segunda-feira, 8 de novembro de 2010

SIP sem autoridade para falar de democracia

blog do zé
Publicado em 08-Nov-2010
Entidade apoiou golpe de Estado na Venezuela...
Na esteira da realização da 66ª assembléia geral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) que se realiza em Mérida, no México, o Estadão de domingo trouxe entrevista com o presidente da veterana e conservadora entidade, Alejandro Aguirre, que periodicamente investe contra o governo Lula e gosta de associá-lo a ameaças à liberdade de imprensa e de expressão.

Ao dar lições sobre liberdade de imprensa e censura, e ao falar sobre a situação no Brasil ao O Estado de S.Paulo, afirma o conhecido Aguirre: “Há tentativas de controlar o trabalho da imprensa. Pessoalmente, acho que quando a liberdade de expressão é limitada, abre-se caminho para que venha, em seguida, um regime que reduza outras liberdades também."

"Penso - afirma o presidente da SIP - que quanto menor a regulação do setor, melhor. Hoje, com a internet, qualquer cidadão pode protestar ou responder a algo que considere incorreto ou agressivo, escrevendo num blog, por exemplo. Não é preciso que haja intervenção estatal. Os erros que os meios de comunicação possam cometer são parte da sociedade democrática. Para corrigí-los é preciso que haja mais liberdade, não mais controle do governo. Fazer o contrário é um erro fatal para a democracia”.

Quando a censura é imposta pela direita, a SIP aceita

Perfeitas as declarações de Alejandro Aguirre se a entidade que ele preside tivesse autoridade para dar lições contra censura à imprensa, liberdade de expressão e democracia. Acontece que ela não tem nenhuma, porque apoiou o golpe militar que depôs por dois dias em 1992 o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Lembram-se? Aquele golpe dado pelo empresariado, a mídia conservadora e a nata do reacionarismo de direita da Venezuela. Além disso a SIP convive muito bem com a censura em todo e qualquer país do continente - que proclama representar - quando esta vem da direita.

O Brasil está esperando, também, até hoje, os protestos da SIP e de seu presidente contra aquela decisão que a coligação conservadora de sustentação à candidatura presidencial de José Serra (PSDB-DEM-PPS) conseguiu na justiça eleitoral, de busca e apreensão do Jornal da CUT e da Revista do Brasil, sob a acusação de que, ao publicarem fotos de Dilma Rousseff faziam campanha pela candidata eleita presidenta da República

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