quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Convergência de Mídias - OCDE quer estimular banda larga de última geração em todos os países europeus

Banda larga de última geração – com altíssima velocidade – distribuída em redes de cabos ópticos que vão até as residências e as questões econômicas que envolvem essa infraestrutura, como a concorrência de serviços entre empresas de telecomunicação e operadoras. Esses foram os principais pontos debatidos, da tarde desta terça-feira (9) em Brasília, pelo economista greco-canadense, Dimitri Ypsilanti, chefe da Divisão de Informação, Comunicação e Políticas do Consumidor da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), durante o Seminário Internacional de Comunicações Eletrônicas Convergência de Mídias.
Para Ypsilanti, a chegada dessa nova tecnologia tem aberto grandes possibilidades de bons negócios em muitos setores, principalmente o da telecomunicação, para todos os países desenvolvidos. “A concorrência aberta entre empresas tem reduzido o preço dos produtos e aumentado a qualidade dos serviços. Quem ganha com isso é o consumidor”, afirma.
A implantação da rede de banda larga de última geração deverá estar pronta em dois anos. “Existem países mais avançados, como o Japão, a Coréia, na Ásia, e a Polônia e a Eslováquia, na Europa. E existem outros que ainda estão com o processo atrasado, como a Espanha, a Grécia e a Itália. Em todo o caso, ainda não há um país que tenha terminado completamente o processo”, ressalvou o greco-canadense.
Ypsilanti explicou que, apesar da vocação da OCDE de analisar políticas sempre do ponto de vista econômico, a instalação das redes de fibras ópticas nos países da OCDE acabam transbordando para a perspectiva social. “Por exemplo, a melhoraria no sistema de comunicação e informação vai trazer grandes benefícios para áreas como Educação e Saúde”.
“Queremos vencer os obstáculos econômicos, para isso temos que discutir propostas, chegar a consensos. Mas os nossos países-membros podem sempre recusar nossas recomendações, eles têm autonomia para isso”, finalizou o economista.
Fonte: Portal Convergência de Mídias

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