Esse texto é para louvar e agradecer à militância. Para tanto, escolhi um dos nossos “paradigmáticos”. Um militante que nessa luta foi extraordinário: José de Abreu. O cidadão, não o ator. Foi estimulante, comovente testemunhar a dedicação, a entrega desse homem à nossa causa.
Lula Miranda
cartamaior
Nós vencemos. Eles perderam. Simples assim. Aproveitemos à exaustão o deleite e as delícias dessa sagrada vitória. Não lhes daremos “o gosto” de um suposto e extemporâneo “terceiro turno”. Não tripudiaremos, decerto, pois não é da nossa índole. Porém tampouco aceitaremos/permitiremos que tentem macular nossa alegria, nossa folia, novamente, com suas infâmias, com esse abjeto racismo e separatismo que agora nos oferecem em sua bandeja de misérias. Não. Esse lixo não nos serve. Esse lixo não serve ao Brasil que ora, como muito zelo, construímos. Vivemos num Estado de Direto. As instituições darão conta desses infames.
Para que fique bem claro, de uma vez por todas: quem somos “nós”, quem são “eles”. Nós somos os “militantes da utopia”, os “justos”, generosos, fraternos, humanistas; somos os guardiões e militantes de uma causa que preconiza mais distribuição de renda, mais Bolsa Família, mais empregos, Luz para Todos, mais Minha Casa Minha Vida,uma maior presença do Estado na economia, mais investimentos em infra-estrutura e saneamento básico, saúde, educação e segurança, mais cidadania.
Repito, mais uma vez, para que fique cristalino: nós vencemos. O nosso projeto foi aprovado pela maioria esmagadora dos brasileiros, de Norte a Sul; do Nordeste ao Sudeste. Dilma Vana Rousseff foi eleita a primeira mulher presidente da República do Brasil. Dará continuidade e, mais que isso, aperfeiçoará o legado de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente-operário.
Já eles, os perdedores, em sua esmagadora maioria, são/representam a “vanguarda do atraso”, o fundamentalismo religioso, o ódio, todo tipo de preconceito, o separatismo, a privatização, ou seja, a entrega do Estado a interesses privados, o cruel “higienismo” contra os desassistidos. Representam, pois, o destampatório de todo mal, a Pandora inesgotável – como bem registrou em artigo o meu valoroso conterrâneo Leandro Fortes. Eles simbolizam os “bichos escrotos” que solertes saíram dos esgotos, das sombras com a pretensão de arruinar a nossa festa e, por conseguinte, o nosso projeto de um país para todos os brasileiros.
Mas não conseguiram. A esperança venceu o medo, novamente; a verdade venceu a mentira, com altivez e galhardia. A catequese amorosa, que é inerente a nossa natureza, e que aperfeiçoamos com Leonardo Boff, Fei Betto e tantos outros, venceu sobejamente a pregação odienta dos nossos antagonistas. Nós vencemos – nunca é demais reiterar. Nós vencemos!
Vencemos [palavra saborosa], sobretudo, graças a nossa militância: fraterna, valente, aguerrida, desinteressada, pois idealista, amorosa. Foi emocionante rever/reconhecer os companheiros nas ruas de todo o país, panfletando, agitando as bandeiras da Dilma com fervor cívico, como há muito não se via. Como - ou melhor, por quê?! - não chorar diante daquela histórica manifestação de apoio dos artistas e intelectuais no teatro Casagrande no RJ? Ou na manifestação dos juristas e professores na PUC-SP ou dos intelectuais e professores no campus da USP, por exemplo? E os cem mil com Lula em Pernambuco?! Como segurar as lágrimas ao ouvir a declaração de apoio de Marilena Chauí? Como não vibrar com o discurso flamejante de Luiza Erundina? Não tenho dúvida: os melhores estavam (e sempre estarão) do nosso lado. Caminharemos juntos, sempre em frente, buscando um auspicioso/generoso porvir.
Mas esse texto é para louvar e agradecer à militância. Para tanto, escolhi um dos nossos “paradigmáticos”. Um militante que nessa luta foi extraordinário: José de Abreu. O cidadão, não o ator. Foi estimulante, comovente testemunhar a dedicação, a entrega desse homem à nossa causa. Vê-lo nas ruas, em sua pregação afetuosa no twitter ou mesmo no 1º Encontro dos Blogueiros Progressistas. Não à toa esteve no palco na noite da vitória em Brasília – chorava copiosamente –, não simplesmente na condição de “papagaio de pirata” da presidente eleita, mas nos representando, militantes que fomos/somos . O Zé ali era “nós na fita”. Ah, o Zé Bigorna foi sensacional, singular.
Os blogueiros progressistas [prefiro, você bem o sabe, “de esquerda”] também tiveram um papel fundamental – assim como seus leitores e comentaristas. Alguns jornalistas também se recusaram a se associar aos infames sabujos da velha mídia e não se omitiram. Cito aqui alguns deles, jornalistas, blogueiros, leitores/comentaristas, como uma forma de registrar o nosso agradecimento e homenagem: Rodrigo Vianna (fundamental!), Altamiro Borges (grande Miro!), Luis Carlos Azenha (a sagacidade em pessoa), Eduardo Guimarães (incansável), Paulo Henrique Amorim (um guerreiro!), Luis Nassif, Brizola Neto, Renato Rovai (o que mais “furou”, digo, deu em primeira mão,resultados de pesquisas), Deputado Paulo Teixeira, Miguel do Rosário, Maringone, “Seu Cloaca”, André Lux, Jorge Furtado, Idelber Avelar, Celso Lungaretti, Conceição Oliveira, Argemiro Ferreira, Izaías Almada, Marcelo Sales, Flávio Aguiar, Palhares, Emir Sader (o nosso “emir”), Gilson Caroni Filho (um virtuose da “logopéia”), Antônio Martins (outro virtuose), Venício Lima, Laurindo Leal Filho, Mino Carta, Bob Fernandes, Marco Aurélio Mello, Luis Favre, Maurício Thuswohl, Maria Frô, “Na Maria”, Marco Weissheimer, Leonardo Sakamoto, Francisco Carlos Teixeira, Luis Carlos Lopes, Maria Inês Nassif, pessoal do blog Amigos do Presidente, Grupo Beatrice, equipe do Observatório da Imprensa, pessoal da Rede Brasil Atual, pessoal da Caros Amigos, Stanley Burburinho, Gunter Zibell, Professor Hariovaldo, Malu Marcondes Ferreira, Guimarães s v, Messias Franca (de Feira de Santana, Bahia)...
São tantos os nomes/talentos que se irmanaram nessa nossa vitória que dá um orgulho danado de estar ao lado dessa gente tão valorosa. Não dá não?
São tantos os nomes desse nosso aguerrido “exército”. Mas certamente faltou elencar o seu, estimado leitor. Portanto, caso seu nome ainda não conste dessa minha imperfeita lista [na verdade, um rascunho inicial], é só subscrever abaixo, pois, ao final, complementarei esse elenco de nomes/talentos e farei um poema-objeto (um cartaz virtual, algo assim) com o registro de todos que, de alguma maneira/forma, contribuíram para essa vitória da cidadania; seja como militante nas ruas, seja como jornalista, articulista, blogueiro (“sujo” ou “limpinho”), como leitor, comentarista etc. Qualquer maneira de entrega/dedicação valeu a pena - literalmente.
Se você é um dos nossos, um dos vitoriosos, subscreva abaixo.
Parabéns! Você ajudou a vencer a infâmia, o ódio, a maledicência. Parabéns! Você ajudou a eleger a primeira presidente do Brasil!
Receba os meus/nossos sinceros cumprimentos e agradecimentos. Celebre bastante até o dia da posse. Não se deixe incomodar pelos desmancha-prazeres [os que, insanos, clamam por um 3º turno]. Certamente nos encontraremos novamente em Brasília.
A luta, porém, sabemos, não acaba nunca. Afinal, nunca é demasiado lembrar, militamos em nome da utopia.
Viva a Dilma! Viva Lula! Viva o Brasil!
Lula Miranda é poeta e cronista. Foi um dos nomes da poesia marginal na Bahia na década de 1980. Publica artigos em veículos da chamada imprensa alternativa, tais como Carta Maior, Caros Amigos, Observatório da Imprensa, Fazendo Média e blogs de esquerda.
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domingo, 7 de novembro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Lula Miranda - Que a poesia sobrepuje a mediocridade
CARTAMAIOR
Obscurantismo, moralismo, intolerância, fundamentalismo religioso, ódio e preconceito (às mulheres, aos homossexuais, ao povo nordestino), fascismo, militarismo, e por aí segue essa torrente, lava medonha, que ora emerge, perigosamente, dos subterrâneos da alma e do submundo da política.
Lula Miranda
Assistimos todos, entre perplexos e enojados, a um funéreo e infame cortejo de temas miúdos, sentimentos nada edificantes e “máfias” ou “bandos” que, humanistas que somos, imaginávamos já estarem ultrapassados, enterrados no lixo do passado, da história. Obscurantismo, moralismo, intolerância, fundamentalismo religioso, ódio e preconceito (às mulheres, aos homossexuais, ao povo nordestino - de toda ordem, enfim), nazismo, fascismo, militarismo, e por aí segue essa torrente, lava medonha, que ora emerge, perigosamente, dos subterrâneos da alma e do submundo da política.
Eis que todo esse entulho odiento do passado ressurge das cinzas e se alevanta dos ínferos para assombrar esse nosso sonho de construção de um novo projeto de país, a que chamamos, com delicadeza, de “novo Brasil”. Projeto este representado pela continuidade e incremento/aperfeiçoamento das políticas públicas paulatinamente implementadas por Lula/Dilma.
Mas o ódio não vencerá o amor. O amor – fundamento de todo humanismo – prevalecerá. A nossa poesia sobrepujará essa mediocridade que tenta nos amarrar as pernas, emudecer o grito libertário e atravancar a leveza do nosso caminhar. A luz destruirá as trevas, iluminando assim o sol de um novo mundo. “Brasil, um sonho intenso, um raio vívido /de amor e de esperança à terra desce...”.
E, observe bem, não queremos/desejamos muito. Queremos/desejamos pouco; “apenas” uma sociedade menos desigual. Anote ainda: apenas começamos a “amortizar” essa secular e imensurável dívida social que esse país [paradoxalmente tão injusto, pois extraordinariamente grande, rico e generoso] ainda tem para com parcela significativa do seu povo que ainda vive na pobreza: “ Se o penhor dessa igualdade/conseguimos conquistar com braço forte.../ Gigante pela própria natureza/ és belo, és forte/ Impávido colosso/ e o teu futuro espelha essa grandeza...”.
Mas como derrotar, de modo definitivo, essas forças medonhas do mal e do medo que ora nos afligem/atormentam? Esses que se utilizam da infâmia, da maledicência, da manipulação, da torpeza, em suma dos meios mais baixos para ganhar essa eleição – nem que para esse fim se utilizem da fraude, da mentira e do “tapetão”. Sabemos que o que está em jogo é muito mais que uma eleição. “Mas, se ergues da justiça a clava forte/ Verás que um filho teu não foge à luta/ Nem teme, quem te adora,a
Própria morte/ Terra adorada...”.
Teremos que nos unir, todos, apesar de nossas diferenças, nossas nuances e matizes. Todas as nossas diferenças tornaram-se menores diante do inimigo que ora se alevanta diante de nossos olhares perplexos. Para tanto, de agora em diante, nos reuniremos – nas praças, auditórios, teatros e avenidas – em atenção ao chamamento que se faz inadiável e urgente: humanistas de todos os tempos, uni-vos.
“Verás que um filho teu não foge à luta”.
Então que venha você, meu irmão, companheiro e camarada, seja você de qualquer credo (ou igreja), gênero, cor, classe, ideologia ou partido político (os nossos “irmãos” do PSOL, do PSTU, do PCO, os anarquistas, vocês também não podem estar alheios a esse processo). Pensemos em formas alternativas e criativas de intervenção urbana [flash mob (mobilizações instantâneas), teatro do oprimido, caminhadas, carreatas, “bandeiraços” etc.]. É chegada a hora da ação. Tomemos as ruas, pois! De modo pacífico, generoso e fraterno, vamos seduzir o nosso próximo, mostrar-lhe , pela palavra e pelo afeto, o valor e grandeza da nossa causa, que já é um projeto em curso. Rio que corre para o mar.
“Verás que um filho teu não foge à luta”.
Estamos todos convocados para esse momento capital: professores, jornalistas, escritores, advogados, médicos, engenheiros, demais profissionais liberais, comerciários, bancários, operários, agricultores, cozinheiras, faxineiros, aposentados, enfim todos os brasileiros honestos, trabalhadores autêntica e abnegadamente devotados ao processo de construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
“Verás que um filho teu não foge à luta”.
Saiamos às ruas. Organizemo-nos em grupos de amigos e/ou familiares; conversemos uns com os outros, e com outros mais nossos concidadãos, que ainda não se aperceberam dessas forças reacionárias e atrasadas que ameaçam matar, ainda no berço, esse nosso novo projeto de país já em curso: uma nação mais justa, humana e solidária, uma nação desenvolvida e diversa como nós, com a nossa cara.
Humanistas de todas as crenças e ideologias, uni-vos! Preguemos o humanismo como fundamento de uma nova sociedade brasileira. Que a poesia sobrepuje a mediocridade.
[N.A. Utilizei-me, ad libitum, de excertos do Hino Nacional como marcadores da cadência semântica da mensagem]
Lula Miranda é poeta e cronista. Foi um dos nomes da poesia marginal na Bahia na década de 1980. Publica artigos em veículos da chamada imprensa alternativa, tais como Carta Maior, Caros Amigos, Observatório da Imprensa, Fazendo Média e blogs de esquerda
Obscurantismo, moralismo, intolerância, fundamentalismo religioso, ódio e preconceito (às mulheres, aos homossexuais, ao povo nordestino), fascismo, militarismo, e por aí segue essa torrente, lava medonha, que ora emerge, perigosamente, dos subterrâneos da alma e do submundo da política.
Lula Miranda
Assistimos todos, entre perplexos e enojados, a um funéreo e infame cortejo de temas miúdos, sentimentos nada edificantes e “máfias” ou “bandos” que, humanistas que somos, imaginávamos já estarem ultrapassados, enterrados no lixo do passado, da história. Obscurantismo, moralismo, intolerância, fundamentalismo religioso, ódio e preconceito (às mulheres, aos homossexuais, ao povo nordestino - de toda ordem, enfim), nazismo, fascismo, militarismo, e por aí segue essa torrente, lava medonha, que ora emerge, perigosamente, dos subterrâneos da alma e do submundo da política.
Eis que todo esse entulho odiento do passado ressurge das cinzas e se alevanta dos ínferos para assombrar esse nosso sonho de construção de um novo projeto de país, a que chamamos, com delicadeza, de “novo Brasil”. Projeto este representado pela continuidade e incremento/aperfeiçoamento das políticas públicas paulatinamente implementadas por Lula/Dilma.
Mas o ódio não vencerá o amor. O amor – fundamento de todo humanismo – prevalecerá. A nossa poesia sobrepujará essa mediocridade que tenta nos amarrar as pernas, emudecer o grito libertário e atravancar a leveza do nosso caminhar. A luz destruirá as trevas, iluminando assim o sol de um novo mundo. “Brasil, um sonho intenso, um raio vívido /de amor e de esperança à terra desce...”.
E, observe bem, não queremos/desejamos muito. Queremos/desejamos pouco; “apenas” uma sociedade menos desigual. Anote ainda: apenas começamos a “amortizar” essa secular e imensurável dívida social que esse país [paradoxalmente tão injusto, pois extraordinariamente grande, rico e generoso] ainda tem para com parcela significativa do seu povo que ainda vive na pobreza: “ Se o penhor dessa igualdade/conseguimos conquistar com braço forte.../ Gigante pela própria natureza/ és belo, és forte/ Impávido colosso/ e o teu futuro espelha essa grandeza...”.
Mas como derrotar, de modo definitivo, essas forças medonhas do mal e do medo que ora nos afligem/atormentam? Esses que se utilizam da infâmia, da maledicência, da manipulação, da torpeza, em suma dos meios mais baixos para ganhar essa eleição – nem que para esse fim se utilizem da fraude, da mentira e do “tapetão”. Sabemos que o que está em jogo é muito mais que uma eleição. “Mas, se ergues da justiça a clava forte/ Verás que um filho teu não foge à luta/ Nem teme, quem te adora,a
Própria morte/ Terra adorada...”.
Teremos que nos unir, todos, apesar de nossas diferenças, nossas nuances e matizes. Todas as nossas diferenças tornaram-se menores diante do inimigo que ora se alevanta diante de nossos olhares perplexos. Para tanto, de agora em diante, nos reuniremos – nas praças, auditórios, teatros e avenidas – em atenção ao chamamento que se faz inadiável e urgente: humanistas de todos os tempos, uni-vos.
“Verás que um filho teu não foge à luta”.
Então que venha você, meu irmão, companheiro e camarada, seja você de qualquer credo (ou igreja), gênero, cor, classe, ideologia ou partido político (os nossos “irmãos” do PSOL, do PSTU, do PCO, os anarquistas, vocês também não podem estar alheios a esse processo). Pensemos em formas alternativas e criativas de intervenção urbana [flash mob (mobilizações instantâneas), teatro do oprimido, caminhadas, carreatas, “bandeiraços” etc.]. É chegada a hora da ação. Tomemos as ruas, pois! De modo pacífico, generoso e fraterno, vamos seduzir o nosso próximo, mostrar-lhe , pela palavra e pelo afeto, o valor e grandeza da nossa causa, que já é um projeto em curso. Rio que corre para o mar.
“Verás que um filho teu não foge à luta”.
Estamos todos convocados para esse momento capital: professores, jornalistas, escritores, advogados, médicos, engenheiros, demais profissionais liberais, comerciários, bancários, operários, agricultores, cozinheiras, faxineiros, aposentados, enfim todos os brasileiros honestos, trabalhadores autêntica e abnegadamente devotados ao processo de construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
“Verás que um filho teu não foge à luta”.
Saiamos às ruas. Organizemo-nos em grupos de amigos e/ou familiares; conversemos uns com os outros, e com outros mais nossos concidadãos, que ainda não se aperceberam dessas forças reacionárias e atrasadas que ameaçam matar, ainda no berço, esse nosso novo projeto de país já em curso: uma nação mais justa, humana e solidária, uma nação desenvolvida e diversa como nós, com a nossa cara.
Humanistas de todas as crenças e ideologias, uni-vos! Preguemos o humanismo como fundamento de uma nova sociedade brasileira. Que a poesia sobrepuje a mediocridade.
[N.A. Utilizei-me, ad libitum, de excertos do Hino Nacional como marcadores da cadência semântica da mensagem]
Lula Miranda é poeta e cronista. Foi um dos nomes da poesia marginal na Bahia na década de 1980. Publica artigos em veículos da chamada imprensa alternativa, tais como Carta Maior, Caros Amigos, Observatório da Imprensa, Fazendo Média e blogs de esquerda
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Antídoto à peçonha e à vilania
Lula Miranda,
Carta Maior:
Tenho recebido, assim como, imagino, inúmeros dos leitores, diversos e-mails contendo infâmias, aleivosias contra a candidata Dilma Rousseff, o presidente Lula e o seu partido, o PT. São mensagens contaminadas pela peçonha do ódio, do preconceito de classe, de gênero, de todo tipo enfim. Mensagens vindas de um mundo subterrâneo (o submundo da política e da moral), que imaginávamos, em nossa pureza, boa índole e tranqüilidade desatenta, já não existir em nossa sociedade. Palavras e pensamentos que escorrem como o chorume de uma ideologia inconfessável, espúria, pois repleta de “baixarias”, torpezas e vilanias.
Ao jogo político se impõe certos limites; o exercício da política deve ser balizado pelo respeito inequívoco ao adversário e à ética. Por isso devemos fazer um debate respeitoso com os outros candidatos, seus eleitores. Daí ser contraproducente e indevido brigar com os “verdes” – devemos sim conquistá-los, seduzi-los, trazê-los para a nossa companhia.
Porém, tal qual a fábula do sapo e do escorpião, parece que esses “boateiros” de hoje, que são os reacionários de sempre, pretenderam subir em nossos ombros e assim nos utilizar para fazer uma suposta e limitada “travessia”, aquela perene/determinada travessia que hoje resultou, de modo inequívoco, em avanços significativos. E agora, impelidos pelo instinto, pela sua “natureza”, tentam nos ferroar com sua peçonha. Ou ainda, melhor dizendo, tal qual a famosa “fábula da maledicência”, aquela do espalhador de boatos, que, do alto de seus castelos em ruínas, destrói o travesseiro de plumas de ganso que embalava o sono tranqüilo (e os sonhos) dos justos, espalhando-os – os sonhos e as penas – ao vento. As penas, num simbolismo eloqüente, seriam os boatos, as mentiras.
Ao final serão condenados a catar, passado o tempestuoso vendaval, pena por pena, uma por uma, espalhadas irremediavelmente pelo forte vento – num esforço gratuito que nos remete ao mito de Sísifo. E perceberão, envergonhados, humilhados e derrotados, o desastre e o horror de perceber valores e sentimentos tão caros e nobres a escorrer pela sarjeta imunda.
Segue abaixo, a título de ilustração e antídoto, resposta que dei a um desses agents provocateurs que estão, infelizmente, entre nós, alguns deles, lobos em pele de cordeiro inseridos no meio de estudantes universitários, disfarçados de jovens “descontentes” com a política nas redes sociais, insidiosamente infiltrados em igrejas, em cultos religiosos. Reflitam e procurem entender quem é essa gente, seu modus operandi, a quem eles servem e o que pretendem.
No lugar do possível nome, que identificaria o “sujeito” dessa história, uso... [reticências]. Pois, vocês sabem, muitos desses abjetos “missivistas”, tal qual meliantes anônimos, covardes, usam pseudônimos e falsas identidades.
“Pelo visto Sr ... agora você assume a pele de lobo e deixa, de uma vez, a fantasia de lado. Então, quer dizer que você não era tão bem-intencionado e "inofensivo” assim, como nos fez pensar originalmente? Sei...
Veio, na semana passada [do 1º turno da eleição], com um discurso enviesado e capcioso de "verde" (pró-Marina) e agora assume de vez a sua "identidade secreta": um “tucano”; na verdade, tirando-lhe das sombras, um conservador empedernido, um reacionário. Ou seja: encheu o cesto de votos da outra candidata, para assim o seu candidato passar para o 2º turno. Muito arguto da sua parte.
Porém, covarde, como todos "os seus", volta novamente escondendo-se. Fala/escreve através da palavra de outrem. Ou seja, destila seu veneno, sua torpeza, tal ventríloquo maldito, utilizando-se de certos bonecos "de ocasião” na imprensa – isso, segundo a sua “brilhante” e ardilosa estratégia, teria o poder de auferir alguma legitimidade e credibilidade às suas mentiras. Sim, lhe serei duro, enfático – procurarei ser rígido, mas sem perder a elegância e a ternura jamais. Não tratarei lobos como se cordeiros fossem.
Conheço, muito bem, gente da sua laia, Sr... – e os que estão do seu lado. Os combato há muito. E o farei sempre. Com destemor. Com galhardia.
Já senti a dor, física e moral, de ser espancado e subjugado pelos “centuriões” que serviam a essa ideologia do medo, que você agora professa, na época da ditadura. (Humpf... Como era difícil respirar com o rosto sendo esmagado/sufocado na sarjeta por aquelas botas imundas...).Você sabe o que é ter a mandíbula e os dentes estraçalhados por um golpe certeiro de cassetete?Você dança e tripudia, nessa sua dança tresloucada e inconseqüente, sob o sangue e a dor de muitos, meu caro.
Conheci os porões onde vocês "guardaram" e "silenciaram" muitos dos nossos, os idealistas, homens e mulheres de bem, jovens, que apenas ousaram sonhar e lutar por um país mais justo – como, hoje, ainda sonham, lutam .
Vocês vivem nas sombras, silentes, como serpentes, aguardando apenas o instante oportuno, o mais apropriado, para dar o bote, o golpe traiçoeiro, quando o desavisado baixa a guarda [a atenção]. Manteremo-nos sempre alertas. Não baixaremos a nossa guarda jamais!
Não adianta vocês emergirem dos "ínferos", do submundo da política, com sua peçonha, sua vilania. Com seus boatos infames espalhados ao vento, sua maledicência, sua vileza, suas formulações “canhestras”, “toscas”, embrulhadas em supostas “verdades” e “fatos” que, em verdade, são meros sofismas e mentiras edulcoradas.
Estamos assistindo todos, pasmos e revoltados, a esse verdadeiro desfile de torpezas infamantes que vocês exibem, despudoradamente, como arma na disputa política. Existem limites éticos para essa disputa, sabia? Esqueci: vocês desconhecem qualquer limite.
Aliás, onde está a sua ética? Digo, a ética "dos seus". Onde está a honestidade? Onde ficam os seus princípios.? Os seus valores? No rés do chão; junto á lama que escorre pela sarjeta, pelos esgotos?
Diferentemente de alguns [sei que é essa sua intenção maliciosa], não cometerei a ingenuidade de repassar as suas maledicências (escondidas sob a pena do outro, um “terceiro”, um preposto bem situado, estrategicamente, na grande mídia) para toda a minha lista de contatos.
Porém – com essa, estou certo, você não contava – repasso a minha resposta para toda a minha lista de leitores, para que eles saibam dos seus/vossos ardis e para que possam, com palavras, gestos e delicadeza, prosseguir empunhando a bandeira da honradez e dos probos ideais, defender esse novo Brasil que agora se alevanta e que vocês pretendem, utilizando-se de meios/modos sub-reptícios, malévolos, arruinar.
Aliás, devo-lhe agradecer – e àqueles aos quais você(s) serve(m). Pois essa sua "provocação" deu-me inspiração para escrever esse texto, um “chamamento” e um “alerta” aos “nossos”, e assim, quem sabe, modestamente, ajudá-los a prosseguir mudando esse país para melhor, tornando-o um pouco menos desigual (só um pouco, Srs. arautos do atraso, mas nem isso vocês querem permitir). Felizmente, não carecemos da vossa permissão para fazer justiça social. Basta o voto e a confiança do povo brasileiro. Esse não nos tem faltado. Felizmente.
A sua/vossa torpeza só alimenta a nossa garra de lutar o “bom combate”. Reforça a nossa inabalável vocação democrática; a nossa inquebrantável vontade de lutar por mais igualdade e justiça social. Quando vocês falam em morte, celebramos a vida. Nós venceremos! O bem prevalecerá! Não permitiremos que vocês joguem, de novo, esse país no atraso – não voltaremos a um passado de sombras, de exclusão, de injustiças.
E, por falar em passado, vocês não passarão! Não desvirtuarão a nossa pauta; não conseguirão nos desviar do nosso caminho virtuoso. O mal não prevalecerá. Sim, sem maniqueísmos e/ou simplificações –, pois, sejamos honestos, vocês representam o que há de pior entre nós.
Carta Maior:
Tenho recebido, assim como, imagino, inúmeros dos leitores, diversos e-mails contendo infâmias, aleivosias contra a candidata Dilma Rousseff, o presidente Lula e o seu partido, o PT. São mensagens contaminadas pela peçonha do ódio, do preconceito de classe, de gênero, de todo tipo enfim. Mensagens vindas de um mundo subterrâneo (o submundo da política e da moral), que imaginávamos, em nossa pureza, boa índole e tranqüilidade desatenta, já não existir em nossa sociedade. Palavras e pensamentos que escorrem como o chorume de uma ideologia inconfessável, espúria, pois repleta de “baixarias”, torpezas e vilanias.
Ao jogo político se impõe certos limites; o exercício da política deve ser balizado pelo respeito inequívoco ao adversário e à ética. Por isso devemos fazer um debate respeitoso com os outros candidatos, seus eleitores. Daí ser contraproducente e indevido brigar com os “verdes” – devemos sim conquistá-los, seduzi-los, trazê-los para a nossa companhia.
Porém, tal qual a fábula do sapo e do escorpião, parece que esses “boateiros” de hoje, que são os reacionários de sempre, pretenderam subir em nossos ombros e assim nos utilizar para fazer uma suposta e limitada “travessia”, aquela perene/determinada travessia que hoje resultou, de modo inequívoco, em avanços significativos. E agora, impelidos pelo instinto, pela sua “natureza”, tentam nos ferroar com sua peçonha. Ou ainda, melhor dizendo, tal qual a famosa “fábula da maledicência”, aquela do espalhador de boatos, que, do alto de seus castelos em ruínas, destrói o travesseiro de plumas de ganso que embalava o sono tranqüilo (e os sonhos) dos justos, espalhando-os – os sonhos e as penas – ao vento. As penas, num simbolismo eloqüente, seriam os boatos, as mentiras.
Ao final serão condenados a catar, passado o tempestuoso vendaval, pena por pena, uma por uma, espalhadas irremediavelmente pelo forte vento – num esforço gratuito que nos remete ao mito de Sísifo. E perceberão, envergonhados, humilhados e derrotados, o desastre e o horror de perceber valores e sentimentos tão caros e nobres a escorrer pela sarjeta imunda.
Segue abaixo, a título de ilustração e antídoto, resposta que dei a um desses agents provocateurs que estão, infelizmente, entre nós, alguns deles, lobos em pele de cordeiro inseridos no meio de estudantes universitários, disfarçados de jovens “descontentes” com a política nas redes sociais, insidiosamente infiltrados em igrejas, em cultos religiosos. Reflitam e procurem entender quem é essa gente, seu modus operandi, a quem eles servem e o que pretendem.
No lugar do possível nome, que identificaria o “sujeito” dessa história, uso... [reticências]. Pois, vocês sabem, muitos desses abjetos “missivistas”, tal qual meliantes anônimos, covardes, usam pseudônimos e falsas identidades.
“Pelo visto Sr ... agora você assume a pele de lobo e deixa, de uma vez, a fantasia de lado. Então, quer dizer que você não era tão bem-intencionado e "inofensivo” assim, como nos fez pensar originalmente? Sei...
Veio, na semana passada [do 1º turno da eleição], com um discurso enviesado e capcioso de "verde" (pró-Marina) e agora assume de vez a sua "identidade secreta": um “tucano”; na verdade, tirando-lhe das sombras, um conservador empedernido, um reacionário. Ou seja: encheu o cesto de votos da outra candidata, para assim o seu candidato passar para o 2º turno. Muito arguto da sua parte.
Porém, covarde, como todos "os seus", volta novamente escondendo-se. Fala/escreve através da palavra de outrem. Ou seja, destila seu veneno, sua torpeza, tal ventríloquo maldito, utilizando-se de certos bonecos "de ocasião” na imprensa – isso, segundo a sua “brilhante” e ardilosa estratégia, teria o poder de auferir alguma legitimidade e credibilidade às suas mentiras. Sim, lhe serei duro, enfático – procurarei ser rígido, mas sem perder a elegância e a ternura jamais. Não tratarei lobos como se cordeiros fossem.
Conheço, muito bem, gente da sua laia, Sr... – e os que estão do seu lado. Os combato há muito. E o farei sempre. Com destemor. Com galhardia.
Já senti a dor, física e moral, de ser espancado e subjugado pelos “centuriões” que serviam a essa ideologia do medo, que você agora professa, na época da ditadura. (Humpf... Como era difícil respirar com o rosto sendo esmagado/sufocado na sarjeta por aquelas botas imundas...).Você sabe o que é ter a mandíbula e os dentes estraçalhados por um golpe certeiro de cassetete?Você dança e tripudia, nessa sua dança tresloucada e inconseqüente, sob o sangue e a dor de muitos, meu caro.
Conheci os porões onde vocês "guardaram" e "silenciaram" muitos dos nossos, os idealistas, homens e mulheres de bem, jovens, que apenas ousaram sonhar e lutar por um país mais justo – como, hoje, ainda sonham, lutam .
Vocês vivem nas sombras, silentes, como serpentes, aguardando apenas o instante oportuno, o mais apropriado, para dar o bote, o golpe traiçoeiro, quando o desavisado baixa a guarda [a atenção]. Manteremo-nos sempre alertas. Não baixaremos a nossa guarda jamais!
Não adianta vocês emergirem dos "ínferos", do submundo da política, com sua peçonha, sua vilania. Com seus boatos infames espalhados ao vento, sua maledicência, sua vileza, suas formulações “canhestras”, “toscas”, embrulhadas em supostas “verdades” e “fatos” que, em verdade, são meros sofismas e mentiras edulcoradas.
Estamos assistindo todos, pasmos e revoltados, a esse verdadeiro desfile de torpezas infamantes que vocês exibem, despudoradamente, como arma na disputa política. Existem limites éticos para essa disputa, sabia? Esqueci: vocês desconhecem qualquer limite.
Aliás, onde está a sua ética? Digo, a ética "dos seus". Onde está a honestidade? Onde ficam os seus princípios.? Os seus valores? No rés do chão; junto á lama que escorre pela sarjeta, pelos esgotos?
Diferentemente de alguns [sei que é essa sua intenção maliciosa], não cometerei a ingenuidade de repassar as suas maledicências (escondidas sob a pena do outro, um “terceiro”, um preposto bem situado, estrategicamente, na grande mídia) para toda a minha lista de contatos.
Porém – com essa, estou certo, você não contava – repasso a minha resposta para toda a minha lista de leitores, para que eles saibam dos seus/vossos ardis e para que possam, com palavras, gestos e delicadeza, prosseguir empunhando a bandeira da honradez e dos probos ideais, defender esse novo Brasil que agora se alevanta e que vocês pretendem, utilizando-se de meios/modos sub-reptícios, malévolos, arruinar.
Aliás, devo-lhe agradecer – e àqueles aos quais você(s) serve(m). Pois essa sua "provocação" deu-me inspiração para escrever esse texto, um “chamamento” e um “alerta” aos “nossos”, e assim, quem sabe, modestamente, ajudá-los a prosseguir mudando esse país para melhor, tornando-o um pouco menos desigual (só um pouco, Srs. arautos do atraso, mas nem isso vocês querem permitir). Felizmente, não carecemos da vossa permissão para fazer justiça social. Basta o voto e a confiança do povo brasileiro. Esse não nos tem faltado. Felizmente.
A sua/vossa torpeza só alimenta a nossa garra de lutar o “bom combate”. Reforça a nossa inabalável vocação democrática; a nossa inquebrantável vontade de lutar por mais igualdade e justiça social. Quando vocês falam em morte, celebramos a vida. Nós venceremos! O bem prevalecerá! Não permitiremos que vocês joguem, de novo, esse país no atraso – não voltaremos a um passado de sombras, de exclusão, de injustiças.
E, por falar em passado, vocês não passarão! Não desvirtuarão a nossa pauta; não conseguirão nos desviar do nosso caminho virtuoso. O mal não prevalecerá. Sim, sem maniqueísmos e/ou simplificações –, pois, sejamos honestos, vocês representam o que há de pior entre nós.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Lula Miranda: Exortação aos últimos idealistas
As máfias da imprensa e da política fizeram o serviço sujo com a deletéria maestria de sempre. E agora pretendem, finalmente, colher seus frutos. Os próximos lances no seu tabuleiro de excrescências certamente será o recrudescimento da manipulação das pesquisas e do torpe “denuncismo”.
É chegada a hora! Chegamos à reta final de uma das eleições mais importantes e decisivas da nossa história. Passamos por momentos de alegrias e muitas apreensões. Agora é o momento de sairmos às ruas, de conversarmos com as pessoas nas praças, nos pontos de ônibus, no trem, no metrô; com nossos colegas de trabalho, nossos parentes e amigos. Enfim, é chegada a hora de fazermos, com tranqüilidade, generosidade e competência a nossa parte de militantes e/ou cidadãos. Pois, “do lado de lá”, vi, in loco, com meus próprios olhos, que verdadeiras hordas de militantes a soldo, com seus indefectíveis coletes azuis, já invadem as casas com sua pregação plena em infâmias, aleivosias e falsas promessas. É preciso mostrar-lhes a força e graça da nossa militância.
Com incontido regozijo, pudemos perceber/avistar que uma perene, solerte e majestosa “onda vermelha” se espalhou por todos os cantos do país, das capitais aos rincões mais distantes. O que, muito provavelmente, ajudará a eleger governadores, senadores e deputados comprometidos com a nossa “causa” e projeto. A saber, em essência: crescimento e desenvolvimento econômico com mais igualdade social e uma maior distribuição da renda, com aumento real dos salários e das aposentadorias, e com a conseqüente e progressiva melhoria das condições de vida do povo brasileiro (da educação, saúde, segurança etc.). Enfim, a construção de um novo paradigma, de um novo Brasil.
O problema é que ao imponente espraiar-se dessa onda se interpõe, agora, de modo decisivo, já no final do processo eleitoral, os arrecifes. A leveza, a beleza, a boa vontade, as boas intenções e ideais revolucionários dos “justos”, dos “homens de bem”, os “do lado de cá”, deparam-se, em definitivo, com as duras pedras interpostas pelo pensamento conservador, reacionário. É hora de nos agigantarmos, pois.
E o que significaria exatamente essa metáfora dos “arrecifes”? – perguntaria você, com propriedade e compreensível receio. Os “arrecifes” simbolizam a reação inevitável dos empedernidos conservadores de sempre. Vimos todos, nas últimas semanas, o gritante “parcialismo” da grande imprensa. O despudor e desfaçatez em exibir, impunemente, toda sua torpeza e vilania, seu “manchetismo denuncista”, sua escandalização do nada. Assistimos, atônitos, impassíveis a candidatura de oposição espalhar mentiras e boatos no seio da comunidade evangélica; confeccionar “filmetes” caricatos, desrespeitosos e odientos, e espalhá-los na rede tal qual um spam viral.
Denúncias e mais denúncias (muitas falsas, vazias, pois destituídas de sentido ou conteúdo), manchetes e mais manchetes, matérias e mais matérias negativas sobre o governo Lula e a candidatura Dilma foram de modo oportunista e estratégico “plantadas” no noticiário à exaustão. As máfias da imprensa e da política fizeram o serviço sujo com a deletéria maestria de sempre. E agora pretendem, finalmente, colher seus frutos malditos. Os próximos lances no seu tabuleiro de excrescências certamente será o recrudescimento da manipulação das pesquisas e do torpe “denuncismo”. Essas são as pedras que ora se interpõe no nosso virtuoso caminho e que atravancam o vagar virtuoso da nossa “onda”.
A estratégia das forças conservadoras foi, desde sempre, lembro-lhe, a de dar um, por assim dizer, “cavalo-de-pau” na pauta dessas eleições. Inverter o foco, desviar os olhares e as atenções do eleitor, reverter capciosamente o andamento “natural” do processo. Em vez de discutir um projeto para o país, a eles, e somente a eles, interessava a escandalização vazia e o denuncismo no atacado. Essa foi a estratégia por eles argutamente escolhida – uma vez que, vale lembrar, eles não têm um projeto de nação.
Desejam “apenas” retomar o poder, simples assim – para tanto não pouparão esforços nem “meios” [entenda-se, também, mídias].
Precisavam – e assim o fizeram, em movimentos abruptos, reiteradas vezes – criar uma “nova” realidade, uma vez que a nossa pauta [e realidade] não lhes servia ou interessava discutir/debater, pois a nossa é uma pauta [e uma realidade] virtuosa: criação de mais de 12 milhões de empregos com carteira assinada, mais 36 milhões de brasileiros saíram da pobreza, economia cresce a 7% esse ano, em ritmo de “milagre econômico”, milhões de brasileiro puderam, finalmente, realizar o sonho da casa própria e do carro novo, a auto-estima do brasileiro nunca esteve tão elevada etc. Para eles, convenhamos, seria difícil se debater, enfrentar, contradizer uma realidade tão pujante [daí as pirotecnias de seus prepostos na mídia]. Mas, sejamos honestos, a realidade do povo brasileiro está cada dia melhor. Isso é fato. A verdade está ao nosso lado. Isso é o que importa. Isso é o que importa?! Não nos enganemos: a eles, os “reacionários”, não.
A elite conservadora não tem projeto para o país, a não ser, é claro, o de barrar os avanços e os progressos que a sociedade brasileira hoje experimenta. Eles são os arautos do atraso, do retrocesso.
A nossa onda, estimados companheiros de ideal, vem, célere, audaz de encontro ao “arrecife”, e dele não se desviará. Vitoriosos, vamos avançar em direção à praia – num domingo ensolarado, de brisa fresca e céu límpido, azul. Sim, nós vamos avante; nós vamos vencer.
Porém, como já se percebe nitidamente, essa vitória não virá “de graça”. Para isso é chegada a hora de fazermos a nossa parte; é chegada a hora de nos alevantarmos, junto com essa onda bela e majestosa e mostrarmos a nossa força, a garra daqueles que acreditam na construção de um país melhor, para todos. É o momento de esgrimirmos a nossa vontade, a verve e graça que só os justos trazem n’alma; a força das idéias; a força das nossas crenças.
É hora de, sim, militarmos na blogosfera (de “twitarmos” e “blogarmos” como nunca), mas, e principalmente, é hora de sairmos às ruas e convencermos a muitos, de modo sereno, mas peremptório e definitivo, que o Brasil precisa continuar o seu caminho virtuoso. Caminho este que nos foi ensinado, com humildade e tenacidade, não nos esqueçamos, não por nossas elites conservadoras, mas por um homem do povo. Seu nome: Luiz Inácio Lula da Silva.
Não tenhamos pudor em afirmar: a nossa candidata é a melhor, pois mais competente, mais preparada, humana e solidária. Dilma Rousseff é o melhor para o país. Com ela seguiremos adiante! Com ela construiremos, enfim, uma nação mais justa e solidária.
Lula Miranda é poeta e cronista. Foi um dos nomes da poesia marginal na Bahia na década de 1980. Publica artigos em veículos da chamada imprensa alternativa, tais como Carta Maior, Caros Amigos, Observatório da Imprensa, Fazendo Média e blogs de esquerda
É chegada a hora! Chegamos à reta final de uma das eleições mais importantes e decisivas da nossa história. Passamos por momentos de alegrias e muitas apreensões. Agora é o momento de sairmos às ruas, de conversarmos com as pessoas nas praças, nos pontos de ônibus, no trem, no metrô; com nossos colegas de trabalho, nossos parentes e amigos. Enfim, é chegada a hora de fazermos, com tranqüilidade, generosidade e competência a nossa parte de militantes e/ou cidadãos. Pois, “do lado de lá”, vi, in loco, com meus próprios olhos, que verdadeiras hordas de militantes a soldo, com seus indefectíveis coletes azuis, já invadem as casas com sua pregação plena em infâmias, aleivosias e falsas promessas. É preciso mostrar-lhes a força e graça da nossa militância.
Com incontido regozijo, pudemos perceber/avistar que uma perene, solerte e majestosa “onda vermelha” se espalhou por todos os cantos do país, das capitais aos rincões mais distantes. O que, muito provavelmente, ajudará a eleger governadores, senadores e deputados comprometidos com a nossa “causa” e projeto. A saber, em essência: crescimento e desenvolvimento econômico com mais igualdade social e uma maior distribuição da renda, com aumento real dos salários e das aposentadorias, e com a conseqüente e progressiva melhoria das condições de vida do povo brasileiro (da educação, saúde, segurança etc.). Enfim, a construção de um novo paradigma, de um novo Brasil.
O problema é que ao imponente espraiar-se dessa onda se interpõe, agora, de modo decisivo, já no final do processo eleitoral, os arrecifes. A leveza, a beleza, a boa vontade, as boas intenções e ideais revolucionários dos “justos”, dos “homens de bem”, os “do lado de cá”, deparam-se, em definitivo, com as duras pedras interpostas pelo pensamento conservador, reacionário. É hora de nos agigantarmos, pois.
E o que significaria exatamente essa metáfora dos “arrecifes”? – perguntaria você, com propriedade e compreensível receio. Os “arrecifes” simbolizam a reação inevitável dos empedernidos conservadores de sempre. Vimos todos, nas últimas semanas, o gritante “parcialismo” da grande imprensa. O despudor e desfaçatez em exibir, impunemente, toda sua torpeza e vilania, seu “manchetismo denuncista”, sua escandalização do nada. Assistimos, atônitos, impassíveis a candidatura de oposição espalhar mentiras e boatos no seio da comunidade evangélica; confeccionar “filmetes” caricatos, desrespeitosos e odientos, e espalhá-los na rede tal qual um spam viral.
Denúncias e mais denúncias (muitas falsas, vazias, pois destituídas de sentido ou conteúdo), manchetes e mais manchetes, matérias e mais matérias negativas sobre o governo Lula e a candidatura Dilma foram de modo oportunista e estratégico “plantadas” no noticiário à exaustão. As máfias da imprensa e da política fizeram o serviço sujo com a deletéria maestria de sempre. E agora pretendem, finalmente, colher seus frutos malditos. Os próximos lances no seu tabuleiro de excrescências certamente será o recrudescimento da manipulação das pesquisas e do torpe “denuncismo”. Essas são as pedras que ora se interpõe no nosso virtuoso caminho e que atravancam o vagar virtuoso da nossa “onda”.
A estratégia das forças conservadoras foi, desde sempre, lembro-lhe, a de dar um, por assim dizer, “cavalo-de-pau” na pauta dessas eleições. Inverter o foco, desviar os olhares e as atenções do eleitor, reverter capciosamente o andamento “natural” do processo. Em vez de discutir um projeto para o país, a eles, e somente a eles, interessava a escandalização vazia e o denuncismo no atacado. Essa foi a estratégia por eles argutamente escolhida – uma vez que, vale lembrar, eles não têm um projeto de nação.
Desejam “apenas” retomar o poder, simples assim – para tanto não pouparão esforços nem “meios” [entenda-se, também, mídias].
Precisavam – e assim o fizeram, em movimentos abruptos, reiteradas vezes – criar uma “nova” realidade, uma vez que a nossa pauta [e realidade] não lhes servia ou interessava discutir/debater, pois a nossa é uma pauta [e uma realidade] virtuosa: criação de mais de 12 milhões de empregos com carteira assinada, mais 36 milhões de brasileiros saíram da pobreza, economia cresce a 7% esse ano, em ritmo de “milagre econômico”, milhões de brasileiro puderam, finalmente, realizar o sonho da casa própria e do carro novo, a auto-estima do brasileiro nunca esteve tão elevada etc. Para eles, convenhamos, seria difícil se debater, enfrentar, contradizer uma realidade tão pujante [daí as pirotecnias de seus prepostos na mídia]. Mas, sejamos honestos, a realidade do povo brasileiro está cada dia melhor. Isso é fato. A verdade está ao nosso lado. Isso é o que importa. Isso é o que importa?! Não nos enganemos: a eles, os “reacionários”, não.
A elite conservadora não tem projeto para o país, a não ser, é claro, o de barrar os avanços e os progressos que a sociedade brasileira hoje experimenta. Eles são os arautos do atraso, do retrocesso.
A nossa onda, estimados companheiros de ideal, vem, célere, audaz de encontro ao “arrecife”, e dele não se desviará. Vitoriosos, vamos avançar em direção à praia – num domingo ensolarado, de brisa fresca e céu límpido, azul. Sim, nós vamos avante; nós vamos vencer.
Porém, como já se percebe nitidamente, essa vitória não virá “de graça”. Para isso é chegada a hora de fazermos a nossa parte; é chegada a hora de nos alevantarmos, junto com essa onda bela e majestosa e mostrarmos a nossa força, a garra daqueles que acreditam na construção de um país melhor, para todos. É o momento de esgrimirmos a nossa vontade, a verve e graça que só os justos trazem n’alma; a força das idéias; a força das nossas crenças.
É hora de, sim, militarmos na blogosfera (de “twitarmos” e “blogarmos” como nunca), mas, e principalmente, é hora de sairmos às ruas e convencermos a muitos, de modo sereno, mas peremptório e definitivo, que o Brasil precisa continuar o seu caminho virtuoso. Caminho este que nos foi ensinado, com humildade e tenacidade, não nos esqueçamos, não por nossas elites conservadoras, mas por um homem do povo. Seu nome: Luiz Inácio Lula da Silva.
Não tenhamos pudor em afirmar: a nossa candidata é a melhor, pois mais competente, mais preparada, humana e solidária. Dilma Rousseff é o melhor para o país. Com ela seguiremos adiante! Com ela construiremos, enfim, uma nação mais justa e solidária.
Lula Miranda é poeta e cronista. Foi um dos nomes da poesia marginal na Bahia na década de 1980. Publica artigos em veículos da chamada imprensa alternativa, tais como Carta Maior, Caros Amigos, Observatório da Imprensa, Fazendo Média e blogs de esquerda
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
LULA MIRANDA,ANTOLÓGICO, EM CARTAMAIOR: Quando o meliante grita: “Pega o ladrão!”
Reflitamos um pouco sobre a confusão que pode ficar na cabeça do cidadão comum, do trabalhador, da dona de casa, do estudante, do aposentado acerca dessa falsa polêmica propagandeada nos dias que correm, com alarde e estridência, pela grande imprensa. A saber: somos nós “do lado de cá” [das esquerdas] que somos “antidemocráticos”, “chavistas” e tentamos “controlar”/ “tutelar” [sic] a mídia ou é, em verdade, essa mesma mídia dos grandes veículos, que é, ela sim, antidemocrática, oligopolizada, parcial, “de direita” e a serviço de um “golpismo” despudorado ora em curso; somando esforços e cumplicidade com a oposição conservadora, e se utilizando, inclusive, de meios espúrios para tentar vencer o presente pleito “no tapetão”, “no grito”? Qual das duas versões tem respaldo na realidade e compromisso fidedigno com a tal verdade factual? Que “versão” prevalecerá? Existem nuances? A verdade vencerá. A verdade nos libertará dos que hoje tentam, como em tempos idos, nos subjugar.
Relato a seguir um episódio ocorrido comigo para ilustrar e lançar um pouco de luz sobre esse caso e assim facilitar a compreensão do cidadão comum do que está por detrás dessa bem urdida ambigüidade lógica (não seria o velho “duplipensar”?), agora estrategicamente plantada em manchetes tão alarmistas e exageradas quanto destituídas de sentido. À falta da chibata, com essa grita pretendem nos calar pelo hálito quente e pestilento da intimidação da “autoridade”? Pelo medo? Não mais nos intimidarão com o simples estalido do couro; não nos calarão.
Passeava ao entardecer, tranqüilamente, com minha mulher pelas ruas arborizadas do bairro onde resido, ouvindo o canto dos sabiás, quando, de repente, o cantar dos pássaros deu lugar aos gritos desesperados de uma senhora: “Roubou meu celular! Socorro! Ele roubou meu celular!”. Num átimo, fomos retirados, abruptamente, da nossa realidade idílica e tranqüila por aquele pedido de socorro.
Ao direcionar meu olhar e atenção para aquela nova realidade que me/nos engolfava, avistei a senhora, mas também percebi um jovem que passava bem próximo a mim correndo e também gritando: “Pega o ladrão! Pega o ladrão”! Pude perceber, à distância, sua fisionomia crispada [a lhe trair e denunciar a culpa?], e ainda pude ver/perceber quando ele, à sorrelfa, colocou um celular [seria o roubado?] no bolso de trás da sua calça. Quando consegui “amarrar” a lógica um tanto confusa daquela cena de forma definitiva, e assim compreender o que se passava diante de meus olhos, o jovem já havia “sumido” na esquina mais próxima. Restou-me então a tarefa de dissuadir aquela senhora do impulso de prosseguir em perseguição ao meliante e consolá-la quanto ao objeto surrupiado.
Perceberam a lógica da minha argumentação? Onde a malandragem e o ilusionismo de certos jornalistas pretendem nos levar? Qual o ardil dos velhacos que ora nos acusam? Eu que os acuso, velhacos!
Sabemos todos que é função primordial da imprensa fiscalizar os poderes instituídos e zelar pela boa gestão da coisa pública. É da essência do jornalismo – e, com o perdão do pleonasmo retórico, é fundamental/essencial que assim seja. A liberdade de expressão e de imprensa é, principalmente para nós da chamada “imprensa alternativa”, algo sagrado, “o princípio dos princípios”.
Lembro-lhes ainda, sem alarde, jactância ou malícia, outros princípios que me/nos são caros e que, “utópicos”, “idealistas” buscamos: imparcialidade, pluralismo, transparência, compromisso inegociável com o leitor e com o Estado Democrático de Direito. Portanto, mentem, covardemente [pois falam da altura de impérios já em ruínas], os que pretendem nos impingir a pecha de “autoritários” e “antidemocráticos”. É grosseira aleivosia e infâmia. Mais uma.
Por que (re)clamamos contra o jornalismo praticado pelo grandes veículos? Simplesmente não podemos aceitar, bovinamente, que apenas os atos e funcionários do governo do presidente Lula sejam investigados e sofram esse verdadeiro bombardeio de denúncias – coincidentemente às vésperas de uma eleição. Furtiva coincidência, não? Por que agora não aparecem também denúncias envolvendo autoridades dos governos municipais e estaduais, e de outros partidos? Todos os cidadãos – de todos os partidos e classes sociais – se incorrerem em atos delituosos deverão ser submetidos à investigação, inquérito e julgamento. Porém, o princípio da presunção da inocência deve ser preservado e respeitado. Ninguém pode ser condenado por uma denúncia, por uma manchete de jornal.
Não nos calaremos, (re)clamaremos novamente e sempre, por exemplo, quando associarem indevida e criminosamente malfeitos diversos à candidata Dilma Rousseff em manchetes de capa dos “jornalões” e nas chamadas dos noticiários da TV. Malfeitos esses que, sabe-se de antemão, são nitidamente descabidos. Visam, tão-somente, trazer prejuízos eleitorais à candidata.
Pergunta-se: o franco favorecimento de determinado candidato pelos meios não seria um crime eleitoral, haja vista querer corromper/conspurcar a livre manifestação do eleitor? Sim, trata-se de flagrante crime contra a democracia. Não poderíamos mesmo nos calar diante desse estado de coisas, desse “denuncismo” seletivo e estrategicamente oportunista. Isso fede a golpe. Já assistimos a esse filme, muito recentemente, na Venezuela e em Honduras. Já vimos esse filme, aqui mesmo, no pleito de 2006!
Então fica a pergunta: quem são os “autoritários” de fato, os “antidemocráticos”, os “golpistas? Tal carapuça não caberia mais confortavelmente na cabeça dos “do lado de lá” [Folha, “Estadão”, Globo, Veja etc.]?! Os mesmos que serviram à ditadura – é fato. Não seriam “golpistas”, em verdade, as vivandeiras que ainda servem aos fantasmas dos quartéis e que hoje fazem sua pregação, contaminada pelo ódio, a militares de provecta idade, já na reserva? Os que mimetizaram o mandonismo e arrogância de parte de nossa elite [para sorte do país, uma parte insignificante dessa elite, registre-se]. Os que não se conformam com os rumos democráticos que o Brasil segue – um novo Brasil, um país para todos os brasileiros.
“Eles”, como que condenados ao atavismo maldito daqueles que mandavam antes deles, estavam/estão habituados a empunhar a chibata dos tempos de escravidão; acostumados com os préstimos de seus capitães-do-mato; seus capatazes; seus sabujos; seus “pelegos”, que permitiam, seja nas fábricas ou nos escritórios, a exploração dos trabalhadores à exaustão. Sim, claro, como conseqüência disso, “eles” também não gostam de sindicalistas – e não fazem a menor questão em esconder esse “detalhe” tão revelador do quê e de como pensam.
A grande imprensa se comporta hoje tal qual o meliante desse episódio do cotidiano relatado acima. Agora, de forma “malandra”, grita a plenos pulmões: “Pega o ladrão! Pega o ladrão!”. E, em meio ao alarido e confusão dos incautos, pretende, sorrateiramente, passar com sua malícia criminosa e seguir impunemente. Porém, muitos já estão se dando conta de quem é o ladrão da história. “Eles” pretendem roubar a nossa utopia. Não passarão!
E que os intolerantes não ousem mais jogar seus perdigueiros no encalço dos justos. Que os escroques, travestidos de lobistas, a serviço das máfias e das Gestapos da política e da imprensa, sejam previamente identificados e escorraçados de toda a administração pública. Seus capitães-do-mato, seus pitbulls, seus reis e ratos de esgoto são apenas espectros do passado. Não mais nos assustam
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