segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Lula critica Serra por uso de sua imagem e diz que tucano não faz comício, só passeata

O presidente Lula ironizou na noite desta segunda-feira, durante comício em Valparaíso (a 40 km de Brasília), o candidato tucano à Presidência, José Serra, ao dizer que ele não faz comício, só passeata.

"Repararam como ele não faz comício, só passeata. É capaz até que ele apareça amanhã no desfile de 7 de Setembro. Acho que ele não tem coragem de juntar gente em uma praça", afirmou Lula, que estava ao lado da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, e de diversos políticos aliados do Distrito Federal e Goiás.

Lula voltou a dizer que Serra está "nervoso" ao acusar o PT e a campanha de Dilma de patrocinar a quebra do sigilo de políticos e pessoas ligadas ao PSDB.

E criticou o tucano por ele ter usado imagens suas na propaganda eleitoral de TV. "Ele tá igual a biruta de aeroporto. Aí, me coloca no programa dele, dizendo que 'eu conheço o Lula a mais tempo do que a Dilma', dizendo isso e aquilo. Daí eu fui pra TV dizer que ele é meu amigo, mas minha candidata é Dilma Rousseff. Amizade é amizade, candidatura é outra coisa".

Lula também ironizou a viagem do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao exterior, insinuando que o tucano teria feito isso por já considerar que o PSDB perdeu a eleição.

Durante o discurso, Lula também voltou a dizer que espera que Dilma não enfrente o 'sufoco' que ele teria passado no Senado. O presidente --que participou do seu 13 evento público ao lado de Dilma desde o início oficial da campanha, em 6 de julho-- reclamou da derrubada da CPMF em 2007.

"Não conheço nenhum rico que reduziu em 0,38% o preço por conta do fim da CPMF. Foi uma vingança contra nós. E retirou R$ 120 bilhões nos três anos de governo", afirmou ele.

Sem citar diretamente o nome, acusou o senador Marconi Perillo (PSDB), candidato ao governo de Goiás, de quebrar a empresa de energia do Estado.

Lula também afirmou, ao defender a candidatura de Agnelo para o Distrito Federal, que "lamentalmente a pouca verginha tromou conta da política e o dinheiro colocado para fazer obras era distribuído e roubado por meia dúzia de pessoas e as obras acabaram não sendo feitas", em referência ao mensalão do DEM no DF, que acabou resultando na derrubada do então governador José Roberto Arruda (ex-DEM).

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