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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Sarney: a mídia e os partidos - blog do nassif -

Enviado por luisnassif, qui, 05/05/2011 - 15:37
Por Edson Joanni
"SirNey" e os donos do "Pudêr"

Da Folha.com

Sarney diz que mídia enfraquece o poder dos partidos políticos

GABRIELA GUERREIRO

Em seminário do PMDB que discutiu nesta quinta-feira estratégias de comunicação política, o senador José Sarney (PMDB-AP) disse que a mídia enfraquece os poderes dos partidos políticos no Brasil. Segundo Sarney, os políticos precisam criar mecanismos para que não percam sua "legitimidade" diante da atuação da imprensa.

"O Congresso depois de um mês, dois, três, começa a ser contestado. Os deputados não sabem porque foram eleitos e o eleitor não sabe mais que elegeu o deputado. A partir daí, a mídia e seus instrumentos entram e dizem: não, nós passamos a representar o povo. Esse é o grande desafio do mundo atual, da classe política."

Sarney disse que todos os políticos se queixam da imprensa, mas precisam fazer a "sua parte" ao defender que a liberdade de expressão sirva à democracia sem "desvirtuá-la".


Apesar das críticas, Sarney disse ser contrário a instrumentos de controle da imprensa brasileira. "Até o tempo corrige os equívocos que a mídia corrige. Talvez eu tenha sido o presidente mais criticado da história do Brasil, mas nunca ninguém viu da minha parte nenhuma reação violenta contra isso."

O peemedebista afirmou que a imprensa, as ONGs e a própria sociedade civil tiram "nacos" da atividade política --o que enfraquece os partidos e o Congresso.

"Nós precisamos disputar esse espaço de saber quem representa a opinião pública", afirmou.

O PMDB organizou seminário para discutir novas estratégias de mídia com a presença de marqueteiros americanos responsáveis pela campanha de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos.

O vice-presidente Michel Temer disse que os peemedebistas precisam melhorar sua estratégia de comunicação para que a sociedade conheça as ações do partido.

"Quando você realiza as coisas e não consegue transmiti-la ao grande público, a imagem geral que se tem do partido muitas vezes é negativa. O que o partido faz não chega ao grande público", afirmou.

Para o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), os políticos precisam interagir com a sociedade para que sua representação não "caduque". "O nosso problema é como o PMDB, o maior partido do Brasil, dialoga com a sociedade. Cada vez mais a sociedade demanda informações que a mídia tradicional não é capaz de atender."

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

JOSÉ SARNEY - Guerra religiosa

Na história da humanidade, o tema religioso foi inicialmente dominante. Petrônio diz que Deus assim quis porque fez o medo antes de revelar-se. "Primus in orbe deos fecit timor" (Primeiro no mundo Deus criou o medo). Os povos primitivos precisavam explicar o mundo, e a explicação os levava ao caminho da religião.
Na disputa pelo poder, o homem quis ser o guardião de Deus e torná-lo uma arma em suas guerras.
Logo surgiu a identificação de Deus com reis, imperadores, faraós. Mesmo na civilizada Roma, Otávio, no caminho para se tornar Augusto, usou o cognome de Divi filius, deificando Júlio César e incorporando sua adoção.
Essa ideia passou na Europa medieval para a ideia da monarquia por direito divino.
E continuaram as guerras religiosas, seja entre cristãos e muçulmanos, seja, depois da reforma, entre cristãos. Ainda no Iluminismo havia títulos como Sua Majestade Cristianíssima.
Depois, com a chegada da democracia, parecia que o tema religioso tinha saído do centro dos debates políticos.
Ainda havia movimentos integristas, como a Ação Francesa de Maurras, no começo do século 20, mas eles não chegavam a dominar a cena.
Com Khomeini, o Estado teocrático se instalou no Irã e passou a ser um dado determinante da política internacional. Com Bush, a questão religiosa chegou à política dos países democráticos, levantando as religiões conservadoras americanas como arma para atingir objetivos políticos.
Os neoconservadores defendem ideias primitivas, como o Criacionismo, tese que rejeita a evolução das espécies e considera Darwin um demônio.
No Brasil, a Igreja Católica recuou em seu predomínio tradicional, e os evangélicos tornaram-se 30% da população. A igreja tentou uma primeira abordagem política com a Teologia da Libertação, silenciada por João Paulo 2º.
Mais recentemente, os temas doutrinários abriram espaço para manifestações mais sensíveis às igrejas populares, como a união entre pessoas de mesmo sexo e o aborto. Sobre este, a legislação já protege a vida desde a concepção, vida que nós cristãos consideramos a maior graça de Deus.
Mas esses temas parecem transcender os estudos teológicos e inserem-se numa presença exacerbada da religião, no mundo inteiro, nos temas quotidianos da sociedade, atingindo a política. Essas questões, tratadas de maneira dogmática, podem evoluir para o bem ou para o mal.
A lição do Oriente Médio e da expansão dos regimes teocráticos é um retrocesso, mostrando o perigo do radicalismo religioso. Temos que ficar alertas para que este ódio não invada o debate político brasileiro, abrindo caminho ao fanatismo.