Felson Yajure, do Aporrea,
:
As guerras da atualidade começam nos meios. Em cada guerra, os meios do imperialismo tentam convencer-nos de que seus governos estão atuando bem e, para isso, utilizam cinco estratégias:
1. Ocultar a verdade: que a causa real são nos interesses econômicos. 2. Colocar a vítima como agressor e culpada e ao agressor como o defensor da justiça. 3. Desprestigiar às vítimas. 4. Monopolizar a informação. 5. Ocultar a história.
Essas estratégias também foram aplicadas contra a Líbia, uma revolta espontânea rapidamente transformada em guerra civil, aprendendo com o caso do Egito, onde ainda existe o perigo de perda do controle. Podemos dizer: Na política, nada cai do céu!
1. Ocultar a verdade, que os interesses econômicos são a causa. Os imperialistas sempre têm que persuadir a opinião pública de que eles não atuam para obter benefícios econômicos; mas, para eliminar uma grave ameaça, que seja Saddam Hussein, Bin Laden, o comunismo, as Farc, as drogas, ou qualquer outra desculpa. Dizem que suas guerras são para libertar ao povo do tirano, ou para evitar que utilize armas de destruição massiva, para defender os direitos humanos; para evitar o bombardeio da população etc. Após invadir e tomar o controle se evidencia que mentiam de maneira descarada.
No caso recente da Líbia, que Gadafi estava bombardeando seu povo e Telesul enviou um correspondente ao local, desmentindo tais bombardeios. Aqui pretenderam semear a matriz de que há gente de Al Qaeda em Margarita e de acampamentos das Farc em nosso território para justificar uma agressão ou perseguição na Colômbia, para usá-la como instrumento da agressão ou para, caso a coisa se complique, eles possam, em seguida, intervir em defesa da Colômbia. No caso do conflito líbio, se explica, porque a África é estratégica para as multinacionais, porque sua prosperidade se baseia na pilhagem de seus recursos.
2. Colocar a vítima como agressor e culpada e ao agressor como o defensor da justiça. Em cada guerra, seus adversários sempre têm sido apresentados como cruéis assassinos, imorais e perigosos, com as piores descrições de suas atrocidades. Mais tarde, muitos desses relatos; às vezes, todos, vão perdendo importância; porém, não importa, já cumpriram seu objetivo: justificar as ações e manipular a emoção do público para impedi-lo de analisar os interesses que realmente estão em jogo.
3. Desprestigiar às vítimas. Nessa linha estratégica, tentam colocar o adversário como o pior entre os seres humanos, que golpeia mulheres, que ele e seus colaboradores estão associados ao narcotráfico, com Makled, com Marulanda...; bom, com o camarada, não, porque já morreu...; que a família rouba, e assim por diante.
4. Monopolizar a informação. A informação mostra-se de uma forma completamente tendenciosa, dando a conhecer somente um lado da história; claro, sem dizer, por exemplo, que a mídia imperial mostra um só lado de Gadafi, o que eles catalogaram como mau; porém, em absoluto mostram algum aspecto positivo. Quem nos informou sobre sua ajuda aos projetos de desenvolvimento africano? Quem nos disse que, segundo as instituições internacionais, a Líbia detém o mais alto ‘índice de desenvolvimento humano' de toda a África?
Outro exemplo seria quando em 1992, 45 países africanos tentaram obter um satélite africano para diminuir os custos de comunicação no continente. Telefonar desde ou para a África tinha a tarifa mais alta do mundo, já que havia um imposto de 500 milhões de dólares que a Europa cobrava a cada ano sobre as conversas telefônicas, inclusive no interior do próprio continente, pelo trânsito de voz pelos satélites europeus.
O satélite africano custava justamente 400 milhões de dólares pagáveis de uma só vez e não os 500 milhões de aluguel ao ano. Porém, como pode o escravo libertar-se da exploração servil de seu amo, solicitando-lhe sua ajuda para consegui-lo? Assim, estiveram o Banco Mundial, o FMI, os Estados Unidos, a União Europeia enredando inutilmente esses países por catorze anos. Então, Gadafi colocou na mesa 300 milhões de dólares, o Banco Africano de Desenvolvimento colocou 50 milhões; o Banco Oeste-Africano de Desenvolvimento colocou 27 milhões; e dessa forma a África, desde 27 de dezembro de 2007, tem seu primeiro satélite de comunicação de sua história. Vemos como um gesto pode mudar a vida de todo um continente.
A Líbia de Gadafi fez o ocidente perder não somente os 500 milhões de dólares ao ano, mas os milhares de milhões de dólares em dívida e juros que essa mesma dívida permite gerar até o infinito e a escala exponencial, contribuindo assim para manter oculto o sistema de espólio da África. Isso, com certeza, é parte do que a Europa agora cobra a Gadafi.
Também há muitos indícios de desinformação, por exemplo, os "seis mil mortos supostamente vítimas dos bombardeios de Gadafi sobre a população civil”. Onde estavam as imagens? Não havia nenhuma câmera, nenhum telefone celular por lá, como houve em Gaza, na Praça Tahrir ou em Tunes? É como o que acontece agora com o assassinato de Bin Laden: onde estão os vídeos e as fotos que mostravam como quando assassinaram ao Che Guevara ou a Hussein? Agora, nenhuma prova, nenhum testemunho fiável; bem esquisito tudo isso! Isso, em parte, foi desmentido pela Telesul, pelos satélites russos; porém, não houve retratação.
Em uma guerra civil, uma informação parcial sempre tentará fazer-nos crer que as atrocidades são cometidas por um só lado e, portanto, temos que apoiar ao outro lado. Porém, sempre é uma informação tendenciosa devido aos interesses político-econômicos.
5. Ocultar a história. Essa linha de desinformação é complementar às anteriores, todas atuantes em modo sinérgico. Para exemplificá-la basta um exemplo: o caso da invasão ao Kuwait, onde, em todo momento, se ocultou o fato histórico de que o território Kuwait foi parte do território iraquiano, e que foi desmembrado pelas potências imperiais devido às suas grandes jazidas petroleiras. A história da cruel exploração dos recursos naturais e da escravidão dos países colonizados nunca será contada nos meios de comunicação imperiais.
Mostrando postagens com marcador manipulação midiática. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador manipulação midiática. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 11 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
cartacapital - Liberdade de imprensa ou estelionato midiático? - Aurélio Munhoz
4 de maio de 2011 às 9:54h
Uma outrora majestosa senhora agoniza no dia 3 de maio, em que o mundo deveria celebrar sua soberania. Falamos da liberdade de imprensa. Pobre liberdade. A menina dos olhos dos verdadeiros democratas já viveu dias mais gloriosos na época em que o idealismo, muito mais que as verdinhas, movia as mentes e corações dos jornalistas.
Mas de que liberdade de imprensa falamos? A genuína – e única. Aquela que pressupõe o compromisso inquebrantável com dois pressupostos: a verdade e o bem estar da maioria. Liberdade de imprensa, portanto, é o direito de qualquer cidadão dizer o que pensa. Mas com três condições: apenas se alicerçado pelos fatos, pelo bom senso e pelo seu propósito sincero de contribuir para o desenvolvimento da sociedade. Isso tem outro nome: exercício responsável da democracia e da cidadania.
Do exposto, conclui-se o óbvio – e nele reside o cerne deste artigo: o povo do andar de cima de grande parte da mídia, nele incluídos muitos colegas jornalistas, não defende a autêntica liberdade, mas um clone teratológico. A liberdade que preconizam é somente a sua, não a da maioria dos cidadãos.
Consiste somente no seu suposto direito de deixá-los dizer tudo o que pensam e fazer tudo o que querem, sem nenhum arreio institucional.
Querem, claro, somente encher suas burras de reais, divertindo-se com o exercício de vilania que praticam quando atacam pessoas sem provas e de maneira absolutamente parcial. E também quando, acuados pelos abusos que cometem, vilipendiam sistematicamente a essência da liberdade com sua chorumela estridente e absolutamente falsa. Dizem-se agredidos quando atacados pela Justiça e pelas vítimas da sua língua ferina, mas são, na realidade, os verdadeiros agressores.
Este bando não é curador da liberdade de imprensa, mas mentor de um autêntico ato de estelionato midiático. Está lá, para quem quiser ler, no Código Penal Brasileiro, Título II, Capítulo VI, no já referido Artigo 171: estelionato é “obter para si ou para outrem vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento”.
Não é outra coisa o que fazem os medalhões da mídia que tanto falam em liberdade e criticam ferramentas de controle da sociedade sobre o conteudo da mídia, como o Conselho Federal de Jornalismo e o Conselho Nacional de Comunicação Social, ambos sepultados por força do abonado lobby patrocinado por esta turma.
Exagero? Lanço um desafio a quem acha que 99% da nossa grande mídia pratica a verdadeira liberdade de imprensa. Convide um pedreiro ou uma telefonista com jeito para as palavras a tentar veicular, em qualquer grande jornal ou revista brasileiro, um bom texto sobre algum assunto que se choque frontalmente com os interesses dos donos do veículo em questão. Vejamos o que estes cidadãos comuns conseguem. Antecipo o destino do texto: a lata de lixo da caixa postal virtual do editor de Opinião.
Mas este não é a única chaga da nossa imprensa. Pior que propagar mentiras, querendo fazê-las passar por verdades, é não dizer de que lado se está. A Carta Capital diz. O conservador O Estado de S. Paulo, também. Por isso, merecem parabéns, já que assumem suas posições, sejam quais forem. Quantos mais têm a coragem de fazer isso?
Pior que ser de direita, como se vê, é ser hipócrita, como são os que nos escondem seus reais objetivos, bem como as identidades dos verdadeiros donos das capitanias hereditárias da mídia. Este bando defende, afinal, os interesses de quem? Os deles, somente os deles, jamais os nossos.
No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, reflitamos sobre o tema à luz do mestre Buda: “Um amigo falso e maldoso é mais temível que um animal selvagem; o animal pode ferir seu corpo, mas um falso amigo irá ferir sua alma”.
Aurélio Munhoz no Twitter: http://twitter.com/aureliomunhoz
Aurélio Munhoz
Aurélio Munhoz é jornalista, sociólogo, consultor em Comunicação e presidente da oscip Pense Bicho. Pós-graduado em Sociologia Política e em Gestão da Comunicação, foi repórter, editor e colunista na imprensa do Paraná. Endereço no Twitter: http://twitter.com/aureliomunhoz.
Uma outrora majestosa senhora agoniza no dia 3 de maio, em que o mundo deveria celebrar sua soberania. Falamos da liberdade de imprensa. Pobre liberdade. A menina dos olhos dos verdadeiros democratas já viveu dias mais gloriosos na época em que o idealismo, muito mais que as verdinhas, movia as mentes e corações dos jornalistas.
Mas de que liberdade de imprensa falamos? A genuína – e única. Aquela que pressupõe o compromisso inquebrantável com dois pressupostos: a verdade e o bem estar da maioria. Liberdade de imprensa, portanto, é o direito de qualquer cidadão dizer o que pensa. Mas com três condições: apenas se alicerçado pelos fatos, pelo bom senso e pelo seu propósito sincero de contribuir para o desenvolvimento da sociedade. Isso tem outro nome: exercício responsável da democracia e da cidadania.
Do exposto, conclui-se o óbvio – e nele reside o cerne deste artigo: o povo do andar de cima de grande parte da mídia, nele incluídos muitos colegas jornalistas, não defende a autêntica liberdade, mas um clone teratológico. A liberdade que preconizam é somente a sua, não a da maioria dos cidadãos.
Consiste somente no seu suposto direito de deixá-los dizer tudo o que pensam e fazer tudo o que querem, sem nenhum arreio institucional.
Querem, claro, somente encher suas burras de reais, divertindo-se com o exercício de vilania que praticam quando atacam pessoas sem provas e de maneira absolutamente parcial. E também quando, acuados pelos abusos que cometem, vilipendiam sistematicamente a essência da liberdade com sua chorumela estridente e absolutamente falsa. Dizem-se agredidos quando atacados pela Justiça e pelas vítimas da sua língua ferina, mas são, na realidade, os verdadeiros agressores.
Este bando não é curador da liberdade de imprensa, mas mentor de um autêntico ato de estelionato midiático. Está lá, para quem quiser ler, no Código Penal Brasileiro, Título II, Capítulo VI, no já referido Artigo 171: estelionato é “obter para si ou para outrem vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento”.
Não é outra coisa o que fazem os medalhões da mídia que tanto falam em liberdade e criticam ferramentas de controle da sociedade sobre o conteudo da mídia, como o Conselho Federal de Jornalismo e o Conselho Nacional de Comunicação Social, ambos sepultados por força do abonado lobby patrocinado por esta turma.
Exagero? Lanço um desafio a quem acha que 99% da nossa grande mídia pratica a verdadeira liberdade de imprensa. Convide um pedreiro ou uma telefonista com jeito para as palavras a tentar veicular, em qualquer grande jornal ou revista brasileiro, um bom texto sobre algum assunto que se choque frontalmente com os interesses dos donos do veículo em questão. Vejamos o que estes cidadãos comuns conseguem. Antecipo o destino do texto: a lata de lixo da caixa postal virtual do editor de Opinião.
Mas este não é a única chaga da nossa imprensa. Pior que propagar mentiras, querendo fazê-las passar por verdades, é não dizer de que lado se está. A Carta Capital diz. O conservador O Estado de S. Paulo, também. Por isso, merecem parabéns, já que assumem suas posições, sejam quais forem. Quantos mais têm a coragem de fazer isso?
Pior que ser de direita, como se vê, é ser hipócrita, como são os que nos escondem seus reais objetivos, bem como as identidades dos verdadeiros donos das capitanias hereditárias da mídia. Este bando defende, afinal, os interesses de quem? Os deles, somente os deles, jamais os nossos.
No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, reflitamos sobre o tema à luz do mestre Buda: “Um amigo falso e maldoso é mais temível que um animal selvagem; o animal pode ferir seu corpo, mas um falso amigo irá ferir sua alma”.
Aurélio Munhoz no Twitter: http://twitter.com/aureliomunhoz
Aurélio Munhoz
Aurélio Munhoz é jornalista, sociólogo, consultor em Comunicação e presidente da oscip Pense Bicho. Pós-graduado em Sociologia Política e em Gestão da Comunicação, foi repórter, editor e colunista na imprensa do Paraná. Endereço no Twitter: http://twitter.com/aureliomunhoz.
Marcadores:
aurélio munhoz,
CARTACAPITAL,
liberdade de imprensa,
manipulação midiática,
mídia pig
quarta-feira, 23 de março de 2011
A guerra que voce nao ve -
Stanley Burburinho: Você não vai ver isso nos jornais!
A partir de informações do serviço secreto russo, o Pravda publicou matéria muito esclarecedora sobre a situação na Líbia. Por exemplo: a contratação de mercenários pelo Pentágono através da Halliburton e da Blackwater e que o serviço secreto da Rússia, que controla 100% do espaço aéreo da Líbia, garante que nenhum avião levantou vôo na Líbia desde o inicio das manifestações.Acho que essas informações nunca veremos publicadas na velha mídia do Brasil:
“O serviço secreto russo confirmou ontem através de Nicolai Patrushev, que na verdade o que está existindo é um verdadeiro bombardeio da mídia internacional contra Kadhafi, pois a Russia controla totalmente o espaço aéreo do norte da África e cem por cento da Líbia e que os aviões que supostamente levantaram vôo para executar os bombardeios contra o povo líbio não saíram do chão e portanto não executaram qualquer ação militar; que somado a isso, por não existirem imagens de qualquer vôo, configura uma armação do Pentágono. O Secretário de Defesa do EUA admitiu o erro das informações dizendo que podem ter sido outros aviões, mas setores independentes da mídia internacional já haviam colocado a entrevista dos russos no ar e assim desmoralizado a ação do Pentágono.”
“Outro escândalo que ronda Washington é a participação de mercenários contratados pelo Pentágono, através da Halliburton e da Blackwater para participarem das batalhas na região de Cerenaica, em especial Bengazhi e Trobuk ao lado dos opositores que começam a perder terreno para os simpatizantes de Khadafy. A missão dos mercenários que ficariam sob controle da CIA, Agência Central de Inteligência e até executariam ações secretas com a aliada Al-Qaeda de Bin Laden, contra Khadafi seria manter o controle dos poços de petróleo já sob controle da oposição na região de Bengazhi.”
“Ontem um dos principais líderes da oposição a Kadafi, Khaled Maassou, na região de Cerinaica, confirmou que estava desistindo da luta por não concordar com a participação de mercencários e militares norte americanos em território líbio contra Kadhafi, e que em nenhuma situação irá contribuir com a CIA, que agora começa a assumir com a Al Qaeda o comando da situação na região de Cirenaica.”
Veja de quem, sob a titularidade da LIA (Autoridade Investidora Líbia) - 13º Maior Fundo Soberano do Mundo - a Líbia é acionista:
a) Finmeccanica (bélica - Itália): 8ª maior fabricante de armas do mundo;
b) Libyan Italian Advanced Co. (bélica – Itália/Líbia): subsidiária da Finmeccanica que fabrica helicópteros na Líbia – LIA é a acionista majoritária;
b) Unicredit (banco - Itália);
c) Fiat (automóveis - Itália);
d) Juventus de Turim (futebol – Itália);
e) HSBC (banco – Reino Unido);
f) Grupo Pearson, dono do FT - Financial Times (mídia – Reino Unido) – a LIA é o 5º maior acionista;
g) Royal Dutch Shell (petróleo – Reino Unido / Holanda);
h) Standard Chartered (banco – Reino Unido);
i) Vodafone (telecomunicações – Reino Unido);
j) BP – British Petroleum, a do buraco vazando no Golfo do México (petróleo – Reino Unido) – dona de concessões e investimentos petrolíferos de mais de 1 Bilhão de Euros só na Líbia;
k) Exxon (petróleo – EUA);
l) Chevron (petróleo – EUA);
m) Pfizer (farmacêutica – EUA);
n) Xerox (tecnologia – EUA);
e) Halliburton (equipamentos/petróleo – EUA);
f) Honeywell (aeroespacial – EUA);
Ao que tudo indica, quando e se ouvirmos a notícia do início do assalto das tropas militares ocidentais “em defesa do povo líbio”, as únicas novidades serão as “tropas militares” e “o povo líbio”. Pois o assalto parece já ter começado há algum tempo. (por Stanley Burburinho, que cita a fonte logo abaixo)
domingo, 6 de março de 2011
mídia,política e poder - Consorcios mediáticos y manipulación informativa
Sonia S. González
http://www.cubandemocracy
Los procesos de concentración y transnacionalización han convertido a la comunicación y la información en negocios seguros, por sus beneficios y por su capacidad de influir sobre la población mundial, en aras de preservar los intereses del poder, por supuesto del sistema capitalista y sus máximos exponentes.
No es nada nuevo que una sociedad globalizada en términos económicos, sea una sociedad uniformada en términos culturales e informativo. La hegemonía de una elite de naciones sobre el resto no es sólo una cuestión económica, también origina desigualdades en el acceso y distribución de contenidos informativos.
Los medios de comunicación que responden a la dinámica capitalista y de hecho lo legitiman, imprimen su sello de presentar las cosas del modo que les conviene y así formar una visión distorsionada de la realidad y el pensamiento alternativo.
¿Cuán peligrosos resultan los mensajes de estos medios para el despertar de la conciencia de los pueblos? No hay nada dejado a la improvisación, la información está perfectamente estructurada de manera que plantea pocas dudas al sistema y lo presenta como una fórmula de verdadera democracia, igualdad de derechos y como vía de prosperidad en lo individual, fomenta su supervivencia a través del consumo y al mismo tiempo relaja las mentes sobre el cómodo diván del entretenimiento.
Los medios alaban el sistema capitalista y sus bondades, entre ellas la libertad de expresión sin posibilidad de censura y hacen apología al espejismo de las sociedades democráticas.
Tratan de hacer creer que la cantidad de canales para difundir abundante información aseguran la diversidad y el pensamiento alternativo, cuando en realidad ese enfoque es una forma esencial de manipulación, de los supuestos valores en los que se asientan las democracias del sistema capitalista.
Por supuesto no es interés de estos medios realizar análisis sobre los conflictos sociales y profundizar sobre las desigualdades existentes, en su lugar ofrecen abundantes contenidos informativos banales, acorde a los gustos entronizados en los diferentes públicos de las sociedades de consumo.
Las corporaciones mediáticas están directamente vinculadas a los intereses económicos y políticos del sistema al que responden, por ello en la globalización, cuando hablamos de información, es preciso identificar el poder mediático que la produce, como un tentáculo esencial del poder político económico dominante en el mundo, el capitalismo.
Grupos, poder y manipulación
En la actualidad, el escenario mediático constituye una telaraña de empresas de la comunicación al servicio del sistema de economía de mercado. Es por ello que amén de algunas manifestaciones de tendencias políticas, la verdadera ideología dominante en dichos medios se identifican con las bases sobre las que se asienta el capitalismo.
De lo anterior se desprende que la prioridad de los medios es responder a los intereses y las relaciones entre las grandes corporaciones del sector, y de otras industrias, es decir, están subordinados informativamente a la ideología neoliberal.
A fin de ejemplificar lo antes expuesto, veremos una serie de vínculos entre otros sectores, corporaciones, medios y países. Por ejemplo, Vivendi es, además de un grupo comunicativo, una empresa dedicada al suministro de agua. Además, en el campo de la información, llega hasta España gracias a Canal Plus, que adopta el nombre de CNN Plus, derivación española del canal estadounidense que, como hemos visto, está en manos de AOL-Time Warner. Y desde CNN Plus llegamos hasta el grupo Prisa, grupo español que, por ejemplo, también tiene intereses en México, donde llega con Santillana, El País Internacional y Radiópolis y otros muchos países de América Latina e incluso de Europa.
No es difícil comprender que unas pocas corporaciones dominan el mercado de los medios globales y son catalizadoras de unos mensajes preconcebidos y diseñados con fines propagandísticos para mantener la estructura de poder, a la que pertenecen y responden para lograr sobrevivir.
Como se ha señalado, “los medios de comunicación de masas actúan como sistema de transmisión de mensajes y símbolos para el ciudadano medio. Su función es la de divertir, entretener e informar, así como inculcar a los individuos los valores, creencias y códigos de comportamiento que les harán integrarse en las estructuras institucionales de la sociedad. En un mundo en el que la riqueza está concentrada y en el que existen grandes conflictos de intereses de clase, el cumplimiento de tal papel requiere una propaganda sistemática”.
Es evidente que en la esfera de la información hay empresas que dominan el mundo. Los seis grandes grupos de comunicación son norteamericanos y europeos, y extienden su área de influencia más allá de sus fronteras, contribuyendo a difundir un flujo informativo en concordancia con sus intereses occidentales.
Existe una estrecha conexión entre los autores políticos, económicos y mediáticos que implica el intercambio de favores y el actuar mancomunadamente para evitar “el desorden social” o ”garantizar la cacareada democracia”. Su verdadero objetivo es manipular la información para desvirtuar la realidad, sobre todo cuando sus intereses se sienten amenazados.
De los resultados de estas prácticas hay sobrados ejemplos, bien en momentos de conflictos como los ocurridos en América latina, Medio Oriente o cualquier otro lugar del planeta, o contra países que soberanamente han decidido romper con la fórmula capitalista. La información publicada sobre Cuba es un ejemplo de cómo se tergiversan los hechos y las realidades mediante una guerra mediática que se ha prolongado por más de 50 años, y que incluye diversas variantes con el objetivo de desvirtuar lo que ocurre en el primer país Socialista de América Latina, a 90 millas del imperio norteamericano.
Resulta que los mercenarios que EE.UU. reclutan en Cuba, para ellos son “disidentes” y hasta se confabulan para otorgarles Premios, como por ejemplo los concedidos a la tristemente célebre bloguera Yoani Sánchez, por la corporación mediática PRISA, de conocidos vínculos con otros consorcios norteamericanos, algo que han hecho en otros momentos con algunos de los denominados presos políticos. Se encargan así de fabricar una “disidencia” y utilizarla mediáticamente para atacar a Cuba y tratar de lesionar su prestigio.
Esta es la verdadera esencia del Poder mediático, fabricar hechos o “personajes” y/o manipular información
http://www.cubandemocracy
Los procesos de concentración y transnacionalización han convertido a la comunicación y la información en negocios seguros, por sus beneficios y por su capacidad de influir sobre la población mundial, en aras de preservar los intereses del poder, por supuesto del sistema capitalista y sus máximos exponentes.
No es nada nuevo que una sociedad globalizada en términos económicos, sea una sociedad uniformada en términos culturales e informativo. La hegemonía de una elite de naciones sobre el resto no es sólo una cuestión económica, también origina desigualdades en el acceso y distribución de contenidos informativos.
Los medios de comunicación que responden a la dinámica capitalista y de hecho lo legitiman, imprimen su sello de presentar las cosas del modo que les conviene y así formar una visión distorsionada de la realidad y el pensamiento alternativo.
¿Cuán peligrosos resultan los mensajes de estos medios para el despertar de la conciencia de los pueblos? No hay nada dejado a la improvisación, la información está perfectamente estructurada de manera que plantea pocas dudas al sistema y lo presenta como una fórmula de verdadera democracia, igualdad de derechos y como vía de prosperidad en lo individual, fomenta su supervivencia a través del consumo y al mismo tiempo relaja las mentes sobre el cómodo diván del entretenimiento.
Los medios alaban el sistema capitalista y sus bondades, entre ellas la libertad de expresión sin posibilidad de censura y hacen apología al espejismo de las sociedades democráticas.
Tratan de hacer creer que la cantidad de canales para difundir abundante información aseguran la diversidad y el pensamiento alternativo, cuando en realidad ese enfoque es una forma esencial de manipulación, de los supuestos valores en los que se asientan las democracias del sistema capitalista.
Por supuesto no es interés de estos medios realizar análisis sobre los conflictos sociales y profundizar sobre las desigualdades existentes, en su lugar ofrecen abundantes contenidos informativos banales, acorde a los gustos entronizados en los diferentes públicos de las sociedades de consumo.
Las corporaciones mediáticas están directamente vinculadas a los intereses económicos y políticos del sistema al que responden, por ello en la globalización, cuando hablamos de información, es preciso identificar el poder mediático que la produce, como un tentáculo esencial del poder político económico dominante en el mundo, el capitalismo.
Grupos, poder y manipulación
En la actualidad, el escenario mediático constituye una telaraña de empresas de la comunicación al servicio del sistema de economía de mercado. Es por ello que amén de algunas manifestaciones de tendencias políticas, la verdadera ideología dominante en dichos medios se identifican con las bases sobre las que se asienta el capitalismo.
De lo anterior se desprende que la prioridad de los medios es responder a los intereses y las relaciones entre las grandes corporaciones del sector, y de otras industrias, es decir, están subordinados informativamente a la ideología neoliberal.
A fin de ejemplificar lo antes expuesto, veremos una serie de vínculos entre otros sectores, corporaciones, medios y países. Por ejemplo, Vivendi es, además de un grupo comunicativo, una empresa dedicada al suministro de agua. Además, en el campo de la información, llega hasta España gracias a Canal Plus, que adopta el nombre de CNN Plus, derivación española del canal estadounidense que, como hemos visto, está en manos de AOL-Time Warner. Y desde CNN Plus llegamos hasta el grupo Prisa, grupo español que, por ejemplo, también tiene intereses en México, donde llega con Santillana, El País Internacional y Radiópolis y otros muchos países de América Latina e incluso de Europa.
No es difícil comprender que unas pocas corporaciones dominan el mercado de los medios globales y son catalizadoras de unos mensajes preconcebidos y diseñados con fines propagandísticos para mantener la estructura de poder, a la que pertenecen y responden para lograr sobrevivir.
Como se ha señalado, “los medios de comunicación de masas actúan como sistema de transmisión de mensajes y símbolos para el ciudadano medio. Su función es la de divertir, entretener e informar, así como inculcar a los individuos los valores, creencias y códigos de comportamiento que les harán integrarse en las estructuras institucionales de la sociedad. En un mundo en el que la riqueza está concentrada y en el que existen grandes conflictos de intereses de clase, el cumplimiento de tal papel requiere una propaganda sistemática”.
Es evidente que en la esfera de la información hay empresas que dominan el mundo. Los seis grandes grupos de comunicación son norteamericanos y europeos, y extienden su área de influencia más allá de sus fronteras, contribuyendo a difundir un flujo informativo en concordancia con sus intereses occidentales.
Existe una estrecha conexión entre los autores políticos, económicos y mediáticos que implica el intercambio de favores y el actuar mancomunadamente para evitar “el desorden social” o ”garantizar la cacareada democracia”. Su verdadero objetivo es manipular la información para desvirtuar la realidad, sobre todo cuando sus intereses se sienten amenazados.
De los resultados de estas prácticas hay sobrados ejemplos, bien en momentos de conflictos como los ocurridos en América latina, Medio Oriente o cualquier otro lugar del planeta, o contra países que soberanamente han decidido romper con la fórmula capitalista. La información publicada sobre Cuba es un ejemplo de cómo se tergiversan los hechos y las realidades mediante una guerra mediática que se ha prolongado por más de 50 años, y que incluye diversas variantes con el objetivo de desvirtuar lo que ocurre en el primer país Socialista de América Latina, a 90 millas del imperio norteamericano.
Resulta que los mercenarios que EE.UU. reclutan en Cuba, para ellos son “disidentes” y hasta se confabulan para otorgarles Premios, como por ejemplo los concedidos a la tristemente célebre bloguera Yoani Sánchez, por la corporación mediática PRISA, de conocidos vínculos con otros consorcios norteamericanos, algo que han hecho en otros momentos con algunos de los denominados presos políticos. Se encargan así de fabricar una “disidencia” y utilizarla mediáticamente para atacar a Cuba y tratar de lesionar su prestigio.
Esta es la verdadera esencia del Poder mediático, fabricar hechos o “personajes” y/o manipular información
Marcadores:
conglomerados midiáticos,
CUBA,
manipulação midiática,
mídia,
Noam Chomsky,
política e poder
quarta-feira, 2 de março de 2011
Comunicação - mídia e poder - CHOMSKY E AS 10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO MIDIÁTICA -
Noam Chomsky
O lingüista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:
1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.
2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES
Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.
3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.
5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê?“Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.
6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…
7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.
8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE
Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…
9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!
10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.
O lingüista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:
1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.
2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES
Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.
3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.
5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê?“Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.
6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…
7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.
8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE
Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…
9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!
10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.
Marcadores:
Comunicação,
manipulação midiática,
midia e poder,
Noam Chomsky,
PIG
Assinar:
Postagens (Atom)