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domingo, 20 de março de 2011

datafolha - Dilma iguala popularidade de Lula em início de governo

Presidente é aprovada por 47%, diz Datafolha; antecessor teve 48% em 2007

Taxa de aprovação a Dilma supera as de Collor, Itamar e FHC; para 23%, presidente favorece os políticos

FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA

A presidente Dilma Rousseff é aprovada por 47% dos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha realizada nos dias 15 e 16 deste mês.
Com essa taxa de popularidade, iguala-se ao recorde registrado por Luiz Inácio Lula da Silva nesta mesma época no segundo mandato de seu antecessor no Planalto.
Lula teve 43% de aprovação no terceiro mês de seu primeiro mandato, em março de 2003. Depois, bateu um recorde de aprovação presidencial em início de governo em março de 2007, com 48%.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Ou seja, Dilma com seus 47% hoje se iguala tecnicamente aos 48% de Lula em 2007. Desta vez, o instituto entrevistou 3.767 pessoas em 179 municípios.
Dilma supera em popularidade todos os antecessores de Lula, segundo o Datafolha, quando se considera esta fase inicial do mandato.
O instituto faz pesquisas nacionais desde 1990. Em junho daquele ano (a posse então era em março), Fernando Collor tinha 36% de aprovação. Itamar Franco, que assumiu após o processo de impeachment de Collor, teve 34% depois de três meses.
Fernando Henrique Cardoso, eleito em 1994 e reeleito em 1998, no início de seus governos teve aprovação de 39% e 21%, respectivamente.
Na pesquisa divulgada hoje, o Datafolha registra 7% que consideram a gestão de Dilma ruim ou péssima. Outros 34% a classificam como regular. Há também 12% que não souberam opinar.

DIFERENÇAS
Há poucos aspectos negativos para Dilma no levantamento. Mas há alguns sinais que a diferenciam de Lula.
Quando o Datafolha indagou aos entrevistados sobre quem são os mais favorecidos no governo Dilma, no topo da lista, com 23%, aparecem os políticos -apesar de a presidente ter tido um comportamento mais duro com o Congresso em relação ao antecessor. Os trabalhadores vêm a seguir, com 17%. No mesmo patamar estão indústria (14%) e bancos (13%).
Lula, em 2003, exalava uma imagem diferente: para 31%, os mais beneficiados pelo antecessor de Dilma eram os trabalhadores. Em seguida, vinham a agricultura (20%) e os políticos (13%).
Outro aspecto diferente entre Dilma e Lula aparece quando os entrevistados são instados a dizer, de maneira espontânea, quais são os maiores problemas do país.
Há oito anos, sob Lula, os brasileiros apontavam o desemprego (31%), a fome e a miséria (22%) como os maiores problemas do país. Hoje, estão no topo da lista a saúde (31%) e a violência (16%).
Tal como Lula, Dilma tem maior taxa de aprovação no Nordeste. Mas não há a grande assimetria muitas vezes registrada no passado.
Entre os nordestinos, Dilma tem 50% de aprovação. No Sul, Norte e no Centro-Oeste, sua marca é 44%. No Sudeste, 47%. Quando o entrevistado dá uma nota de zero a dez, a média obtida por Dilma é 6,9. Mas ela tem 7,3 no Nordeste e 6,6 no Sul.
A presidente tem sempre enfatizado seu interesse em priorizar a educação. Um comercial federal na TV exaltou nas últimas semanas os feitos na área, que acabou sendo percebida como a de melhor desempenho da petista.
Primeira mulher a ocupar o Planalto, Dilma tem aprovação maior (51%) entre as brasileiras do que entre os brasileiros (43%).
A expectativa dos eleitores em relação a Dilma é grande. Para 78% ela fará um governo ótimo ou bom -uma taxa maior do que a de Lula no início do primeiro mandato (76%) e superior à de FHC no mesmo período (48%).

sábado, 30 de outubro de 2010

Dilma chega ao dia da eleição com 55% das intenções de voto, aponta Datafolha

Dilma Rousseff (PT) chega ao dia da eleição com 55% dos votos válidos, segundo pesquisa Datafolha realizada ontem e hoje. Está dez pontos à frente de José Serra (PSDB), que pontuou 45%. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais.

O Datafolha entrevistou 6.554 pessoas neste sábado, um número maior do que o de outras sondagens recentes. A pesquisa foi encomendada pela Folha e pela Rede Globo e está registrada no TSE sob o número 37903/2010
Se confirmar nas urnas o resultado do Datafolha, Dilma será eleita a 40ª presidente do Brasil. A corrida eleitoral tem se mantido estável nos últimos 15 dias, com os dois candidatos variando apenas dentro da margem de erro do levantamento.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Dilma cristaliza liderança no Sudeste e já tem 47% das intenções de voto

Quando se observa a curva de intenção de votos de Dilma Rousseff (PT) neste mês, nota-se que o Sudeste foi determinante para que a petista se estabilizasse como favorita.

Ela começou outubro com 41% contra 44% de José Serra (PSDB). No levantamento de ontem do Datafolha, a petista estava com 47% e o tucano havia deslizado para 42% --a vantagem é de cinco pontos a favor de Dilma

votos válidos, Dilma56% Serra 44%

DATAFOLHA HOJE

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Indecisos são apenas 4%, e Dilma mantém 12 pontos de dianteira, diz Datafolha

Pesquisa Datafolha realizada ontem voltou a indicar estabilidade no quadro da corrida presidencial, com Dilma Rousseff (PT) mantendo liderança de 12 pontos sobre José Serra (PSDB).

A diferença agora é que o percentual de indecisos caiu de 8% para 4% em dois dias. Essa redução nesse grupo de eleitores indica que há cada vez menos espaço para mudanças na tendência de favoritismo da candidata do PT
O levantamento do Datafolha, encomendado pela Folha, foi realizado ontem em 256 cidades e com 4.205 entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Quando se consideram os votos válidos, Dilma manteve os mesmos 56% que obteve nos levantamentos de terça-feira (dia 26) e quinta-feira (dia 21). Serra também ficou com seus 44% registrados nas últimas duas sondagens.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Dilma mantém vantagem de 12 pontos sobre Serra no Datafolha

Petista registra 56% dos votos válidos contra 44% de tucano


Jair Stangler/SÃO PAULO - Estadão.com.br
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff manteve a vantagem, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira, 26. De acordo com o levantamento, a petista tem 56% dos votos válidos (que excluem brancos, nulos e indecisos) contra 44% de José Serra (PSDB). Os números em votos válidos são os mesmos registrados na pesquisa anterior, realizada no dia 21.

Já no total de intenções de voto, a oscilação foi pequena. Dilma passou de 50% a 49% e Serra foi de 40% a 38%. 5% afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo, enquanto 8% dizem estar indecisos.

No Sudeste, Serra caiu três pontos percentuais e registra 40%, contra 44% de Dilma. No Sul, ele ainda lidera, por 48% a 41%. No Nordeste, a diferença continua em 64% a 27%.

A pesquisa foi realizada no dia 26 de outubro com 4066 eleitores em 246 municípios em todos os Estados do País e está registrada no TSE sob o protocolo 37404/2010. A pesquisa foi contratada pela Globo e pelo jornal 'Folha de S.Paulo'. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Lula, pobres e NE contam história da eleição

Variações mais relevantes ocorrem entre eleitores de renda de 5 a 10 salários mínimos e que têm ensino médio


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JOSÉ SERRA PERDEU ELEITORES DE MARINA; SEM PAUTA RELIGIOSA E SEM NOVIDADES DE IMPACTO NA POLÍTICA, PRESTÍGIO DE LULA VOLTA A TER PESO
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VINICIUS TORRES FREIRE
COLUNISTA DA FOLHA

Na ausência de notícias em tese chocantes, a grande história da eleição presidencial de 2010 ainda parece depender da condição social do eleitor, do Nordeste e do prestígio de Lula. É o que indica a pesquisa Datafolha.
Em relação à pesquisa da semana passada, as variações de voto mais relevantes ocorreram entre os eleitores de renda familiar de 5 a 10 salários mínimos e entre aqueles que fizeram o ensino médio, ambas favoráveis a Dilma Rousseff (PT).
Numa eleição ainda disputada, vale notar que José Serra (PSDB) perdeu eleitores que haviam votado em Marina Silva (PV).
Mas é preciso lembrar que, na contagem geral das intenções de voto, as variações da pesquisa Datafolha têm sido bem pequenas. Numa perspectiva algo mais ampla, considerando a diferença entre o levantamento encerrado ontem e o realizado cinco dias depois do primeiro turno, a vantagem de Dilma sobre Serra passou de 7 pontos percentuais para 10.

VOTO "IDH"
O avanço de Dilma se deu de modo quase previsível, se consideradas as tendências registradas desde o início da campanha na TV.
Dilma batia Serra por 62% a 31% das intenções de voto do Nordeste, na primeira pesquisa realizada depois do primeiro turno. Na pesquisa divulgada hoje, vence por 65% a 28%. Entre o eleitorado de renda inferior a dois salários mínimos a distância entre petista e tucano passou de 15 pontos para 21.
Também nesse intervalo de tempo, a virada menos óbvia de Dilma sobre Serra ocorreu entre setores "médios", os eleitores de renda entre 5 e 10 salários mínimos. Dilma perdia por oito pontos logo depois do primeiro turno. Agora vence Serra por cinco pontos de diferença.
O prestígio de Lula cresceu mais após o primeiro turno. O voto em Dilma está bem correlacionado ao voto em Lula em 2006 e ao prestígio do presidente. Sem notícias de corrupção ou campanhas religiosas, o vetor principal do voto é o "índice de desenvolvimento humano" (IDH) baixo, que faz anos impulsiona muito mais o voto no lulismo que em seus opositores.

Popularidade de Lula e Nordeste alavancam Dilma

Avaliação positiva do presidente sobe na reta final e vai a 82%; no NE, vantagem da petista é de 37 pontos

Única região em que o tucano se mantém na liderança é o Sul; no Sudeste, Dilma está numericamente à frente

DE BRASÍLIA

A melhora de Dilma Rousseff (PT) teve como alavanca principal o seu desempenho no Nordeste, combinado com um novo recorde de popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No Nordeste (cerca de 27% dos eleitores do país), Dilma cresceu cinco pontos em uma semana, indo de 60% a 65% das intenções de voto.
Já Lula registrou nesta semana 82% de aprovação para o seu mandato (respostas "bom" e "ótimo"), a maior taxa desde quando assumiu o Planalto, em janeiro de 2003.
Essa é também a melhor marca já apurada pelo Datafolha para todos os presidentes civis desde 1985.
Ao mesmo tempo, Dilma oscilou positivamente entre os que acham o governo Lula bom ou ótimo. Ela tinha 56% na semana passada e foi a 58%. Esse movimento coincide com a presença mais frequente do presidente na propaganda de TV da petista.
Já José Serra (PSDB) continua estável com 33% de intenção de votos entre os que aprovam o governo Lula.
Quando se consideram as regiões do país, o tucano só lidera no Sul, com 50% (tinha 48% semana passada) contra 39% da petista (cujo percentual era de 40%).
No Nordeste, a vantagem de Dilma é de 37 pontos, pois Serra pontua 28% na região. No Norte e no Centro-Oeste combinados, a petista tem 49% contra 42% do tucano.
No Sudeste, região com o maior eleitorado do país (cerca de 43% do total), continua a vigorar um empate técnico -mas nota-se uma gradual melhora de Dilma e uma estagnação de Serra.
Logo depois do primeiro turno, a petista tinha 41% no Sudeste. Na semana passada, foi a 43%. Agora, está com 44% e numericamente à frente de Serra, cujo percentual é de 43% (o tucano começou o mês com 44%).

RELIGIÃO
Há sinais de que aos poucos Dilma foi também estancando sua perda de votos entre certos grupos religiosos.
No estrato de eleitores que se declaram católicos (62% do total do país), tinha 51% na semana passada e foi a 54% agora. Serra manteve-se estável em 38%.
No segmento de espiritistas kadercistas (3% do total), Dilma foi de 36% para 46% em uma semana. Serra desceu de 53% para 42%.
No segmento de eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos (46% da população), Dilma melhorou quatro pontos: de 51% para 55%, e Serra oscilou de 36% para 34%. (FR)

DATAFOLHA - Dilma estanca sua queda e abre 12 pontos sobre Serra

FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA

Pesquisa Datafolha confirma que Dilma Rousseff (PT) estancou sua perda de votos iniciada no final de setembro. A petista voltou a subir e agora tem uma vantagem de 12 pontos sobre José Serra (PSDB) na disputa pela Presidência da República.

Quando se consideram os votos válidos (excluídos brancos, nulos e indecisos), a petista tem 56% contra 44% do tucano. Esses 12 pontos de vantagem estão abaixo do que foi registrado na véspera da eleição do último dia 3, quando o Datafolha fez uma simulação de eventual segundo turno --Dilma tinha 57% contra 43% de Serra.
A pesquisa foi encomendada pela Folha e pela Rede Globo e registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral com o número 36.536/2010. O Datafolha entrevistou ontem 4.037 pessoas em 243 cidades. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos.

Em relação à semana passada, as oscilações dos percentuais totais de votos válidos foram todas no limite da margem de erro. Dilma tinha 54% (com mais dois pontos, foi a 56%). Serra tinha 46% (e deslizou para 44%).

Nos votos totais, Dilma aparece com 50% (tinha 47% há uma semana). Serra tem 40% (contra 41% do levantamento anterior). Os que dizem votar em branco, nulo ou nenhum continuaram estáveis, com 4%. Os indecisos oscilaram de 8% para 6%.

VOTOS DE MARINA

Os votos da terceira colocada no primeiro turno, Marina Silva (PV), registraram um movimento favorável a Dilma nesta semana. A petista cresceu oito pontos nesse grupo, de 23% para 31%.

Ainda assim, Dilma continua bem atrás de Serra entre os "marineiros". O tucano sofreu uma queda de cinco pontos, de 51% para 46%.

Há poucos eleitores se dizendo disponíveis para os candidatos aumentarem seus percentuais. Segundo o Datafolha, 88% dos brasileiros declaram-se totalmente decididos sobre em quem votar no dia 31. Apenas 10% cogitam mudar de opinião.

O Datafolha registrou também um fenômeno comum nesta época em períodos eleitorais: aumentou a audiência dos comerciais dos candidatos na TV. Nesta semana, 63% afirmaram ter assistido pelo menos uma vez à propaganda _na semana passada, o percentual era de 52%.

O maior número de eleitores que assistem ao horário eleitoral está no Sul (71%). No Nordeste, o percentual é o menor do país, com 61%.

O debate Folha/RedeTV!, realizado domingo passado, foi visto inteiro ou em parte por 25% dos eleitores.

Segundo o Datafolha, entre os que viram ou ouviram falar do encontro, 24% disseram que Serra foi o vencedor, e 23% apontaram Dilma.

Quando se consideram só os que viram na íntegra, o tucano foi apontado como vencedor por 47% contra 37%.

sábado, 16 de outubro de 2010

Vantagem de Agnelo Queiroz (PT) sobe para 18 pontos no DF, aponta Datafolha

FOLHA.COM
DE SÃO PAULO

A segunda pesquisa realizada pelo Datafolha no segundo turno das eleições para governador do Distrito Federal revela que a vantagem de Agnelo Queiroz (PT) sobre Weslian Roriz (PSC) passou de 14 para 18 pontos percentuais. Na pesquisa realizada nos dias 7 e 8 de outubro, Agnelo tinha 50%, e Roriz 36%.

Hoje Agnelo tem 53% contra 35% de Roriz. Pretendem votar em branco ou anular o voto 6% e outros 6% estão indecisos.

Considerando-se votos válidos, o petista oscilou positivamente de 58% para 60%, e Weslian oscilou negativamente de 42% para 40%.

Agnelo superou Roriz no primeiro turno da eleição por uma diferença superior a 13 pontos: 48,41% a 31,5% dos votos válidos.

O Datafolha entrevistou 1.120 eleitores no dia 14 de outubro no Distrito Federal. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para
mais ou para menos.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número 36.331/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral com o.número 35.748/2010

fsp - A duas semanas da eleição, Dilma tem 47% e Serra, 41%

Datafolha aponta estabilidade na disputa após volta do horário eleitoral

Pesquisa mostra que 8% dizem ainda estar indecisos; propaganda de candidatos foi vista por 52% dos eleitores

FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA

Uma semana após a volta da propaganda eleitoral em rádio e TV, a vantagem de Dilma Rousseff (PT) sobre José Serra (PSDB) ficou estável, segundo pesquisa Datafolha feita ontem e anteontem.
A petista aparece com 47%, contra 41% do tucano. Há uma semana, os percentuais eram de 48% e 41%, respectivamente. Como a margem de erro é de dois pontos, a pequena oscilação de Dilma indica estabilidade.
Encomendada pela Folha e pela Rede Globo, a pesquisa Datafolha foi realizada em 202 cidades, com 3.281 entrevistas. Foram registrados 4% de eleitores que votam em branco, nulo ou nenhum -percentual igual ao da semana passada. Há também 8% de indecisos (7% no levantamento anterior).
Quando se consideram apenas votos válidos -excluindo brancos e nulos-, Dilma tem 54% contra 46% de Serra, percentuais idênticos aos da semana passada.
Se a eleição fosse hoje, Dilma venceria a disputa pelo Palácio do Planalto.
Na véspera do primeiro turno do último dia 3, a vantagem da petista sobre o tucano era de 12 pontos.
Depois da queda inicial, registrada na semana passada, vigorou um quadro de estabilidade. Mas é incorreto afirmar que há uma tendência já estabelecida. Será necessário outra sondagem na semana que vem para verificar se as curvas dos dois de fato estão quase imóveis.
Nas estratificações realizadas pelo Datafolha, há sinais de que nem tudo se manteve no lugar. Alguns grupos de eleitores registraram alterações próximas ou um pouco além da margem de erro.
Entre os eleitores com nível de escolaridade fundamental (47% do país), Dilma deslizou de 54% para 51%. Já Serra foi de 36% pra 38%.
A petista também teve essa mesma subtração de três pontos na região Sul (15% do país), variando negativamente de 43% para 40%, mas o tucano não se beneficiou, ficando com os mesmos 48%. A perda de Dilma desaguou nos indecisos, que foram de 7% para 10%.
No Sudeste (43,4% dos eleitores), houve estreitamento da diferença. Há uma semana, Serra tinha 44% contra 41% de Dilma. Agora, os percentuais são 44% e 43%, respectivamente.
O Nordeste (27% dos eleitores) segue sendo o reduto mais sólido da petista. Tem 60% contra 30% de Serra.
Segundo o Datafolha, 52% dos eleitores assistiram ao horário eleitoral na TV. A penetração maior das mensagens se deu na região Sul (57%), entre os que concluíram o ensino médio (55%), aqueles com nível superior de escolaridade (61%) e os de renda familiar de dois a cinco salários mínimos (56%).
A propaganda de Dilma é considerada boa ou ótima por 54% dos que viram seus comerciais. A publicidade de Serra foi aprovada por 50% dos que assistiram as peças.

sábado, 9 de outubro de 2010

Datafolha mostra Dilma sete pontos à frente de Serra

pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (9) aponta a candidata Dilma Rousseff (PT) à frente no segundo turno das eleições, com 48 por cento das intenções de voto, enquanto José Serra (PSDB) tem 41 por cento. Considerando-se apenas os votos válidos, a petista tem 54% contra 46% do tucano.

No levantamento do Datafolha realizado entre 1 e 2 de outubro, antes da realização do primeiro turno, Dilma aparecia com 52 por cento, e Serra, com 40 por cento no segundo turno marcado para 31 de outubro.

A pesquisa, divulgada e contratada pelo jornal Folha de S.Paulo, foi realizada no dia 8 de outubro junto a 3.265 eleitores, com margem de erro de 2 pontos percentuais.

Na eleição de primeiro turno, realizada em 3 de outubro, Dilma recebeu 46,91 dos votos e Serra ficou com 32,61 por cento.

sábado, 2 de outubro de 2010

Dilma tem 50% dos votos válidos, e 2º turno continua indefinido, mostra Datafolha

FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA
SILVIO NAVARRO
DE SÃO PAULO

Pesquisa Datafolha realizada hoje e ontem indica que a disputa presidencial segue incerta sobre terminar ou não neste domingo, já no primeiro turno. Quando se consideram só votos válidos, Dilma Rousseff (PT) está com 50% contra 50% de todos os outros candidatos somados.

Para vencer no primeiro turno é necessário ter mais da metade dos votos.

No levantamento anterior, realizado terça e quarta-feira, Dilma tinha 52% dos votos válidos. Agora, oscilou dois pontos percentuais para baixo. Essa variação está dentro da margem de erro máxima da pesquisa, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.


Mas a curva de intenção de votos da petista passou a ter uma trajetória lenta e declinante a partir da metade de setembro

RICHA: BURRICE OU ADMISSÃO DE DERROTA? TRE censura mais uma pesquisa Datafolha no Paraná

Tribunal acata pedido do PRTB; outros seis levantamentos foram vetados no Estado por iniciativa do partido e do tucano Beto Richa

DIMITRI DO VALLE
DE CURITIBA

JOSÉ MASCHIO
ENVIADO ESPECIAL A CURITIBA

O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) censurou ontem a terceira pesquisa Datafolha no Paraná em nove dias. Ao todo, foram impugnados no Estado nove levantamentos.
A última pesquisa divulgada no Paraná sem impugnação foi a do Datafolha, do dia 16, quando foi apontado um crescimento da candidatura de Osmar Dias (PDT).
Das nove impugnações, sete foram pedidas pela coligação de Beto Richa (PSDB) e outras duas pelo PRTB.
Ontem pela manhã, a pesquisa da Alvorada Pesquisas, para a Rede Massa (afiliada do SBT), chegou a ser liberada, em liminar, e depois foi impugnada pelo colegiado de juízes do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná.
O levantamento Datafolha impugnado ontem teve decisão confirmada pelo colegiado do TRE-PR. O pedido havia sido feito pelo candidato do PRTB ao governo, Robinson de Paula, que alegou a ausência do nome do partido em uma das questões da entrevista.
As outras impugnações foram de pesquisas de Ibope (3), Vox Populi, Alvorada Pesquisas e Radar. O diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, disse que o instituto não colocou no cartão apresentado ao eleitor o partido associado aos nomes dos candidatos porque nem todo os eleitores terão essa informação no momento do voto.
A pesquisa da Radar Assessoria e Estatística que depois foi impugnada apresentava empate técnico entre os candidatos Richa e Osmar. O Datafolha requereu ontem ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Ricardo Lewandowski, liminar permitindo a divulgação de pesquisa proibida desde o dia 22 por juiz auxiliar do TRE-PR. O caso foi distribuído à ministra Cármen Lúcia.
O Datafolha defende que o caso é "excepcional e urgente" e que o TSE teve suas instruções e resoluções desobedecidas pelo TRE-PR.

ESTRATÉGIA
A Folha apurou que as impugnações fazem parte de uma estratégia da candidatura de Richa para evitar que o eleitor seja influenciado por um eventual crescimento da candidatura adversária.
O advogado do PSDB, Ivan Bonilha -também advogado de Richa e da coligação que o apoia na disputa- negou a estratégia. ""Não é isso. As pesquisas foram impugnadas juridicamente, sem qualquer viés político", disse

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Datafolha pede que CNJ investigue juiz que barrou pesquisa no Paraná

fsp
Para instituto, magistrado criou "clima de censura" no Estado

DE SÃO PAULO

O Instituto de Pesquisas Datafolha requereu à corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, a instauração de processo disciplinar contra o juiz auxiliar Nicolau Konkel Júnior, do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, por haver determinado a não divulgação de pesquisas eleitorais.
Na representação ao Conselho Nacional de Justiça, o Datafolha afirma que a decisão do juiz "criou um clima de censura no Estado do Paraná", o que configura "grave cerceamento à liberdade e direito de informação".
Os advogados Luis Francisco Carvalho Filho, Maurício de Carvalho Araújo e Marina Dias Werneck de Souza sustentam que o Datafolha obedece rigorosamente a Lei Eleitoral e seus critérios sempre foram aceitos pelo Tribunal Superior Eleitoral e tribunais regionais eleitorais.
O TRE do Paraná, contudo, passou a impedir, a partir do dia 22/9, a divulgação da pesquisa para o governo estadual, "criando um regime de censura prévia inaceitável".
Naquela data, a coligação "Novo Paraná", que apoia o candidato Beto Richa (PSDB), ingressou com representação, alegando pesquisa irregular. A contestação diz respeito aos critérios usados pelo Datafolha para escolher a amostra da pesquisa.
No mesmo dia, e sem ouvir a parte contrária, o juiz Konkel Júnior suspendeu, em liminar, o registro e a divulgação da pesquisa, sob pena de multa de R$ 100 mil.
O Datafolha pediu reconsideração, que foi indeferida. O instituto recorreu ao TRE-PR, que manteve a proibição.
O descumprimento dos prazos para julgamento interessa a partidos que tentam impedir a divulgação de pesquisas e "a Justiça Eleitoral não pode estar à mercê de interesses partidários", afirmam os advogados.
A última pesquisa Datafolha também foi impugnada

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

ANJ e OAB criticam decisão contra Datafolha no PR

Associação de jornais diz que medida, tomada a pedido de tucano, é "censura prévia"

DO ENVIADO ESPECIAL A CURITIBA
DE CURITIBA
DE SÃO PAULO

A ANJ (Associação Nacional de Jornais) e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) criticaram a decisão judicial que proibiu a divulgação de pesquisas eleitorais no Paraná. A proibição foi pedida pelo candidato do PSDB ao governo, Beto Richa.
"A ANJ considera medidas judiciais dessa natureza como censura prévia e violação ao princípio da liberdade de expressão assegurada pela Constituição", diz nota da entidade de jornais.
"O intuito de subtrair à opinião pública informações sobre o andamento da disputa eleitoral fica evidenciada pelo fato de que as edições anteriores das mesmas pesquisas, enquanto apontaram vantagem do reclamante, não foram por ele questionadas", continua o texto.
O presidente da OAB, Ophir Cavalcante, afirmou ontem que é "preocupante" o impedimento de publicação de pesquisas. "Quando candidatos e partidos, sob qualquer argumento, inibem a divulgação de pesquisas eleitorais estão bloqueando informação para o eleitor", disse.
Foi a segunda vez que Richa barrou a divulgação do Datafolha, alegando irregularidades no levantamento.
A decisão foi do juiz Nicolau Konkel Júnior, do TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná). Ele disse ontem ter ficado surpreso que o Datafolha tenha, na segunda pesquisa impugnada por ele, incorrido no que ele considera as mesmas irregularidades que motivaram a proibição de outro levantamento.
O diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, contestou as críticas. Disse que "não há vício na pesquisa" e que "todas as exigências do TSE [Tribunal Superior Eleitoral] foram cumpridas".

A conta de chegada do Datafolha

blog
luisnassif, qui, 30/09/2010 - 09:22
Da Folha de S.Paulo



Dilma para de cair, tem 4 pontos a mais que soma dos rivais e 2º turno é incerto

Candidata do PT tem 52% dos votos válidos, contra 48% de todos os demais presidenciáveis, aponta Datafolha

Serra oscila 1 ponto para baixo e Marina mantém índices; petista mostra recuperação em alguns dos estratos e regiões

FERNANDO CANZIAN
DE SÃO PAULO

A candidata à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) conseguiu estancar a tendência de perda de intenções de voto dos últimos 20 dias e mantém seu favoritismo na atual disputa eleitoral.

Segundo pesquisa nacional do Datafolha, encomendada pela Folha e pela Rede Globo e realizada ontem e anteontem com 13.195 eleitores, Dilma oscilou positivamente um ponto em relação ao último levantamento e tem 52% dos votos válidos na projeção para o primeiro turno.

Seu principal adversário, José Serra (PSDB), oscilou um ponto para baixo e tem hoje 31% dos votos válidos. Marina Silva (PT) também variou negativamente um ponto, e está com 15%.

A soma dos adversários de Dilma é de 48% dos válidos. Ela precisa de 50% mais um voto para vencer domingo.

Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, é impossível afirmar com segurança que não haverá segundo turno.

Considerando essa margem, Dilma pode, em seus limites, vencer com cerca de 54% dos votos válidos ou ter de enfrentar outra rodada eleitoral em 31 de outubro.

No último levantamento do Datafolha, realizado na segunda-feira, Dilma havia perdido apoio ou oscilado negativamente em todos os estratos da população.

Essa queda parece ter estancado. Dilma chegou a se recuperar no Sul, entre os eleitores de 35 a 59 anos e entre os que ganham entre dois e cinco salários mínimos (R$ 1.020 e R$ 2.550) -faixa em que tinha perdido mais votos no levantamento anterior.

A petista também oscilou positivamente, dentro da margem de erro, em vários estratos da população, como entre eleitores com ensino fundamental e do Sudeste.

MOVIMENTOS

"Ao menos momentaneamente, Dilma parou sua tendência de perda de votos", afirma o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino.

Antes da divulgação da quebra de sigilo fiscal de tucanos e da demissão da ex-braço direito de Dilma na Casa Civil, a ex-ministra Erenice Guerra, a petista chegou a ter 57% dos votos válidos.

Duas semanas depois dos escândalos, Dilma caiu para 51%, perdendo nacionalmente cerca de 6 milhões de votos no período. Agora, a candidata oscila positivamente para 52%.

Na simulação de segundo turno, a petista oscilou positivamente um ponto. Passou de 52% para 53%. O tucano manteve seus 39%.

Sobre o conhecimento do número dos candidatos, 55% acertam os algarismos e 40% admitem desconhecê-los.

No caso de Marina, apenas 39% citam corretamente o seu número. No de Dilma, 64%; e no de Serra, 53%

Datafolha: perda de senso do ridículo e incapacidade de ouvir a vox das casas.

É Os pesquisados esclarecidos do Datafolha
blog
luisnassif, qui, 30/09/2010 - 09:55


Uma das tentativas mais canhestras de justificar os resultados do Datafolha é a história de que, ao pesquisar em ponto de fluxo, o instituto capta os eleitores de vanguarda, os mais esclarecidos, que tendem a formar mais adiante a opinião dos que ficam em casa.

em Como controle de qualidade é algo que foi abolido há anos das redações, permite-se que essa bobagem siga adiante, embora tenha sido amplamente desmascarada durante o ano.

Enquanto todos os Institutos davam a disparada de Dilma, o Datafolha - instituto nobre, que só pesquisa eleitores mais esclarecidos - patinava feio. Depois, precisou sair em desabalada carreira para alcançar os demais. Ou seja, os eleitores esclarecidos do Datafolha acabaram indo atrás dos eleitores analfabetos dos demais institutos.

É perda de senso do ridículo e incapacidade de ouvir a vox das casas.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Leitor sugere que Datafolha é a verdadeira bala de prata

Sobre a pesquisa Datafolha que derruba Dilma para 51% dos votos válidos:
VIOMUNDO
do leitor Thiago

Esta pesquisa datafolha tem a intenção nítida de aumentar a audiência do debate da Globo. Se a semana começasse com a eleição definida, quem assistiria ao debate? Isso é nítido. Criou-se um clima de decisão de campeonato para despertar o interesse do povo.

Nota do Viomundo: Pesquisas internas do PT revelam em relação ao Datafolha uma diferença de 8 pontos (em favor de Dilma Rousseff) nos votos válidos. É o que diz José Eduardo Dutra, presidente nacional do partido, em mensagem no twitter: “Não brigo com números de pesquisas. Dia 3 é o tirateima. Vamos à luta !”

Nem Datafalha esconde vitória de Dilma

Publicado em 28/09/2010



O Conversa Afiada se recusa a analisar “tecnicamente” o Datafalha.

Aquilo tem tanta relação com a Ciência Estatística ou a Demografia quanto o Mutirão da Próstata com um Programa de Governo.

Mesmo assim, o Conversa Afiada reproduz contribuição de amigo navegante que se deu ao trabalho de ler o Datafalha:

Mesmo no Datafalha, Serra é quem tem a maior rejeição.

Serra não vence nem na Moóca.

Mesmo no Datafalha, Serra se mexe tanto quanto o Pão de Açúcar.

Mesmo se houvesse segundo turno, e mesmo no Datafalha, Dilma venceria fácil: 52% contra 39%

No Centro-Oeste/Norte, Dilma tem 44%, contra 31% de Serra e 17% de Marina.

No Datafalha, no “Sul Maravilha”, Dilma, 39%, fora da margem de erro. O jenio tem 35% e a Bláblárina 10%.

Na região Sudeste, onde fica São Paulo, “território do jenio”, o Datafalha é obrigado a admitir que a Dilma está disparada na frente de Serra: 41 x 31, e a Bláblárina Silva empata com o Gabeira: 10%.

Dilma vence em SP, MG, ES e RJ.

No Nordeste, aí, dá pena do Jarbas, quer dizer, do Paulo Souto: Dilma vence por 59% contra 19% de Serra e 11% de Marina. 20 milhões de votos de frente.

É dura a vida do dono do Datafalha.

Só o Ali Kamel salva o jenio (e a Folha (*)).

Clique aqui para ler “O Datafalha que o jornal nacional vai anunciar hoje”.

Clique aqui para ler “ Por que a Globo trocou o jenio pela Bláblárina”.


Paulo Henrique Amorim


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores