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quarta-feira, 20 de outubro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Dilma classifica panfleto como "crime eleitoral"
fsp
DE SÃO PAULO
Dilma Rousseff definiu como "crime eleitoral" a distribuição dos panfletos assinados por uma diocese ligada à CNBB recomendando voto contra o PT.
"É crime eleitoral. Eu acho que tem uma central de boatos fazendo ofensivas contra a minha candidatura. Que são nitidamente ilegais e merecem ser investigados", disse.
Ela afirmou que o efeito da ação beneficia José Serra, mas evitou ligá-lo diretamente à confecção dos panfletos. "Não é do meu feitio sair acusando sem ter investigação. Sabemos a quem beneficia: ao meu adversário. Se foi ele ou não, resta ser provado."
Ela chamou de "insuficientes" a explicação de Serra para ter nomeado, quando governador, a filha do ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza para cargo de confiança no Palácio dos Bandeirantes. Ele é acusado de desviar R$ 4 milhões supostamente de caixa dois do PSDB
DE SÃO PAULO
Dilma Rousseff definiu como "crime eleitoral" a distribuição dos panfletos assinados por uma diocese ligada à CNBB recomendando voto contra o PT.
"É crime eleitoral. Eu acho que tem uma central de boatos fazendo ofensivas contra a minha candidatura. Que são nitidamente ilegais e merecem ser investigados", disse.
Ela afirmou que o efeito da ação beneficia José Serra, mas evitou ligá-lo diretamente à confecção dos panfletos. "Não é do meu feitio sair acusando sem ter investigação. Sabemos a quem beneficia: ao meu adversário. Se foi ele ou não, resta ser provado."
Ela chamou de "insuficientes" a explicação de Serra para ter nomeado, quando governador, a filha do ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza para cargo de confiança no Palácio dos Bandeirantes. Ele é acusado de desviar R$ 4 milhões supostamente de caixa dois do PSDB
domingo, 17 de outubro de 2010
Jornal Diário do Nordeste : Reprimenda de padre gera tumulto
17/10/2010
Panfleto ligado a tucanos contra Dilma Rousseff causa confusão ao fim da missa de São Francisco em Canindé
A campanha de José Serra no Estado do Ceará terminou com tumulto, ontem à tarde, na gruta da Basílica de Canindé, onde foi celebrada missa dentro dos festejos em homenagem a São Francisco. O motivo da confusão foi a manifestação do celebrante que, mostrando um panfleto entregue por militantes da campanha do tucano dizia que a adversária de Serra, neste segundo turno, Dilma Rousseff (PT), era a favor do aborto. O sacerdote disse que distribuição daquele material não poderia ser atribuída à Igreja.
Irritação
As declarações do padre geraram irritação ao senador Tasso Jereissati (PSDB). Primeiro, o tucano disse que o pároco não poderia fazer tal ação em nome da Igreja, acrescentando que "isso é uma atitude não cristã. Lamento, porque venho aqui desde criança e nunca vi um sermão desse jeito". Tasso declarou que não se sentia constrangido pelo sermão do padre, mas sim pelas bandeiras do Partido dos Trabalhadores (PT) que estavam fora do recinto.
O clima de constrangimento já era visível logo no início da celebração. Poucos minutos depois de José Serra chegar à missa, acompanhado do senador Tasso Jereissati, do ex-governador Lúcio Alcântara (PR) e de outros correligionários, o padre lamentou que algumas pessoas não foram à Igreja com o objetivo de acompanhar a cerimônia. "Se alguém veio com uma outra intenção é melhor se retirar. Não defendo bandeira A ou B, mas a do evangelho', ressaltou, pedindo respeito aos demais presentes que foram ao recinto não para ver o pároco ou aos políticos, mas a São Francisco.
Depois da advertência do padre, a missa transcorreu com naturalidade, até o momento da Comunhão. Após José Serra, Tasso Jereissati e Lúcio Alcântara comungarem, romeiros que estavam na missa, pediam para tirar fotos com os políticos. Tais manifestações geraram novamente irritação ao pároco. "As pessoas que estão fazendo imagem, não é assim que se vê política. Isso é profanação. É lamentável, as pessoas querem comungar e não podem", colocou.
Panfleto
Minutos depois, o padre apresentou o panfleto que estava sendo entregue por manifestantes do PSDB aos presentes na Igreja e pela cidade de Canindé. Ao erguer o panfleto, ele declarou que "estão distribuindo isso aqui (o panfleto) como se fosse da Igreja, o que não é verdade. Não é assim que se faz política, não em nome da Igreja", reforçou. Com a manifestação do padre, o senador Tasso Jereissati se dirigiu às proximidades do altar e afirmou que "o senhor não pode fazer isso", ressaltou. No mesmo momento, José Serra saiu do recinto acompanhado de aliados do PSDB e PR.
O panfleto denunciado pelo pároco, entregue por militantes do PSDB em Canindé, estava intitulado “Juntos pela vida”, com as cores azul e amarelo do PSDB. Porém, o mesmo estava sendo colocado sob responsabilidade do Instituto Vida de Responsabilidade Social, inclusive contendo número de CNPJ e tiragem de 5000 unidades. O documento explicava os “três grandes motivos para não votar na Dilma”. O panfleto ainda colocava que “nós cristãos, estamos chamando você, homem e mulher de bem do Ceará, para fazer parte desta luta contra as grandes ameaças a vida dos brasileiros”, aborda o texto.
Os três pontos abordados no panfleto eram aborto; drogas, armas e morte e a corrupção. No primeiro cita a suposta posição favorável do PT e de Dilma à descriminalização do aborto. O seguinte faz ilações sobre o Partido dos Trabalhadores com as FARC da Colômbia. E o último aborda de forma generalizada todos os escândalos de corrupção do governo Lula, entre os quais o mensalão e o do tráfico de influência de Erenice Guerra na Casa Civil.
Antes de assistir à missa de São Francisco na gruta da Basílica de Canindé, o tucano participou de um ato político envolvendo dirigentes apoiadores de Serra no Estado, como PR, PPS, DEM e PMN. Também esteve presente o senador Mão Santa (PSC/PI), que, este ano, não conseguiu se reeleger. Em seu discurso, José Serra afirmou que iria tirar do papel as obras que ainda não foram iniciadas e outras não concluídas como Refinaria, Siderúrgica e o Metrofor. Serra aproveitou o ensejo para enaltecer a parceria de ambos quando ele foi ministro do Planejamento e Tasso governador do Ceará. “Nós construímos o Porto do Pecém e Castanhão, essas são obras que terminaram e não obras de saliva”, disse.
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Panfleto ligado a tucanos contra Dilma Rousseff causa confusão ao fim da missa de São Francisco em Canindé
A campanha de José Serra no Estado do Ceará terminou com tumulto, ontem à tarde, na gruta da Basílica de Canindé, onde foi celebrada missa dentro dos festejos em homenagem a São Francisco. O motivo da confusão foi a manifestação do celebrante que, mostrando um panfleto entregue por militantes da campanha do tucano dizia que a adversária de Serra, neste segundo turno, Dilma Rousseff (PT), era a favor do aborto. O sacerdote disse que distribuição daquele material não poderia ser atribuída à Igreja.
Irritação
As declarações do padre geraram irritação ao senador Tasso Jereissati (PSDB). Primeiro, o tucano disse que o pároco não poderia fazer tal ação em nome da Igreja, acrescentando que "isso é uma atitude não cristã. Lamento, porque venho aqui desde criança e nunca vi um sermão desse jeito". Tasso declarou que não se sentia constrangido pelo sermão do padre, mas sim pelas bandeiras do Partido dos Trabalhadores (PT) que estavam fora do recinto.
O clima de constrangimento já era visível logo no início da celebração. Poucos minutos depois de José Serra chegar à missa, acompanhado do senador Tasso Jereissati, do ex-governador Lúcio Alcântara (PR) e de outros correligionários, o padre lamentou que algumas pessoas não foram à Igreja com o objetivo de acompanhar a cerimônia. "Se alguém veio com uma outra intenção é melhor se retirar. Não defendo bandeira A ou B, mas a do evangelho', ressaltou, pedindo respeito aos demais presentes que foram ao recinto não para ver o pároco ou aos políticos, mas a São Francisco.
Depois da advertência do padre, a missa transcorreu com naturalidade, até o momento da Comunhão. Após José Serra, Tasso Jereissati e Lúcio Alcântara comungarem, romeiros que estavam na missa, pediam para tirar fotos com os políticos. Tais manifestações geraram novamente irritação ao pároco. "As pessoas que estão fazendo imagem, não é assim que se vê política. Isso é profanação. É lamentável, as pessoas querem comungar e não podem", colocou.
Panfleto
Minutos depois, o padre apresentou o panfleto que estava sendo entregue por manifestantes do PSDB aos presentes na Igreja e pela cidade de Canindé. Ao erguer o panfleto, ele declarou que "estão distribuindo isso aqui (o panfleto) como se fosse da Igreja, o que não é verdade. Não é assim que se faz política, não em nome da Igreja", reforçou. Com a manifestação do padre, o senador Tasso Jereissati se dirigiu às proximidades do altar e afirmou que "o senhor não pode fazer isso", ressaltou. No mesmo momento, José Serra saiu do recinto acompanhado de aliados do PSDB e PR.
O panfleto denunciado pelo pároco, entregue por militantes do PSDB em Canindé, estava intitulado “Juntos pela vida”, com as cores azul e amarelo do PSDB. Porém, o mesmo estava sendo colocado sob responsabilidade do Instituto Vida de Responsabilidade Social, inclusive contendo número de CNPJ e tiragem de 5000 unidades. O documento explicava os “três grandes motivos para não votar na Dilma”. O panfleto ainda colocava que “nós cristãos, estamos chamando você, homem e mulher de bem do Ceará, para fazer parte desta luta contra as grandes ameaças a vida dos brasileiros”, aborda o texto.
Os três pontos abordados no panfleto eram aborto; drogas, armas e morte e a corrupção. No primeiro cita a suposta posição favorável do PT e de Dilma à descriminalização do aborto. O seguinte faz ilações sobre o Partido dos Trabalhadores com as FARC da Colômbia. E o último aborda de forma generalizada todos os escândalos de corrupção do governo Lula, entre os quais o mensalão e o do tráfico de influência de Erenice Guerra na Casa Civil.
Antes de assistir à missa de São Francisco na gruta da Basílica de Canindé, o tucano participou de um ato político envolvendo dirigentes apoiadores de Serra no Estado, como PR, PPS, DEM e PMN. Também esteve presente o senador Mão Santa (PSC/PI), que, este ano, não conseguiu se reeleger. Em seu discurso, José Serra afirmou que iria tirar do papel as obras que ainda não foram iniciadas e outras não concluídas como Refinaria, Siderúrgica e o Metrofor. Serra aproveitou o ensejo para enaltecer a parceria de ambos quando ele foi ministro do Planejamento e Tasso governador do Ceará. “Nós construímos o Porto do Pecém e Castanhão, essas são obras que terminaram e não obras de saliva”, disse.
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SERRA
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
“A CNBB está vivendo um momento difícil”, diz Dom Demétrio
qua, 2010-10-13 14:57 — admin
Nacional
Bispo de Jales (SP) critica o que chama de manipulação feita por alguns bispos
13/10/2010
Eduardo Sales de Lima
Da Redação
“Não foi, oficialmente, a CNBB que explorou eleitoralmente a questão do aborto”. É o que esclarece Dom Demétrio Valentini, numa breve entrevista por correio eletrônico ao Brasil de Fato.
Segundo ele, certos episódios, como a distribuição de panfletos como o texto intitulado “Apelo aos fiéis”, distribuídos em algumas igrejas católicas paulistas, em plena campanha eleitoral, ameaçam seriamente a instituição. Abaixo a entrevista.
Brasil de Fato - Dom Demétrio, você achou legítima e democrática a distribuição de panfletos contra a candidatura de Dilma Roussef (PT) pela Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)? Por quê?
Dom Demétrio Valentini - Já temos agora a declaração oficial da Presidência da CNBB, emitida no dia 08 de outubro, denunciando a manipulação feita, envolvendo indevidamente o nome da CNBB. Diz textualmente a Nota da Presidência da CNBB: "Lamentamos profundamente que o nome da CNBB - e da própria Igreja Católica, tenha sido usado indevidamente ao longo da campanha, sendo objeto de manipulação". A Nota da Presidência da CNBB se refere, evidentemente, à farta distribuição de folhetos, que usavam a "recomendação" feita pelo Sul 1, apresentando-a como se fosse uma recomendação oficial da própria CNBB.
É o caso típico de manipulação, com a clara intenção de enganar o eleitor. Infelizmente, foi o que a "recomendação" do Sul 1 proporcionou.
Essas eleições têm causado desconforto entre os bispos da CNBB?
A CNBB está vivendo um momento difícil, que certamente demandará uma profunda avaliação, passadas as eleições, para analisar com serenidade de espírito os episódios que estão ocorrendo nesta campanha eleitoral e que ameaçam seriamente a credibilidade desta instituição, que já deu no passado importante contribuição para a sociedade brasileira.
O senhor acredita que a questão do aborto, por exemplo, tem sido explorada de uma forma extremamente eleitoral por parte da CNBB e que, desse modo, alimenta enormemente os votos nos tucanos?
De novo é preciso reafirmar com clareza: não foi, oficialmente, a CNBB que explorou eleitoralmente a questão do aborto. É evidente que está havendo uma exploração eleitoral do questão do aborto. E para isto estão utilizando posicionamentos pessoais de alguns bispos e padres, para apresentar estes posicionamentos com se fossem da CNBB. Esta é a instrumentalização que está sendo feita. E os bispos e padres que usam a religião para manifestar publicamente sua opção partidária, deveriam se dar conta de quanto estão sendo explorados pelos partidários de uma determinada candidatura.
Alguns sociólogos afirmaram que o voto em Marina foi, sobretudo, uma resposta ao caráter antirreligioso da candidatura de Dilma Roussef, e denominaram isso como uma demonstração de uma face fascista do Brasil. Como o senhor analisa isso?
Pode ser que isto ajude a entender o resultado do primeiro turno. O fato evidente é que esta campanha está mostrando problemas muito sérios, existentes em nossa sociedade brasileira. Existem os saudosistas da ditadura militar, há ódios e rancores represados que começam perigosamente a se manifestar, há posturas religiosas fundamentalistas, que se aproximam perigosamente do fanatismo. Tudo isto nos desafia a todos e nos convoca para o bom senso e para a responsabilidade
Nacional
Bispo de Jales (SP) critica o que chama de manipulação feita por alguns bispos
13/10/2010
Eduardo Sales de Lima
Da Redação
“Não foi, oficialmente, a CNBB que explorou eleitoralmente a questão do aborto”. É o que esclarece Dom Demétrio Valentini, numa breve entrevista por correio eletrônico ao Brasil de Fato.
Segundo ele, certos episódios, como a distribuição de panfletos como o texto intitulado “Apelo aos fiéis”, distribuídos em algumas igrejas católicas paulistas, em plena campanha eleitoral, ameaçam seriamente a instituição. Abaixo a entrevista.
Brasil de Fato - Dom Demétrio, você achou legítima e democrática a distribuição de panfletos contra a candidatura de Dilma Roussef (PT) pela Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)? Por quê?
Dom Demétrio Valentini - Já temos agora a declaração oficial da Presidência da CNBB, emitida no dia 08 de outubro, denunciando a manipulação feita, envolvendo indevidamente o nome da CNBB. Diz textualmente a Nota da Presidência da CNBB: "Lamentamos profundamente que o nome da CNBB - e da própria Igreja Católica, tenha sido usado indevidamente ao longo da campanha, sendo objeto de manipulação". A Nota da Presidência da CNBB se refere, evidentemente, à farta distribuição de folhetos, que usavam a "recomendação" feita pelo Sul 1, apresentando-a como se fosse uma recomendação oficial da própria CNBB.
É o caso típico de manipulação, com a clara intenção de enganar o eleitor. Infelizmente, foi o que a "recomendação" do Sul 1 proporcionou.
Essas eleições têm causado desconforto entre os bispos da CNBB?
A CNBB está vivendo um momento difícil, que certamente demandará uma profunda avaliação, passadas as eleições, para analisar com serenidade de espírito os episódios que estão ocorrendo nesta campanha eleitoral e que ameaçam seriamente a credibilidade desta instituição, que já deu no passado importante contribuição para a sociedade brasileira.
O senhor acredita que a questão do aborto, por exemplo, tem sido explorada de uma forma extremamente eleitoral por parte da CNBB e que, desse modo, alimenta enormemente os votos nos tucanos?
De novo é preciso reafirmar com clareza: não foi, oficialmente, a CNBB que explorou eleitoralmente a questão do aborto. É evidente que está havendo uma exploração eleitoral do questão do aborto. E para isto estão utilizando posicionamentos pessoais de alguns bispos e padres, para apresentar estes posicionamentos com se fossem da CNBB. Esta é a instrumentalização que está sendo feita. E os bispos e padres que usam a religião para manifestar publicamente sua opção partidária, deveriam se dar conta de quanto estão sendo explorados pelos partidários de uma determinada candidatura.
Alguns sociólogos afirmaram que o voto em Marina foi, sobretudo, uma resposta ao caráter antirreligioso da candidatura de Dilma Roussef, e denominaram isso como uma demonstração de uma face fascista do Brasil. Como o senhor analisa isso?
Pode ser que isto ajude a entender o resultado do primeiro turno. O fato evidente é que esta campanha está mostrando problemas muito sérios, existentes em nossa sociedade brasileira. Existem os saudosistas da ditadura militar, há ódios e rancores represados que começam perigosamente a se manifestar, há posturas religiosas fundamentalistas, que se aproximam perigosamente do fanatismo. Tudo isto nos desafia a todos e nos convoca para o bom senso e para a responsabilidade
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domingo, 10 de outubro de 2010
CNBB critica no Globo sites que atribuíam declarações de religiosos à própria CNBB. É o caso do Globo
blog do favre
O jornal O Globo publica hoje declarações do presidente da CNBB. Nelas o prelado que preside a instância máxima da igreja católica no Brasil critica sites que atribuíram à CNBB posição a favor ou contra determinados candidatos. Talvez sem saber, o presidente da CNBB estava questionando o próprio portal do Globo, que em 21 de julho 2010 publicou carta de um sacerdote com a manchete “Em carta, CNBB pede que fiéis não votem em Dilma”. Uma manipulação inverídica, como denuncia no próprio jornal dom Geraldo Lyrio Rocha.
Jailton de Carvalho – O Globo
BRASÍLIA. O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Geraldo Lyrio Rocha, criticou ontem o uso indevido do nome da CNBB e da Igreja Católica durante a campanha eleitoral.
Em nota divulgada no início da tarde, dom Geraldo diz que a CNBB foi alvo de manipulação. No mesmo texto, o líder religioso apela para que os fiéis usem como critério de escolha o respeito incondicional à vida. Na reta final do primeiro turno, alguns padres pregaram voto contra a candidata Dilma Rousseff porque o PT seria contra o aborto.
“Reafirmamos, ainda, que a CNBB não indica nenhum candidato, e recordamos que a escolha é um ato livre e consciente de cada cidadão.
Diante de tão grande responsabilidade, exor tamos os fiéis católicos a terem presentes critérios éticos, entre os quais se incluem especialmente o respeito incondicional à vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana”, diz o texto assinado por dom Geraldo, pelo vicepresidente da CNBB, dom Luiz Soares Viera e pelo secretário da instituição, dom Dimas Lara Barbosa.
Sites atribuíram à CNBB declarações de religiosos
A questão do aborto se tornou um dos temas centrais da campanha eleitoral para a Presidência da República nas últimas semanas. Para alguns analistas políticos, a discussão do tema teria sido um dos fatores que empurraram as eleições para o segundo turno.
O bispo dom Luiz Gonzaga Bergonzini, da diocese de Guarulhos, e o padre Joãozinho, da Renovação Carismática, pediram para os fiéis não votarem em Dilma Rousseff porque o PT teria fechado questão pela legalização do aborto. As informações foram divulgadas em algumas páginas na internet como se fossem posições oficiais da CNBB.
“Lamentamos profundamente que o nome da CNBB — e da própria Igreja Católica — tenha sido usado indevidamente ao longo da campanha, sendo objeto de manipulação”, diz a nota assinada por dom Geraldo. O religioso não aponta, no entanto, quem teria manipulado as informações. No texto, dom Geraldo, diz que “é direito — e, mesmo, dever — de cada bispo, em sua diocese, orientar seus próprios diocesanos, sobretudo em assuntos que dizem respeito à fé e à moral cristã”. Mas ressalva que a entidade que dirige não indica em que os fiéis devem votar
O jornal O Globo publica hoje declarações do presidente da CNBB. Nelas o prelado que preside a instância máxima da igreja católica no Brasil critica sites que atribuíram à CNBB posição a favor ou contra determinados candidatos. Talvez sem saber, o presidente da CNBB estava questionando o próprio portal do Globo, que em 21 de julho 2010 publicou carta de um sacerdote com a manchete “Em carta, CNBB pede que fiéis não votem em Dilma”. Uma manipulação inverídica, como denuncia no próprio jornal dom Geraldo Lyrio Rocha.
Jailton de Carvalho – O Globo
BRASÍLIA. O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Geraldo Lyrio Rocha, criticou ontem o uso indevido do nome da CNBB e da Igreja Católica durante a campanha eleitoral.
Em nota divulgada no início da tarde, dom Geraldo diz que a CNBB foi alvo de manipulação. No mesmo texto, o líder religioso apela para que os fiéis usem como critério de escolha o respeito incondicional à vida. Na reta final do primeiro turno, alguns padres pregaram voto contra a candidata Dilma Rousseff porque o PT seria contra o aborto.
“Reafirmamos, ainda, que a CNBB não indica nenhum candidato, e recordamos que a escolha é um ato livre e consciente de cada cidadão.
Diante de tão grande responsabilidade, exor tamos os fiéis católicos a terem presentes critérios éticos, entre os quais se incluem especialmente o respeito incondicional à vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana”, diz o texto assinado por dom Geraldo, pelo vicepresidente da CNBB, dom Luiz Soares Viera e pelo secretário da instituição, dom Dimas Lara Barbosa.
Sites atribuíram à CNBB declarações de religiosos
A questão do aborto se tornou um dos temas centrais da campanha eleitoral para a Presidência da República nas últimas semanas. Para alguns analistas políticos, a discussão do tema teria sido um dos fatores que empurraram as eleições para o segundo turno.
O bispo dom Luiz Gonzaga Bergonzini, da diocese de Guarulhos, e o padre Joãozinho, da Renovação Carismática, pediram para os fiéis não votarem em Dilma Rousseff porque o PT teria fechado questão pela legalização do aborto. As informações foram divulgadas em algumas páginas na internet como se fossem posições oficiais da CNBB.
“Lamentamos profundamente que o nome da CNBB — e da própria Igreja Católica — tenha sido usado indevidamente ao longo da campanha, sendo objeto de manipulação”, diz a nota assinada por dom Geraldo. O religioso não aponta, no entanto, quem teria manipulado as informações. No texto, dom Geraldo, diz que “é direito — e, mesmo, dever — de cada bispo, em sua diocese, orientar seus próprios diocesanos, sobretudo em assuntos que dizem respeito à fé e à moral cristã”. Mas ressalva que a entidade que dirige não indica em que os fiéis devem votar
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SEGUNDO TURNO
sábado, 9 de outubro de 2010
Bispos rejeitam "uso indevido" da CNBB
Reproduzo documento assinado pelo presidente da Conferência Nacional dos Bispos dos Brasil (CNBB):
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, por meio de sua Presidência, congratula-se com o Povo Brasileiro pelo exercício da cidadania na realização do primeiro turno das eleições gerais, quando foram eleitos os representantes para o Poder Legislativo e definidos os Governadores de diversas unidades da Federação, bem como o nome daqueles que serão submetidos a novo escrutínio em 2º turno, para a Presidência da República e alguns governos estaduais e distrital.
A CNBB congratula-se também pelos frutos benéficos decorrentes da aprovação da Lei da Ficha Limpa, que está oferecendo um novo paradigma para o processo eleitoral, mesmo se ainda tantos obstáculos a essa Lei tenham de ser superados.
Entretanto, lamentamos profundamente que o nome da CNBB - e da própria Igreja Católica - tenha sido usado indevidamente ao longo da campanha, sendo objeto de manipulação. Certamente, é direito - e, mesmo, dever - de cada Bispo, em sua Diocese, orientar seus próprios diocesanos, sobretudo em assuntos que dizem respeito à fé e à moral cristã. A CNBB é um organismo a serviço da comunhão e do diálogo entre os Bispos, de planejamento orgânico da pastoral da Igreja no Brasil, e busca colaborar na edificação de uma sociedade justa, fraterna e solidária.
Neste sentido, queremos reafirmar os termos da Nota de 16.09.2010, na qual esclarecemos que "falam em nome da CNBB somente a Assembléia Geral, o Conselho Permanente e a Presidência". Recordamos novamente que, da parte da CNBB, permanece como orientação, neste momento de expressão do exercício da cidadania em nosso País, a Declaração sobre o Momento Político Nacional, aprovada este ano em sua 48ª Assembléia Geral.
Reafirmamos, ainda, que a CNBB não indica nenhum candidato, e recordamos que a escolha é um ato livre e consciente de cada cidadão. Diante de tão grande responsabilidade, exortamos os fiéis católicos a terem presentes critérios éticos, entre os quais se incluem especialmente o respeito incondicional à vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana.
Confiando na intercessão de Nossa Senhora Aparecida, invocamos as bênçãos de Deus para todo o Povo Brasileiro.
Brasília, 08 de outubro de 2010
Dom Geraldo Lyrio Rocha Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Mariana Arcebispo de Manaus
Presidente da CNBB Vice-Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, por meio de sua Presidência, congratula-se com o Povo Brasileiro pelo exercício da cidadania na realização do primeiro turno das eleições gerais, quando foram eleitos os representantes para o Poder Legislativo e definidos os Governadores de diversas unidades da Federação, bem como o nome daqueles que serão submetidos a novo escrutínio em 2º turno, para a Presidência da República e alguns governos estaduais e distrital.
A CNBB congratula-se também pelos frutos benéficos decorrentes da aprovação da Lei da Ficha Limpa, que está oferecendo um novo paradigma para o processo eleitoral, mesmo se ainda tantos obstáculos a essa Lei tenham de ser superados.
Entretanto, lamentamos profundamente que o nome da CNBB - e da própria Igreja Católica - tenha sido usado indevidamente ao longo da campanha, sendo objeto de manipulação. Certamente, é direito - e, mesmo, dever - de cada Bispo, em sua Diocese, orientar seus próprios diocesanos, sobretudo em assuntos que dizem respeito à fé e à moral cristã. A CNBB é um organismo a serviço da comunhão e do diálogo entre os Bispos, de planejamento orgânico da pastoral da Igreja no Brasil, e busca colaborar na edificação de uma sociedade justa, fraterna e solidária.
Neste sentido, queremos reafirmar os termos da Nota de 16.09.2010, na qual esclarecemos que "falam em nome da CNBB somente a Assembléia Geral, o Conselho Permanente e a Presidência". Recordamos novamente que, da parte da CNBB, permanece como orientação, neste momento de expressão do exercício da cidadania em nosso País, a Declaração sobre o Momento Político Nacional, aprovada este ano em sua 48ª Assembléia Geral.
Reafirmamos, ainda, que a CNBB não indica nenhum candidato, e recordamos que a escolha é um ato livre e consciente de cada cidadão. Diante de tão grande responsabilidade, exortamos os fiéis católicos a terem presentes critérios éticos, entre os quais se incluem especialmente o respeito incondicional à vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana.
Confiando na intercessão de Nossa Senhora Aparecida, invocamos as bênçãos de Deus para todo o Povo Brasileiro.
Brasília, 08 de outubro de 2010
Dom Geraldo Lyrio Rocha Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Mariana Arcebispo de Manaus
Presidente da CNBB Vice-Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
CNBB lamenta uso idevido do nome da igreja nas eleições
08.10.2010
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota em que lamenta profundamente o uso indevido da Igreja Católica e de temas religiosos na campanha eleitoral e lembra que o voto é um ato livre e consciente de cada cidadão.
Segundo a CNBB, os bispos têm o direito e o dever de orientar os fiéis em assuntos relacionados à fé e à moral cristão. Contudo, ressalta que apenas a Assembleia Geral, o Conselho Permanente e a Presidência estão autorizados a falar em nome da CNBB.
“Lamentamos profundamente que o nome da CNBB - e da própria Igreja Católica – tenha sido usado indevidamente ao longo da campanha, sendo objeto de manipulação. A CNBB é um organismo a serviço da comunhão e do diálogo entre os Bispos, de planejamento orgânico da pastoral da Igreja no Brasil, e busca colaborar na edificação de uma sociedade justa, fraterna e solidária”, diz a nota.
Em entrevista coletiva, o secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, condenou a manipulação de temas religiosos, como a defesa da vida, com interesse eleitoral.
“A gente pode perceber que existem manipulações, às vezes, de aspectos da religião com interesses ideológicos. E isso não é deste processo eleitoral, vem de outras épocas. Sem dúvida alguma, nas outras eleições isso também aconteceu”, disse Dom Dimas.
Segundo ele, o aborto deixou de ser um tema “periférico” no debate eleitoral e assumiu “grave importância”. “É chegado o momento em que os candidatos vão ter a oportunidade de mostrar suas posições claramente para os eleitores.”
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota em que lamenta profundamente o uso indevido da Igreja Católica e de temas religiosos na campanha eleitoral e lembra que o voto é um ato livre e consciente de cada cidadão.
Segundo a CNBB, os bispos têm o direito e o dever de orientar os fiéis em assuntos relacionados à fé e à moral cristão. Contudo, ressalta que apenas a Assembleia Geral, o Conselho Permanente e a Presidência estão autorizados a falar em nome da CNBB.
“Lamentamos profundamente que o nome da CNBB - e da própria Igreja Católica – tenha sido usado indevidamente ao longo da campanha, sendo objeto de manipulação. A CNBB é um organismo a serviço da comunhão e do diálogo entre os Bispos, de planejamento orgânico da pastoral da Igreja no Brasil, e busca colaborar na edificação de uma sociedade justa, fraterna e solidária”, diz a nota.
Em entrevista coletiva, o secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, condenou a manipulação de temas religiosos, como a defesa da vida, com interesse eleitoral.
“A gente pode perceber que existem manipulações, às vezes, de aspectos da religião com interesses ideológicos. E isso não é deste processo eleitoral, vem de outras épocas. Sem dúvida alguma, nas outras eleições isso também aconteceu”, disse Dom Dimas.
Segundo ele, o aborto deixou de ser um tema “periférico” no debate eleitoral e assumiu “grave importância”. “É chegado o momento em que os candidatos vão ter a oportunidade de mostrar suas posições claramente para os eleitores.”
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SEGUNDO TURNO
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Atenção José Serra-Zé Baixaria: Uso eleitoral da "fé cristã" é lamentável, critica CNBB e sai em defesa de Dilma
A Comissão Brasileira Justiça e Paz, da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), divulgou uma nota pública para condenar o uso da fé cristã no processo eleitoral. O documento surge depois das acusações contra a candidata Dilma Rousseff (PT), que nega ser favorável ao aborto. "Muitos grupos, em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente", diz a nota.
Critica-se também a nota da Regional Sul 1, que não recomendou o voto em Dilma. A CNBB nacional condenou o texto e afirmou que não representa o pensamento da entidade. "Continua sendo instrumentalizada eleitoralmente a nota da presidência do Regional Sul 1 da CNBB, fato que consideramos lamentável, porque tem levado muitos católicos a se afastarem de nossas comunidades e paróquias", denuncia a comissão.
Leia a íntegra.
Nota da Comissão Brasileira Justiça e Paz
O MOMENTO POLÍTICO E A RELIGIÃO
"Amor e Verdade se encontrarão. Justiça e Paz se abraçarão" (Salmo 85)
"A Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) está preocupada com o momento político na sua relação com a religião. Muitos grupos, em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente. Desconsideram a manifestação da presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil de 16 de setembro, "Na proximidade das eleições", quando reiterou a posição da 48ª Assembléia Geral da entidade, realizada neste ano em Brasília. Esses grupos continuaram, inclusive, usando o nome da CNBB, induzindo erroneamente os fiéis a acreditarem que ela tivesse imposto veto a candidatos nestas eleições.
Continua sendo instrumentalizada eleitoralmente a nota da presidência do Regional Sul 1 da CNBB, fato que consideramos lamentável, porque tem levado muitos católicos a se afastarem de nossas comunidades e paróquias.
Constrangem nossa conciência cidadã, como cristãos, atos, gestos e discursos que ferem a maturidade da democracia, desrespeitam o direito de livre decisão, confundindo os cristãos e comprometendo a comunhão eclesial.
Os eleitores têm o direito de optar pela candidatura à Presidência da República que sua consciência lhe indicar, como livre escolha, tendo como referencial valores éticos e os princípios da Doutrina Social da Igreja, como promoção e defesa da dignidade da pessoa humana, com a inclusão social de todos os cidadãos e cidadãs, principalmente dos empobrecidos.
Nesse sentido, a CBJP, em parceria com outras entidades, realizou debate, transmitido por emissoras de inspiração cristã, entre as candidaturas à Presidência da Republica no intento de refletir os desafios postos ao Brasil na perspectiva de favorecer o voto consciente e livre. Igualmente, co-patrocinou um subsídio para formação da cidadania, sob o título: "Eleições 2010: chão e horizonte".
A Comissão Brasileira Justiça e Paz, nesse tempo de inquietudes, reafirma os valores e princípios que norteiam seus passos e a herança de pessoas como Dom Helder Câmara, Dom Luciano Mendes, Margarida Alves, Madre Cristina, Tristão de Athayde, Ir. Dorothy, entre tantos outros. Estes, motivados pela fé, defenderam a liberdade, quando vigorava o arbítrio; a defesa e o anúncio da liberdade de expressão, em tempos de censura; a anistia, ampla, geral e irrestrita, quando havia exílios; a defesa da dignidade da pessoa humana, quando se trucidavam e aviltavam pessoas.
Compartilhamos a alegria da luz, em meio a sombras, com os frutos da Lei da Ficha Limpa como aprimoraramento da democracia. Esta Lei de Iniciativa Popular uniu a sociedade e sintonizou toda a igreja com os reclamos de uma política a serviço do bem comum e o zelo pela justiça e paz.
Brasília, 06 de Outubro de 2010.
Comissão Brasileira Justiça e Paz,
Organismo da CNBB"
Critica-se também a nota da Regional Sul 1, que não recomendou o voto em Dilma. A CNBB nacional condenou o texto e afirmou que não representa o pensamento da entidade. "Continua sendo instrumentalizada eleitoralmente a nota da presidência do Regional Sul 1 da CNBB, fato que consideramos lamentável, porque tem levado muitos católicos a se afastarem de nossas comunidades e paróquias", denuncia a comissão.
Leia a íntegra.
Nota da Comissão Brasileira Justiça e Paz
O MOMENTO POLÍTICO E A RELIGIÃO
"Amor e Verdade se encontrarão. Justiça e Paz se abraçarão" (Salmo 85)
"A Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) está preocupada com o momento político na sua relação com a religião. Muitos grupos, em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente. Desconsideram a manifestação da presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil de 16 de setembro, "Na proximidade das eleições", quando reiterou a posição da 48ª Assembléia Geral da entidade, realizada neste ano em Brasília. Esses grupos continuaram, inclusive, usando o nome da CNBB, induzindo erroneamente os fiéis a acreditarem que ela tivesse imposto veto a candidatos nestas eleições.
Continua sendo instrumentalizada eleitoralmente a nota da presidência do Regional Sul 1 da CNBB, fato que consideramos lamentável, porque tem levado muitos católicos a se afastarem de nossas comunidades e paróquias.
Constrangem nossa conciência cidadã, como cristãos, atos, gestos e discursos que ferem a maturidade da democracia, desrespeitam o direito de livre decisão, confundindo os cristãos e comprometendo a comunhão eclesial.
Os eleitores têm o direito de optar pela candidatura à Presidência da República que sua consciência lhe indicar, como livre escolha, tendo como referencial valores éticos e os princípios da Doutrina Social da Igreja, como promoção e defesa da dignidade da pessoa humana, com a inclusão social de todos os cidadãos e cidadãs, principalmente dos empobrecidos.
Nesse sentido, a CBJP, em parceria com outras entidades, realizou debate, transmitido por emissoras de inspiração cristã, entre as candidaturas à Presidência da Republica no intento de refletir os desafios postos ao Brasil na perspectiva de favorecer o voto consciente e livre. Igualmente, co-patrocinou um subsídio para formação da cidadania, sob o título: "Eleições 2010: chão e horizonte".
A Comissão Brasileira Justiça e Paz, nesse tempo de inquietudes, reafirma os valores e princípios que norteiam seus passos e a herança de pessoas como Dom Helder Câmara, Dom Luciano Mendes, Margarida Alves, Madre Cristina, Tristão de Athayde, Ir. Dorothy, entre tantos outros. Estes, motivados pela fé, defenderam a liberdade, quando vigorava o arbítrio; a defesa e o anúncio da liberdade de expressão, em tempos de censura; a anistia, ampla, geral e irrestrita, quando havia exílios; a defesa da dignidade da pessoa humana, quando se trucidavam e aviltavam pessoas.
Compartilhamos a alegria da luz, em meio a sombras, com os frutos da Lei da Ficha Limpa como aprimoraramento da democracia. Esta Lei de Iniciativa Popular uniu a sociedade e sintonizou toda a igreja com os reclamos de uma política a serviço do bem comum e o zelo pela justiça e paz.
Brasília, 06 de Outubro de 2010.
Comissão Brasileira Justiça e Paz,
Organismo da CNBB"
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CNBB: "Muitos grupos, em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente",
Para o secretário-executivo da Comissão Justiça e Paz, Daniel Veitel, Dilma foi a única candidata que se declarou claramente a favor da vida. "O José Serra (presidenciável do PSDB) não tem uma posição clara", disse. Veitel lembrou que a CNBB não impôs veto a ninguém nas eleições. Afirmou ainda que alguns grupos continuam induzindo erroneamente os fiéis a acreditarem nisso.
"Constrangem nossa consciência cidadã, como cristãos, atos, gestos e discursos que ferem a maturidade da democracia, desrespeitam o direito de livre decisão, confundindo os cristãos e comprometendo a comunhão eclesial", afirma a nota da comissão.Agência Estado
"Constrangem nossa consciência cidadã, como cristãos, atos, gestos e discursos que ferem a maturidade da democracia, desrespeitam o direito de livre decisão, confundindo os cristãos e comprometendo a comunhão eclesial", afirma a nota da comissão.Agência Estado
Comissão da CNBB sai em defesa de Dilma
A Comissão Brasileira Justiça e Paz, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), manifestou-se, por meio de nota, "preocupada com o momento político na sua relação com a religião". "Muitos grupos, em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente", afirmou a entidade, no comunicado.
A manifestação deve endereço certo: o bispo de Guarulhos (SP), d. Luiz Gonzaga Bergonzini, que tem pregado o voto contrário à candidata petista Dilma Rousseff e um debate sobre o aborto que tomou conta das campanhas dos dois candidatos à Presidência.
"Dos males, o menor", tem dito d. Luiz Gonzaga, ao defender o voto contrário a Dilma que, segundo ele, apoia o aborto. O bispo tem usado suas missas para acusar Dilma e o PT de terem incluído em seu programa de governo a defesa do aborto. Guarulhos, na Grande São Paulo, tem 1,3 milhão de habitantes.
Para o secretário-executivo da Comissão Justiça e Paz, Daniel Veitel, Dilma foi a única candidata que se declarou claramente a favor da vida. "O José Serra (presidenciável do PSDB) não tem uma posição clara", disse. Veitel lembrou que a CNBB não impôs veto a ninguém nas eleições. Afirmou ainda que alguns grupos continuam induzindo erroneamente os fiéis a acreditarem nisso.
"Constrangem nossa consciência cidadã, como cristãos, atos, gestos e discursos que ferem a maturidade da democracia, desrespeitam o direito de livre decisão, confundindo os cristãos e comprometendo a comunhão eclesial", afirma a nota da comissão.Agência Estado
A manifestação deve endereço certo: o bispo de Guarulhos (SP), d. Luiz Gonzaga Bergonzini, que tem pregado o voto contrário à candidata petista Dilma Rousseff e um debate sobre o aborto que tomou conta das campanhas dos dois candidatos à Presidência.
"Dos males, o menor", tem dito d. Luiz Gonzaga, ao defender o voto contrário a Dilma que, segundo ele, apoia o aborto. O bispo tem usado suas missas para acusar Dilma e o PT de terem incluído em seu programa de governo a defesa do aborto. Guarulhos, na Grande São Paulo, tem 1,3 milhão de habitantes.
Para o secretário-executivo da Comissão Justiça e Paz, Daniel Veitel, Dilma foi a única candidata que se declarou claramente a favor da vida. "O José Serra (presidenciável do PSDB) não tem uma posição clara", disse. Veitel lembrou que a CNBB não impôs veto a ninguém nas eleições. Afirmou ainda que alguns grupos continuam induzindo erroneamente os fiéis a acreditarem nisso.
"Constrangem nossa consciência cidadã, como cristãos, atos, gestos e discursos que ferem a maturidade da democracia, desrespeitam o direito de livre decisão, confundindo os cristãos e comprometendo a comunhão eclesial", afirma a nota da comissão.Agência Estado
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