PAULO PEIXOTO
DE BELO HORIZONTE
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou na tarde deste sábado uma carreata com a presidenciável Dilma Rousseff (PT), em Belo Horizonte, dizendo, em um ato público, que os ricos agora têm "preconceito e medo" da presidenciável petista.
O que motivou a fala foi o fato de pessoas que moram nas casas de luxo do bairro Mangabeiras, na região sul, onde teve início a carreata, terem feito sinais de negativo com os polegares para Lula e Dilma, que passavam num Jipe aberto.
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Pedro Vilela/AFP
Lula encerrou na tarde deste sábado uma carreata com a presidenciável Dilma Rousseff (PT), em Belo Horizonte
"Eu fico constrangido, porque aquelas pessoas ricas foram as que mais ganharam dinheiro no meu governo. O que aquelas pessoas não conseguiram foi superar o preconceito contra um metalúrgico ser presidente e fazer pelo Brasil o que eles não conseguiram fazer", disse Lula.
"Agora não é apenas preconceito, é preconceito e medo de ver uma mulher ganhar as eleições e fazer pelo Brasil mais do que eles fizeram", acrescentou o presidente.
Dirigindo-se a Dilma --que estava ao lado dele no alto do caminhão de som--, Lula disse que a candidata "viu a diferença da elite e do povo".
"É com esse povo que você vai ganhar as eleições", disse Lula na praça Sete, coração da capital mineira, em meio a um caos generalizado que virou o trânsito no centro.
Lula convocou a militância para ir às ruas todos os dias até as eleições, com bandeiras e camisetas. "A partir de agora não tem trégua."
O presidente também apelou para o fato de Dilma ser de BH e que ela é a oportunidade de Minas voltar ao Planalto ainda nesta eleição.
Quem venceu a disputa em BH no primeiro turno foi Marina Silva (PV), com 40% dos votos válidos. Dilma ficou em segundo lugar (31%). O PT escolheu SP e MG como locais de forte ação da campanha, por acreditar que a eleição pode se decidir nesses dois maiores colégios eleitorais.
O presidenciável tucano José Serra, que esteve em BH na última quinta-feira, conta com a ajuda do senador eleito Aécio Neves (PSDB) para vencer em Minas. Na ocasião, Serra disse que será "o mais mineiro dos paulistas".
Dilma, ao discursar, citou os mineiros Tancredo Neves, Juscelino Kubitschek e até Tiradentes, o mártir da Inconfidência Mineira, para dizer: "Eu vou honrar essa herança mineira que eu tenho".
Até o mineiro vice-presidente José Alencar, que tem feitos longos tratamentos de quimioterapia na sua luta contra o câncer, participou da carreata e do ato
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sábado, 16 de outubro de 2010
sábado, 9 de outubro de 2010
Lula+Dilma x FHC+Serra
O tema central das eleições deste ano, protagonizado pelos dois blocos de forças que têm ocupado o campo político, remete a dois projetos de país. Um, posto em prática quando os tucanos-demistas tiveram dois mandatos e o apoio total do grande empresariado, do capital internacional e da velha mídia, para realizar o governo que lhes parecia o melhor para o Brasil. O outro, realizado nestes oito anos, pelo governo Lula, que conta com o maior apoio popular que qualquer governo chegou a ter e a maior hostilidade da velha mídia.
Depois de esconder FHC e seu governo, parece que a oposição se arriscará a aceitar a comparação dos anos tucanos com os anos petistas.
Inicialmente os tucanos criticavam o governo Lula e suas políticas sociais como “esmolas” que compravam a consciência dos mais pobres. Quando se deram conta – especialmente depois da derrota em 2006, quando acreditavam que tinha o governo Lula contra as cordas – que a realidade social do país tinha mudado, passaram à cantilena de que os aspectos positivos do governo Lula tinham sido conquistados por eles: tanto a política econômica, como a social – esta supostamente iniciada por Ruth Cardoso.
Nunca se atreveram a tentar provar isso na prática. Na realidade, o Brasil que saiu do governo FHC era mais desigual, mais injusto, mais concentrador de renda e de poder. Além de que havia produzido três crises ao fragilizar a economia, a última das quais foi profunda e prolongada, da qual o Brasil só saiu no governo Lula. Por essa razão, também, no final do seu governo FHC, mesmo contando com toda a imprensa a seu favor, tinha 50,9% de rejeição.
Quando o programa do PT do final do ano passado fez a comparação entre os resultados dos dois governos, veio o pânico nas hostes oposicionistas, sobre o que os esperava na campanha eleitoral. Enquanto um FHC desmoralizado bradava pela necessidade dos tucanos aceitarem a comparação, estes fugiram da raia, e esconderam ao tucano do seu programa eleitoral – ao qual levaram a imagem positiva de Lula.
Agora veremos que mágica conseguem fazer para resgatar FHC, se é que realmente vão fazê-lo. A comparação é tudo o que a campanha da Dilma quer. Ela foi a coordenadora do governo, que teve um sucesso ininterrupto de 5 anos, conquistando 80% de aprovação e apenas 4% de rejeição para Lula. Dilma representa a continuidade e ao aprofundamento das transformações iniciadas nesses 8 anos, que pela primeira vez diminuíram a desigualdade no Brasil.
Esse o grande embate ao que a oposição tenta fugir, buscar outras vias de fazer campanha – com a sórdida utilização de pastores evangélicos explorando os sentimentos conservadores de setores da população – que não a confrontação política. Mas esse é o grande tema. Não porque remeta ao passado, mas porque representa hoje, o mesmo enfrentamento de blocos de forças com os mesmos interesses diferenciados que levaram o Brasil a ser mais injusto na década de 90 e a avançar significativamente na superação das injustiças e das desigualdades na primeira década deste século.
Depois de esconder FHC e seu governo, parece que a oposição se arriscará a aceitar a comparação dos anos tucanos com os anos petistas.
Inicialmente os tucanos criticavam o governo Lula e suas políticas sociais como “esmolas” que compravam a consciência dos mais pobres. Quando se deram conta – especialmente depois da derrota em 2006, quando acreditavam que tinha o governo Lula contra as cordas – que a realidade social do país tinha mudado, passaram à cantilena de que os aspectos positivos do governo Lula tinham sido conquistados por eles: tanto a política econômica, como a social – esta supostamente iniciada por Ruth Cardoso.
Nunca se atreveram a tentar provar isso na prática. Na realidade, o Brasil que saiu do governo FHC era mais desigual, mais injusto, mais concentrador de renda e de poder. Além de que havia produzido três crises ao fragilizar a economia, a última das quais foi profunda e prolongada, da qual o Brasil só saiu no governo Lula. Por essa razão, também, no final do seu governo FHC, mesmo contando com toda a imprensa a seu favor, tinha 50,9% de rejeição.
Quando o programa do PT do final do ano passado fez a comparação entre os resultados dos dois governos, veio o pânico nas hostes oposicionistas, sobre o que os esperava na campanha eleitoral. Enquanto um FHC desmoralizado bradava pela necessidade dos tucanos aceitarem a comparação, estes fugiram da raia, e esconderam ao tucano do seu programa eleitoral – ao qual levaram a imagem positiva de Lula.
Agora veremos que mágica conseguem fazer para resgatar FHC, se é que realmente vão fazê-lo. A comparação é tudo o que a campanha da Dilma quer. Ela foi a coordenadora do governo, que teve um sucesso ininterrupto de 5 anos, conquistando 80% de aprovação e apenas 4% de rejeição para Lula. Dilma representa a continuidade e ao aprofundamento das transformações iniciadas nesses 8 anos, que pela primeira vez diminuíram a desigualdade no Brasil.
Esse o grande embate ao que a oposição tenta fugir, buscar outras vias de fazer campanha – com a sórdida utilização de pastores evangélicos explorando os sentimentos conservadores de setores da população – que não a confrontação política. Mas esse é o grande tema. Não porque remeta ao passado, mas porque representa hoje, o mesmo enfrentamento de blocos de forças com os mesmos interesses diferenciados que levaram o Brasil a ser mais injusto na década de 90 e a avançar significativamente na superação das injustiças e das desigualdades na primeira década deste século.
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Geração de emprego: Lula 15 milhões X FHC 5 milhões
A partir desta quarta-feira, a Carta Maior publica uma série de artigos do economista José Prata Araújo, fazendo uma comparação entre os governos Lula e FHC. Araújo apresenta números e resultados dos dois governos, procurando apresentar os dois caminhos que estarão diante da população brasileira no dia 31 de outubro. No primeiro artigo ele aborda o tema da criação de empregos. O Brasil está entre dois caminhos, assinala. O de Dilma e Lula representa mais desenvolvimento econômico, mercado interno de massas, distribuição de renda, e mais empregos formais. O outro caminho, representado por Serra e FHC, já é conhecido dos brasileiros: baixo crescimento, privatizações, poucos empregos e flexibilização da CLT e da carteira assinada.
José Prata Araújo (*)
O indicador do mercado de trabalho formal mais amplo é a Relação Anual de Informações Sociais – RAIS. Os dados da RAIS são divulgados anualmente, representam cerca de 97% do mercado de trabalho formal brasileiro e são aproximadamente 6,9 milhões de empresas declarantes. De forma diferente do CAGED, que se restringe ao trabalho celetista, a RAIS também recolhe dados dos estatutários, dos trabalhadores regidos por contratos temporários e dos empregados avulsos.
Veja na tabela abaixo os dados da RAIS dos últimos 15 anos e a estimativa para 2010. Sob Lula serão 15 milhões de empregos formais em oito anos, uma média de 1.877.954 empregos por ano. Já sob FHC, os números foram bem mais baixos: 5.016.672 vagas em oito anos, com uma média de 627.084 contratações anuais.
Assim, a média anual de geração de empregos com Lula pela RAIS foi cerca de três vezes maior que no governo FHC. Os tucanos sempre desacreditaram a meta de 10 milhões de empregos, fixada por Lula em 2002. O petista acabou alcançando 15 milhões de novos empregos de carteira assinada e os 10 milhões viraram a diferença para mais em relação ao governo FHC.
Como explicar tamanha disparidade na geração de empregos formais entre os governos Lula e FHC? As teorias dos tucanos e de seus aliados são risíveis. Veja o que disse o economista Edward Amadeo:
“O emprego com carteira assinada cresceu como não fazia desde a década de 1970. Quem imagina que isso se deva ao aumento da taxa de crescimento econômico pode estar enganado. Foi o aumento no crescimento econômico, ou a redução da incerteza com um Lula prudente, que fez as empresas sentirem-se à vontade para contratar mais trabalhadores com carteira? Um bom debate. (...) Enfim, a redução da inflação e o arquivamento da política econômica do PT fez muito bem ao país” (Valor Econômico, 26/12/2007).
Ora, se prudência e a confiança dos empresários gerasse empregos, FHC, e não Lula, seria o campeão na geração de empregos formais.
Há ainda aqueles, como o economista Naercio Menezes Filho, que creditam às reformas neoliberais a maior geração de empregos:
“Por que será que nas décadas de 1980 e 1990 o crescimento econômico não gerou empregos? Como este foi um período de inflação alta e crescente, economia fechada, mão de obra não qualificada e custos trabalhistas elevados, as firmas evitavam contratar formalmente a todo custo, adotando uma postura defensiva no mercado de trabalho. A partir de meados da década de 1990, com a inflação controlada e as reformas liberalizantes da economia, o mercado de trabalho passou a funcionar de forma mais fluída, não sem antes passar por um duro período de ajuste até 1999” (Valor Econômico, 15/5/2009).
O emprego formal no Brasil vem crescendo de forma consistente no governo Lula e não é por causa das reformas neoliberais, como afirmam os tucanos. Com Lula, a economia acelerou o seu crescimento, o que explica em parte a criação de milhões de empregos formais. O forte impulso da distribuição de renda e do mercado interno de massas, onde se sobressaem empresas fortemente geradoras de mão de obra sejam pequenas, micros, médias e até mesmo grandes empresas, também contribui. O governo Lula tem como diretriz o trabalho de carteira assinada, seguida pela fiscalização do Ministério do Trabalho, ao contrário de FHC que estimulava as empresas a adotarem novas formas de contratação, visando reduzir o que chamavam de “custo Brasil”. Com Lula, os sindicatos foram valorizados, ao contrário de FHC que tinha como objetivo impor-lhes uma dura derrota.
O Brasil entre dois caminhos: continuar com Dilma e Lula, com mais desenvolvimento econômico, mercado interno de massas, mais distribuição de renda, mais e melhores empregos formais. O outro caminho, representado por Serra e FHC, já é conhecido dos brasileiros: baixo crescimento, privatizações, poucos empregos e flexibilização da CLT e da carteira assinada.
(*) Economista mineiro, autor dos livros "O Brasil de Lula e o de FHC" e "Guia dos direitos sociais"
José Prata Araújo (*)
O indicador do mercado de trabalho formal mais amplo é a Relação Anual de Informações Sociais – RAIS. Os dados da RAIS são divulgados anualmente, representam cerca de 97% do mercado de trabalho formal brasileiro e são aproximadamente 6,9 milhões de empresas declarantes. De forma diferente do CAGED, que se restringe ao trabalho celetista, a RAIS também recolhe dados dos estatutários, dos trabalhadores regidos por contratos temporários e dos empregados avulsos.
Veja na tabela abaixo os dados da RAIS dos últimos 15 anos e a estimativa para 2010. Sob Lula serão 15 milhões de empregos formais em oito anos, uma média de 1.877.954 empregos por ano. Já sob FHC, os números foram bem mais baixos: 5.016.672 vagas em oito anos, com uma média de 627.084 contratações anuais.
Assim, a média anual de geração de empregos com Lula pela RAIS foi cerca de três vezes maior que no governo FHC. Os tucanos sempre desacreditaram a meta de 10 milhões de empregos, fixada por Lula em 2002. O petista acabou alcançando 15 milhões de novos empregos de carteira assinada e os 10 milhões viraram a diferença para mais em relação ao governo FHC.
Como explicar tamanha disparidade na geração de empregos formais entre os governos Lula e FHC? As teorias dos tucanos e de seus aliados são risíveis. Veja o que disse o economista Edward Amadeo:
“O emprego com carteira assinada cresceu como não fazia desde a década de 1970. Quem imagina que isso se deva ao aumento da taxa de crescimento econômico pode estar enganado. Foi o aumento no crescimento econômico, ou a redução da incerteza com um Lula prudente, que fez as empresas sentirem-se à vontade para contratar mais trabalhadores com carteira? Um bom debate. (...) Enfim, a redução da inflação e o arquivamento da política econômica do PT fez muito bem ao país” (Valor Econômico, 26/12/2007).
Ora, se prudência e a confiança dos empresários gerasse empregos, FHC, e não Lula, seria o campeão na geração de empregos formais.
Há ainda aqueles, como o economista Naercio Menezes Filho, que creditam às reformas neoliberais a maior geração de empregos:
“Por que será que nas décadas de 1980 e 1990 o crescimento econômico não gerou empregos? Como este foi um período de inflação alta e crescente, economia fechada, mão de obra não qualificada e custos trabalhistas elevados, as firmas evitavam contratar formalmente a todo custo, adotando uma postura defensiva no mercado de trabalho. A partir de meados da década de 1990, com a inflação controlada e as reformas liberalizantes da economia, o mercado de trabalho passou a funcionar de forma mais fluída, não sem antes passar por um duro período de ajuste até 1999” (Valor Econômico, 15/5/2009).
O emprego formal no Brasil vem crescendo de forma consistente no governo Lula e não é por causa das reformas neoliberais, como afirmam os tucanos. Com Lula, a economia acelerou o seu crescimento, o que explica em parte a criação de milhões de empregos formais. O forte impulso da distribuição de renda e do mercado interno de massas, onde se sobressaem empresas fortemente geradoras de mão de obra sejam pequenas, micros, médias e até mesmo grandes empresas, também contribui. O governo Lula tem como diretriz o trabalho de carteira assinada, seguida pela fiscalização do Ministério do Trabalho, ao contrário de FHC que estimulava as empresas a adotarem novas formas de contratação, visando reduzir o que chamavam de “custo Brasil”. Com Lula, os sindicatos foram valorizados, ao contrário de FHC que tinha como objetivo impor-lhes uma dura derrota.
O Brasil entre dois caminhos: continuar com Dilma e Lula, com mais desenvolvimento econômico, mercado interno de massas, mais distribuição de renda, mais e melhores empregos formais. O outro caminho, representado por Serra e FHC, já é conhecido dos brasileiros: baixo crescimento, privatizações, poucos empregos e flexibilização da CLT e da carteira assinada.
(*) Economista mineiro, autor dos livros "O Brasil de Lula e o de FHC" e "Guia dos direitos sociais"
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sábado, 2 de outubro de 2010
Sob garoa, Dilma encerra campanha com Lula, em São Bernardo, e alfineta Serra
Uma carreata pelo centro de São Bernardo do Campo, o simbólico berço do PT. Foi assim que Dilma Rousseff encerrou sua campanha antes da eleição deste domingo.
Antes, a presidenciável concedeu uma entrevista coletiva na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, local onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou sua carreira política. Ela aproveitou para alfinetar o rival na corrida presidencial, o tucano José Serra. “Nós representamos o crescimento. Eles são do período da estagnação”, disse Dilma.
Como aconteceu nas últimas declarações, a candidata fez um balanço da campanha, classificando-a de “exaustiva” e “intensa”. “A pior parte foram as mentiras sorrateiras que surgiram do baixo mundo da política”, afirmou, em referência à onda de boatos que surgiram sobre sua suposta disposição de propor, se eleita, a legalização do aborto e do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Depois, ela desfilou em carro aberto ao lado de Lula, da primeira-dama, dona Mariza, e do postulante petista ao governo paulista, Aloizio Mercadante. No carro de trás, os candidatos ao Senado da coligação, Marta Suplicy e Netinho de Paula acompanhavam a carreata.
A garoa deu uma trégua durante o trajeto pelo centro da cidade. Cerca de três mil pessoas, a maioria militantes do PT, seguiram o cortejo eleitoral, realizado no final da manhã deste sábado (2).
Dilma vai viajar neste sábado a Porto Alegre (RS), onde vota no domingo de manhã. A previsão é que ela viaje para Brasília para acompanhar a apuração dos votos e se manifestar sobre o resultado, possivelmente ao lado de Lula, seu maior cabo eleitoral.
Antes, a presidenciável concedeu uma entrevista coletiva na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, local onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou sua carreira política. Ela aproveitou para alfinetar o rival na corrida presidencial, o tucano José Serra. “Nós representamos o crescimento. Eles são do período da estagnação”, disse Dilma.
Como aconteceu nas últimas declarações, a candidata fez um balanço da campanha, classificando-a de “exaustiva” e “intensa”. “A pior parte foram as mentiras sorrateiras que surgiram do baixo mundo da política”, afirmou, em referência à onda de boatos que surgiram sobre sua suposta disposição de propor, se eleita, a legalização do aborto e do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Depois, ela desfilou em carro aberto ao lado de Lula, da primeira-dama, dona Mariza, e do postulante petista ao governo paulista, Aloizio Mercadante. No carro de trás, os candidatos ao Senado da coligação, Marta Suplicy e Netinho de Paula acompanhavam a carreata.
A garoa deu uma trégua durante o trajeto pelo centro da cidade. Cerca de três mil pessoas, a maioria militantes do PT, seguiram o cortejo eleitoral, realizado no final da manhã deste sábado (2).
Dilma vai viajar neste sábado a Porto Alegre (RS), onde vota no domingo de manhã. A previsão é que ela viaje para Brasília para acompanhar a apuração dos votos e se manifestar sobre o resultado, possivelmente ao lado de Lula, seu maior cabo eleitoral.
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Lula diz que Dilma "tem todas as condições" de vencer no 1º turno
presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, tem todas as condições de sair vitoriosa da eleição já no primeiro turno, no próximo domingo.
"Eu só acho que a candidata, a ministra Dilma, tem todas as condições de ganhar as eleições no domingo, as pesquisas estão mostrando isso. Mas, de qualquer forma, só nos cabe aguardar o povo ir à eleição", comentou o presidente, após a inauguração de unidades de saúde do projeto Consultório de Rua, em São Bernardo do Campo.
Lula explicou que acredita na vitória de Dilma por causa da alta aprovação de seu governo.
"São 135 milhões de brasileiros que vão votar e eu estou convencido de que a maioria do povo quer a continuidade do governo, porque o governo tem uma aprovação de 80% entre bom e ótimo. Então, eu acho que o povo quer que a política continue e, por isso, eu acho que a Dilma vai ganhar", argumentou.
O presidente afirmou ainda acreditar que a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que derrubou a exigência de dois documentos para votar não vai causar problemas para os eleitores.
"Eu tenho consciência de que o povo brasileiro vai dar um show de consolidação do processo democrático brasileiro no próximo domingo, e tenho certeza de que o povo vai levar os documentos que forem necessários levar para votar", defendeu.
Sobre a situação política no Equador, Lula disse que ontem o ministro Celso Amorin, que está país, tentou fazer uma visita ao presidente Rafael Correa, mas não consegiu chegar ao hospital onde ele estava. O presidente brasileiro afirmou que hoje pretende telefonar para o colega equatoriano.
"Eu só acho que a candidata, a ministra Dilma, tem todas as condições de ganhar as eleições no domingo, as pesquisas estão mostrando isso. Mas, de qualquer forma, só nos cabe aguardar o povo ir à eleição", comentou o presidente, após a inauguração de unidades de saúde do projeto Consultório de Rua, em São Bernardo do Campo.
Lula explicou que acredita na vitória de Dilma por causa da alta aprovação de seu governo.
"São 135 milhões de brasileiros que vão votar e eu estou convencido de que a maioria do povo quer a continuidade do governo, porque o governo tem uma aprovação de 80% entre bom e ótimo. Então, eu acho que o povo quer que a política continue e, por isso, eu acho que a Dilma vai ganhar", argumentou.
O presidente afirmou ainda acreditar que a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que derrubou a exigência de dois documentos para votar não vai causar problemas para os eleitores.
"Eu tenho consciência de que o povo brasileiro vai dar um show de consolidação do processo democrático brasileiro no próximo domingo, e tenho certeza de que o povo vai levar os documentos que forem necessários levar para votar", defendeu.
Sobre a situação política no Equador, Lula disse que ontem o ministro Celso Amorin, que está país, tentou fazer uma visita ao presidente Rafael Correa, mas não consegiu chegar ao hospital onde ele estava. O presidente brasileiro afirmou que hoje pretende telefonar para o colega equatoriano.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Lula confia em vitória no primeiro turno, diz ministro
O ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) disse nesta terça-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está confiante na vitória da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, e dos partidos aliados no primeiro turno das eleições, que acontece neste domingo.
"O presidente está muito confiante de que nós construímos no Brasil um clima muito positivo e que nós vamos colher no domingo o resultado dessa plantação de sete, oito anos. Nós vamos colher esse resultado com uma grande vitória dos partidos da base aliada do governo", disse Padilha.
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Pesquisa Datafolha divulgada na edição desta terça-feira da Folha mostrou queda na intenção de votos em Dilma em todas as regiões do país. Com isso, aumentaram as chances de segundo turno.
De acordo com a pesquisa, Dilma recuou de 54% para 51% dos votos válidos em cinco dias. Como a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, ela pode ir a 49%, o que levaria a disputa para o segundo turno.
Considerando os votos válidos, o candidato José Serra (PSDB) subiu de 31% para 32%. Já Marina Silva (PV) passou de 14% para 16% das intenções.
Em duas semanas, a diferença entre Dilma e os demais candidatos caiu de 14 pontos para 2 pontos. Neste período, surgiu o escândalo que acabou resultando na saída da Casa Civil da então ministra Erenice Guerra, braço direito de Dilma quando ela chefiava a pasta
"O presidente está muito confiante de que nós construímos no Brasil um clima muito positivo e que nós vamos colher no domingo o resultado dessa plantação de sete, oito anos. Nós vamos colher esse resultado com uma grande vitória dos partidos da base aliada do governo", disse Padilha.
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Pesquisa Datafolha divulgada na edição desta terça-feira da Folha mostrou queda na intenção de votos em Dilma em todas as regiões do país. Com isso, aumentaram as chances de segundo turno.
De acordo com a pesquisa, Dilma recuou de 54% para 51% dos votos válidos em cinco dias. Como a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, ela pode ir a 49%, o que levaria a disputa para o segundo turno.
Considerando os votos válidos, o candidato José Serra (PSDB) subiu de 31% para 32%. Já Marina Silva (PV) passou de 14% para 16% das intenções.
Em duas semanas, a diferença entre Dilma e os demais candidatos caiu de 14 pontos para 2 pontos. Neste período, surgiu o escândalo que acabou resultando na saída da Casa Civil da então ministra Erenice Guerra, braço direito de Dilma quando ela chefiava a pasta
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Cidades médias cresceram mais no governo Lula, diz Dilma em Varginha
No encontro com eleitores e militantes do sul de Minas Gerais, a candidata Dilma Rousseff defendeu hoje o desenvolvimento das cidades médias com investimentos em educação, saúde, segurança e cultura. No encontro com líderes políticos de Varginha, que virou um comício, Dilma lembrou que as pequenas e médias cidades brasileiras estavam “relegadas”. Esta realidade começou a mudar no governo Lula e vai seguir mudando no seu governo.
“Varginha é uma das cidades do Brasil que está bombando. Quem mora aqui não tem que sair daqui para conseguir uma oportunidade”, disse Dilma, citando os investimentos em educação feitos pelo governo Lula para beneficiar os municípios do sul de Minas.
Além das 630 vagas oferecidas nos campus da Universidade Federal de Alfenas e do Cefet (escola técnica) instalados, Dilma lembrou que o ProUni concedeu 1.207 bolsas de estudo para universitários de Varginha.
Na entrevista coletiva que concedeu logo após o comício, a candidata ressaltou que o desenvolvimento do Brasil depende das cidades médias. “Temos que criar condições para que as cidades médias atraiam investimentos, criem oportunidades e façam com que o Brasil seja mais harmônico. Varginha simboliza a relevância que uma cidade média tem no meu programa de governo”, explicou.
Agricultura
Dilma disse ainda que vai tratar a cafeicultura como prioridade, com políticas de crédito e preços. Lembrou também que a produção do café envolve alta tecnologia, o que pode transformar Varginha num pólo de ensino técnico. “Aqui bate o coração do café. Em parceria com o governo do estado, darei todo apoio a essa atividade”, disse, ao lado do candidato ao governo de Minas, Hélio Costa, e do vice, Patrus Ananias.
A candidata alertou eleitores e militantes que, mais que uma escolha, o voto no dia 3 de outubro representa um testemunho. “Nós queremos que o Brasil volte ao desemprego? Nós queremos que o Brasil pare de crescer? Nós queremos um Brasil que não proteja nossas crianças do crack?”, questionou Dilma, se referindo aos anos de estagnação do governo do PSDB (1995-2002).
“Varginha é uma das cidades do Brasil que está bombando. Quem mora aqui não tem que sair daqui para conseguir uma oportunidade”, disse Dilma, citando os investimentos em educação feitos pelo governo Lula para beneficiar os municípios do sul de Minas.
Além das 630 vagas oferecidas nos campus da Universidade Federal de Alfenas e do Cefet (escola técnica) instalados, Dilma lembrou que o ProUni concedeu 1.207 bolsas de estudo para universitários de Varginha.
Na entrevista coletiva que concedeu logo após o comício, a candidata ressaltou que o desenvolvimento do Brasil depende das cidades médias. “Temos que criar condições para que as cidades médias atraiam investimentos, criem oportunidades e façam com que o Brasil seja mais harmônico. Varginha simboliza a relevância que uma cidade média tem no meu programa de governo”, explicou.
Agricultura
Dilma disse ainda que vai tratar a cafeicultura como prioridade, com políticas de crédito e preços. Lembrou também que a produção do café envolve alta tecnologia, o que pode transformar Varginha num pólo de ensino técnico. “Aqui bate o coração do café. Em parceria com o governo do estado, darei todo apoio a essa atividade”, disse, ao lado do candidato ao governo de Minas, Hélio Costa, e do vice, Patrus Ananias.
A candidata alertou eleitores e militantes que, mais que uma escolha, o voto no dia 3 de outubro representa um testemunho. “Nós queremos que o Brasil volte ao desemprego? Nós queremos que o Brasil pare de crescer? Nós queremos um Brasil que não proteja nossas crianças do crack?”, questionou Dilma, se referindo aos anos de estagnação do governo do PSDB (1995-2002).
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Lula é o Plano Real de Dilma
BLOG DO LUIS FAVRE
Jairo Nicolau – O Estado de S.Paulo
O jornal O Globo em sua edição do ultimo domingo, deu espaço para que 15 escritores, empresários e jornalistas escrevessem pequenos textos sobre o “vazio de ideias e ausência de reflexão” nas eleições deste ano. Será que a campanha atual é tão diferente das anteriores? Falta mesmo reflexão?
Tenho uma avaliação diferente da feita pelos 15 analistas. Não acho que seja a ausência de ideias a principal razão para que a campanha esteja produzindo desinteresse – e em alguns setores, um certo enfado – pela disputa presidencial neste ano.
A questão central é que a disputa perdeu a competitividade. No pleito presidencial – e, em Estados importantes, para governador – um candidato abriu uma distancia enorme em relação a seus competidores. E disputas assim afetam o interesse do eleitor.
Desculpem a metáfora futebolística. Mas campeonatos em que um time abre uma vantagem muito acentuada em relação a seus adversários tendem a levar muito menos público aos estádios e mobilizar pouco os torcedores.
Quem acompanha política imaginava que este ano teríamos uma disputa acirrada entre os dois principais candidatos, Serra e Dilma. Os analistas desenhavam uma subida lenta de Dilma, com alta probabilidade de a disputa ser resolvida em um segundo turno.
O crescimento avassalador de Dilma surpreendeu a todos. Quem imaginaria que a candidata petista estaria à frente nas pesquisas em todos os Estados da Federação? A campanha de José Serra não se preparou para isso. Afinal, o ex-governador de São Paulo liderou as pesquisas por mais de um ano e sua adversária era uma ministra nunca testada nas urnas.
A disputa de 2010 lembra o que aconteceu em 1994. Lula liderava as pesquisas desde o começo do ano anterior. Em maio de 1994, Lula aparecia com mais de 50% das intenções de voto para a Presidência. A história é conhecida: o governo Itamar Franco lançou em 28 de fevereiro um plano econômico de estabilização monetária. O ápice do programa de estabilização foi a criação de uma nova moeda, o Real, em 1º de julho. O plano derrubou a inflação. Algumas semanas depois, o então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, ultrapassaria Lula. De maneira impressionante.
Os gráficos comparam a evolução da preferência de voto dos dois principais candidatos de 1994 (Fernando Henrique e Lula) com a evolução dos dois principais em 2010 (Serra e Dilma).
Observe que os dois candidatos que lideravam as pesquisas foram surpreendidos por seus adversários ao longo do mês de julho. Essas foram as únicas duas vezes, nas cinco eleições presidenciais disputadas desde 1989, que um candidato que liderava a disputa nos primeiros meses do ano perdeu a disputa.
Confesso que não me lembro que alguém tivesse reclamado de “vazio de ideias e ausência de reflexão” na disputa de 1994. Daquela disputa, ainda lembro da aulas de Brizola na televisão, explicando num quadro como o Real era prejudicial à população. Lembro da dificuldade de o PT encaixar um discurso de campanha; do Dominguinhos cantando o excelente jingle de Fernando Henrique; e do escândalo da parabólica, que deu dias de munição à campanha petista.
Jairo Nicolau – O Estado de S.Paulo
O jornal O Globo em sua edição do ultimo domingo, deu espaço para que 15 escritores, empresários e jornalistas escrevessem pequenos textos sobre o “vazio de ideias e ausência de reflexão” nas eleições deste ano. Será que a campanha atual é tão diferente das anteriores? Falta mesmo reflexão?
Tenho uma avaliação diferente da feita pelos 15 analistas. Não acho que seja a ausência de ideias a principal razão para que a campanha esteja produzindo desinteresse – e em alguns setores, um certo enfado – pela disputa presidencial neste ano.
A questão central é que a disputa perdeu a competitividade. No pleito presidencial – e, em Estados importantes, para governador – um candidato abriu uma distancia enorme em relação a seus competidores. E disputas assim afetam o interesse do eleitor.
Desculpem a metáfora futebolística. Mas campeonatos em que um time abre uma vantagem muito acentuada em relação a seus adversários tendem a levar muito menos público aos estádios e mobilizar pouco os torcedores.
Quem acompanha política imaginava que este ano teríamos uma disputa acirrada entre os dois principais candidatos, Serra e Dilma. Os analistas desenhavam uma subida lenta de Dilma, com alta probabilidade de a disputa ser resolvida em um segundo turno.
O crescimento avassalador de Dilma surpreendeu a todos. Quem imaginaria que a candidata petista estaria à frente nas pesquisas em todos os Estados da Federação? A campanha de José Serra não se preparou para isso. Afinal, o ex-governador de São Paulo liderou as pesquisas por mais de um ano e sua adversária era uma ministra nunca testada nas urnas.
A disputa de 2010 lembra o que aconteceu em 1994. Lula liderava as pesquisas desde o começo do ano anterior. Em maio de 1994, Lula aparecia com mais de 50% das intenções de voto para a Presidência. A história é conhecida: o governo Itamar Franco lançou em 28 de fevereiro um plano econômico de estabilização monetária. O ápice do programa de estabilização foi a criação de uma nova moeda, o Real, em 1º de julho. O plano derrubou a inflação. Algumas semanas depois, o então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, ultrapassaria Lula. De maneira impressionante.
Os gráficos comparam a evolução da preferência de voto dos dois principais candidatos de 1994 (Fernando Henrique e Lula) com a evolução dos dois principais em 2010 (Serra e Dilma).
Observe que os dois candidatos que lideravam as pesquisas foram surpreendidos por seus adversários ao longo do mês de julho. Essas foram as únicas duas vezes, nas cinco eleições presidenciais disputadas desde 1989, que um candidato que liderava a disputa nos primeiros meses do ano perdeu a disputa.
Confesso que não me lembro que alguém tivesse reclamado de “vazio de ideias e ausência de reflexão” na disputa de 1994. Daquela disputa, ainda lembro da aulas de Brizola na televisão, explicando num quadro como o Real era prejudicial à população. Lembro da dificuldade de o PT encaixar um discurso de campanha; do Dominguinhos cantando o excelente jingle de Fernando Henrique; e do escândalo da parabólica, que deu dias de munição à campanha petista.
Bornhausen, que queria se livrar do PT e acabar com a "nossa raça", critica Lula por falar em "extirpar DEM"
15 de setembro de 2010
O DEM - cuja cúpula, há cinco anos, chegou a prever "o fim dessa raça", referindo-se aos petistas - ontem reagiu às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disse desejar "extirpar" o partido adversário da política nas eleições de outubro.
As declarações de Lula foram dadas anteontem, durante comício em Santa Catarina, terra da família Bornhausen. Foi o então presidente do PFL (atual DEM), Jorge Bornhausen, que, em 2005, afirmou que a crise política então vivida pelo governo Lula o deixava "encantado porque a gente vai se ver livre dessa raça, por, pelo menos, 30 anos".
Anteontem, Lula, disse que a família Bornhausen representa a "direita raivosa". A resposta veio em notas e declarações dos adversários catarinenses, ontem. O líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen (SC), acusou Lula de usar uma retórica "nazifascista".
O ex-senador Jorge Bornhausen, que hoje é presidente de honra do DEM, afirmou que Lula não deveria ingerir bebida alcoólica antes de falar em comícios.
Candidata do PT, Dilma Rousseff disse que a declaração de Lula em Joinville não é nada diante daqueles que, no passado, diziam que iriam acabar com a raça do PT, em alusão ao presidente de honra do DEM: - Para quem disse que ia acabar com minha raça não dá para se queixar de nada! Sou do PT, esqueceu? Sou uma sobrevivente de um processo de extermínio! - disse Dilma.
Em nota, intitulada "Lula desrespeita o povo catarinense", Paulo Bornhausen disse que a população de Santa Catarina "devolverá suas ofensas derrotando suas candidatas e bonecas de ventríloquo", referindose a Dilma e à candidata do PT ao governo de Santa Catarina, senadora Ideli Salvatti.
Os Demos morderam a isca e Lula segue feliz!
O DEM - cuja cúpula, há cinco anos, chegou a prever "o fim dessa raça", referindo-se aos petistas - ontem reagiu às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disse desejar "extirpar" o partido adversário da política nas eleições de outubro.
As declarações de Lula foram dadas anteontem, durante comício em Santa Catarina, terra da família Bornhausen. Foi o então presidente do PFL (atual DEM), Jorge Bornhausen, que, em 2005, afirmou que a crise política então vivida pelo governo Lula o deixava "encantado porque a gente vai se ver livre dessa raça, por, pelo menos, 30 anos".
Anteontem, Lula, disse que a família Bornhausen representa a "direita raivosa". A resposta veio em notas e declarações dos adversários catarinenses, ontem. O líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen (SC), acusou Lula de usar uma retórica "nazifascista".
O ex-senador Jorge Bornhausen, que hoje é presidente de honra do DEM, afirmou que Lula não deveria ingerir bebida alcoólica antes de falar em comícios.
Candidata do PT, Dilma Rousseff disse que a declaração de Lula em Joinville não é nada diante daqueles que, no passado, diziam que iriam acabar com a raça do PT, em alusão ao presidente de honra do DEM: - Para quem disse que ia acabar com minha raça não dá para se queixar de nada! Sou do PT, esqueceu? Sou uma sobrevivente de um processo de extermínio! - disse Dilma.
Em nota, intitulada "Lula desrespeita o povo catarinense", Paulo Bornhausen disse que a população de Santa Catarina "devolverá suas ofensas derrotando suas candidatas e bonecas de ventríloquo", referindose a Dilma e à candidata do PT ao governo de Santa Catarina, senadora Ideli Salvatti.
Os Demos morderam a isca e Lula segue feliz!
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
VEJA O VÍDEO EM QUE LULA DIZ QUE BAIXARIA DE SERRA É POR FALTA DE VOTOS
Lula falou e disse:
Serra é da turma do contra, .
Serra torce o nariz para tudo o que o povo brasileiro conquistou nos últimos anos.
Serra decidiu partir para ataques pessoais à Dilma,
Apelou para a baixaria.
(Ciro Gomes teria dito : Serra numa campanha é garantia de baixaria).
O povo saberá separar o joio do trigo.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
NOVAMENTE HOJE,DIA 9, NO VÍDEO, LULA DIZ QUE BAIXARIA DE SERRA É FALTA DE VOTO
BLOG CONVERSA AFIADA
Serra tem preconceito contra mulher e contra ele, Lula
O amigo navegante verá que Lula resolveu peitar o sigilo: cadê esse tal de sigilo ?, perguntou ele, num comício.
Agora, Lula chamou Serra às falas.
Diz que o propósito do Serra com o sigilo da filha é destruir.
É tentar submeter o país a seus, dele, Serra, interesses pessoais (“eu me preparei a vida inteira para ser Presidente”, disse ele à Veja. E eu, Paulo Henrique Amorim, para ser piloto da NASA).
Serra é da turma do contra, disse Lula.
Serra torce o nariz para tudo o que o povo brasileiro conquistou nos últimos anos.
Serra decidiu partir para ataques pessoais à Dilma, diz o Lula.
Apelou para a baixaria.
O Lula não disse, mas o Ciro Gomes diz: Serra numa campanha é garantia de baixaria.
O povo, disse Lula, saberá separar o joio do trigo.
As mentiras e calunias do Serra contra a Dilma são um crime contra a mulher brasileira.
O Serra é movido pelo desespero, disse Lula.
Para Lula, Serra tem, no fundo, preconceito contra a mulher (Dilma) e contra ele, Lula.
Em resumo: o Serra pensou que podia bater em mulher e ficar por isso mesmo.
O Lula foi lá e disse: bater nela é bater em mim.
Tão simples quanto isso.
Lula diz que Serra partiu para a baixaria
"Nossa candidata Dilma tem feito uma campanha elevada, discutindo propostas, mostrando o que fizemos e o que ainda vamos fazer pelo Brasil", afirmou Lula no programa do PT. "Infelizmente, nosso adversário, candidato da turma do contra, que torce o nariz contra tudo o que o povo brasileiro conquistou nos últimos anos, resolveu partir para ataques pessoais e para a baixaria."
LULA CRITICA PSEUDOS-FORMADORES DE OPINIÃO NO BRASIL
O presidente Lula disse ontem que o povo, ao elegê-lo, aprendeu a votar sem seguir "pseudo-formadores de opinião pública do país".
Deu a entender que o noticiário sobre o tema é uma tentativa de politizá-lo e de debilitar a campanha de Dilma.
Lula afirmou que sua "alegria imensa" foi ver que o povo não teve "medo" e votou nele por "consciência política". O presidente disse que seu maior legado, ao deixar o cargo, terá sido é fazer o povo "acreditar em si mesmo".
"O povo trabalhador desse país, a classe média e os pobres desse país aprenderam a pensar pela sua cabeça, a andar pelas suas pernas, a enxergar pelos seus olhos e a votar pela sua consciência, e não pelos pseudo-formadores de opinião pública desse país, e é por isso que o Brasil tá melhorando."
"SALTO MORTAL"
A própria Dilma voltou a falar do caso da Receita ao dizer que existe um "salto mortal" entre a sua campanha e o vazamento de dados de pessoas ligadas ao PSDB.
Na liderança das pesquisas eleitorais, Dilma disse que não está preocupada com o impacto do episódio nas urnas. Segundo ela, Serra faz "factoides, baixarias e falsidades" contra ela."Nessa questão de legalidade, é interessante que tem um salto mortal entre o vazamento da Receita e a minha campanha. O TSE reconheceu ao dizer que não tinha nenhuma evidência, nenhuma prova", afirmou.
Deu a entender que o noticiário sobre o tema é uma tentativa de politizá-lo e de debilitar a campanha de Dilma.
Lula afirmou que sua "alegria imensa" foi ver que o povo não teve "medo" e votou nele por "consciência política". O presidente disse que seu maior legado, ao deixar o cargo, terá sido é fazer o povo "acreditar em si mesmo".
"O povo trabalhador desse país, a classe média e os pobres desse país aprenderam a pensar pela sua cabeça, a andar pelas suas pernas, a enxergar pelos seus olhos e a votar pela sua consciência, e não pelos pseudo-formadores de opinião pública desse país, e é por isso que o Brasil tá melhorando."
"SALTO MORTAL"
A própria Dilma voltou a falar do caso da Receita ao dizer que existe um "salto mortal" entre a sua campanha e o vazamento de dados de pessoas ligadas ao PSDB.
Na liderança das pesquisas eleitorais, Dilma disse que não está preocupada com o impacto do episódio nas urnas. Segundo ela, Serra faz "factoides, baixarias e falsidades" contra ela."Nessa questão de legalidade, é interessante que tem um salto mortal entre o vazamento da Receita e a minha campanha. O TSE reconheceu ao dizer que não tinha nenhuma evidência, nenhuma prova", afirmou.
o presidente Lula DISSE ontem que o povo, ao elegê-lo, aprendeu a votar sem seguir "pseudo-formadores de opinião pública do país".
Sem mencionar o caso da quebra de sigilo fiscal B, deu a entender que o noticiário sobre o tema é uma tentativa de politizá-lo e de debilitar a campanha de Dilma.
Lula afirmou que sua "alegria imensa" foi ver que o povo não teve "medo" e votou nele por "consciência política". O presidente disse que seu maior legado, ao deixar o cargo, terá sido é fazer o povo "acreditar em si mesmo".
"O povo trabalhador desse país, a classe média e os pobres desse país aprenderam a pensar pela sua cabeça, a andar pelas suas pernas, a enxergar pelos seus olhos e a votar pela sua consciência, e não pelos pseudo-formadores de opinião pública desse país, e é por isso que o Brasil tá melhorando."
"SALTO MORTAL"
A própria Dilma voltou a falar do caso da Receita ao dizer que existe um "salto mortal" entre a sua campanha e o vazamento de dados de pessoas ligadas ao PSDB.
Na liderança das pesquisas eleitorais, Dilma disse que não está preocupada com o impacto do episódio nas urnas. Segundo ela, Serra faz "factoides, baixarias e falsidades" contra ela."Nessa questão de legalidade, é interessante que tem um salto mortal entre o vazamento da Receita e a minha campanha. O TSE reconheceu ao dizer que não tinha nenhuma evidência, nenhuma prova", afirmou.
Sem mencionar o caso da quebra de sigilo fiscal B, deu a entender que o noticiário sobre o tema é uma tentativa de politizá-lo e de debilitar a campanha de Dilma.
Lula afirmou que sua "alegria imensa" foi ver que o povo não teve "medo" e votou nele por "consciência política". O presidente disse que seu maior legado, ao deixar o cargo, terá sido é fazer o povo "acreditar em si mesmo".
"O povo trabalhador desse país, a classe média e os pobres desse país aprenderam a pensar pela sua cabeça, a andar pelas suas pernas, a enxergar pelos seus olhos e a votar pela sua consciência, e não pelos pseudo-formadores de opinião pública desse país, e é por isso que o Brasil tá melhorando."
"SALTO MORTAL"
A própria Dilma voltou a falar do caso da Receita ao dizer que existe um "salto mortal" entre a sua campanha e o vazamento de dados de pessoas ligadas ao PSDB.
Na liderança das pesquisas eleitorais, Dilma disse que não está preocupada com o impacto do episódio nas urnas. Segundo ela, Serra faz "factoides, baixarias e falsidades" contra ela."Nessa questão de legalidade, é interessante que tem um salto mortal entre o vazamento da Receita e a minha campanha. O TSE reconheceu ao dizer que não tinha nenhuma evidência, nenhuma prova", afirmou.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Aarão Reus, no Globo: não vai ser tão fácil deter esta onda.
Uma grande inversão
DANIEL AARÃO REIS – O GLOBO
A disparada de Dilma Rousseff nas pesquisas de opinião pública tem suscitado interpretações diversas.
Duas constatações mobilizam os comentaristas: a primeira é a popularidade do governo, atingindo patamares de quase unanimidade, se computados como favoráveis os que avaliam o desempenho de Lula como ótimo, bom ou regular. Depois de oito anos, trata-se de algo raro.
A segunda constatação é a capacidade de transferência de votos do presidente. Também não é algo comum.
O comum é o inverso. Líderes de expressão nem sempre conseguem “fazer” os sucessores. Isto se deve, em parte, à vontade deles mesmos, por medo que os herdeiros possam obscurecer sua liderança, apagandoos da história. Leonel Brizola era craque nisto: nunca elegeu um sucessor, embora saindo de governos com alto índice de popularidade.
O mesmo aconteceu na sucessão de FHC. Embora desgastado, foi notório que ele preferia transferir a faixa presidencial ao líder operário, mesmo porque estava convencido de que a gestão deste seria um fracasso, favorecendo, quem sabe, a sua volta ao poder. No entanto, mesmo que os líderes o desejem, a transferência de votos nem sempre se dá, ou se dá de forma tão parcial que os herdeiros perdem as eleições.
Ora, o que surpreende nesta campanha eleitoral é a capacidade de transferência de votos de Lula para Dilma. Esta era uma personagem desconhecida em termos eleitorais. Sua vocação era outra: a de servidora pública, empenhada na gestão de empresas estatais ou planos de desenvolvimento.
Assim, quando Lula sacou o seu nome e o apresentou ao distinto público, não faltaram análises de que o homem não queria eleger o sucessor, no caso, sucessora.
Escolhera um nome destinado a uma derrota eleitoral honrosa, evitando sombras em sua popularidade.
Mas não foi isto que aconteceu.
Lula investiu na herdeira, pessoalmente e com a máquina pública. Os resultados não se fizeram esperar e até agora espantam os analistas.
O que dizer destas evidências? Os mais simplórios, como sempre, denunciam sombrias manipulações.
É uma velha cantilena, de direita e de esquerda. Quando o eleitorado não acompanha suas propostas é porque está sendo manipulado. Para a velha UDN, era Vargas o grande manipulador.
Para as esquerdas, depois da ditadura, era a TV Globo que orquestrava as mentes. A conclusão é sempre a mesma: as pessoas não sabem votar.
Multidões passivas, despolitizadas, idiotas! Idiota, no caso, é a interpretação, incapaz de compreender a complexidade do processo histórico.
Uma outra linha interpretativa foi importada de análise feita nos EUA a propósito da eleição de Bill Clinton.
Um gênio teria formulado a frase: é a economia, seu estúpido! Queria dizer com isto que o eleitorado estadunidense estaria votando de acordo com seus interesses econômicos. Como Clinton falou, e muito, do assunto, ganhou as eleições com folga.
Transportada para o Brasil, a tese poderia ser assim traduzida: as classes populares, na grande maioria, estariam votando com o bolso, ou seja, como os governos de Lula as beneficiaram economicamente, elas tenderiam a manter uma fidelidade canina ao benefactor.
A análise não é destituída de fundamento.
Com efeito, os interesses econômicos são um ingrediente importante nas escolhas de qualquer eleitorado. Mas, se o ser humano não vive sem pão, sabe-se também que “nem só de pão vivem os humanos”.
A hipótese que sustento é que a aprovação do governo Lula e a sua inusitada capacidade de transferência de votos residem num processo mais profundo: o acesso progressivo das classes populares à cidadania.
Lula é a expressão maior disso. Ele é visto como o político que promoveu como ninguém este acesso. Isto tem a ver com bens materiais, sem dúvida.
Mas há outros bens, simbólicos, mais importantes que o pão nosso de cada dia. E é isto que as direitas raivosas e as esquerdas radicais não percebem. As pessoas comuns, desde os anos 1980, e cada vez mais, começaram a achar graça nas instituições e nas lutas institucionais. Política, assunto de brancos ricos, começou a ser também de pardos, negros, índios e brancos pobres.
Esta é uma novidade óbvia, senhores e senhoras das elites brancas (a expressão é de Cláudio Lembo, líder conservador). Se Vossas Excelências puserem o ouvido no chão, talvez sejam capazes de ouvir o tropel que se aproxima. Se olharem para o mar, vão ver o tsunami que vem por aí. Na história desta república, só antes de 1964 houve coisa parecida com o que está ocorrendo agora. Entretanto, na época, os movimentos populares queriam muito e muito rápido. Não deu. Veio o golpe, paralisou e reverteu o processo. Agora, não. A multidão come pelas bordas, com paciência e moderação, devagar e sempre, mas a fome destas gentes é insaciável.
Quando as pessoas comuns compreendem os benefícios da democracia, querem para elas também. É raso imaginar que tudo se esgota no pão.
O pão quentinho é gostoso, quem não gosta? É mais do que isto, porém: os comuns querem a cidadania. Plena.
Querem jogar o jogo político como gente grande, como antes só os brancos ricos faziam. Uma grande inversão.
Vai dar? Não vai dar? Veremos. Mas uma coisa é certa: não vai ser tão fácil deter esta onda
DANIEL AARÃO REIS – O GLOBO
A disparada de Dilma Rousseff nas pesquisas de opinião pública tem suscitado interpretações diversas.
Duas constatações mobilizam os comentaristas: a primeira é a popularidade do governo, atingindo patamares de quase unanimidade, se computados como favoráveis os que avaliam o desempenho de Lula como ótimo, bom ou regular. Depois de oito anos, trata-se de algo raro.
A segunda constatação é a capacidade de transferência de votos do presidente. Também não é algo comum.
O comum é o inverso. Líderes de expressão nem sempre conseguem “fazer” os sucessores. Isto se deve, em parte, à vontade deles mesmos, por medo que os herdeiros possam obscurecer sua liderança, apagandoos da história. Leonel Brizola era craque nisto: nunca elegeu um sucessor, embora saindo de governos com alto índice de popularidade.
O mesmo aconteceu na sucessão de FHC. Embora desgastado, foi notório que ele preferia transferir a faixa presidencial ao líder operário, mesmo porque estava convencido de que a gestão deste seria um fracasso, favorecendo, quem sabe, a sua volta ao poder. No entanto, mesmo que os líderes o desejem, a transferência de votos nem sempre se dá, ou se dá de forma tão parcial que os herdeiros perdem as eleições.
Ora, o que surpreende nesta campanha eleitoral é a capacidade de transferência de votos de Lula para Dilma. Esta era uma personagem desconhecida em termos eleitorais. Sua vocação era outra: a de servidora pública, empenhada na gestão de empresas estatais ou planos de desenvolvimento.
Assim, quando Lula sacou o seu nome e o apresentou ao distinto público, não faltaram análises de que o homem não queria eleger o sucessor, no caso, sucessora.
Escolhera um nome destinado a uma derrota eleitoral honrosa, evitando sombras em sua popularidade.
Mas não foi isto que aconteceu.
Lula investiu na herdeira, pessoalmente e com a máquina pública. Os resultados não se fizeram esperar e até agora espantam os analistas.
O que dizer destas evidências? Os mais simplórios, como sempre, denunciam sombrias manipulações.
É uma velha cantilena, de direita e de esquerda. Quando o eleitorado não acompanha suas propostas é porque está sendo manipulado. Para a velha UDN, era Vargas o grande manipulador.
Para as esquerdas, depois da ditadura, era a TV Globo que orquestrava as mentes. A conclusão é sempre a mesma: as pessoas não sabem votar.
Multidões passivas, despolitizadas, idiotas! Idiota, no caso, é a interpretação, incapaz de compreender a complexidade do processo histórico.
Uma outra linha interpretativa foi importada de análise feita nos EUA a propósito da eleição de Bill Clinton.
Um gênio teria formulado a frase: é a economia, seu estúpido! Queria dizer com isto que o eleitorado estadunidense estaria votando de acordo com seus interesses econômicos. Como Clinton falou, e muito, do assunto, ganhou as eleições com folga.
Transportada para o Brasil, a tese poderia ser assim traduzida: as classes populares, na grande maioria, estariam votando com o bolso, ou seja, como os governos de Lula as beneficiaram economicamente, elas tenderiam a manter uma fidelidade canina ao benefactor.
A análise não é destituída de fundamento.
Com efeito, os interesses econômicos são um ingrediente importante nas escolhas de qualquer eleitorado. Mas, se o ser humano não vive sem pão, sabe-se também que “nem só de pão vivem os humanos”.
A hipótese que sustento é que a aprovação do governo Lula e a sua inusitada capacidade de transferência de votos residem num processo mais profundo: o acesso progressivo das classes populares à cidadania.
Lula é a expressão maior disso. Ele é visto como o político que promoveu como ninguém este acesso. Isto tem a ver com bens materiais, sem dúvida.
Mas há outros bens, simbólicos, mais importantes que o pão nosso de cada dia. E é isto que as direitas raivosas e as esquerdas radicais não percebem. As pessoas comuns, desde os anos 1980, e cada vez mais, começaram a achar graça nas instituições e nas lutas institucionais. Política, assunto de brancos ricos, começou a ser também de pardos, negros, índios e brancos pobres.
Esta é uma novidade óbvia, senhores e senhoras das elites brancas (a expressão é de Cláudio Lembo, líder conservador). Se Vossas Excelências puserem o ouvido no chão, talvez sejam capazes de ouvir o tropel que se aproxima. Se olharem para o mar, vão ver o tsunami que vem por aí. Na história desta república, só antes de 1964 houve coisa parecida com o que está ocorrendo agora. Entretanto, na época, os movimentos populares queriam muito e muito rápido. Não deu. Veio o golpe, paralisou e reverteu o processo. Agora, não. A multidão come pelas bordas, com paciência e moderação, devagar e sempre, mas a fome destas gentes é insaciável.
Quando as pessoas comuns compreendem os benefícios da democracia, querem para elas também. É raso imaginar que tudo se esgota no pão.
O pão quentinho é gostoso, quem não gosta? É mais do que isto, porém: os comuns querem a cidadania. Plena.
Querem jogar o jogo político como gente grande, como antes só os brancos ricos faziam. Uma grande inversão.
Vai dar? Não vai dar? Veremos. Mas uma coisa é certa: não vai ser tão fácil deter esta onda
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Dilma, você tem uma sorte desgramada", diz Lula
No primeiro comício com o governador da Bahia e candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT), em Salvador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva priorizou o apoio ao PT na disputa pelo governo do Estado e brincou com a "sorte" da candidata Dilma Rousseff, que lidera as pesquisas em sua primeira campanha eleitoral. Lula se lembrou de todas as derrotas, de 1982 a 1998, para depois comentar: "Dilma, você tem uma sorte desgramada! Vai ganhar a primeira eleição de que participa!".
Lula falou do voto em uma mulher; "Como é que a gente vai ter preconceito contra alguém que nos carregou na barriga durante nove meses?", discursou.
De forma indireta, sem nominar, Dilma rebateu a acusação do candidato José Serra (PSDB), para quem sua campanha está envolvida num "jogo sujo" para vazar dados sigilosos de líderes tucanos na Receita Federal. "Podem vir com críticas, com mentiras e falsidades. Nossa força vem de que estamos com a verdade do povo",
Lula falou do voto em uma mulher; "Como é que a gente vai ter preconceito contra alguém que nos carregou na barriga durante nove meses?", discursou.
De forma indireta, sem nominar, Dilma rebateu a acusação do candidato José Serra (PSDB), para quem sua campanha está envolvida num "jogo sujo" para vazar dados sigilosos de líderes tucanos na Receita Federal. "Podem vir com críticas, com mentiras e falsidades. Nossa força vem de que estamos com a verdade do povo",
sábado, 21 de agosto de 2010
sábado, 14 de agosto de 2010
Aprovação ao governo Lula se mantém em 77%, diz Datafolha
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve o nível de aprovação de 77% obtido para seu governo, segundo o Datafolha. A taxa é idêntica à apurada na pesquisa realizada de 20 a 23 de julho. , no levantamento feito do dia 9 até ontem, os eleitores que acham o governo Lula regular somam 18% (antes eram 19, ).A taxa dos que consideram a administração petista ruim ou péssima não variou, mantendo-se em 4%.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Lula e Dilma - Marcos Coimbra
CARTA CAPITAL
Quem acha que a candidata não passa de 40% esquece que o presidente a pôs nesse patamar somente falando dela, sem olhar nos olhos do eleitor e pedir seu voto
Uma das coisas engraçadas destas eleições é observar a mudança nos cálculos da oposição sobre o “poder de transferência” de Lula. Já faz mais de um ano que eles são feitos e refeitos, sempre corrigindo para cima a estimativa anterior. Agora, às vésperas do começo da última etapa, com as campanhas chegando à televisão, eles voltaram a mudar, outra vez em sentido ascendente.
Ainda em 2009, não havia quem, nos partidos de oposição, achasse que a aposta de Lula ao indicar Dilma Rousseff daria certo. Além do que entendiam ser suas dificuldades próprias – inexperiência eleitoral, falta de carisma, pouca visibilidade de seu papel no governo (para ficar apenas com as mais citadas) – haveria um limite à transferência de votos de Lula para ela.
Ninguém jamais discutiu que Dilma Rousseff precisaria desses votos. Uma candidata nova, que nunca disputara um cargo importante, sem qualquer notoriedade fora da área técnica do governo, só por milagre alcançaria votação sequer perceptível em uma eleição nacional. Veja-se, para ilustrar, o que aconteceu com Aécio Neves na pré-campanha. Apesar de ser o governador reeleito (e bem avaliado) do segundo maior colégio eleitoral do País, mal alcançava 20% quando teve de desistir, exatamente por lhe faltar maior volume de intenções de voto.
Mesmo sendo Dilma a candidata do PT, de longe o partido com o maior número de filiados e simpatizantes, -suas perspectivas continuavam baixas. O PT, sozinho, seria insuficiente para elegê-la.
Ou seja, para se tornar competitiva diante de José Serra e poder derrotá-lo, Dilma precisava de Lula. Ela sabia disso, ele também, assim como a torcida do Flamengo (e a de todos os seus adversários).
Mas quantos seriam os votos que ele conseguiria repassar? Apesar de sua popularidade e simpatia, não haveria um limite a essa transferência?
Durante o ano passado, quem torcia por Serra, seja no meio político, seja na sociedade civil, escolheu a taxa de 20% como o teto onde a transferência de Lula poderia ir. Até a alcançar, Dilma cresceria sem problemas. Em lá chegando, empacaria. Lula a poria no patamar de 20%, mas, para ultrapassá-lo, a bola estaria com ela. Sozinha, sem bagagem política, seria presa fácil do candidato do PSDB.
Essa proporção não foi inventada, pois se baseava nas respostas de entrevistados nas pesquisas a perguntas sobre sua propensão a votar em “quem quer que fosse o candidato indicado por Lula”. Embora variasse um pouco, conforme o momento e a pesquisa era mesmo isso que diziam as pessoas.
O equívoco foi, no entanto, confundir piso com teto. Os 20% não eram o máximo, mas o mínimo que Lula, sem fazer mais nada, daria a ela.
Ela os superou ainda em outubro de 2009, jogando fora os prognósticos peremptórios que ouvíamos até de especialistas conhecidos. Fixaram, então, uma nova barreira em 30%, e garantiram que, deles, ela não passaria. Coisa que fez em março e continuou subindo. A essa altura, indo cada vez mais além do segmento do eleitorado que votaria de olhos fechados em quem Lula indicasse.
Na última semana de julho, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reviu as contas e fixou um novo limite. Para ele, depois de “Lula ter transferido para sua candidata 35% a 40% dos votos”, alcançou “um teto”. Agora, finalmente, segundo o ex-presidente, Dilma Rousseff pararia de crescer.
Quem garante isso? De onde vem a convicção, considerando que ela, nos 40% atuais, já está a um passo de ganhar no primeiro turno?
Quem acha que ela não cresce mais deve imaginar que a presença diária de Lula na televisão, depois do dia 17 próximo, não terá qualquer efeito. Que os 85% que o aprovam, os 75% que acham ótimo ou bom seu governo, os muitos que gostam dele e o admiram ficarão indiferentes à sua presença. Que se decepcionarão todos aqueles que só esperam conhecer um pouco a candidata que ele apoia.
Quem acha que ela não passa de 40% esquece que Lula a pôs nesse patamar quase que somente falando nela, sem olhar nos olhos do eleitor e pedir seu voto, salvo a meia dúzia de vezes em que usou o tempo de propaganda de seu partido.
Quem acha que ela não passa de 40% pode se preparar. Vai, provavelmente, ter uma surpresa.
Quem acha que a candidata não passa de 40% esquece que o presidente a pôs nesse patamar somente falando dela, sem olhar nos olhos do eleitor e pedir seu voto
Uma das coisas engraçadas destas eleições é observar a mudança nos cálculos da oposição sobre o “poder de transferência” de Lula. Já faz mais de um ano que eles são feitos e refeitos, sempre corrigindo para cima a estimativa anterior. Agora, às vésperas do começo da última etapa, com as campanhas chegando à televisão, eles voltaram a mudar, outra vez em sentido ascendente.
Ainda em 2009, não havia quem, nos partidos de oposição, achasse que a aposta de Lula ao indicar Dilma Rousseff daria certo. Além do que entendiam ser suas dificuldades próprias – inexperiência eleitoral, falta de carisma, pouca visibilidade de seu papel no governo (para ficar apenas com as mais citadas) – haveria um limite à transferência de votos de Lula para ela.
Ninguém jamais discutiu que Dilma Rousseff precisaria desses votos. Uma candidata nova, que nunca disputara um cargo importante, sem qualquer notoriedade fora da área técnica do governo, só por milagre alcançaria votação sequer perceptível em uma eleição nacional. Veja-se, para ilustrar, o que aconteceu com Aécio Neves na pré-campanha. Apesar de ser o governador reeleito (e bem avaliado) do segundo maior colégio eleitoral do País, mal alcançava 20% quando teve de desistir, exatamente por lhe faltar maior volume de intenções de voto.
Mesmo sendo Dilma a candidata do PT, de longe o partido com o maior número de filiados e simpatizantes, -suas perspectivas continuavam baixas. O PT, sozinho, seria insuficiente para elegê-la.
Ou seja, para se tornar competitiva diante de José Serra e poder derrotá-lo, Dilma precisava de Lula. Ela sabia disso, ele também, assim como a torcida do Flamengo (e a de todos os seus adversários).
Mas quantos seriam os votos que ele conseguiria repassar? Apesar de sua popularidade e simpatia, não haveria um limite a essa transferência?
Durante o ano passado, quem torcia por Serra, seja no meio político, seja na sociedade civil, escolheu a taxa de 20% como o teto onde a transferência de Lula poderia ir. Até a alcançar, Dilma cresceria sem problemas. Em lá chegando, empacaria. Lula a poria no patamar de 20%, mas, para ultrapassá-lo, a bola estaria com ela. Sozinha, sem bagagem política, seria presa fácil do candidato do PSDB.
Essa proporção não foi inventada, pois se baseava nas respostas de entrevistados nas pesquisas a perguntas sobre sua propensão a votar em “quem quer que fosse o candidato indicado por Lula”. Embora variasse um pouco, conforme o momento e a pesquisa era mesmo isso que diziam as pessoas.
O equívoco foi, no entanto, confundir piso com teto. Os 20% não eram o máximo, mas o mínimo que Lula, sem fazer mais nada, daria a ela.
Ela os superou ainda em outubro de 2009, jogando fora os prognósticos peremptórios que ouvíamos até de especialistas conhecidos. Fixaram, então, uma nova barreira em 30%, e garantiram que, deles, ela não passaria. Coisa que fez em março e continuou subindo. A essa altura, indo cada vez mais além do segmento do eleitorado que votaria de olhos fechados em quem Lula indicasse.
Na última semana de julho, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reviu as contas e fixou um novo limite. Para ele, depois de “Lula ter transferido para sua candidata 35% a 40% dos votos”, alcançou “um teto”. Agora, finalmente, segundo o ex-presidente, Dilma Rousseff pararia de crescer.
Quem garante isso? De onde vem a convicção, considerando que ela, nos 40% atuais, já está a um passo de ganhar no primeiro turno?
Quem acha que ela não cresce mais deve imaginar que a presença diária de Lula na televisão, depois do dia 17 próximo, não terá qualquer efeito. Que os 85% que o aprovam, os 75% que acham ótimo ou bom seu governo, os muitos que gostam dele e o admiram ficarão indiferentes à sua presença. Que se decepcionarão todos aqueles que só esperam conhecer um pouco a candidata que ele apoia.
Quem acha que ela não passa de 40% esquece que Lula a pôs nesse patamar quase que somente falando nela, sem olhar nos olhos do eleitor e pedir seu voto, salvo a meia dúzia de vezes em que usou o tempo de propaganda de seu partido.
Quem acha que ela não passa de 40% pode se preparar. Vai, provavelmente, ter uma surpresa.
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