Ex-presidente promete "autocontrole" para restringir seu envolvimento política nacional. Ele quer priorizar transferência da experiência brasileira para a África
Por: Leticia Cruz, Rede Brasil Atual
Publicado em 28/04/2011, 00:50
Última atualização às 11:42
O ex-presidente Lula participa da abertura do Congresso da CNM (Foto: ©Jorge Araújo/Folhapress)
São Paulo – Na abertura do 8º Congresso da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM-CUT), nesta quarta-feira (27), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve o primeiro reencontro com o movimento sindical desde que deixou o cargo. Em seu discurso, ele disse que setores da imprensa estão de "namorico" com o governo da presidenta Dilma Rousseff para tentar criar divergências entre ele e sua sucessora.
Lula rebateu o que ele classificou como boatos de que ele e a presidenta Dilma Rousseff estivessem em conflito. "Um setor da imprensa está de 'namorico' com o governo Dilma para causar divergência entre eu e ela", pontuou. A seguir, repetiu o que havia declarado em entrevistas anteriores: "Não existe divergências, porque o dia que eu e ela discordarmos, ela está certa".
Para ele, a mídia também distorce informações sobre a alta da inflação. "Estão inventando inflação. Eu ontem vi um pronunciamento da Dilma e do Guido Mantega (ministro da Fazenda), e sinto toda a firmeza. Nós não vamos permitir que a inflação volte. Nós, não só eles; como consumidores somos responsáveis para que não volte", insistiu.
Bem-humorado durante os 40 minutos de discurso, Lula admitiu que ainda não "desencarnou" completamente da Presidência da República. "Ainda não 'desencarnei' (da Presidência) totalmente, como vocês podem ver. Não é uma tarefa fácil a 'desencarnação'", brincou. "Assumi compromisso com a Dilma de que é preciso manter o processo de 'desencarnação' para não comprometê-la", afirmou o ex-presidente.
Apesar disso, Lula declarou que seu gradual afastamento da presidência deveria servir de exemplo. "Queria ensinar a alguns ex-presidentes para que se mantenham como eu e deixem a Dilma exercer o mandato dela", provocou. A referência velada teve como alvo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Ele foi além nas críticas à oposição e foi ovacionado por isso. "O 'nunca antes na história deste país' era para provocar a oposição, porque eu sei o tanto que já falaram de mim, com discursos cheios de preconceito. (Eu) me determinei a provar que eu seria mais competente que eles para governar o país", orgulhou-se.
O ex-presidente ressaltou ainda, em diversos momentos de seu discurso, a proximidade do governo com o movimento sindical. "Duvido que, na história da humanidade, tenha (havido) um governo que executou a democracia como o Brasil. Nunca houve tantas conferências sindicais. Em outros países, sindicalista é visto como inimigo do governo."
Ele também celebrou o que considera ser uma ação de inclusão social implantada em seus dois mandatos e mantida na gestão de Dilma. "No Palácio do Planalto, que antes só recebia príncipes e banqueiros, agora continua recebendo príncipes e banqueiros, mas também os moradores de rua e deficientes físicos. É pra mostrar que eles podem entrar em uma igreja, num metrô ou num shopping center", disse.
Conselho a sindicalistas
Dirigindo-se aos sindicalistas que participavam do evento, o ex-presidente cobrou postura firme dos representantes dos trabalhadores em negociações com empresários. "A conquista do respeito é a condição básica para ter respeito", disse. "Se você entrar numa mesa de negociação de cabeça baixa, sem se respeitar, nenhum empresário vai ter dó de vocês", recomendou.
Em relação a futuros compromissos, o ex-presidente revelou que, apesar de sentir vontade de "sair em caravana e reuniões com a CUT (Central Única dos Trabalhadores)", precisa ter autocontrole para não ter comprometimento político. "Vou me dedicar à África. A experiência brasileira pode ajudar o continente africano e este será o meu trabalho daqui pra frente", disse
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quinta-feira, 28 de abril de 2011
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Stédile: novo governo terá mais condições de fazer reforma agrária avançar
Rede Brasil Atual
4 de novembro de 2010 às 9:35h
Entre as questões emergenciais para as quais o MST espera atuação mais efetiva do futuro governo, está o das 100 mil famílias acampadas em beira de estrada
Por Daniel Mello*
O líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, disse acreditar que o governo de Dilma Rousseff terá mais condições políticas do que teve a administração atual de fazer a reforma agrária avançar e de atender a outras demandas do setor.
“O Lula ganhou as eleições em um quadro de composição de forças muito adversas. Agora, eu acho que há uma composição de forças mais favorável a um programa de centro-esquerda”, ressaltou Stédile em entrevista à Agência Brasil e à TV Brasil.
Para o MST, entre as questões emergenciais para as quais o MST espera atuação mais efetiva do futuro governo, está a das 100 mil famílias acampadas em beira de estrada, “passando todo tipo de dificuldade, que precisa ter solução imediata”.
O fortalecimento da agricultura familiar é, segundo Stédile, outro ponto que merece atenção da presidente eleita. “Há o confronto permanente entre dois modelos de agricultura”, destacou. De acordo com ele, esse embate ocorre entre o agronegócio – “que expulsa mão de obra e usa venenos” – e a agricultura familiar – “que absorve mão de obra e produz alimentos sem venenos”.
Como medida que beneficiaria os pequenos agricultores, o líder do MST defendeu o fortalecimento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), “como uma empresa pública que garante a compra dos produtos alimentícios dos pequenos agricultores”. Além disso, ele cobrou fiscalização mais rigorosa do uso de defensivos agrícolas. “A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) precisa ser fortalecida e ter uma política mais rigorosa sobre o uso de venenos”.
Caso as expectativas dos movimentos sociais não encontrem eco no novo governo, Stédile acredita que os trabalhadores rurais irão se organizar para reivindicar avanços. “As lutas sociais vão se desenvolvendo em função dos problemas”.
O MST manifestou esperança em relação aos governos eleitos nos estados. Segundo o líder do movimento, em breve os novos governadores serão procurados para tratar das demandas da população do campo. “Nós vamos iniciar um processo de apresentação de propostas, de debate de ideias e, evidentemente, esperamos que os governos atendam a essa expectativa”, adiantou.
*Matéria originalmente publicada na Rede Brasil Atual
Rede Brasil Atual
4 de novembro de 2010 às 9:35h
Entre as questões emergenciais para as quais o MST espera atuação mais efetiva do futuro governo, está o das 100 mil famílias acampadas em beira de estrada
Por Daniel Mello*
O líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, disse acreditar que o governo de Dilma Rousseff terá mais condições políticas do que teve a administração atual de fazer a reforma agrária avançar e de atender a outras demandas do setor.
“O Lula ganhou as eleições em um quadro de composição de forças muito adversas. Agora, eu acho que há uma composição de forças mais favorável a um programa de centro-esquerda”, ressaltou Stédile em entrevista à Agência Brasil e à TV Brasil.
Para o MST, entre as questões emergenciais para as quais o MST espera atuação mais efetiva do futuro governo, está a das 100 mil famílias acampadas em beira de estrada, “passando todo tipo de dificuldade, que precisa ter solução imediata”.
O fortalecimento da agricultura familiar é, segundo Stédile, outro ponto que merece atenção da presidente eleita. “Há o confronto permanente entre dois modelos de agricultura”, destacou. De acordo com ele, esse embate ocorre entre o agronegócio – “que expulsa mão de obra e usa venenos” – e a agricultura familiar – “que absorve mão de obra e produz alimentos sem venenos”.
Como medida que beneficiaria os pequenos agricultores, o líder do MST defendeu o fortalecimento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), “como uma empresa pública que garante a compra dos produtos alimentícios dos pequenos agricultores”. Além disso, ele cobrou fiscalização mais rigorosa do uso de defensivos agrícolas. “A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) precisa ser fortalecida e ter uma política mais rigorosa sobre o uso de venenos”.
Caso as expectativas dos movimentos sociais não encontrem eco no novo governo, Stédile acredita que os trabalhadores rurais irão se organizar para reivindicar avanços. “As lutas sociais vão se desenvolvendo em função dos problemas”.
O MST manifestou esperança em relação aos governos eleitos nos estados. Segundo o líder do movimento, em breve os novos governadores serão procurados para tratar das demandas da população do campo. “Nós vamos iniciar um processo de apresentação de propostas, de debate de ideias e, evidentemente, esperamos que os governos atendam a essa expectativa”, adiantou.
*Matéria originalmente publicada na Rede Brasil Atual
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Acusado de torturar Dilma sofre ação do MPF
Rede Brasil Atual
4 de novembro de 2010 às 18:36h
Quatro militares acusados de envolvimento em desaparecimentos e torturas sofrem, a partir desta quinta-feira (4), ação que pede a responsabilização pelos atos. O Ministério Público Federal em São Paulo quer a declaração de responsabilidade civil dos ex-integrantes da Operação Bandeirante (Oban), órgão de repressão da ditadura militar (1964-85).
Como, por enquanto, não há possibilidade de implicação penal, a ideia é que os possíveis réus sejam condenados a pagar indenização à sociedade, percam as aposentadorias e ajudem a União a cobrir os gastos de indenizações a vítimas.
Os procuradores apontam o envolvimento dos militares reformados das Forças Armadas Homero Cesar Machado, Innocencio Fabricio de Mattos Beltrão e Maurício Lopes Lima e do capitão reformado da Polícia Militar de São Paulo, João Thomaz, em 15 casos.
Informações mantidas em arquivos públicos e depoimentos de militares levaram a concluir a participação de Lima na tortura da presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, detida no Presídio Tiradentes, em São Paulo. Além disso, o grupo atuou no sequestro de Virgílio Gomes da Silva, o comandante Jonas, que liderou em 1968 o sequestro do embaixador dos Estados Unidos, Charles Elbrick.
Os procuradores lembram na ação que os militares participaram da tortura da família de Jonas, detida no dia seguinte à morte do integrante da Aliança Libertadora Nacional (ALN). Como relataram os familiares em entrevistas dadas neste ano à Rede Brasil Atual, os filhos de Jonas eram levados de casa em casa na busca de uma família que os quisesse adotar. Ilda Gomes da Silva, esposa do militante, ficou detida durante meses e incomunicável com os filhos, inclusive com a bebê de quatro meses. De acordo com a ação do MPF, até mesmo a menina Isabel foi torturada com aplicação de choques elétricos na presença de Ilda.
Este ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que a Lei de Anistia vale também para torturadores, o que exclui a possibilidade de condenação penal. Na leitura da maioria dos ministros do STF, o texto aprovado em 1979 foi fruto de um amplo acordo da sociedade.
Há, no entanto, uma possibilidade de invalidar a decisão. A Corte Interamericana de Direitos Humanos deve se pronunciar até o fim deste ano a respeito de ação movida por organizações da sociedade civil. Tendo em vista a definição da Corte em casos anteriores, imagina-se que será determinado ao Brasil o cumprimento de acordos internacionais que visa à reparação dos danos provocados pelo Estado.
4 de novembro de 2010 às 18:36h
Quatro militares acusados de envolvimento em desaparecimentos e torturas sofrem, a partir desta quinta-feira (4), ação que pede a responsabilização pelos atos. O Ministério Público Federal em São Paulo quer a declaração de responsabilidade civil dos ex-integrantes da Operação Bandeirante (Oban), órgão de repressão da ditadura militar (1964-85).
Como, por enquanto, não há possibilidade de implicação penal, a ideia é que os possíveis réus sejam condenados a pagar indenização à sociedade, percam as aposentadorias e ajudem a União a cobrir os gastos de indenizações a vítimas.
Os procuradores apontam o envolvimento dos militares reformados das Forças Armadas Homero Cesar Machado, Innocencio Fabricio de Mattos Beltrão e Maurício Lopes Lima e do capitão reformado da Polícia Militar de São Paulo, João Thomaz, em 15 casos.
Informações mantidas em arquivos públicos e depoimentos de militares levaram a concluir a participação de Lima na tortura da presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, detida no Presídio Tiradentes, em São Paulo. Além disso, o grupo atuou no sequestro de Virgílio Gomes da Silva, o comandante Jonas, que liderou em 1968 o sequestro do embaixador dos Estados Unidos, Charles Elbrick.
Os procuradores lembram na ação que os militares participaram da tortura da família de Jonas, detida no dia seguinte à morte do integrante da Aliança Libertadora Nacional (ALN). Como relataram os familiares em entrevistas dadas neste ano à Rede Brasil Atual, os filhos de Jonas eram levados de casa em casa na busca de uma família que os quisesse adotar. Ilda Gomes da Silva, esposa do militante, ficou detida durante meses e incomunicável com os filhos, inclusive com a bebê de quatro meses. De acordo com a ação do MPF, até mesmo a menina Isabel foi torturada com aplicação de choques elétricos na presença de Ilda.
Este ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que a Lei de Anistia vale também para torturadores, o que exclui a possibilidade de condenação penal. Na leitura da maioria dos ministros do STF, o texto aprovado em 1979 foi fruto de um amplo acordo da sociedade.
Há, no entanto, uma possibilidade de invalidar a decisão. A Corte Interamericana de Direitos Humanos deve se pronunciar até o fim deste ano a respeito de ação movida por organizações da sociedade civil. Tendo em vista a definição da Corte em casos anteriores, imagina-se que será determinado ao Brasil o cumprimento de acordos internacionais que visa à reparação dos danos provocados pelo Estado.
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sábado, 30 de outubro de 2010
Frei Betto lamenta que papa seja ‘usado como cabo eleitoral’
Rede Brasil Atual
30 de outubro de 2010 às 10:23h
Frei Betto lamenta a postura do papa Bento XVI, que voltou a trazer o aborto ao debate político brasileiro às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais. Na manhã desta quinta-feira (28), o papa esteve com 15 bispos brasileiros do Nordeste, a quem convocou a condenar o aborto e orientar fieis a “usar o próprio voto para a promoção do bem comum”. Em entrevista à Rede Brasil Atual, o frei brasileiro sustenta que há temas mais relevantes para o momento.
“Lamento que Bento XVI esteja sendo usado como cabo eleitoral, seja para qual partido for. Há temas muito mais importantes do que aborto e religião para se discutir em uma campanha eleitoral”, afirmou Frei Betto. “Aborto se evita com políticas sociais. Num país em que se sabe que os futuros filhos terão saúde, escolaridade e oportunidades de trabalho, o número de aborto é reduzido. Lula fez o governo que mais fez para evitar o aborto no Brasil”, analisa.
No discurso proferido durante reunião em Roma, o papa afirmou que se “os direitos fundamentais da pessoa ou da salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas”. O discurso do papa reconheceu a possibilidade de eventuais efeitos negativos: “Ao defender a vida, não devemos temer a oposição ou a impopularidade”.
Frei Betto relembrou que tal postura se parece com as de dom Nelson Westrupp, dom Benedito Beni dos Santos e dom Airton José dos Santos, bispos que subscreveram um panfleto produzido pela Regional Sul 1 da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O material trazia um pedido aos cristãos que não votassem no PT e em partidos que defendessem o aborto. Para o frei, o objetivo era clararamente fazer um manifesto anti-Dilma.
“Lamento também que três bispos tenham desviado a atenção da opinião pública para introduzir oportunisticamente o tema no debate”, critica. Atuante em movimentos sociais, Frei Betto afirma que muitas mulheres acabam optando pelo aborto por se sentirem inseguras com o futuro que darão aos filhos.
Polêmica
O aborto ganhou status de tema de campanha desde o final do primeiro turno. A questão é apontada por analistas como uma das responsáveis pela perda de intenção de votos da candidata governista na reta final, causando o segundo turno. Desde o dia seguinte da votação, a discussão permaneceu na disputa entre os candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).
O fenônemo levou a campanha de Dilma a promover eventos com lideranças evangélicas e de outras religiões. Ela assumiu ainda compromissos em “defesa da vida” e contrários a mudanças na legislação sobre interrupção da gravidez. O PSDB teria empregado, segundo relatos publicados em jornais e blogues, uma ampla ação de telemarketing ativo (milhares de telefonemas a eleitores) com o objetivo de espalhar a informação de que a petista seria favorável ao aborto.
A onda foi seguida por figuras relevantes do cenário religioso. A Comissão em Defesa da Vida, grupo católico coordenado pelo padre Berardo Graz, divulgou nota incitando os fiéis a não votar em Dilma. No último sábado (23), porém, o bispo dom Angélico Sândalo Bernardino leu, em São Paulo, uma carta pela ‘verdade e justiça nas eleições’ deste ano. O conteúdo da carta critica a atitude da Regional Sul 1 e a utilização eleitoreira do tema aborto.
30 de outubro de 2010 às 10:23h
Frei Betto lamenta a postura do papa Bento XVI, que voltou a trazer o aborto ao debate político brasileiro às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais. Na manhã desta quinta-feira (28), o papa esteve com 15 bispos brasileiros do Nordeste, a quem convocou a condenar o aborto e orientar fieis a “usar o próprio voto para a promoção do bem comum”. Em entrevista à Rede Brasil Atual, o frei brasileiro sustenta que há temas mais relevantes para o momento.
“Lamento que Bento XVI esteja sendo usado como cabo eleitoral, seja para qual partido for. Há temas muito mais importantes do que aborto e religião para se discutir em uma campanha eleitoral”, afirmou Frei Betto. “Aborto se evita com políticas sociais. Num país em que se sabe que os futuros filhos terão saúde, escolaridade e oportunidades de trabalho, o número de aborto é reduzido. Lula fez o governo que mais fez para evitar o aborto no Brasil”, analisa.
No discurso proferido durante reunião em Roma, o papa afirmou que se “os direitos fundamentais da pessoa ou da salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas”. O discurso do papa reconheceu a possibilidade de eventuais efeitos negativos: “Ao defender a vida, não devemos temer a oposição ou a impopularidade”.
Frei Betto relembrou que tal postura se parece com as de dom Nelson Westrupp, dom Benedito Beni dos Santos e dom Airton José dos Santos, bispos que subscreveram um panfleto produzido pela Regional Sul 1 da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O material trazia um pedido aos cristãos que não votassem no PT e em partidos que defendessem o aborto. Para o frei, o objetivo era clararamente fazer um manifesto anti-Dilma.
“Lamento também que três bispos tenham desviado a atenção da opinião pública para introduzir oportunisticamente o tema no debate”, critica. Atuante em movimentos sociais, Frei Betto afirma que muitas mulheres acabam optando pelo aborto por se sentirem inseguras com o futuro que darão aos filhos.
Polêmica
O aborto ganhou status de tema de campanha desde o final do primeiro turno. A questão é apontada por analistas como uma das responsáveis pela perda de intenção de votos da candidata governista na reta final, causando o segundo turno. Desde o dia seguinte da votação, a discussão permaneceu na disputa entre os candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).
O fenônemo levou a campanha de Dilma a promover eventos com lideranças evangélicas e de outras religiões. Ela assumiu ainda compromissos em “defesa da vida” e contrários a mudanças na legislação sobre interrupção da gravidez. O PSDB teria empregado, segundo relatos publicados em jornais e blogues, uma ampla ação de telemarketing ativo (milhares de telefonemas a eleitores) com o objetivo de espalhar a informação de que a petista seria favorável ao aborto.
A onda foi seguida por figuras relevantes do cenário religioso. A Comissão em Defesa da Vida, grupo católico coordenado pelo padre Berardo Graz, divulgou nota incitando os fiéis a não votar em Dilma. No último sábado (23), porém, o bispo dom Angélico Sândalo Bernardino leu, em São Paulo, uma carta pela ‘verdade e justiça nas eleições’ deste ano. O conteúdo da carta critica a atitude da Regional Sul 1 e a utilização eleitoreira do tema aborto.
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terça-feira, 26 de outubro de 2010
Aloysio Nunes ofende jornalista ( E DEIXA CLARO QUE DEFENDE LIBERDADE DAS EMPRESAS E NÃO DE IMPRENSA!)
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Aloysio Nunes ofende jornalista
Leia mais
Thiago Domenici, publicada no blog "notaderodape":
João Peres, nosso colaborador do NR e repórter da Rede Brasil Atual, profissional da mais alta competência teve ontem uma experiência desagradável e desrespeitosa. Ele estava na cobertura do debate entre os presidenciáveis da Record, na noite de ontem, e na entrada da emissora, como todo repórter faz e é da profissão, foi conversar com os políticos que chegavam para acompanhar o evento.
O senador eleito por São Paulo, do PSDB, Aloysio Nunes, amigão do Serra, foi abordado pelo repórter que fazia a cobertura para a Rede Brasil Atual, que pertence ao mesmo grupo da Revista do Brasil, censurada recentemente pelo partido do senador em questão. Era perto da hora do debate, que começou às 23h, quando o senador eleito com mais de 11 milhões de votos indagou ao repórter:
- É ligada a quem essa revista?
- Aos sindicatos
- Que sindicatos? - falou a assessora do lado dele
- Bancários, metalúrgicos, químicos...
- Pelego, você é pelego - falou o senador
- Não podemos conversar, senador?
- Pelego. sua revista é financiada pelo PT...
- E a Veja, quem financia, senador?
- Pelego
- Que educação, senador
- Pelego filha da puta. Pelego filha da puta!
João me escreveu: "Foi assim, gratuito. Fiquei passado, triste mesmo. Não que não devesse esperar isso, mas agora vai ser isso, vou ser rotulado logo de cara pelo veículo em que eu trabalho? Ninguém associa a tucano-demo logo de cara um sujeito que trabalha na Folha? Uma noite horrível".
Digo o seguinte: é preciso que os políticos respeitem o trabalho dos jornalistas. Essa clima de guerra entre PT e PSDB está doentio. João Peres é um trabalhador, um empregado de um veículo que, sim, tem ligações com os sindicatos. E daí? Isto é público e notório. Nada está escondido. Pergunto ao distinto senador: todos os metalúrgicos, químicos e afins são "filhos da puta", então? Eu sou "filho da puta" também, pois apesar de não ser petista, trabalhei na revista durante um ano. Eis mais um absurdo que se tornou estas eleições. Lastimável.
"A Editora Atitude, que publica os dois veículos (Rede Brasil Atual e Revista do Brasil), condena a postura do senador eleito e entende que liberdade de expressão não é agredir verbalmente quem está em seu direito constitucional de exercer a liberdade de imprensa, muito menos a função de um representante de um Estado no Senado Federal", diz o diretor da editora, Paulo Salvador.
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Aloysio Nunes ofende jornalista
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Thiago Domenici, publicada no blog "notaderodape":
João Peres, nosso colaborador do NR e repórter da Rede Brasil Atual, profissional da mais alta competência teve ontem uma experiência desagradável e desrespeitosa. Ele estava na cobertura do debate entre os presidenciáveis da Record, na noite de ontem, e na entrada da emissora, como todo repórter faz e é da profissão, foi conversar com os políticos que chegavam para acompanhar o evento.
O senador eleito por São Paulo, do PSDB, Aloysio Nunes, amigão do Serra, foi abordado pelo repórter que fazia a cobertura para a Rede Brasil Atual, que pertence ao mesmo grupo da Revista do Brasil, censurada recentemente pelo partido do senador em questão. Era perto da hora do debate, que começou às 23h, quando o senador eleito com mais de 11 milhões de votos indagou ao repórter:
- É ligada a quem essa revista?
- Aos sindicatos
- Que sindicatos? - falou a assessora do lado dele
- Bancários, metalúrgicos, químicos...
- Pelego, você é pelego - falou o senador
- Não podemos conversar, senador?
- Pelego. sua revista é financiada pelo PT...
- E a Veja, quem financia, senador?
- Pelego
- Que educação, senador
- Pelego filha da puta. Pelego filha da puta!
João me escreveu: "Foi assim, gratuito. Fiquei passado, triste mesmo. Não que não devesse esperar isso, mas agora vai ser isso, vou ser rotulado logo de cara pelo veículo em que eu trabalho? Ninguém associa a tucano-demo logo de cara um sujeito que trabalha na Folha? Uma noite horrível".
Digo o seguinte: é preciso que os políticos respeitem o trabalho dos jornalistas. Essa clima de guerra entre PT e PSDB está doentio. João Peres é um trabalhador, um empregado de um veículo que, sim, tem ligações com os sindicatos. E daí? Isto é público e notório. Nada está escondido. Pergunto ao distinto senador: todos os metalúrgicos, químicos e afins são "filhos da puta", então? Eu sou "filho da puta" também, pois apesar de não ser petista, trabalhei na revista durante um ano. Eis mais um absurdo que se tornou estas eleições. Lastimável.
"A Editora Atitude, que publica os dois veículos (Rede Brasil Atual e Revista do Brasil), condena a postura do senador eleito e entende que liberdade de expressão não é agredir verbalmente quem está em seu direito constitucional de exercer a liberdade de imprensa, muito menos a função de um representante de um Estado no Senado Federal", diz o diretor da editora, Paulo Salvador.
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Serra promete o que Lula já faz e mostra desinformação, diz ativista
Política Promessas de Serra para cooperativas de crédito mostram desinformação, diz ativista
Por: Anselmo Massad, Rede Brasil Atual
Publicado em 21/10/2010, 19:19
Última atualização em 22/10/2010, 10:45
São Paulo - O candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB), afirmou nesta quinta-feira (21), em Maringá (PR), que pretende dar incentivos ao cooperativismo de crédito no país, caso seja eleito. Para Gilmar Carneiro, ex-presidente da Cooperativa Central de Crédito e Economia Solidária (Ecosol), os pontos defendidos pelo candidato já são realidade atualmente, o que indica que o candidato estaria desinformado e desatualizado.
Serra assumiu o compromisso em encontro com integrantes da Cooperativa Agroindustrial de Maringá (Cocamar), no Paraná. "Vou estimular o cooperativismo por meio de cooperativas de crédito que cobram juros menores. O governo precisa facilitar ainda mais o desenvolvimento das cooperativas de crédito e trazer paz no campo em relação a essas invasões arbitrárias e dar infraestrutura", afirmou. O tucano afirmou que as cooperativas são importantes aliadas do desenvolvimento agrícola e da geração de empregos.
Para Carneiro, Serra "prometeu o que não conhece, porque está desinformado". Ele afirma que o crédito para a agricultura familiar vem sendo garantido pela expansão do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do governo federal. O montante de recursos cedidos em empréstimos passou de R$ 3 bilhões para R$ 16 bilhões em oito anos.
"A agricultura familiar nunca recebeu tanto dinheiro quanto no governo Lula", sustenta Carneiro. O ativista vê nessa ação o principal motivo por que Dilma Rousseff (PT), candidata governista à Presidência, ter vantagem em áreas rurais, segundo pesquisas de intenção de voto.
Além disso, ele lembra que, no mundo todo, há incentivo a fusões de cooperativas de crédito, que podem estar presentes em mais locais. Isso porque, a concentração ajuda a reduzir a burocracia e o custo de operações em comparação ao incentivo à criação de novos empreendimentos do gênero
Por: Anselmo Massad, Rede Brasil Atual
Publicado em 21/10/2010, 19:19
Última atualização em 22/10/2010, 10:45
São Paulo - O candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB), afirmou nesta quinta-feira (21), em Maringá (PR), que pretende dar incentivos ao cooperativismo de crédito no país, caso seja eleito. Para Gilmar Carneiro, ex-presidente da Cooperativa Central de Crédito e Economia Solidária (Ecosol), os pontos defendidos pelo candidato já são realidade atualmente, o que indica que o candidato estaria desinformado e desatualizado.
Serra assumiu o compromisso em encontro com integrantes da Cooperativa Agroindustrial de Maringá (Cocamar), no Paraná. "Vou estimular o cooperativismo por meio de cooperativas de crédito que cobram juros menores. O governo precisa facilitar ainda mais o desenvolvimento das cooperativas de crédito e trazer paz no campo em relação a essas invasões arbitrárias e dar infraestrutura", afirmou. O tucano afirmou que as cooperativas são importantes aliadas do desenvolvimento agrícola e da geração de empregos.
Para Carneiro, Serra "prometeu o que não conhece, porque está desinformado". Ele afirma que o crédito para a agricultura familiar vem sendo garantido pela expansão do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do governo federal. O montante de recursos cedidos em empréstimos passou de R$ 3 bilhões para R$ 16 bilhões em oito anos.
"A agricultura familiar nunca recebeu tanto dinheiro quanto no governo Lula", sustenta Carneiro. O ativista vê nessa ação o principal motivo por que Dilma Rousseff (PT), candidata governista à Presidência, ter vantagem em áreas rurais, segundo pesquisas de intenção de voto.
Além disso, ele lembra que, no mundo todo, há incentivo a fusões de cooperativas de crédito, que podem estar presentes em mais locais. Isso porque, a concentração ajuda a reduzir a burocracia e o custo de operações em comparação ao incentivo à criação de novos empreendimentos do gênero
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Feriado de Finados pode alterar cenário eleitoral, diz cientista político
Por: Priscilla Mazenotti
Publicado em 24/10/2010, 13:13
Última atualização às 13:13
Brasília - O feriado de Finados, em 2 de novembro, poderá alterar o cenário eleitoral brasileiro, especialmente no número de eleitores que devem comparecer às urnas. Isso porque o feriado ocorre na terça-feira, dois dias depois do segundo turno das eleições.
Outro fator que pode trazer surpresas no resultado das urnas é o dia do Funcionário Público, que será comemorado em 1º de novembro. “Emendar os feriados permite que vários funcionários públicos e suas famílias viajem, o que pode causar algum tipo de alteração no cenário eleitoral. Essas pessoas representam mais ou menos 10% do eleitorado. Esse é o maior receio dos candidatos”, disse o cientista político da Universidade de Brasília (UnB) Leonardo Barreto.
Na sua avaliação, tanto a candidata petista Dilma Rousseff, quanto o tucano José Serra devem perder votos. “Se apenas funcionários públicos viajarem, é bem possível que a Dilma perca alguma coisa, porque eles têm um medo danado da volta do PSDB ao governo em virtude dos oito anos de arrocho nos salários”, disse. “Por outro lado, se considerarmos que boa parte dos eleitores é de classe média, que deve votar no Serra, poderá haver prejuízos para ele também”, completou.
O eleitor que não votou no primeiro turno poderá votar normalmente no segundo. Aqueles que viajarem e não tiverem feito a inscrição para votar em trânsito deverão justificar a ausência. A justificativa pode ser apresentada em qualquer cartório eleitoral no dia da eleição ou até 60 dias depois do pleito.
O eleitor que não votar nem justificar sua ausência será multado pela Justiça Eleitoral. Caso não vote e nem pague a multa, não poderá se inscrever em concurso público, tirar passaporte ou carteira de identidade, renovar matrícula em estabelecimentos de ensino oficial, obter empréstimos em estabelecimentos de crédito mantidos pelo governo ou participar de concorrência. Caso não vote em três eleições consecutivas, terá o título cancelado.
Publicado em 24/10/2010, 13:13
Última atualização às 13:13
Brasília - O feriado de Finados, em 2 de novembro, poderá alterar o cenário eleitoral brasileiro, especialmente no número de eleitores que devem comparecer às urnas. Isso porque o feriado ocorre na terça-feira, dois dias depois do segundo turno das eleições.
Outro fator que pode trazer surpresas no resultado das urnas é o dia do Funcionário Público, que será comemorado em 1º de novembro. “Emendar os feriados permite que vários funcionários públicos e suas famílias viajem, o que pode causar algum tipo de alteração no cenário eleitoral. Essas pessoas representam mais ou menos 10% do eleitorado. Esse é o maior receio dos candidatos”, disse o cientista político da Universidade de Brasília (UnB) Leonardo Barreto.
Na sua avaliação, tanto a candidata petista Dilma Rousseff, quanto o tucano José Serra devem perder votos. “Se apenas funcionários públicos viajarem, é bem possível que a Dilma perca alguma coisa, porque eles têm um medo danado da volta do PSDB ao governo em virtude dos oito anos de arrocho nos salários”, disse. “Por outro lado, se considerarmos que boa parte dos eleitores é de classe média, que deve votar no Serra, poderá haver prejuízos para ele também”, completou.
O eleitor que não votou no primeiro turno poderá votar normalmente no segundo. Aqueles que viajarem e não tiverem feito a inscrição para votar em trânsito deverão justificar a ausência. A justificativa pode ser apresentada em qualquer cartório eleitoral no dia da eleição ou até 60 dias depois do pleito.
O eleitor que não votar nem justificar sua ausência será multado pela Justiça Eleitoral. Caso não vote e nem pague a multa, não poderá se inscrever em concurso público, tirar passaporte ou carteira de identidade, renovar matrícula em estabelecimentos de ensino oficial, obter empréstimos em estabelecimentos de crédito mantidos pelo governo ou participar de concorrência. Caso não vote em três eleições consecutivas, terá o título cancelado.
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TSE
Dom Angélico critica bispo da regional Sul 1 e o uso eleitoreiro do aborto
Por: Redação da Rede Brasil Atual
Publicado em 23/10/2010, 19:25
Última atualização às 22:13
São Paulo - O bispo Dom Angélico Sândalo Bernardino leu na manhã deste sábado (23), em São Paulo, uma carta pela 'verdade e justiça nas eleições' deste ano. O ato ocorreu durante evento promovido por leigos da Igreja Católica, na região Brasilândia, zona norte. Na carta, Dom Angelico critica a atitude da Regional Sul 1 e a utilização eleitoreira do tema aborto.
Leia abaixo
Os cristãos e a defesa da verdade e da justiça nas eleições 2010
1. SINTO-ME honrado em estar com vocês e , nesta mesa, com a meu amado irmão, irmão dos pobres, Pe. Júlio Lancelotti,cuja mamãe Wilma Ferrari Lancellotti partiu para junto de Deus não faz muitos dias e a quem presto homenagem. Saúdo,de maneira particular,meus irmãos militantes nos diversos Partidos Políticos . Tal militância,na afirmação de Paulo VI, “ é forma superior de solidariedade”.
2. Venho a este importante Ato na qualidade de Bispo emérito de Blumenau,na bela e Santa Catarina e,nesta condição, lhes falo,não em nome de Partido Político ou de candidata ou candidato.
3. Alem da importância de esclarecimento de alguns fatos “na defesa da verdade e da justiça “, fui motivado para esta reunião, pelo encontro que tive, após celebração da santa Missa, na comunidade Nossa Senhora Aparecida, Guaimim, no dia 10 último. Fui então procurado por Carlinhos e Sandra, apaixonado e jovem casal,acompanhado por meu irmão Néri e pai de Sandra A querida MARILI no céu, é a mãe de Carlinhos e de nosso valoroso Pe. Aécio! Eles estavam perplexos diante da atitude de alguns Bispos,nas presentes eleições, que vetavam candidatos (as) do PT,,atribuindo-lhes apoio ao aborto! E o jovem casal,com entusiasmo, me perguntava “ o que fazer ?” e,ao mesmo tempo, entre sugestões várias, apresentava a de uma reunião como esta,perguntando-me se a ela, eu compareceria, tendo lhes eu respondido, imediatamente, SIM ! Eis porque aqui estou!
Que Jesus Cristo, Caminho,Verdade e Vida esteja conosco e,com o PAI,no envie o Espírito Santo para nossa iluminação.
A bem da verdade, da justiça,devo lhes dizer:
1. A atual campanha eleitoral está marcada, viciada, por muita mentira, falsificação e distorção de fatos. A internet, de modo especial, tem sido palco de verdadeiras ações articuladas por redes sociais de difamação, em atentado à democracia, à liberdade de comunicação que não pode ser confundida com libertinagem a serviço da mentira.
2. A IGREJA , OFICIALMENTE, em âmbito nacional, nestas eleições, se pronunciou três vezes :
- ‘”DECLARAÇÃO SOBRE O MOMENTO POLITICO NACIONAl” , Assembléia Geral, 11 de maio de 2010.
- “ NOTA DA CNBB NA PROXIMIDADE DAS ELEIÇÕES”, assinada pela Presidência da CNBB. Dom Geraldo Lyrio, Dom Luiz Soares Vieira, Dom Dimas Lara Barbosa, dia l6 de setembro de 2 010.
-“NOTA DA CNBB EM RELAÇÃO AO MOMENTO ELEITORAL “, de 8 de outubro 2010, assinada pela Presidencia já citada.
O REGIONAL SUL 1 DA CNBB , no dia 29 e junho de 2010 publicou a declaração “ VOTAR BEM “, assinada por sua Presidência, Dom Nelson Westrupp, Dom Benedito Beni dos Santos e Dom Airton José dos Santos.
Estas são DECLARAÇÕES, NOTAS, OFICIAIS DOS BISPOS DA IGREJA CATÓLICA, no Brasil,no Estado de São Paulo.
Elas insistem :
a) na urgência de Programas que estejam compromissados com a defesa da vida em todas as suas fases, desde a sua concepção até sua morte natural, bem como com a realização de Reforma Agrária, Reforma Política, Preservação do meio ambiente e com os direitos sociais fundamentais, como a criação de empregos e geração de rendas, melhoria da saúde e educação, da segurança pública, da habitação,justiça para todos....
b) Na linha destas orientações oficiais da Igreja. O senhor Cardeal D. Odilo P. Scherer, em carta de 20 agosto de 2010, aos Padres da Arquidiocese de São Paulo, entre outras, dá-lhes as seguintes orientações:
· Fique claro que a Igreja não tem opção oficial por Partidos ou Candidatos (as). Por isso,o Clero não deve envolver-se publicamente na campanha partidária ( cfr. Can. 287 ; 572)
· Nas missas e outras celebrações ( homilias,cursos) não deve ser feita campanha explicita para candidatos ou partidos “.
c) A Igreja deve sim apresentar princípios,valores, critérios para que,lucidamente, o eleitor possa votar em candidatos com “ ficha limpa”, comprometidos em seus programas com a promoção do bem comum, com a construção de sociedade justa e solidária.
INFELIZMENTE, destoando da orientação oficial da CNBB Nacional e Sul 1, irmão Bispo de Diocese localizada na grande São Paulo, na publicação , no início de julho de 2010, “ EM QUEM NÃO VOTAR “, após considerações sobre o aborto e posicionamentos do PT, afirma “ recomendamos a todos os verdadeiros cristãos a que não dêem seu voto à sra. Dilma Rousseff e demais candidatos que aprovam liberação do aborto”.
Na mesma linha, sem citar nome explicitamente mas implicitamente sim, o inoportuno ‘ ‘APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS “ de 3 de julho de 2010, da Comissão em defesa da vida do Regional Sul 1 da CNBB,c. Este “ Apelo”, foi abraçado pela
Presidência e Comissão Representativa do Regional Sul 1 que “ o acolhem e recomendam sua difusão”, no dia 26 de agosto de 2010.
Foi o prato cheio de que a oposição à candidata à Presidência da República se serviu, de maneira facciosa,parcial, para instrumentalizar a Igreja, dividir comunidades, tornar temas religiosos, o aborto, focos principais de debates, levando muitos a crerem que votar em Dilma , é contrariar a orientação da Igreja Católica. Ora,isto é mentira uma vez que a Igreja oficialmente não se posicionou a respeito de NOMES e PARTIDOS, PODENDO,POIS,O CATÓLICO CONSCIENTEMENTE VOTAR em Dilma, em candidatos do PT. Contra a instrumentalização do aborto para fins eleitorais, ergueu-se valorosa a voz profética de D. Demétrio Valentini, Bispo de Jales, no artigo “ DESMONTE DE UMA FALÁCIA”.
FELIZMNETE, os BISPOS da Igreja Católica do Estado de São Paulo – Reg. Sul 1 da CNBB, na Assembléia de suas Igrejas, nos dias 15 a 17 de outubro, desfazem ambigüidades, dizem categórico basta à instrumentalização da religião na discussão eleitoral e deixam claro que :
a) – Não indicam nem vetam candidatos ou partidos e respeitam a decisão livre e autônoma de cada eleitor;
b) - Desaprovam a instrumentalização de suas Declarações e Notas e enfatizam que não patrocinam a impressão e a difusão de folhetos a favor ou contra candidatos. (Recorde-se a impressão-difusão de um destes folhetos se tornou caso de Polícia!).
Dom Milton Kenan Junior, querido vigário episcopal para a Região Brasilândia, em carta aos Padres desta Região, recomenda a leitura desta última Declaração dos Bispos do Estado de São Paulo nas celebrações de hoje e amanhã.
AINDA,DUAS OBSERVAÇÕES:
1. A realidade do ABORTO não pode ser transformada em questão eleitoreira! Pode e deve ser estudada,debatida, em profundidade .O aborto é atentado à vida, É crime. O Estado efetivamente deve promover políticas públicas a favor da VIDA, não da MORTE. Quanto a nós discípulos missionários de Jesus, lutemos contra a descriminalização do abrto. Mas,não paremos somente no debate da defesa da lei! Pode ser cômodo! Há mulheres que são colocadas em grande constrangimento, sofrimento,pobreza, desespero e que recorrem ao aborto, em LAMENTÁVEL E ERRADA OPÇÃO! O trabalho árduo de PREVENÇÃO é fundamental ! Elas estão a nosso lado,não podemos desconhecê-las,em degradante omissão. Discípulos do Verbo de Deus que se fez CARNE, COMPROMETAMO-NOS COM ESTA REALIDADE. Estas mulheres – nossas irmãs – , para o Estado,frequentemente omisso em políticas públicas a favor da vida, se tornam problema de saúde pública e, de nossa parte, precisam ser tratadas com misericórdia,compreensão. A CAMPANHA DA FRATERNIDADE,no próximo ano,com seu tema: “ Fraternidade e a vida no planeta” e o lema: “ A criação geme como em dores de parto” vai aprofundar os temas aborto,eutanásia e todo desdobramento sagrado da vida,em nosso planeta,afirmou D Geraldo Lyrio,Presidente da CNBB,em entrevista,na última quinta feira,dia 21 de outubro.
Como seria ótimo se as Dioceses,a exemplo com o que acontece com a Arquidiocese de São Paulo, oferecessem às mulheres sofridas e tentadas pela pseudo-solução do aborto, braços abertos em realizações como a do AMPARO MATERNAL !
2. Às vésperas das eleições,peçamos à padroeira e Mãe do Brasil,Nossa Senhora Aparecida que proteja nosso País,o Povo brasileiro. Que as eleições não sejam ocasião para violências,ódios,divisões. Que os embates e debates nos amadureçam e nos façam crescer na compreensão mútua,na fraternidade. Nos meus 77 anos,gosto de repetir diante do destempero de muitos a respeito do Brasil , que confio na grandeza deste País, na maravilhosa fibra do Povo brasileiro . Diante de ataques apaixonados a nosso Presidente da República, não desconhecendo falhas em seu Governo, gosto de verificar que ele termina seu mandato com a admirável aprovação de 79% da população ; é tido no Exterior, entre as “dez mais importantes personalidade do mundo”: é respeitado em sua política econômica e , em época de crise econômica que atinge a Europa e EE.UU de maneira profunda,conduz o Brasil em sério crescimento,com considerável aumento de empregos . Sem desconhecer os graves problemas que ainda nos atingem,sobretudo aos Pobres, insisto contra pessimistas e derrotistas, em repetir as palavras do poeta: “ adora a terra em que nasceste ,não há País como este”. Vamos,pois,avante,de esperança,em esperança,na esperança sempre , conscientes de que a construção de um Brasil cada vez melhor é possível, dependendo dos Poderes da República e da urgente colaboração,participação ativa, de todos nós !
Dom Angélico Sândalo Bernardino
São Paulo, 23.outubro.2010
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sábado, 23 de outubro de 2010
Democracia brasileira tem de enfrentar monopólio da mídia, diz jurista
Gilberto Bercovici, da USP, critica investida contra a "Revista do Brasil". Ele avalia que PSDB defende liberdade apenas dos que os elogiam e lamenta falta de equilíbrio nas decisões do TSE
Por: João Peres, Rede Brasil Atual
Publicado em 22/10/2010, 13:20
Última atualização às 16:49
São Paulo – O professor titular de Direito Econômico e Economia Política da Faculdade de Direito da USP, Gilberto Bercovici, vê exagero na decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de proibir a circulação da edição 52 da Revista do Brasil. Ele critica a postura do PSDB e da mídia no período eleitoral e defende a necessidade de os governos democráticos enfrentarem a concentração dos meios de comunicação.
A edição de outubro da publicação, fechada no dia 5 de outubro, já estava impressa e a distribuição já havia sido concluída. O TSE determinou também a supensão da distribuição do Jornal da CUT e, ainda, a não divulgação dos dois conteúdos na internet. Bercovici lamenta que o Judiciário esteja a tratar de maneiras diferentes os temas relacionados ao PSDB e ao PT.
A Revista do Brasil foi proibida de circular por trazer em sua capa uma foto de Dilma Rousseff, candidata petista à Presidência da República. A coligação “O Brasil pode mais”, de José Serra (PSDB), entende que a revista é financiada por sindicatos. No entanto, a publicação mensal é um produto da Editora Gráfica Atitude Ltda., que tem endereço, CNPJ e núcleo editorial próprios. “Por mais que seja distribuída por órgãos sindicais, ela (a revista) não é do sindicato, é um órgão de imprensa, que pode e deve manifestar opinião”, lembra Bercovici.
Em entrevista à Rede Brasil Atual, o professor pondera que Serra é conhecido por não aceitar críticas e tentar interferir em redações e no trabalho de jornalistas. “Isso mostra que embora eles (PSDB) posem de defensores da liberdade de imprensa, não sei se são tão defensores assim. São a favor da liberdade de imprensa desde que a imprensa os elogie.”
Confira a seguir os principais trechos da conversa realizada esta semana no centro de São Paulo.
Rede Brasil Atual - Qual sua opinião sobre a restrição à circulação da Revista do Brasil?
Gilberto Bercovici - O fundamento da alegação é de que os sindicatos não podem atuar no financiamento de campanha eleitoral de maneira ostensiva, como obviamente a Igreja também não poderia.
Ocorre que a Revista do Brasil é um órgão de imprensa. Por mais que seja distribuída por órgãos sindicais, ela não é do sindicato, é um órgão de imprensa, que pode e deve manifestar opinião. Claro que pode declarar sua opinião, como, aliás, o Estado (de S.Paulo, jornal paulista) fez isso em editorial, como a Veja faz isso em toda capa, a Folha (de S.Paulo) e a TV Globo fazem todo dia.
Houve um exagero na decisão da Justiça Eleitoral sobre a Revista do Brasil. Lógico que há uma linha tênue, mas há exagero nessa interpretação. O que a gente acha estranho é que há tanto rigor para um lado e menos rigor para o outro. Há um certo desequilíbrio em determinados julgamentos, mas depende também de como as coisas são instruídas, como elas chegam para serem julgadas. Ou seja, não necessariamente é culpa do julgador. Mas, obviamente, um órgão de opinião não pode ser impedido de circular. Uma coisa é o sindicato e outra coisa é a revista.
Rede Brasil Atual - O candidato José Serra tem chamado alguns veículos de "blogs sujos" e órgãos a serviço do PT. Até mesmo o Valor Econômico, do Grupo Folha, foi acusado disso. Em que medida essa relação com a mídia e com as críticas por parte do candidato são normais? Isso pode ser entendido como um um sinal de como seria a relação dele com os meios de comunicação caso seja eleito?
Gilberto Bercovici - É lógico que em campanha todo mundo fica com os ânimos exaltados. Mas acho que ele não está acostumado a ser criticado. Passou quatro anos no governo de São Paulo sem que saísse uma crítica contra ele. Claro que tem seus méritos. Agora, parece que fica irritado com qualquer crítica, parece que não está acostumado a isso, o que é um problema. Numa democracia, você tem de se acostumar a ser criticado e não levar para o lado pessoal.
Aliás, é conhecido o caso de ele mandar demitir jornalista da TV Cultura, de tentar interferir em redação de jornal com aquele que eventualmente tenha criticado. Isso mostra que embora eles (membros do PSDB) posem de defensores da liberdade de imprensa, não sei se são tão defensores assim. São a favor da liberdade de imprensa desde que a imprensa os elogie. Quando a imprensa os critica, não gostam tanto assim.
Os grandes meios de comunicação costumam ter essa relação dúbia com o poder. Também não gostam de ser criticados. Qualquer crítica aos meios de comunicação é vista como uma ameaça à liberdade de imprensa. O que não é verdade. É uma retórica para assustar a opinião pública.
Rede Brasil Atual - Apesar do sentimento de que o cumprimento dos artigos da Constituição de 1988 aumentou, o professor Fábio Konder Comparato ingressou com ação no Supremo Tribunal Federal sobre a falta de regulamentação no que diz respeito à comunicação social. É possível o Congresso mexer nisso?
Gilberto Bercovici - É um desafio o monopólio dos meios de comunicação. Os governos democráticos, mais cedo ou mais tarde, vão ter de enfrentar esse desafio. A Constituição é expressa em proibir o oligopólio e o monopólio dos meios de comunicação de massa. E nós vivemos esse monopólio.
O que se está vivendo nessa campanha particular é uma coisa escancarada. Os meios de comunicação passaram de todo e qualquer limite no partidarismo e na tentativa de ganhar de qualquer jeito, no tapetão. Criando manchetes falsas, notícias falsas. Abusaram do direito de desinformar.
Talvez isso leve a uma pressão dos setores mais organizados da sociedade civil para repensar como vai ser a relação e regulamentar esses artigos da Constituição. Não se é a favor da censura, do controle do conteúdo da comunicação. Trata-se de impedir que o direito à informação seja negado, manipulado por interesses econômicos e empresariais que são legítimos dentro da lei.
Rede Brasil Atual - O senhor se manifestou neste processo eleitoral a favor de Dilma Rousseff. Por que a opção pela continuidade?
Gilberto Bercovici - Acredito que boa parte da intelectualidade tem se manifestado a favor do presidente Lula porque é um projeto de inclusão social. Primeiro porque valoriza educação, ao contrário do governo de Fernando Henrique, em que a gente viu o desmonte do sistema público de ensino, o privilégio à criação de cursos privados sem nenhum critério. Ninguém é contra a ampliação do sistema privado, mas com critérios.
As (universidades) federais de Minas Gerais e do Rio de Janeiro chegaram a não ter dinheiro para pagar as contas de água e luz. Era um nível de sucateamento extremo. Não tinha concurso para professor. Aliás, muito do que se diz sobre ampliação dos gastos com funcionalismo diz respeito aos cargos de professores de universidade pública. No governo Fernando Henrique Cardoso cortaram as bolsas de pesquisa.
Além disso, tem toda a questão de uma maior preocupação com as condições da melhoria de vida da população. Há criação de emprego, distribuição de renda. Claro que não é o ideal, e nem sei se algum dia vamos chegar ao ideal, mas houve uma tentativa de diminuir a desigualdade. E foi pela primeira vez desde que se promulgou a atual Constituição.
Além de restruturar o Estado, e não simplesmente destrui-lo, privatizá-lo, como foi no governo Fernando Henrique, em que venderam a Vale a preço de banana e até hoje não conseguiram explicar. Destruíram a Petrobras e o Banco do Brasil.
Rede Brasil Atual - Há mesmo abuso na participação do presidente Lula na campanha, como alega a oposição?
Gilberto Bercovici - O presidente pode fazer campanha normalmente. Qualquer governante pode. José Serra, como governador, fez campanha para eleger Gilberto Kassab prefeito de São Paulo. Aliás, contra a decisão do partido dele, que tinha Geraldo Alckmin como candidato. Fernando Henrique fez de tudo para ajudar a fazer José Serra como sucessor. Todo governante tenta apoiar dentro dos limites que a lei permite.
Isso é legítimo. A questão é que o atual presidente é muito popular. Então, ele tem essa vantagem. Que outros também têm, como Aécio Neves em Minas Gerais. Só o que não pode é usar a máquina em termos ilícitos. Tirando isso, pode se manifestar como quiser. É uma democracia. Ou não é?
Por: João Peres, Rede Brasil Atual
Publicado em 22/10/2010, 13:20
Última atualização às 16:49
São Paulo – O professor titular de Direito Econômico e Economia Política da Faculdade de Direito da USP, Gilberto Bercovici, vê exagero na decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de proibir a circulação da edição 52 da Revista do Brasil. Ele critica a postura do PSDB e da mídia no período eleitoral e defende a necessidade de os governos democráticos enfrentarem a concentração dos meios de comunicação.
A edição de outubro da publicação, fechada no dia 5 de outubro, já estava impressa e a distribuição já havia sido concluída. O TSE determinou também a supensão da distribuição do Jornal da CUT e, ainda, a não divulgação dos dois conteúdos na internet. Bercovici lamenta que o Judiciário esteja a tratar de maneiras diferentes os temas relacionados ao PSDB e ao PT.
A Revista do Brasil foi proibida de circular por trazer em sua capa uma foto de Dilma Rousseff, candidata petista à Presidência da República. A coligação “O Brasil pode mais”, de José Serra (PSDB), entende que a revista é financiada por sindicatos. No entanto, a publicação mensal é um produto da Editora Gráfica Atitude Ltda., que tem endereço, CNPJ e núcleo editorial próprios. “Por mais que seja distribuída por órgãos sindicais, ela (a revista) não é do sindicato, é um órgão de imprensa, que pode e deve manifestar opinião”, lembra Bercovici.
Em entrevista à Rede Brasil Atual, o professor pondera que Serra é conhecido por não aceitar críticas e tentar interferir em redações e no trabalho de jornalistas. “Isso mostra que embora eles (PSDB) posem de defensores da liberdade de imprensa, não sei se são tão defensores assim. São a favor da liberdade de imprensa desde que a imprensa os elogie.”
Confira a seguir os principais trechos da conversa realizada esta semana no centro de São Paulo.
Rede Brasil Atual - Qual sua opinião sobre a restrição à circulação da Revista do Brasil?
Gilberto Bercovici - O fundamento da alegação é de que os sindicatos não podem atuar no financiamento de campanha eleitoral de maneira ostensiva, como obviamente a Igreja também não poderia.
Ocorre que a Revista do Brasil é um órgão de imprensa. Por mais que seja distribuída por órgãos sindicais, ela não é do sindicato, é um órgão de imprensa, que pode e deve manifestar opinião. Claro que pode declarar sua opinião, como, aliás, o Estado (de S.Paulo, jornal paulista) fez isso em editorial, como a Veja faz isso em toda capa, a Folha (de S.Paulo) e a TV Globo fazem todo dia.
Houve um exagero na decisão da Justiça Eleitoral sobre a Revista do Brasil. Lógico que há uma linha tênue, mas há exagero nessa interpretação. O que a gente acha estranho é que há tanto rigor para um lado e menos rigor para o outro. Há um certo desequilíbrio em determinados julgamentos, mas depende também de como as coisas são instruídas, como elas chegam para serem julgadas. Ou seja, não necessariamente é culpa do julgador. Mas, obviamente, um órgão de opinião não pode ser impedido de circular. Uma coisa é o sindicato e outra coisa é a revista.
Rede Brasil Atual - O candidato José Serra tem chamado alguns veículos de "blogs sujos" e órgãos a serviço do PT. Até mesmo o Valor Econômico, do Grupo Folha, foi acusado disso. Em que medida essa relação com a mídia e com as críticas por parte do candidato são normais? Isso pode ser entendido como um um sinal de como seria a relação dele com os meios de comunicação caso seja eleito?
Gilberto Bercovici - É lógico que em campanha todo mundo fica com os ânimos exaltados. Mas acho que ele não está acostumado a ser criticado. Passou quatro anos no governo de São Paulo sem que saísse uma crítica contra ele. Claro que tem seus méritos. Agora, parece que fica irritado com qualquer crítica, parece que não está acostumado a isso, o que é um problema. Numa democracia, você tem de se acostumar a ser criticado e não levar para o lado pessoal.
Aliás, é conhecido o caso de ele mandar demitir jornalista da TV Cultura, de tentar interferir em redação de jornal com aquele que eventualmente tenha criticado. Isso mostra que embora eles (membros do PSDB) posem de defensores da liberdade de imprensa, não sei se são tão defensores assim. São a favor da liberdade de imprensa desde que a imprensa os elogie. Quando a imprensa os critica, não gostam tanto assim.
Os grandes meios de comunicação costumam ter essa relação dúbia com o poder. Também não gostam de ser criticados. Qualquer crítica aos meios de comunicação é vista como uma ameaça à liberdade de imprensa. O que não é verdade. É uma retórica para assustar a opinião pública.
Rede Brasil Atual - Apesar do sentimento de que o cumprimento dos artigos da Constituição de 1988 aumentou, o professor Fábio Konder Comparato ingressou com ação no Supremo Tribunal Federal sobre a falta de regulamentação no que diz respeito à comunicação social. É possível o Congresso mexer nisso?
Gilberto Bercovici - É um desafio o monopólio dos meios de comunicação. Os governos democráticos, mais cedo ou mais tarde, vão ter de enfrentar esse desafio. A Constituição é expressa em proibir o oligopólio e o monopólio dos meios de comunicação de massa. E nós vivemos esse monopólio.
O que se está vivendo nessa campanha particular é uma coisa escancarada. Os meios de comunicação passaram de todo e qualquer limite no partidarismo e na tentativa de ganhar de qualquer jeito, no tapetão. Criando manchetes falsas, notícias falsas. Abusaram do direito de desinformar.
Talvez isso leve a uma pressão dos setores mais organizados da sociedade civil para repensar como vai ser a relação e regulamentar esses artigos da Constituição. Não se é a favor da censura, do controle do conteúdo da comunicação. Trata-se de impedir que o direito à informação seja negado, manipulado por interesses econômicos e empresariais que são legítimos dentro da lei.
Rede Brasil Atual - O senhor se manifestou neste processo eleitoral a favor de Dilma Rousseff. Por que a opção pela continuidade?
Gilberto Bercovici - Acredito que boa parte da intelectualidade tem se manifestado a favor do presidente Lula porque é um projeto de inclusão social. Primeiro porque valoriza educação, ao contrário do governo de Fernando Henrique, em que a gente viu o desmonte do sistema público de ensino, o privilégio à criação de cursos privados sem nenhum critério. Ninguém é contra a ampliação do sistema privado, mas com critérios.
As (universidades) federais de Minas Gerais e do Rio de Janeiro chegaram a não ter dinheiro para pagar as contas de água e luz. Era um nível de sucateamento extremo. Não tinha concurso para professor. Aliás, muito do que se diz sobre ampliação dos gastos com funcionalismo diz respeito aos cargos de professores de universidade pública. No governo Fernando Henrique Cardoso cortaram as bolsas de pesquisa.
Além disso, tem toda a questão de uma maior preocupação com as condições da melhoria de vida da população. Há criação de emprego, distribuição de renda. Claro que não é o ideal, e nem sei se algum dia vamos chegar ao ideal, mas houve uma tentativa de diminuir a desigualdade. E foi pela primeira vez desde que se promulgou a atual Constituição.
Além de restruturar o Estado, e não simplesmente destrui-lo, privatizá-lo, como foi no governo Fernando Henrique, em que venderam a Vale a preço de banana e até hoje não conseguiram explicar. Destruíram a Petrobras e o Banco do Brasil.
Rede Brasil Atual - Há mesmo abuso na participação do presidente Lula na campanha, como alega a oposição?
Gilberto Bercovici - O presidente pode fazer campanha normalmente. Qualquer governante pode. José Serra, como governador, fez campanha para eleger Gilberto Kassab prefeito de São Paulo. Aliás, contra a decisão do partido dele, que tinha Geraldo Alckmin como candidato. Fernando Henrique fez de tudo para ajudar a fazer José Serra como sucessor. Todo governante tenta apoiar dentro dos limites que a lei permite.
Isso é legítimo. A questão é que o atual presidente é muito popular. Então, ele tem essa vantagem. Que outros também têm, como Aécio Neves em Minas Gerais. Só o que não pode é usar a máquina em termos ilícitos. Tirando isso, pode se manifestar como quiser. É uma democracia. Ou não é?
Serra pediu 'segredo de Justiça' para censura à Revista do Brasil
Por: Paulo Donizetti de Souza, Revista do Brasil
Um dos aspectos mais curiosos do pedido do PSDB de censura à Revista do Brasil, segundo a nota do site do TSE de segunda-feira (18), foi o pedido de sigilo de Justiça. Ou seja, os tucanos tiveram medo (de que a opinião pública soubesse de sua tentativa de atentar contra a liberdade de imprensa), mas não tiveram vergonha (de recorrer ao Judiciário para se valer de tal expediente).
A Editora Gráfica Atitude, responsável pela Revista do Brasil, é uma empresa privada. Sua receita vem da prestação serviços de comunicação da plataforma Rede Brasil Atual, que inclui venda em bancas, assinaturas e anúncios de empresas públicas e privadas. A publicação costuma também abrir espaços para publicidades de utilidade pública, de interesse de seu público, os trabalhadores e suas famílias.
A forma de distribuição da Revista aos associados dos sindicatos (cerca de 60) se dá pela aquisição de cotas de exemplares da publicação, cujo volume fica a critério de cada entidade. Nem a editora nem a Revista são "da CUT". Por se tratar de projeto surgido com o objetivo de prestar um serviço de informação aos trabalhadores e suas famílias, está aberta à participação de qualquer entidade sindical.
Um dos aspectos mais curiosos do pedido do PSDB de censura à Revista do Brasil, segundo a nota do site do TSE de segunda-feira (18), foi o pedido de sigilo de Justiça. Ou seja, os tucanos tiveram medo (de que a opinião pública soubesse de sua tentativa de atentar contra a liberdade de imprensa), mas não tiveram vergonha (de recorrer ao Judiciário para se valer de tal expediente).
A Editora Gráfica Atitude, responsável pela Revista do Brasil, é uma empresa privada. Sua receita vem da prestação serviços de comunicação da plataforma Rede Brasil Atual, que inclui venda em bancas, assinaturas e anúncios de empresas públicas e privadas. A publicação costuma também abrir espaços para publicidades de utilidade pública, de interesse de seu público, os trabalhadores e suas famílias.
A forma de distribuição da Revista aos associados dos sindicatos (cerca de 60) se dá pela aquisição de cotas de exemplares da publicação, cujo volume fica a critério de cada entidade. Nem a editora nem a Revista são "da CUT". Por se tratar de projeto surgido com o objetivo de prestar um serviço de informação aos trabalhadores e suas famílias, está aberta à participação de qualquer entidade sindical.
Publicidade só para os outros?
Por: Por Paulo Donizetti, editor da Revista do Brasil
Atualizado. A Editora Gráfica Atitude Ltda. recebeu às 16h desta terça-feira, notificação do Tribunal Superior Eleitoral determinando a interrupção da distribuição da edição 52 da Revista do Brasil, bem como a não divulgação de seu conteúdo por esta página na internet. A decisão do TSE atende a um pedido de liminar da coligação do candidato José Serra à Presidência da República. A editora tomou as medidas técnicas em respeito à decisão, enquanto encaminha as medidas cabíveis visando à reconsideração do referido ato por parte do Tribunal.As estatais que disputam fatias de mercado têm por hábito anunciar em todos os veículos. A Revista do Brasil, por seu público, merece mais atenção do mercado publicitário
Primeiro por tratar-se de uma revista de pauta plural e diversificada, capaz de suprir carências dos mais diversos públicos por informação de qualidade; segundo, por ser uma das poucas publicações de orientação de esquerda com essa amplitude editorial, isto é, existe um público consumidor que não encontra no mercado editorial publicações à altura de sua dimensão; e terceiro, por se dirigir aos trabalhadores formais, de elevada escolaridade e com poder aquisitivo respeitável – ou seja, um consumidor qualificado. É o que constata a Petrobras, em nota.
Setores da imprensa no entanto, gostariam que fosse direito exclusivo dos veículos que se dedicam a fazer oposição ao governo Lula – embora não se trate de uma "imprensa livre" e crítica, como se atribuem. Trata-se de uma imprensa partidária e deliberadamente oposicionista, como admitiu a executiva da Folha Judith Brito, presidente da Associação Nacional dos Jornais. E que tem feito como nunca essa oposição de maneira hostil, sistemática e organizada, conforme revelaram os participantes do "Fórum Democracia e Liberdade" organizado pelo Instituto Millenium (http://bit.ly/tropa_de_elite), de onde saiu boa parte do receituário que guiou a pauta da velha imprensa.
Obviamente, incomoda-os a perspectiva de conviver com um ambiente de partilha mais equilibrada das receitas publicitárias – ainda longe de se estabelecer no Brasil, onde a estrutura de imprensa comercial é absurdamente concentrada e monopolista, das concessões públicas de rádio e TV à distribuição de produtos em bancas. Incomoda-os ainda conviver com o risco de uma concorrência saudável, na qual um púbico insatisfeito com a produção atual da mídia brasileira passe a encontrar outras opções no mercado editorial. Isso para ficar no campo da disputa pelo mercado editorial – sem falar na incômoda concorrência no campo das ideias, num mercado midiático dominado por interesses políticos e econômicos há bem pouco tempo exclusivo dos comunicadores do pensamento único que tentou governar a opinião pública.
O surgimento de novas opções no mundo da informação pode tornar o público mais exigente, e passar a requerer dos concorrentes mais qualidade do que os panfletos ideológicos e partidários que se têm visto nos últimos tempos – por exemplo, um jornal que se diz o maior do país publicar que a presidente da Apeoesp, Maria Izabel de Noronha, liderou greve "contra o governo Serra", e não a favor dos maltratados educadores paulistas. Os donos da chamada "grande" mídia, que muitos, com efeito, já chamam de velha mídia, deveriam comemorar o prenúncio de uma concorrência saudável. O Brasil só terá a ganhar
Atualizado. A Editora Gráfica Atitude Ltda. recebeu às 16h desta terça-feira, notificação do Tribunal Superior Eleitoral determinando a interrupção da distribuição da edição 52 da Revista do Brasil, bem como a não divulgação de seu conteúdo por esta página na internet. A decisão do TSE atende a um pedido de liminar da coligação do candidato José Serra à Presidência da República. A editora tomou as medidas técnicas em respeito à decisão, enquanto encaminha as medidas cabíveis visando à reconsideração do referido ato por parte do Tribunal.As estatais que disputam fatias de mercado têm por hábito anunciar em todos os veículos. A Revista do Brasil, por seu público, merece mais atenção do mercado publicitário
Primeiro por tratar-se de uma revista de pauta plural e diversificada, capaz de suprir carências dos mais diversos públicos por informação de qualidade; segundo, por ser uma das poucas publicações de orientação de esquerda com essa amplitude editorial, isto é, existe um público consumidor que não encontra no mercado editorial publicações à altura de sua dimensão; e terceiro, por se dirigir aos trabalhadores formais, de elevada escolaridade e com poder aquisitivo respeitável – ou seja, um consumidor qualificado. É o que constata a Petrobras, em nota.
Setores da imprensa no entanto, gostariam que fosse direito exclusivo dos veículos que se dedicam a fazer oposição ao governo Lula – embora não se trate de uma "imprensa livre" e crítica, como se atribuem. Trata-se de uma imprensa partidária e deliberadamente oposicionista, como admitiu a executiva da Folha Judith Brito, presidente da Associação Nacional dos Jornais. E que tem feito como nunca essa oposição de maneira hostil, sistemática e organizada, conforme revelaram os participantes do "Fórum Democracia e Liberdade" organizado pelo Instituto Millenium (http://bit.ly/tropa_de_elite), de onde saiu boa parte do receituário que guiou a pauta da velha imprensa.
Obviamente, incomoda-os a perspectiva de conviver com um ambiente de partilha mais equilibrada das receitas publicitárias – ainda longe de se estabelecer no Brasil, onde a estrutura de imprensa comercial é absurdamente concentrada e monopolista, das concessões públicas de rádio e TV à distribuição de produtos em bancas. Incomoda-os ainda conviver com o risco de uma concorrência saudável, na qual um púbico insatisfeito com a produção atual da mídia brasileira passe a encontrar outras opções no mercado editorial. Isso para ficar no campo da disputa pelo mercado editorial – sem falar na incômoda concorrência no campo das ideias, num mercado midiático dominado por interesses políticos e econômicos há bem pouco tempo exclusivo dos comunicadores do pensamento único que tentou governar a opinião pública.
O surgimento de novas opções no mundo da informação pode tornar o público mais exigente, e passar a requerer dos concorrentes mais qualidade do que os panfletos ideológicos e partidários que se têm visto nos últimos tempos – por exemplo, um jornal que se diz o maior do país publicar que a presidente da Apeoesp, Maria Izabel de Noronha, liderou greve "contra o governo Serra", e não a favor dos maltratados educadores paulistas. Os donos da chamada "grande" mídia, que muitos, com efeito, já chamam de velha mídia, deveriam comemorar o prenúncio de uma concorrência saudável. O Brasil só terá a ganhar
Lula sobre investida contra RdB: 'Neste país, ser sério é uma afronta'
Sem citar nomes, presidente afirma que reina a hipocrisia daqueles que falam em liberdade de expressão e cobra que se diga “a verdade, apenas a verdade”
Por: João Peres, Rede Brasil Atual
Publicado em 19/10/2010, 00:30
Última atualização às 13:09
São Paulo – O presidente Lula demonstrou indignação com a investida do PSDB contra a Revista do Brasil. Falando a uma plateia de empresários durante premiação promovida pela revista Carta Capital, o presidente citou a situação gerada pela liminar obtida pelos tucanos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinando a proibição da distribuição da RdB número 52, que tinha em sua capa a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.
Publicamos, a seguir, a fala do presidente na íntegra sobre o assunto:
“Eles, que falam, em democracia. Eles, que falam em liberdade de expressão, em liberdade de imprensa. Eu, por coincidência, não vou dizer qual revista, mas eu vi uma revista este fim de semana com uma fotografia na capa que é um acinte à democracia.
Risos da plateia.
Vocês riram? Eu nem falei pra vocês o nome da revista. Ou seja, no fundo, no fundo, todo mundo sabe da hipocrisia que reina neste país. Todo mundo sabe, mas muitas vezes nós fingimos que não é conosco e só vamos sentir a dor quando for a gente que estiver na capa da revista. Porque, neste país, ninguém tem que provar nada, é só acusar. Acuse. Acuse. Depois você não tem que provar a inocência de ninguém. É o acusado, mesmo que inocente, que tem que provar sua inocência. Quando é provada sua inocência, não sai uma nota num jornal deste país.
“Neste país, ser sério é uma afronta àqueles que governaram o país a vida inteira e nunca tiveram seriedade. Vou terminar o meu mandato com orgulho de nunca ter precisado almoçar num jornal, numa revista ou numa televisão. Nunca. E não faço isso por orgulho. Faço isso por independência de não precisar almoçar nem jantar com ninguém e pedir favor a quem quer que seja para me colocar na última, na primeira ou na página do meio. A única coisa que quero é que digam a verdade, apenas a verdade. Contra ou a nosso favor, mas apenas a verdade
"Eles, que falam, em democracia. Eles, que falam em liberdade de expressão, em liberdade de imprensa (...) Neste país, ser sério é uma afronta àqueles que governaram o país a vida inteira e nunca tiveram seriedade. "
Por: João Peres, Rede Brasil Atual
Publicado em 19/10/2010, 00:30
Última atualização às 13:09
São Paulo – O presidente Lula demonstrou indignação com a investida do PSDB contra a Revista do Brasil. Falando a uma plateia de empresários durante premiação promovida pela revista Carta Capital, o presidente citou a situação gerada pela liminar obtida pelos tucanos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinando a proibição da distribuição da RdB número 52, que tinha em sua capa a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.
Publicamos, a seguir, a fala do presidente na íntegra sobre o assunto:
“Eles, que falam, em democracia. Eles, que falam em liberdade de expressão, em liberdade de imprensa. Eu, por coincidência, não vou dizer qual revista, mas eu vi uma revista este fim de semana com uma fotografia na capa que é um acinte à democracia.
Risos da plateia.
Vocês riram? Eu nem falei pra vocês o nome da revista. Ou seja, no fundo, no fundo, todo mundo sabe da hipocrisia que reina neste país. Todo mundo sabe, mas muitas vezes nós fingimos que não é conosco e só vamos sentir a dor quando for a gente que estiver na capa da revista. Porque, neste país, ninguém tem que provar nada, é só acusar. Acuse. Acuse. Depois você não tem que provar a inocência de ninguém. É o acusado, mesmo que inocente, que tem que provar sua inocência. Quando é provada sua inocência, não sai uma nota num jornal deste país.
“Neste país, ser sério é uma afronta àqueles que governaram o país a vida inteira e nunca tiveram seriedade. Vou terminar o meu mandato com orgulho de nunca ter precisado almoçar num jornal, numa revista ou numa televisão. Nunca. E não faço isso por orgulho. Faço isso por independência de não precisar almoçar nem jantar com ninguém e pedir favor a quem quer que seja para me colocar na última, na primeira ou na página do meio. A única coisa que quero é que digam a verdade, apenas a verdade. Contra ou a nosso favor, mas apenas a verdade
"Eles, que falam, em democracia. Eles, que falam em liberdade de expressão, em liberdade de imprensa (...) Neste país, ser sério é uma afronta àqueles que governaram o país a vida inteira e nunca tiveram seriedade. "
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ANJ não se pronuncia sobre censura à Revista do Brasil
Por: Anselmo Massad, Rede Brasil Atual
São Paulo – A Associação Nacional dos Jornais (ANJ) preferiu não se prosicionar sobre a censura à edição de outubro da Revista do Brasil. A publicação teve sua distribuição e divulgação na internet suspensa por decisão liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedida na segunda-feira (18) à coligação "O Brasil pode mais", de José Serra (PSDB). A informação foi divulgada pelo Observatório Direito à Comunicação.
O site lembra de outros episódios em que a a ANJ não se manifestou. Em outubro deste ano, a psicanalista Maria Rita Kehl, colunista de O Estado de São Paulo, foi dispensada depois de escrever um artigo defendendo o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A instituição tampouco pronunciou-se a respeito da demissão do editor da revista National Geographic Brasil, do grupo Abril, Felipe Milanez, por ter criticado uma publicação da empresa no Twitter. O blog Falha de S. Paulo, que parodiava o jornal Folha de S.Paulo, foi retirado do ar por ação da empresa de comunicação, e não teve crítica da associação de jornais.
A presidente da associação é Judith Brito, da Folha de S.Paulo, que recentemente declarou que a a imprensa brasileira exerce papel de oposição.
São Paulo – A Associação Nacional dos Jornais (ANJ) preferiu não se prosicionar sobre a censura à edição de outubro da Revista do Brasil. A publicação teve sua distribuição e divulgação na internet suspensa por decisão liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedida na segunda-feira (18) à coligação "O Brasil pode mais", de José Serra (PSDB). A informação foi divulgada pelo Observatório Direito à Comunicação.
O site lembra de outros episódios em que a a ANJ não se manifestou. Em outubro deste ano, a psicanalista Maria Rita Kehl, colunista de O Estado de São Paulo, foi dispensada depois de escrever um artigo defendendo o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A instituição tampouco pronunciou-se a respeito da demissão do editor da revista National Geographic Brasil, do grupo Abril, Felipe Milanez, por ter criticado uma publicação da empresa no Twitter. O blog Falha de S. Paulo, que parodiava o jornal Folha de S.Paulo, foi retirado do ar por ação da empresa de comunicação, e não teve crítica da associação de jornais.
A presidente da associação é Judith Brito, da Folha de S.Paulo, que recentemente declarou que a a imprensa brasileira exerce papel de oposição.
Entidades fazem ato por democracia e liberdade de expressão na quarta, 27
Por: Paulo Donizetti de Souza, Revista do Brasil
Publicado em 22/10/2010, 18:20
Última atualização às 19:46
São Paulo – Personalidades e organizações sociais atuantes na defesa da liberdade de expressão, de imprensa e da democratização do acesso à informação fazem um protesto na próxima quarta-feira (27). O ato acontece após uma sucessão de episódios que configuram tentativas de cerceamento de liberdades e do exercício da livre prática da opinião e do jornalismo.
Entres os acontecimentos incompatíveis com o ambiente democrático, as entidades citam a retirada do ar do blog Falha de S.Paulo, após ação judicial movida pela Folha; a tentativa da vice-procuradora-geral do Ministério Público Eleitoral, Sandra Cureau, de intimidar a revista Carta Capital; a demissão da psicanalista Maria Rita Kehl pelo jornal O Estado de S. Paulo após escrever artigo contundente contra o preconceito de determinada fatia da sociedade contra as pessoas beneficiadas pelo Bolsa Família.
caso mais recente de prática de censura originadas por integrantes e apoiadores da campanha de José Serra foram as liminares concedidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) à coligação do tucano, determinando a interrupção da distribuição duas publicações com informações que incomodam o candidato, o Jornal da CUT, publicado pela central, e a Revista do Brasil, da Editora Atitude.
Várias entidades organizam o protesto, entre as quais o Centro de Mídia Alternativa Barão de Itararé de Imprensa, Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, CUT, Editora Atitude e Frente Paulista pela Democratização das Comunicações. O ato será às 19h, no Auditório Azul do Sindicato dos Bancários de São Paulo, na rua São Bento, 413, Centro.
"Será uma importante manifestação pública pela construção de mídias comprometidas com um Brasil melhor", diz Paulo Salvador, da Editora Atitude. "Um desagravo aos atingidos pela postura do candidato José Serra, que faz uma coisa, diz outra e ainda se passa por vítima."
Publicado em 22/10/2010, 18:20
Última atualização às 19:46
São Paulo – Personalidades e organizações sociais atuantes na defesa da liberdade de expressão, de imprensa e da democratização do acesso à informação fazem um protesto na próxima quarta-feira (27). O ato acontece após uma sucessão de episódios que configuram tentativas de cerceamento de liberdades e do exercício da livre prática da opinião e do jornalismo.
Entres os acontecimentos incompatíveis com o ambiente democrático, as entidades citam a retirada do ar do blog Falha de S.Paulo, após ação judicial movida pela Folha; a tentativa da vice-procuradora-geral do Ministério Público Eleitoral, Sandra Cureau, de intimidar a revista Carta Capital; a demissão da psicanalista Maria Rita Kehl pelo jornal O Estado de S. Paulo após escrever artigo contundente contra o preconceito de determinada fatia da sociedade contra as pessoas beneficiadas pelo Bolsa Família.
caso mais recente de prática de censura originadas por integrantes e apoiadores da campanha de José Serra foram as liminares concedidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) à coligação do tucano, determinando a interrupção da distribuição duas publicações com informações que incomodam o candidato, o Jornal da CUT, publicado pela central, e a Revista do Brasil, da Editora Atitude.
Várias entidades organizam o protesto, entre as quais o Centro de Mídia Alternativa Barão de Itararé de Imprensa, Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, CUT, Editora Atitude e Frente Paulista pela Democratização das Comunicações. O ato será às 19h, no Auditório Azul do Sindicato dos Bancários de São Paulo, na rua São Bento, 413, Centro.
"Será uma importante manifestação pública pela construção de mídias comprometidas com um Brasil melhor", diz Paulo Salvador, da Editora Atitude. "Um desagravo aos atingidos pela postura do candidato José Serra, que faz uma coisa, diz outra e ainda se passa por vítima."
Não há como provar intuito eleitoral em quebra de sigilo, diz vice-PGE
Por: Débora Zampier, da Agência Brasil
Publicado em 08/09/2010, 19:25
Última atualização às 19:25
Brasília - A vice-procuradora Eleitoral, Sandra Cureau, disse nesta quarta-feira (8) que o Ministério Público Eleitoral não tem como comprovar que houve intuito eleitoral no vazamento de dados sigilosos da Receita Federal. Segundo Sandra, o motivo é o fato de as informações não terem sido usadas por nenhum partido ou coligação na propaganda eleitoral.
“Não há prova, até o momento, de que [a quebra dos sigilos] foi pedida pelo PT. A única prova que tem é que o cidadão é filiado ao PT”. Sandra referiu-se à informação de que dados do cartório da 217ª Zona Eleitoral de Mauá (SP) mostram que o contador Antônio Carlos Atella Ferreira, falso procurador, que pediu a quebra do sigilo fiscal de Veronica Serra, é filiado ao PT.
Sandra Cureau ainda afirmou que, a menos que apareça alguém dizendo que as pessoas agiram a mando de alguém, não há como provar nada. “Se houvesse essa prova, acho que a situação seria mais fácil para o candidato atingido provar”, disse a vice-procuradora. Ela afirmou que “talvez a coligação que se diz atingida deveria ter agido mais cedo”.
Publicado em 08/09/2010, 19:25
Última atualização às 19:25
Brasília - A vice-procuradora Eleitoral, Sandra Cureau, disse nesta quarta-feira (8) que o Ministério Público Eleitoral não tem como comprovar que houve intuito eleitoral no vazamento de dados sigilosos da Receita Federal. Segundo Sandra, o motivo é o fato de as informações não terem sido usadas por nenhum partido ou coligação na propaganda eleitoral.
“Não há prova, até o momento, de que [a quebra dos sigilos] foi pedida pelo PT. A única prova que tem é que o cidadão é filiado ao PT”. Sandra referiu-se à informação de que dados do cartório da 217ª Zona Eleitoral de Mauá (SP) mostram que o contador Antônio Carlos Atella Ferreira, falso procurador, que pediu a quebra do sigilo fiscal de Veronica Serra, é filiado ao PT.
Sandra Cureau ainda afirmou que, a menos que apareça alguém dizendo que as pessoas agiram a mando de alguém, não há como provar nada. “Se houvesse essa prova, acho que a situação seria mais fácil para o candidato atingido provar”, disse a vice-procuradora. Ela afirmou que “talvez a coligação que se diz atingida deveria ter agido mais cedo”.
Para Dilma, candidaturas não existiam na data da violação
Por: Redação da Rede Brasil Atual
Publicado em 05/09/2010, 20:45
Última atualização às 21:15
São Paulo - Os dois candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de votos voltaram a se pronunciar neste domingo (5) sobre o caso da quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao PSDB. O concorrente da oposição, José Serra (PSDB) afirmou que a quebra de sigilo está no 'DNA do PT'. Dilma Rousseff (PT) defendeu que, na data de acesso às informações sigilosas, as candidaturas não estavam definidas, descartando qualquer vínculo entre o caso e sua campanha.
"Ou passa a olhar direitinho as datas ou vai ser fazer uma confusão", propôs a concorrente governista ao Palácio do Planalto, em entrevista em Brasília. "Em abril de 2009, não existia eleição, nem para mim, nem para o meu adversário (José Serra), nem para a outra concorrente, a Marina. Nenhum de nós era candidato. Era algo bastante longínquo", insistiu. "Eu não era candidata, não era pré-candidata, não tinha pré-candidatura nem candidatura", disse.
Dilma, porém, reiterou a necessidade de investigação do caso e fez propostas para aprimorar o controle da Receita Federal e assegurar a confidencialidade dos dados de declarações de Imposto de Renda "Minha proposta é melhorar o banco de dados sempre e montar um sistema de supervisão bastante rígido. Não são as pessoas que tem que ser virtuosas a instituição tem que ser virtuosa e para isso tem que aprimorar os sistemas de controle", afirmou Dilma.
Neste domingo, o jornal O Estado de S.Paulo divulgou reportagem que atribui a um funcionário da Receita Federal filiado ao PT em Minas Gerais dez acessos à declaração de bens de Eduardo Jorge. O vice-presidente do PSDB teve seus dados violados antes, junto de outras 140 pessoas, a maioria sem vínculos com o universo político.
A oposição também associa os casos à ação do contador Antonio Carlos Atella Ferreira, que obteve declarações da filha de Serra, Verônica, por meio de uma procuração falsa. Para eles, os episódios foram usados por membros do PT para prejudicar a candidatura tucana.
Em visita ao Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo (SP), Serra afirmou que "isso (a violação de dados sigilosos) é DNA do PT". Ele declarou ainda esperar que sua principal concorrente fale a respeito do caso. No sábado, em comício em Guarulhos, Luiz Inácio Lula da Silva criticou a oposição. Dilma não esteve no evento, que promovia a candidatura de Aloízio Mercadante (PT) ao governo paulista.
Ataques
Dilma também comentou sobre o uso pelo programa de TV de Serra de imagens de um comício em Alagoas no qual o ex-presidente Fernado Collor de Mello manifesta apoio à candidata. "Eu entendo democraticamente essa situação e sei que ela vai ser explorada pelo meu adversário", afirmou a jornalistas em seu estúdio de gravação.
"É público e notório que eu tenho uma trajetória de vida um pouco diferente da trajetória do presidente Collor", ironizou a candidata, lembrando que em Alagoas, o palanque governista é dividido entre Collor e Ronaldo Lessa (PDT).
Com informações da Agência Brasil e Reuters
Publicado em 05/09/2010, 20:45
Última atualização às 21:15
São Paulo - Os dois candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de votos voltaram a se pronunciar neste domingo (5) sobre o caso da quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao PSDB. O concorrente da oposição, José Serra (PSDB) afirmou que a quebra de sigilo está no 'DNA do PT'. Dilma Rousseff (PT) defendeu que, na data de acesso às informações sigilosas, as candidaturas não estavam definidas, descartando qualquer vínculo entre o caso e sua campanha.
"Ou passa a olhar direitinho as datas ou vai ser fazer uma confusão", propôs a concorrente governista ao Palácio do Planalto, em entrevista em Brasília. "Em abril de 2009, não existia eleição, nem para mim, nem para o meu adversário (José Serra), nem para a outra concorrente, a Marina. Nenhum de nós era candidato. Era algo bastante longínquo", insistiu. "Eu não era candidata, não era pré-candidata, não tinha pré-candidatura nem candidatura", disse.
Dilma, porém, reiterou a necessidade de investigação do caso e fez propostas para aprimorar o controle da Receita Federal e assegurar a confidencialidade dos dados de declarações de Imposto de Renda "Minha proposta é melhorar o banco de dados sempre e montar um sistema de supervisão bastante rígido. Não são as pessoas que tem que ser virtuosas a instituição tem que ser virtuosa e para isso tem que aprimorar os sistemas de controle", afirmou Dilma.
Neste domingo, o jornal O Estado de S.Paulo divulgou reportagem que atribui a um funcionário da Receita Federal filiado ao PT em Minas Gerais dez acessos à declaração de bens de Eduardo Jorge. O vice-presidente do PSDB teve seus dados violados antes, junto de outras 140 pessoas, a maioria sem vínculos com o universo político.
A oposição também associa os casos à ação do contador Antonio Carlos Atella Ferreira, que obteve declarações da filha de Serra, Verônica, por meio de uma procuração falsa. Para eles, os episódios foram usados por membros do PT para prejudicar a candidatura tucana.
Em visita ao Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo (SP), Serra afirmou que "isso (a violação de dados sigilosos) é DNA do PT". Ele declarou ainda esperar que sua principal concorrente fale a respeito do caso. No sábado, em comício em Guarulhos, Luiz Inácio Lula da Silva criticou a oposição. Dilma não esteve no evento, que promovia a candidatura de Aloízio Mercadante (PT) ao governo paulista.
Ataques
Dilma também comentou sobre o uso pelo programa de TV de Serra de imagens de um comício em Alagoas no qual o ex-presidente Fernado Collor de Mello manifesta apoio à candidata. "Eu entendo democraticamente essa situação e sei que ela vai ser explorada pelo meu adversário", afirmou a jornalistas em seu estúdio de gravação.
"É público e notório que eu tenho uma trajetória de vida um pouco diferente da trajetória do presidente Collor", ironizou a candidata, lembrando que em Alagoas, o palanque governista é dividido entre Collor e Ronaldo Lessa (PDT).
Com informações da Agência Brasil e Reuters
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Serra sabia de quebra de sigilo da família quando era governador
Em reportagem do SBT, candidato admite que já sabia da existência de quadrilhas especializadas em roubar dados pessoais de cidadãos
Por: Fábio M. Michel, Rede Brasil Atual
Publicado em 09/09/2010, 12:45
Última atualização às 13:09
São Paulo – O blog Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim, resgata reportagem do SBT mostrando a ação criminosa de venda de informações pessoais e fiscais de milhões de brasileiros. Na matéria, o então governador José Serra afirma ter conhecimento da existência desse tipo de delito e admite que até seus familiares seriam vítimas dos bandidos.
Outras autoridades também foram ouvidos pelos repórteres do SBT, entre eles o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o ex-ministro e atual candidato a governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro e o ministro do STF Gilmar Mendes. Até o próprio presidente Lula - e sua família -, além do próprio José Serra, são mostrados em situação vulnerável em relação aos seus sigilos.
A admissão de conhecimento por parte de Serra da existência anterior de problemas para conter o avanço de quadrilhas especializadas em invadir sistemas e bancos de dados pode enfraquecer a tática de campanha do presidenciável, que tenta encontrar motivação política e eleitoral para os recentes episódios envolvendo suspeitas de quebra de sigilo de sua filha, Verônica Serra, e de membros ligados ao PSDB.
Assista ao video da reportagem: You Tube
Por: Fábio M. Michel, Rede Brasil Atual
Publicado em 09/09/2010, 12:45
Última atualização às 13:09
São Paulo – O blog Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim, resgata reportagem do SBT mostrando a ação criminosa de venda de informações pessoais e fiscais de milhões de brasileiros. Na matéria, o então governador José Serra afirma ter conhecimento da existência desse tipo de delito e admite que até seus familiares seriam vítimas dos bandidos.
Outras autoridades também foram ouvidos pelos repórteres do SBT, entre eles o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o ex-ministro e atual candidato a governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro e o ministro do STF Gilmar Mendes. Até o próprio presidente Lula - e sua família -, além do próprio José Serra, são mostrados em situação vulnerável em relação aos seus sigilos.
A admissão de conhecimento por parte de Serra da existência anterior de problemas para conter o avanço de quadrilhas especializadas em invadir sistemas e bancos de dados pode enfraquecer a tática de campanha do presidenciável, que tenta encontrar motivação política e eleitoral para os recentes episódios envolvendo suspeitas de quebra de sigilo de sua filha, Verônica Serra, e de membros ligados ao PSDB.
Assista ao video da reportagem: You Tube
Governo prepara MP que aumenta punição em casos de quebra de sigilo
Por: Priscilla Mazenotti, da Agência Brasil
Publicado em 05/10/2010, 17:15
Última atualização às 17:15
Brasília – O governo vai editar nesta terça-feira (5) uma medida provisória (MP) que pune com mais rigor o funcionário da Receita Federal que acessar o sigilo fiscal de contribuintes sem autorização para isso. A partir de quarta-feira (6), quando a MP será publicada, o servidor que emprestar sua senha de acesso ao cadastro do Imposto de Renda para outra pessoa ou acessar os dados sem autorização será demitido por justa causa.
“O funcionário vai pensar duas vezes antes de emprestar a senha para alguém”, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
As regras para o contribuinte delegar a outra pessoa o acesso a seus dados fiscais também vão mudar. Com a nova determinação, será preciso apresentar uma procuração feita em cartório. “Atualmente, basta preencher um formulário da Receita Federal e reconhecer firma. Poderia haver uma procuração falsa ou uma assinatura falsa. Agora, estamos blindando o contribuinte contra essas possibilidades”, disse Mantega.
ministro negou que a edição dessa medida provisória agora tenha relação com a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República e às denúncias de que servidores da Receita tenham acessado irregularmente declarações de Imposto de Renda de pessoas ligadas ao PSDB.
“Não tem nada a ver. Toda vez que há alguma irregularidade, temos de proteger o contribuinte. Essa é a primeira de uma série de medidas que serão divulgadas”, disse o ministro.
Mantega lembrou que, no caso das denúncias de quebra de sigilo fiscal de tucanos, o funcionário cedido à Receita já retornou ao Serpro (órgão em que trabalhava) e, depois das eleições, poderá ser demitido. A funcionária da Receita Federal também envolvida no episódio foi suspensa e responderá a processo criminal.
Publicado em 05/10/2010, 17:15
Última atualização às 17:15
Brasília – O governo vai editar nesta terça-feira (5) uma medida provisória (MP) que pune com mais rigor o funcionário da Receita Federal que acessar o sigilo fiscal de contribuintes sem autorização para isso. A partir de quarta-feira (6), quando a MP será publicada, o servidor que emprestar sua senha de acesso ao cadastro do Imposto de Renda para outra pessoa ou acessar os dados sem autorização será demitido por justa causa.
“O funcionário vai pensar duas vezes antes de emprestar a senha para alguém”, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
As regras para o contribuinte delegar a outra pessoa o acesso a seus dados fiscais também vão mudar. Com a nova determinação, será preciso apresentar uma procuração feita em cartório. “Atualmente, basta preencher um formulário da Receita Federal e reconhecer firma. Poderia haver uma procuração falsa ou uma assinatura falsa. Agora, estamos blindando o contribuinte contra essas possibilidades”, disse Mantega.
ministro negou que a edição dessa medida provisória agora tenha relação com a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República e às denúncias de que servidores da Receita tenham acessado irregularmente declarações de Imposto de Renda de pessoas ligadas ao PSDB.
“Não tem nada a ver. Toda vez que há alguma irregularidade, temos de proteger o contribuinte. Essa é a primeira de uma série de medidas que serão divulgadas”, disse o ministro.
Mantega lembrou que, no caso das denúncias de quebra de sigilo fiscal de tucanos, o funcionário cedido à Receita já retornou ao Serpro (órgão em que trabalhava) e, depois das eleições, poderá ser demitido. A funcionária da Receita Federal também envolvida no episódio foi suspensa e responderá a processo criminal.
PF desmente ligação entre quebra de sigilo de tucano e pré-campanha de Dilma
Por: Patrícia Ferreira, especial para a Rede Brasil Atual
Publicado em 20/10/2010, 17:58
Última atualização às 18:16
São Paulo – Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira (20), a Polícia Federal nega a existência de elo entre a equipe da pré-campanha da candidata Dilma Rousseff (PT) e a quebra de sigilo fiscal de pessoas próximas ao candidato do PSDB, José Serra.
Segundo a nota, a apuração sobre a quebra de sigilo está em fase final, com os responsáveis identificados. "A investigação identificou que a quebra de sigilo ocorreu entre setembro e outubro de 2009 e envolveu servidores da Receita Federal, despachantes e clientes que encomendavam os dados, entre eles um jornalista", diz o documento, afirmando, em seguida, que não foi comprovada a utilização em campanha política de relatório feito com os dados violados.
A manifestação é resposta à manchete desta quarta-feira do jornal Folha de S. Paulo. Segundo a publicação, a PF teria ligado a quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao candidato à Presidência da República José Serra. Os dados da filha e do genro do candidato, Veronica Serra e Alexandre Bourgeois, e do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, teriam sido acessados por meio do despachante Dirceu Rodrigues Garcia.
Rodrigues Garcia teria feito o trabalho a pedidos do jornalista Amaury Ribeiro Jr., então contratado pelo jornal O Estado de Minas. Em abril, Amaury chegou a participar de reuniões com membros da campanha de Dilma Rousseff (PT). Segundo a reportagem da Folha, apesar do intervalo de cinco meses entre a quebra e o contato com a campanha, a PF aponta o vínculo.
"A Polícia Federal refuta qualquer tentativa de utilização de seu trabalho para fins eleitoreiros com distorção de fatos ou atribuindo a esta instituição conclusões que não correspondam aos dados da investigação", diz a nota da instituição.
Publicado em 20/10/2010, 17:58
Última atualização às 18:16
São Paulo – Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira (20), a Polícia Federal nega a existência de elo entre a equipe da pré-campanha da candidata Dilma Rousseff (PT) e a quebra de sigilo fiscal de pessoas próximas ao candidato do PSDB, José Serra.
Segundo a nota, a apuração sobre a quebra de sigilo está em fase final, com os responsáveis identificados. "A investigação identificou que a quebra de sigilo ocorreu entre setembro e outubro de 2009 e envolveu servidores da Receita Federal, despachantes e clientes que encomendavam os dados, entre eles um jornalista", diz o documento, afirmando, em seguida, que não foi comprovada a utilização em campanha política de relatório feito com os dados violados.
A manifestação é resposta à manchete desta quarta-feira do jornal Folha de S. Paulo. Segundo a publicação, a PF teria ligado a quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao candidato à Presidência da República José Serra. Os dados da filha e do genro do candidato, Veronica Serra e Alexandre Bourgeois, e do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, teriam sido acessados por meio do despachante Dirceu Rodrigues Garcia.
Rodrigues Garcia teria feito o trabalho a pedidos do jornalista Amaury Ribeiro Jr., então contratado pelo jornal O Estado de Minas. Em abril, Amaury chegou a participar de reuniões com membros da campanha de Dilma Rousseff (PT). Segundo a reportagem da Folha, apesar do intervalo de cinco meses entre a quebra e o contato com a campanha, a PF aponta o vínculo.
"A Polícia Federal refuta qualquer tentativa de utilização de seu trabalho para fins eleitoreiros com distorção de fatos ou atribuindo a esta instituição conclusões que não correspondam aos dados da investigação", diz a nota da instituição.
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A Folha desmente a Folha. E não assume
Por: Paulo Donizetti de Souza, Revista do Brasil
Ou de como a Folha transformou uma conspiração entre tucanos em mais um panfleto anti-Dilma
A própria Folha de S.Paulo, em sua versão eletrônica, publicou nota do mesmo repórter que assina sua matéria de capa desta quarta (20). O jornal escondeu desde a sua versão impressa que a origem da quebra de sigilo fiscal de tucanos está numa conspiração interna do próprio ninho – quando Aécio Neves e Serra travavam uma batalha em panfleto anti-Dilma. E na suíte vespertina voltou a minimizar o confronto no seio do PSDB – que, aliás, distanciou, e mantém distante, o político mineiro do político paulista. Eis o texto de Leonardo Souza:
"O jornalista Amaury Ribeiro Jr., ligado ao chamado 'grupo de inteligência' da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT), confirmou em depoimento à Polícia Federal que encomendou dados de dirigentes tucanos e familiares de José Serra (PSDB), como a Folha revelou na edição de hoje. Essas informações, obtidas ilegalmente em agências da Receita Federal em São Paulo, foram parar em um dossiê que, no começo do ano, circulou no comitê dilmista (aqui, o texto da Folha esquece de informar que o integrante do 'comitê dilmista' que se aproximou do tal 'dossiê' foi excluído da campanha no ato.)
"O repórter – segue o texto da Folha – disse que iniciou seu trabalho de investigação quando era funcionário do jornal Estado de Minas, para 'proteger' o ex-governador tucano Aécio Neves – que à época disputava internamente no PSDB a candidatura à Presidência. Amaury não admitiu que pagou pelos dados nem que pediu a quebra de sigilo fiscal dos tucanos. O despachante Dirceu Rodrigues Garcia, porém, declarou à PF que o jornalista desembolsou R$ 12 mil em dinheiro vivo e que entregou a ele as informações protegidas por lei.
"Amaury não disse à polícia se recebeu ou não orientação de Aécio ou de outros políticos de PSDB de Minas para levar adiante a pesquisa. Afirmou que iniciou a apuração após ter tomado conhecimento de que uma equipe de inteligência liderada pelo deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), ligado a Serra, estaria reunindo munição contra Aécio."
Como se pode notar, a Folha não teve pudor em manipular o trato das informações para transformá-las numa manchete panfletária anti-Dilma.
Em seu site, Luis Nassif resume: a operação de Eduardo Jorge (responsável pelo vazamento das informações ao repórter da Folha) acabou sendo um tiro no pé.
A ombudsman da Folha, Suzana Singer, em resposta a uma posição cobrada pela jornalista Marina Amaral, afirmou que o jornal terá de se explicar
Ou de como a Folha transformou uma conspiração entre tucanos em mais um panfleto anti-Dilma
A própria Folha de S.Paulo, em sua versão eletrônica, publicou nota do mesmo repórter que assina sua matéria de capa desta quarta (20). O jornal escondeu desde a sua versão impressa que a origem da quebra de sigilo fiscal de tucanos está numa conspiração interna do próprio ninho – quando Aécio Neves e Serra travavam uma batalha em panfleto anti-Dilma. E na suíte vespertina voltou a minimizar o confronto no seio do PSDB – que, aliás, distanciou, e mantém distante, o político mineiro do político paulista. Eis o texto de Leonardo Souza:
"O jornalista Amaury Ribeiro Jr., ligado ao chamado 'grupo de inteligência' da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT), confirmou em depoimento à Polícia Federal que encomendou dados de dirigentes tucanos e familiares de José Serra (PSDB), como a Folha revelou na edição de hoje. Essas informações, obtidas ilegalmente em agências da Receita Federal em São Paulo, foram parar em um dossiê que, no começo do ano, circulou no comitê dilmista (aqui, o texto da Folha esquece de informar que o integrante do 'comitê dilmista' que se aproximou do tal 'dossiê' foi excluído da campanha no ato.)
"O repórter – segue o texto da Folha – disse que iniciou seu trabalho de investigação quando era funcionário do jornal Estado de Minas, para 'proteger' o ex-governador tucano Aécio Neves – que à época disputava internamente no PSDB a candidatura à Presidência. Amaury não admitiu que pagou pelos dados nem que pediu a quebra de sigilo fiscal dos tucanos. O despachante Dirceu Rodrigues Garcia, porém, declarou à PF que o jornalista desembolsou R$ 12 mil em dinheiro vivo e que entregou a ele as informações protegidas por lei.
"Amaury não disse à polícia se recebeu ou não orientação de Aécio ou de outros políticos de PSDB de Minas para levar adiante a pesquisa. Afirmou que iniciou a apuração após ter tomado conhecimento de que uma equipe de inteligência liderada pelo deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), ligado a Serra, estaria reunindo munição contra Aécio."
Como se pode notar, a Folha não teve pudor em manipular o trato das informações para transformá-las numa manchete panfletária anti-Dilma.
Em seu site, Luis Nassif resume: a operação de Eduardo Jorge (responsável pelo vazamento das informações ao repórter da Folha) acabou sendo um tiro no pé.
A ombudsman da Folha, Suzana Singer, em resposta a uma posição cobrada pela jornalista Marina Amaral, afirmou que o jornal terá de se explicar
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