“Ela abriu a porta. Port estava deitado numa posição estranha, as pernas muito dobradas nas cobertas. Aquele canto do quarto era como uma fotografia imóvel cujo filme fosse bruscamente iluminado no meio de uma corrente de imagens em movimento. Ela fechou a porta suavemente, trancou-a, voltou-se de novo para o canto, e avançou lentamente em direcção ao colchão. Susteve a respiração, debruçou-se, e olhou para dentro dos olhos sem expressão.”
Paul Bowles, O céu que nos protege, Assírio & Alvim
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
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