segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Quase 30 milhões entraram na classe média durante governo Lula - essa é a manchete que o Partido da Imprensa Golpísta não dá

Cerca de 29 milhões de brasileiros saíram da pobreza entre 2003 e 2009 e integraram a classe média, que representa metade da população do Brasil, de acordo com um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV).


Cerca de 94,9 milhões de pessoas, ou seja, 50,5% dos brasileiros, fazem parte desta classe social, cujos salários vão dos 1126 aos 4854 reais mensais (dos 512 aos 2210 euros).


"Nunca a classe média foi tão importante neste país", congratulou-se Marcelo Neri, autor do estudo que foi feito com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD).


Em 1992, a classe média representava apenas um terço da população, sublinhou o investigador do Centro de Políticas Sociais da FGV, acrescentando que as desigualdades sociais "diminuíram desde 2001".


De 2001 a 2009, a receita per capita de 10% dos brasileiros mais ricos aumentou 1,49%, ao passo que as receitas dos mais pobres progrediram 6,79% por ano.


A população mais rica representa 20 milhões de brasileiros (10,5% da população), mas detém 50% das receitas, o que faz do Brasil um dos dez países onde há mais desigualdades em todo o mundo, afirmou Neri.


No entanto, a classe média concentrava 46,2% do poder de compra dos brasileiros em 2009, ultrapassando os mais ricos, com 44,1%.


"O tamanho do bolo brasileiro cresce mais rápido e com mais fermento entre os pobres", disse o investigador, acrescentando que, se o crescimento do Brasil continuar inferior ao da China ou da Índia, a sua qualidade é, "sem dúvida, melhor".


Isto porque, no Brasil, esse crescimento faz-se acompanhar de uma queda constante das desigualdades sociais, o que não é o caso nos outros dois países, explicou Neri.

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