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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

cine - Truffaut - Dor se impõe no bonito retrato da infância feito por Truffaut




CRÍTICO DA FOLHA

Não existe filme sobre a infância e a adolescência tão bonito quanto "Os Incompreendidos" . Ou existe um, sim, o "Zero de Comportamento".
A rigor é como se o mais recente, de François Truffaut, saísse da barriga do ancestral anarquista que Jean Vigo realizou no começo do cinema sonoro.
Mas em Truffaut a dor se impõe (apesar de todo o humor): o filho rejeitado pela mãe, as durezas da escola, os riscos da rua (lugar, apesar disso, de verdade), isso é o que mais chama a atenção na vivência de Doinel.
No entanto, a cada fotograma o filme escande seu prazer de existir, de dar vida aos personagens, de partilhar ruas com eles. Esse é um filme difícil de evitar.
(INÁCIO ARAUJO)

domingo, 12 de setembro de 2010

Truffaut

"Amor em Fuga" aborda paixões antigas em tom melancólico
BRUNO YUTAKA SAITO
EDITOR-ASSISTENTE DA ILUSTRADA

Filmes não necessitam de um público especializado em cinema, acreditava François . Ele recebia de braços abertos o sujeito simples que caía de paraquedas numa sala de cinema buscando diversão sem compromisso.
Isso explica em parte a diferença de filmes como "O Amor em Fuga" ) daqueles feitos por colegas de geração.
É o fim da saga de Antoine Doinel e, com o atrapalhado paquerador, relembramos os grandes amores de sua vida.
Como em "(500) Dias com Ela" (TC Premium, 16h30, 12 anos), relembrar paixões do passado é atestar, não sem certa melancolia, a passagem inevitável do tempo.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010