conversa afiada
A revista Veja soltou uma edição extra para bajular a nova presidenta eleita. Partindo de qualquer outra revista seria normal, mas partindo da Veja e da forma que fez, nunca vi tamanha cara-de-pau e tanta sem-vergonhice.
Depois de capas e mais capas seguidas acusando-a de ser uma espécie de megera que mandava fazer dossiês, e de fazer ilações sobre responsabilidade por atos de terceiros, traz um texto carregado de elogios bajuladores e nenhuma crítica. Termina o texto, abanando o rabo igual à um cachorrinho, querendo se safar de processos e com lobismo:
O pronunciamento, feito na noite de domingo em Brasília, mostrou uma presidente eleita senhora do lugar que agora ocupa e com plena consciência das prioridades políticas, econômicas e sociais do país. Mas, principalmente, salientou sua fé no papel presidencial de zelar pela Constituição e, consequentemente, pelo respeito aos direitos ali assegurados. Dilma reafirmou o respeito irrestrito à liberdade de expressão e seu reconhecimento de que “as críticas do jornalismo livre ajudam o país e são essenciais aos governos democráticos, apontando erros e trazendo o necessário contraditório”. Um grande começo.
Isso dois dias depois da edição de sábado passado (véspera da eleição), quando fez uma capa atacado o presidente Lula, com reportagens imbecis, tais como uma comparação de fotos com Fidel Castro.
Em busca de uma bolsa “famiglia” Civita
A famíglia Civita, dona da revista, desde os tempos da ditadura, sempre manteve o comércio de notícias como negócio, em estreita colaboração com o poder.
Verbas governamentais, empréstimos generosos, determinaram a linha editorial chapa-branca ou oposicionista.
Uma notícia desgastante pode ser atenuada. A versão simpática ao governo pode prevalecer sobre uma versão oposicionista, ou realista. Uma notícia capaz de gerar crises, pode ser encoberta com outra, como cortina de fumaça.
Quem não é “cliente” da revista, nem direito de ser ouvido com isenção, consegue. Quem é “bom cliente”, só tem noticia negativa publicada com provas, e quando já vaza para outros órgãos de imprensa, e sem viés golpista e com direito de resposta.
O presidente Lula mandou às favas a revista. Não quis conversa. Não ficava almoçando com a famíglia Civita.
Deu um basta na relação de corrupção que existia entre a imprensa e o poder nos governos anteriores.
Agora, a revista “estende a mão” à nova presidenta eleita, mas não em gesto de boa vontade, e sim com o pires na mão, em busca de verbas governamentais, em troca de uma linha editoral mais chapa-branca.
É o bolsa “famiglia” Civita.
Que Dilma faça como Lula fez e mande a famiglia Civita passar o pires nas empresas privadas e privatizadas. Que vivam como empresa no capitalismo, em vez de mamar nas tetas do governo.
A revista escreveu sobre o compromisso de Dilma de zelar pela Constituição e, consequentemente, pelo respeito aos direitos ali assegurados.
Excelente: que sejam assegurados os direitos à honra de quem a tem assassinada por revistas como a Veja.
A revista esqueceu um detalhe importante: a Constituição impõe DEVERES também. O papel da presidente também é garantir que sejam cumpridos.
“Reaças” devem cancelar assinaturas
O que sobra de bom nisso tudo, é que os reacionários que lêem a revista não devem ter gostado dessa bajulação, e devem cancelar assinaturas.
Ou talvez, a falta de compromisso da revista com seus leitores reacionários seja um indicador de que nem eles existem em número significativo. Há suspeitas de que a revista não tem mais público, e vive de uma circulação artificial bancada por assinaturas de órgãos públicos como as compradas pelo governo do Estado de São Paulo na gestão Serra (PSDB), do governo do Distrito Federal, na gestão de José Roberto Arruda (Ex-DEMos), e da distribuição gratuita.
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Veja e a estratégia de Mister M
blog luisnassif, dom, 24/10/2010 - 21:45
http://www.brasilianas.org/blog/luisnassif/veja-e-a-estrategia-de-mister-m#more
Por M
AS ILUSÕES PERIGOSAS DA REVISTA MISTER M
Veja blefa mais uma vez: não existe fita provando que Abramovai falou o que não disse. Não existe grampo legal nem perícia nem nada. Só cascata.
Veja publicou uma reportagem de 1.581 palavras das quais apenas 14 realmente interessariam se fossem verdadeiras: "Não agüento mais receber pedidos da Dilma e do Gilberto Carvalho para fazer dossiês". A suposta frase foi atribuída ao secretário nacional de Justiça, Pedro Abramovai, ganhou destaque na capa da revista, que circulou no sábado, e reproduzida instantaneamente no programa de José Serra na TV.
Se fosse verdadeira, a frase revelaria um fato gravíssimo, de interesse público e com evidentes repercussões no processo eleitoral. Seria motivo para uma rigorosa investigação policial e uma ação do Ministério Público, com vistas a esclarecer que pedidos seriam esses, a quem aproveitavam, quais seriam os alvos, quem seriam os agentes e os mandantes da produção de dossiês.
Ocorre que nem a frase foi pronunciada nem Veja tem como sustentar a veracidade do que destacou na capa (gostosamente reproduzida por Estadão, Globo e Folha). A negativa de Abramovai está escondida no quinto dos nove longos parágrafos da matéria.
Trata-se de mais uma reportagem ao estilo Mister M, que tem caracterizado a produção recente da que já foi a mais importante revista brasileira. É o jornalismo ilusionista, que recorre a uma série de truques para distrair a atenção do leitor e fazê-lo acreditar nos poderes mágicos da reportagem mentirosa.
O primeiro truque, clássico, é socorrer-se do testemunho de sua fonte, o ex-secretário nacional de Justiça Romeu Tuma Junior. Veja sabe que Tuma Júnior não tem credibilidade para sustentar uma acusação desse teor. Ele foi afastado do governo numa investigação sobre seu envolvimento na concessão fraudulenta de vistos a estrangeiros. É um rancoroso.
O outro truque de Veja é misturar o suposto de diálogo entre Abramovai e Tuma Júnior com uma fitalhada de conversas pela metade envolvendo o próprio Tuma, o ministro da Justiça Luiz Paulo Barreto e sua chefe de gabinete Gláucia de Paula.
Veja recebeu mesmo algumas fitas. Malandramente, porém, a revista induz o incauto a acreditar que as 14 palavras atribuídas a Anbramovai fazem parte do mesmo lote de fragmentos de conversas gravadas.
Veja dá-se ao desplante de afirmar que as conversas teriam sido "gravadas legalmente", como tantas outras fitas que chegam às redações desviadas ilegalmente de inquéritos policiais e do Ministério Público. Nesse caso, a revista teria de informar de que inquérito ou ação penal elas teriam sido extraídas, mas não pode fazê-lo porque sabe que isso é falso.
Elas reproduzem fragmentos de conversas entre mais de duas pessoas. Não são grampos, são escutas ambientais, feitas por alguém presente no local da conversa – e Romeu Tuma Júnior é o mínimo múltiplo comum de todas essas conversas.
Se Veja tivesse a fita com a frase atribuída na capa a Abramovai – as 14 palavras que realmente interessam – este áudio já estaria circulando, no site da própria revista, na rede de blogs auxiliares da desinformação, na CBN, no Jornal Nacional e no programa de José Serra.
Antes que o desavisado preste atenção a esse detalhe, está na hora de chamar uma dançarina ao palco. Ricardo Bolina, o perito multiuso, entra em cena para atestar a veracidade das gravações obtidas com exclusividade por Veja. Seu lado é apresentado em fatias, é um biquíni que mostra muito mas esconde o essencial: ele não comprova coisíssima nenhuma.
Vamos exibi-lo quadro a quadro, como está no facsimile da revista:
1) O perito recebeu dois arquivos de áudio
2) O perito tem de verificar se as vozes de Luiz Paulo Barreto e Pedro Abramovai ocorrem nessas amostras e se houve algum tipo de montagem
3) O perito constata que não houve alteração ou trucagem nos arquivos
4) O perito constata que as vozes dos arquivos conferem com as de Abramovai e Barreto, numa comparação com entrevistas dos dois personagens veiculadas na televisão.
Percebeu o truque? Nem o perito diz nem veja mostra que o áudio examinado contém as 14 palavras que realmente interessam e que foram peremptoriamente negadas. Diz apenas que recebeu uma gravação com a voz de Abramovai dizendo sabe-se lá o quê.
Há muito tempo que Veja não faz jornalismo, faz prestidigitação, fiando-se em duas máximas: as mãos são mais rápidas que os olhos; se colar, colou.
É triste lembrar que esta já foi a mais importante e mais acreditada publicação da imprensa brasileira. Veja não passa hoje de uma revistinha mandraque, para iludir os incautos e os que pagam para assistir seu espetáculo mambembe.
Sônia Bulhões Essa revistinha, esse PiG, esse Zé Puxadinho - isoo é tudo tão diabólico e nojento. Arhg!!!!1
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dom, 24/10/2010 - 22:02
OTAVIO NT PICARETAS, COMO NÃO TER RAIVA DA VEJA DA FOLHA DA GLOBO, ELES NÃO SÃO DECETES COM O POVO BRASILEIRO. DEUS É MAIOR QUE ELE E VAI FAZER JUSTIÇA.
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dom, 24/10/2010 - 22:03
Rodrigo JG Realmente estranho. A dúvida é se a reportagem mal feita é por falta de elementos ou é parte de uma estratégia para provocar o maior estrago possível na campanha de Dilma através de uma exposição homeopática do fato. Convém cautela. Essa é a hora de escolher quais são as batalhas que devemos vencer para ganhar a eleição. Simplesmente assim. Daqui 8 dias retomamos essa.
O único beneficiado pela repercussão forçada dessa reportagem, na semana que antecede o 2°turno, é José Serra. Além do mais, um ministro de Estado solicitar relatórios e levantamento de informações para ajudar na tomada de decisões de interesse público, além de normal, é o esperado. Principalmente ao fazer isso pelos meios legais e pertinentes. Não tem nada a ver com o dossiê sujo que a PF parece apontar ter tido origem muito antes da eleição e criado por uma disputa interna do próprio PSDB.
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dom, 24/10/2010 - 22:05
beto formolo Dá vontade de vomitar...
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dom, 24/10/2010 - 22:06
Mario Penna Caro Nassif,
A Lei dos Meios de Comunicação deve ser discutida no Congresso logo após a vitória da Dilma.
O governo vir a público explicar que não é censura, como a Globo acusou quando do Projeto do Lula.
A população está sem proteção, sem o direito de resposta. Sem defesa contra acusações falsas.
Pois a 'grande imprensa' abusou demais nessa campanha, mostrou que não merece respeito algum.
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dom, 24/10/2010 - 22:08
comentador Concordo que a Veja é o que há de pior em se tratando de mídia no Brasil. Entretanto, o autor deve ter proferido de fato essa fala. Se não proferiu, deve entrar imediatamente com um processo contra a revista. Mas pela resposta do Secretário, tentando conciliação, deve ter feito sim.
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dom, 24/10/2010 - 22:10
Marco St. O mais incrível é que ninguém mais se espanta com tanta malandragem deste panfleto. O que merece ser destacado é quem realmente lê ou se importa com o que diz a Veja. Me parece ser uma publicação para consumo interno entre o público tucano e outros veículos da mídia tucana que a repercutem. E que por sinal, já estão com a credibilidade tão afetada, que não estão mais se arriscando muito em dar voz as ficções engendradas na redação da Abril. Já estão na base do "salve-se quem puder"...
Essa semana não será apenas decisiva para os candidatos a presidência. A imprensa, antes unani namente anti-Lula, começa a ter as suas primeiras deserções. Já estão preocupados com o futuro.
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dom, 24/10/2010 - 22:12
Tui Como confiar em um laudo que o Mr. M de Molina assina?
É como esperar papai noel em primeiro de abril.... kkkkk
A Veja está perdendo assinantes com esse jornalismo , será que a classe não sente vergonha do que está acontecendo? Como dizer as crianças que jornalismo é uma profissão de caráter, se a Veja, Globo e a Folha tem profissionais que são piores que os americanos em Guantánamo e no Oriente Médio, de alguma forma torturadores.
Lei de Medios...já!!!
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dom, 24/10/2010 - 22:14
Leonardo Câmara Se derem uma midia de audio com as falas do grilo falante para o Molina (que não é perito) "periciar" ele diz que não houve montagem. Tremendo picareta demitido por justa causa da Unicamp.
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dom, 24/10/2010 - 22:18
kramer Ué
O perito esse não é o mesmo da bolinha, nardoni e cia limitada?!
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dom, 24/10/2010 - 22:18
José Silva A campanha do Serra está ridícula, assim como o seu programa? de governo.
Somente Globo, Veja etc. acreditam? no candidato.
Na minha humilde opinião, somente algo sobre natural (com recursos tecnológicos, tais como objetos não identificados, fraudes na urna eletrônica, vozes do alem) pode tirar a eleição da Dilma
Serra contrata figurantes para participar da carreata no rio.
Vai que não aparece ninguém ne?, vamos garantir.
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/caminhada+de+serra+teve+cabos+eleitorais+de+caxias+sp+e+mg/n1237811129611.html
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dom, 24/10/2010 - 22:19
Edson Joanni Foi o que escrevi num comentário ao post de ontem: quando "explica" muito a mentira, fica na cara que é mentira mesmo.
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A fé move montanhas, mas eu prefiro a dinamite.
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dom, 24/10/2010 - 22:20
Paulo Agostinho É a bala de prata derradeira. Vai ser martelada durante toda a semana. Mas como alertou o Weden, haverá tempo para a manipulção colar? Em tempo: só lei de meios para pôr fim a isso.
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dom, 24/10/2010 - 22:23
Antonio Esteves O desespero do que já foi uma revista é compreensível , porém injustificável.
A sobrevivência desta vampira obsessora está condicionada à vitória do Zé Chorão e todos sabemos os motivo$$$$.
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Antonio José Esteves Amorim
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dom, 24/10/2010 - 22:25
thor Off topic.
Nassif, gostaria que você publicasse essa discussão:
Domingo em família, só se falava de futebol e política. Um horror, os velhos ex-malufistas, o resto todos tucanos com fobia a esquerda. Nota, todos classe média, de origem mais humilde até.
No meio da discussão que se seguiu, todos impermeáveis a qualquer discussão racional, e muito ódio. Contra os programas sociais "de esmola", contra os serviços públicos que têm de serem complementados por escola privada, creche privada, saúde privada, etc.
Percebi que a discussão ali seria infrutífera, mas tive uma epifania. Essa classe média que se sente órfã e desamparada, espécie de filho do meio espremido entre os ricos e os pobres, neonatos que agora tem toda a atenção do governo; essa classe média quer se sentir contemplada. Em nossa conversa não consegui convencer ninguém que as coisas melhoraram, afinal nada melhorou em específico para essa família classe média paulistana.
O que pensei então é que é necessário por parte da esquerda uma nova atitude. Que diferença faria se eles sentissem que alguém em cima pensa neles também (como nós sabemos que pensam em Brasil nação agora). Necessário um discurso para atender a esse grupo, alguns acenos, especialmente na área tributária. Eles precisam sentir que o progresso é pra todos.
Eu sei que esse é o grupo mais volátil e complicado na política, com fortes tendencias naturais à direita. Não querem saber de petrobrás, de universidade pública, excessivamente restrita, de política industrial. Querem saúde, estradas, segurança, serviços públicos, e principalmente, querem a sensação de que estão sendo cuidados.
Sou jovem (23) e não assisti às eclosões odiosas desse pessoal como em 64. Mas se uma parte dele pudesse ser conquistado para nossa visão de socidade igualitária, desarmariamos o que tem de pior na nossa política.
http://www.brasilianas.org/blog/luisnassif/veja-e-a-estrategia-de-mister-m#more
Por M
AS ILUSÕES PERIGOSAS DA REVISTA MISTER M
Veja blefa mais uma vez: não existe fita provando que Abramovai falou o que não disse. Não existe grampo legal nem perícia nem nada. Só cascata.
Veja publicou uma reportagem de 1.581 palavras das quais apenas 14 realmente interessariam se fossem verdadeiras: "Não agüento mais receber pedidos da Dilma e do Gilberto Carvalho para fazer dossiês". A suposta frase foi atribuída ao secretário nacional de Justiça, Pedro Abramovai, ganhou destaque na capa da revista, que circulou no sábado, e reproduzida instantaneamente no programa de José Serra na TV.
Se fosse verdadeira, a frase revelaria um fato gravíssimo, de interesse público e com evidentes repercussões no processo eleitoral. Seria motivo para uma rigorosa investigação policial e uma ação do Ministério Público, com vistas a esclarecer que pedidos seriam esses, a quem aproveitavam, quais seriam os alvos, quem seriam os agentes e os mandantes da produção de dossiês.
Ocorre que nem a frase foi pronunciada nem Veja tem como sustentar a veracidade do que destacou na capa (gostosamente reproduzida por Estadão, Globo e Folha). A negativa de Abramovai está escondida no quinto dos nove longos parágrafos da matéria.
Trata-se de mais uma reportagem ao estilo Mister M, que tem caracterizado a produção recente da que já foi a mais importante revista brasileira. É o jornalismo ilusionista, que recorre a uma série de truques para distrair a atenção do leitor e fazê-lo acreditar nos poderes mágicos da reportagem mentirosa.
O primeiro truque, clássico, é socorrer-se do testemunho de sua fonte, o ex-secretário nacional de Justiça Romeu Tuma Junior. Veja sabe que Tuma Júnior não tem credibilidade para sustentar uma acusação desse teor. Ele foi afastado do governo numa investigação sobre seu envolvimento na concessão fraudulenta de vistos a estrangeiros. É um rancoroso.
O outro truque de Veja é misturar o suposto de diálogo entre Abramovai e Tuma Júnior com uma fitalhada de conversas pela metade envolvendo o próprio Tuma, o ministro da Justiça Luiz Paulo Barreto e sua chefe de gabinete Gláucia de Paula.
Veja recebeu mesmo algumas fitas. Malandramente, porém, a revista induz o incauto a acreditar que as 14 palavras atribuídas a Anbramovai fazem parte do mesmo lote de fragmentos de conversas gravadas.
Veja dá-se ao desplante de afirmar que as conversas teriam sido "gravadas legalmente", como tantas outras fitas que chegam às redações desviadas ilegalmente de inquéritos policiais e do Ministério Público. Nesse caso, a revista teria de informar de que inquérito ou ação penal elas teriam sido extraídas, mas não pode fazê-lo porque sabe que isso é falso.
Elas reproduzem fragmentos de conversas entre mais de duas pessoas. Não são grampos, são escutas ambientais, feitas por alguém presente no local da conversa – e Romeu Tuma Júnior é o mínimo múltiplo comum de todas essas conversas.
Se Veja tivesse a fita com a frase atribuída na capa a Abramovai – as 14 palavras que realmente interessam – este áudio já estaria circulando, no site da própria revista, na rede de blogs auxiliares da desinformação, na CBN, no Jornal Nacional e no programa de José Serra.
Antes que o desavisado preste atenção a esse detalhe, está na hora de chamar uma dançarina ao palco. Ricardo Bolina, o perito multiuso, entra em cena para atestar a veracidade das gravações obtidas com exclusividade por Veja. Seu lado é apresentado em fatias, é um biquíni que mostra muito mas esconde o essencial: ele não comprova coisíssima nenhuma.
Vamos exibi-lo quadro a quadro, como está no facsimile da revista:
1) O perito recebeu dois arquivos de áudio
2) O perito tem de verificar se as vozes de Luiz Paulo Barreto e Pedro Abramovai ocorrem nessas amostras e se houve algum tipo de montagem
3) O perito constata que não houve alteração ou trucagem nos arquivos
4) O perito constata que as vozes dos arquivos conferem com as de Abramovai e Barreto, numa comparação com entrevistas dos dois personagens veiculadas na televisão.
Percebeu o truque? Nem o perito diz nem veja mostra que o áudio examinado contém as 14 palavras que realmente interessam e que foram peremptoriamente negadas. Diz apenas que recebeu uma gravação com a voz de Abramovai dizendo sabe-se lá o quê.
Há muito tempo que Veja não faz jornalismo, faz prestidigitação, fiando-se em duas máximas: as mãos são mais rápidas que os olhos; se colar, colou.
É triste lembrar que esta já foi a mais importante e mais acreditada publicação da imprensa brasileira. Veja não passa hoje de uma revistinha mandraque, para iludir os incautos e os que pagam para assistir seu espetáculo mambembe.
Sônia Bulhões Essa revistinha, esse PiG, esse Zé Puxadinho - isoo é tudo tão diabólico e nojento. Arhg!!!!1
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dom, 24/10/2010 - 22:02
OTAVIO NT PICARETAS, COMO NÃO TER RAIVA DA VEJA DA FOLHA DA GLOBO, ELES NÃO SÃO DECETES COM O POVO BRASILEIRO. DEUS É MAIOR QUE ELE E VAI FAZER JUSTIÇA.
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dom, 24/10/2010 - 22:03
Rodrigo JG Realmente estranho. A dúvida é se a reportagem mal feita é por falta de elementos ou é parte de uma estratégia para provocar o maior estrago possível na campanha de Dilma através de uma exposição homeopática do fato. Convém cautela. Essa é a hora de escolher quais são as batalhas que devemos vencer para ganhar a eleição. Simplesmente assim. Daqui 8 dias retomamos essa.
O único beneficiado pela repercussão forçada dessa reportagem, na semana que antecede o 2°turno, é José Serra. Além do mais, um ministro de Estado solicitar relatórios e levantamento de informações para ajudar na tomada de decisões de interesse público, além de normal, é o esperado. Principalmente ao fazer isso pelos meios legais e pertinentes. Não tem nada a ver com o dossiê sujo que a PF parece apontar ter tido origem muito antes da eleição e criado por uma disputa interna do próprio PSDB.
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dom, 24/10/2010 - 22:05
beto formolo Dá vontade de vomitar...
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dom, 24/10/2010 - 22:06
Mario Penna Caro Nassif,
A Lei dos Meios de Comunicação deve ser discutida no Congresso logo após a vitória da Dilma.
O governo vir a público explicar que não é censura, como a Globo acusou quando do Projeto do Lula.
A população está sem proteção, sem o direito de resposta. Sem defesa contra acusações falsas.
Pois a 'grande imprensa' abusou demais nessa campanha, mostrou que não merece respeito algum.
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dom, 24/10/2010 - 22:08
comentador Concordo que a Veja é o que há de pior em se tratando de mídia no Brasil. Entretanto, o autor deve ter proferido de fato essa fala. Se não proferiu, deve entrar imediatamente com um processo contra a revista. Mas pela resposta do Secretário, tentando conciliação, deve ter feito sim.
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dom, 24/10/2010 - 22:10
Marco St. O mais incrível é que ninguém mais se espanta com tanta malandragem deste panfleto. O que merece ser destacado é quem realmente lê ou se importa com o que diz a Veja. Me parece ser uma publicação para consumo interno entre o público tucano e outros veículos da mídia tucana que a repercutem. E que por sinal, já estão com a credibilidade tão afetada, que não estão mais se arriscando muito em dar voz as ficções engendradas na redação da Abril. Já estão na base do "salve-se quem puder"...
Essa semana não será apenas decisiva para os candidatos a presidência. A imprensa, antes unani namente anti-Lula, começa a ter as suas primeiras deserções. Já estão preocupados com o futuro.
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dom, 24/10/2010 - 22:12
Tui Como confiar em um laudo que o Mr. M de Molina assina?
É como esperar papai noel em primeiro de abril.... kkkkk
A Veja está perdendo assinantes com esse jornalismo , será que a classe não sente vergonha do que está acontecendo? Como dizer as crianças que jornalismo é uma profissão de caráter, se a Veja, Globo e a Folha tem profissionais que são piores que os americanos em Guantánamo e no Oriente Médio, de alguma forma torturadores.
Lei de Medios...já!!!
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dom, 24/10/2010 - 22:14
Leonardo Câmara Se derem uma midia de audio com as falas do grilo falante para o Molina (que não é perito) "periciar" ele diz que não houve montagem. Tremendo picareta demitido por justa causa da Unicamp.
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kramer Ué
O perito esse não é o mesmo da bolinha, nardoni e cia limitada?!
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dom, 24/10/2010 - 22:18
José Silva A campanha do Serra está ridícula, assim como o seu programa? de governo.
Somente Globo, Veja etc. acreditam? no candidato.
Na minha humilde opinião, somente algo sobre natural (com recursos tecnológicos, tais como objetos não identificados, fraudes na urna eletrônica, vozes do alem) pode tirar a eleição da Dilma
Serra contrata figurantes para participar da carreata no rio.
Vai que não aparece ninguém ne?, vamos garantir.
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Edson Joanni Foi o que escrevi num comentário ao post de ontem: quando "explica" muito a mentira, fica na cara que é mentira mesmo.
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A fé move montanhas, mas eu prefiro a dinamite.
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dom, 24/10/2010 - 22:20
Paulo Agostinho É a bala de prata derradeira. Vai ser martelada durante toda a semana. Mas como alertou o Weden, haverá tempo para a manipulção colar? Em tempo: só lei de meios para pôr fim a isso.
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dom, 24/10/2010 - 22:23
Antonio Esteves O desespero do que já foi uma revista é compreensível , porém injustificável.
A sobrevivência desta vampira obsessora está condicionada à vitória do Zé Chorão e todos sabemos os motivo$$$$.
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Antonio José Esteves Amorim
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dom, 24/10/2010 - 22:25
thor Off topic.
Nassif, gostaria que você publicasse essa discussão:
Domingo em família, só se falava de futebol e política. Um horror, os velhos ex-malufistas, o resto todos tucanos com fobia a esquerda. Nota, todos classe média, de origem mais humilde até.
No meio da discussão que se seguiu, todos impermeáveis a qualquer discussão racional, e muito ódio. Contra os programas sociais "de esmola", contra os serviços públicos que têm de serem complementados por escola privada, creche privada, saúde privada, etc.
Percebi que a discussão ali seria infrutífera, mas tive uma epifania. Essa classe média que se sente órfã e desamparada, espécie de filho do meio espremido entre os ricos e os pobres, neonatos que agora tem toda a atenção do governo; essa classe média quer se sentir contemplada. Em nossa conversa não consegui convencer ninguém que as coisas melhoraram, afinal nada melhorou em específico para essa família classe média paulistana.
O que pensei então é que é necessário por parte da esquerda uma nova atitude. Que diferença faria se eles sentissem que alguém em cima pensa neles também (como nós sabemos que pensam em Brasil nação agora). Necessário um discurso para atender a esse grupo, alguns acenos, especialmente na área tributária. Eles precisam sentir que o progresso é pra todos.
Eu sei que esse é o grupo mais volátil e complicado na política, com fortes tendencias naturais à direita. Não querem saber de petrobrás, de universidade pública, excessivamente restrita, de política industrial. Querem saúde, estradas, segurança, serviços públicos, e principalmente, querem a sensação de que estão sendo cuidados.
Sou jovem (23) e não assisti às eclosões odiosas desse pessoal como em 64. Mas se uma parte dele pudesse ser conquistado para nossa visão de socidade igualitária, desarmariamos o que tem de pior na nossa política.
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sábado, 9 de outubro de 2010
VEJA É QUE NEM A FOX NEWS, QUE OBAMA CLASSIFICOU DE PARTIDO POLÍTICO!!!
lúcia cardoso, especialista em Migué e em mídia golpista e outras canalhices e,malandragens elitistas e demotucanices semelhantes...
A VEJA JÁ PERDEU TODA A CREDIBILIDADE PARA DENUNCIAR QUALQUER COISA CONTRA O GOVERNO
LÚCIA CARSDOSO, ESPECIALISTA EM MÍDIA GOLPISTA E DESESTABILIZADORA DE OSSAS INSTITUIÇÕES E REPRESENTANTE NO BRASIL DO DEPARTAMENTO DE ESTADO NORTE-AMERICANO
Tijolaço - Furando o novo “escândalo” da Veja
O repórter Diego Escosteguy, de Veja, foi escalado para mais uma salva de acusações da revista para atingir Dilma. Recebi, de uma pessoa ligada ao Ministério das Minas e Energia os dados sobre a matéria que a revista prepara contra uma ex-assessora de Dilma, mas publico, antecipadamente, os fatos que a revista pretende explorar, com informações do Ministério:
Esclarecimentos do MME
A propósito dos questionamentos que têm sido feitos sobre a contratação do CPqD para implementação do Plano Diretor de Tecnologia da Informação (PDTI) neste Ministério de Minas e Energia, esclarecemos que:
1) O PDTI 2003-2005 definiu as diretrizes estratégicas a serem adotadas pela área de Tecnologia da Informação (TI) do Ministério de Minas e Energia (MME), que estava em processo de reestruturação, tendo em vista as novas atribuições de coordenação e planejamento do setor que lhe foram conferidas pela Lei 10.683/2003.
2) Como órgão responsável por evitar que ocorresse um novo “apagão” no setor elétrico do país, o Ministério estava exposto a uma situação de alto risco e fragilidade em TI, no início do atual governo. Era necessária uma solução racional e urgente para resolver o problema estrutural e a Fundação Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico (CPqD), desmembrada da estrutura do Sistema Telebrás após a privatização, tinha as qualificações necessárias para implementar rapidamente a reformulação de toda a política de TI, pois trata-se de instituição confiável, competente e isenta, sendo provedora de soluções tecnológicas com acervo intelectual de 93 patentes no Brasil e 51 em outros 15 países.
3) Essa contratação foi objeto de fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU), que, apesar de apontar algumas irregularidades no processo, entendeu as circunstâncias em que foi realizada como atenuantes para determinar o seu arquivamento sem sanções, solicitando apenas que o contrato não fosse prorrogado.
4) No Acórdão 1342/2005, o TCU considerou que:
a) “Não se questiona a oportunidade da contratação, ou como já verificamos, a capacidade técnica da Fundação CPqD”.
b) “Não há dúvida de que a falta de uma equipe específica em tecnologia no Ministério dificulta o planejamento e o próprio encaminhamento das contratações de serviços de TI. Esse fato, juntamente com a possibilidade de contratação de uma entidade que goza da confiança do gestor e que assume, num único ajuste, toda a estruturação tecnológica (software) do órgão, torna a solução integrada bastante atraente”.
c) “Não há indícios de má-fé por parte dos gestores, nem da entidade contratada”.
d) “O Ministério não possuía quadro próprio de servidores com formação em tecnologia, o que dificultava a própria elaboração de processos licitatórios e a administração dos futuros contratos”.
e) “A situação da área de TI exigia uma solução ágil e bem estruturada, com levantamento de informações e planejamento minucioso, o que foi feito com ajuda de técnicos da Petrobras, resultando no documento ‘Situação Atual da TI no MME: diagnóstico e recomendações’, presente às fls. 18/180, anexo I, o qual foi a base para a elaboração do DPTI”.
f) “Evidente a boa-fé dos responsáveis, não de todo desarrazoada, para sustentar a dispensa, ante a inexistência de dano ao Erário, desnecessária a adoção de medidas mais graves”.
5) Já no Acórdão 5521/2010, que analisou as contas do MME no ano de 2005 (último de vigência do contrato), o TCU fez apenas ressalvas em relação a falhas na gestão do contrato com o CPqD, observando que:
a) “Tais falhas não são suficientes para macular as contas dos gestores do MME referentes ao exercício examinado”.
b) “As circunstâncias em que se passaram as falhas verificadas, que interferiram na execução do contrato, devem ser levadas em consideração para análise da conduta dos gestores”.
c) “A crise energética de 2001 certamente trouxe consigo volume extraordinário de trabalho nos anos seguintes, em vista das providências necessárias para afastar o risco de novos eventos semelhantes. Como agravante, à época da vigência do contrato, o MME encontrava-se desestruturado”.
d) “Não se verificou débito, dado que os serviços pagos foram efetivamente prestados, tampouco locupletamento por parte dos responsáveis”.
6) A estrutura de TI do MME está consolidada, atende às atuais necessidades de suas diversas áreas e é considerada uma das mais avançadas do governo. O CPqD desenvolveu parte das soluções planejadas, tendo em vista a interrupção do contrato determinada pelo TCU. Foi um auxílio importante na primeira fase da reestruturação do MME, posteriormente complementada com serviços prestados por empresas contratadas conforme as orientações do TCU.
Veremos se a matéria, caso seja publicada, trará estas informações.
Esclarecimentos do MME
A propósito dos questionamentos que têm sido feitos sobre a contratação do CPqD para implementação do Plano Diretor de Tecnologia da Informação (PDTI) neste Ministério de Minas e Energia, esclarecemos que:
1) O PDTI 2003-2005 definiu as diretrizes estratégicas a serem adotadas pela área de Tecnologia da Informação (TI) do Ministério de Minas e Energia (MME), que estava em processo de reestruturação, tendo em vista as novas atribuições de coordenação e planejamento do setor que lhe foram conferidas pela Lei 10.683/2003.
2) Como órgão responsável por evitar que ocorresse um novo “apagão” no setor elétrico do país, o Ministério estava exposto a uma situação de alto risco e fragilidade em TI, no início do atual governo. Era necessária uma solução racional e urgente para resolver o problema estrutural e a Fundação Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico (CPqD), desmembrada da estrutura do Sistema Telebrás após a privatização, tinha as qualificações necessárias para implementar rapidamente a reformulação de toda a política de TI, pois trata-se de instituição confiável, competente e isenta, sendo provedora de soluções tecnológicas com acervo intelectual de 93 patentes no Brasil e 51 em outros 15 países.
3) Essa contratação foi objeto de fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU), que, apesar de apontar algumas irregularidades no processo, entendeu as circunstâncias em que foi realizada como atenuantes para determinar o seu arquivamento sem sanções, solicitando apenas que o contrato não fosse prorrogado.
4) No Acórdão 1342/2005, o TCU considerou que:
a) “Não se questiona a oportunidade da contratação, ou como já verificamos, a capacidade técnica da Fundação CPqD”.
b) “Não há dúvida de que a falta de uma equipe específica em tecnologia no Ministério dificulta o planejamento e o próprio encaminhamento das contratações de serviços de TI. Esse fato, juntamente com a possibilidade de contratação de uma entidade que goza da confiança do gestor e que assume, num único ajuste, toda a estruturação tecnológica (software) do órgão, torna a solução integrada bastante atraente”.
c) “Não há indícios de má-fé por parte dos gestores, nem da entidade contratada”.
d) “O Ministério não possuía quadro próprio de servidores com formação em tecnologia, o que dificultava a própria elaboração de processos licitatórios e a administração dos futuros contratos”.
e) “A situação da área de TI exigia uma solução ágil e bem estruturada, com levantamento de informações e planejamento minucioso, o que foi feito com ajuda de técnicos da Petrobras, resultando no documento ‘Situação Atual da TI no MME: diagnóstico e recomendações’, presente às fls. 18/180, anexo I, o qual foi a base para a elaboração do DPTI”.
f) “Evidente a boa-fé dos responsáveis, não de todo desarrazoada, para sustentar a dispensa, ante a inexistência de dano ao Erário, desnecessária a adoção de medidas mais graves”.
5) Já no Acórdão 5521/2010, que analisou as contas do MME no ano de 2005 (último de vigência do contrato), o TCU fez apenas ressalvas em relação a falhas na gestão do contrato com o CPqD, observando que:
a) “Tais falhas não são suficientes para macular as contas dos gestores do MME referentes ao exercício examinado”.
b) “As circunstâncias em que se passaram as falhas verificadas, que interferiram na execução do contrato, devem ser levadas em consideração para análise da conduta dos gestores”.
c) “A crise energética de 2001 certamente trouxe consigo volume extraordinário de trabalho nos anos seguintes, em vista das providências necessárias para afastar o risco de novos eventos semelhantes. Como agravante, à época da vigência do contrato, o MME encontrava-se desestruturado”.
d) “Não se verificou débito, dado que os serviços pagos foram efetivamente prestados, tampouco locupletamento por parte dos responsáveis”.
6) A estrutura de TI do MME está consolidada, atende às atuais necessidades de suas diversas áreas e é considerada uma das mais avançadas do governo. O CPqD desenvolveu parte das soluções planejadas, tendo em vista a interrupção do contrato determinada pelo TCU. Foi um auxílio importante na primeira fase da reestruturação do MME, posteriormente complementada com serviços prestados por empresas contratadas conforme as orientações do TCU.
Veremos se a matéria, caso seja publicada, trará estas informações.
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Jornalista chama a veja de detrito de maré baixa.
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terça-feira, 28 de setembro de 2010
Veja ameaça a democracia. Boicote já!
Por Altamiro Borges
BLOG DO MIRO
Na sua penúltima edição antes da eleição de domingo, dia 3, a revista Veja voltou à carga contra o governo Lula, com o objetivo de fustigar a candidata Dilma Rousseff e dar uma desesperada e derradeira forcinha ao tucano José Serra. Pela quarta semana consecutiva, a capa do panfleto teve tons terroristas. Ela mostra a estrela do PT rasgando os artigos da Constituição que tratam da liberdade de imprensa. Abaixo da forte imagem, a manchete garrafal: “Liberdade sob ataque”.
Nas três edições anteriores, ela repetiu à exaustão, nos títulos e “reporcagens”, a palavra polvo, acusando a esquerda de envolver o poder público com seus tentáculos - mas não disse nada sobre os fartos recursos públicos que recebeu do governo tucano de São Paulo. A revista destacou o caso do vazamento de sigilos fiscais, numa matéria requentada de setembro de 2009, e fez alarde com as denúncias contra a ministra Erenice Guerra. Nenhuma palavra sobre a quebra do sigilo de 60 milhões de brasileiros, patrocinada pelas filhas de José Serra e o do especulador Daniel Dantas.
O fantasma da “tentação autoritária”
Já na edição desta semana, a revista preferiu encarar a provável derrota do seu candidato para, de quebra, tentar deslegitimar um futuro governo Dilma. O editorial adverte que a democracia corre risco, devido à “concepção de mundo dos atuais governantes petistas em que não cabe o conceito de jornalismo independente. Essa deformação decorre das convicções de alguns que continuam ruminando a idéia totalitária do leninismo”. É o mesmo chavão repetido há oito anos, numa total falta de criatividade. Em 2004, a capa da Veja já rosnava contra a “tentação autoritária” de Lula.
Sem apresentar provas sobre os retrocessos na democracia, a “reporcagem” alardeia “os ataques que o exercício da imprensa livre vem sofrendo no Brasil”. Para ela, a tentação autoritária teria crescido nos últimos dias. “Na semana passada, a brasa voltou a ser atiçada pelo presidente Lula e pelos dirigentes do seu partido, secundados pelo vasto contingente de mercenários recrutados a preço de ouro nos porões da internet”. A famíglia Civita, que se acha acima do Estado de Direito e superior a Deus, não aceita críticas do presidente da República, muito menos dos blogueiros.
Arrogante, raivosa e mentirosa
Após oito anos de ataques raivosos – segundo estudo da PUC/SP, foram mais de quarenta capas contra o governo, muitas delas criminosas, como a que apresentou o presidente com a marca de um chute no traseiro –, a revistinha se faz de vítima. “Lula dedicou a semana a desferir ataques contra a imprensa com uma virulência inédita”. Coitadinha! Arrogante, ela se jacta de “alertar sobre os abusos perpetrados por quem está no poder”. Não faz autocrítica sobre seu apoio ao “caçador de marajás” ou à implantação do destrutivo modelo neoliberal no reinado de FHC.
Raivosa, ela garante que a esquerda já adentrou no “temível pântano da censura... Ao sujar suas botas nesse lodo, Lula se aproxima do que há de pior na política da América Latina. Ele trilha o caminho dos caudilhos e ombreia-se com tiranetes do porte de Hugo Chávez”. Mentirosa, Veja ainda afirma que “nos países democráticos, a liberdade de imprensa não é um assunto discutível, mas um dado da realidade”. Só não fala que nestes países, inclusive nos EUA, existem regras legais para restringir os monopólios no setor e para penalizar as manipulações midiáticas.
Urgência de uma campanha nacional
Com mais esta edição rancorosa, a revista Veja deixa explícito que não dará tréguas a um futuro governo Dilma. Tentará enquadrá-lo, impondo “gente confiável”, como o ex-ministro Antonio Palocci. Caso não consiga, ela jogará todas as suas fichas para desestabilizá-lo e, se possível, derrubá-lo. Este é seu instinto de escorpião. A publicação da famíglia Civita confirma mais uma vez que é avessa à democracia, ao voto popular. Ela sim coloca em risco a liberdade.
Numa democracia, esta revista tem todo o direito de arrotar suas baboseiras golpistas. Da mesma forma, a sociedade tem todo o direito de rejeitar a Veja. A cada dia que passa fica mais evidente a urgência de uma ampla campanha de esclarecimento à população propondo o boicote deste panfleto fascistóide. Aqui vale reproduzir o alerta do intelectual italiano Antonio Gramsci. No artigo “Os jornais e os operários”, escrito em 1916, ele conclamou os trabalhadores a boicotarem a imprensa burguesa. Seu texto poderia servir para a campanha atual de repúdio à revista Veja:
Boicote, boicote, boicote!
“A assinatura de jornal burguês é uma escolha cheia de insídias e de perigos que deveria ser feita com consciência, com critério e depois de amadurecida reflexão. Antes de mais, o operário deve negar decididamente qualquer solidariedade com o jornal burguês. Deveria recordar-se sempre, sempre, sempre, que o jornal burguês (qualquer que seja sua cor) é um instrumento de luta movido por idéias e interesses que estão em contraste com os seus. Tudo o que se publica é constantemente influenciado por uma idéia: servir à classe dominante, o que se traduz sem dúvida num fato: combater a classe trabalhadora. E, de fato, da primeira à última linha, o jornal burguês sente e revela esta preocupação”.
“Todos os dias, pois, sucede a este mesmo operário a possibilidade de poder constatar pessoalmente que os jornais burgueses apresentam os fatos, mesmo os mais simples, de modo a favorecer a classe burguesa e a política burguesa em prejuízo da política e da classe operária. Rebenta uma greve! Para o jornal burguês os operários nunca têm razão. Há uma manifestação! Os manifestantes, apenas porque são operários, são sempre tumultuosos e malfeitores. E não falemos daqueles casos em que o jornal burguês ou cala, ou deturpa, ou falsifica para enganar, iludir e manter na ignorância o público trabalhador. Apesar disso, a aquiescência culposa do operário em relação ao jornal burguês é sem limites”.
“É preciso reagir contra ela e despertar o operário para a exata avaliação da realidade. É preciso dizer e repetir que a moeda atirada distraidamente é um projétil oferecido ao jornal burguês que o lançará depois, no momento oportuno, contra a massa operária. Se os operários se persuadirem desta elementar verdade, aprenderiam a boicotar a imprensa burguesa, em bloco e com a mesma disciplina com que a burguesia boicota os jornais operários, isto é, a imprensa socialista. Não contribuam com dinheiro para a imprensa burguesa que vos é adversária: eis qual deve ser o nosso grito de guerra neste momento, caracterizado pela campanha de assinatura de todos os jornais burgueses: Boicotem, boicotem, boicotem
BLOG DO MIRO
Na sua penúltima edição antes da eleição de domingo, dia 3, a revista Veja voltou à carga contra o governo Lula, com o objetivo de fustigar a candidata Dilma Rousseff e dar uma desesperada e derradeira forcinha ao tucano José Serra. Pela quarta semana consecutiva, a capa do panfleto teve tons terroristas. Ela mostra a estrela do PT rasgando os artigos da Constituição que tratam da liberdade de imprensa. Abaixo da forte imagem, a manchete garrafal: “Liberdade sob ataque”.
Nas três edições anteriores, ela repetiu à exaustão, nos títulos e “reporcagens”, a palavra polvo, acusando a esquerda de envolver o poder público com seus tentáculos - mas não disse nada sobre os fartos recursos públicos que recebeu do governo tucano de São Paulo. A revista destacou o caso do vazamento de sigilos fiscais, numa matéria requentada de setembro de 2009, e fez alarde com as denúncias contra a ministra Erenice Guerra. Nenhuma palavra sobre a quebra do sigilo de 60 milhões de brasileiros, patrocinada pelas filhas de José Serra e o do especulador Daniel Dantas.
O fantasma da “tentação autoritária”
Já na edição desta semana, a revista preferiu encarar a provável derrota do seu candidato para, de quebra, tentar deslegitimar um futuro governo Dilma. O editorial adverte que a democracia corre risco, devido à “concepção de mundo dos atuais governantes petistas em que não cabe o conceito de jornalismo independente. Essa deformação decorre das convicções de alguns que continuam ruminando a idéia totalitária do leninismo”. É o mesmo chavão repetido há oito anos, numa total falta de criatividade. Em 2004, a capa da Veja já rosnava contra a “tentação autoritária” de Lula.
Sem apresentar provas sobre os retrocessos na democracia, a “reporcagem” alardeia “os ataques que o exercício da imprensa livre vem sofrendo no Brasil”. Para ela, a tentação autoritária teria crescido nos últimos dias. “Na semana passada, a brasa voltou a ser atiçada pelo presidente Lula e pelos dirigentes do seu partido, secundados pelo vasto contingente de mercenários recrutados a preço de ouro nos porões da internet”. A famíglia Civita, que se acha acima do Estado de Direito e superior a Deus, não aceita críticas do presidente da República, muito menos dos blogueiros.
Arrogante, raivosa e mentirosa
Após oito anos de ataques raivosos – segundo estudo da PUC/SP, foram mais de quarenta capas contra o governo, muitas delas criminosas, como a que apresentou o presidente com a marca de um chute no traseiro –, a revistinha se faz de vítima. “Lula dedicou a semana a desferir ataques contra a imprensa com uma virulência inédita”. Coitadinha! Arrogante, ela se jacta de “alertar sobre os abusos perpetrados por quem está no poder”. Não faz autocrítica sobre seu apoio ao “caçador de marajás” ou à implantação do destrutivo modelo neoliberal no reinado de FHC.
Raivosa, ela garante que a esquerda já adentrou no “temível pântano da censura... Ao sujar suas botas nesse lodo, Lula se aproxima do que há de pior na política da América Latina. Ele trilha o caminho dos caudilhos e ombreia-se com tiranetes do porte de Hugo Chávez”. Mentirosa, Veja ainda afirma que “nos países democráticos, a liberdade de imprensa não é um assunto discutível, mas um dado da realidade”. Só não fala que nestes países, inclusive nos EUA, existem regras legais para restringir os monopólios no setor e para penalizar as manipulações midiáticas.
Urgência de uma campanha nacional
Com mais esta edição rancorosa, a revista Veja deixa explícito que não dará tréguas a um futuro governo Dilma. Tentará enquadrá-lo, impondo “gente confiável”, como o ex-ministro Antonio Palocci. Caso não consiga, ela jogará todas as suas fichas para desestabilizá-lo e, se possível, derrubá-lo. Este é seu instinto de escorpião. A publicação da famíglia Civita confirma mais uma vez que é avessa à democracia, ao voto popular. Ela sim coloca em risco a liberdade.
Numa democracia, esta revista tem todo o direito de arrotar suas baboseiras golpistas. Da mesma forma, a sociedade tem todo o direito de rejeitar a Veja. A cada dia que passa fica mais evidente a urgência de uma ampla campanha de esclarecimento à população propondo o boicote deste panfleto fascistóide. Aqui vale reproduzir o alerta do intelectual italiano Antonio Gramsci. No artigo “Os jornais e os operários”, escrito em 1916, ele conclamou os trabalhadores a boicotarem a imprensa burguesa. Seu texto poderia servir para a campanha atual de repúdio à revista Veja:
Boicote, boicote, boicote!
“A assinatura de jornal burguês é uma escolha cheia de insídias e de perigos que deveria ser feita com consciência, com critério e depois de amadurecida reflexão. Antes de mais, o operário deve negar decididamente qualquer solidariedade com o jornal burguês. Deveria recordar-se sempre, sempre, sempre, que o jornal burguês (qualquer que seja sua cor) é um instrumento de luta movido por idéias e interesses que estão em contraste com os seus. Tudo o que se publica é constantemente influenciado por uma idéia: servir à classe dominante, o que se traduz sem dúvida num fato: combater a classe trabalhadora. E, de fato, da primeira à última linha, o jornal burguês sente e revela esta preocupação”.
“Todos os dias, pois, sucede a este mesmo operário a possibilidade de poder constatar pessoalmente que os jornais burgueses apresentam os fatos, mesmo os mais simples, de modo a favorecer a classe burguesa e a política burguesa em prejuízo da política e da classe operária. Rebenta uma greve! Para o jornal burguês os operários nunca têm razão. Há uma manifestação! Os manifestantes, apenas porque são operários, são sempre tumultuosos e malfeitores. E não falemos daqueles casos em que o jornal burguês ou cala, ou deturpa, ou falsifica para enganar, iludir e manter na ignorância o público trabalhador. Apesar disso, a aquiescência culposa do operário em relação ao jornal burguês é sem limites”.
“É preciso reagir contra ela e despertar o operário para a exata avaliação da realidade. É preciso dizer e repetir que a moeda atirada distraidamente é um projétil oferecido ao jornal burguês que o lançará depois, no momento oportuno, contra a massa operária. Se os operários se persuadirem desta elementar verdade, aprenderiam a boicotar a imprensa burguesa, em bloco e com a mesma disciplina com que a burguesia boicota os jornais operários, isto é, a imprensa socialista. Não contribuam com dinheiro para a imprensa burguesa que vos é adversária: eis qual deve ser o nosso grito de guerra neste momento, caracterizado pela campanha de assinatura de todos os jornais burgueses: Boicotem, boicotem, boicotem
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Ciro Gomes também processará Veja por calúnias, que "representam uma grave ameaça à Democracia".
Enviado por luisnassif, seg, 20/09/2010 - 15:37
Do Direitoce
Ciro rechaça matéria da revista Veja e diz que vai acionar legalmente a publicação
O deputado federal Ciro Gomes (PSB) mandou nota para o Blog de Eliomar de Lima rebatendo acusações feitas pela revista Veja sobre possível envolvimento seu e do seu irmão, Cid Gomes, num esquema "milionário" envolvendo prefeituras cearenses.
No Blog, foi veiculada nota do blog de Reinaldo Azevedo da revista VEJA. Ciro acionará a Justiça contra "denúncias fabricadas´a 15 dias das eleições". Leia aqui:
Nota à Imprensa - Ciro Ferreira Gomes
1. Nego e repudio, com veemência, qualquer acusação contra minha conduta, tanto no plano pessoal, como no exercício dos cargos que tive a honra de ocupar ao longo de 30 anos de vida pública.
2. Tomarei todas as providências jurídicas cabíveis para resguardar minha reputação e para processar os autores dessa sórdida trama.
3. Peço aos eleitores que se mantenham alertas contra "denúncias" fabricadas a 15 dias das eleições.
Elas representam uma grave ameaça à Democracia, pois pretendem, com acusações levianas e mentirosas, alterar a vontade popular que se manifesta na preferência pelo Cid em todas as pesquisas.
Do Direitoce
Ciro rechaça matéria da revista Veja e diz que vai acionar legalmente a publicação
O deputado federal Ciro Gomes (PSB) mandou nota para o Blog de Eliomar de Lima rebatendo acusações feitas pela revista Veja sobre possível envolvimento seu e do seu irmão, Cid Gomes, num esquema "milionário" envolvendo prefeituras cearenses.
No Blog, foi veiculada nota do blog de Reinaldo Azevedo da revista VEJA. Ciro acionará a Justiça contra "denúncias fabricadas´a 15 dias das eleições". Leia aqui:
Nota à Imprensa - Ciro Ferreira Gomes
1. Nego e repudio, com veemência, qualquer acusação contra minha conduta, tanto no plano pessoal, como no exercício dos cargos que tive a honra de ocupar ao longo de 30 anos de vida pública.
2. Tomarei todas as providências jurídicas cabíveis para resguardar minha reputação e para processar os autores dessa sórdida trama.
3. Peço aos eleitores que se mantenham alertas contra "denúncias" fabricadas a 15 dias das eleições.
Elas representam uma grave ameaça à Democracia, pois pretendem, com acusações levianas e mentirosas, alterar a vontade popular que se manifesta na preferência pelo Cid em todas as pesquisas.
Dra. Cureau, investigue as contas da Veja
blog do miro
http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4533314360477028771
Por Altamiro Borges
Na semana passada, a vice-procuradora-geral eleitoral, a controvertida Sandra Cureau, enviou ofício ao jornalista Mino Carta, exigindo informações sobre a revista CartaCapital. Entre outros dados, ela cobra “relação da publicidade do governo federal dos anos 2009/2010, os respectivos contratos, bem como os valores recebidos a esse título”. Cureau dá um prazo de cinco dias para que as informações sejam remetidas, “sob pena de responsabilização nos termos do artigo 8º, parágrafo 3º, da Lei complementar nº75/93, cumulada com o artigo 330 do Código Penal”.
A iniciativa causou estranheza e revolta. Conhecendo a figura, que ganhou notoriedade por sua perseguição implacável ao presidente Lula, ficou a sensação de que ela quer intimidar a única revista de circulação nacional que adota uma linha independente e crítica na imprensa brasileira. Ela alegou que apenas atendeu ao “pedido de um cidadão”, que denunciou que a revista “apóia o governo Lula e a candidatura Dilma e que, para tanto, receberia verbas do governo federal”.
Vamos exigir outras apurações
Mino Carta, um dos jornalistas mais respeitados do país, reagiu com ironia ao pedido de Cureau. “Se ela se dedicasse, porém, à mesma investigação junto às demais editoras de jornais, revistas e outros órgãos da mídia, verificaria, talvez com alguma surpresa, que todos eles têm publicidade de instituições do governo em quantidade muito maior e com valor maior do que CartaCapital”. Ele lembrou ainda do boicote promovido pelo governo FHC. “Fomos literalmente perseguidos pela absoluta ausência de publicidade. Alguém, inclusive na mídia, se incomodou com isso?
A atitude da Dra Cureau é realmente muito estranha. Já que está tão interessada em averiguar a situação da mídia brasileira, bem que ela poderia pedir para abrir as contas da Editora Abril, do Grupo Folha, do Estadão ou das Organizações Globo. Já que basta o “pedido de um cidadão”, os participantes do “ato contra o golpismo midiático e em defesa da democracia”, organizado pelo Centro de Estudos Barão de Itararé, deverão ingressar com pedidos para que vice-procuradora eleitoral investigue a publicidade e outras fontes financeiras dos grupos monopolistas da mídia.
Uma mãozinha para a vice-procuradora
Para agilizar seu trabalho, apresento alguns dados sobre a Editora Abril, que também edita uma revista, a Veja, e que “apóia o candidato José Serra e que, para tanto, recebe verbas do governo estadual”. O levantamento foi feito pelo blog NaMariaNews, uma excelente fonte de informação sobre os negócios do atual governo paulista na área de educação. Numa minuciosa pesquisa aos editais publicados no Diário Oficial, o blog descobriu o que parece ser um autêntico “mensalão” pago pelo tucanato ao Grupo Abril e a outras editoras. Veja algumas das mamatas:
- DO [Diário Oficial] de 23 de outubro de 2007. Fundação Victor Civita. Assinatura da revista Nova Escola, destinada às escolas da rede estadual. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 408.600,00. Data da assinatura: 27/09/2007. No seu despacho, a diretora de projetos especial da secretaria declara ‘inexigível licitação, pois se trata de renovação de 18.160 assinaturas da revista Nova Escola’.
- DO de 29 de março de 2008. Editora Abril. Aquisição de 6.000 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 2.142.000,00. Data da assinatura: 14/03/2008.
- DO de 23 de abril de 2008. Editora Abril. Aquisição de 415.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 30 dias. Valor: R$ 2.437.918,00. Data da assinatura: 15/04/2008.
- DO de 12 de agosto de 2008. Editora Abril. Aquisição de 5.155 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 1.840.335,00. Data da assinatura: 23/07/2008.
- DO de 22 de outubro de 2008. Editora Abril. Impressão, manuseio e acabamento de 2 edições do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 4.363.425,00. Data da assinatura: 08/09/2008.
- DO de 25 de outubro de 2008. Fundação Victor Civita. Aquisição de 220.000 assinaturas da revista Nova Escola. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 3.740.000,00. Data da assinatura: 01/10/2008.
- DO de 11 de fevereiro de 2009. Editora Abril. Aquisição de 430.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 2.498.838,00. Data da assinatura: 05/02/2009.
- DO de 17 de abril de 2009. Editora Abril. Aquisição de 25.702 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 608 dias. Valor: R$ 12.963.060,72. Data da assinatura: 09/04/2009.
- DO de 20 de maio de 2009. Editora Abril. Aquisição de 5.449 assinaturas da revista Veja. Prazo: 364 dias. Valor: R$ 1.167.175,80. Data da assinatura: 18/05/2009.
- DO de 16 de junho de 2009. Editora Abril. Aquisição de 540.000 exemplares do Guia do Estudante e de 25.000 exemplares da publicação Atualidades – Revista do Professor. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 3.143.120,00. Data da assinatura: 10/06/2009.
Negócios de R$ 34,7 milhões
Somente com as aquisições de quatro publicações “pedagógicas” e mais as assinaturas da Veja, o governo tucano de José Serra transferiu, dos cofres públicos para as contas do Grupo Civita, R$ 34.704.472,52 (34 milhões, 704 mil, 472 reais e 52 centavos). A maracutaia é tão descarada que o Ministério Público Estadual já acolheu representação do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e abriu o inquérito civil número 249 para apurar irregularidades no contrato firmado entre o governo paulista e a Editora Abril na compra de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola.
Esta “comprinha” representa quase 25% da tiragem total da revista Nova Escola e injetou R$ 3,7 milhões aos cofres do ‘barão da mídia’ Victor Civita. Mas este não é o único caso de privilégio ao Grupo Abril. O tucano Serra também apresentou proposta curricular que obriga a inclusão no ensino médio de aulas baseadas nas edições encalhadas do ‘Guia do Estudante’, outra publicação do grupo. Como observou o deputado Ivan Valente, “cada vez mais, a Editora ocupa espaço nas escolas de São Paulo. Isso totaliza, hoje, cerca de R$ 10 milhões de recursos públicos destinados a esta instituição privada, considerando apenas o segundo semestre de 2008”.
Outros grupos monopolistas beneficiados
Para que a Dra. Cureau não ache que é mania de perseguição contra a asquerosa Veja, também cito alguns dados do blog NaMariaNews sobre a compra de outras publicações. O DO de 12 de maio de 2009, por exemplo, informa que o governo Serra comprou 5.449 assinaturas do jornal Folha de S.Paulo, que desde a ‘ditabranda’ viu desabar a sua credibilidade e perdeu assinantes. Valor da generosidade tucana: R$ 2.704.883,60. Já o DO de 15 de maio publica a compra de 5.449 assinaturas do jornalão oligárquico O Estado de S.Paulo por R$ 2.691.806,00. E o de 21 de maio informa a aquisição de 5.449 assinaturas da revista Época, da Globo, por R$ 1.190.061,60.
Ao invés de perseguir e tentar calar a CartaCapital, a Dra. Sandra Cureau poderia aproveitar seu tempo investigando os poderosos grupos midiáticos do Brasil. Nem daria tanto trabalho assim!
http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4533314360477028771
Por Altamiro Borges
Na semana passada, a vice-procuradora-geral eleitoral, a controvertida Sandra Cureau, enviou ofício ao jornalista Mino Carta, exigindo informações sobre a revista CartaCapital. Entre outros dados, ela cobra “relação da publicidade do governo federal dos anos 2009/2010, os respectivos contratos, bem como os valores recebidos a esse título”. Cureau dá um prazo de cinco dias para que as informações sejam remetidas, “sob pena de responsabilização nos termos do artigo 8º, parágrafo 3º, da Lei complementar nº75/93, cumulada com o artigo 330 do Código Penal”.
A iniciativa causou estranheza e revolta. Conhecendo a figura, que ganhou notoriedade por sua perseguição implacável ao presidente Lula, ficou a sensação de que ela quer intimidar a única revista de circulação nacional que adota uma linha independente e crítica na imprensa brasileira. Ela alegou que apenas atendeu ao “pedido de um cidadão”, que denunciou que a revista “apóia o governo Lula e a candidatura Dilma e que, para tanto, receberia verbas do governo federal”.
Vamos exigir outras apurações
Mino Carta, um dos jornalistas mais respeitados do país, reagiu com ironia ao pedido de Cureau. “Se ela se dedicasse, porém, à mesma investigação junto às demais editoras de jornais, revistas e outros órgãos da mídia, verificaria, talvez com alguma surpresa, que todos eles têm publicidade de instituições do governo em quantidade muito maior e com valor maior do que CartaCapital”. Ele lembrou ainda do boicote promovido pelo governo FHC. “Fomos literalmente perseguidos pela absoluta ausência de publicidade. Alguém, inclusive na mídia, se incomodou com isso?
A atitude da Dra Cureau é realmente muito estranha. Já que está tão interessada em averiguar a situação da mídia brasileira, bem que ela poderia pedir para abrir as contas da Editora Abril, do Grupo Folha, do Estadão ou das Organizações Globo. Já que basta o “pedido de um cidadão”, os participantes do “ato contra o golpismo midiático e em defesa da democracia”, organizado pelo Centro de Estudos Barão de Itararé, deverão ingressar com pedidos para que vice-procuradora eleitoral investigue a publicidade e outras fontes financeiras dos grupos monopolistas da mídia.
Uma mãozinha para a vice-procuradora
Para agilizar seu trabalho, apresento alguns dados sobre a Editora Abril, que também edita uma revista, a Veja, e que “apóia o candidato José Serra e que, para tanto, recebe verbas do governo estadual”. O levantamento foi feito pelo blog NaMariaNews, uma excelente fonte de informação sobre os negócios do atual governo paulista na área de educação. Numa minuciosa pesquisa aos editais publicados no Diário Oficial, o blog descobriu o que parece ser um autêntico “mensalão” pago pelo tucanato ao Grupo Abril e a outras editoras. Veja algumas das mamatas:
- DO [Diário Oficial] de 23 de outubro de 2007. Fundação Victor Civita. Assinatura da revista Nova Escola, destinada às escolas da rede estadual. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 408.600,00. Data da assinatura: 27/09/2007. No seu despacho, a diretora de projetos especial da secretaria declara ‘inexigível licitação, pois se trata de renovação de 18.160 assinaturas da revista Nova Escola’.
- DO de 29 de março de 2008. Editora Abril. Aquisição de 6.000 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 2.142.000,00. Data da assinatura: 14/03/2008.
- DO de 23 de abril de 2008. Editora Abril. Aquisição de 415.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 30 dias. Valor: R$ 2.437.918,00. Data da assinatura: 15/04/2008.
- DO de 12 de agosto de 2008. Editora Abril. Aquisição de 5.155 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 1.840.335,00. Data da assinatura: 23/07/2008.
- DO de 22 de outubro de 2008. Editora Abril. Impressão, manuseio e acabamento de 2 edições do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 4.363.425,00. Data da assinatura: 08/09/2008.
- DO de 25 de outubro de 2008. Fundação Victor Civita. Aquisição de 220.000 assinaturas da revista Nova Escola. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 3.740.000,00. Data da assinatura: 01/10/2008.
- DO de 11 de fevereiro de 2009. Editora Abril. Aquisição de 430.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 2.498.838,00. Data da assinatura: 05/02/2009.
- DO de 17 de abril de 2009. Editora Abril. Aquisição de 25.702 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 608 dias. Valor: R$ 12.963.060,72. Data da assinatura: 09/04/2009.
- DO de 20 de maio de 2009. Editora Abril. Aquisição de 5.449 assinaturas da revista Veja. Prazo: 364 dias. Valor: R$ 1.167.175,80. Data da assinatura: 18/05/2009.
- DO de 16 de junho de 2009. Editora Abril. Aquisição de 540.000 exemplares do Guia do Estudante e de 25.000 exemplares da publicação Atualidades – Revista do Professor. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 3.143.120,00. Data da assinatura: 10/06/2009.
Negócios de R$ 34,7 milhões
Somente com as aquisições de quatro publicações “pedagógicas” e mais as assinaturas da Veja, o governo tucano de José Serra transferiu, dos cofres públicos para as contas do Grupo Civita, R$ 34.704.472,52 (34 milhões, 704 mil, 472 reais e 52 centavos). A maracutaia é tão descarada que o Ministério Público Estadual já acolheu representação do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e abriu o inquérito civil número 249 para apurar irregularidades no contrato firmado entre o governo paulista e a Editora Abril na compra de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola.
Esta “comprinha” representa quase 25% da tiragem total da revista Nova Escola e injetou R$ 3,7 milhões aos cofres do ‘barão da mídia’ Victor Civita. Mas este não é o único caso de privilégio ao Grupo Abril. O tucano Serra também apresentou proposta curricular que obriga a inclusão no ensino médio de aulas baseadas nas edições encalhadas do ‘Guia do Estudante’, outra publicação do grupo. Como observou o deputado Ivan Valente, “cada vez mais, a Editora ocupa espaço nas escolas de São Paulo. Isso totaliza, hoje, cerca de R$ 10 milhões de recursos públicos destinados a esta instituição privada, considerando apenas o segundo semestre de 2008”.
Outros grupos monopolistas beneficiados
Para que a Dra. Cureau não ache que é mania de perseguição contra a asquerosa Veja, também cito alguns dados do blog NaMariaNews sobre a compra de outras publicações. O DO de 12 de maio de 2009, por exemplo, informa que o governo Serra comprou 5.449 assinaturas do jornal Folha de S.Paulo, que desde a ‘ditabranda’ viu desabar a sua credibilidade e perdeu assinantes. Valor da generosidade tucana: R$ 2.704.883,60. Já o DO de 15 de maio publica a compra de 5.449 assinaturas do jornalão oligárquico O Estado de S.Paulo por R$ 2.691.806,00. E o de 21 de maio informa a aquisição de 5.449 assinaturas da revista Época, da Globo, por R$ 1.190.061,60.
Ao invés de perseguir e tentar calar a CartaCapital, a Dra. Sandra Cureau poderia aproveitar seu tempo investigando os poderosos grupos midiáticos do Brasil. Nem daria tanto trabalho assim!
sábado, 18 de setembro de 2010
As aulas de jornalismo de esgoto da Veja
Enviado por luisnassif, sab, 18/09/2010 - 18:23
Por S
A revista da Editora Primeiro de Abril já havia criado:
. O grampo sem áudio do presidente do STF
. O vídeo sem imagem de Lina Vieira no Planalto
. O dossiê sem recheio do "grupo de inteligência"
. O contrato sem assinatura do falso empresário
Esta semana o jornalismo investigativo da Veja volta a inovar com:
. O intermediário de monopólio - um tipo que recebe propina para obrigar o Ministério da Saúde a comprar um remédio diretamente do único fabricante, desde que o fornecedor faça um abatimento considerável no preço.
. O off gravado – um amigo do tal tipo contou essa história para o repórter, que gravou tudo mas não pode revelar a fonte, se é que a fonte sabe que foi gravada.
. O favorecimento futuro – o sujeito tem uma empresa que vai bombar quando alguém fizer um decreto que pode modificar uma regra, que pode abrir para a empresa a oportunidade de se adaptar a um setor de serviços que pode vir a existir. Também conhecido como antecipação fraudulenta.
Por S
A revista da Editora Primeiro de Abril já havia criado:
. O grampo sem áudio do presidente do STF
. O vídeo sem imagem de Lina Vieira no Planalto
. O dossiê sem recheio do "grupo de inteligência"
. O contrato sem assinatura do falso empresário
Esta semana o jornalismo investigativo da Veja volta a inovar com:
. O intermediário de monopólio - um tipo que recebe propina para obrigar o Ministério da Saúde a comprar um remédio diretamente do único fabricante, desde que o fornecedor faça um abatimento considerável no preço.
. O off gravado – um amigo do tal tipo contou essa história para o repórter, que gravou tudo mas não pode revelar a fonte, se é que a fonte sabe que foi gravada.
. O favorecimento futuro – o sujeito tem uma empresa que vai bombar quando alguém fizer um decreto que pode modificar uma regra, que pode abrir para a empresa a oportunidade de se adaptar a um setor de serviços que pode vir a existir. Também conhecido como antecipação fraudulenta.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Via Net processa Baracat, a fonte de Veja
Enviado por luisnassif, sex, 17/09/2010 - 00:13
Por Artur Marques
Comprovação da sujeora da matéria da Veja (do iG):
Via Net aciona Baracat na Justiça por denúncia de lobby Segundo reportagem, empresário se apresentou como dono da transportadora, que pede esclarecimentos e acesso ao contrato citado
A Via Net Express acaba de entrar com uma ação contra Fabio Baracat, que teria se apresentado como dono da companhia à reportagem da revista Veja, que o aponta como participante de um lobby envolvendo tráfico de influências dentro da Casa Civil. A ação foi movida no fórum de Santo Amaro, na capital paulista, sem que fosse pedido segredo de Justiça.
Segundo o advogado Marcos Paulo Baronti de Souza, representante de empresa Via Net Express, a ação pede que Baracat explique suas declarações e também ofereça retratação perante a empresa na mesma intensidade do impacto promovido pela reportagem. Futuramente, a Via Net também pode mover outra ação para ser ressarcida por danos morais e materiais provocados pela reportagem.
Baronti informou, ainda, que amanhã deverá solicitar amanhã que notificação seja enviada aos editores da revista Veja, para que apresentem a cópia do contrato apresentado na reportagem deste fim de semana. Segundo o advogado, houve pedido de cessão amigável do documento, que não teve sucesso.
A transportadora Via Net Express usa os serviços da Master Top (MTA) na rota Manaus - São Paulo. A MTA é a empresa que teria sido favorecida por intermédio de Baracat e de Israel Guerra, filho da ex-ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra.
Segundo nota distribuída pelo advogado no domingo, Baracat "nunca foi sócio, procurador ou gestor e tampouco pertenceu algum dia ao quadro de funcionários da empresa". Baronti reconhece, porém que Baracat e os gestores da empresa se conhecem.
Por Artur Marques
Comprovação da sujeora da matéria da Veja (do iG):
Via Net aciona Baracat na Justiça por denúncia de lobby Segundo reportagem, empresário se apresentou como dono da transportadora, que pede esclarecimentos e acesso ao contrato citado
A Via Net Express acaba de entrar com uma ação contra Fabio Baracat, que teria se apresentado como dono da companhia à reportagem da revista Veja, que o aponta como participante de um lobby envolvendo tráfico de influências dentro da Casa Civil. A ação foi movida no fórum de Santo Amaro, na capital paulista, sem que fosse pedido segredo de Justiça.
Segundo o advogado Marcos Paulo Baronti de Souza, representante de empresa Via Net Express, a ação pede que Baracat explique suas declarações e também ofereça retratação perante a empresa na mesma intensidade do impacto promovido pela reportagem. Futuramente, a Via Net também pode mover outra ação para ser ressarcida por danos morais e materiais provocados pela reportagem.
Baronti informou, ainda, que amanhã deverá solicitar amanhã que notificação seja enviada aos editores da revista Veja, para que apresentem a cópia do contrato apresentado na reportagem deste fim de semana. Segundo o advogado, houve pedido de cessão amigável do documento, que não teve sucesso.
A transportadora Via Net Express usa os serviços da Master Top (MTA) na rota Manaus - São Paulo. A MTA é a empresa que teria sido favorecida por intermédio de Baracat e de Israel Guerra, filho da ex-ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra.
Segundo nota distribuída pelo advogado no domingo, Baracat "nunca foi sócio, procurador ou gestor e tampouco pertenceu algum dia ao quadro de funcionários da empresa". Baronti reconhece, porém que Baracat e os gestores da empresa se conhecem.
VEJA tem mais baixaria esta semana. Onézimo jantou bem ontem
O Conversa Afiada recebeu informação interessante.
Jantaram ontem em Brasília, “em restaurante a que se costuma levar amante”, disse o informante, o ex-delegado da Polícia Federal Onézimo de Souza e seu velho amigo Policarpo Jr, chefe da sucursal da VEJA, a última flor do Fascio.
No restaurante do Hotel Tryp Brasília 21.
Onézimo trabalhou na empresa Control Risks, seção de São Paulo.
A Control Risks é uma Kroll (êpa ! êpa !).
Onézimo participou da célebre reunião com Luiz Lanzetta, para tratar da segurança da campanha da Dilma.
Segundo informante do Conversa Afiada, foi como colocar uma serpente no ninho.
Onézimo é anti-petista visceral.
O que talvez se demonstre na vala negra que corta a redação da revista VEJA, em sua próxima floração.
Em tempo: o restaurante não é lá essas coisas, pelo visto. Mais vale uma boa conversa, a sotto voce, que o cardápio.
Paulo Henrique Amorim
Extraído do Blog Amigos do Presidente Lula:
2002 e 2010, o mesmo Serra e a mesma Veja
Em 2002, José Serra (PSDB/SP) era o candidato demo-tucano à presidência contra Lula. Agora é contra Dilma.
Sem discurso, falando mentiras e fazendo demagogia, sem conseguir atacar Lula, e levando uma sova no debate toda vez que polariza com Dilma, Serra encontra na revista Veja a “ajuda” para “assustar” o eleitor, recorrendo ao “medo”, dos “radicais” do PT.
Uma curiosidade que gostaria de saber é: qual a idade mental de um leitor da revista Veja, para ter medo de bicho-papão até hoje? (Com a dica do leitor Stanley).
Dinheiro da Educação vai para Editora Abril, dona da Veja
Sem qualquer concorrência e na total obscuridade, tradicional nas gestões do PSDB, José Serra premiou a Editora Abril (dona da Veja) com um contrato de R$ 3.740.000,00 para a distribuição de 220.000 assinaturas da revista Nova Escola. Todo o dinheiro foi tirado da verba que, antes, iria para a educação.
Abaixo, seguem alguns dados do contrato:
Contrato: 15/1165/08/04 – Empresa: Fundação Victor Civita – Objeto: Aquisição pela FDE, de 220.000 (duzentos e vinte mil) assinaturas da Revista NOVA ESCOLA, com 10 (dez) edições anuais, para Unidades Escolares da Rede Estadual de Ensino. – Prazo: 300 dias – Valor: R$ 3.740.000,00 – Data de Assinatura: 01/10/2008
Jantaram ontem em Brasília, “em restaurante a que se costuma levar amante”, disse o informante, o ex-delegado da Polícia Federal Onézimo de Souza e seu velho amigo Policarpo Jr, chefe da sucursal da VEJA, a última flor do Fascio.
No restaurante do Hotel Tryp Brasília 21.
Onézimo trabalhou na empresa Control Risks, seção de São Paulo.
A Control Risks é uma Kroll (êpa ! êpa !).
Onézimo participou da célebre reunião com Luiz Lanzetta, para tratar da segurança da campanha da Dilma.
Segundo informante do Conversa Afiada, foi como colocar uma serpente no ninho.
Onézimo é anti-petista visceral.
O que talvez se demonstre na vala negra que corta a redação da revista VEJA, em sua próxima floração.
Em tempo: o restaurante não é lá essas coisas, pelo visto. Mais vale uma boa conversa, a sotto voce, que o cardápio.
Paulo Henrique Amorim
Extraído do Blog Amigos do Presidente Lula:
2002 e 2010, o mesmo Serra e a mesma Veja
Em 2002, José Serra (PSDB/SP) era o candidato demo-tucano à presidência contra Lula. Agora é contra Dilma.
Sem discurso, falando mentiras e fazendo demagogia, sem conseguir atacar Lula, e levando uma sova no debate toda vez que polariza com Dilma, Serra encontra na revista Veja a “ajuda” para “assustar” o eleitor, recorrendo ao “medo”, dos “radicais” do PT.
Uma curiosidade que gostaria de saber é: qual a idade mental de um leitor da revista Veja, para ter medo de bicho-papão até hoje? (Com a dica do leitor Stanley).
Dinheiro da Educação vai para Editora Abril, dona da Veja
Sem qualquer concorrência e na total obscuridade, tradicional nas gestões do PSDB, José Serra premiou a Editora Abril (dona da Veja) com um contrato de R$ 3.740.000,00 para a distribuição de 220.000 assinaturas da revista Nova Escola. Todo o dinheiro foi tirado da verba que, antes, iria para a educação.
Abaixo, seguem alguns dados do contrato:
Contrato: 15/1165/08/04 – Empresa: Fundação Victor Civita – Objeto: Aquisição pela FDE, de 220.000 (duzentos e vinte mil) assinaturas da Revista NOVA ESCOLA, com 10 (dez) edições anuais, para Unidades Escolares da Rede Estadual de Ensino. – Prazo: 300 dias – Valor: R$ 3.740.000,00 – Data de Assinatura: 01/10/2008
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