
A DECIDIR completa sua base inicial com campos originalmente não previstos de informações do cliente.
O SVI é a forma mais rápida existente no mercado para realizar a checagem cadastral com qualidade e está disponível para ser customizado de acordo com suas necessidades.
SITE DECIDIR.COM:
http://web.archive.org/web/20040212163504/www.decidir.com.br/servicios/svi.asp
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Filha e genro de Serra prestam depoimento na PF mas não revelam nada
A filha e o genro do presidenciável tucano José Serra prestaram depoimento nesta quarta-feira na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo no inquérito que apura o vazamento de dados sigilosos pela Receita Federal.
Veronica Serra e Alexandre Bourgeois tiveram seus sigilos violados por meio de uma procuração falsa, utilizada pelo técnico em contabilidade Antônio Carlos Atella Ferreira.
Segundo o advogado de Veronica, Sérgio Rosenthal, o delegado que preside o caso, Hugo Uruguai, sinalizou que vai indiciar Atella pelo uso de procurações falsas.
Rosenthal afirmou que a defesa também vai fazer uma investigação paralela sobre o caso, mas não deu detalhes de como isso será feito.
Ele disse que o delegado informou que a Justiça Federal já autorizou a quebra do sigilo telefônico de Atella. Segundo Rosenthal, também já foram colhidos o material grafotécnico de Veronica e de seu marido para iniciar a perícia das assinaturas das procurações.
Veronica e Bourgeois, segundo a defesa, afirmaram não conhecer Atella, o office-boy Ademir Estevam Cabral, que supostamente teria pedido ao contador os dados dois dois, entre outros envolvidos no caso.
O documento solicitando acesso aos dados de Veronica tinha registro em cartório onde ela não tem firma reconhecida, carimbo que o tabelião afirma ser forjado e assinatura que ela própria não reconhece.
Com o documento falso em mãos, em 30 de setembro de 2009, a servidora Lúcia Milan, da agência da Receita em Santo André, coletou as declarações de Imposto de Renda de Veronica referentes aos exercícios de 2007 a 2009, e repassou-as a Atella no mesmo dia.
O contador revelou ao "Jornal Nacional" o nome de um dos responsáveis por supostamente lhe pedir os dados: o office-boy Ademir Estevam Cabral, que nega ter qualquer ligação com a quebra de sigilo de Veronica.
Veronica Serra e Alexandre Bourgeois tiveram seus sigilos violados por meio de uma procuração falsa, utilizada pelo técnico em contabilidade Antônio Carlos Atella Ferreira.
Segundo o advogado de Veronica, Sérgio Rosenthal, o delegado que preside o caso, Hugo Uruguai, sinalizou que vai indiciar Atella pelo uso de procurações falsas.
Rosenthal afirmou que a defesa também vai fazer uma investigação paralela sobre o caso, mas não deu detalhes de como isso será feito.
Ele disse que o delegado informou que a Justiça Federal já autorizou a quebra do sigilo telefônico de Atella. Segundo Rosenthal, também já foram colhidos o material grafotécnico de Veronica e de seu marido para iniciar a perícia das assinaturas das procurações.
Veronica e Bourgeois, segundo a defesa, afirmaram não conhecer Atella, o office-boy Ademir Estevam Cabral, que supostamente teria pedido ao contador os dados dois dois, entre outros envolvidos no caso.
O documento solicitando acesso aos dados de Veronica tinha registro em cartório onde ela não tem firma reconhecida, carimbo que o tabelião afirma ser forjado e assinatura que ela própria não reconhece.
Com o documento falso em mãos, em 30 de setembro de 2009, a servidora Lúcia Milan, da agência da Receita em Santo André, coletou as declarações de Imposto de Renda de Veronica referentes aos exercícios de 2007 a 2009, e repassou-as a Atella no mesmo dia.
O contador revelou ao "Jornal Nacional" o nome de um dos responsáveis por supostamente lhe pedir os dados: o office-boy Ademir Estevam Cabral, que nega ter qualquer ligação com a quebra de sigilo de Veronica.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Mídia protege filha de Serra
João Peres,
Rede Brasil Atual:
Duas reportagens publicadas neste fim de semana tinham a tarefa de agitar o noticiário eleitoral. A primeira, sob o título Sinais trocados, foi publicada por Leandro Fortes em CartaCapital e narra o episódio em que a empresa de Verônica Serra, filha de José Serra, deixou, em 2001, os dados bancários de 60 milhões de brasileiros expostos a visitação pública durante 60 dias. A segunda, publicada pela revista Veja, conta que o filho da ministra-chefe da Casa Civil supostamente vende facilidades aos que querem fechar contratos com o Estado.
Uma delas, no entanto, foi ignorada pelos jornais de maior peso, os chamados “jornalões”. Não é difícil imaginar qual. A reportagem de Leandro Fortes sobre Verônica Serra não ganhou uma linha em O Globo, O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo. A matéria de Veja, por outro lado, foi o destaque de capa de dois deles, que dedicam boa parte de seu noticiário dominical à repercussão do tema.
O candidato do PSDB, que vem sendo convidado diariamente a opinar sobre a quebra de sigilo fiscal de sua filha, foi novamente ouvido. Não sobre o episódio da Decidir.com, empresa que tinha sua filha como sócia, mas sobre a Capital Assessoria e Consultoria, do filho de Erenice Guerra, sempre apresentada como “braço-direito” de Dilma Rousseff.
Diferenças
É um bom exercício para o começo desta semana imaginar por que os jornais nada noticiaram sobre a reportagem de CartaCapital. A revista sofre de falta de credibilidade? Certamente não. Além de contar com a assinatura de Mino Carta, um dos jornalistas de melhor reputação do país, a revista não tem, ao longo de sua existência, um histórico de desmentidos e de distorção de fatos.
Quanto a Veja, reputação ilibada não tem sido um sinônimo da semanal da Abril. Foram muitos os episódios em que especialistas e autoridades tiveram de vir a público afirmar que nada haviam dito à revista ou que tiveram suas falas distorcidas. Este caso não é diferente. Fábio Baracat, empresário que aparece na reportagem deste fim de semana afirmando ter sido obrigado a negociar o pagamento de propinas com Ismael Guerra, emitiu nota mostrando-se “surpreendido” pela reportagem.
“Primeiramente gostaria de esclarecer que não sou e não fui funcionário, representante da empresa Vianet, ou a representei em qualquer assunto comercial, como foi noticiado (…) Durante o período em que atuei na defesa dos interesses comerciais da MTA, conheci Israel Guerra, como profissional que atuava na organização da documentação da empresa para participar de licitações, cuja remuneração previa percentual sobre eventual êxito, o qual repita-se, não era garantido (…) Acredito que tenha contribuído com o esclarecimento dos fatos, na certeza de que fui mais uma personagem de um joguete político-eleitoral irresponsável do qual não participo.”
Motivos
A vontade dos grandes jornais em mostrar episódios que possam enfraquecer a candidata Dilma Rousseff gera estranheza até mesmo dentro dessas redações. Na última semana, a Folha publicou que um erro da ex-ministra havia provocado prejuízo de R$ 1 bilhão. A notícia, sem base real, virou motivo de piada na internet, e um viral reproduzido pelo Twitter entrou para os principais tópicos mundiais da rede social.
Neste domingo, a ombudsman Suzana Singer chama atenção dos editores da Folha. “O jornal avançou o sinal.” Ela complementa: “Foi iniciativa de Dilma criar a tal tarifa social? Não, foi instituída no governo Fernando Henrique Cardoso.” A ombudsman pede que o jornal deixe o próprio leitor chegar a suas conclusões, sem direcionamentos, e lembra que não tem havido a mesma crítica à gestão de Serra em São Paulo. “A Folha deveria retomar o equilíbrio na sua cobertura eleitoral e abrir espaço para vozes dissonantes. O apartidarismo – e não ter medo de crítica – sempre foram características preciosas deste jornal.”
Neste momento, como os institutos de pesquisa indicam que é muito pequena a possibilidade de Dilma perder a eleição, é preciso considerar outros interesses na divulgação de algumas notícias. O Painel da Folha dá uma pista ao falar do caso: “Até agora, ela era dada como nome certo num eventual governo Dilma.” O blog Vi o Mundo, de Luiz Carlos Azenha, levanta uma indagação: “Será que tem o dedo de outros candidatos ao cargo na capa da Veja? Ou será que o Civita quer indicar o primeiro-ministro de um eventual governo Dilma?”
Mora aí uma diferença fundamental das atuais eleições. Ainda não se sabe qual será o real impacto da internet sobre os números finais da votação de 3 de outubro, mas a rede se converteu em um espaço para tentar difundir propostas - a favor ou contra os candidatos - e notícias que são ignoradas pela mídia comercial
Rede Brasil Atual:
Duas reportagens publicadas neste fim de semana tinham a tarefa de agitar o noticiário eleitoral. A primeira, sob o título Sinais trocados, foi publicada por Leandro Fortes em CartaCapital e narra o episódio em que a empresa de Verônica Serra, filha de José Serra, deixou, em 2001, os dados bancários de 60 milhões de brasileiros expostos a visitação pública durante 60 dias. A segunda, publicada pela revista Veja, conta que o filho da ministra-chefe da Casa Civil supostamente vende facilidades aos que querem fechar contratos com o Estado.
Uma delas, no entanto, foi ignorada pelos jornais de maior peso, os chamados “jornalões”. Não é difícil imaginar qual. A reportagem de Leandro Fortes sobre Verônica Serra não ganhou uma linha em O Globo, O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo. A matéria de Veja, por outro lado, foi o destaque de capa de dois deles, que dedicam boa parte de seu noticiário dominical à repercussão do tema.
O candidato do PSDB, que vem sendo convidado diariamente a opinar sobre a quebra de sigilo fiscal de sua filha, foi novamente ouvido. Não sobre o episódio da Decidir.com, empresa que tinha sua filha como sócia, mas sobre a Capital Assessoria e Consultoria, do filho de Erenice Guerra, sempre apresentada como “braço-direito” de Dilma Rousseff.
Diferenças
É um bom exercício para o começo desta semana imaginar por que os jornais nada noticiaram sobre a reportagem de CartaCapital. A revista sofre de falta de credibilidade? Certamente não. Além de contar com a assinatura de Mino Carta, um dos jornalistas de melhor reputação do país, a revista não tem, ao longo de sua existência, um histórico de desmentidos e de distorção de fatos.
Quanto a Veja, reputação ilibada não tem sido um sinônimo da semanal da Abril. Foram muitos os episódios em que especialistas e autoridades tiveram de vir a público afirmar que nada haviam dito à revista ou que tiveram suas falas distorcidas. Este caso não é diferente. Fábio Baracat, empresário que aparece na reportagem deste fim de semana afirmando ter sido obrigado a negociar o pagamento de propinas com Ismael Guerra, emitiu nota mostrando-se “surpreendido” pela reportagem.
“Primeiramente gostaria de esclarecer que não sou e não fui funcionário, representante da empresa Vianet, ou a representei em qualquer assunto comercial, como foi noticiado (…) Durante o período em que atuei na defesa dos interesses comerciais da MTA, conheci Israel Guerra, como profissional que atuava na organização da documentação da empresa para participar de licitações, cuja remuneração previa percentual sobre eventual êxito, o qual repita-se, não era garantido (…) Acredito que tenha contribuído com o esclarecimento dos fatos, na certeza de que fui mais uma personagem de um joguete político-eleitoral irresponsável do qual não participo.”
Motivos
A vontade dos grandes jornais em mostrar episódios que possam enfraquecer a candidata Dilma Rousseff gera estranheza até mesmo dentro dessas redações. Na última semana, a Folha publicou que um erro da ex-ministra havia provocado prejuízo de R$ 1 bilhão. A notícia, sem base real, virou motivo de piada na internet, e um viral reproduzido pelo Twitter entrou para os principais tópicos mundiais da rede social.
Neste domingo, a ombudsman Suzana Singer chama atenção dos editores da Folha. “O jornal avançou o sinal.” Ela complementa: “Foi iniciativa de Dilma criar a tal tarifa social? Não, foi instituída no governo Fernando Henrique Cardoso.” A ombudsman pede que o jornal deixe o próprio leitor chegar a suas conclusões, sem direcionamentos, e lembra que não tem havido a mesma crítica à gestão de Serra em São Paulo. “A Folha deveria retomar o equilíbrio na sua cobertura eleitoral e abrir espaço para vozes dissonantes. O apartidarismo – e não ter medo de crítica – sempre foram características preciosas deste jornal.”
Neste momento, como os institutos de pesquisa indicam que é muito pequena a possibilidade de Dilma perder a eleição, é preciso considerar outros interesses na divulgação de algumas notícias. O Painel da Folha dá uma pista ao falar do caso: “Até agora, ela era dada como nome certo num eventual governo Dilma.” O blog Vi o Mundo, de Luiz Carlos Azenha, levanta uma indagação: “Será que tem o dedo de outros candidatos ao cargo na capa da Veja? Ou será que o Civita quer indicar o primeiro-ministro de um eventual governo Dilma?”
Mora aí uma diferença fundamental das atuais eleições. Ainda não se sabe qual será o real impacto da internet sobre os números finais da votação de 3 de outubro, mas a rede se converteu em um espaço para tentar difundir propostas - a favor ou contra os candidatos - e notícias que são ignoradas pela mídia comercial
sábado, 11 de setembro de 2010
Empresa de Verônica quebrou sigilo de 60 milhões correntistas
11 de setembro de 2010 • 15h04 • atualizado às 15h26
do Terra
Notícia
A edição desta semana da revista Carta Capital traz uma reportagem sobre a suposta quebra de sigilo de quase 60 milhões de correntistas brasileiros, ocorrida em 2001, por uma empresa com registro em Miami, nos Estados Unidos, e que tinha como um de seus sócios, Verônica Allende Serra, filha do candidato do PSBD à presidência da República, José Serra. O site responsável pelo crime, sob o domínio Decidir.com, era uma filial brasileira de uma empresa argentina.
Os dados teriam ficado disponíveis na internet por cerca de 20 dias. O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, que na época ocupava o mesmo cargo, enviou um ofício ao Banco Central pedindo explicações sobre o caso. Hoje, Verônica ocupa as páginas do noticiário por ter tido o seu sigilo fiscal quebrado em outubro de 2009. A campanha de Serra tem explorado o fato para acusar sua principal adversária, Dilma Rousseff (PT).
do Terra
Notícia
A edição desta semana da revista Carta Capital traz uma reportagem sobre a suposta quebra de sigilo de quase 60 milhões de correntistas brasileiros, ocorrida em 2001, por uma empresa com registro em Miami, nos Estados Unidos, e que tinha como um de seus sócios, Verônica Allende Serra, filha do candidato do PSBD à presidência da República, José Serra. O site responsável pelo crime, sob o domínio Decidir.com, era uma filial brasileira de uma empresa argentina.
Os dados teriam ficado disponíveis na internet por cerca de 20 dias. O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, que na época ocupava o mesmo cargo, enviou um ofício ao Banco Central pedindo explicações sobre o caso. Hoje, Verônica ocupa as páginas do noticiário por ter tido o seu sigilo fiscal quebrado em outubro de 2009. A campanha de Serra tem explorado o fato para acusar sua principal adversária, Dilma Rousseff (PT).
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Filha de Serra fez a maior quebra de sigilos do mundo
DO BLOG CONVERSA AFIADA
revista CartaCapital que está nas bancas traz reportagem de Leandro Fortes que vai calar o Zé Baixaria e seus auto-falantes do PiG (*).
Por 15 dias no ano de 2001, no governo FHC/Serra a empresa Decidir.com abriu o sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros.
É isso mesmo o que o amigo navegante leu: a filha de Serra abriu o sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros por 15 dias durante o governo FHC/Serra.
A Decidir.com é o resultado da sociedade, em Miami, da filha de Serra com a irmã de Daniel Dantas.
Veja aqui a prova da associação com documentos do Estado da Flórida, nos Estados Unidos.
O primeiro “plano de negócios” da empresa era assessorar licitações públicas.
Imagine, amigo navegante, assessorar concorrências !
A certa altura, em 2001, a empresa resolveu ser uma concorrente da Serasa.
Fez um acordo com o Banco do Brasil e através disso conseguiu abrir sigilos bancários.
O notável empreendimento de Miami conseguiu também a proeza de abrir e divulgar a lista negra do Banco Central.
O intrépido jornalismo da Folha (**) fez uma reportagem sobre o assunto, mas motivos que este ordinário blogueiro não consegue imaginar, omitiu o nome da empresa responsável pelo crime.
A Folha (**) divulgou ela própria o sigilo de autoridades que passaram cheques sem fundo.
O então presidente da Câmara, Michel Temer, oficiou o Banco Central.
E, a partir daí, operou-se um tucânico abafa.
O Banco Central não fez nada.
A Polícia Federal não fez nada.
O Ministério da Fazenda não fez nada.
O Procurador Geral da República não fez nada.
Faltava pouco para a eleição presidencial de 2002, quando José Serra tomou a surra de 61% a 39%.
A filha dele largou a empresa, provavelmente em nome dos mais altos princípios da Moral.
Mino Carta tem a propriedade de publicar reportagens que equivalem a tiro de misericórdia.
Quando dirigia a revista IstoÉ, publicou a entrevista do motorista que implodiu o governo Collor.
Agora, ele e Leandro, processados por Gilmar Dantas (***), dão o tiro de misericórdia na hipocrisia dos tucanos paulistas.
A partir desta edição da CartaCapital, a expressão “violar o sigilo” passa a ser uma ofensa à memória dos brasileiros.
Paulo Henrique Amorim
revista CartaCapital que está nas bancas traz reportagem de Leandro Fortes que vai calar o Zé Baixaria e seus auto-falantes do PiG (*).
Por 15 dias no ano de 2001, no governo FHC/Serra a empresa Decidir.com abriu o sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros.
É isso mesmo o que o amigo navegante leu: a filha de Serra abriu o sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros por 15 dias durante o governo FHC/Serra.
A Decidir.com é o resultado da sociedade, em Miami, da filha de Serra com a irmã de Daniel Dantas.
Veja aqui a prova da associação com documentos do Estado da Flórida, nos Estados Unidos.
O primeiro “plano de negócios” da empresa era assessorar licitações públicas.
Imagine, amigo navegante, assessorar concorrências !
A certa altura, em 2001, a empresa resolveu ser uma concorrente da Serasa.
Fez um acordo com o Banco do Brasil e através disso conseguiu abrir sigilos bancários.
O notável empreendimento de Miami conseguiu também a proeza de abrir e divulgar a lista negra do Banco Central.
O intrépido jornalismo da Folha (**) fez uma reportagem sobre o assunto, mas motivos que este ordinário blogueiro não consegue imaginar, omitiu o nome da empresa responsável pelo crime.
A Folha (**) divulgou ela própria o sigilo de autoridades que passaram cheques sem fundo.
O então presidente da Câmara, Michel Temer, oficiou o Banco Central.
E, a partir daí, operou-se um tucânico abafa.
O Banco Central não fez nada.
A Polícia Federal não fez nada.
O Ministério da Fazenda não fez nada.
O Procurador Geral da República não fez nada.
Faltava pouco para a eleição presidencial de 2002, quando José Serra tomou a surra de 61% a 39%.
A filha dele largou a empresa, provavelmente em nome dos mais altos princípios da Moral.
Mino Carta tem a propriedade de publicar reportagens que equivalem a tiro de misericórdia.
Quando dirigia a revista IstoÉ, publicou a entrevista do motorista que implodiu o governo Collor.
Agora, ele e Leandro, processados por Gilmar Dantas (***), dão o tiro de misericórdia na hipocrisia dos tucanos paulistas.
A partir desta edição da CartaCapital, a expressão “violar o sigilo” passa a ser uma ofensa à memória dos brasileiros.
Paulo Henrique Amorim
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