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O presidente do PT, Jose Eduardo Dutra, anunciou na tarde desta segunda-feira que vai pedir à Polícia Federal que investigue a participação do jornalista Amaury Ribeiro Jr. no vazamento de informações sigilosas de dirigentes do PSDB.
Dutra disse que o PT vai encaminhar à PF notícias publicadas pela imprensa sobre a participação de Ribeiro Jr. em apurações envolvendo tucanos para o jornal onde trabalhava e para o livro que pretendia publicar este ano.
"O PT não desconfia de ninguém, mas queremos que se investigue. Queremos que as pessoas envolvidas sejam ouvidas para saber quais documentos foram obtidos, de que maneira e se há alguma relação com o suposto dossiê", disse Dutra.
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O jornalista participou da reunião no dia 20 de abril deste ano, num restaurante de Brasília, do "grupo de inteligência" da campanha presidencial da petista Dilma Rousseff. À época, o responsável pela comunicação da campanha era a Lanza Comunicação, de Luiz Lanzetta, que também estava nesse encontro.
"O jornalista nunca participou da campanha. É público e notório que o PT tinha um contrato com a Lanza, mas não podemos ter responsabilidade pelas relações dessa empresa com outras pessoas", afirmou o presidente do PT
PETISTAS
Dutra também falou sobre o envolvimento de petistas no acesso de dados de pessoas ligadas ao principal adversário do partido na eleição presidencial, José Serra (PSDB). "Não há nenhuma participação institucional do partido ou da campanha nesses vazamentos. Eles deverão responder na Justiça e ao partido pelos atos que cometeram", afirmou.
Em Formiga (MG), um petista funcionário da Receita na cidade mineira consultou dados cadastrais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge. Em São Paulo, o falso procurador Antônio Carlos Atella Ferreira também é do PT e pegou a declaração de renda da filha de Serra, Verônica.
CARTÓRIO
Com relação à filiação de Atella, o presidente do PT rebateu as informações do cartório da 217ª Zona Eleitoral de Mauá (Grande São Paulo) que cadastro dele na Justiça eleitoral existe desde outubro de 2003. "É engraçado por que o Tribunal [Tribunal Regional Eleitoral de SP] disse que houve um cancelamento do registro em novembro, mas do ponto de vista cartorial ele é filiado. Havia diferença de grafia do nome que nunca foi corrigida e por isso houve o afastamento [de Atella] do partido mesmo sem o pedido de desfiliação. Do ponto de vista efetivo ele nunca teve nenhuma atuação dentro das ações do partido", afirmou Dutra.
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