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O jornal O Globo publica hoje declarações do presidente da CNBB. Nelas o prelado que preside a instância máxima da igreja católica no Brasil critica sites que atribuíram à CNBB posição a favor ou contra determinados candidatos. Talvez sem saber, o presidente da CNBB estava questionando o próprio portal do Globo, que em 21 de julho 2010 publicou carta de um sacerdote com a manchete “Em carta, CNBB pede que fiéis não votem em Dilma”. Uma manipulação inverídica, como denuncia no próprio jornal dom Geraldo Lyrio Rocha.
Jailton de Carvalho – O Globo
BRASÍLIA. O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Geraldo Lyrio Rocha, criticou ontem o uso indevido do nome da CNBB e da Igreja Católica durante a campanha eleitoral.
Em nota divulgada no início da tarde, dom Geraldo diz que a CNBB foi alvo de manipulação. No mesmo texto, o líder religioso apela para que os fiéis usem como critério de escolha o respeito incondicional à vida. Na reta final do primeiro turno, alguns padres pregaram voto contra a candidata Dilma Rousseff porque o PT seria contra o aborto.
“Reafirmamos, ainda, que a CNBB não indica nenhum candidato, e recordamos que a escolha é um ato livre e consciente de cada cidadão.
Diante de tão grande responsabilidade, exor tamos os fiéis católicos a terem presentes critérios éticos, entre os quais se incluem especialmente o respeito incondicional à vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana”, diz o texto assinado por dom Geraldo, pelo vicepresidente da CNBB, dom Luiz Soares Viera e pelo secretário da instituição, dom Dimas Lara Barbosa.
Sites atribuíram à CNBB declarações de religiosos
A questão do aborto se tornou um dos temas centrais da campanha eleitoral para a Presidência da República nas últimas semanas. Para alguns analistas políticos, a discussão do tema teria sido um dos fatores que empurraram as eleições para o segundo turno.
O bispo dom Luiz Gonzaga Bergonzini, da diocese de Guarulhos, e o padre Joãozinho, da Renovação Carismática, pediram para os fiéis não votarem em Dilma Rousseff porque o PT teria fechado questão pela legalização do aborto. As informações foram divulgadas em algumas páginas na internet como se fossem posições oficiais da CNBB.
“Lamentamos profundamente que o nome da CNBB — e da própria Igreja Católica — tenha sido usado indevidamente ao longo da campanha, sendo objeto de manipulação”, diz a nota assinada por dom Geraldo. O religioso não aponta, no entanto, quem teria manipulado as informações. No texto, dom Geraldo, diz que “é direito — e, mesmo, dever — de cada bispo, em sua diocese, orientar seus próprios diocesanos, sobretudo em assuntos que dizem respeito à fé e à moral cristã”. Mas ressalva que a entidade que dirige não indica em que os fiéis devem votar
domingo, 10 de outubro de 2010
CNBB critica no Globo sites que atribuíam declarações de religiosos à própria CNBB. É o caso do Globo
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