blog do zé
Publicado em 25-Out-2010
Dilma e Gilberto não pediram os dossiês de que fala revista...
"Nego peremptoriamente ter recebido, de qualquer autoridade da República, em qualquer circunstância, pedido para confeccionar, elaborar ou auxiliar na confecção de supostos dossiês partidários". A declaração é do secretário Nacional de Justiça, Pebro Abramovay em resposta à mais uma tentativa da incansável e fiel escudeira tucana, a revista VEJA de envolver integrante do governo em irregularidade.
Nesta semana, o panfleto da oposição - já sem credibilidade alguma - vem com a ladainha de que Abramovay teria se queixado com seu antecessor no cargo, delegado Romeu Tuma Jr, que o PT lhe pedia a confecção de dossiês em seu cargo anterior, de secretário de Assuntos Legislativos.
"Infelizmente a revista se recusou a fornecer o conteúdo da suposta conversa ou mesmo a íntegra de sua transcrição" afirma Abramovay em sua nota-desmentido. Joga assim uma pá de cal no factóide montado pela revista.
Cortina de fumaça
Além do cinismo, há uma irresponsabilidade sem precedentes. Citado como um dos que "pediram" dossiês para Abramovay, o chefe de gabinete da Presidência Gilberto Carvalho rebateu as acusações: "pela luz dos olhos dos meus filhos, jamais pedi dossiê ao Pedro Abramovay. Não acredito que o Pedro tenha dito isto e muito menos a Dilma (tenha pedido). Ela não tem sequer relação com o Pedrinho, um excelente profissional."
Gilberto disse com todas as letras o que significa a matéria da revista da Editora Abril nesta semana. Não passa de uma "cortina de fumaça" para tentar abafar o que todos já sabem: a quebra de sigilos de tucanos pedida a Receita Federal é resultado de uma briga interna do próprio PSDB, entre os pré-candidatos à época Aécio Neves e José Serra.
Categórica, também, a resposta da candidata Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados): “É muito fácil vir na última semana da eleição e fazer acusação desse tipo sem nenhuma prova. Mas é extremamente grave utilizar estes métodos na reta final. Repudio esse tipo de acusação absolutamente sem prova à minha pessoa”.
Dilma, também, lembrou que a história dos dossiês resultantes de quebra de sigilos e o jornalista Amaury Ribeiro Jr estão relacionados à briga interna tucana - e agora, ao desespero frente à dianteira dela nas pesquisas. A própria Polícia Federal já afirmou que não há vínculo nenhum entre a quebra de sigilos e a campanha do PT e dos partidos aliados ao governo (leia post abaixo).
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| Sujeira e oportunismo no novo factóide tucano
Publicado em 25-Out-2010
Oposição não desiste de ganhar no tapetão...
A pseudo denúncia - já negada por ele em nota oficial - de que o secretário Nacional de Justiça Pedro Abramovay teria se queixado de pedidos de dossiês feitos pela candidata Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados) e pelo chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, tem um objetivo claro: ajudar o candidato da oposição José Serra (PSDB-DEM-PPS) a ganhar no tapetão.
O caso é capa da VEJA desta semana. Ainda que se porte como tal, a revista não é delegacia de polícia, é hoje um panfleto da oposição. Em defesa dos interesses desta, sua matéria é de um oportunismo eleitoreiro sem tamanho.
A matéria "coincidentemente" vem à tona quando o processo que tramita desde 2002 contra o PT e Gilberto é objeto de denúncia por decisão da juíza Ana Lúcia Xavier Goldman, e apenas agora, a 10 dias (quando foi acolhido) do 2º turno. A ação tem como acusador João Francisco Daniel - irmão do prefeito assassinado de Santo André, Celso Daniel - para quem o partido e Gilberto são responsáveis por corrupção e desvio de recursos em Santo André (SP).
"Virar manchete na semana da eleição"
Gilberto CarvalhoTranquilo, Gilberto antecipou que irá se defender e lembrou que já prestou depoimentos no Ministério Público e em duas CPIs durante esse tempo. Também afirmou o óbvio: não tem nada a esconder e quer sim a investigação.
O processo é na área cível e não criminal, destacou Gilberto lembrando: "o acusador (João Francisco Daniel) já se retratou em juízo com o Zé Dirceu (em processo semelhante). Vou apresentar minha defesa, mas estou absolutamente tranquilo. Já me defendi em CPI, no Ministério Público. Estranho é virar manchete na semana que antecede à eleição. Mas o meu couro já está duro".
Sem dúvidas, trata-se de uma denúncia eleitoreira para ser usada na mídia, na propaganda de TV e nos debates do candidato José Serra. Este, sem propostas e sem programa de governo, apoia-se na onda de boatos que desencadeou e que chegou ao cúmulo na semana passada, ao tentar passar para a população ter sofrido uma agressão, quando foi alvo, apenas, de uma bolinha de papel.
Agressão não colou; volta a história dos dossiês
Como isto não colou, apelam agora para a volta da história dos dossiês - esta capa da VEJA. Também esta declaração da deputada eleita Mara Gabrilli (PSDB-SP), publicada a meu respeito pelo Estadão de ontem, não tem nenhuma base legal. A tucana acusa Carvalho e a mim de corrupção, sem considerar que o irmão de Celso Daniel já se retratou em juízo.
Além disso, é sempre bom lembrar, porque é a isso que eles querem chegar e explorar de novo: os dois inquéritos sobre o assassinato do Celso Daniel - o segundo pedido pela família que, inclusive, escolheu o promotor e a delegada que cuidaram do caso - já desvendaram o crime, os responsáveis foram processados e estão presos. Não há absolutamente nada que vincule o assassinato do ex-prefeito ao PT.
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