quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Os jornalões não tomam jeito

blog do zé
Querem colocar família Serra acima da lei...
O Estadão agora pegou a mania de escalar um sociólogo por dia para dar quase uma página - na forma de pergunta e resposta na íntegra - de pau no governo Lula e, por extensão, na candidatura presidencial de Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados). Os entrevistados não têm outra coisa a dizer, nenhuma novidade, nenhuma análise nova, só críticas ao presidente da República.

Ontem foi o sociólogo José Álvaro Moisés. Hoje o sociólogo Demétrio Magnolli. A Folha de S.Paulo não fica atrás: em manchetes, títulos e textos empenha-se em colocar o candidato a presidente pela oposição, José Serra (PSDB-DEM-PPS) e sua família acima da lei. O Globo, então, nem se fala. Distorce tudo nos títulos, textos, na edição, só para concentrar sua artilharia contra o governo Lula, a candidatura Dilma e para ajudar a campanha serrista.

Os entrevistados do Estadão estão tão defasados no tempo que o jornal precisa montar um box dando um perfil deles. Como bem lembrou, o meu colega blogueiro Ricardo Kotscho, na biografia de ontem (veja), o jornal só esqueceu de dizer que o professor José Álvaro Moisés (que já foi petista e não tinha espaço no jornalão) foi secretário do Ministério da Cultura junto com Francisco Weffort, ministro da Cultura dos governos FHC/Serra.

A Folha em sua contribuição diária com a campanha serrista, quer porque quer colocar Serra e sua família acima da lei. Apresenta hoje como "dossiê" - os malfadados dossiês de que ela tanto gosta! - documentos velhos pedidos pela bancada do PT na Assembléia Legislativa paulista em 2005.

Na época, a documentação foi solicitada porque os deputados pediam investigação sobre denúncias de que uma concorrência da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) teria beneficiado uma empresa do casal Verônica Serra-Alexandre Bourgeois, filha e genro do candidato tucano a presidente da República. Cinco anos depois e mais uma disputa presidencial pela frente e os documentos viraram "dossiê"

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