O PT de São Paulo e os partidos aliados preparam uma intensa mobilização para alavancar Dilma Rousseff no estado, onde a candidata ficou, por apenas dois pontos percentuais, atrás de seu adversário, o ex-governador Jose Serra (PSDB). Dilma obteve 38% dos votos paulistas e Serra 40%.
A senadora eleita Marta Suplicy e o senador Aloizio Mercadante realizaram ontem à noite uma ampla reunião em São Paulo com deputados aliados em mandato e eleitos, prefeitos e coordenadores da campanha para planificar uma intensa agenda de campanha para Dilma em São Paulo.
Já foi realizado um diagnóstico geográfico e social para orientar a tática do segundo turno. A apuração do primeiro turno mostrou que, dos 23,4 milhões de votos válidos, Serra teve apenas uma pequena margem de vantagem, de cerca de 780 mil votos --os tucanos achavam que iriam ganhar em SP com uma deiferença de 4 milhões de votos. Marina ficou com 21% dos eleitores, que o PT considera ser um voto conservador e de classe média.
"Vamos aumentar o diálogo com os setores médios de São Paulo, que estavam acenando para Dilma e Mercadante. Foi justamente esse setor que mais foi afetado pela onda de ataques. Precisamos restabelecer essa ligação, especialmente pelo interior", disse o presidente estadual do PT, Edinho Silva.
A semana deve se encerrar com um comício na sexta-feira, com a presença da candidata no Palácio do Trabalhador, da Força Sindical. Na quinta, serão realizadas plenárias de movimentos sociais e sindicais em todo estado. Hoje, prefeitos se reúnem para planejar o esforço a ser realizado no mês pelo interior. Das principais cidades, Dilma venceu em Americana, Campinas, Sumaré, São Bernardo, Guarulhos, Diadema, Santo André, Guarujá e em várias outras cidades da região metropólitana de São Paulo.
O PT também vai aumentar o diálogo com o setor religioso. Em São Paulo, a regional da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) fez uma ampla divulgação de um texto anti-PT.
"Há outros bispos que não concordam, que entendem que Dilma trabalha em defesa da vida e que o governo Lula foi o que mais valorizou a vida, dando atenção ao combate à miséria e à educação", disse Edinho.
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