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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

mídia,política-psdb e poder - TV Globo esconde sujeira no ninho tucano - Altamiro Borges

O Portal R7 foi o primeiro a retomar as denúncias de corrupção envolvendo as multinacionais Alstom e Siemens e os governos de São Paulo e do Distrito Federal. Na sequência, a TV Record, pertencente ao mesmo grupo, amplificou o escândalo no seu principal telejornal. Outros veículos também repercutiram o caso. Já a TV Globo até agora não abriu o bico – será de tucano? Será que as denúncias não são importantes ou a famiglia Marinho continua com a sua linha editorial de esconder as sujeiras demotucanas?

Segundo o Portal R7, o caso é dos mais escabrosos – justificando a cobertura jornalística de qualquer veículo minimamente ético e imparcial. A reportagem encontrou agora uma testemunha-chave, que detalhou as maracutaias das multinacionais para vencer licitações das obras do Metrô paulistano, da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM) e do Metrô de Brasília, ainda no governo do demo José Roberto Arruda. Ele garante que tudo foi feito irregularmente, mediante pagamento de propinas.

Reuniões em casas noturnas de São Paulo

A testemunha F, conforme relato do R7, acompanhou de perto as negociatas e denuncia que houve superfaturamento de 30% no contrato com a Siemens, em São Paulo. A multinacional alemã repassava a grana à empresa MGE Transportes, responsável pela manutenção de dez trens. O repasse destinava-se exclusivamente ao pagamento de propina. Na realidade, não havia a prestação dos serviços previstos, que constavam apenas como fachada para viabilizar contabilmente os pagamentos, acusa a fonte.

Já no que se refere ao contrato da linha 5 do Metrô de São Paulo, a testemunha afirma que a Alstom influenciou “decisivamente” o edital de licitação para obter vantagens sobre os concorrentes e garantir o controle sobre o processo. “As reuniões para tratar de assuntos que não poderiam constar em atas eram feitas em casas noturnas como o Bahamas”, denuncia. Nos documentos sob investigação, ele aponta os nomes de diretores de áreas comerciais, de engenharia e de obras que comandariam as operações.

Bilhões para subornar “autoridades”

“Um desses diretores ficou encarregado de guardar a sete chaves o documento que estabelecia as regras do jogo. Isto é, o documento que estabelecia o objeto de fornecimento e os preços a serem praticados por cada empresa na licitação. A Alstom, naturalmente, ficou com a maior e a melhor parte do contrato. A Procint e a Constech devolviam parte da comissão para a diretoria da Alstom”, afirma a testemunha ao Portal R7.

Todas as denúncias já foram encaminhadas, com farta documentação, ao Ministério Público de São Paulo. O caso das propinas pagas pelas duas multinacionais também está sendo investigado na Europa. Alstom e Siemens são acusadas de subornar políticos da Europa, África, Ásia e América do Sul. Somente a Siemens desembolsou US$ 2 bilhões em corrupção na fase recente, conforme denúncia de um tribunal de Munique. Reinhard Siekaczek, ex-diretor da empresa, garante que esquema envolveu o Brasil.

Demos e tucanos com insônia

No caso da Alstom, a Justiça da Suíça calcula que ao menos US$ 430 milhões foram utilizados no suborno de políticos, inclusive do Brasil – aonde é acusada de pagar US$ 6,8 milhões em propina para receber um contrato de US$ 45 milhões do Metrô de São Paulo. A forte suspeita de que a maior parte desta grana foi utilizada nas campanhas eleitorais de candidatos do PSDB e do DEM – o que tem deixado os demos e os tucanos com insônia.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

PT - ‘Escudo tucano’ em SP desafia petistas

Diagnóstico feito a partir do resultado das eleições deste ano e passadas deixa PT em estado de alerta e reformulação de estratégias entra na pauta

Malu Delgado – O Estado de S.Paulo
O Estado de São Paulo tem se mostrado como uma espécie de escudo eleitoral que o PT não consegue transpor. O diagnóstico, feito a partir do resultado das eleições deste ano e de pleitos passados, deixa dirigentes do partido em Estado de alerta e exige uma reformulação de estratégias para disputas futuras.

O PT progressivamente aumenta sua penetração entre segmentos populares e de baixa renda, mas seu discurso não tem comovido o eleitor paulista de classes médias mais conservadoras, mais escolarizado e de maior renda nas últimas eleições. As crises de 2005 e 2006 do PT, o mensalão e o dossiê dos aloprados, explicam essa resistência eleitoral, segundo os próprios petistas.

Ainda que José Serra (PSDB) tenha vencido Dilma Rousseff (PT) no Estado por 54,05% a 45,95%, e os petistas tenham considerado o resultado “não catastrófico”, ficou evidenciada a dificuldade de captar votos de eleitores de Marina Silva (PV) no primeiro turno do pleito.

Na capital, o tucano superou a petista por 53,64% a 46,36% dos votos válidos. O mapa de votação na capital em 2008 e 2010, respectivamente nas eleições municipal e presidencial, é um exemplo do bom desempenho do partido nas periferias e da resistência que enfrenta em regiões de renda mais elevada (ver arte ao lado).

Lula. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já sinalizou a dirigentes do partido que vai se dedicar pessoalmente às reformulações e articulações necessárias para fortalecer a sigla nas disputas municipais de 2012.

“O fato é que o PT ainda não conseguiu estabelecer um diálogo com os eleitores paulistas no sentido de ter a maioria dos votos, embora nesta eleição (a governador) quase tenha tido segundo turno em São Paulo”, admite o presidente nacional do partido, José Eduardo Dutra.

Aloizio Mercadante (PT) não conseguiu ir para o segundo turno com Geraldo Alckmin (PSDB) por 72.571 votos. O petista teve, porém, o melhor desempenho eleitoral (35,23% dos votos válidos) do partido se consideradas as eleições a governador desde 1998, quando Marta Suplicy , derrotada por Mário Covas, obteve apenas 22,18% dos votos.

“Ganhamos prefeituras importantes no Estado, mas não temos conseguido atrair o voto da maioria do povo paulista. É um desafio não só para o PT de São Paulo, mas para o PT do Brasil”, acrescenta Dutra.

Segundo ele, o PT já se consolidou como um partido nacional, mas a importância de São Paulo, berço do partido, não pode ser desconsiderada para a sobrevivência política. “O PT já é um partido nacional. Eu não embarco nesta dicotomia que alguns embarcaram dentro do PT de que existe um PT paulista e, portanto, deve existir um PT para se contrapor ao PT de São Paulo. Isso não existe.”

Sem querer impor “lições” ao PT de São Paulo, Dutra reconhece que “o PT do Brasil tem que ajudar o PT de São Paulo a encontrar um melhor discurso para ganhar mais votos no Estado”.

Agenda. O presidente do PT no Estado, Edinho Silva, já levou o problema à executiva partidária na última semana e preparou um cronograma de seminários pelo Estado ao longo do ano de 2011 para tentar reaproximar o PT de setores da juventude e acadêmicos. Para ele, essa é uma agenda urgente para o partido que não pode ser adiada.

“As eleições mostraram que temos uma dificuldade eleitoral maior onde setores de classe média são mais extensos. O balanço nacional mostra que há uma resistência dos setores médios ao PT, e é em São Paulo onde encontramos a maior dificuldade”, reconhece Edinho Silva. O petista defende, ainda, que o PT seja oposição crítica a Alckmin, mas apoie projetos que forem considerados positivos para o Estado.

“Se ele apresentar um projeto repensando o modelo de desenvolvimento do interior do Estado, por exemplo, por que o PT precisa ser contra?”, indaga.

O presidente nacional do PT sugere que seja feita uma “análise do perfil político e socioeconômico do Estado” para checar “quais são os anseios da maior parte da população paulista e ver em que o atual discurso do partido se choca com esses anseios”.

“Não tenho como dar lição para o PT de São Paulo e os paulistas, mas o PSDB já vai para 20 anos de governo. Isso mostra que o PT de São Paulo tem que encontrar seu caminho”, diz o sergipano José Eduardo Dutra.

Armadilha. Para o coordenador da campanha de Aloizio Mercadante e prefeito de Osasco, Emídio de Souza, “o PT precisa fugir da armadilha de ser um partido das periferias”.

O prefeito cita alguns exemplos. Em Francisco Mourato, onde predomina uma população de baixa renda, a vitória de Dilma foi avassaladora.

Em cidades médias como São Caetano, São José dos Campos e Campinas a derrota petista é mais retumbante. “Nas dez maiores cidades do Estado o PT só ganhou em Osasco e São Bernardo”, disse.

Ainda que se sinta frustrado por conta de a disputa no Estado não ter ido para um segundo turno por tão poucos votos, Emídio de Souza destaca que há uma evolução eleitoral gradual: “São Paulo está deixando de ser uma cidadela intransponível para o Partido dos Trabalhadores

domingo, 7 de novembro de 2010

JANIO DE FREITAS - PSDB, A história perdida

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A história que o PSDB não defende é aquela que lhe deu vida para ser o partido da "social-democracia"
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ENTRE AS MUITAS reordenações que os resultados eleitorais vão trazer ao quadro das forças políticas, a mais interessante promete ser a da face e destino que os senhores do PSDB, por deliberação ou por omissão, querem legar ao seu partido.
A batalha que Michel Temer considera iniciada, para tirar do PMDB a marca (e a obsessão) de partido do fisiologismo, também oferece interesse, temperado por ceticismo. Interesse não suscitado pelo PT, onde não há ilusões de que se imponha a Dilma Rousseff e vicejam apenas esperanças de bom convívio; nem pelo PSB, em momento de indigestão com seis governadores eleitos e, ainda, com sua bandeira social à espera de passar de certo fisiologismo da direção para a presença visível no jogo político. A situação do PSDB é, sem dúvida, a mais atraente de observação.
Fernando Henrique Cardoso e Aécio Neves, antes mesmo de completada uma semana das eleições, tornaram públicas suas cobranças de redefinições grandes no partido. O primeiro, entre sucessivas alfinetadas, menos ou mais explícitas, a José Serra e à atualidade peessedebista, deixa em uma frase o resumo conveniente: "Não estou disposto mais a dar endosso a um PSDB que não defenda a sua história". O outro, com visão impessoal, quer nada menos do que "a refundação" do partido.
A história a ser defendida, como Fernando Henrique deixou claro, é a do seu governo, que José Serra e a campanha do partido, pelo país afora, mais uma vez acharam necessário não relembrar ao eleitorado. A exceção se deu na campanha paulista do senador eleito Aloysio Nunes Ferreira, que juntou à sua uma foto de Fernando Henrique. A isso ficou atribuída a votação recordista do candidato, mas, para tanto, foi escondida a farta contribuição da transferência dos votos de Orestes Quércia, feita pelo próprio ao se retirar, para Nunes Ferreira.
Essa aliança de José Serra e do PSDB com Orestes Quércia é simbólica da reviravolta imposta pelos senhores do peessedebismo ao seu partido: o PSDB foi fundado como recusa de um grupo do PMDB de São Paulo a conviver, nem que apenas partidariamente no PMDB, com Orestes Quércia. A história que o PSDB não defende é, portanto, muito mais que a do governo Fernando Henrique. É aquela que lhe deu vida para ser o partido "da social-democracia".
Tal história se encerrou no momento em que Fernando Henrique, em sua primeira candidatura à Presidência, chama o PFL para uma aliança e até lhe dá a candidatura a vice. Desacordo histórico, partidário e ético agravado pela desnecessidade da aliança, porque o motor eleitoral do Plano Real se bastava e, também por isso, o PFL estava condenado a apoiar o candidato do PSDB, qualquer que fosse, contra Lula.
A aliança não se desfez mais. No governo Fernando Henrique, o PFL, por intermédio dos Magalhães da Bahia e outros, tornou-se muito mais influente na Presidência do que o PSDB. José Serra, crítico daquela aliança, copiou-a, inclusive fazendo entrega de candidaturas a vice ao PFL, com esta denominação e já como DEM.
A identidade do PSDB desmoronou antes de consolidar-se. E outra se formou, em escalada de degraus nítidos. Os primeiros, nos dois mandatos de PSDB-PFL; depois, na candidatura extremada de José Serra contra Lula em 2002; em seguida, na de Geraldo Alckmin e nas candidaturas e administrações de Serra em São Paulo.
A recente candidatura de José Serra consolidou a imagem que o PSDB difundiu, de si mesmo, nos últimos 15 anos: cada vez mais, o partido da centro-direita ou direita moderada. Ocupante também do espaço deixado pelo DEM por evaporação.
Nesse PSDB em que Serra pretende ter o papel de relevância, como indicou nas falas pós-eleitorais aqui e agora na França, a proposta de Aécio Neves é de difícil execução. E, seja ou não aceita pelos demais senhores do PSDB, tende a uma confrontação da qual saia alguma novidade interessante. Para o PSDB ou para Aécio Neves e uma corrente de insatisfeitos silenciosos

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Da fragmentação à bipolarização

Jairo Nicolau – O Estado de S.Paulo
Um cientista político americano me confessou sua surpresa quando soube que 22 partidos elegeram deputados federais nas eleições brasileiras de 2010. A surpresa foi ainda maior quando soube que o PT, partido com mais cadeiras, elegeu apenas 88 deputados (17 %). Existem países com alta dispersão partidária, como Bélgica e Israel. Mas a Câmara dos Deputados brasileira é, atualmente, a mais fragmentada do mundo democrático.

Meu interlocutor não revelou, mas um fato torna ainda mais difícil de entender o sistema partidário no País: por que, com 27 partidos registrados há cinco eleições presidenciais, apenas 2 deles, o PT e o PSDB, disputam efetivamente a Presidência? Ou dito de outra maneira: por que temos o Legislativo mais disperso do planeta, e uma disputa presidencial tão concentrada?

As eleições de 2010 acentuaram uma tendência, que começou em meados da década de 1990, de bipolarização do sistema partidário brasileiro. Em um dos polos estão o PT e seus partidos satélites (PCdoB, PSB e PDT); de outro, o PSDB e os seus satélites (DEM e PPS). Esses dois polos organizam a vida administrativa e programática do País. Lembre-se que a regra de verticalização deixou de vigorar neste ano. Apesar disso, nos principais Estados a bipolarização nacional se reproduziu como nunca.

E os outros partidos? PMDB, PTB, PR e PP fazem parte do que chamarei, na falta de nome melhor, de centro-pragmático. São partidos com baixa intensidade ideológica, que participaram dos governos dos dois polos. Além disso, são partidos que se orientam fortemente para a vida política estadual.

Para muitos analistas, o PMDB saiu como o principal partido desta eleição, pois obteve a maior bancada no Senado, a segunda na Câmara dos Deputados e ainda elegeu, pela primeira vez pelo voto direto (Sarney também pertence ao partido), o vice-presidente.

É inegável a força do PMDB, mas existem alguns sinais de que o partido vem perdendo vitalidade no sistema partidário brasileiro. O PMDB elegeu apenas cinco governadores, um único em um dos grandes Estados da Federação (Rio de Janeiro). Em São Paulo, domicílio eleitoral do vice-presidente, o partido elegeu apenas um deputado federal.

Diversas lideranças históricas do partido ou foram derrotadas ou estão saindo da vida política: José Fogaça (RS), Iris Resende (GO), Geddel Vieira Lima (BA), Hélio Costa (MG) e Orestes Quércia (SP). O partido vive uma clara dificuldade de renovação. Quem são suas lideranças emergentes? Consigo pensar em apenas um nome: o do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

PSB. A composição da bancada dos partidos no Congresso apresentou algumas pequenas alterações em 2010. Gostaria de destacar três delas. A primeira é o crescimento do PSB. O partido é a única legenda que vem crescendo sistematicamente no País, notadamente no Nordeste, onde elegeu cinco dos nove governadores. O PSB deslocou o PMDB como principal força do campo progressista na região.

A segunda alteração digna de nota é o desempenho dos Democratas. O antigo PFL disputou a primeira eleição nacional (já havia disputado as municipais de 2008) com o novo nome, mas não conseguiu deter seu declínio eleitoral, que vem acontecendo desde 2002. O partido tem encolhido paulatinamente, particularmente no Nordeste e nos Estados do Sudeste.

Por fim, vale destacar o PV. O partido não conseguiu traduzir em representação no Legislativo o bom desempenho de sua candidata presidencial. A novidade, aqui, refere-se menos ao desempenho eleitoral e mais ao potencial de crescimento. O PV sempre foi nacionalmente um partido pragmático. A candidata Marina já deu sinais de que pretende dar um caráter mais programático ao PV, que o aproximaria da agenda ambientalista europeia.

Para analisar a configuração do sistema partidário brasileiro é fundamental entender que a fragmentação numérica não se traduz em fragmentação doutrinária. A polarização entre o PT e o PSDB, entre o governo e a oposição no plano federal é o que tem organizado a política brasileira. São dois grandes guarda-chuvas, com espaço para abrigar aqueles que, circunstancialmente, querem ser acolhidos.

Pensando nas transformações recentes do sistema partidário brasileiro lembrei-me do sistema de partidos da Itália desta década: alta fragmentação, mas com um alinhamento em dois grandes polos (esquerda e direita). Eleições presidenciais americanas, com uma bipolarização congressual italiana: uma combinação interessante

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Política Polícia flagra distribuição de pacotes de alimentos com bandeira de Serra no RS

PSDB gaúcho nega ter promovido a ação de campanha e alega ter tomado conhecimento por meio da imprensa

Por: Guilherme Amorim, Rede Brasil Atual

Publicado em 22/10/2010, 12:54

Última atualização às 14:01

São Paulo – Em ação conjunta com o Ministério Público do Rio Grande do Sul e a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Estadual gaúcha prendeu três pessoas flagradas distribuindo alimentos no bairro Cohab, município de Coxilha. Além das três prisões, nesta quinta-feira (21), a PF apreendeu um caminhão de campanha de José Serra (PSDB), que ajudava na distribuição das sacolas com a comida e uma bandeira do candidato tucano à Presidência da República.

lei eleitoral proíbe a confecção e distribuição de brindes, alimentos e quaisquer outros bens materiais que possam proporcionar vantagens ao eleitor por parte dos partidos.

A assessoria de comunicação do PSDB do Rio Grande do Sulalegou que só tem conhecimento da apreensão por meio das informações disponíveis na mídia. O partido não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

O caminhão havia saido do comitê central da campanha de Serra em Passo Fundo, segundo os policiais federais. De lá, foi a Coxilha, onde distribuiu cerca de 30 sacolas com alimentos. Na volta, o veículo teve de parar em um posto de pedágio e foi apreendido. As três pessoas foram detidas e encaminhadas à PF de Passo Fundo, duas delas admitiram estarem fazendo a entrega com fins eleitorais. O delegado Celso André é responsável pelo caso.

A denúncia de que o caminhão estava fazendo a distribuição foi recebida pelo promotor eleitoral Paulo Cirne. Foi ele quem alertou o Comando Rodoviário da Brigada Militar, que interceptou o carregamento

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A roupa suja no PSDB

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luisnassif, qui, 21/10/2010 - 14:10
Folha de S.Paulo - Painel - 21/10/2010
RENATA LO PRETE - painel@uol.com.br

Redução de danos

Antes animados com o potencial de estrago do "dossiegate" na campanha de Dilma Rousseff (PT), tucanos passaram a se preocupar com o risco de cizânia interna diante do noticiário sobre o suposto envolvimento do grupo de Aécio Neves na violação de sigilo fiscal de pessoas ligadas a José Serra. "Roupa suja só se lava depois da eleição", diz um dirigente.

Para coordenadores da campanha do PSDB, qualquer sinal de estremecimento entre os dois expoentes nacionais do partido implodiria o plano de Serra de engajar o senador eleito no esforço derradeiro para atrair o eleitorado mineiro no segundo turno.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po2110201001.htm

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Serra defende ex-assessor acusado por líderes do PSDB

O candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, recuperou-se de uma rápida amnésia em relação à existência do engenheiro Paulo Vieira de Souza. Após dizer em Goiania "nunca ter ouvido falar" do engenheiro, nesta terça, Serra não só se lembrou quem ele é como partiu em defesa do mesmo, acusado por integrantes do PSDB de ter desviado recursos destinados à campanha do partido. A amnésia terminou ocorreu após o engenheiro dizer à Folha de S.Paulo, em tom ameaçador que “não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam esse erro”. Serra garantiu que ele é "totalmente inocente". Não foi o que disseram os dirigentes tucanos Eduardo Jorge Caldas e Evandro Losacco. Quem está falando a verdade?

Marco Aurélio Weissheimer

Após negar conhecer o engenheiro Paulo Vieira de Souza, acusado por lideranças do PSDB de ter desviado recursos destinados à campanha eleitoral do partido, o candidato José Serra saiu em defesa do ex-assessor, nesta terça-feira. Ontem, em Goiania, Serra disse que "nunca tinha ouvido falar em Paulo Preto". A amnésia terminou ocorreu após o engenheiro dizer à Folha de S.Paulo, em tom ameaçador que “não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam esse erro”. Serra declarou que “a acusação contra ele é injusta” e que ele é “totalmente inocente”. “Não houve desvio de dinheiro de campanha por parte de ninguém, nem do Paulo Souza”, declarou Serra que procurou atribuir a acusação à candidata Dilma Rousseff (PT). Os autores da acusação, na verdade, são lideranças do PSDB que estão sendo, inclusive, processadas pelo engenheiro inocentado por Serra.

Origem da acusação é o próprio partido de Serra
Dilma Roussef trouxe para o debate público, no debate da TV Bandeirantes, um tema incômodo para a campanha de José Serra: o caso do ex-integrante do governo tucano em São Paulo, Paulo Vieira de Souza, acusado por lideranças do próprio PSDB de ter fugido com R$ 4 milhões que seriam resultado de doações de empresários para a campanha de Serra. Quando Dilma mencionou o caso, “integrantes do PSDB, preocupados com o cerco da imprensa a partir daquele instante, prepararam uma saída à francesa do senador eleito Aloysio Nunes, que mantinha relações estreitas com Vieira de Souza. Minutos depois, o senador eleito deixou o estúdio e não retornou”, relataram os jornalistas Cláudio Leal e Marcela Rocha, em matéria publicada no portal Terra.

Paulo Vieira de Souza, que também é conhecido como Paulo Preto, foi diretor de engenharia da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), sendo responsável por uma grande parte das obras viárias do governo do Estado de São Paulo. Em agosto deste ano, a revista Isto É publicou uma matéria de capa, onde lideranças do PSDB acusaram abertamente o ex-assessor de “ter arrecadado dinheiro de empresários em nome do partido e não entregá-lo para o caixa da campanha”. A matéria da Isto É traz ainda uma declaração de um diretor de uma das empreiteiras responsáveis por obras de remoção de terras no eixo sul do Rodoanel: “não fizemos nenhuma doação irregular, mas o engenheiro Paulo foi apresentado como o interlocutor de Aloysio junto aos empresários”.

Engenheiro teria relação estreita com Aloysio Nunes

Em 2009, Paulo Preto foi eleito Eminente Engenheiro do Ano pelo Instituto de Engenharia de São Paulo. O prêmio foi concedido “por sua excelente gestão dos aspectos institucionais, jurídicos e técnicos na condução de grandes obras governamentais, com brilhantes resultados para a sociedade, administração pública e contratantes.” O engenheiro ingressou com uma ação penal (por calúnia e injúria) contra os dirigentes tucanos Eduardo Jorge Caldas e Evandro Losacco, além dos jornalistas da revista Isto É, Sérgio Pardellas e Claudio Dantas. A reportagem baseou-se no depoimento de oito dos principais líderes e parlamentares do PSDB. Segundo eles, o engenheiro teria arrecadado pelo menos R$ 4 milhões para a campanha eleitoral, mas os recursos não chegaram ao caixa do comitê de Serra.

Ainda segundo a mesma matéria, Paulo Preto mantinha uma relação estreita com Aloysio Nunes, então chefe da Casa Civil do governo Serra, que acabou eleito para o Senado por São Paulo. “Não por acaso, o senador recém-eleito deixou o debate de domingo entre os segundo e terceiro blocos e saiu falando ao telefone evitando falar com jornalistas”, assinala nesta segunda-feira o portal de notícias R7, recordando o seguinte trecho da reportagem da Isto É: “As relações de Aloysio e Paulo Preto são antigas e extrapolam a questão política. Em 2007, familiares do engenheiro fizeram um empréstimo de R$ 300 mil para Aloysio. No final do ano passado, o ex-chefe da Casa Civil afirmou que usou o dinheiro para pagar parte do apartamento adquirido no bairro de Higienópolis e que tudo já foi quitado”.

Os grandes jornais brasileiros deram pouca atenção à denúncia publicada na Isto É. Fosse outro o partido, com muito menos, o barulho provavelmente seria outro. Após algumas notas aqui e ali, o assunto caiu no esquecimento. O desinteresse é notável uma vez que, na reportagem da revista, as fontes são altos integrantes da cúpula tucana. São dois dirigentes do primeiro escalão do PSDB que dizem que o engenheiro arrecadou “antes e depois de definidos os candidatos tucanos às sucessões nacional e estadual”. Segundo o matéria, os R$ 4 milhões seriam referentes apenas ao valor arrecadado antes do lançamento oficial das candidaturas do PSDB, o que teria impedido que o dinheiro fosse declarado, tanto pelo partido quanto pelos supostos doadores.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

PSDBISTA A FAVOR DO ABORTO SOFRE: "DIZIAM QUE EU ERA REPRESENTANTE DO DIABO"

Eva Blay (PSDB-SP), suplente de Fernando Henrique Cardoso que assumiu o Senado em 1993, quando ele virou ministro do governo Itamar Franco, apresentou um projeto para legalizar a prática do aborto no Brasil. Ela relembra que quase foi agredida por grupos religiosos "extremamente violentos" e diz não acreditar que a discussão tenha tirado votos do PT na reta final do primeiro turno eleitoral.



Folha - A senhora apresentou um projeto para legalizar o aborto e ele foi arquivado. Como vê o assunto voltar ao centro dos debates no Brasil?
Eva Blay - Está havendo uma confusão muito grande. Este é um problema da sociedade civil, que tem múltiplas posições a respeito da questão. E infelizmente determinadas igrejas ficam pressionando por uma questão que é de saúde pública.

Como foram as pressões na época do seu projeto?
Convidei pessoas das mais diferentes posições para um debate: cientistas, políticos, várias igrejas. Em Brasília existe um movimento católico carismático que é extremamente violento. Eles invadiram o Senado gritando e carregando cartazes que me agrediam muito fortemente. Diziam que eu era representante do diabo, fizeram insinuações sobre a minha posição como judia. Fizeram uma missa em pleno corredor. E alguns funcionários -isso foi gravíssimo- do Senado que tinham posição contrária ao projeto gritavam e tentavam me agredir. Quem me salvou foi a [senadora] Benedita da Silva [PT-RJ].

Como?
A Benedita tinha ido lá para dar um depoimento terrível. Ela é contra, por suas convicções [Benedita é evangélica]. Mas disse que fez um aborto [quando jovem] porque não queria colocar no mundo mais uma criança para morrer de fome. Todo mundo chorou. Quando [os manifestantes] começaram a me cercar, a Benedita chamou a segurança. Minha filha, que estava lá assistindo, gritava: "Mãe, não responde, não responde!". Ela ficou apavorada.

A igreja interdita o debate?
Eu não sei se é a Igreja Católica como um todo ou se é uma facção. Pela minha experiência, eu acho que é pior com esse grupo carismático. Mas nós vivemos numa República. Eu tenho a referência do judaísmo, que não proíbe o aborto, principalmente quando se trata da saúde da mulher. Uma coisa é a descriminalização. A outra é "vamos fazer aborto livre". Olha, o poder da igreja é muito grande no Brasil. Até na Itália, que é um país católico, foi feito um plebiscito e o aborto hoje é legal.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Jatinho de Tasso Jereissati em queda

terça-feira, 28 de setembro de 2010
BLOG DO MIRO

Por Altamiro Borges

O Instituto Datafolha divulgou hoje (28) pesquisa sobre intenção de voto no Ceará. Para governador, não há novidades. Cid Gomes (PSB) deve vencer com folga no primeiro turno. A disputa esquentou mesmo foi para o Senado. O antes imbatível Tasso Jereissati, um dos tucanos mais raivosos da política nacional, despencou na pesquisa. No início da campanha eleitoral, ele aparecia com 59% das intenções de voto. Agora, está com 44%.

Já os candidatos da base de apoio de presidente Lula cresceram de forma sustentável nas últimas semanas. Eunício Oliveira (PMDB), que iniciou a jornada com 25% dos votos, subiu para 44%, num inédito empate com o tucano. Já José Pimentel (PT) soma agora 36%. A presença de Lula no horário eleitoral na TV, pedindo votos para os dois aliados, é apontada como fator determinante deste impressionante virada de jogo.

Inimigo das forças progressistas

Tasso Jereissati continua com chances de se reeleger, mas seu jatinho apresenta forte turbulência. O sempre petulante senador, que lembra os velhos coronéis, deve estar com enjôo. Nos últimos oito anos, ele ficou famoso por sua “valentia” contra o governo Lula e contra tudo o que há de progressista na sociedade. Atacou os “vândalos do MST”, os “pelegos do sindicalismo” e o “ditador populista” Hugo Chávez.

Num dos seus vários bate-bocas no Senado, quando criticado por ter usado R$ 469 mil dos cofres públicos para abastecer seu jatinho particular, ele esbanjou arrogância ao dar seus berros: “O jato é meu, é meu... O dinheiro é meu, é meu”. A cena foi transmitida ao vivo pela TV Senado e fez sucesso no Youtube. Agora, seu jatinho está em queda livre.

“Pega o beco galeguim”

Caso o grão-tucano não seja reeleito, a juventude cearense deverá sair novamente às ruas, desta vez para comemorar. No final de agosto, ela realizou passeata pelo centro de Fortaleza com a palavra de ordem “chegou a hora. Agora sim, pega o beco galeguim”, que é como o senador “branquela, de zói azul” é conhecido no estado. A manifestação irreverente serviu para criticar o ex-governador, que privatizou várias empresas estatais e nunca tratou como prioridade as áreas sociais, e também para denunciar o atual “senador da direita”.

Ela foi organizada pela União da Juventude Socialista (UJS), Centro Socorro Abreu, Federação de Bairros e Favelas de Fortaleza, Juventude do PT, Juventude Pátria Livre, União Nacional dos Estudantes, União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, Movimentos pela Livre Orientação Sexual e Associação Cearense dos Secundaristas. Agora, elas já se preparam para comemorar uma possível derrota do “coroné”.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

TASSO ADMITE INCOMPETÊNCIA E DIZ: O PSDB precisa passar por um processo de renovação

DA FSP, OPOSIÇÃO

ATÉ TASSO ADMITE INCOMPETÊNCIA DA OPOSIÇÃO DEMOTUCANA E ELOGIA A ECONOMIA

O PSDB "precisará passar por um processo de renovação" se a vitória de Dilma Rousseff (PT) à Presidência se confirmar. Tasso aponta dificuldade em fazer campanha de oposição "quando a economia vai bem", e diz temer pela "influência despudorada" de Lula nas campanhas, diz.
para desvir do óbvio - o fracasso da oposição - apela para o papo furado de sempre:
"Se o Senado não tiver oposição, resistência, a democracia e as instituições correm sério risco."

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Vida, (falta de) paixão e morte dos tucanos

EMIR SADER
CARTAMAIOR

O PSDB nasceu de um grupo de políticos do PMDB basicamente de São Paulo que, derrotados e isolados pelo quercismo, resolveram sair do partido e fundar uma outra agremiação. Era integrado basicamente por cardeais paulistas – Montoro, Covas, FHC -, mais alguns de outras regiões – como José Richa, do Paraná, Tasso Jereissatti, do Ceará.

Na hora de dar um nome ao partido, vieram os impasses, até que surgiu a idéia de encampar a social democracia, sigla vaga no Brasil, apesar de que alguns – entre eles especialmente o Montoro – se definiam como democrata cristãos. Escolheu-se o tucano como símbolo, para tentar dar-lhe uma raiz brasileira.

Era o ano de 1988, a social democracia já estava passando por transformações que mudariam sua natureza. De partido geneticamente vinculado ao Estado de bem estar social, começava a aderir à onda neoliberal, primeiro com Mitterrand, na França, em seguida com Felipe Gonzalez na Espanha. Quando os tucanos aderiram à social democracia, era quando esta já havia aderido à moda neoliberal.

Na própria América Latina Ação Democrática da Venezuela, os socialistas chilenos, o peronismo, o PRI mexicano – que pertenciam à corrente social democrata – já tinham aderido ao neoliberalismo. Foi a essa versão da social democracia que aderiu os PSDB.

Não foi essa a única diferença dos tucanos em relação ao que tinham sido historicamente os partidos social democratas. A social democracia tinha sido uma vertente da esquerda, junto aos comunistas, ambos com profundas raízes sociais, em particular no movimento operário e no movimento sindical. Há ainda uma rede internacional de centrais sindicais ligadas à social democracia.

Nada mais alheio aos tucanos. Nem o PMDB tinha presença sindical, menos ainda eles, que eram um grupo de políticos parlamentares que tinha em Mario Covas sua principal expressão. No entanto, já na eleição presidencial de 1989 aderiram a um “choque de capitalismo” que o Brasil precisaria, como prenuncio de caminhos ideológicos que os tucanos trilhariam no futuro próximo.

A morte de Covas deixou o espaço aberto para outros lideres tucanos, FHC e Serra disputavam a preferência, diante da incompetência de outros lideres regionais, como Tasso Jereissatti, para se projetar nacionalmente. Os tucanos terminaram sendo um partido eminentemente paulista.

Quando FHC assumiu o projeto neoliberal, com o Plano Real, olhava para a França e a Espanha, suas referencias ideológicas, para acreditar que esse seria o caminho da “modernização” no Brasil. FHC se deslumbrou com a globalização – “o novo Renascimento da humanidade” – e a vitoria eleitoral de 1994 lhe confirmou que a via era abandonar o Estado desenvolvimentista pelo da estabilidade monetária e do ajuste fiscal.

Foi o auge do PSDB e o começo do seu fim. Sem lugar para políticas sociais, acreditando que o simples controle inflacionário levaria à distribuição de renda, teve um efêmero sucesso no primeiro governo FHC, mas saiu derrotado nas eleições de 2002, de 2006 e agora de 2010.

Foi uma vida breve, uma glória efêmera e uma morte prematura, para quem nasceu supostamente como social democrata, assumiu o projeto neoliberal no Brasil e foi repudiado pelo voto popular. Nasceu do anti-quercismo e termina indo ao fundo, abraçado com Quercia. Triste fim de um partido das elites do centro-sul, repudiado pelo governo mais popular que o Brasil já teve.


O PSDB nasceu de um grupo de políticos do PMDB basicamente de São Paulo que, derrotados e isolados pelo quercismo, resolveram sair do partido e fundar uma outra agremiação. Era integrado basicamente por cardeais paulistas – Montoro, Covas, FHC -, mais alguns de outras regiões – como José Richa, do Paraná, Tasso Jereissatti, do Ceará.

Na hora de dar um nome ao partido, vieram os impasses, até que surgiu a idéia de encampar a social democracia, sigla vaga no Brasil, apesar de que alguns – entre eles especialmente o Montoro – se definiam como democrata cristãos. Escolheu-se o tucano como símbolo, para tentar dar-lhe uma raiz brasileira.

Era o ano de 1988, a social democracia já estava passando por transformações que mudariam sua natureza. De partido geneticamente vinculado ao Estado de bem estar social, começava a aderir à onda neoliberal, primeiro com Mitterrand, na França, em seguida com Felipe Gonzalez na Espanha. Quando os tucanos aderiram à social democracia, era quando esta já havia aderido à moda neoliberal.

Na própria América Latina Ação Democrática da Venezuela, os socialistas chilenos, o peronismo, o PRI mexicano – que pertenciam à corrente social democrata – já tinham aderido ao neoliberalismo. Foi a essa versão da social democracia que aderiu os PSDB.

Não foi essa a única diferença dos tucanos em relação ao que tinham sido historicamente os partidos social democratas. A social democracia tinha sido uma vertente da esquerda, junto aos comunistas, ambos com profundas raízes sociais, em particular no movimento operário e no movimento sindical. Há ainda uma rede internacional de centrais sindicais ligadas à social democracia.

Nada mais alheio aos tucanos. Nem o PMDB tinha presença sindical, menos ainda eles, que eram um grupo de políticos parlamentares que tinha em Mario Covas sua principal expressão. No entanto, já na eleição presidencial de 1989 aderiram a um “choque de capitalismo” que o Brasil precisaria, como prenuncio de caminhos ideológicos que os tucanos trilhariam no futuro próximo.

A morte de Covas deixou o espaço aberto para outros lideres tucanos, FHC e Serra disputavam a preferência, diante da incompetência de outros lideres regionais, como Tasso Jereissatti, para se projetar nacionalmente. Os tucanos terminaram sendo um partido eminentemente paulista.

Quando FHC assumiu o projeto neoliberal, com o Plano Real, olhava para a França e a Espanha, suas referencias ideológicas, para acreditar que esse seria o caminho da “modernização” no Brasil. FHC se deslumbrou com a globalização – “o novo Renascimento da humanidade” – e a vitoria eleitoral de 1994 lhe confirmou que a via era abandonar o Estado desenvolvimentista pelo da estabilidade monetária e do ajuste fiscal.

Foi o auge do PSDB e o começo do seu fim. Sem lugar para políticas sociais, acreditando que o simples controle inflacionário levaria à distribuição de renda, teve um efêmero sucesso no primeiro governo FHC, mas saiu derrotado nas eleições de 2002, de 2006 e agora de 2010.

Foi uma vida breve, uma glória efêmera e uma morte prematura, para quem nasceu supostamente como social democrata, assumiu o projeto neoliberal no Brasil e foi repudiado pelo voto popular. Nasceu do anti-quercismo e termina indo ao fundo, abraçado com Quercia. Triste fim de um partido das elites do centro-sul, repudiado pelo governo mais popular que o Brasil já teve.

domingo, 14 de junho de 2009

OPOSIÇÃO - QUE OPOSIÇÃO?!

A comparação entre o governo FHC e o governo Lula volta sempre à pauta.
Agora é a comparação entre as oposições em ambos os governos.

A oposição petista tinha um valor diferente dessa oposição demotucana que não tem nenhum projeto para o país e se debate no meio da dita falência neonliberal no mundo…

A diferença é imensa.

Foi e é o projeto petista (no meio das dificuldades de lidar com forças retrógradas que representam um certo atraso político) que pensa o país de e para todos contra o vazio escandalizador demotucano que serve de pauta para uma certa grande mídia denominada golpista ou que representa o poder conservador - uma força aparentemente imbatível mas que já não é mais hegemônica.

Não é mais hegemônica justamente pelo projeto do PT de inluir a maioria da população e do país e não se restringir a determinados interesses que não representam toda a sociedade.
O PT inclui, os demotucanos excluem - querem maior diferença?

Os tucanos que batalharam contra a ditadura devem estar envergonhados dessa baixaria demotucana - um gesto do virgílio, uma frase do guerra ou do fhc (caixa pequena - mas quantos males!!!) bastam para comprovar que há só ranzinzice e baixaria.

O silêncio do Serra o condena e o compromete.
(O Serra é caixa alta - dele não saem os males, saem dos seus assessores e itagibas da vida!!!)

Ou não sabe de nada ou não tem projeto nenhum para o país.

Não tem nem uma linguagem culta e nem muito menos popular.

Seu negócio é o silêncio e a omissão. Ou alguém aí tem uma frase aproveitável e inteligente do Serra? Ou do PMDB?