Ed Ferreira/AE
Posição. Dutra, sobre Delúbio: ‘Não fico em cima do muro. Ninguém pode ter pena eterna’
Vera Rosa – O Estado de S.Paulo
José Eduardo Dutra, Presidente nacional do PT
No time dos negociadores políticos escalados pelo governo de Dilma Rousseff, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, coleciona queixas e cobranças de todos os lados, mas afirma que seu partido não tem do que reclamar. “O PT está mais representado no governo da Dilma do que no do Lula do ponto de vista de peso e de importância de ministério”, diz ele, numa referência ao espaço ocupado pelos petistas na equipe do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Disposto a pôr panos quentes na guerra aberta entre o PT e o PMDB, Dutra observa que todas as siglas têm “grande apetite” por cargos, mas considera “natural” a gulodice. “Sempre haverá conflitos”, ameniza.
Prestes a homenagear Lula no aniversário de 31 anos do PT, na quinta-feira, com o título de presidente de honra do partido, Dutra conta que o amigo ajudará a legenda a tirar do papel a reforma política. “Lula vai ser sempre um conselheiro de todos nós”, insiste ele.
Quais os principais desafios do PT pós-governo Lula, ao completar 31 anos?
O grande desafio do PT, neste momento em que exerce seu terceiro mandato, com a primeira mulher presidente, é ter a capacidade de influir no governo para aprofundar as mudanças adotadas por Lula. E fazer com que a sociedade e o Congresso se convençam da urgente necessidade da reforma política.
A presidente Dilma pôs entre as prioridades a reforma política, que já havia sido promessa de Lula. O que será diferente agora? Agora há um sentimento mais arraigado de que, do jeito que está, não dá para continuar. Podemos aprovar um modelo este ano para entrar em vigor só em 2018. Haveria menos resistência, porque em 2018 você não sabe quem vai estar governando, quem vai estar popular ou não.
Quais os pontos essenciais dessa reforma?
Todos os partidos têm de sentar e ver quais os pontos que os unem. É preciso caminhar, por exemplo, para o financiamento público das campanhas. Eu também acho que temos de estar abertos a discutir o voto distrital misto. O modelo que temos hoje está falido.
O financiamento público acaba com o caixa 2 nas campanhas?
Sem dúvida alguma vai contribuir muito para acabar com o caixa 2, porque as campanhas ficarão mais baratas.
O que Lula fará depois de receber o título de presidente de honra do PT? Ajudará na construção desse pacto?
Não podemos prescindir da ação política de Lula, que terá papel importante nessa mobilização. Lula vai ser sempre um conselheiro de todos nós. A única condição que ele impôs é que a gente não o convide para reuniões nos fins de semana.
O sr. é favorável à volta do ex-tesoureiro Delúbio ao PT?
Em 2009, Delúbio retirou (o pedido de refiliação), em nome de um acordo pelo qual ele o reapresentaria mais tarde (após as eleições). Como terei de me posicionar, prefiro não emitir opinião neste momento. Mas não vou ficar em cima do muro. Esse é um assunto que o PT precisa discutir com tranquilidade até porque não existem penas eternas.
Então, o sr. já está concordando com um dos argumentos de Delúbio.
Não é um argumento dele. É uma constatação da sociedade civilizada.
O julgamento dos réus do mensalão está previsto para o segundo semestre. O sr. é favorável à absolvição de José Dirceu e à anistia para ele na Câmara?
Se ele for absolvido, é claro que terá de ser anistiado. Espero que o julgamento (no Supremo Tribunal Federal) seja baseado em provas, e não em questões midiáticas. Não se pode transformar esse julgamento num julgamento do governo Lula. Eu tenho a mais absoluta convicção de que o chamado mensalão – no sentido de pagamento para parlamentares votarem a favor do governo – não existiu. Houve ilegalidades, claro. Caixa 2 também é um crime.
Mas não foi só caixa 2. A denúncia diz que houve também desvio de dinheiro público…
É falsa a tese de que houve dinheiro público nessa operação.
O ex-presidente do PT Ricardo Berzoini lidera um cordão de descontentes com a falta de interlocução no governo Dilma. O que pode ser feito para contornar essa crise?
Eu desconheço essa realidade. Mas é natural que, numa bancada de 88 deputados, como na do PT, você tenha divergências em relação a questões relativas à composição de governo.
Mas o PT não tem, com Dilma, a mesma interlocução que tinha com Lula… Isso é um fato.
Eu sou presidente do PT e tenho interlocução permanente com ela. O PT tem 17 ministros. Está mais representado no governo da Dilma no que no do Lula do ponto de vista de peso e de importância de ministério. O perfil da Dilma é que é diferente. O Lula personifica o PT.
O ex-presidente Lula admitiu a possibilidade de voltar a concorrer em 2014. A expectativa do PT é de que Dilma fique numa espécie de mandato-tampão?
Não é mandato-tampão. A presidente Dilma é o nome natural para disputar a reeleição. Agora, estamos no início do governo e não quero ficar fazendo previsões. Não há dúvida de que Lula continuará sendo um quadro importantíssimo no cenário político nacional.
A montagem do governo Dilma escancarou a briga por cargos entre o PT e o PMDB. Como evitar que a insatisfação tenha troco nas votações do Congresso?
Sempre haverá conflitos. No governo Lula também houve insatisfeitos e problemas no Congresso. Essa é uma dinâmica que será desenvolvida a cada votação e tema polêmico.
O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que perdeu o controle sobre Furnas, disse que “quem com ferro fere com ferro será ferido”. Segundo ele, desvios na estatal ocorreram na época em que os dirigentes foram indicados pelo PT. Como o sr. responde a essas acusações?
Não vou gastar verbo com Eduardo Cunha. Se há irregularidade é preciso investigar e punir os responsáveis, independentemente de quem indicou.
Aliados reclamam do apetite do PT e dizem que há latifúndio petista no governo. Está havendo falta de habilidade nas negociações pelo fato de a presidente não ter experiência política?
De forma alguma. Todos os partidos têm grande apetite e isso é natural. Quando você nomeia alguém para um cargo público gera dez insatisfeitos e um ingrato.
Quem será o líder da oposição agora? O senador Aécio Neves (PSDB-MG) tem esse perfil?
A oposição tem de encontrar o seu eixo. É importante que isso ocorra logo porque precisamos ter diálogo com a oposição também. Aécio tem toda a capacidade de liderar a oposição. Não sei se ele se disporá a fazê-lo nem se permitirão que isso aconteça.
A seu ver, qual será o futuro do ex-governador José Serra?
Eu acompanho o Serra pelo Twitter e acho que ele está profundamente raivoso. A raiva e a mágoa nunca foram boas conselheiras. O futuro dele vai depender muito da capacidade de administrar esse processo.
O que o sr. diria, hoje, para quem vai receber um salário mínimo de R$ 545, se a proposta do governo for aprovada, enquanto os parlamentares aumentam os seus vencimentos em quase 62%? Dá para viver com isso?
É claro que, se você comparar com o salário que vige no meio político, não dá. Agora, a comparação que tem de ser feita é com o poder aquisitivo do salário mínimo de hoje e o de alguns anos atrás. Vamos lembrar que, há muito tempo, a briga histórica no Brasil era para se ter um mínimo de US$ 100. Hoje, estamos falando de quase US$ 300. Há muita demagogia.
O exercício do poder deixou o PT mais pragmático e até a bandeira da ética foi manchada. O que diferencia hoje o PT dos outros partidos?
Primeiro, a capacidade de organização, de debate e democracia interna. O PT é o único partido que elege sua direção com o voto dos seus filiados. Estamos vendo, claramente, um ponto que mostra a diferença entre nós e o PSDB. Fala-se agora em definir o presidente do PSDB por meio de um abaixo-assinado.
A formação do PT em tendências ainda faz sentido nos dias atuais?
Faz. É um processo que muitas vezes extrapola o limite do razoável, mas tem sido um dos elementos de efervescência do partido. Eu sempre prefiro a disputa entre correntes a caciques ou visões regionais.
Como o sr. define o PT hoje? É um partido de centro? Socialista já não é mais…
O PT é um partido de esquerda e socialista. A questão, hoje, é definir o que é o socialismo. O chamado socialismo real – modelo que vigorou no Leste Europeu – mostrou-se inviável. Mas a luta por justiça social vai continuar existindo. Quando você consegue tirar mais de 20 milhões de pessoas da miséria está dando um passo no sentido da diminuição da desigualdade.
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Petista evangélico questiona avaliação de marqueteiro
Para , "nunca houve ofensiva de marketing" para caso Erenice, e boatos de temas religiosos levaram eleição ao 2º turno
FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA
Walter Pinheiro, deputado federal e senador eleito pelo PT da Bahia, contesta a interpretação do marqueteiro João Santana, que no domingo, na Folha, apontou que o caso Erenice Guerra foi responsável pela eleição ter ido ao segundo turno.
Para ele, evangélico da Igreja Batista da Pituba, em Salvador, a onda de boatos de cunho religioso teve muito mais impacto.
"Caso contrário, por que para o caso Erenice não foram feitas declarações públicas e ações de marketing, mas sim para conter a onda de boatos e mentiras na área religiosa contra Dilma?"
Segundo pesquisa Datafolha de 8 de outubro, porém, cerca de 75% das perdas de votos da petista no primeiro turno ocorreram por conta dos escândalos recentes no governo. O restante, por questões ligadas à religião.
Pinheiro, 51, eleito com 3,6 milhões de votos, é um dos expoentes da ala religiosa mais conservadora do PT. Ele tomou a iniciativa de ligar para o jornal e expressar as divergências com o marqueteiro de Dilma e do PT.
Folha - O sr. então discorda da avaliação da relevância do caso Erenice para levar a eleição para o segundo turno?
Walter Pinheiro - Se esse caso fosse determinante, teria merecido de nós algumas ofensivas. Teríamos de ter tido uma tática eleitoral e de marketing para solucionar o assunto. Isso não foi feito.
Se o caso Erenice foi tão bombástico e nos levou ao segundo turno, temos de admitir que esse episódio se dissipou ao vento, por si só.
Até porque nunca houve grande ofensiva de marketing a respeito.
Na sua avaliação, a onda religiosa foi mais determinante?
Claro. A rede de boatos e ataques apócrifos dizendo que o PT apoiava o projeto de lei sobre homofobia e que iria restringir a liberdade de culto religioso.
A divulgação de que Dilma teria dito que nem Jesus Cristo tiraria a vitória dela. Foram milhões de mensagens com esse teor.
E o que foi feito?
Exatamente este é o ponto. Nesse caso, houve grande mobilização do partido e dos aliados. Falamos com padres católicos, com líderes de várias religiões. Aliás, as duas campanhas se mobilizaram para incluir religiosos.
Quem atuou e como?
Vários de nós. Entre outros, os senadores Marcelo Crivella [PRB-RJ] e Magno Malta [PR-ES], o deputado bispo Rodovalho [PP-DF] e eu [do lado evangélico]. Além de Gilberto Carvalho [chefe de gabinete do presidente Lula, com trânsito entre católicos].
Fomos a quase todas as capitais. Distribuímos quase 40 milhões de cópias da mensagem de Dilma sobre religião.
Mas isso indica que necessariamente o tema religioso foi o determinante?
Mas então me diga que tipo de documento Dilma assinou sobre o caso Erenice? Por outro lado, veja o que se passou sobre esses temas religiosos. Mesmo o ato de Dilma com artistas foi dirigido por Leonardo Boff, teólogo.
Ou seja, na sua avaliação, João Santana cometeu uma interpretação equivocada?
Acho que ele não teve a sensibilidade de perceber o verdadeiro fator. Tenta fazer uma leitura dizendo que foi um caso político e não de foro íntimo/religioso.
Se realmente o debate religioso foi só "uma vírgula", como ele falou, por que o publicitário não fez vacina para o caso Erenice? Ele estava no marketing, eu estava na rua.
FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA
Walter Pinheiro, deputado federal e senador eleito pelo PT da Bahia, contesta a interpretação do marqueteiro João Santana, que no domingo, na Folha, apontou que o caso Erenice Guerra foi responsável pela eleição ter ido ao segundo turno.
Para ele, evangélico da Igreja Batista da Pituba, em Salvador, a onda de boatos de cunho religioso teve muito mais impacto.
"Caso contrário, por que para o caso Erenice não foram feitas declarações públicas e ações de marketing, mas sim para conter a onda de boatos e mentiras na área religiosa contra Dilma?"
Segundo pesquisa Datafolha de 8 de outubro, porém, cerca de 75% das perdas de votos da petista no primeiro turno ocorreram por conta dos escândalos recentes no governo. O restante, por questões ligadas à religião.
Pinheiro, 51, eleito com 3,6 milhões de votos, é um dos expoentes da ala religiosa mais conservadora do PT. Ele tomou a iniciativa de ligar para o jornal e expressar as divergências com o marqueteiro de Dilma e do PT.
Folha - O sr. então discorda da avaliação da relevância do caso Erenice para levar a eleição para o segundo turno?
Walter Pinheiro - Se esse caso fosse determinante, teria merecido de nós algumas ofensivas. Teríamos de ter tido uma tática eleitoral e de marketing para solucionar o assunto. Isso não foi feito.
Se o caso Erenice foi tão bombástico e nos levou ao segundo turno, temos de admitir que esse episódio se dissipou ao vento, por si só.
Até porque nunca houve grande ofensiva de marketing a respeito.
Na sua avaliação, a onda religiosa foi mais determinante?
Claro. A rede de boatos e ataques apócrifos dizendo que o PT apoiava o projeto de lei sobre homofobia e que iria restringir a liberdade de culto religioso.
A divulgação de que Dilma teria dito que nem Jesus Cristo tiraria a vitória dela. Foram milhões de mensagens com esse teor.
E o que foi feito?
Exatamente este é o ponto. Nesse caso, houve grande mobilização do partido e dos aliados. Falamos com padres católicos, com líderes de várias religiões. Aliás, as duas campanhas se mobilizaram para incluir religiosos.
Quem atuou e como?
Vários de nós. Entre outros, os senadores Marcelo Crivella [PRB-RJ] e Magno Malta [PR-ES], o deputado bispo Rodovalho [PP-DF] e eu [do lado evangélico]. Além de Gilberto Carvalho [chefe de gabinete do presidente Lula, com trânsito entre católicos].
Fomos a quase todas as capitais. Distribuímos quase 40 milhões de cópias da mensagem de Dilma sobre religião.
Mas isso indica que necessariamente o tema religioso foi o determinante?
Mas então me diga que tipo de documento Dilma assinou sobre o caso Erenice? Por outro lado, veja o que se passou sobre esses temas religiosos. Mesmo o ato de Dilma com artistas foi dirigido por Leonardo Boff, teólogo.
Ou seja, na sua avaliação, João Santana cometeu uma interpretação equivocada?
Acho que ele não teve a sensibilidade de perceber o verdadeiro fator. Tenta fazer uma leitura dizendo que foi um caso político e não de foro íntimo/religioso.
Se realmente o debate religioso foi só "uma vírgula", como ele falou, por que o publicitário não fez vacina para o caso Erenice? Ele estava no marketing, eu estava na rua.
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Walter Pinheiro
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Lula e Dilma apoiarão no G-20 reforma do FMI e planos de ação para regiões pobres
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente eleita, Dilma Rousseff, participam nos dia 11 e 12 deste mês da reunião do G-20, em Seul, na Coreia do Sul. Eles reforçarão a decisão de ampliar o espaço dos países em desenvolvimento no Fundo Monetário Internacional (FMI), assim como os planos de ação de desenvolvimento para as regiões mais pobres do mundo. As discussões em torno desses temas são as menos polêmicas durante a Cúpula do G20 (que reúne as 20 maiores economias do mundo).
Ao participar da última reunião do G20 como presidente, Lula deverá destacar a posição do Brasil de país receptor de doações para doador, ampliando a chamada cooperação prestada. O presidente pretende destacar as ações definidas pela política externa brasileira que envolvem a assistência humanitária e também o perdão da dívida externa em relação a vários países. As medidas mais expressivas envolveram o Haiti e países africanos, como Angola e Moçambique.
A defesa da reforma do FMI foi constante nos discursos de Lula e uma das prioridades do governo brasileiro. No Canadá, na primeira reunião prévia do G20, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo insistiria na adoção de mudanças no conselho do FMI.
No mês passado, os representantes do G20 aprovaram um acordo que propõe a reforma do FMI redistribuindo as cotas do organismo que se referem ao poder de voto. Com isso, o Brasil saltará da 15ª posição para a 10ª. Houve ainda consenso para que os países industrializados cedam duas das oito vagas do conselho do fundo para as nações em desenvolvimento.
O Conselho Consultivo do FMI é formado por 24 assentos, dos quais os Estados Unidos, a Alemanha e o Japão ocupam de forma individual cada assento. Os outros 21 lugares são ocupados de forma agrupada pelos demais membros do fundo. A tendência, segundo especialistas, é que dois países europeus percam lugar em favor de uma nação africana e outra asiática.
O processo de decisão para definir quem vai ceder lugar para os países em desenvolvimento deve levar um ano, sendo encerrado apenas no fim de 2011. Os maiores acionistas atualmente são Estados Unidos, o Japão, Reino Unido, a Alemanha, França, Itália, o Brasil, a Rússia, Índia e China.
Com a nova reorganização da distribuição dos votos e a participação de 187 países-membros do fundo, o organismo sofrerá a mais profunda das reformas desde que foi criado, depois da 2ª Guerra Mundial.
Integram o G20 os seguintes países: Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, África do Sul, Turquia e a União Europeia
Paralelamente, os líderes mundiais, reunidos em Seul, debaterão planos de ação destinados aos países em desenvolvimento. Na prévia da cúpula, no Canadá, o alvo foi o Haiti. O presidente do Haiti, René Préval, agradeceu o apoio recebido da comunidade internacional após o terremoto de 12 de janeiro, mas pediu a ampliação dos recursos externos.
Guerra cambial
Para o governo brasileiro, é fundamental adotar ações coletivas de combate à manipulação cambial. Em diversos momentos, as autoridades brasileiras criticaram decisões individuais, alertando que medidas isoladas não trarão os efeitos desejados nem gerarão resultados concretos. Na semana passada, Lula e Dilma avisaram que irão para o G20 com a disposição de brigar e defender a posição do Brasil.
Especialistas que acompanham as discussões afirmam que a expectativa é que os líderes mundiais, reunidos em Seul, firmem um compromisso concreto de ações políticas que serão executadas para evitar o agravamento do quadro. Os alvos das preocupações são os Estados Unidos, a China, a Coreia do Sul e a Indonésia.
Na tentativa de conter a desvalorização do dólar e a subvalorização do yuan (moeda chinesa), o Ministério da Fazenda e o Banco Central do Brasil adotaram medidas para a preservação do real. Houve, por exemplo, o aumento de impostos para as aplicações estrangeiras. Paralelamente, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, mantêm a luz de alerta sobre os desdobramentos no cenário mundial.
No último dia 23, representantes das 20 maiores economias do mundo reuniram-se em Gyeongju, na Coreia do Sul, para uma série de discussões prévias para a Cúpula do G20. Os ministros da Fazenda e presidentes dos bancos centrais destacaram a preocupação com os excessos de volatilidade e fluxos desordenados de capital que ocorrem em alguns países emergentes. Também fizeram um apelo para evitar o protecionismo.
O apelo se refere às posições de países ricos, como os Estados Unidos, nos debates referentes à Rodada Doha. Desde meados de 2008, o processo de negociação de Doha está parado devido às divergências entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento sobre questões agrícolas e industriais.
As autoridades brasileiras afirmam que a proposta como está não traz benefícios ao país sobre os produtos industriais e no que se refere à agricultura, não há avanços. Os negociadores e funcionários da Organização Mundial do Comércio (OMC) esperam que os líderes do G20 consigam retomar os debates em Seul.
Ao participar da última reunião do G20 como presidente, Lula deverá destacar a posição do Brasil de país receptor de doações para doador, ampliando a chamada cooperação prestada. O presidente pretende destacar as ações definidas pela política externa brasileira que envolvem a assistência humanitária e também o perdão da dívida externa em relação a vários países. As medidas mais expressivas envolveram o Haiti e países africanos, como Angola e Moçambique.
A defesa da reforma do FMI foi constante nos discursos de Lula e uma das prioridades do governo brasileiro. No Canadá, na primeira reunião prévia do G20, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo insistiria na adoção de mudanças no conselho do FMI.
No mês passado, os representantes do G20 aprovaram um acordo que propõe a reforma do FMI redistribuindo as cotas do organismo que se referem ao poder de voto. Com isso, o Brasil saltará da 15ª posição para a 10ª. Houve ainda consenso para que os países industrializados cedam duas das oito vagas do conselho do fundo para as nações em desenvolvimento.
O Conselho Consultivo do FMI é formado por 24 assentos, dos quais os Estados Unidos, a Alemanha e o Japão ocupam de forma individual cada assento. Os outros 21 lugares são ocupados de forma agrupada pelos demais membros do fundo. A tendência, segundo especialistas, é que dois países europeus percam lugar em favor de uma nação africana e outra asiática.
O processo de decisão para definir quem vai ceder lugar para os países em desenvolvimento deve levar um ano, sendo encerrado apenas no fim de 2011. Os maiores acionistas atualmente são Estados Unidos, o Japão, Reino Unido, a Alemanha, França, Itália, o Brasil, a Rússia, Índia e China.
Com a nova reorganização da distribuição dos votos e a participação de 187 países-membros do fundo, o organismo sofrerá a mais profunda das reformas desde que foi criado, depois da 2ª Guerra Mundial.
Integram o G20 os seguintes países: Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, África do Sul, Turquia e a União Europeia
Paralelamente, os líderes mundiais, reunidos em Seul, debaterão planos de ação destinados aos países em desenvolvimento. Na prévia da cúpula, no Canadá, o alvo foi o Haiti. O presidente do Haiti, René Préval, agradeceu o apoio recebido da comunidade internacional após o terremoto de 12 de janeiro, mas pediu a ampliação dos recursos externos.
Guerra cambial
Para o governo brasileiro, é fundamental adotar ações coletivas de combate à manipulação cambial. Em diversos momentos, as autoridades brasileiras criticaram decisões individuais, alertando que medidas isoladas não trarão os efeitos desejados nem gerarão resultados concretos. Na semana passada, Lula e Dilma avisaram que irão para o G20 com a disposição de brigar e defender a posição do Brasil.
Especialistas que acompanham as discussões afirmam que a expectativa é que os líderes mundiais, reunidos em Seul, firmem um compromisso concreto de ações políticas que serão executadas para evitar o agravamento do quadro. Os alvos das preocupações são os Estados Unidos, a China, a Coreia do Sul e a Indonésia.
Na tentativa de conter a desvalorização do dólar e a subvalorização do yuan (moeda chinesa), o Ministério da Fazenda e o Banco Central do Brasil adotaram medidas para a preservação do real. Houve, por exemplo, o aumento de impostos para as aplicações estrangeiras. Paralelamente, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, mantêm a luz de alerta sobre os desdobramentos no cenário mundial.
No último dia 23, representantes das 20 maiores economias do mundo reuniram-se em Gyeongju, na Coreia do Sul, para uma série de discussões prévias para a Cúpula do G20. Os ministros da Fazenda e presidentes dos bancos centrais destacaram a preocupação com os excessos de volatilidade e fluxos desordenados de capital que ocorrem em alguns países emergentes. Também fizeram um apelo para evitar o protecionismo.
O apelo se refere às posições de países ricos, como os Estados Unidos, nos debates referentes à Rodada Doha. Desde meados de 2008, o processo de negociação de Doha está parado devido às divergências entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento sobre questões agrícolas e industriais.
As autoridades brasileiras afirmam que a proposta como está não traz benefícios ao país sobre os produtos industriais e no que se refere à agricultura, não há avanços. Os negociadores e funcionários da Organização Mundial do Comércio (OMC) esperam que os líderes do G20 consigam retomar os debates em Seul.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Da fragmentação à bipolarização
Jairo Nicolau – O Estado de S.Paulo
Um cientista político americano me confessou sua surpresa quando soube que 22 partidos elegeram deputados federais nas eleições brasileiras de 2010. A surpresa foi ainda maior quando soube que o PT, partido com mais cadeiras, elegeu apenas 88 deputados (17 %). Existem países com alta dispersão partidária, como Bélgica e Israel. Mas a Câmara dos Deputados brasileira é, atualmente, a mais fragmentada do mundo democrático.
Meu interlocutor não revelou, mas um fato torna ainda mais difícil de entender o sistema partidário no País: por que, com 27 partidos registrados há cinco eleições presidenciais, apenas 2 deles, o PT e o PSDB, disputam efetivamente a Presidência? Ou dito de outra maneira: por que temos o Legislativo mais disperso do planeta, e uma disputa presidencial tão concentrada?
As eleições de 2010 acentuaram uma tendência, que começou em meados da década de 1990, de bipolarização do sistema partidário brasileiro. Em um dos polos estão o PT e seus partidos satélites (PCdoB, PSB e PDT); de outro, o PSDB e os seus satélites (DEM e PPS). Esses dois polos organizam a vida administrativa e programática do País. Lembre-se que a regra de verticalização deixou de vigorar neste ano. Apesar disso, nos principais Estados a bipolarização nacional se reproduziu como nunca.
E os outros partidos? PMDB, PTB, PR e PP fazem parte do que chamarei, na falta de nome melhor, de centro-pragmático. São partidos com baixa intensidade ideológica, que participaram dos governos dos dois polos. Além disso, são partidos que se orientam fortemente para a vida política estadual.
Para muitos analistas, o PMDB saiu como o principal partido desta eleição, pois obteve a maior bancada no Senado, a segunda na Câmara dos Deputados e ainda elegeu, pela primeira vez pelo voto direto (Sarney também pertence ao partido), o vice-presidente.
É inegável a força do PMDB, mas existem alguns sinais de que o partido vem perdendo vitalidade no sistema partidário brasileiro. O PMDB elegeu apenas cinco governadores, um único em um dos grandes Estados da Federação (Rio de Janeiro). Em São Paulo, domicílio eleitoral do vice-presidente, o partido elegeu apenas um deputado federal.
Diversas lideranças históricas do partido ou foram derrotadas ou estão saindo da vida política: José Fogaça (RS), Iris Resende (GO), Geddel Vieira Lima (BA), Hélio Costa (MG) e Orestes Quércia (SP). O partido vive uma clara dificuldade de renovação. Quem são suas lideranças emergentes? Consigo pensar em apenas um nome: o do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.
PSB. A composição da bancada dos partidos no Congresso apresentou algumas pequenas alterações em 2010. Gostaria de destacar três delas. A primeira é o crescimento do PSB. O partido é a única legenda que vem crescendo sistematicamente no País, notadamente no Nordeste, onde elegeu cinco dos nove governadores. O PSB deslocou o PMDB como principal força do campo progressista na região.
A segunda alteração digna de nota é o desempenho dos Democratas. O antigo PFL disputou a primeira eleição nacional (já havia disputado as municipais de 2008) com o novo nome, mas não conseguiu deter seu declínio eleitoral, que vem acontecendo desde 2002. O partido tem encolhido paulatinamente, particularmente no Nordeste e nos Estados do Sudeste.
Por fim, vale destacar o PV. O partido não conseguiu traduzir em representação no Legislativo o bom desempenho de sua candidata presidencial. A novidade, aqui, refere-se menos ao desempenho eleitoral e mais ao potencial de crescimento. O PV sempre foi nacionalmente um partido pragmático. A candidata Marina já deu sinais de que pretende dar um caráter mais programático ao PV, que o aproximaria da agenda ambientalista europeia.
Para analisar a configuração do sistema partidário brasileiro é fundamental entender que a fragmentação numérica não se traduz em fragmentação doutrinária. A polarização entre o PT e o PSDB, entre o governo e a oposição no plano federal é o que tem organizado a política brasileira. São dois grandes guarda-chuvas, com espaço para abrigar aqueles que, circunstancialmente, querem ser acolhidos.
Pensando nas transformações recentes do sistema partidário brasileiro lembrei-me do sistema de partidos da Itália desta década: alta fragmentação, mas com um alinhamento em dois grandes polos (esquerda e direita). Eleições presidenciais americanas, com uma bipolarização congressual italiana: uma combinação interessante
Um cientista político americano me confessou sua surpresa quando soube que 22 partidos elegeram deputados federais nas eleições brasileiras de 2010. A surpresa foi ainda maior quando soube que o PT, partido com mais cadeiras, elegeu apenas 88 deputados (17 %). Existem países com alta dispersão partidária, como Bélgica e Israel. Mas a Câmara dos Deputados brasileira é, atualmente, a mais fragmentada do mundo democrático.
Meu interlocutor não revelou, mas um fato torna ainda mais difícil de entender o sistema partidário no País: por que, com 27 partidos registrados há cinco eleições presidenciais, apenas 2 deles, o PT e o PSDB, disputam efetivamente a Presidência? Ou dito de outra maneira: por que temos o Legislativo mais disperso do planeta, e uma disputa presidencial tão concentrada?
As eleições de 2010 acentuaram uma tendência, que começou em meados da década de 1990, de bipolarização do sistema partidário brasileiro. Em um dos polos estão o PT e seus partidos satélites (PCdoB, PSB e PDT); de outro, o PSDB e os seus satélites (DEM e PPS). Esses dois polos organizam a vida administrativa e programática do País. Lembre-se que a regra de verticalização deixou de vigorar neste ano. Apesar disso, nos principais Estados a bipolarização nacional se reproduziu como nunca.
E os outros partidos? PMDB, PTB, PR e PP fazem parte do que chamarei, na falta de nome melhor, de centro-pragmático. São partidos com baixa intensidade ideológica, que participaram dos governos dos dois polos. Além disso, são partidos que se orientam fortemente para a vida política estadual.
Para muitos analistas, o PMDB saiu como o principal partido desta eleição, pois obteve a maior bancada no Senado, a segunda na Câmara dos Deputados e ainda elegeu, pela primeira vez pelo voto direto (Sarney também pertence ao partido), o vice-presidente.
É inegável a força do PMDB, mas existem alguns sinais de que o partido vem perdendo vitalidade no sistema partidário brasileiro. O PMDB elegeu apenas cinco governadores, um único em um dos grandes Estados da Federação (Rio de Janeiro). Em São Paulo, domicílio eleitoral do vice-presidente, o partido elegeu apenas um deputado federal.
Diversas lideranças históricas do partido ou foram derrotadas ou estão saindo da vida política: José Fogaça (RS), Iris Resende (GO), Geddel Vieira Lima (BA), Hélio Costa (MG) e Orestes Quércia (SP). O partido vive uma clara dificuldade de renovação. Quem são suas lideranças emergentes? Consigo pensar em apenas um nome: o do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.
PSB. A composição da bancada dos partidos no Congresso apresentou algumas pequenas alterações em 2010. Gostaria de destacar três delas. A primeira é o crescimento do PSB. O partido é a única legenda que vem crescendo sistematicamente no País, notadamente no Nordeste, onde elegeu cinco dos nove governadores. O PSB deslocou o PMDB como principal força do campo progressista na região.
A segunda alteração digna de nota é o desempenho dos Democratas. O antigo PFL disputou a primeira eleição nacional (já havia disputado as municipais de 2008) com o novo nome, mas não conseguiu deter seu declínio eleitoral, que vem acontecendo desde 2002. O partido tem encolhido paulatinamente, particularmente no Nordeste e nos Estados do Sudeste.
Por fim, vale destacar o PV. O partido não conseguiu traduzir em representação no Legislativo o bom desempenho de sua candidata presidencial. A novidade, aqui, refere-se menos ao desempenho eleitoral e mais ao potencial de crescimento. O PV sempre foi nacionalmente um partido pragmático. A candidata Marina já deu sinais de que pretende dar um caráter mais programático ao PV, que o aproximaria da agenda ambientalista europeia.
Para analisar a configuração do sistema partidário brasileiro é fundamental entender que a fragmentação numérica não se traduz em fragmentação doutrinária. A polarização entre o PT e o PSDB, entre o governo e a oposição no plano federal é o que tem organizado a política brasileira. São dois grandes guarda-chuvas, com espaço para abrigar aqueles que, circunstancialmente, querem ser acolhidos.
Pensando nas transformações recentes do sistema partidário brasileiro lembrei-me do sistema de partidos da Itália desta década: alta fragmentação, mas com um alinhamento em dois grandes polos (esquerda e direita). Eleições presidenciais americanas, com uma bipolarização congressual italiana: uma combinação interessante
sábado, 30 de outubro de 2010
Veja a lista de fiscalização e plantão jurídico
Plantão Jurídico
ACRE: SALVINO, 68-9961-7205.
ALAGOAS: RICARDO, 82-8816-8889.
AMAPÁ: JORGE, 96-9971-6932.
AMAZONAS: EGBERTO, 92-3584-2581 / 92-3584-2995.
BAHIA: SARA, 71-3270-6590 / 71-3270-4481.
CEARÁ: JOÃO, 85-3105-4040.
DISTRITO FEDERAL: EUCLIDES, 61-3326-0945 / 61-3323-2294.
ESPÍRITO SANTO: ANDRÉ, 27-3223-3455.
GOIÁS: SEBASTIÃO, 62-3215-6004.
MARANHÃO: PAULO GUILHERME, 98-9149-7420 / 98-8832-9513.
MATO GROSSO: IGNEZ MARIA, 65-3023-1311.
MATO GROSSO DO SUL: VALERIANO, 67-3042-7423.
MINAS GERAIS: EDILENE, 31-3115-7613.
PARÁ: ANTONIO, 91-3236-2261.
PARAÍBA: MARCOS, 83-3221-3409.
PARANÁ: GUILHERME, 41-3528-1315 / 41-9152-5315.
PERNAMBUCO: EDUARDO, 81-3423-1159 / 81-3222-6248.
PIAUÍ: ALEXANDRE, 86-3221-0766.
RIO DE JANEIRO: PAULO, 21-2533-0594.
RIO GRANDE DO NORTE: CARLOS, 84-2010-0013.
RIO GRANDE DO SUL: MARITÂNIA, 51-3212-6166.
RONDÔNIA: ERNANDES, 69-3224-5926 / 69-3224-5906.
RORAIMA: FRANCISCO, 95-3623-3318.
SANTA CATARINA: MAURO, 48-3223-4567.
SÃO PAULO: MARIA LOURDES, 11-3035-4651.
SERGIPE: BRENO, 79-3214-7895.
TOCANTINS: PAULO, 63-3224-1313.
COMITÊ NACIONAL: 61-3217-1313
Fiscalização nos Estados
ACRE: EUGÊNIO, 68-9202-1298.
ALAGOAS: MARCELO, 82-8802-0018.
AMAPÁ: NILZA, 96-9112-4081.
AMAZONAS: ERNANI, 92-3584-2581 / 92-3584-2995.
BAHIA: JONAS, 71-3270-6590 / 71-3270-4481.
CEARÁ: SONIA, 85-3105-4040.
DISTRITO FEDERAL: ROBERTO, 61-3326-0945 / 61-3323-2294.
ESPÍRITO SANTO: LUIZ, 27-3223-3455.
GOIÁS: VALDI, 62-3215-6004.
MARANHÃO: PAULO, 98-9149-7420 / 98-8832-9513.
MATO GROSSO: APARECIDO, 65-3023-1311.
MATO GROSSO DO SUL: ANANIAS, 67-3042-7423
MINAS GERAIS: CARLOS, 31-3115-7613.
PARÁ: MARIA, 91-3236-2261.
PARAÍBA: MARCOS, 83-3221-3409.
PARANÁ: JOSÉ, 41-3528-1315 / 41-9152-5315.
PERNAMBUCO: ALUISIO, 81-3423-1159 / 81-3222-6248.
PIAUÍ: FÁBIO, 86-3221-0766.
RIO DE JANEIRO: EUGÊNIO, 21-2533-0594.
RIO GRANDE DO NORTE: FÁTIMA, 84-2010-0013.
RIO GRANDE DO SUL: JOSÉ, 51-3212-6166.
RONDÔNIA: WALDISON, 69-3224-5926 / 69-3224-5906.
RORAIMA: FLAVIO, 95-3623-3318.
SANTA CATARINA: MIRIAN, 48-3223-4567.
SÃO PAULO: ANTONIO, 11-3035-4651.
SERGIPE: GENIVALDO, 79-3214-7895.
TOCANTINS: HERLAN, 63-3224-1313.
ACRE: SALVINO, 68-9961-7205.
ALAGOAS: RICARDO, 82-8816-8889.
AMAPÁ: JORGE, 96-9971-6932.
AMAZONAS: EGBERTO, 92-3584-2581 / 92-3584-2995.
BAHIA: SARA, 71-3270-6590 / 71-3270-4481.
CEARÁ: JOÃO, 85-3105-4040.
DISTRITO FEDERAL: EUCLIDES, 61-3326-0945 / 61-3323-2294.
ESPÍRITO SANTO: ANDRÉ, 27-3223-3455.
GOIÁS: SEBASTIÃO, 62-3215-6004.
MARANHÃO: PAULO GUILHERME, 98-9149-7420 / 98-8832-9513.
MATO GROSSO: IGNEZ MARIA, 65-3023-1311.
MATO GROSSO DO SUL: VALERIANO, 67-3042-7423.
MINAS GERAIS: EDILENE, 31-3115-7613.
PARÁ: ANTONIO, 91-3236-2261.
PARAÍBA: MARCOS, 83-3221-3409.
PARANÁ: GUILHERME, 41-3528-1315 / 41-9152-5315.
PERNAMBUCO: EDUARDO, 81-3423-1159 / 81-3222-6248.
PIAUÍ: ALEXANDRE, 86-3221-0766.
RIO DE JANEIRO: PAULO, 21-2533-0594.
RIO GRANDE DO NORTE: CARLOS, 84-2010-0013.
RIO GRANDE DO SUL: MARITÂNIA, 51-3212-6166.
RONDÔNIA: ERNANDES, 69-3224-5926 / 69-3224-5906.
RORAIMA: FRANCISCO, 95-3623-3318.
SANTA CATARINA: MAURO, 48-3223-4567.
SÃO PAULO: MARIA LOURDES, 11-3035-4651.
SERGIPE: BRENO, 79-3214-7895.
TOCANTINS: PAULO, 63-3224-1313.
COMITÊ NACIONAL: 61-3217-1313
Fiscalização nos Estados
ACRE: EUGÊNIO, 68-9202-1298.
ALAGOAS: MARCELO, 82-8802-0018.
AMAPÁ: NILZA, 96-9112-4081.
AMAZONAS: ERNANI, 92-3584-2581 / 92-3584-2995.
BAHIA: JONAS, 71-3270-6590 / 71-3270-4481.
CEARÁ: SONIA, 85-3105-4040.
DISTRITO FEDERAL: ROBERTO, 61-3326-0945 / 61-3323-2294.
ESPÍRITO SANTO: LUIZ, 27-3223-3455.
GOIÁS: VALDI, 62-3215-6004.
MARANHÃO: PAULO, 98-9149-7420 / 98-8832-9513.
MATO GROSSO: APARECIDO, 65-3023-1311.
MATO GROSSO DO SUL: ANANIAS, 67-3042-7423
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PARAÍBA: MARCOS, 83-3221-3409.
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RIO DE JANEIRO: EUGÊNIO, 21-2533-0594.
RIO GRANDE DO NORTE: FÁTIMA, 84-2010-0013.
RIO GRANDE DO SUL: JOSÉ, 51-3212-6166.
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RORAIMA: FLAVIO, 95-3623-3318.
SANTA CATARINA: MIRIAN, 48-3223-4567.
SÃO PAULO: ANTONIO, 11-3035-4651.
SERGIPE: GENIVALDO, 79-3214-7895.
TOCANTINS: HERLAN, 63-3224-1313.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
CLARIFIQUE O CAMINHO OU DERRAPARÁS NA LAMA GOLPISTA-UDENISTA-LACERDISTA-SERRISTA
"É preciso deixar claro para o povo: não se trata apenas de uma disputa eleitoral.Trata-se de defender a soberania nacional contra os que querem fazer nosso país voltar a ser submisso a interesses estrangeiros. Trata-se de defender a democracia contra os que querem calar o povo. Trata-se de defender a igualdade contra os que querem impedir que os trabalhadores tenham direito a emprego, salário digno e boas condições de vida, incluindo habitação, saúde e educação."
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DECIFRA LOGO ESSE ENIGMA OU SERÁS DEVORADO
"É preciso deixar claro para o povo: não se trata apenas de uma disputa eleitoral.Trata-se de defender a soberania nacional contra os que querem fazer nosso país voltar a ser submisso a interesses estrangeiros. Trata-se de defender a democracia contra os que querem calar o povo. Trata-se de defender a igualdade contra os que querem impedir que os trabalhadores tenham direito a emprego, salário digno e boas condições de vida, incluindo habitação, saúde e educação."
pt - clara impidez - a pureza da claridade no caminhar
"É preciso deixar claro para o povo: não se trata apenas de uma disputa eleitoral.Trata-se de defender a soberania nacional contra os que querem fazer nosso país voltar a ser submisso a interesses estrangeiros. Trata-se de defender a democracia contra os que querem calar o povo. Trata-se de defender a igualdade contra os que querem impedir que os trabalhadores tenham direito a emprego, salário digno e boas condições de vida, incluindo habitação, saúde e educação."
pt - límpida clareza
"É preciso deixar claro para o povo: não se trata apenas de uma disputa eleitoral.Trata-se de defender a soberania nacional contra os que querem fazer nosso país voltar a ser submisso a interesses estrangeiros. Trata-se de defender a democracia contra os que querem calar o povo. Trata-se de defender a igualdade contra os que querem impedir que os trabalhadores tenham direito a emprego, salário digno e boas condições de vida, incluindo habitação, saúde e educação."
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PT quer transformar aniversário de Lula em mobilização pró-Dilma
26/10/2010 - 12h41
MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA
O PT, no aniversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, comemorado nesta quarta-feira, quer alavancar a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência. O partido vai transformar a comemoração dos 65 anos do petista em um dia de mobilização pró-Dilma.
A ideia do QG dilmista é dar uma dose de emoção na reta final da campanha, uma vez que este é o último aniversário do presidente à frente do Palácio do Planalto. A data ficou ainda mais importante para o PT que também vai festejar o dia em que Lula derrotou Jose Serra (PSDB) --o mesmo adversário de Dilma-- há oito anos e se tornou presidente.
Resolução aprovada pela executiva nacional do PT, na semana passada, determina que cada diretório regional faça um ato a favor do voto em Dilma, como carreata, panfletagem. Em Brasília, a mobilização petista prevê uma caminhada no final do dia na praça dos três Poderes.
Outra possibilidade é alguma comemoração em frente ao Palácio da Alvorada. Alguns petistas dizem, no entanto, que ainda estão aguardando o aval da primeira-dama, dona Marisa Letícia. Há previsão ainda de que o presidente faça uma festa discreta e reservada no Alvorada com alguns ministros. A candidata do PT tem agenda prevista em Brasília.
No texto pedindo a mobilização, a Executiva nacional afirma que é tarefa dos petistas "de hoje até o dia 31 de outubro: garantir a continuidade das mudanças e eleger Dilma Presidente do Brasil".
"Todo dia é dia de Dilma. Todo dia é dia, toda hora é hora de panfletagem, carreata, passeatas, plenárias e visitas a eleitores", afirma o documento.
Segundo a Executiva, o dia pró-Dilma é um ato de "defesa do Brasil".
"É preciso deixar claro para o povo: não se trata apenas de uma disputa eleitoral.Trata-se de defender a soberania nacional contra os que querem fazer nosso país voltar a ser submisso a interesses estrangeiros. Trata-se de defender a democracia contra os que querem calar o povo. Trata-se de defender a igualdade contra os que querem impedir que os trabalhadores tenham direito a emprego, salário digno e boas condições de vida, incluindo habitação, saúde e educação."
MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA
O PT, no aniversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, comemorado nesta quarta-feira, quer alavancar a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência. O partido vai transformar a comemoração dos 65 anos do petista em um dia de mobilização pró-Dilma.
A ideia do QG dilmista é dar uma dose de emoção na reta final da campanha, uma vez que este é o último aniversário do presidente à frente do Palácio do Planalto. A data ficou ainda mais importante para o PT que também vai festejar o dia em que Lula derrotou Jose Serra (PSDB) --o mesmo adversário de Dilma-- há oito anos e se tornou presidente.
Resolução aprovada pela executiva nacional do PT, na semana passada, determina que cada diretório regional faça um ato a favor do voto em Dilma, como carreata, panfletagem. Em Brasília, a mobilização petista prevê uma caminhada no final do dia na praça dos três Poderes.
Outra possibilidade é alguma comemoração em frente ao Palácio da Alvorada. Alguns petistas dizem, no entanto, que ainda estão aguardando o aval da primeira-dama, dona Marisa Letícia. Há previsão ainda de que o presidente faça uma festa discreta e reservada no Alvorada com alguns ministros. A candidata do PT tem agenda prevista em Brasília.
No texto pedindo a mobilização, a Executiva nacional afirma que é tarefa dos petistas "de hoje até o dia 31 de outubro: garantir a continuidade das mudanças e eleger Dilma Presidente do Brasil".
"Todo dia é dia de Dilma. Todo dia é dia, toda hora é hora de panfletagem, carreata, passeatas, plenárias e visitas a eleitores", afirma o documento.
Segundo a Executiva, o dia pró-Dilma é um ato de "defesa do Brasil".
"É preciso deixar claro para o povo: não se trata apenas de uma disputa eleitoral.Trata-se de defender a soberania nacional contra os que querem fazer nosso país voltar a ser submisso a interesses estrangeiros. Trata-se de defender a democracia contra os que querem calar o povo. Trata-se de defender a igualdade contra os que querem impedir que os trabalhadores tenham direito a emprego, salário digno e boas condições de vida, incluindo habitação, saúde e educação."
PT ALERTA - "É preciso deixar claro para o povo: não se trata apenas de uma disputa eleitoral.Trata-se de defender a soberania nacional
"É preciso deixar claro para o povo: não se trata apenas de uma disputa eleitoral.Trata-se de defender a soberania nacional contra os que querem fazer nosso país voltar a ser submisso a interesses estrangeiros. Trata-se de defender a democracia contra os que querem calar o povo. Trata-se de defender a igualdade contra os que querem impedir que os trabalhadores tenham direito a emprego, salário digno e boas condições de vida, incluindo habitação, saúde e educação.",diz a executiva do pt.....
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sábado, 23 de outubro de 2010
Dutra acusa PSDB de comandar central de espionagem
Por: Redação da Rede Brasil Atual
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Dutra evita comemorar vantagem de Dilma após pesquisa
DO ESTADÃO, SERRRRRRRRRISTA....
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, evitou "subir no salto" ao comentar o resultado da pesquisa Vox Populi/iG divulgada nesta manhã, segundo a qual a candidata Dilma Rousseff (PT) ampliou a vantagem sobre seu adversário na corrida presidencial, o tucano José Serra. A pesquisa foi um dos temas da reunião de trabalho da Executiva Nacional do PT, conduzida por Dutra nesta manhã. O dirigente petista declarou apenas que as pesquisas mostram que "será uma eleição muito disputada" e disse que, nessas situações, "a militância do PT faz toda a diferença".
O líder do PT na Câmara, Fernando Ferro (PE), afirmou que os petistas devem avaliar os números "com prudência" e não podem "baixar a guarda" na reta final da campanha. Ele observou, entretanto, que a pesquisa mostra que Dilma conseguiu estancar a trajetória de queda nas pesquisas, iniciada após o primeiro turno.
A pesquisa Vox Populi/iG apontou vantagem de 12 pontos porcentuais de Dilma sobre Serra. A petista aparece com 51% das intenções de voto contra 39% de Serra. Na última pesquisa, realizada nos dias 10 e 11, essa diferença era de oito pontos.
O presidente do PT anunciou que convocará a militância para o dia nacional de mobilização pela vitória de Dilma, agendado para 27 de outubro. A data coincide com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial de 2002 e com o aniversário do presidente da República. "Vamos convocar a militância para realizar, nesse dia, passeatas, carreatas, comícios e demais atos políticos para a arrancada final da campanha de Dilma", declarou Dutra.
Ele também anunciou que a campanha vai divulgar, até o fim da semana, o programa de governo da petista. Os 13 pontos principais e as linhas gerais foram adiantados na semana passada, mas a coordenação de campanha cogita preparar um ato oficial para lançar publicamente o documento. "Até para sistematizar os compromissos da Dilma com o eleitor", afirmou.
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, evitou "subir no salto" ao comentar o resultado da pesquisa Vox Populi/iG divulgada nesta manhã, segundo a qual a candidata Dilma Rousseff (PT) ampliou a vantagem sobre seu adversário na corrida presidencial, o tucano José Serra. A pesquisa foi um dos temas da reunião de trabalho da Executiva Nacional do PT, conduzida por Dutra nesta manhã. O dirigente petista declarou apenas que as pesquisas mostram que "será uma eleição muito disputada" e disse que, nessas situações, "a militância do PT faz toda a diferença".
O líder do PT na Câmara, Fernando Ferro (PE), afirmou que os petistas devem avaliar os números "com prudência" e não podem "baixar a guarda" na reta final da campanha. Ele observou, entretanto, que a pesquisa mostra que Dilma conseguiu estancar a trajetória de queda nas pesquisas, iniciada após o primeiro turno.
A pesquisa Vox Populi/iG apontou vantagem de 12 pontos porcentuais de Dilma sobre Serra. A petista aparece com 51% das intenções de voto contra 39% de Serra. Na última pesquisa, realizada nos dias 10 e 11, essa diferença era de oito pontos.
O presidente do PT anunciou que convocará a militância para o dia nacional de mobilização pela vitória de Dilma, agendado para 27 de outubro. A data coincide com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial de 2002 e com o aniversário do presidente da República. "Vamos convocar a militância para realizar, nesse dia, passeatas, carreatas, comícios e demais atos políticos para a arrancada final da campanha de Dilma", declarou Dutra.
Ele também anunciou que a campanha vai divulgar, até o fim da semana, o programa de governo da petista. Os 13 pontos principais e as linhas gerais foram adiantados na semana passada, mas a coordenação de campanha cogita preparar um ato oficial para lançar publicamente o documento. "Até para sistematizar os compromissos da Dilma com o eleitor", afirmou.
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domingo, 17 de outubro de 2010
Campanha de Serra em SP usa telemarketing para atacar Dilma, diz jornal
Reportagem publicada no site www.redebrasilatual.com.br
A campanha de José Serra (do PSDB) à Presidência da República, em busca de votos no segundo turno das eleições, utiliza recursos de telemarketing ativo, enfatizando o aborto como tema. A revelação está na edição desta sexta-feira (15) do jornal Correio Braziliense.
A ação soma-se à investida sobre questões sensíveis relacionadas à religião realizados na internet e em igrejas. A diferença, porém, é que os telefonemas para a casa dos eleitores partiriam do comitê de campanha, segundo o jornal.
A Rede Brasil Atual entrou em contato com o PSDB, em Brasília, e funcionários da sede do partido confirmaram que há uma empresa de telemarketing contratada pelo comitê paulista de campanha de Serra. Não havia informações sobre a finalidade, o teor das mensagens nem a quantidade de telefonemas. O comitê paulista também foi questionado, mas não esclareceu a questão até às 15h20 desta sexta.
Cartilha
Segundo a reportagem do Correio Braziliense, pessoas engajadas na campanha, a maioria mulheres, têm telefonado para a casa de eleitores, em horário comercial. A conversa é conduzida para o tema aborto, insistindo no fato de a candidata Dilma Rousseff (PT) seria favorável à prática. A rigor, posição dos concorrentes coincide no caso, com a defesa da descriminalização das mães que recorrem à interrupção de gravidez mesmo ilegal, mas sem alterar as condições previstas na legislação.
Dependendo da opção eleitoral dos moradores, a conversa é conduzida para intensificar ou reduzir o foco na questão. As telefonistas frizam que hoje Dilma se diz contrária ao aborto apenas para ludibriar o eleitor.
A campanha de José Serra (do PSDB) à Presidência da República, em busca de votos no segundo turno das eleições, utiliza recursos de telemarketing ativo, enfatizando o aborto como tema. A revelação está na edição desta sexta-feira (15) do jornal Correio Braziliense.
A ação soma-se à investida sobre questões sensíveis relacionadas à religião realizados na internet e em igrejas. A diferença, porém, é que os telefonemas para a casa dos eleitores partiriam do comitê de campanha, segundo o jornal.
A Rede Brasil Atual entrou em contato com o PSDB, em Brasília, e funcionários da sede do partido confirmaram que há uma empresa de telemarketing contratada pelo comitê paulista de campanha de Serra. Não havia informações sobre a finalidade, o teor das mensagens nem a quantidade de telefonemas. O comitê paulista também foi questionado, mas não esclareceu a questão até às 15h20 desta sexta.
Cartilha
Segundo a reportagem do Correio Braziliense, pessoas engajadas na campanha, a maioria mulheres, têm telefonado para a casa de eleitores, em horário comercial. A conversa é conduzida para o tema aborto, insistindo no fato de a candidata Dilma Rousseff (PT) seria favorável à prática. A rigor, posição dos concorrentes coincide no caso, com a defesa da descriminalização das mães que recorrem à interrupção de gravidez mesmo ilegal, mas sem alterar as condições previstas na legislação.
Dependendo da opção eleitoral dos moradores, a conversa é conduzida para intensificar ou reduzir o foco na questão. As telefonistas frizam que hoje Dilma se diz contrária ao aborto apenas para ludibriar o eleitor.
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TSE manda YouTube tirar do ar vídeo que compara PT a cães ferozes
O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Joelson Dias determinou neste sábado (16) que o Google suspenda do YouTube vídeo com conteúdo ofensivo ao PT e à presidenciável Dilma Rousseff.
O vídeo mostra o rosto da petista se transfigurando no do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Petistas são representados por cães da raça rottweiler.
Na quinta-feira (14), o plenário do tribunal já havia debatido a suspensão do vídeo. No entanto, o pedido do PT foi negado por uma questão processual.
No debate, os ministros fizeram comentários sobre a propaganda, a qual consideraram ofensiva.
Na decisão , o ministro ressaltou que foi feito o pedido correto. A decisão também determina que Serra e sua coligação "se abstenham usar ou fazer usar os referidos vídeos em sua propaganda eleitoral".
O vídeo mostra o rosto da petista se transfigurando no do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Petistas são representados por cães da raça rottweiler.
Na quinta-feira (14), o plenário do tribunal já havia debatido a suspensão do vídeo. No entanto, o pedido do PT foi negado por uma questão processual.
No debate, os ministros fizeram comentários sobre a propaganda, a qual consideraram ofensiva.
Na decisão , o ministro ressaltou que foi feito o pedido correto. A decisão também determina que Serra e sua coligação "se abstenham usar ou fazer usar os referidos vídeos em sua propaganda eleitoral".
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Os tucanos não têm jeito...
Os tucanos, com esse horror a pobre, tendem sempre a aumentar essa fratura, essa separação. Os tucanos não têm jeito...
Francisco de Oliveira, 76
professor emérito da USP, na fsp:
Francisco de Oliveira, 76
professor emérito da USP, na fsp:
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Tucanos têm horror pelos pobres
Francisco de Oliveira, 76
professor emérito da USP, na fsp:
"Os governos tucanos têm horror ao povo. Isso não é força de expressão. É uma questão de classe social.
Eles não têm contato com o real cotidiano popular. Eles não andam de ônibus, não têm experiência do cotidiano da cidade. Nem de metrô eles andam, o que é incrível.
A cidade é grande, tem violência, a gente sabe. Mas eles não sabem como é o transporte, como são os hospitais, as escolas públicas. Há uma fratura real, eles perderam a experiência do cotidiano real. E isso não entra pelas estatísticas, só pela experiência.
Por causa disso, o governo deles é sempre uma coisa muito por cima. Eles são pouco à vontade com o popular. Essa é a diferença marcante em relação a Lula.
professor emérito da USP, na fsp:
"Os governos tucanos têm horror ao povo. Isso não é força de expressão. É uma questão de classe social.
Eles não têm contato com o real cotidiano popular. Eles não andam de ônibus, não têm experiência do cotidiano da cidade. Nem de metrô eles andam, o que é incrível.
A cidade é grande, tem violência, a gente sabe. Mas eles não sabem como é o transporte, como são os hospitais, as escolas públicas. Há uma fratura real, eles perderam a experiência do cotidiano real. E isso não entra pelas estatísticas, só pela experiência.
Por causa disso, o governo deles é sempre uma coisa muito por cima. Eles são pouco à vontade com o popular. Essa é a diferença marcante em relação a Lula.
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Francisco de Oliveira,
SEGUNDO TURNO
Os governos tucanos têm horror ao povo. Isso não é força de expressão. É uma questão de classe social.
Francisco de Oliveira, 76
professor emérito da USP
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