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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Cinco estratégias comunicacionais dos EUA - Adital

Felson Yajure, do Aporrea,
:

As guerras da atualidade começam nos meios. Em cada guerra, os meios do imperialismo tentam convencer-nos de que seus governos estão atuando bem e, para isso, utilizam cinco estratégias:

1. Ocultar a verdade: que a causa real são nos interesses econômicos. 2. Colocar a vítima como agressor e culpada e ao agressor como o defensor da justiça. 3. Desprestigiar às vítimas. 4. Monopolizar a informação. 5. Ocultar a história.

Essas estratégias também foram aplicadas contra a Líbia, uma revolta espontânea rapidamente transformada em guerra civil, aprendendo com o caso do Egito, onde ainda existe o perigo de perda do controle. Podemos dizer: Na política, nada cai do céu!

1. Ocultar a verdade, que os interesses econômicos são a causa. Os imperialistas sempre têm que persuadir a opinião pública de que eles não atuam para obter benefícios econômicos; mas, para eliminar uma grave ameaça, que seja Saddam Hussein, Bin Laden, o comunismo, as Farc, as drogas, ou qualquer outra desculpa. Dizem que suas guerras são para libertar ao povo do tirano, ou para evitar que utilize armas de destruição massiva, para defender os direitos humanos; para evitar o bombardeio da população etc. Após invadir e tomar o controle se evidencia que mentiam de maneira descarada.

No caso recente da Líbia, que Gadafi estava bombardeando seu povo e Telesul enviou um correspondente ao local, desmentindo tais bombardeios. Aqui pretenderam semear a matriz de que há gente de Al Qaeda em Margarita e de acampamentos das Farc em nosso território para justificar uma agressão ou perseguição na Colômbia, para usá-la como instrumento da agressão ou para, caso a coisa se complique, eles possam, em seguida, intervir em defesa da Colômbia. No caso do conflito líbio, se explica, porque a África é estratégica para as multinacionais, porque sua prosperidade se baseia na pilhagem de seus recursos.

2. Colocar a vítima como agressor e culpada e ao agressor como o defensor da justiça. Em cada guerra, seus adversários sempre têm sido apresentados como cruéis assassinos, imorais e perigosos, com as piores descrições de suas atrocidades. Mais tarde, muitos desses relatos; às vezes, todos, vão perdendo importância; porém, não importa, já cumpriram seu objetivo: justificar as ações e manipular a emoção do público para impedi-lo de analisar os interesses que realmente estão em jogo.

3. Desprestigiar às vítimas. Nessa linha estratégica, tentam colocar o adversário como o pior entre os seres humanos, que golpeia mulheres, que ele e seus colaboradores estão associados ao narcotráfico, com Makled, com Marulanda...; bom, com o camarada, não, porque já morreu...; que a família rouba, e assim por diante.

4. Monopolizar a informação. A informação mostra-se de uma forma completamente tendenciosa, dando a conhecer somente um lado da história; claro, sem dizer, por exemplo, que a mídia imperial mostra um só lado de Gadafi, o que eles catalogaram como mau; porém, em absoluto mostram algum aspecto positivo. Quem nos informou sobre sua ajuda aos projetos de desenvolvimento africano? Quem nos disse que, segundo as instituições internacionais, a Líbia detém o mais alto ‘índice de desenvolvimento humano' de toda a África?

Outro exemplo seria quando em 1992, 45 países africanos tentaram obter um satélite africano para diminuir os custos de comunicação no continente. Telefonar desde ou para a África tinha a tarifa mais alta do mundo, já que havia um imposto de 500 milhões de dólares que a Europa cobrava a cada ano sobre as conversas telefônicas, inclusive no interior do próprio continente, pelo trânsito de voz pelos satélites europeus.

O satélite africano custava justamente 400 milhões de dólares pagáveis de uma só vez e não os 500 milhões de aluguel ao ano. Porém, como pode o escravo libertar-se da exploração servil de seu amo, solicitando-lhe sua ajuda para consegui-lo? Assim, estiveram o Banco Mundial, o FMI, os Estados Unidos, a União Europeia enredando inutilmente esses países por catorze anos. Então, Gadafi colocou na mesa 300 milhões de dólares, o Banco Africano de Desenvolvimento colocou 50 milhões; o Banco Oeste-Africano de Desenvolvimento colocou 27 milhões; e dessa forma a África, desde 27 de dezembro de 2007, tem seu primeiro satélite de comunicação de sua história. Vemos como um gesto pode mudar a vida de todo um continente.

A Líbia de Gadafi fez o ocidente perder não somente os 500 milhões de dólares ao ano, mas os milhares de milhões de dólares em dívida e juros que essa mesma dívida permite gerar até o infinito e a escala exponencial, contribuindo assim para manter oculto o sistema de espólio da África. Isso, com certeza, é parte do que a Europa agora cobra a Gadafi.

Também há muitos indícios de desinformação, por exemplo, os "seis mil mortos supostamente vítimas dos bombardeios de Gadafi sobre a população civil”. Onde estavam as imagens? Não havia nenhuma câmera, nenhum telefone celular por lá, como houve em Gaza, na Praça Tahrir ou em Tunes? É como o que acontece agora com o assassinato de Bin Laden: onde estão os vídeos e as fotos que mostravam como quando assassinaram ao Che Guevara ou a Hussein? Agora, nenhuma prova, nenhum testemunho fiável; bem esquisito tudo isso! Isso, em parte, foi desmentido pela Telesul, pelos satélites russos; porém, não houve retratação.

Em uma guerra civil, uma informação parcial sempre tentará fazer-nos crer que as atrocidades são cometidas por um só lado e, portanto, temos que apoiar ao outro lado. Porém, sempre é uma informação tendenciosa devido aos interesses político-econômicos.

5. Ocultar a história. Essa linha de desinformação é complementar às anteriores, todas atuantes em modo sinérgico. Para exemplificá-la basta um exemplo: o caso da invasão ao Kuwait, onde, em todo momento, se ocultou o fato histórico de que o território Kuwait foi parte do território iraquiano, e que foi desmembrado pelas potências imperiais devido às suas grandes jazidas petroleiras. A história da cruel exploração dos recursos naturais e da escravidão dos países colonizados nunca será contada nos meios de comunicação imperiais.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

adital - La Sociedad Interamericana de Prensa (SIP). El terrorismo mediático patronal

05.05.11 - Argentina
Stella Calloni
Periodista e escritora argentina
Adital
El manejo de la información como factor básico de control de los pueblos en el mundo es uno los más avanzados elementos de la contrainsurgencia trazada en las oficinas de inteligencia de Estados Unidos, como un modelo de guerra psicológica.


Desinformación y manipulación se entretejen un una antigua trama desde los tiempos del colonialismo y como un ejemplo está lo sucedido durante el nazismo en Europa. La estructura goebeliana del control de los medios, para dominar a una sociedad como en la Alemania de Adolf Hitler, no fue un invento del nazismo. Fue heredado de los usos y necesidades de las imposiciones coloniales, - de esto tiene mucho que aprenderse de los servicios de inteligencia británicos en su pasado imperial- remozado por Joseph Goebbels y llevado a su máxima y terrorífica expresión.


El uso de la información como un arma de dominio y de guerras, que viene de colonialismos diversos y otros se planteó prácticamente desde la misma creación de la Central de Inteligencia de Estados Unidos(CIA) en 1947, que un año después de su aparición operaba ya con mas de mil 500 millones de dólares de presupuesto abierto, porque existía otra caja para operaciones secretas, espionaje y contraespionaje y acciones y encubiertas (clandestinas), calculado en otro 800 millones [1]. Todo esto en función de la guerra fría que abarcaría más de medio siglo.


De ese presupuesto, un 30 por ciento estaba dirigido a acciones encubiertas y en este caso a proyectos de medios de comunicación y propaganda. A eso hay que agregar una población flotante de agentes locales en diversos países donde trabajaban.


En el rubro destinado a propaganda se calculaban millones de dólares enviados para la producción de artículos, fotografías y reportajes dirigidos a influir en los medios con una capacidad que sobrepase todos los mayores servicios de noticias de todo el mundo[2]


La CIA comenzó a filtrarse en el campo de los medios masivos inmediatamente después de su creación cuando salió de la Oficina de Servicios Estratégicos (Office of Strategic Service) después de la Segunda Guerra Mundial.


En esos primeros tiempos, su acción prioritaria se dirigió a los países de Europa. Entre los subsidiados en aquellos años estuvo la prestigiosa revista francesa Paris Match [3]


Por esos tiempos eran violentas las campañas antisoviéticas que aparecían en todos los medios europeos e influían en el resto del mundo. De acuerdo al periodista Carl Berstein el mayor esfuerzo de captación y formación de medios lo hizo el ex director de la CIA Allen Dulles en 1953.[4]


Una cantidad de directores de medios fueron convocados por Dulles para unirse a la causa contra el comunismo global, iniciando la CIA cursos de entrenamiento periodístico para sus agentes, tratando de colocarlos en las más grandes organizaciones noticiosas.


También instaló la práctica de solicitar información a los corresponsales acreditados en zonas de interés para la CIA. Era y es común la reunión de estos periodistas con personal de la CIA.


Se aseguraba que este tipo de contacto que no sólo continúa hasta estos días, sino que se incrementó en forma notable con las Doctrinas de Seguridad Nacional y luego las seguridades hemisféricas -se dio con decenas de organizaciones periodísticas. Incluso en los años 50 la mayoría de periodistas estadounidenses que regresaban a su país tenían contactos con la CIA.


En las investigaciones de The New York Times en 1977 al menos 22 organizaciones periodísticas de EE.UU habían tenido contacto con la CIA incluyendo las empresas ABC y CBC. La revista TIME, LIFE y NEWSWEEK los diarios The New York Times y The News Herald Tribune, United Press International (UPI), American Press International (APE). Otros periódicos como la Cadena Scripps Howard y The Cristian Sciense Monitor, The Wall Street Journal y otros, incluyendo Fodors editora de guía para turistas. Hubo otros importantes como Business Internacional, Mc London Broadcasting Organazation, Film Daily y otros.[5]


Pero en todo ese entramado Estados Unidos había ido construyendo una de sus más importantes organizaciones de control mundial de la prensa, que hoy está en su mayor esplendor, especialmente desde los años 80, y con el avance de la globalización en los 90, hasta manejar en estos tiempos- mediante las nuevas tecnologías- el 95 por ciento de las noticias que circulan por el mundo, desinformando, manipulando y ocultando la verdad, como otra forma de control.


La Sociedad Interamericana de Prensa (SIP) nació de esas necesidades de control. Mucho se ha escrito sobre el papel de la SIP en todos los golpes de Estado, invasiones y acciones ilegales de guerra, lo que la convierte en cómplice de los crímenes cometidos, a lo largo del siglo pasado y lo que va de este en el mundo.


En realidad la SIP había nacido como una idea de unidad en otras etapas dentro de los viejos esquemas del panamericanismo y en tiempos de enfrentar al nazismo. Como reseña el periodista canadiense Jean-Guy Allard, la inicial SIP fue cooptada por la inteligencia de Estados Unidos.[6]


Nacida como una organización panamericana en 1943 en La Habana, Cuba, después de su virtual aprobación en México en 1942, fue pirateada por la CIA en una reunión en Nueva York en 1950, donde se la convirtió en un cártel de los dueños de empresas periodísticas.


Esta operación estuvo bajo control de oficiales de los servicios estadounidenses de inteligencia, Jules Dubois y Joshua Powers, lo que convirtió virtualmente a la organización en filial de la CIA[7].


El periodista cubano Ernesto Vera, uno de los fundadores de la Federación Latinoamericana de Periodistas (FELAP) investigó detalladamente el complot por medio del cual, la CIA se apropió de la SIP , cuyo nacimiento en 1943 reunió a una buena parte del periodismo antifascista.


En esos momentos no se podía excluir a la prensa progresista del continente, pero con el comienzo de la Guerra Fría , empezaron las conspiraciones como surge de la investigación de Vera.


En la reunión de la SIP de 1946, que se desarrolló en Quito, Ecuador a la que asistieron tres representantes estadunidenses: el coronel Jules Dubois, el agente Joshua Powers y Tom Wallace, un alto funcionario del Departamento de Estado, estos maniobraron para que se aceptara el nuevo encuentro en Nueva York en 1950.


Un informe de Wallace al Departamento de Estado, desclasificado más tarde, detalla el plan secreto que iba a realizarse luego en territorio imperial lo que sucedió en la conferencia en Nueva York, donde se confirmó el complot que permitió a los grandes magnates de la prensa continental apropiarse de la SIP.


Para lograr esto no invitaron a los medios progresistas, no les dieron visa a muchos de los representantes e incluso retuvieron a Carlos Rafael Rodríguez, quien no sólo representaba al periódico cubano Noticias de Hoy sino que también era el propio tesorero de la organización. Era un cargo ejecutivo, pero aún así no lo dejaron entrar".


De esta manera los poderosos propietarios dirigidos por Estados Unidos cambiaron los Estatutos y a partir de ese momento la SIP tomaría otro camino. En ese congreso neoyorquino, los magnates de la prensa del continente se convirtieron en los secuestradores de la libertad de prensa".[8]


Con el paso del tiempo la SIP convertida en una asociación de poderosos dueños de medios intervino en la UNESCO para defender el control de la información por parte de la empresa privada y participó en todas las acciones e intervenciones decididas por Estados Unidos en distintos países.


Recién estrenada debieron salir a apagar los fuegos de la Revolución liderada por el Movimiento Nacionalista Revolucionario, en 1952 en Bolivia, uno de los acontecimientos más importantes de la historia de América Latina.


Se movilizaron rápidamente para cooptar a dueños de medios en ese país y periodistas y para lanzar una fuerte propaganda en Estados Unidos y el mundo en su intento de detener, desviar o desnaturalizar esa revolución, lo que lograron, como parte de una campaña donde también se utilizaron otros elementos, económicos, político e incluso de acuerdos militares.


En realidad "la historia de la SIP es la historia de los golpes de estado contra los gobiernos constitucionales en los que estuvo involucrada. Se la presenta como la junta calificadora de la libertad de expresión en el continente, cuando su papel real era y es destruir todo intento de rebelión contra los intereses coloniales y neocoloniales de Estados Unidos. En todos los documentos desclasificados sobre las dictaduras de América Latina surge la complicidad y el apoyo de la SIP a los dictadores y los ataques y maniobras contra los gobiernos populares y democráticos.


Es clave recordar la reunión de la Sociedad Interamericana de Prensa (SIP) en Montevideo en 1951. En ese momento el escritor Miguel Otero Silva director de El Nacional de Caracas de Venezuela - en su tiempo considerado un medio democrático y ahora desvirtuado como tal- enfrentó a sus pares que en sus alegatos defendían dictaduras como la de Anastasio Somoza, sin pudor alguno.


Otero Silva se rebeló cuando se leyó el texto de la SIP donde entre otros figuraban como defensores de la libertad de expresión dictadores como Anastasio Somoza en Nicaragua y se reproducían grandes alabanzas para el chileno González Videla y los dictadores bolivianos de esos momentos.


Otero Silva también admitió que le daba vergüenza ver en aquella asamblea de Montevideo a los esbirros intelectuales de Rafael Leónidas Trujillo bramando en la tribuna para decir que Perón (Juan Domingo) era un tirano y que en su país, en cambio, se disfrutaba de una absoluta libertad de pensar", como cita Gregorio Selser, uno de los periodistas más importantes de Argentina y América Latina, y fuerte luchador contra la política de Estados Unidos contra la región.


La SIP no sólo apoyó a la dictadura del primer Anastasio Somoza (1937 1956), el asesino del héroe nacional nicaragüense Augusto César Sandino, sino que sostuvo y defendió hasta el final a la dictadura del segundo Anastasio Somoza Debayle hasta su derrocamiento por la revolución sandinista en 1979.


Entonces la SIP se convirtió por mano de la CIA, en el aparato de persecución al sandinismo y de complicidad con la guerra encubierta de Estados Unidos contra ese país., convirtiendo en héroes en sus medios a los asesinos mercenarios de la Contra nicaragüense. A estos añadieron los asesores argentinos enviados por la dictadura militar que asoló a este país entre 1976 y 1983.


Esa guerra cruel dejó miles de víctimas en Nicaragua y también en Honduras, ocupada militarmente por Estados Unidos desde los años 30, ocupación que se consolidó en los años 80 cuando se convirtió a ese país en una rampa de ataque contra el territorio nicaragüense. Todo esto con el aval de la SIP.


Pero quizás los dos ejemplos más conocidos a nivel mundial sean sus trabajos a favor del derrocamiento del presidente Jacobo Arbenz Guzmán en Guatemala y su apoyo a la invasión brutal de Estados Unidos contra ese país en 1954, que partió desde Honduras, con ayuda del dictador nicaragüense.


Los documentos desclasificados en 1999 son una prueba impactante sobre aquellos trabajo de la SIP. El caso Guatemala fue clave para conocer a fondo la documentación que luego haría posible hacer un seguimiento de lo actuado por la CIA y su organismo estrella la SIP , contra Cuba y en la intervención contra ese país que nunca ha cesado.


La SIP es también responsable de todo lo actuado contra Cuba y las miles de víctimas que el terrorismo estadunidense, utilizando a los mercenarios cubano- americanos de Miami. produjo en ese país. Es parte actuante en el bloqueo de casi medio siglo, que es un acto de guerra de Estados Unidos contra Cuba.


El otro caso testigo fuerte contra la SIP es su actuación en Chile (ver nota de Steileger), cuando en 1973 tomó un papel activo en la oposición al gobierno socialista de Salvador Allende


La SIP avaló a todos los golpistas y violadores de la Constitución.


Han constituido verdaderos manuales de injerencia sus actuaciones contra el primero y segundo gobierno del general Juan Domingo Perón en Argentina.


También fue clave en la defensa de las dictaduras del Cono Sur entre los años 60 y 70. Mientras en 1974 emprendía una feroz campaña de desinformación considerando como una dictadura al gobierno popular del general Juan Velasco Alvarado mientras silenciaba los crímenes de las dictaduras de Chile, Brasil, Bolivia, no sólo contra la persecución a la prensa sino en las matanzas que hasta hoy se están juzgando.


Los grandes propietarios de los medios, hoy en realidad abiertamente servidores del poder mundial, no han mostrado jamás ni pudor ni arrepentimiento por su complicidad abierta en los crímenes de lesa humanidad cometidos en las pasadas dictaduras. Yen las actuales como lo sucedido en Honduras en los últimos tiempos, y su defensa del terrorismo de Estado disfrazado de Seguridad democrática que deja miles de víctimas cada mes en Colombia, país hoy abiertamente ocupado militarmente por Estados Unidos.


Notas:


[1] Garcurecich Juan, A golpe de titulares Cia y periodismo en América, editado por Videoporess, Praga, Checoslovaquia, 1981, reproducido en Lima, Perú 1991- 2001
[2] Ibid Gargurevich pag 47
[3] The New York Time 26-12-1977, pag.37
[4] Berstein Carl, The CIA and the Media. En Rolling Stone 1977.
[5]Ibid Gargurevich
[6] Jean-Guy-Allard, Reunión de la mafia de la desinformación en Madrid, 8-9-2008 publicado por la agencia Argenpress de Argentina (www.argenpres.inf)
[7] Ibid Guy Allard
[8] Ibid Allarad

sexta-feira, 4 de março de 2011

El arte de seducir - Frei Betto- adital -

Adital
Toda dictadura es megalómana. Y la que gobernó el Brasil a base de botas y fusiles, desde 1964 a 1985, no fue diferente. La construcción de la autopista Transamazónica simboliza la arrogancia del régimen militar.


Se cortó la selva de este a oeste. Se abrió la carretera en paralelo a caudalosas vías fluviales. En lugar de mejorar el sistema de navegación por el río Amazonas y sus afluentes, la dictadura prefirió obligar a la selva a arrodillarse a sus pies. Máquinas poderosas tumbaron árboles milenarios de inestimables maderas nobles, destruyeron preciosos ecosistemas y alteraron el equilibrio ecológico de la región.


Todo ello en nombre de una palabra tan publicitada y sin embargo vacía de significado: desarrollo. Léase: explotación depredatoria del mayor bosque tropical del mundo, abierto a la voracidad de las compañías mineras, madereras y, sobre todo, del latifundio depredador, casi siempre terminando en trabajo esclavo.


"En medio del camino había una piedra”, repetirá Drummond. Los pueblos indígenas. ¿Cómo impedir que ofreciesen resistencia? Sencillo: a través del arte de seducir. La Funai levantó tapini (cabañas de hojas). Pusieron dentro utensilios de caza y de cocina, herramientas, etc. Los indios, encantados con dichos objetos, acogían gentilmente a los rostros-pálidos. E ingenuamente eran cooptados por las relaciones mercantilistas. Y a cambio de bagatelas perdían la salud, las tierras, la libertad y la vida. Un detalle: la selva, no el gato, se comió la Transamazónica, fuente de riqueza y de poder de unas cuantas compañías de obras públicas.


Hoy los indios somos todos nosotros. Los tapini, los centros comerciales, la publicidad, las bagatelas que nos agregan valor. Lo inhumano imprime sentido a lo humano, como hacían los dioses de oro denunciados por los profetas bíblicos: tenían boca pero no hablaban, tenían ojos pero no veían, tenían oídos pero no escuchaban, tenían pies pero no andaban…


Estamos todos bajo el efecto hipnótico del consumismo. No importa si el producto es frágil o de mala calidad. Su apariencia nos cautiva. Su publicidad nos hace creer que estamos comprando la octava maravilla del mundo. E, ingenuamente, que se trata de un producto duradero, incluso conscientes de que el capitalismo no se importa con el derecho del consumidor sino con el margen de ganancia del productor.


¿Cómo librarse del laberinto consumista que, en verdad, se consume consumiéndonos? No veo otra puerta de salida fuera de la espiritualidad, unida a una visión del mundo. Sin espiritualidad corremos el peligro -sobre todo los más jóvenes- de dar importancia a lo que no la tiene. Atenazados por la baja autoestima que nos inculca la publicidad ("tú no eres nadie porque no tienes este auto, no vistes esta ropa, no haces este viaje…”), miramos la mercancía como algo que nos añade valor. No basta la camisa, el bolso o los tenis. Tienen que ser de marca, con la etiqueta visible por fuera. Para que, de este modo, todos los que nos rodean tengan que reconocer nuestro estatus. Y quizás envidiarnos. Mientras la persona que, al lado, carece de productos refinados, es vista como carente de importancia. Pues no se encuadra en el actual principio poscartesiano: "Consumo luego existo”.


Es espiritualizada toda persona cuyo sentido de la vida echa raíces en su subjetividad y cuyas opciones son movidas por ideales altruistas. Pues no hace de lo que posee -cuenta bancaria, títulos, casa, auto…- su factor de autoestima. Porque sabe que tiene valor en sí, que no es alimentado por la posesión de bienes sino por su capacidad de hacer el bien a los demás. Su autoestima se basa en la generosidad, solidaridad y compasión. Y es feliz porque sabe hacer felices a otras personas.


El mercado ofrece de todo. Todos sus productos nos llegan envueltos en papel de regalo: si compramos este auto seremos felices; si bebemos aquella cerveza estaremos alegres; si adquirimos tal ropa nos sentiremos joviales. El único bien que el mercado no ofrece nunca es precisamente el que más buscamos: la felicidad. Como máximo el mercado trata de convencernos de que la felicidad es el resultado de la suma de placeres.


Pero la felicidad es un bien del espíritu, nunca de los sentidos, de la codicia o de la arrogancia. Es feliz quien trata de desvelar el propio ego y conectarse con el Transcendente, el prójimo y la naturaleza. Esa irrupción hacia fuera de sí mismo tiene nombre: amor. Y se manifiesta en las dimensiones personal, en el don de sí al otro, y social, en el empeño por construir un mundo mejor.


[Frei Betto es escritor, autor de "Diario de Fernando. En las cárceles de la dictadura militar brasileña”, entre otros libros. http://www.freibetto.org - twitter:@freibetto.
Copyright 2011 – Frei Betto - No es permitida la reproducción de este artículo por cualquier medio, electrónico o impreso, sin autorización. Le invitamos a que se suscriba a todos los artículos de Frei Betto; de este modo usted los recibirá directamente en su correo electrónico. Contacto – MHPAL – Agência Literária (mhpal@terra.com.br)
Traducción de J.L.Burguet].

quinta-feira, 3 de março de 2011

mídia e poder - adital - Un Imperio de mentiras. La CIA y los medios occidentales*

02.03.11 - Mundo
Jonathan Cook
Escritor y periodista que trabaja en Nazaret, Israel
Adital
La semana pasada el Guardian, principal periódico liberal de Gran Bretaña, publicó un informe exclusivo sobre las tardías confesiones de un exiliado iraquí, Rafeed al-Janabi, con el nombre de código "Curveball” utilizado por la CIA. Hace ocho años, Janabi tuvo un papel esencial entre bambalinas –aunque fuese accidental– al posibilitar la invasión de Iraq por EE.UU. Su testimonio reforzó las afirmaciones del gobierno de Bush de que el presidente de Iraq, Sadam Hussein, había desarrollado un programa avanzado de producción de armas de destrucción masiva (ADM).


El relato de Curveball incluía detalles de camiones de armas biológicas móviles presentados por Colin Powell, secretario de Estado de EE.UU., en las Naciones Unidas a comienzos de 2003. El caso, aparentemente convincente, de Powell sobre las ADM fue utilizado para justificar el ataque estadounidense a Iraq pocas semanas después.


Ocho años más tarde, Curveball reveló al Guardian que había inventado la historia de las ADM de Sadam en el año 2000, poco después de su llegada a Alemania en busca de asilo. Dijo al periódico que había mentido a los servicios de inteligencia alemanes con la esperanza de que su testimonio ayudara a derrocar a Sadam, aunque parece más probable que simplemente quisiera asegurarse de que el tema de su asilo se tomara más en serio.


Para el lector cuidadoso –y subrayo la palabra cuidadoso– el informe muestra varios hechos inquietantes.


Uno fue que las autoridades alemanas habrían comprobado rápidamente que su relato sobre las ADM de Iraq era falso. Miembros de los servicios de inteligencia alemán y británico viajaron a Dubai para entrevistarse con Bassil Latif, su ex jefe en la Comisión de Industrias Militares de Iraq. El doctor Latif demostró que las afirmaciones de Curveball no podían ser verídicas. Las autoridades alemanas perdieron rápidamente interés por Janabi y no volvieron a entrevistarlo hasta finales de 2002, cuando se hizo más urgente que EE.UU. presentara algo más convincente para atacar a Iraq.


Otra revelación interesante fue que a pesar de la necesidad de aclarar el testimonio de Curveball –a la vista de lo que estaba en juego si se lanzaba un ataque preventivo contra otro Estado soberano– los estadounidenses nunca se molestaron en entrevistar ellos mismos a Curveball.


Una tercera revelación fue que el jefe de operaciones de la CIA en Europa, Tyler Drumheller, transmitió advertencias de la inteligencia alemana de que consideraban que el testimonio de Curveball era altamente dudoso. El jefe de la CIA, George Tenet, simplemente ignoró esta información.


Teniendo en cuenta la admisión de Curveball, así como otros hechos del artículo, podemos sacar algunas conclusiones obvias, conclusiones confirmadas por los eventos posteriores.


A falta de una base en derecho internacional y del respaldo de sus principales aliados, el gobierno de Bush necesitaba desesperadamente la historia de Janabi sobre las ADM, por endeble que fuera, para justificar sus planes militares contra Iraq. La Casa Blanca no entrevistó a Curveball porque sabía que su informe sobre el programa de ADM de Sadam era un invento. Su historia se desintegraría si se analizaba; más valía dejar a Washington con la opción de "negación plausible”.


No obstante, el informe falsificado de Janabi fue de utilidad vital: para gran parte del público estadounidense agregó un barniz de credibilidad al caso improbable de que Sadam fuera un peligro para el mundo; ayudó a reforzar a los aliados vacilantes que se enfrentaban a sus públicos incrédulos; e introdujo a Colin Powell, un ex general que sepresentaba como la principal voz de la razón en el gobierno.


En otras palabras, la Casa Blanca de Bush utilizó a Curveball para revivir su mitológica historia sobre la amenaza de Sadam para la paz mundial.


¿Entonces, cómo el Guardian, un bastión del periodismo liberal, presentó su exclusiva sobre el episodio más controvertido de la política exterior reciente de EE.UU.?


Su titular fue: "Cómo EE.UU. fue engañado por un iraquí fantasioso que quería derrocar a Sadam”.


¿No comprendió el escritor del titular la historia escrita por los periodistas del periódico? No, el titular encapsuló con esmero su mensaje. En el texto nos dicen que la presentación de Powell ante la ONU "reveló que los responsables de las decisiones belicistas del gobierno de Bush se habían tragado” el relato de Curveball. En otro momento nos dicen que Janabi "logró uno de los mayores timos de la historia de los servicios de inteligencia modernos”. Y que: "Sus críticos –que son muchos y poderosos– dicen que es difícil calcular el coste de su engaño”.


En otras palabras el Guardian supuso, a pesar de toda la evidencia desvelada por su propia investigación, que Curveball engañó al gobierno de Bush y le hizo cometer un desastroso error de cálculo. Desde este punto de vista, la Casa Blanca fue la verdadera víctima de las mentiras de Curveball, no el pueblo iraquí, que ha sufrido más de un millón de víctimas mortales como resultado de la invasión, según las cifras más fiables, y cuatro millones de exiliados forzosos.


No hay nada excepcional en este ejemplo. Lo escogí porque relata un evento de continua y actual importancia.


Por desgracia, hay algo tan familiar que llega a ser deprimente en este tipo de información, incluso en las principales publicaciones liberales de Occidente. Contrariamente a su objetivo declarado, el periodismo de la tendencia dominante disminuye invariablemente el impacto de nuevos eventos cuando amenazan a las elites poderosas.


Examinaremos el motivo en un minuto. Pero consideremos primero qué, o quién, constituye actualmente el "Imperio”. Ciertamente, en su forma más simbólica, se puede identificar como el gobierno de EE.UU. y su ejército, que constituyen la única superpotencia del mundo.


Tradicionalmente, los imperios se han definido de manera limitada, en términos de una fuerte nación-Estado que expande con éxito su esfera de influencia y poder a otros territorios. El objetivo del Imperio es imponer la dependencia a esos territorios, y luego explotar sus recursos en el caso de países poco desarrollados o, con países más desarrollados, convertirlos en nuevos mercados para sus excedentes. En este último sentido el Imperio estadounidense ha logrado afirmar a menudo que es una fuerza por el bien del mundo, que ayuda a propagar la libertad y los beneficios de la cultura del consumo.


El Imperio logra sus objetivos de diferentes maneras: mediante la fuerza, como la conquista, cuando se enfrenta poblaciones que se resisten al robo de sus recursos; y de modo más sutil mediante la interferencia política y económica, la persuasión y el control de las mentes, cuando quiere crear nuevos mercados. No importa cómo funcione, el objetivo es crear un sentido en los territorios dependientes de que sus intereses y destinos están ligados a los del imperio.


En nuestro mundo globalizado la cuestión de quién se halla en el centro del imperio está muchos menos clara que antes. En la actualidad el gobierno de EE.UU. es menos el corazón del Imperio que su facilitador. Lo que hasta hace poco eran los brazos del Imperio, especialmente las industrias financiera y militar, se ha convertido en una elite imperial transnacional cuyos intereses no están limitados por fronteras y cuyos poderes eluden en gran parte los controles legislativos y morales.


La dirigencia de Israel, deberíamos señalar, así como sus partidarios de la elite en todo el mundo –incluidos los lobbies sionistas, los fabricantes de armas, los militares occidentales, y en cierto grado incluso las tiranías árabes tambaleantes de Medio Oriente– forman parte integral de esa elite transnacional.


El éxito de las elites imperiales depende en gran medida de una creencia compartida por el público occidental de que "nosotros” las necesitamos para asegurar nuestro sustento y seguridad y que al mismo tiempo somos realmente sus amos. Algunas de las ilusiones necesarias perpetuadas por las elites transnacionales incluyen:


-Que elegimos gobiernos cuya tarea es controlar a las corporaciones;

-Que nosotros, en particular, y la fuerza laboral global en general, somos los principales beneficiarios de la creación de la riqueza corporativa; Que las corporaciones y la ideología subyacente, el capitalismo global, son la única esperanza de libertad;

-Que el consumo no es sólo una expresión de nuestra libertad, sino también una fuente importante de nuestra felicidad;

-Que el crecimiento económico puede mantenerse indefinidamente y sin coste a largo plazo para el crecimiento del planeta;

-Y que hay grupos, denominados terroristas, que quieren destruir este benévolo sistema de creación de riqueza y mejora personal.


Esas suposiciones, por fantasiosas que puedan parecer cuando se analizan, constituyen el fundamento ideológico sobre el que se construyen las narrativas de nuestras sociedades en Occidente y del cual se deriva en última instancia nuestro sentido de identidad. Este sistema ideológico nos parece –y utilizo "nosotros” y "nuestras” para referirnos sólo a públicos occidentales– idóneo para describir el orden natural.


La tarea de santificar esas suposiciones –y de asegurar que no se analicen– corresponde a nuestros medios dominantes. Las corporaciones occidentales son dueñas de los medios, y su publicidad hace que la industria sea rentable. En ese sentido, los medios no pueden cumplir con su función de controlar al poder, porque en realidad forman parte del poder. Es el poder de la elite globalizada de controlar y limitar los horizontes ideológicos e imaginativos de los lectores y espectadores de los medios. Lo hacen para asegurar que los intereses imperiales, que son sinónimos de los de las corporaciones, no puedan amenazarse.


La historia de Curveball ilustra nítidamente el papel de los medios.


Su confesión fue tardía –ocho años demasiado tarde, para ser preciso– como para tener algún impacto sobre los eventos que importan. Como sucede tan a menudo con historias importantes que cuestionan los intereses de la elite, losa hechos necesarios de modo vital para permitir que los públicos occidentales lleguen a conclusiones informadas no estaban disponibles cuando eran necesarios. En este caso Bush, Cheney y Rumsfeld se han ido, como sus consejeros neoconservadores. La historia de Curveball ahora interesa sobre todo a los historiadores.


Este último punto vale de un modo bastante literal. Las revelaciones del Guardian no interesaron casi nada en los medios estadounidenses, el supuesto control en el corazón del Imperio de EE.UU. Una búsqueda en la base de datos mediática de Lexis Nexis muestra que las admisiones de Curveball sólo se publicaron en el New York Times en un breve informe en la página 7, así como en un resumen noticioso en el Washington Times. Los demás periódicos importantes de EE.UU. -docenas-, incluido el Washington Post, no las mencionaron en absoluto.


En vez de eso, la principal audiencia de la historia fuera del Reino Unido fueron los lectores del periódico Hindu de India y Khaleej Times de Dubai.


Pero incluso el Guardian, al que frecuentemente se considera atrevido por enfrentarse a poderosos intereses, envolvió su informe de manera que privaba a la confesión de Curveball de su verdadero valor. Se eliminó la verdadera importancia de los hechos. La presentación aseguró que sólo los lectores más informados habtían comprendido que Curveball no engañó a EE.UU., sino que más bien la Casa Blanca había explotado a un "fantasioso” –o a un exiliado desesperado de un régimen brutal, depende de cómo se vea– para sus propios fines ilegales e inmorales.


¿Por qué omitió lo principal el Guardian en su propia exclusiva? El motivo es que todos nuestros medios dominantes, por liberales que sean, toman como punto de partida la idea de que la cultura política de Occidente es de por sí benévola y superior desde el punto de vista moral a todos los sistemas alternativos existentes o concebibles.


En la información y en los comentarios esto se demuestra del modo más claro en la idea de que "nuestros” dirigentes siempre actúan de buena fe, mientras que "sus” dirigentes –los que se oponen al Imperio o a sus intereses– están impulsados por motivos viles o malignos.


De esta manera a los enemigos oficiales, como Sadam Hussein o Slobodan Milosevic, se les puede señalar como la personificación del dictador demente o avieso –mientras que otros regímenes igualmente delincuentes como Arabia Saudí se describen como "moderados”– porque abren el camino para que sus países se conviertan en objetivos de nuestras propias estrategias imperiales.


A los Estados seleccionados para el "abrazo” del Imperio se les deja una alternativa sombría: aceptad nuestras condiciones de rendición y convertíos en aliados o desafiad al Imperio y enfrentad nuestra ira.


Cuando las elites corporativas pisotean a otros pueblos y Estados para promover sus propios intereses egoístas, como en el caso de la invasión de Iraq para controlar sus recursos, nuestros medios dominantes no pueden permitir que su información coloque los eventos en un marco honesto. Las suposiciones persisten en los comentarios con respecto al ataque de EE.UU a Iraq. Por ejemplo, como no se encontraron las ADM, el gobierno de Bush se quedó en Iraq para impulsar un esfuerzo para desarraigar a los terroristas, restaurar la ley y el orden y propagar la democracia.


Para los medios occidentales, nuestros dirigentes cometen errores, son ingenuos o incluso estúpidos, pero nunca son malos o aviesos. Nuestros medios no exigen que se juzgue a Bush o Blair en La Haya como criminales de guerra.


Esto, desde luego, no significa que los medios occidentales sean Pravda, el vocero propagandístico del antiguo imperio soviético. Hay diferencias. El disenso es posible, aunque debe mantenerse dentro de los límites relativamente estrechos del debate "razonable”, un espectro de pensamiento posible que acepta sin reservas la presunción de que somos mejores, más morales, que ellos.


De la misma manera, pocas veces se dice a los periodistas –por lo menos directamente– qué tienen que escribir. Los medios han desarrollado procesos cuidadosos de selección y jerarquías en su personal editorial –llamados "filtros” por los críticos de los medios Ed Herman y Noam Chomsky– para asegurarse de que los periodistas disidentes o verdaderamente independientes no alcancen posiciones de verdadera influencia.


No existe, en otras palabras, una simple línea del partido. Hay elites y corporaciones en competencia, y sus voces se reflejan en el terreno estrecho que llamamos comentario y opinión. En lugar de que los dicten los funcionarios del partido, como sucedía bajo el sistema soviético, nuestros periodistas pugnan para que los admitan en las antecámaras del poder. Esos privilegios hacen carreras pero a un inmenso coste para la independencia de los periodistas.


No obstante la gama de lo permisible se expande lentamente –por encima de la oposición de las elites y de la televisión y la prensa de la tendencia dominante-. La razón se encuentra en los nuevos medios, que gradualmente erosionan el monopolio mantenido durante mucho tiempo por los medios corporativos para controlar la difusión de información e ideas populares. WikiLeaks es hasta ahora el resultado más obvio, y más impresionante, de esa tendencia.


Las consecuencias ya son tangibles en todo Medio Oriente, que ha sufrido desproporcionadamente bajo el régimen opresor del Imperio. Las conmociones, mientras los pueblos árabes luchan por deshacerse de sus tiranos, también ponen al desnudo algunas de las ilusiones que nos han vendido los medios occidentales. El Imperio, nos han dicho, quiere democracia y libertad en todo el globo. Y sin embargo se le ve mudo e impasible mientras los verdugos del Imperio desencadenan armas hechas en EE.UU. contra sus pueblos que demandan libertades al estilo occidental.


Una pregunta importante es: ¿Cómo reaccionarán nuestros medios ante esta exposición, no sólo de la hipocresía de nuestros políticos sino de la suya? Ya están tratando de cooptar a los nuevos medios, incluido WikiLeaks, pero sin verdadero éxito. También comienzan a permitir un debate más amplio, aunque todavía fuertemente limitado.


La versión occidental de glasnost es particularmente obvia en la cobertura del problema más cercano a nuestros corazones, aquí en Palestina. Lo que Israel califica de campaña de deslegitimización es realmente la apertura –ligera– del paisaje mediático, para permitir un poco de luz donde hasta hace poco reinaba la oscuridad.


Es es una oportunidad y debemos aprovecharla. Debemos exigir más honestidad a los medios corporativos; debemos avergonzarlos al estar mejor informados que los escribidores que reciclan comunicados de prensa oficiales y claman por el acceso; y debemos descartarlos, como ya sucede, en busca de mejores fuentes de información.


Tenemos una ventana. Tenemos que abrirla con fuerza antes de que las elites del Imperio traten de cerrarla de un golpe.


[* Éste es el texto de una conferencia titulada "Medios como instrumento del Imperio” presentada en Sabeel, Centro Ecuménico de Teología de la Liberación, en su octava conferencia internacional en Belén el viernes 25 de febrero de 2011.
© Copyright Jonathan Cook, Global Research, 2011
Fuente: http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=23432
Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens.
Los últimos libros del autor son: Israel and the Clash of Civilisations: Iraq, Iran and the Plan to Remake the Middle East, Pluto Press, y Disappearing Palestine: Israel's Experiments in Human Despair, Zed Books].

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Bancada Ruralista perdeu 45,9% dos integrantes

Adital

15 de outubro de 2010 às 10:56h



O alto índice de rejeição dos atuais componentes da Bancada pode indicar que há uma nova composição do eleitorado

Edélcio Vigna *

A Bancada Ruralista da legislatura 2006/2011 perdeu 51 de seus 117 integrantes. A Bancada era composta de 117 deputados, mas por diversos motivos (cassação, renuncia, novos cargos e falecimento) seis deles foram impedidos de concorrer. Além disso, dos 51 que não voltarão à Câmara dos Deputados, 31 foram derrotados nas urnas e 20 optaram por não se candidatar. Assim, a Bancada ficou reduzida a 111 parlamentares e, entre estes, 60 (54,1%) foram reeleitos. Isso significa que a atual bancada perdeu 45,9% dos seus membros.

Parlamentares importantes para a articulação dos ruralistas como Mendes Thame, Gerson Peres, Hugo Bhiel, Bonifácio de Andrada, Odílio Balbinotti, Raul Julgmann, Valdir Colatto e Vadão Gomes, que foi presidente da Comissão de Agricultura, foram rechaçados nas urnas. Porém, o núcleo duro da Bancada se manteve intacto com a reeleição dos deputados Ronaldo Caiado, Ônix Lorenzoni, Darcísio Perondi, Lupion, Micheleto, Heinze, Paulo Bornhausen, Sandro Mabel, entre outros.

A Bancada teve três baixas devido ao falecimento dos deputados Max Rossemann, Mussa Demes e Fernando Diniz. O deputado Jerônimo Reis foi cassado e Waldir Neves, renunciou. Por outro lado, os deputados Waldemir Moka (MS) e Ciro Nogueira (PI) se elegeram senador e vão reforçar, naquela Casa, o campo agrário-empresarial com a senadora Kátia Abreu; o deputado Jader Barbalho (PA) conseguiu votos suficientes para se eleger ao Senado Federal, mas está sob judice pela lei da Ficha Limpa. O deputado João Oliveira se tornou o vice de Siqueira Campos eleito governador de Tocantins e o deputado José Mucio Monteiro assumiu o Tribunal de Contas da União (TCU).

Nas eleições de 2010 o partido que mais reelegeu ruralista foi o PMDB (15), seguido do PFL (13), PP (10) e PSDB (9). O PPS reelegeu quatro, o PTB e o PR reelegeram três e o PDT, dois. Em relação às unidades federativas, o Paraná manteve o maior número de ruralistas (11), seguido de Goiás e Minas Gerais, com sete cada um. Os estados onde a Bancada teve as maiores baixas foram Bahia e Minas Gerais onde não se reelegeram sete ruralistas, respectivamente. São Paulo elegeu apenas três ruralistas, mas o apoio de setores agropecuários e do agronegócio garantiu a reeleição de Aldo Rebelo (PCdoB).

A rejeição de quase a metade dos atuais componentes da Bancada Ruralista pode estar indicando que há uma nova composição do eleitorado, mesmo do meio rural, que exige uma atuação parlamentar mais do que a simples postura de defesa dos interesses agropecuaristas. Os deputados que se reelegeram e os novos que integrarão a Bancada têm que tomar consciência que os anos de confronto entre agricultura comercial de exportação e agricultura familiar e camponesa estão sendo superados pelas sucessivas crises ambientais, climáticas e alimentares globais.

A pauta de defesa radical do continuado rolamento das dívidas agrícolas está anacrônico e não corresponde mais as demandas da sociedade do século XXI. O discurso produtivista do agronegócio está, atualmente, restrito aos setores patronais que vem perdendo espaço como puxadores de votos. Por outro lado, entendemos que este discurso não amplia sua capacidade de sedução eleitoral. O eleitorado está demandando mais políticas públicas sociais, como saúde, educação, segurança alimentar, entre outras.

As grandes empresas agropecuárias, proprietárias das cadeias de produtivas e dos grandes estabelecimentos de distribuição, terão que fazer mais do que ocupar terras férteis com monocultura, mais do que fazer o país campeão mundial de uso de agrotóxicos banidos em outros países ou produzir safras recordes de grãos para alimentar animais nos países desenvolvidos. Terão que enfrentar os desafios da mudança climática, da redução das emissões de gases de efeito estufa, do desmatamento, da degradação do solo e da perda de biodiversidade, como um problema decorrente da atividade agrícola.

A Bancada Ruralista, assim como nos mandatos passados, deverá se recompor na legislatura 2011/2015, mas se não evoluir nas práticas e no discurso, incorporando a preocupação ambientalista e de sustentabilidade, poderá ser varrida para a lata de lixo da história.

Os ruralistas, nas eleições presidenciais, tiveram um desempenho dúbio apesar de terem sido um dos setores mais favorecidos pelo governo Lula. A candidata Dilma perdeu em Estados considerados domínio dos grandes agropecuaristas como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. Por outro lado, a candidata ganhou em Tocantins e Goiás e o Rio Grande do Sul. Este resultado paradoxal demonstra que a Bancada Ruralista só atua de forma coordenada nas votações congressuais onde seus interesses imediatos estão em pauta.

Não há e não houve uma articulação por dentro da Bancada para definir o apoio a um ou outro candidato presidencial. Houve uma espécie de liberação tácita de voto. Os candidatos se articulam conforme seus interesses locais e regionais durante o processo eleitoral.

Em fevereiro de 2011, de volta a normalidade legislativa os coordenadores da Bancada Ruralista vão contar as baixas, refazer os flancos perdidos, recompor a articulação e iniciar a disputa, por dentro dos seus partidos, para ocupar alguns espaços de decisão na Câmara dos Deputados, no Senado Federal e no governo, independente de quem seja o presidente da República.
* Assessor para Políticas de Reforma Agrária e Soberania Alimentar do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) e Conselheiro do CONSEA.