domingo, 26 de setembro de 2010

A edição de hoje da Folha

blog doluisnassif, dom, 26/09/2010 - 09:11
Por Ernesto Camelo
Nassif,

A Folha de hoje merece uma análise mais detallhada, pois, a menos de muita coincidência - coisa que duvido muito aconteça por alí - pode estar apontando para outras direções.

Da surpreendente, porém não improvável manchete principal "PT repete os erros do mensalão, diz Marina", levantando a bola da "verde", passando para o editorial bravateiro, onde após breve elogio ao governo Lula, alardeia "Fiquem advertidos de que tentativas de controle da imprensa serão repudiadas - e qualquer governo terá de violar cláusulas pétreas da Constituição na aventura temerária de implantá-lo".

Segue com Cantanhêde espinafrando o STF (uffa!!! deixou o Lula e a Dilma em paz), publica texto de Gilberto Carvalho enaltecendo Dilma, e o contraponto do Aldo Pereira (editorialista), espinafrando a candidata.

Vai em frente com o Jânio de Freitas demolindo o STF e a arrogância de alguns de seus juizes, e emenda com as pancadas do Gaspari em projetos polêmicos do governo federal.

então a entrevista com Marina, "a santa", as catucadas no candidato ao senado Netinho de Paula por seus entreveros com as mulheres, e uma boa matéria sobre a produção cinematográfica da campanha da Dilma. Não podia faltar a marmita quase gelada com as afirmações do pilantra, revelando as contas no exterior onde seria depositada a propina de US$ 5 milhões, pela aprovação do finaciamento ao projeto que nem local tinha para ser implantado.

A surpresa maior fica por conta das matérias sobre os questionamentos do TCE-SP sobre as contas do governo Serra relativas ao ano de 2009, e da reforma do prédio do Denarc, orçada em R$ 200 mil, e realizada sem licitação e paga "do próprio bolso" pelo delegado e policiais, no que a Folha denuncia como uso de "caixa 2". Duas pancadas firmes no cangote do Serra.

E mais, matéria informando que o mercado aquecido faz diminuir a diferença entre os salários e que termina com a frase "Essa impressão, compartilhada por outros economistas, fomenta uma discussão sobre se o mercado de trabalho brasileiro opera acima da sua plena capacidade.".

Sem dúvida, uma Folha diferente de todas as edições deste ano.

Talvez nada signifique. Talvez seja uma tímida tentativa de encontrar um novo caminho

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