Brizola Neto,
blog Tijolaço:
O blog de Josias de Souza, sob o pretexto de noticiar uma baixaria que está circulando na internet, ajuda a espalhá-la. Porque acusações de caráter sexual, ou têm uma autoria a quem possa ser atribuída – e imputada a devida responsabilidade – ou não se divulga.
Dar curso a notícia que se sabe falsa, mesmo dizendo - e sem a devida ênfase – que é falsa é fazer o jogo do boateiro anônimo e covarde.
Se, amanhã, algum anônimo fizer afirmações falsas de teor sexual contra José Serra, todos os que o divulgarem estarão metidos no jogo sujo.
E tenho certeza que o jornalista será o primeiro a não expor um homem a tal sordidez.
Esperava-se, no mínimo, o mesmo em relação a uma mulher.
Mas na hora em que se trata do que disse – e disse mesmo, saiu publicado nos jornais, sem desmentido – a mulher de José Serra, o cuidado é outro. Primeiro, ao falar que a difusão de panfletos associando Dilma ao aborto está em curso, diz que “teria sido distribuído em templos evangélicos do Rio”, enquanto o seu próprio jornal afirma que estes panfletos foram distribuídos até na reunião do PSDB. E a declaração de Monica Serra, cuja notícia reproduzo aqui do site do Estadão, sem que tivesse havido desmentido ou pedido de desculpas, é tratada no condicional:
“Sua esposa, Mônica Serra, disse o seguinte: ‘A Dilma é a favor da morte de criancinhas’.” (a fala de Dilma)
Mônica teria dirigido o comentário a um eleitor, durante caminhada pelas ruas de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense (RJ). Coisa do mês passado.
Serra esquivou-se de responder. Presente à platéia da TV Bandeirantes, Mônica não se deu por aludida. Disse que não sabe do que Dilma está falando.”
Quer dizer, fica tudo sem uma posição. Não é uma suposição, boato, nem mesmo é uma acusação. É um fato, uma declaração pública, não desmentida. Mas é tratada com indulgência fraternal.
Eu gostaria de saber como reagiria a nossa purista mídia diante de um coluna que, depois de abordar boatos mentirosos sobre uma suposta homossexualidade do candidato da direita, abordasse uma declaração pública de um dirigente da campanha de Dilma de que Serra ” é a favor de matar as criancinhas”. Tenho certeza que haveria – com justíssima razão – uma enorme grita contra a irresponsabilidade de quem o fizesse.
Mas contra Dilma, vale tudo, inclusive a sordidez disfarçada de “neutralidade”.
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segunda-feira, 11 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
O deputado eleito Gabriel Chalita fala sobre a onda de boatos e mentiras contra o PT e Dilma
Vídeo chocante:
Chalita rompeu com Serra e foi perseguido
Gabriel Chalita foi um bem-sucedido Secretário de Educação de São Paulo, no Governo Alckmin.
Foi embora do PSDB, porque não aguentava conviver com o José Serra que, por coincidência, é o maior beneficiário das baixarias na internet.
Por exemplo.
Uma dessas baixarias pode ser punir os professores de São Paulo – para se vingar do Alckmin.
Vamos admitir que Serra tenha assumido o Governo com ódio do Alckmin, que saiu do Governo com 80% de aprovação popular.
É uma hipótese.
Ao tomar posse, num discurso ao lado de Alckmin, Serra ameaçou: vou rever todos os contratos !
Como se o Alckmin fosse um corrupto, um Arruda, um Roriz, que o apoiam.
Chalita tinha dado 5o% de aumento aos professores, ao longo de sua gestão.
Serra quase não deu aumento aos professores.
Desmoralizou-os.
E, hoje, não pode fazer comício, em nenhum lugar do Brasil, com medo de professor.
Ele que diploma não tem…
Chalita é católico, devotado, praticante.
Foi para o PSB, partido de Eduardo Campos, Cid Gomes e Renato Casagrande, campeões de voto.
Vereador, lançou-se candidato a deputado federal.
A certa altura, teve a sensação de que não se elegeria.
Passou a ser perseguido implacavelmente nas redes sociais.
E-mails injuriosos.
Acusações infâmes.
Teve que retirar um vídeo fraudulento do YouTube: uma voz imitava a dele, para elogiar a Marta Suplicy e defender o aborto.
Chalita temeu que a baixaria o derrotasse inapelavelmente.
Teve 560 mil votos.
Foi o segundo, depois do Tiririca.
Ou seja, se os que fazem baixaria na internet na suposição de que derrotam a Dilma, podem tomar uma gloriosa tunda no segundo turno.
Veja como Chalita, depois de romper com Serra, teve de enfrentar uma campanha de difamação sorrateira, baixa, de acusadores sem rosto, habitantes da treva:
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
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