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sábado, 20 de novembro de 2010

mídia de esgoto - FICHA POLÍTICA É LIXO PURO, AFIRMA DIRCEU

FICHA POLÍTICA É LIXO PURO, AFIRMA DIRCEU
O ex-ministro José Dirceu classificou ontem como "lixo puro" o conteúdo do processo com acusações contra a presidente eleita Dilma Rousseff. "Ficha de órgão político é lixo puro", disse Dirceu. "Se você acreditar [nas acusações], precisa acreditar também que o [jornalista] Wladimir Herzog se matou", disse
O ex-ministro José Dirceu classificou ontem como "lixo puro" o conteúdo do processo com acusações contra a presidente eleita Dilma Rousseff. "Ficha de órgão político é lixo puro", disse Dirceu. "Se você acreditar [nas acusações], precisa acreditar também que o [jornalista] Wladimir Herzog se matou", disse

domingo, 24 de outubro de 2010

Nós e a Democracia - zé dirceu

blog do zé


Publicado em 23-Out-2010
Os tucanos tentam no programa eleitoral apresentar o PT como um partido da violência e antidemocrático, um partido que coloca em risco a democracia no Brasil. Nada mais mentiroso. Os dois governos de Lula foram marcados pelo compromisso democrático, sem massacres, invasões policiais de fábricas e repressão a grevistas. Um governo pautado pelo absoluto respeito ao Congresso Nacional e ao Judiciário, um governo que se submeteu como nenhum outro a critica da imprensa, que chegou ao cumulo de desrespeitar sistematicamente a instituição da Presidência da República só para tentar atingir Lula.

Os tucanos tentam no programa eleitoral apresentar o PT como um partido da violência e antidemocrático, um partido que coloca em risco a democracia no Brasil. Nada mais mentiroso. Os dois governos de Lula foram marcados pelo compromisso democrático, sem massacres, invasões policiais de fábricas e repressão a grevistas. Um governo pautado pelo absoluto respeito ao Congresso Nacional e ao Judiciário, um governo que se submeteu como nenhum outro a critica da imprensa, que chegou ao cumulo de desrespeitar sistematicamente a instituição da Presidência da República só para tentar atingir Lula.

O PT nasceu da luta contra a ditadura e foi um ator determinante na campanha das Diretas e na Constituinte, que assinou, ao contrário do que afirma Serra em seu programa de forma caluniosa. Desde as greves do ABC no final da década de 70 até as eleições de 89, foi o PT que esteve na vanguarda das grandes mobilizações contra a Ditadura e integrou a frente ampla de partidos e movimentos que conduziu não apenas as Diretas, mas depois o impeachment de Collor. Estávamos na oposição ao governo de José Sarney quando os tucanos, então no PMDB, participavam desse governo. O mesmo em relação ao governo Collor, que combatíamos nas ruas, quando FHC e os tucanos negociavam na calada da noite cargos e ministérios para salvar Collor do impeachment, o que não aconteceu pela oposição de Mario Covas, que se elegeu duas vezes governador de São Paulo graças ao apoio no segundo turno do PT, que ele mesmo reconheceu várias vezes em vida.

Agora, Serra rasga sua biografia e tenta falsificar a nossa apresentando-nos como um partido da violência e contra a democracia, num ato desesperado de final de campanha, mas nada pode apagar os fatos históricos. Não foi Lula que enviou ao Congresso Nacional uma emenda para o terceiro mandato às vésperas das eleições, mas sim FHC, com apoio de José Serra, que enviou e aprovou com denúncias comprovadas de compra de votos sua reeleição; também não foi Lula que enviou tropas militares contra grevistas ou ameaçou jornalistas e redações de jornais com demissões e cortes de verba de publicidade, mas sim José Serra.

Nunca para vencer uma eleição Lula recorreu a mentiras, calúnias ou dossiês, a operações policiais como fez Serra no caso de Roseana Sarney em 2002, cuja candidatura foi destruída favorecendo José Serra que, mesmo assim, foi derrotado por Lula no segundo turno. A campanha odiosa e obscurantista feita por José Serra, o papel que a mídia joga tentando elegê-lo a força de falsas denúncias, transformando na pratica o jornalismo investigativo em polícia paralela a serviço da candidatura de Serra, isso sim coloca em risco a Democracia e a liberdade do voto no Brasil. A lei proíbe textualmente não apenas o abuso do poder econômico e o uso da máquina pública na campanha mas também o uso dos meios de comunicação, já que configura-se como abuso do poder de informar a serviço de determinada candidatura.

Mas nada disso impedirá a eleição de Dilma Roussef dia 31, confirmando, ao contrário do que diz a própria mídia e os tucanos, que a maioria do nosso povo se libertou não apenas da miséria mas também do medo de votar no PT e apóia Lula e seu governo

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Zé Dirceu - Desrespeitado pela campanha tucana, solicito direito de resposta

blog do zé

Publicado em 20-Out-2010
Sou atacado, de forma vil, pela campanha de Serra...
Desrespeitado diariamente em meus direitos pela campanha de José Serra (PSDB-DEM-PPS) solicitei direito de resposta contra a propaganda eleitoral em que sou citado. Ao todo a campanha tucana já veiculou indevidamente - não sou candidato - 24 inserções a meu respeito em sua propaganda no horário gratuito de TV destinado às eleições presidenciais.

Reivindico à Justiça Eleitoral um minuto de direito de resposta para cada inserção. Na propaganda, sou tachado de "membro de quadrilha", como se eu já tivesse sido condenado criminalmente, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não julgou o processo a que respondo naquela Corte.

É indiscutível que esta propaganda infame da oposição é ilegal e desrespeita os princípios constitucionais que garantem a mim e a todo cidadão brasileiro a proteção a honra e a imagem, o direito de resposta e de presunção da inocência.

Propaganda tucana desrespeita-me e afronta meus direitos

A propaganda tucana desinforma os telespecatadores e o público em geral ao mentir e afirmar que a candidata a presidente da República, Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados) foi minha testemunha no processo a que respondo no STF. Ela foi testemunha do ex-deputado Roberto Jefferson.

A propaganda da oposição na TV - conforme destaco no pedido de direito de resposta - utiliza "artifícios de retórica e técnicas de publicidade" proibidos pela legislação que claramente "impede a divulgação de fatos sabidamente inverídicos e de propaganda ofensiva que venham a atingir a honra e a imagem de qualquer pessoa".

Além disso, a utilização indevida de minha imagem, sem qualquer autorização, afronta meu direito constitucional à inviolabilidade e proteção, provocando danos que atingem não só a mim, mas também aos meus familiares e amigos.

Com estas inserções caluniosas, a coligação partidária que sustenta a candidatura de José Serra difunde mensagens inverídicas com as quais pretende induzir o telespectador inevitavelmente a firmar conclusões deturpadas a meu respeito e que afrontam meus direitos fundamentais.

PRIVATARIA SERRISTA-ERA FHC

TENDÊNCIAS/DEBATES

Um processo nocivo ao desenvolvimento JOSÉ DIRCEU


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Com as privatizações, o nosso patrimônio público, que demorou gerações para se consolidar, foi simplesmente entregue aos particulares
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Nossas empresas estatais sempre tiveram o papel crucial de estruturar inúmeros setores da economia. Essa relevância é inerente à formação das nossas instituições públicas. Ao longo da história, o Estado brasileiro foi forjado com a importância de empresas públicas do quilate de, por exemplo, Petrobras, CSN, Telebrás, Eletrobras, Light, Vale, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Correios e BNDES.
E foi com o dinheiro da Previdência dos trabalhadores que esse patrimônio público foi construído.
O fortalecimento dessas estatais foi resultado de décadas de investimento. Com as privatizações, esse patrimônio, que demorou gerações para se consolidar, foi simplesmente entregue às mãos de particulares -em sua maioria, estrangeiras.
E é a gestão tucana de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) que impulsiona as privatizações, em um processo mal planejado, mal conduzido e mal executado.
Se havia a necessidade de melhorar os serviços, vender os ativos da União não era o único caminho, como se buscou cristalizar sob égide neoliberal. A crise mundial mais grave dos últimos 80 anos tem como um dos saldos a importância de instrumentos estatais para atuar na economia.
Afinal, não fosse a ação do governo Lula, teríamos sucumbido a essa crise como aconteceu nas anteriores; o governo Lula demonstrou ser possível dinamizar, valorizar e ampliar a eficiência das estatais.
A venda de empresas públicas foi marcada, no Brasil, pelo ônus legado à sociedade.
O processo foi patrocinado com dinheiro emprestado pelo BNDES, que poderia ter sido revertido em modernização e saneamento das mesmas estatais comercializadas a preços vergonhosos.
Ora, a privatização do setor elétrico foi um verdadeiro vexame. Já em 1996, um ano após os leilões, o Instituto de Defesa do Consumidor denunciava os abusos nas tarifas -40% maiores. Desde então, tiveram reajuste sempre acima da inflação. E essa conta salgada não evitou a grave crise do "apagão".
Imagine se estivéssemos crescendo, naquele período, no ritmo projetado para os próximos anos.
Mas os problemas se espraiam por todos os setores.
Como sustentar a venda da Vale, que havia lucrado R$ 13,4 bilhões um ano antes de sua privatização, mas que foi leiloada, na época, por irrisórios R$ 3,3 bilhões?
Os que defendem as privatizações usam como escudo a telefonia.
Mas os inegáveis avanços, especialmente da telefonia móvel, devem-se não só aos investimentos privados mas também ao desenvolvimento tecnológico e de escala.
É necessário registrar que, segundo os dados da UIT (União Internacional de Telecomunicações), os serviços celulares no país têm a tarifa mais alta entre emergentes.
A universalização do serviço de voz fixo não se completou pelo fato de os brasileiros de baixa renda não poderem pagar pelo serviço.
No setor de telecomunicações, o processo foi marcado por dois erros graves. Desconsiderou-se totalmente a política industrial, o que levou praticamente ao aniquilamento das empresas nacionais e ao desestímulo ao investimento em pesquisa e desenvolvimento, só retomado no governo Lula.
O segundo erro foi privatizar a Embratel e, com ela, o sistema brasileiro de satélite, o Brasilsat, de tal forma que, hoje, o país tem seus dados militares e estratégicos hospedados em satélites estrangeiros, vulnerabilidade esta que precisa ser corrigida.
Os privatistas de FHC e Serra, de fato, apostaram em uma economia baseada na inserção subordinada aos grandes centros financeiros, ao custo de nosso patrimônio público.
O governo Lula interrompeu esse processo, abrindo caminho para a recuperação do Estado como o indutor de um modelo de desenvolvimento sustentado e soberano.

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JOSÉ DIRCEU, 64, é advogado e membro do Diretório Nacional do PT. Foi ministro-chefe da Casa Civil (governo Lula) e presidente do PT. Teve seu mandato de deputado federal pelo PT-SP cassado em 2005

sábado, 2 de outubro de 2010

Novamente a militância fez a diferença e a esperança vence o ódio e o medo

blog do zé

Publicado em 02-Out-2010
Nossa campanha eleitoral deste ano foi oposta à dos adversários. Foi de alto nível, com propostas de continuidade, mostrando nossa história e reinvidicando os projetos e realizações do governo Lula, e com base em um projeto para o Brasil que retomamos e implementamos nos últimos oito anos. Construímos a maior aliança da história de uma disputa presidencial no Brasil e palanques estaduais fortes e consistentes. Nosso partido - e particulamente nossa militância - fez novamente a diferença. Ao contrário do que afirmam nossos adversários, nesta campanha, o PT ressurgiu forte e atuante, com uma renovada militância formada pelas novas classes sociais que o governo Lula possibilitou ascensão à cidadania, e que se aliou ao petismo histórico para ocupar as ruas e praças do país.
Nossa campanha eleitoral deste ano foi oposta à dos adversários. Foi de alto nível, com propostas de continuidade, mostrando nossa história e reinvidicando os projetos e realizações do governo Lula, e com base em um projeto para o Brasil que retomamos e implementamos nos últimos oito anos.

Construímos a maior aliança da história de uma disputa presidencial no Brasil e palanques estaduais fortes e consistentes. Nosso partido - e particulamente nossa militância - fez novamente a diferença. Ao contrário do que afirmam nossos adversários, nesta campanha, o PT ressurgiu forte e atuante, com uma renovada militância formada pelas novas classes sociais que o governo Lula possibilitou ascensão à cidadania, e que se aliou ao petismo histórico para ocupar as ruas e praças do país.

Dilma Rousseff esteve à altura do desafio de nos representar e de ser a candidata do PT, do Presidente Lula, da aliança PMDB-PC do B- PSB- PDT- PR-PRB, e de amplas forças sociais e políticas em todo país. Para tanto contou, também, com o apoio de prefeitos e parlamentares de quase todos os partidos que reconhecem os avanços extraordinários do governo Lula e querem sua continuidade com a presidenta Dilma e o PT.

Nunca houve tanta pressão da mídia sobre o eleitorado

Mesmo nas últimas semanas e dias, quando a pressão e agressão de nossos adversários aumentaram, nossa militância saiu às ruas para dar e garantir a Dilma uma vitória no 1º turno. Saiu também em resposta às tentativas serristas de nos incompatibilizar com as religiões, ou de nos imputar ações apenas para afastar nosso eleitorado de sua opção natural por nossa candidata.

Nunca, numa campanha eleitoral, foi tão grande a pressão sobre o eleitorado via meios de comunicação. Na maior parte do tempo, beirou a ilegalidade até, já que a legislação eleitoral coíbe o abuso do poder de governo e do econômico, mas também o dos meios de comunicação para tentar intimidar ou pressionar o eleitor.

Nunca, repito, tudo isto foi tão intenso e perigoso quanto nesta campanha. Mas, a realidade, as realizações do governo Lula e a história do PT impuseram-se sobre a mentira e a calúnia. E o apoio da maioria do povo - consciente dos avanços e realizações - ao presidente Lula e ao seu governo vai prevalecer nas urnas.

É por isso que nossa militância e os milhões de brasileiros e brasileiras que nos apoiam sustentaram nossa candidata e amanhã votarão nela pela continuidade das mudanças que Lula liderou nos últimos oito anos, devolvendo ao Brasil e ao seu povo a autoestima e o orgulho de ser brasileiros.

Amanhã, mais uma vez a esperança vai vencer, o ódio e o medo

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A três dias da eleição, preparados para tudo

log do zé

Publicado em 30-Set-2010
Faltam três dias para as eleições e temos que estar preparados...
Faltam três dias para as eleições e temos que estar preparados - sempre! - para o pior em se tratando de nossa direita, assumida pelo candidato conservador da oposição, José Serra (PSDB-DEM-PPS), pela midia e pelo tucanato. Agora, muito bem acompanhados pela candidata da onda verde que não houve, senadora Marina Silva (PV-AC).

Sem onda verde e com um instituto de pesquisas, o Datafolha, levantando miragens e tentando forçar um 2º turno descartado pelos números e percentuais de todos os demais, vamos aos fatos: não há, também, volume de campanha para mudanças no eleitorado.

Com este quadro, tanto José Serra quanto Marina dependem da mídia e do papel a ser desempenhado pela imprensa. Nem mesmo o debate da Rede Globo hoje à noite tem essa força para mudar a tendência de voto. Ainda que os apoiadores da tese do 2º turno apostem tudo nele como mais um fator que poderá alterar a tendência de vitória da candidata Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados) no 1º turno.

A Serra só restam os últimos dias de campanha suja

Agora, só resta a José Serra, a campanha suja e baixa dos boatos e do denuncismo. Aliado com seu último e único reduto, que continua sendo o apoio descarado e aberto da mídia a seu favor e do 2º turno e contra o PT, o presidente Lula, o governo e a candidatura Dilma.

E repito, tendo Marina como coadjuvante, já que jamais a criadora, junto com o Barão de Limeira, da onda verde, subiria 14 pontos para ir ao 2º turno e ser ela a disputar com Dilma.

Nos três dias que restam até a eleição, o que interessa agora, então, é a campanha na rua - até ás 22h do sábado, segundo a legislação. Vamos visitar cada casa do Brasil, percorrer os bairros (residenciais) e os centros comerciais.

Vamos vencer no 1º turno como comprovam as pesquisas todas - salvo a exceção Datafolha - inclusive para governador e senador Estado a Estado. O que interessa agora, então, é fazer campanha ir para as ruas, ganhar votos e vencer no 1º turno. O Brasil mudou e o povo sabe disso. Ele quer e vamos vencer com ele.

Vejam o alerta do presidente Lula

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Matériada grande mídia olpista é para propaganda de Serra na TV

Matéria é para propaganda de Serra na TV
Publicado em 20-Set-2010
"Não entendo esta reportagem. Se ela for esclarecida...
"Não entendo esta reportagem. Se ela for esclarecida, será muito bom para a população." A cobrança é feita por Dilma Rousseff, candidata do presidente Lula, governo, PT e partidos aliados sobre esta reportagem em que o panfleto-mór da oposição, a revista VEJA faz nova pseudo-denúncia de tráfico de influência e recebimento de propina por um funcionário dentro da Casa Civil na época em que ela era ministra-chefe.

O funcionário Vinicius de Oliveira Castro, segundo a revista porta-voz da oposição, teria "encontrado" R$ 200 mil numa gaveta pelo contrato emergencial de compra do medicamento Tamiflu, usado para combater a gripe H1N1. Dilma lembrou que o Tamiflu é fornecido por laboratório internacional e a Casa Civil não tem atuação nestas negociações, feitas pelo Ministério da Saúde - que já negou o fato.

"Não nomeei este senhor (Vinicius), não o conhecia, ele não era meu assessor (que eu tenha nomeado) para cargo de confiança. E não farei julgamentos nesta questão antes de ver os fatos apurados", concluiu a candidata petista. Quando poderíamos discutir fatos relevantes da campanha e para o Brasil, vamos lá tratar de VEJA.

Inconsistente, sem provas, matéria é munição para tucano

Sua matéria é inconsistente, sem qualquer prova - sequer reproduz as tais gravações de que fala. É feita para fornecer argumentos (ainda que furados e fantasiosos) para o PSDB, sua militância, a oposição como um todo, e claro, para ser exibida capa e textos da revista no horário eleitoral do Serra. Pode ver hoje!

A história do envelope com os R$ 200 mil na gaveta do funcionário no Palácio do Planalto é ridícula. A matéria foi feita mesmo para dar munição - de ficção - à oposição, para a propaganda tucana na TV e para senador oposicionista explorar - no caso, Álvaro dias (PSDB-PR), o de sempre, aquele que foi vice de José Serra sem nunca ter sido. Dias promete encaminhar a denúncia hoje a Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) e convocar Dilma para depor

sábado, 18 de setembro de 2010

No fim da campanha, a solidão de Serra

BLOG DO ZÉ
Publicado em 18-Set-2010
Pesquisas IBOPE/Estadão/Rede Globo sobre a sucessão...
Pesquisas IBOPE/Estadão/Rede Globo sobre a sucessão presidencial e nos Estados divulgada ontem à noite, e Datafolha sobre a eleição de dois senadores por Estado este ano mostram que continuamos subindo em todo Brasil. Mais que isto - aliás, confirmado por cada rodada de pesquisa de todos os institutos - estas novas sondagens eleitorais comprovam que a estratégia política e de comunicação da mídia e do tucanato paulista não deu certo.

Pelo contrário, com a campanha praticamente no fim, a menos de duas semanas de seu encerramento, José Serra (PSDB-DEM-PPS) cai e a presidenciável do PV, senadora Marina Silva (AC) sobe. Enquanto isso, Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados) mantém ou aumenta a maioria de mais de 26% que acumula contra Serra e de 15% contra os dois candidatos somados.

Chama a atenção, inclusive, que nenhum dos outros candidatos "pequenos" chegue a 1%. Apesar do grande esforço da Rede Globo em ajudá-los e em impulsionar as candidaturas José Serra e Marina, ampliando ao máximo a cobertura simpática que lhes dá para atingir e prejudicar a candidatura Dilma.

O fim amargo antes das urnas confirmarem a derrota

Com o eleitorado indiferente à propaganda pró-oposição, travestida de notícia pela mídia, continuamos subindo na intenção de voto com destaque nestas últimas pesquisas para os nossos candidatos a governador e a senador em Minas, Rio e Pernambuco. Na região Sul continua o empate.

No outro lado, impressiona a solidão de José Serra. Para ficar em um exemplo, cito um Estado apenas, Sergipe. Lá, nem o PSDB o apoia. Isto a mídia esconde, mas em Sergipe o candidato a senador de José Serra, ex-governador Albano Franco (PSDB) não faz oposição nem no Estado à gestão do PT, comandada pelo governador Marcelo Deda (concorrente à reeleição com vitória praticamente assegurada) e muito menos ao governo do presidente Lula.

Para José Serra, a hora da solidão, do completo abandono pelos correligionários e de seus companheiros de partido ou aliados não fazerem campanha para ele, nem o incluírem nas suas, chegou semanas antes da confirmação da derrota nas urnas

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Os jornalões não tomam jeito

blog do zé
Querem colocar família Serra acima da lei...
O Estadão agora pegou a mania de escalar um sociólogo por dia para dar quase uma página - na forma de pergunta e resposta na íntegra - de pau no governo Lula e, por extensão, na candidatura presidencial de Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados). Os entrevistados não têm outra coisa a dizer, nenhuma novidade, nenhuma análise nova, só críticas ao presidente da República.

Ontem foi o sociólogo José Álvaro Moisés. Hoje o sociólogo Demétrio Magnolli. A Folha de S.Paulo não fica atrás: em manchetes, títulos e textos empenha-se em colocar o candidato a presidente pela oposição, José Serra (PSDB-DEM-PPS) e sua família acima da lei. O Globo, então, nem se fala. Distorce tudo nos títulos, textos, na edição, só para concentrar sua artilharia contra o governo Lula, a candidatura Dilma e para ajudar a campanha serrista.

Os entrevistados do Estadão estão tão defasados no tempo que o jornal precisa montar um box dando um perfil deles. Como bem lembrou, o meu colega blogueiro Ricardo Kotscho, na biografia de ontem (veja), o jornal só esqueceu de dizer que o professor José Álvaro Moisés (que já foi petista e não tinha espaço no jornalão) foi secretário do Ministério da Cultura junto com Francisco Weffort, ministro da Cultura dos governos FHC/Serra.

A Folha em sua contribuição diária com a campanha serrista, quer porque quer colocar Serra e sua família acima da lei. Apresenta hoje como "dossiê" - os malfadados dossiês de que ela tanto gosta! - documentos velhos pedidos pela bancada do PT na Assembléia Legislativa paulista em 2005.

Na época, a documentação foi solicitada porque os deputados pediam investigação sobre denúncias de que uma concorrência da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) teria beneficiado uma empresa do casal Verônica Serra-Alexandre Bourgeois, filha e genro do candidato tucano a presidente da República. Cinco anos depois e mais uma disputa presidencial pela frente e os documentos viraram "dossiê"

Mídia não pode favorecer candidaturas

blog do zé

Como já escrevi no blog anteriormente, as publicações (mídia)...
Como já escrevi no blog anteriormente, as publicações (mídia) não podem favorecer determinadas candidaturas. Elas têm liberdade para informar e não para apoiar esta ou aquela candidatura o que caracteriza um desequilíbrio na disputa, da mesma forma que o abuso do poder econômico.

Apoio poderiam dar em seus editoriais, abertamente, não na editorialização do noticiário. É dever da Justiça Eleitoral impedir e evitar o excesso de influência do governo, da mídia e dos grupos econômicos no voto do eleitor.

Ela tem que vigiar a obrigatoriedade da televisão, rádios, revistas e jornais de tratar igualmente os candidatos, em qualquer programação, mesmo na humorística, liberada corretamente de qualquer tipo abominável de censura em decisão recente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Relações de promiscuidade

Não podemos aceitar a atual promiscuidade e relação entre proprietários de jornais e revistas e suas redações com o comitê de campanha serrista. E o candidato Serra ainda tem a audácia, num arroubo de autoritarismo e saudades da ditadura - e com apoio novamente da mídia - de pretender censurar os blogs, que ele chama de "sujos".

Da mesma forma, arvora-se em fiscal e em crítico da atuação na campanha do próprio presidente da República, o que o chefe do governo faz dentro da lei e da Constituição. Esta tanto o autoriza a concorrer à reeleição uma vez quanto a apoiar a candidata à sua sucessão, Dilma Rousseff.

As recentes campanhas pró-escândalo, verdadeiros horários eleitorais que as TVs, rádios, revistas e jornais promoveram sobre o caso do sigilo na Receita Federal, são apenas parte da grande operação que toda a mídia, a raras exceções, promove em conjunto com a campanha tucana.

Vamos ver como se comportarão agora no novo factóide que os tucanos e a VEJA pretendem nos impingir - este em que tentam envolver a ministra chefe da Casa Civil, Erenice Guerra. Aliás, convido a todos que leiam a nota oficial da ministra em resposta à matéria da VEJA e a carta de esclarecimento do empresário Fábio Baracat, publicadas no blog Amigos do Presidente Lula

José Dirceu mostra como funciona o esquema golpista entre os demotucanos e a grande mídia

Entramos na temporada de falsos escândalos
Publicado em 13-Set-2010
Revistas e jornais foram capturados pelo chamado jornalismo...
Revistas e jornais foram capturados pelo chamado jornalismo investigativo, que opera aberta e escancaradamente a favor da campanha da oposição e de seu candidato a presidente, José Serra (PSDB-DEM-PPS).

Seus proprietários e editores estão articulados com as coordenações da campanha tucana para enviar jornalistas em busca de denúncias contra a candidatura de Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados). Atuam num misto de arapongagem e produção de dossiês travestidos por trabalho jornalístico que dizem de caráter investigativo.

Agora, vale tudo para organizar dossiês e forjar escândalos contra a candidatura de Dilma. Fora a produção de manchetes e "notícias" que abastecem o programa de Serra, sempre avisado com antecedência da "matéria" ou "furo". Como foi no caso agora desta nova falsa denúncia da VEJA desta semana sobre a ministra chefe da Casa Civil, Erenice Guerra.

Jornalões e revistas perderam todo e qualquer pudor

No caso das manchetes e matérias os jornais, Folha, Globo e Estadão não têm mais nenhum pudor. Tornaram-se, na prática, edições panfletárias da campanha tucana. Fazem manchetes que vão para as bancas e assinantes pela manhã e depois já estão à noite no programa tucano.

Exemplo histórico disto foi o do "escândalo" das perdas de R$ 1 bi dos consumidores de energia que a Folha estampou semana passada como chamada na 1ª página. É um caso para a justiça eleitoral, não fosse a total omissão desta em relação ao abuso do poder econômico das revistas e jornais.

Depois que a manchete foi para o programa de Serra na TV é que os outros jornais passaram a noticiar que o decreto que causou o problema era do presidente Fernando Henrique Cardoso.

O cidadão e o eleitor estão vacinados para o conluio de Serra com a mídia.

DO BLOG DO ZÉ DIRCEU, sobre a colusão evidente de interesses entre os demotucanos e o chamado Partido da Imprensa Golpista - PIG

Serra prega censura a blogs

BLOG DO ZÉ

Por ter perdido todas as batalhas em que se envolveu...
Por ter perdido mais uma batalha - na verdade, perdeu todas em que se envolveu nos últimos meses - o candidato da oposição a presidente da República, José Serra (PSDB-DEM-PPS) prega, agora, insistente e abertamente, censura à internet. Ainda ontem, em sabatina na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), voltou a atacar o que chama de "blogs sujos" - para ele todos os que são "ligados" à sua adversária na disputa presidencial, Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados).

O pretexto para esta nova campanha que Serra inicia é que, segundo ele, "estes blogs mantidos pelo governo ou pelo PT já apresentavam dados de Imposto de Renda de algumas das pessoas que depois se descobriu tinham tido seus sigilos violados", dentre as quais o vice-presidente nacional do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, o EJ.

A verdade é que Serra perdeu a batalha também na internet, apesar dos milhões que gastou. Ele montou toda uma equipe nesta área para nada. Passaram a perna nele, não apresentaram eficiência e os resultados são os que se vê: ele continua a caminho da derrota na eleição de outubro. Daí esse seu arroubo de autoritarismo e saudades da ditadura - infelizmente, de novo com apoio da mídia - querendo censurar blogs.

Serra sabe quem divulgou violações e sigilos

Além de querer censurar os blogs, Serra quer se fazer de vítima. Se ele se julga caluniado, tem que recorrer à justiça. Este é o foro adequado para quem o caluniou, ou aos demais tucanos, responder. Mas, nessa questão, Serra tem que cobrar mesmo é do Correio Braziliense, que divulgou a existência da investigação legal e de rotina que a Receita Federal fazia sobre EJ antes da quebra de seu sigilo, e da Folha de S.Paulo que denunciou a violação de seus dados.

Tem que cobrar estas histórias todas, também, do jornal Estado de Minas e de seu jornalista que teria sido encarregado de fazer dossiê contra o candidato a presidente tucano. O jornal mineiro, a exemplo do Correio Braziliense, é que tem estreitas ligações com o ex-governador tucano Aécio Neves, correligionário-rival de Serra.

O candidato tucano ao Planalto fica batendo nessa tecla de incriminar adversários para quê? Ele sabe que não foram nem o PT, nem a campanha de Dilma que divulgaram a violação nem os dados do sigilo de EJ. E sabe que foram a Folha de S.Paulo e o Correio Braziliense

José Dirceu: A eleição de Dilma é mais importante que a de Lula

blog do noblat!


A eleição da Dilma é mais importante do que a eleição do Lula, porque é a eleição do projeto político, porque a Dilma nos representa. A Dilma não era uma liderança que tinha uma grande expressão popular, eleitoral, uma raiz histórica no país, como o Lula foi criando, como outros tiveram, como o Brizola, como o Arraes e tantos outros.

A direita teve também aqui mesmo uma liderança que foi o próprio ACM, independente do fisiologismo, do abuso de poder, contudo era uma liderança popular, tanto é que era popular na Bahia. Tinha força político-eleitoral.

Então, ela é a expressão do projeto político, da liderança do Lula e do nosso acúmulo desses 30 anos, porque nós acumulamos, nós demos continuidade ao movimento social.

Se nós queremos aprofundar as mudanças, temos que cuidar do partido e temos que cuidar dos movimentos sociais, da organização popular. Temos que cuidar da consciência política, da educação política e temos cuidar das instituições, fazer reforma política e temos que nos transformar em maioria.

Nós não somos maioria no país, nós temos uma maioria para eleger o presidente até porque fazemos uma aliança ampla. Vamos lembrar que nossa aliança é PC do B, PDT, PSB, PMDB, PT, PRB e PR. Eu digo assim das grandes expressões, dos partidos que têm força política-eleitoral.

O PP é um partido de centro-direita, muito regional, é verdade, não tem nacional, tanto é que só tem um senador, governador talvez não eleja nenhum. Independente de nós termos essa coalização, o PT é a base dela.

A mídia agora já começa a discutir a nossa política, se vai fazer ajuste, se não vai; se vai estatizar ou não vai; se vai fazer concessão ou não vai. E começa a discutir se o PT está sendo desprestigiado ou não. Aquilo que nós temos de maior qualidade, que é o Lula, eles querem apresentar como negativo, porque o Lula é maior que o PT. Eles é que não têm ninguém maior que o partido deles.

Ainda bem que nós temos o Lula, que é duas vezes maior que o PT. Mas nós temos que transformar o PT num partido (inaudível).

O PT teve 17% de voto em 2002/2006 para a Câmara, que calcula a força de um partido no mundo todo. Não é o voto majoritário. Vai ter agora 21, 23%, eu espero, tudo indica. Tem que ter 33% em 2014.

O PT tem que se renovar, tem que abrir o PT para a juventude (aplausos).

Eu dou o exemplo do Padilha, que há alguns anos era dirigente da UNE, era médico voluntário social no Pará, estava fazendo trabalho social como médico, e hoje é ministro de um dos ministérios mais importantes que tem.

O Orlando, do PC do B, Orlando Silva para não ficar só no PT, que aliás é nosso, era presidente da UNE alguns anos atrás...O Lindberg, que vai ser senador agora.

Então, nós temos que voltar a transformar o PT em uma instituição política. Uma instituição política tem valor, programa, instrumentos, sedes, atividades cultural, social, tem recursos que auto sustentam, com o fundo partidário, porque nós temos que defender que existe o fundo partidário.

O fundo partidário brasileiro teria que ser duas, três vezes maior, que é a média do mundo. Então, nós temos que transformar de novo o partido, para o que ele foi criado.

É lógico que o PT é um grande partido político, tem força político-eleitoral, social. Nós já temos um acúmulo de políticas públicas, de experiência. Então, nós temos que fazer essa mudança no partido. Essa é a principal. E consolidar as nossas organizações populares, porque eles estão consolidando a deles.

Você viu que agora eles criaram, eles estão criando através das empresas instituições para fazer disputa político-cultural e político-eleitoral, fundações, centros de estudo. Fora o que eles têm da mídia, do poder econômico. Podem observar. E estão mandando as pessoas para o exterior.

Agora mesmo tiveram uma série de bolsistas, jornalistas, que vão para os Estados Unidos, inclusive este que escreveu essa última matéria da "Veja". Nós temos que fazer isso também.

Mas nós temos que fazer sempre com alianças. Uma coisa que eu sempre defendo: nós vamos criar um jornal do sindicato, do partido? Não. Porque quando nós falamos aqui dos grupos econômicos, do empresário brasileiro, nós temos que lembrar a etapa que nós estamos vivendo, o momento histórico que estamos vivendo.

Nós não podemos fazer política sem olhar a história do Brasil e o acúmulo de forças e o crescimento nosso. Nós não vivemos um período em que nós somos hegemônicos na sociedade, que nós temos maioria na sociedade, muito menos um período ou ciclo revolucionário no mundo.

Nós vivemos um ciclo no mundo de grande defensiva, de grande (inaudível) do movimento socialista internacional. de repensar o socialismo, nós temos Vietnã, China, Cuba nós temos que olhar para tudo isso.

Quando nós pusemos o Alencar como vice do Lula, nós ganhamos a eleição. Como nós ganhamos essa eleição quando o PMDB não ficou com o PSDB.

Aquele movimento anti-Renan Calheiros, anti-Sarney... vocês não vão acreditar que eles são éticos, né? Eles, evidentemente, o que queriam era romper a aliança nossa com o PMDB. Um mês depois, o Serra estava fazendo aliança com o PMDB.

O presidente estava indicando o vice, porque em 2002 a Rita Camata foi a vice dele. Nós criamos uma distensão no PMDB, foi o Jader, o Sarney, o próprio Quércia em São Paulo, o Itamar em Minas Gerais, foi um trabalho que nós fizemos, o Eunício no Ceará.

30%, 40% apoiou o Lula já no primeiro turno e, depois, no segundo turno, ampliou isso. O Rigotto no Rio Grande do Sul. Nós colocamos uma cunha dentro do PMDB. O que eu quero dizer é o seguinte: as alianças não são político-partidárias, não são parlamentares. As alianças são na sociedade. O parlamentar é a expressão.

Nós, quando fizemos a aliança com o Zé Alencar, nós fizemos a aliança com (inaudível), empresário. O Zé Alencar, apesar de ser um grande empresário, de ter sido presidente da Federação da Indústria de Minas várias vezes, vice da CNI, e de ser um líder - ele é um líder, não era um burocrata sindical - porque também tem os pelegos sindicais, não é só nós que temos esse problema. Eles também têm as burocracias sindicais deles, poderosíssimas.

Aqui vocês conhecem no Nordeste muitas federações e confederações que têm muitos empresários. O Albano Franco, por exemplo. O nosso aliado, Armando Monteiro Neto está saindo agora, vai se eleger senador, tudo indica. Como aqui, nós vamos eleger os dois lá.

Qual era a aliança? Aliança produtivista, nacionalista, desenvolvimentista e aliança de voltar para dentro, para o mercado interno, de decolar o Brasil no mundo, e a sociedade entendeu isso. As alianças são, no fundo, expressão de programas econômicos e de políticas de investimento.

E o estágio que nós vivemos no Brasil é de reorganização do Estado nacional. Porque ele foi desmontado durante 20, 30 anos. Ele sempre foi golpeado pela direita. Tudo o que o Getúlio fez, o Dutra assumiu e desmanchou. Tudo o que nós tínhamos construído em 40 anos, a ditadura militar começou a desmanchar.

Mas aí dentro das Forças Armadas assume uma ala do governo que tem uma visão nacionalista estatal também, que foi o governo Geisel, que é um governo ditatorial, mas não antinacional, não é um governo privativo.

O BNDES está consolidando, fundindo a base dos setores, senão nós não conseguimos competir no mundo, como foi (inaudível). Nós temos que fortalecer o Brasil, o estado, a política econômica e distribuir renda, acabar com a pobreza e resgatar de novo o papel do estado no Brasil. E vamos ter que reformar a burocracia brasileira que nós só começamos.

Não é verdade essa "discursera" do Serra. Fomos nós que voltamos a fazer planos de cargos e carreiras, que voltamos a valorizar o servidor, a dar condições de novo. Eles falam: os sindicalistas dirigiam as empresas estatais. É verdade, nós indicamos sindicalistas mesmo.

Agora, vamos ver o balanço da Funcef nos oito anos do Fernando Henrique e nos oito anos do Lula, vamos ver a Petrobras nos oito anos do Fernando Henrique e nos oito anos do Lula, o Banco do Brasil nos oito anos do Fernando Henrique e nos oito anos do Lula. Saneamos a empresa, recuperamos a gestão e a eficiência, não fizemos nenhum investimento como eles fizeram vários absolutamente desastrosos. (..)

(...)Reforma política e educação, quer oportunidades, evidente que é um pouco mistificação dizer que você vai dar igualdade oportunidade na educação você viabiliza uma maior igualdade social na sociedade. Depende das outras condições.

Mas é evidente que a educação é fundamental. Nós estamos mal nisso. Nós fizemos muito no nosso governo, mas vocês sabem, nós temos filhos nas escolas, nós sabemos disso. Nós conhecemos, somos professores, muitos de nós e sabemos da situação.

É como policial militar, um agente da PF ganha inicial quase 9 mil reais, agente, não o delegado, que ganha 13, 14 mil. Quanto ganha uma professora de fundamental? Agora nós demos um piso de 1.200 reais. Na verdade, esse piso tinha que ser 2.500, para começar. Então, olha como nós temos que mudar.

Lógico que nós mudamos muito. O orçamento da educação multiplicou por três, que é o dobro tirando a inflação. Mas como a Dilma diz tem que investir 7% do PIB na educação.

Como nós vamos ter que reestruturar a saúde pública também, consolidar o SUS e aperfeiçoar, porque a situação ainda é muito difícil na saúde pública. Você vai num posto de saúde, o Brasil tem melhorado muito nestes dez anos, mas tem muito o que melhorar.

A política, o que a direita faz? Quem pode ter poder?

Primeiro o poder econômico, as forças armadas. As forças armadas estão hoje profissionalizadas, o poder econômico se aliou com qual poder? Com a mídia. E qual é o poder que pode se contrapor ao poder econômico e ao poder da mídia no Brasil? É o poder político, que tem problemas graves de fisiologias, de corrupção, tem desqualificação, mas eles não fazem contra o poder econômico e da mídia, quando surgem problemas de corrupção, de problemas graves, o tipo de campanha que eles fazem contra o parlamento e contra os partidos políticos.

Mesmo levando em conta os graves problemas de nosso sistema político, problema de caixa 2, os graves problemas de corrupção que têm na administração pública, em grande parte para financiar campanha eleitoral, porque o sistema está apoiado nisso, no poder econômico. Não tem campanha de menos de 3 ou 5 milhões de reais, 7 ou 8 milhões hoje no Brasil. Campanha de governador é 40,50,60. Campanha de presidente é 200, 300 milhões.

Ora, quem vai financiar isso? As pessoas físicas? Não, as empresas. Aí começa: nomeação dirigida, licitação dirigida, emenda dirigida, superfaturamento, tráfico de influência. Não é que vai acabar, mas o financiamento público, o voto em lista, mandato talvez de seis anos para senador. Nós temos que repensar o sistema político brasileiro. E nós somos o maior interessado porque a direita está usando isso para desqualificar a política e para afastar o povo da política. (...)

(...)As outra reformas, a tributária, a democratização dos meios de comunicação, o problema da terra, das forças armadas, que são questões que não estão equacionadas no Brasil ainda hoje, elas dependem da nossa maioria, depende do pais se consolidar porque o país só resolve problemas quando são maduros (...)

Nós somos um partido e uma candidatura que coloca em risco o que eles tão batendo, todos articulistas da Globo escrevem e falam na TV, todos os analistas deles: a noção das garantias individuais e da constituição, que nós queremos censurar a imprensa, que o problema no Brasil é a liberdade de imprensa?

Gente do céu. Como alguém pode afirmar do Brasil é(...). Não existe excesso de liberdade. Pra quem já viveu em ditadura(...)

Dizem que nós queremos censurar a imprensa. Diz que o problema é a liberdade de imprensa.

O problema do Brasil é excesso, bom, é que não existe excesso de liberdade, mas o abuso do poder de informar, o monopólio e a negação do direito de resposta e do direito da imagem. Que está na Constituição igualzinho a liberdade, a Constituição não colocou o direito de resposta e de imagem, a honra, abaixo ou acima da proibição da censura e da censura prévia, corretamente, ou do direito de informação e da liberdade de imprensa, de expressão. São todas cláusulas pétreas.

Mas os tribunais brasileiros estão formando jurisprudência, se vocês lerem os discursos do Carlos Ayres Britto, que aquilo não é voto é discurso político, a liberdade de imprensa está ameaçada no Brasil que é um escândalo.

Mas eles estão preparando a agenda deles para o primeiro ano de governo. Como a imprensa já está pressionando pela constituição do governo, já está disputando a constituição do governo. Pode começar a ler nas entrelinhas, quem quer que ela empurra para ser ministro disso, ministro daquilo, e já está disputando para fazer ajuste fiscal....

Como a gente está vendo, a mídia como está se comportando com a Dilma, já dá para imaginar como vai ser comigo no dia do julgamento. Estou até fazendo dieta, mantendo os 80 quilos para me preparar para o debate.(...)

(...) Já começou a apresentar uma série de ideias e de propostas do PMDB, que nós necessariamente não concordamos com o partido. Não que elas sejam incompatíveis com o nosso programa, mas são abordagens diferentes que nós temos para a questão da educação, do ajuste fiscal, da política macroeconômica.

Então, sim. O governo sempre é disputado. E nessa disputa do governo, as forças políticas de oposição, elas pesam também. Por que com o apoio da imprensa, eles tentam formar a opinião pública forçando determinadas definições ou tentar impedir que nós apliquemos determinadas políticas. Ou paralisando no Congresso ou criando um clima na sociedade contrário, basta ver a ação já que nós estamos aqui numa casa das estatais, participação ampla dos petroleiros.

O que a Folha de S. Paulo fez com a capitalização da Petrobras em qualquer país do mundo poderia dar um processo contra o jornal. Poderia dar uma intervenção da Comissão de Valores Imobiliários (CVM), ou de organismo de regulação que existe no país. Mas ela fez a campanha.

Da mesma maneira, que eles estavam contra o pré-sal. Toda a mídia se posicionou contra a nova regularização do pré-sal. O Fundo, a empresa, a apropriação da receita do petróleo, da nova forma que nós vamos fazer, por partilha e não por concessão.

O governo é sempre disputado e é disputado entre os aliados e dentro do PT também.

A melhor maneira de nos preparar é agora eleger uma grande bancada do PT de deputados e senadores, que você começa sendo um partido majoritário na Câmara e tendo uma bancada que garante com mais um partido maioria simples no Senado.

O ideal é que o PT e o PMDB fizesse maioria de 41 no Senado, mas não vai acontecer isso. Nós vamos fazer entre 32 a 36 senadores, os dois partidos. Mas com PDT, PSB e PC do B talvez a gente faça.

Depois do pós, o 1º de janeiro, durante o governo, a força do partido e a presença do partido se expressa muito pela participação do partido na vida política do país. Um partido com 30% de votos não pode ser desprezado por nenhum presidente da República. Nós temos que chegar para discutir com propostas. As decisões tem que ser acertadas. Tem uma disputa contra nós na comunicação.

Vejam a campanha que eles fizeram esses anos todos contra o Bolsa Família. Eles não combatiam a política externa do presidente. Porque eles não tinham ideia do peso dela, da integração sul-americana a ferro e fogo.

Nós temos que nos preparar para a disputa dessa fixação da mídia comigo. Primeiro é que eu disputo, eu enfrento. Eu não deixo nada sem resposta. Eu faço a disputa política na sociedade, no meu blog, dentro do PT.

Segundo é que eu continuei participando da vida política do país, da vida do PT.

Terceiro que eles querem que eu seja condenado, eles querem me banir da vida política do país. Eles tentaram, inclusive, me impedir de exercer minha profissão. Eles me caçaram, eu saí do governo, fiquei inelegível, depois começaram uma campanha contra minhas atividade de advogado e consultor.

Fizeram durante esses cinco anos, e no ano de 2008, quatro vezes em conluio com a PF, com o MP e o Poder Judiciário, eles tentaram me prender. Sendo que não há nada contra mim.

Isso faz parte da disputa política. Como eu representava o PT, eu fui alvo. Quem tem que provar é o MP, que não conseguiu provar nada. O processo já terminou. Só falta ser julgado.

Eu pelo menos nunca senti ou me programei em ser candidato. Eu nem ia ser candidato em 2006. Eu combinei com o Gushiken. Felizmente teremos nossa candidata que vai ser eleita. E nós vamos fazer isso com prazer. Eu pelo menos vou votar com prazer. E depois falar para eles: Ó, não adiantou nada. Estamos aí mais quatro anos(...)

Quando se fez o balanço da agenda, a maioria dos companheiros que estão dirigindo a campanha e a própria candidata cancelaram vários compromissos. Na minha avaliação foi um erro o cancelamento, mas ele é justificado.

Mas a nossa candidata estava num momento muito difícil, muito cansada, tendo que se dedicar aos programas de televisão. Tendo que ir aos estados, porque a campanha estava em crise em MG, em SP, PR, SC, a presença dela era importantíssima. Ela praticamente não foi ao Norte do país, vocês já perceberam isso?

Do Maranhão até o Acre alguém aqui tem notícia de que a Dilma tenha ido a esses estados? Isso é inédito em campanha eleitoral no Brasil.

Porque, primeiro nós temos mais de 40 anos de idade, segundo que ela passou por um câncer. Ela sente muito isso ainda. E a tensão dessa campanha foi muito grande. Se vocês observarem a responsabilidade dela é enorme. Tomamos com dor essa decisão.

Infelizmente aconteceu isso, o cancelamento da agenda. Várias agendas. Ela, por exemplo, ela não tinha ido a SC. A Ideli (Salvatti) estava sendo ridicularizada pelos adversários. O Lula ainda não tinha gravado para ela, pro Lessa, pro Iberê(...) Imagina governar o país e fazer campanha?

E com essa pressão toda que nós estamos sofrendo. Por que o pau tá comendo em cima de nós.

Eles não estão recuados, né? Eles estão lutando