quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Tarso reforça campanha de Dilma no RS e aposta na comparação

reforça campanha de Dilma no RS e aposta na comparação
O governador eleito reforça campanha de Dilma no RS e aposta na comparação
O governador eleito no Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), confirmou em entrevista à Rádio Guaíba, na tarde desta quarta-feira (6), que a estratégia petista para o segundo turno da disputa presidencial vai incluir a comparação detalhada entre os oito anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os oito de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Questionado sobre se a campanha de Dilma vai partir para a comparação de governos, enquanto a de Serra seguirá comparando biografias, Tarso foi taxativo. "Devemos comparar as duas coisas. O Serra teve um papel no governo Fernando Henrique e a Dilma teve um papel no governo Lula. O que vai mais pesar é exatamente 'o que você fez no verão passado'".

Em relação à busca de apoio de Marina Silva (PV), o governador eleito fez uma estimativa numérica. Disse que, em uma escala de zero a 50, se Marina tem uma proximidade de 10 pontos com Serra, com a Dilma e o presidente Lula a aproximação é de 40. "Conheço a Marina como a palma da minha mão e tenho a convicção, a não ser que ela mude radicalmente o olhar que tem sobre o seu passado, de que vai apoiar a Dilma".

O ex-ministro também fez projeções a respeito dos índices da candidata petista. "Creio que a Dilma vá fazer mais de 55%, por uma série de dados de que nós já dispomos. E acho que uma pesquisa que vai sair no final de semana agora provavelmente vai apontar isso".

Em relação à sua atuação a partir de 1º de janeiro, questionado sobre se pretende fazer um governo "Tarsinho paz e amor", Genro disse que este não é o seu estilo. "Vou fazer um governo sério, que respeite os movimentos sociais, programático, de muito diálogo e muita persuasão. Mas a visão de querer conciliar com todo mundo para não fazer nada não é o meu estilo".

Dutra e Pont ajudarão na coordenação

Genro, assim como os demais governadores e senadores aliados eleitos, recebeu a incumbência do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva de assumir a campanha de Dilma em seu Estado.

O ex-ministro também deverá acompanhar Dilma em viagens pelo País e terá um papel de destaque nas agendas da região Sul. O fato de ter sido ministro da Educação e da Justiça e possuir no currículo os projetos do ProUni no primeiro cargo e o Pronasci no segundo será fartamente explorado.

Além de Tarso, o ex-governador Olívio Dutra, o presidente estadual do partido, o deputado estadual reeleito Raul Pont, e o prefeito da cidade de São Leopoldo, Ary Vanazzi, vão formar a linha de frente da coordenação da campanha de Dilma no Estado. No primeiro turno, apenas Vanazzi respondia pela coordenação do comitê gaúcho suprapartidário de Dilma.

A decisão de colocar os pesos pesados na linha de frente foi oficializada na reunião da executiva estadual do PT nesta manhã.

Assim como o PT nacional, o gaúcho tem pressa. Depois da reunião da executiva, Pont, Vanazzi e Olívio seguem para Brasília onde acontecem nesta quarta reuniões da coordenação de campanha de Dilma e de presidentes estaduais do partido. Em reunião com prefeitos e vices na terça, Vanazzi chegou a solicitar que, aqueles que pudessem, tirassem férias ou se licenciassem para melhor se dedicarem à campanha de Dilma em solo gaúcho.

"Todos os diretórios estão orientados a manter os comitês de campanha e, entre os candidatos proporcionais, os que puderem também", resume Pont.

Manuela D´Ávila (PCdoB), a deputada federal mais votada do Rio Grande do Sul e a quarta mais votada do país, é uma das lideranças que já se programou para se dedicar com garra à campanha de Dilma no segundo turno.

Aliados

Vanazzi acredita que no Rio Grande do Sul é possível aumentar o leque de alianças, mas as iniciativas devem acontecer rapidamente. O próprio Pont já começou a procurar por deputados estaduais peemedebistas e por integrantes da direção partidária para "estabelecer um diálogo".

No Rio Grande do Sul, PMDB e PT são adversários históricos e, no primeiro turno, o PMDB se dividiu em relação à disputa presidencial. O partido, grande derrotado da eleição estadual, agora vive uma crise interna que pode dificultar as negociações.

Nesta quinta-feira (7) à tarde, a executiva estadual peemedebista se reunirá para "juntar os pedaços" e deve apontar um rumo sobre a posição do partido no segundo turno. Na cúpula, existe uma forte tendência pró-José Serra (PSDB). Na base, a maioria dos prefeitos se posicionou ainda no primeiro turno pró-Dilma. O impasse pode não se resolver e a briga de Dilma e Serra será pelos eleitores do partido.

Os petistas acreditam ainda que a candidata ficará com a maior parte dos votos que foram para Marina Silva (PV) no primeiro turno. Entre os gaúchos, Dilma foi a opção de 3 milhões de eleitores, fazendo 400 mil votos a mais do que Serra. Os eleitores de Marina foram 725 mil. Brancos e nulos ficaram em 497 mil.

Veja abaixo um gráfico que mostra como foi a votação de Serra e Dilma no Rio Grande do Sul. As partes azuis são onde Serra teve mais votos que Dilma e as vermelhas são onde Dilma superou a votação do tucano. Marina Silva não ficou em primeiro em nenhum município gaúchono Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), confirmou em entrevista à Rádio Guaíba, na tarde desta quarta-feira (6), que a estratégia petista para o segundo turno da disputa presidencial vai incluir a comparação detalhada entre os oito anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os oito de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Questionado sobre se a campanha de Dilma vai partir para a comparação de governos, enquanto a de Serra seguirá comparando biografias, Tarso foi taxativo. "Devemos comparar as duas coisas. O Serra teve um papel no governo Fernando Henrique e a Dilma teve um papel no governo Lula. O que vai mais pesar é exatamente 'o que você fez no verão passado'".

Em relação à busca de apoio de Marina Silva (PV), o governador eleito fez uma estimativa numérica. Disse que, em uma escala de zero a 50, se Marina tem uma proximidade de 10 pontos com Serra, com a Dilma e o presidente Lula a aproximação é de 40. "Conheço a Marina como a palma da minha mão e tenho a convicção, a não ser que ela mude radicalmente o olhar que tem sobre o seu passado, de que vai apoiar a Dilma".

O ex-ministro também fez projeções a respeito dos índices da candidata petista. "Creio que a Dilma vá fazer mais de 55%, por uma série de dados de que nós já dispomos. E acho que uma pesquisa que vai sair no final de semana agora provavelmente vai apontar isso".

Em relação à sua atuação a partir de 1º de janeiro, questionado sobre se pretende fazer um governo "Tarsinho paz e amor", Genro disse que este não é o seu estilo. "Vou fazer um governo sério, que respeite os movimentos sociais, programático, de muito diálogo e muita persuasão. Mas a visão de querer conciliar com todo mundo para não fazer nada não é o meu estilo".

Dutra e Pont ajudarão na coordenação

Genro, assim como os demais governadores e senadores aliados eleitos, recebeu a incumbência do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva de assumir a campanha de Dilma em seu Estado.

O ex-ministro também deverá acompanhar Dilma em viagens pelo País e terá um papel de destaque nas agendas da região Sul. O fato de ter sido ministro da Educação e da Justiça e possuir no currículo os projetos do ProUni no primeiro cargo e o Pronasci no segundo será fartamente explorado.

Além de Tarso, o ex-governador Olívio Dutra, o presidente estadual do partido, o deputado estadual reeleito Raul Pont, e o prefeito da cidade de São Leopoldo, Ary Vanazzi, vão formar a linha de frente da coordenação da campanha de Dilma no Estado. No primeiro turno, apenas Vanazzi respondia pela coordenação do comitê gaúcho suprapartidário de Dilma.

A decisão de colocar os pesos pesados na linha de frente foi oficializada na reunião da executiva estadual do PT nesta manhã.

Assim como o PT nacional, o gaúcho tem pressa. Depois da reunião da executiva, Pont, Vanazzi e Olívio seguem para Brasília onde acontecem nesta quarta reuniões da coordenação de campanha de Dilma e de presidentes estaduais do partido. Em reunião com prefeitos e vices na terça, Vanazzi chegou a solicitar que, aqueles que pudessem, tirassem férias ou se licenciassem para melhor se dedicarem à campanha de Dilma em solo gaúcho.

"Todos os diretórios estão orientados a manter os comitês de campanha e, entre os candidatos proporcionais, os que puderem também", resume Pont.

Manuela D´Ávila (PCdoB), a deputada federal mais votada do Rio Grande do Sul e a quarta mais votada do país, é uma das lideranças que já se programou para se dedicar com garra à campanha de Dilma no segundo turno.

Aliados

Vanazzi acredita que no Rio Grande do Sul é possível aumentar o leque de alianças, mas as iniciativas devem acontecer rapidamente. O próprio Pont já começou a procurar por deputados estaduais peemedebistas e por integrantes da direção partidária para "estabelecer um diálogo".

No Rio Grande do Sul, PMDB e PT são adversários históricos e, no primeiro turno, o PMDB se dividiu em relação à disputa presidencial. O partido, grande derrotado da eleição estadual, agora vive uma crise interna que pode dificultar as negociações.

Nesta quinta-feira (7) à tarde, a executiva estadual peemedebista se reunirá para "juntar os pedaços" e deve apontar um rumo sobre a posição do partido no segundo turno. Na cúpula, existe uma forte tendência pró-José Serra (PSDB). Na base, a maioria dos prefeitos se posicionou ainda no primeiro turno pró-Dilma. O impasse pode não se resolver e a briga de Dilma e Serra será pelos eleitores do partido.

Os petistas acreditam ainda que a candidata ficará com a maior parte dos votos que foram para Marina Silva (PV) no primeiro turno. Entre os gaúchos, Dilma foi a opção de 3 milhões de eleitores, fazendo 400 mil votos a mais do que Serra. Os eleitores de Marina foram 725 mil. Brancos e nulos ficaram em 497 mil.

Veja abaixo um gráfico que mostra como foi a votação de Serra e Dilma no Rio Grande do Sul. As partes azuis são onde Serra teve mais votos que Dilma e as vermelhas são onde Dilma superou a votação do tucano. Marina Silva não ficou em primeiro em nenhum município gaúcho

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