16/7/2010 14:45,
A vice-procuradora-geral eleitoral Sandra Cureau flerta com um possível golpe de Estado ao cogitar a possibilidade da cassação dos direitos políticos do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e da candidatura de Dilma Rousseff (PT), na opinião do juiz Carlos Alberto Saraiva. Segundo afirmou o magistrado, “o país já se acostumou a ver membros das altas esferas do Poder Judiciário darem declarações públicas de viés partidário”.
Sandra Cureau é vice-procuradora-geral do TSE
Cureau disse, nesta sexta-feira, que requisitou as fitas da cerimônia de lançamento do edital do trem-bala para estudar a possibilidade de entrar com ação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por abuso de poder político e uso da máquina pública em favor da candidata do governo, Dilma Rousseff. A ação também pode ser feita contra a candidata petista. Sandra Cureau disse que, pelo que ela leu nos jornais, em tese, houve abuso de poder político e uso da máquina pública.
– Isso é absolutamente proibido – disse a jornalistas.
A ação a ser proposta por Sandra Coureau, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma vez acatada, resultaria na cassação da candidatura de Dilma Rousseff e o presidente Lula poderia ser punido com multa mesmo com a cassação de seus direitos políticos, em uma ação por abuso de poder político.
Durante a cerimônia oficial de lançamento do edital do trem-bala, que ligará São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro, o presidente Lula promoveu a candidata Dilma Rousseff, atribuindo a ela a responsabilidade pelo projeto.
– A verdade é a seguinte: eu não posso deixar de dizer, aqui, que nós devemos o sucesso disso tudo que a gente está comemorando aqui a uma mulher. Na verdade, nem poderia falar o nome dela porque tem um processo eleitoral, mas a história a gente também não pode esconder por causa de eleição – disse o presidente, na terça-feira, durante a solenidade no Centro Cultural Banco do Brasil, sede provisória do governo.
Na sequência, Lula acrescentou que “a verdade é que a companheira Dilma Rousseff assumiu a responsabilidade de fazer esse Trem de Alta Velocidade (TAV), e foi ela quem cuidou, junto com a Miriam Belchior, junto com a Erenice (atual ministra da Casa Civil)”. Ele foi aplaudido pelo público presente.
Arroubos persecutórios
Na opinião do juiz Carlos Alberto Saraiva, aposentado pelo TJ/RJ, tendo como última atuação o V Juizado Especial Cível de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, no blog que edita, ele afirmou que “o país já se acostumou a ver membros das altas esferas do Poder Judiciário darem declarações públicas de viés partidário. Gilmar Mendes e Marco Aurélio de Mello são os dois maiores expoentes desse tipo de conduta. Todavia, se formos analisar o trabalho do Supremo Tribunal Federal, notar-se-á que os arroubos persecutórios desses juízes contra Lula e o PT nunca tiveram maiores conseqüências”.
Ainda segundo o magistrado, “há membros e membros do Poder Judiciário. Tanto o Supremo Tribunal Federal quanto o Tribunal Superior Eleitoral são colegiados. O fato de abrigarem membros espalhafatosos e dispostos a gerar fatos políticos do interesse dos seus benfeitores – como no caso de Gilmar Mendes, que se tornou juiz da Suprema Corte graças a FHC – não significa que tenham força para levar aquele colegiado às decisões que gostariam”.
“O silêncio da geração de juízes do STF – e que integram o TSE – nomeados por Lula mostra que não se prestam a fazer serviços políticos. Prova disso está nas recusas e nas concordâncias da Justiça Eleitoral com as representações dos tucanos contra Lula e Dilma Rousseff. Apesar da judicialização do processo eleitoral desencadeada pela campanha de José Serra, o Tribunal Eleitoral tem mostrado que a força dos conservadores na Justiça já não é mais aquela”, acrescentou.
De acordo com Carlos Saraiva, “há um misto de desespero, devaneio e pseudo estratégia política nas ameaças da direita de melar o processo eleitoral impedindo Dilma de disputar uma eleição que as pesquisas já mostram – mesmo que não sejam mostradas – que pode ser definida no primeiro turno a favor da candidata petista. Além disso, Serra fez coisa igual ou pior do que essa de que acusam Lula enquanto sonham com uma vitória eleitoral no tapetão. Fez pior porque Lula fez num evento qualquer como o do trem-bala e Serra, fez na TV, no horário eleitoral de seu partido na Bahia, o que fez o TSE multá-lo na terça-feira passada por ‘propaganda antecipada’. A mídia, aliás, não divulgou. Enquanto noticiava as multas de Lula e Dilma sem parar, escondia a multa de Serra”.
O juiz alerta que “desta maneira, a Justiça Eleitoral teria que cometer a enormidade de tratar Dilma e Serra de formas diferentes, pois se cassar um terá que cassar o outro, de forma que as declarações da vice-procuradora-geral eleitoral Sandra Cureau aludindo a pedido de cassação da candidatura da petista, não acredito nada, nada que seriam acolhidas pelo plenário do TSE”.
“Em vez de me preocupar com os devaneios golpistas e com a disposição de membros do Judiciário para aparecerem mais do que a jabulani na Copa ou para criarem fatos políticos para o consórcio demo-tucano, prefiro ver o lado bom desse caso das ameaças de impugnarem a candidatura de Dilma. O flerte com o golpe judiciário confirma notícias como a veiculada pelo colunista da Folha de São Paulo Fernando Rodrigues, de que em pesquisa nacional com três mil pessoas que o PT teria encomendado a petista teria 43% das intenções de voto e Serra, 36%. Pode ser isso, pode ser mais, mas a notícia também combina com uma certa euforia que está se vendo no PT e com o crescente mau-humor que o tucano vem expondo publicamente”, disse o juiz.
Elogios de Goldman
Na esteira dos comentários elogiosos à Dilma Rousseff, o governador de São Paulo, Alberto Goldman, também resolveu promover o seu candidato à Presidência da República, José Serra, durante eventos oficiais do Estado. Goldman não apenas enalteceu a administração Serra, mas deixou clara sua preferência pela candidatura tucana.
– Só espero que a gente possa, a partir de 1º de janeiro, fazer esse Ambulatório Médico de Especialidades, que é um projeto do Serra, em todo o Brasil. É isso o que nós queremos, e sabemos a capacidade que o Serra tem de construir – afirmou, em seu discursou, durante inauguração no dia 19 de junho, uma semana após a oficialização da candidatura Serra.
A assessoria do governador achou por bem não divulgar a íntegra dos discursos feitos no dia 19.
domingo, 18 de julho de 2010
A calúnia golpista da SIP contra Lula
artigo de Breno Altman, publicado no sítio Opera Mundi:
Os jornais de hoje estampam declaração do presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa, Alejandro Aguirre, afirmando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “não pode ser chamado de democrático”. O ataque se estende aos demais países da região que são administrados por partidos de esquerda. Esses governos, de acordo com o dirigente da SIP, “se beneficiam de eleições livres para destruir as instituições democráticas”.
Certamente é importante, para os leitores, conhecer a história dessa entidade antes de julgar a credibilidade das declarações de seu principal dirigente. Fundada nos Estados Unidos em 1946, a SIP teve papel fundamental durante a Guerra Fria. Empenhou-se com afinco a etiquetar como “antidemocráticos” os governos latino-americanos que não se alinhavam com a Casa Branca. Constituiu-se em peça decisiva da guerra psicológica que antecedeu os levantes militares no continente entre os anos 60 e 80.
Orgulha-se de reunir 1,3 mil publicações das Américas, com 40 milhões de leitores. Entre seus membros mais destacados, por exemplo, está o diário chileno El Mercurio, comprometido até a medula com a derrubada do presidente constitucional Salvador Allende, em 1973, e a ditadura do general Augusto Pinochet
Outros jornais filiados são os argentinos La Nación e El Clarín, apoiadores de primeira hora do golpe sanguinário de 1976, liderado por Jorge Videla. Aliás, suspeita-se que a dona desse último periódico recebeu como recompensa um casal de bebês roubado de seus pais desaparecidos.
A lista é interminável. O vetusto diário da família Mesquita, Estado de S.Paulo, também foi militante estridente das fileiras anticonstitucionais, clamando e aplaudindo, em 1964, complô contra o presidente João Goulart. Mas não foi atitude solitária: outros grupos brasileiros de comunicação, quase todos também inscritos na SIP, seguiram a mesma trilha golpista.
Os feitos dessa organização, entretanto, não são registros de um passado longínquo. Ou é possível esquecer a histeria da imprensa venezuelana, em abril de 2002, no apoio ao golpe contra o presidente Hugo Chávez? Naquela oportunidade, a SIP não deixou por menos: a maioria de seus filiados foi cúmplice da subversão oligárquica em Caracas.
Uma trajetória dessas é para deixar até o mais crédulo com as barbas de molho. Qual a autoridade dos dirigentes dessa agremiação para falar em democracia, com sua biografia banhada na lama e no sangue? O que fazem é se aproveitar dos espaços públicos sobre os quais exercem propriedade privada para conspirar, agredir e manipular.
Ainda mais quando apelam à calúnia. A imensa maioria dos veículos de imprensa no Brasil dedica-se à desabusada oposição contra o presidente Lula e seu partido. Nenhuma publicação dessas foi fechada ou censurada por iniciativa de governo. Circulam livremente, apesar de muitos terem atravessado o Rubicão que separa o jornalismo da propaganda política, violando as mais comezinhas regras de equilíbrio editorial.
As palavras do presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa, dessa forma, devem ser compreendidas através do código genético de Aguirre e seus pares. Hoje, como antes, atacam os governos progressistas porque desejam sua desestabilização e derrocada. Insatisfeitos com os resultados e as perspectivas eleitorais de aliados políticos, tratam de vitaminá-los com factóides de seu velho arsenal.
A história do presidente Lula, afinal, é de absoluto respeito à Constituição e à democracia. O mesmo não pode ser dito da SIP, cujas impressões digitais estão gravadas na história dos golpes e ditaduras que infelicitaram a América Latina.
17/07/2010 - 10:08 | Marina Terra | Redação
Presidente da SIP chama Lula de "antidemocrático"
O presidente da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa), Alejandro Aguirre, chamou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva de “antidemocrático" e justificou sua fala devido à proximidade de Lula com o governo cubano e os vínculos com líderes eleitos democraticamente, mas que "estão se beneficiando da fé e do poder que o povo neles depositou para destruir as instituições democráticas". As informações são da Folha de S. Paulo e do Estado de S. Paulo.
Esses líderes, para Aguirre, seriam Hugo Chávez, da Venezuela; Cristina Kirchner, da Argentina; Rafael Correa, do Equador; Evo Morales, da Bolívia; Daniel Ortega, da Nicarágua, e Porfírio Lobo, de Honduras. E Lula.
lEIA E INTRPRETE O ESTILO GOLPISTA DA SIP, QUE NA VERDADE REPRESENTA O JÁ CHAMADO - PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA - PIG - SEMPRE ALIADO AOS INTERESSES EONÔMICOS NORTE-AMERICANOS. ESSE ARSENAL ARGUMENTATIVO DA SIP SE REPETE NO DIA A DIA DA NOSSA GRANDE MÍDIA, COMO A DEMONIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS E DOS GOVERNANTES POPULRES NA AMÉRICA LATINA, CONCRETAMENTE, PARTICIPARAM DO GOLPE DE ESTADO CONTRA CHAVEZ NA VENEZUELA, EM 2000... E DA TENTATIVA DA DERRUBADA DE LULA NAS ELEIÇÕERS DE 2006;
17/07/2010 - 10:08 | Marina Terra | Redação
Presidente da SIP chama Lula de "antidemocrático"
O presidente da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa), Alejandro Aguirre, chamou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva de “antidemocrático" e justificou sua fala devido à proximidade de Lula com o governo cubano e os vínculos com líderes eleitos democraticamente, mas que "estão se beneficiando da fé e do poder que o povo neles depositou para destruir as instituições democráticas". As informações são da Folha de S. Paulo e do Estado de S. Paulo.
Esses líderes, para Aguirre, seriam Hugo Chávez, da Venezuela; Cristina Kirchner, da Argentina; Rafael Correa, do Equador; Evo Morales, da Bolívia; Daniel Ortega, da Nicarágua, e Porfírio Lobo, de Honduras. E Lula.
“A tentativa de aprovar leis no Congresso que limitam a liberdade de imprensa e o uso da publicidade oficial” foram citados por Aguirre como sinais de fraqueza da democracia no Brasil, assim como na Argentina e no Equador.
"Esses governos não podem continuar a se chamar de democráticos. O voto é componente sumamente importante na democracia, assim como a atuação dos governantes. Não podem seguir falando em nome de líderes democráticos do mundo porque não atuam dessa forma", disse ontem (16/7), durante apresentação de relatório trimestral em Washington, onde a SIP condenou a "campanha sistemática" movida por setores próximos ao governo Kirchner para desmoralizar o jornal Clarín e seus profissionais.
"Eu vi governantes com uma grande delicadeza com o presidente Castro, o que representa um grande apoio moral a esse governo, que violou os direitos humanos por meio século", completou Aguirre, ao ser questionado especificamente sobre sua avaliação de Lula, segundo o Estado de S. Paulo.
A SIP é uma organização composta por 1.300 jornais que define sua missão como "defender a liberdade de expressão e de imprensa em todas as Américas". A Folha e o Estado são integrantes da entidade.
VEJA COMO A POPULAÇÃO RESISTRIU AO GFOLPE MIDIÁTICO-MILITAR
VEJA NOS PRÓXIMOS VÍDEOS COMO FOI A CONSPIRAÇÃO MIDIÁTICO-MILITAR, TÃO RIDÍCULO, QUE´É DE CHORAR DE RIR. A TV CONFESSA COMO FEZ, A ELITE REUNIU-SE E EMPOSSOU UM NOVO PRESIDENTE, SÓ NÃO ESPERAVAM QUE O POVO DESMONTARIA EM SEGUIDA A FARSA, TRÁGICAMENTE RIDÍCULA.
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11 abril GOLPE ESTADO contra CHÁVEZ promovido RCTV BUSH CIA
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Dilema
Lula havia sido convidado a participar em novembro da assembleia geral da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa), no México. Depois que o presidente da entidade, Alejandro Aguirre, declarou que o governo do petista "não pode ser chamado de democrático", o Planalto não sabe como responder ao convite
Os jornais de hoje estampam declaração do presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa, Alejandro Aguirre, afirmando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “não pode ser chamado de democrático”. O ataque se estende aos demais países da região que são administrados por partidos de esquerda. Esses governos, de acordo com o dirigente da SIP, “se beneficiam de eleições livres para destruir as instituições democráticas”.
Certamente é importante, para os leitores, conhecer a história dessa entidade antes de julgar a credibilidade das declarações de seu principal dirigente. Fundada nos Estados Unidos em 1946, a SIP teve papel fundamental durante a Guerra Fria. Empenhou-se com afinco a etiquetar como “antidemocráticos” os governos latino-americanos que não se alinhavam com a Casa Branca. Constituiu-se em peça decisiva da guerra psicológica que antecedeu os levantes militares no continente entre os anos 60 e 80.
Orgulha-se de reunir 1,3 mil publicações das Américas, com 40 milhões de leitores. Entre seus membros mais destacados, por exemplo, está o diário chileno El Mercurio, comprometido até a medula com a derrubada do presidente constitucional Salvador Allende, em 1973, e a ditadura do general Augusto Pinochet
Outros jornais filiados são os argentinos La Nación e El Clarín, apoiadores de primeira hora do golpe sanguinário de 1976, liderado por Jorge Videla. Aliás, suspeita-se que a dona desse último periódico recebeu como recompensa um casal de bebês roubado de seus pais desaparecidos.
A lista é interminável. O vetusto diário da família Mesquita, Estado de S.Paulo, também foi militante estridente das fileiras anticonstitucionais, clamando e aplaudindo, em 1964, complô contra o presidente João Goulart. Mas não foi atitude solitária: outros grupos brasileiros de comunicação, quase todos também inscritos na SIP, seguiram a mesma trilha golpista.
Os feitos dessa organização, entretanto, não são registros de um passado longínquo. Ou é possível esquecer a histeria da imprensa venezuelana, em abril de 2002, no apoio ao golpe contra o presidente Hugo Chávez? Naquela oportunidade, a SIP não deixou por menos: a maioria de seus filiados foi cúmplice da subversão oligárquica em Caracas.
Uma trajetória dessas é para deixar até o mais crédulo com as barbas de molho. Qual a autoridade dos dirigentes dessa agremiação para falar em democracia, com sua biografia banhada na lama e no sangue? O que fazem é se aproveitar dos espaços públicos sobre os quais exercem propriedade privada para conspirar, agredir e manipular.
Ainda mais quando apelam à calúnia. A imensa maioria dos veículos de imprensa no Brasil dedica-se à desabusada oposição contra o presidente Lula e seu partido. Nenhuma publicação dessas foi fechada ou censurada por iniciativa de governo. Circulam livremente, apesar de muitos terem atravessado o Rubicão que separa o jornalismo da propaganda política, violando as mais comezinhas regras de equilíbrio editorial.
As palavras do presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa, dessa forma, devem ser compreendidas através do código genético de Aguirre e seus pares. Hoje, como antes, atacam os governos progressistas porque desejam sua desestabilização e derrocada. Insatisfeitos com os resultados e as perspectivas eleitorais de aliados políticos, tratam de vitaminá-los com factóides de seu velho arsenal.
A história do presidente Lula, afinal, é de absoluto respeito à Constituição e à democracia. O mesmo não pode ser dito da SIP, cujas impressões digitais estão gravadas na história dos golpes e ditaduras que infelicitaram a América Latina.
17/07/2010 - 10:08 | Marina Terra | Redação
Presidente da SIP chama Lula de "antidemocrático"
O presidente da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa), Alejandro Aguirre, chamou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva de “antidemocrático" e justificou sua fala devido à proximidade de Lula com o governo cubano e os vínculos com líderes eleitos democraticamente, mas que "estão se beneficiando da fé e do poder que o povo neles depositou para destruir as instituições democráticas". As informações são da Folha de S. Paulo e do Estado de S. Paulo.
Esses líderes, para Aguirre, seriam Hugo Chávez, da Venezuela; Cristina Kirchner, da Argentina; Rafael Correa, do Equador; Evo Morales, da Bolívia; Daniel Ortega, da Nicarágua, e Porfírio Lobo, de Honduras. E Lula.
lEIA E INTRPRETE O ESTILO GOLPISTA DA SIP, QUE NA VERDADE REPRESENTA O JÁ CHAMADO - PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA - PIG - SEMPRE ALIADO AOS INTERESSES EONÔMICOS NORTE-AMERICANOS. ESSE ARSENAL ARGUMENTATIVO DA SIP SE REPETE NO DIA A DIA DA NOSSA GRANDE MÍDIA, COMO A DEMONIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS E DOS GOVERNANTES POPULRES NA AMÉRICA LATINA, CONCRETAMENTE, PARTICIPARAM DO GOLPE DE ESTADO CONTRA CHAVEZ NA VENEZUELA, EM 2000... E DA TENTATIVA DA DERRUBADA DE LULA NAS ELEIÇÕERS DE 2006;
17/07/2010 - 10:08 | Marina Terra | Redação
Presidente da SIP chama Lula de "antidemocrático"
O presidente da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa), Alejandro Aguirre, chamou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva de “antidemocrático" e justificou sua fala devido à proximidade de Lula com o governo cubano e os vínculos com líderes eleitos democraticamente, mas que "estão se beneficiando da fé e do poder que o povo neles depositou para destruir as instituições democráticas". As informações são da Folha de S. Paulo e do Estado de S. Paulo.
Esses líderes, para Aguirre, seriam Hugo Chávez, da Venezuela; Cristina Kirchner, da Argentina; Rafael Correa, do Equador; Evo Morales, da Bolívia; Daniel Ortega, da Nicarágua, e Porfírio Lobo, de Honduras. E Lula.
“A tentativa de aprovar leis no Congresso que limitam a liberdade de imprensa e o uso da publicidade oficial” foram citados por Aguirre como sinais de fraqueza da democracia no Brasil, assim como na Argentina e no Equador.
"Esses governos não podem continuar a se chamar de democráticos. O voto é componente sumamente importante na democracia, assim como a atuação dos governantes. Não podem seguir falando em nome de líderes democráticos do mundo porque não atuam dessa forma", disse ontem (16/7), durante apresentação de relatório trimestral em Washington, onde a SIP condenou a "campanha sistemática" movida por setores próximos ao governo Kirchner para desmoralizar o jornal Clarín e seus profissionais.
"Eu vi governantes com uma grande delicadeza com o presidente Castro, o que representa um grande apoio moral a esse governo, que violou os direitos humanos por meio século", completou Aguirre, ao ser questionado especificamente sobre sua avaliação de Lula, segundo o Estado de S. Paulo.
A SIP é uma organização composta por 1.300 jornais que define sua missão como "defender a liberdade de expressão e de imprensa em todas as Américas". A Folha e o Estado são integrantes da entidade.
VEJA COMO A POPULAÇÃO RESISTRIU AO GFOLPE MIDIÁTICO-MILITAR
VEJA NOS PRÓXIMOS VÍDEOS COMO FOI A CONSPIRAÇÃO MIDIÁTICO-MILITAR, TÃO RIDÍCULO, QUE´É DE CHORAR DE RIR. A TV CONFESSA COMO FEZ, A ELITE REUNIU-SE E EMPOSSOU UM NOVO PRESIDENTE, SÓ NÃO ESPERAVAM QUE O POVO DESMONTARIA EM SEGUIDA A FARSA, TRÁGICAMENTE RIDÍCULA.
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Dilema
Lula havia sido convidado a participar em novembro da assembleia geral da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa), no México. Depois que o presidente da entidade, Alejandro Aguirre, declarou que o governo do petista "não pode ser chamado de democrático", o Planalto não sabe como responder ao convite
sábado, 17 de julho de 2010
Dilma critica Justiça Eleitoral: não se pode 'ter dois pesos e duas medidas'
candidata do Partido dos Trabalhadores à presidência da República, Dilma Roussef, insinuou neste sábado, 17, que a Justiça Eleitoral dá tratamentos diferentes ao analisar as ações de sua campanha eleitoral e a do candidato de oposição José Serra, do PSDB.
Lula diz que tentam impedir sua campanha por Dilma
"Acho que não se pode na vida ter dois pesos e duas medidas", disse, em Jales, no interior de São Paulo, ao ser indagada sobre a possibilidade de a subprocuradora eleitoral Sandra Cureau entrar com ação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ter citado o nome da candidata petista durante a cerimônia de lançamento do edital do trem-bala.
Antes de observar que não costuma polemizar em torno de questões judiciais, insinuou que há tratamento diferente porque, segundo ela, o governador Alberto Goldman também tem citado o nome de José Serra nos atos oficiais do governo paulista. "Eu não vou entrar nessa polêmica com a (sub) 1procuradora. É prudente prestarmos atenção", disse.
Entretanto, afirmou que não vê como campanha o fato de o presidente ter mencionado seu nome naquela cerimônia. "Eu tenho certeza que vocês hão de convir comigo que no caso do Trem de Alta Velocidade eu fui responsável pela construção do projeto. Então, não é um elogio e sim a constatação da verdade", defendeu-se.
Na sexta-feira, em discurso ao lado da candidata, Lula já havia atacado indiretamente a subprocuradora. "O que eles querem é me inibir para eu fingir que não conheço a companheira Dilma. É como se eu pudesse passar perto dela, e tem uma procuradora qualquer aí, e eu passar de costas viradas e fingir que não a conheço", disse o presidente durante comício no centro do Rio.
Lula diz que tentam impedir sua campanha por Dilma
"Acho que não se pode na vida ter dois pesos e duas medidas", disse, em Jales, no interior de São Paulo, ao ser indagada sobre a possibilidade de a subprocuradora eleitoral Sandra Cureau entrar com ação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ter citado o nome da candidata petista durante a cerimônia de lançamento do edital do trem-bala.
Antes de observar que não costuma polemizar em torno de questões judiciais, insinuou que há tratamento diferente porque, segundo ela, o governador Alberto Goldman também tem citado o nome de José Serra nos atos oficiais do governo paulista. "Eu não vou entrar nessa polêmica com a (sub) 1procuradora. É prudente prestarmos atenção", disse.
Entretanto, afirmou que não vê como campanha o fato de o presidente ter mencionado seu nome naquela cerimônia. "Eu tenho certeza que vocês hão de convir comigo que no caso do Trem de Alta Velocidade eu fui responsável pela construção do projeto. Então, não é um elogio e sim a constatação da verdade", defendeu-se.
Na sexta-feira, em discurso ao lado da candidata, Lula já havia atacado indiretamente a subprocuradora. "O que eles querem é me inibir para eu fingir que não conheço a companheira Dilma. É como se eu pudesse passar perto dela, e tem uma procuradora qualquer aí, e eu passar de costas viradas e fingir que não a conheço", disse o presidente durante comício no centro do Rio.
DILMA IRONIZA SERRA: .O problema do galo é quando ele só canta em período eleitoral...
Acrescento :Serra foi, é e será o que é,o que não fez, não faz, não fará... Ele é o marcha-lenta,o que depende d grande mídia que representa o poder econômico e golpísta,é o rei do engarrafamento, do atraso, da visão estreita ou mesmo cega dos nossos problemas , já a Dilma quer a velocidade do trem-bala...
Acho que o entusiasmo da militância faz, sim, toda a diferença, diz DILMA NO TWITTER.
Acho que o entusiasmo da militância faz, sim, toda a diferença
No Twitter, Dilma promove o 'Dilmaboy'
No Twitter, Dilma promove o 'Dilmaboy'
Dilma Rousseff conclamou há pouco seus seguidores no Twitter a aumentarem o buzz em torno de Paulo Reis, criador da paródia de Lady Gaga que enaltece a candidata (e a chama, inclusive, de "nova Evita Perón).
www.youtube.com/pauloenriquerc
http://www.youtube.com/user/pauloenriquerc
www.youtube.com/pauloenriquerc
www.galeradadilma.com.br/?p=3244
http://www.youtube.com/pauloenriquerc
Dilma Rousseff conclamou há pouco seus seguidores no Twitter a aumentarem o buzz em torno de Paulo Reis, criador da paródia de Lady Gaga que enaltece a candidata (e a chama, inclusive, de "nova Evita Perón).
www.youtube.com/pauloenriquerc
http://www.youtube.com/user/pauloenriquerc
www.youtube.com/pauloenriquerc
www.galeradadilma.com.br/?p=3244
http://www.youtube.com/pauloenriquerc
SERRA,MARCHA-LENTA ATRASA OBRAS DO PAC EM SÃO PAULO
16/07/2010 - 12h34
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BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO
Lula diz que 'burocratas com a bunda na cadeira' atrasam licenças para obras do PAC Atualizado às 17h51.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou o governo de São Paulo, administrado pelo PSDB, de atrasar a liberação de licenças ambientais para obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no Estado.
Ao inaugurar nesta sexta-feira um conjunto habitacional em Diadema, região metropolitana de São Paulo, ele pediu que os prefeitos "partam para a briga" para conseguir a autorização para as obras.
Veja vídeo com o trecho do discurso de Lula
"Não é apenas em Diadema que as licenças não saem. Em vários lugares deste Estado me parece que tem uma pessoa que não sei quem é, que cria dificuldades para dar as licenças ambientais para a gente fazer as coisas. É importante que os prefeitos partam para a briga", disse o presidente.
Lula subiu o tom ao criticar os órgãos responsáveis pelo licenciamento no Estado.
"Nossa passagem pela Terra é curta. E a gente não pode ficar a vida inteira esperando a vontade de um burocrata que tá com a bunda na cadeira, com ar-condicionado, sentado, sem se preocupar como é que o povo está vivendo".
Em seguida o presidente justificou os termos usados para se referir aos servidores paulistas.
"Eu já estou quase deixando de ser presidente e vou voltar a falar do jeito que sempre falei neste país".
Ao lado do prefeito Mário Reali (PT), Lula entregou as chaves de 252 apartamentos construídos na antiga favela Naval, comunidade conhecida por episódios de violência policial nos anos 90.
O conjunto habitacional faz parte do PAC, e teve investimentos de R$ 13,8 milhões.
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BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO
Lula diz que 'burocratas com a bunda na cadeira' atrasam licenças para obras do PAC Atualizado às 17h51.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou o governo de São Paulo, administrado pelo PSDB, de atrasar a liberação de licenças ambientais para obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no Estado.
Ao inaugurar nesta sexta-feira um conjunto habitacional em Diadema, região metropolitana de São Paulo, ele pediu que os prefeitos "partam para a briga" para conseguir a autorização para as obras.
Veja vídeo com o trecho do discurso de Lula
"Não é apenas em Diadema que as licenças não saem. Em vários lugares deste Estado me parece que tem uma pessoa que não sei quem é, que cria dificuldades para dar as licenças ambientais para a gente fazer as coisas. É importante que os prefeitos partam para a briga", disse o presidente.
Lula subiu o tom ao criticar os órgãos responsáveis pelo licenciamento no Estado.
"Nossa passagem pela Terra é curta. E a gente não pode ficar a vida inteira esperando a vontade de um burocrata que tá com a bunda na cadeira, com ar-condicionado, sentado, sem se preocupar como é que o povo está vivendo".
Em seguida o presidente justificou os termos usados para se referir aos servidores paulistas.
"Eu já estou quase deixando de ser presidente e vou voltar a falar do jeito que sempre falei neste país".
Ao lado do prefeito Mário Reali (PT), Lula entregou as chaves de 252 apartamentos construídos na antiga favela Naval, comunidade conhecida por episódios de violência policial nos anos 90.
O conjunto habitacional faz parte do PAC, e teve investimentos de R$ 13,8 milhões.
DILMA 2010: "Vou cumprir o legado que Lula nos deixou. Vamos seguir o caminho da transformação e da mudança"
16/07/2010 - 20h49
'Meu vice não caiu do céu', diz Dilma ao ironizar adversário
DO RIO
A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, ironizou nesta sexta-feira a escolha do deputado federal, Índio da Costa, para a vice na chapa de José Serra (PSDB). Em comício no Rio, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ex-ministra elogiou seu vice, o também deputado Michel Temer (PMDB), a quem classificou de "competente e capaz".
"Meu vice não caiu do céu, não é improvisado. É competente e capaz", afirmou.
Dilma disse que vai continuar "trilhando o caminho que o presidente Lula ensinou", ao prometer dar continuidade às ações do atual governo. "Vou cumprir o legado que Lula nos deixou. Vamos seguir o caminho da transformação e da mudança", declarou.
Em comício de Dilma, Lula critica procuradora e diz que querem tirá-lo da campanha
Temporal dispersa público em comício de Dilma com Lula no Rio
Dilma participa de final da caminhada e evita andar no "Dilmamóvel"
Caminhada no centro do Rio começa sem Dilma
Cabral convida Crivella para participar de comício de Dilma e Lula no Rio
Cabral espera reunir até 100 mil pessoas em caminhada com Lula no Rio
Felipe Dana/AP
SERRA, MARCHA-LENTA: O ATRASO
Lula participou nesta sexta-feira do primeiro de uma série de cinco comícios da candidata petista Dilma Rousseff
Para ela, os brasileiros não permitirão a volta do "atraso, do desemprego, da estagnação e da desigualdade", ao afirmar ter certeza da vitória nas eleições em 3 de outubro.
A manifestação chegou a reunir 15 mil pessoas, de acordo com a PM.
'Meu vice não caiu do céu', diz Dilma ao ironizar adversário
DO RIO
A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, ironizou nesta sexta-feira a escolha do deputado federal, Índio da Costa, para a vice na chapa de José Serra (PSDB). Em comício no Rio, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ex-ministra elogiou seu vice, o também deputado Michel Temer (PMDB), a quem classificou de "competente e capaz".
"Meu vice não caiu do céu, não é improvisado. É competente e capaz", afirmou.
Dilma disse que vai continuar "trilhando o caminho que o presidente Lula ensinou", ao prometer dar continuidade às ações do atual governo. "Vou cumprir o legado que Lula nos deixou. Vamos seguir o caminho da transformação e da mudança", declarou.
Em comício de Dilma, Lula critica procuradora e diz que querem tirá-lo da campanha
Temporal dispersa público em comício de Dilma com Lula no Rio
Dilma participa de final da caminhada e evita andar no "Dilmamóvel"
Caminhada no centro do Rio começa sem Dilma
Cabral convida Crivella para participar de comício de Dilma e Lula no Rio
Cabral espera reunir até 100 mil pessoas em caminhada com Lula no Rio
Felipe Dana/AP
SERRA, MARCHA-LENTA: O ATRASO
Lula participou nesta sexta-feira do primeiro de uma série de cinco comícios da candidata petista Dilma Rousseff
Para ela, os brasileiros não permitirão a volta do "atraso, do desemprego, da estagnação e da desigualdade", ao afirmar ter certeza da vitória nas eleições em 3 de outubro.
A manifestação chegou a reunir 15 mil pessoas, de acordo com a PM.
Em comício de Dilma, Lula critica procuradora e diz que querem tirá-lo da campanha
16/07/2010 - 20h07
No seu primeiro comício eleitoral deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, sem dizer nomes, que querem tirá-lo da campanha da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.
"Há uma premeditação para me tirarem da campanha para impedir que eu ajude a Dilma", disse Lula, no comício que acontece na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro.
O presidente também criticou a vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau. "Querem me inibir para que eu finja que não a conheço. Até botaram uma procuradora no meio para fingir que eu não a conheço", afirmou.
Ontem, Sandra Cureau afirmou que Lula pode ter cometido abuso de poder político ao fazer elogios a Dilma Rousseff. "É absolutamente proibido, nessa época do ano, que em inaugurações se faça propaganda para um candidato. Isso é uso da máquina pública", disse Cureau.
Na terça-feira, ao lançar a licitação do trem-bala, no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), sede provisória do governo, Lula elogiou a ex-ministra da Casa-Civil. Segundo o presidente, "foi ela que começou, foi ela que trabalhou, foi ela que organizou, foi ela que fez todo o trabalho".
Cureau também foi responsável por parte das representações que resultaram em seis multas contra Lula e quatro contra Dilma por propaganda eleitoral antecipada.
No comício, Lula afirmou que a sua amizade por Dilma é recente. "Vou dizer do fundo da minha alma: não tinha amizade por essa mulher até pouco tempo antes de entrar na Presidência."
"Ela ganhou a minha confiança. Ao indicar a Dilma é como se eu colocasse as minhas duas mãos no fogo, a minha alma em jogo. Sei da competência dela. Esta mulher com cara de anjo já foi torturada e tomou choque elétrico. Mas ela não guarda mágoa. Ela não quer viver o passado. Ela quer construir o futuro do Brasil".
TEMPORAL
Um temporal começou a cair por volta das 19h no início do comício. Parte do público já foi embora.
A Polícia Militar fala em 15 mil pessoas no evento, mas a impressão é de um público menor com cerca de 5.000. A expectativa inicial dos organizadores era de 100 mil.
Lula chegou por volta das 19h15. A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto chamou o evento de "compromisso privado"
O comício inicia uma série de cinco grandes atos nos quais Lula pedirá votos explicitamente para sua candidata. A Cinelândia é conhecida por eventos políticos históricos.
Dilma participou apenas dos 200 metros finais da caminhada que saiu da praça da Candelária e chegou até o comício. O trajeto tem 1,1 km.
Após o Rio, Lula estará ao lado de Dilma e do candidato a vice Michel Temer (PMDB) em Recife (23/7), Curitiba (30 ou 31/7), Belo Horizonte (6 ou 7/8) e por fim em São Paulo (13 ou 14/8), Estado onde o PSDB leva vantagem por estar no governo há 16 anos.
No seu primeiro comício eleitoral deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, sem dizer nomes, que querem tirá-lo da campanha da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.
"Há uma premeditação para me tirarem da campanha para impedir que eu ajude a Dilma", disse Lula, no comício que acontece na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro.
O presidente também criticou a vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau. "Querem me inibir para que eu finja que não a conheço. Até botaram uma procuradora no meio para fingir que eu não a conheço", afirmou.
Ontem, Sandra Cureau afirmou que Lula pode ter cometido abuso de poder político ao fazer elogios a Dilma Rousseff. "É absolutamente proibido, nessa época do ano, que em inaugurações se faça propaganda para um candidato. Isso é uso da máquina pública", disse Cureau.
Na terça-feira, ao lançar a licitação do trem-bala, no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), sede provisória do governo, Lula elogiou a ex-ministra da Casa-Civil. Segundo o presidente, "foi ela que começou, foi ela que trabalhou, foi ela que organizou, foi ela que fez todo o trabalho".
Cureau também foi responsável por parte das representações que resultaram em seis multas contra Lula e quatro contra Dilma por propaganda eleitoral antecipada.
No comício, Lula afirmou que a sua amizade por Dilma é recente. "Vou dizer do fundo da minha alma: não tinha amizade por essa mulher até pouco tempo antes de entrar na Presidência."
"Ela ganhou a minha confiança. Ao indicar a Dilma é como se eu colocasse as minhas duas mãos no fogo, a minha alma em jogo. Sei da competência dela. Esta mulher com cara de anjo já foi torturada e tomou choque elétrico. Mas ela não guarda mágoa. Ela não quer viver o passado. Ela quer construir o futuro do Brasil".
TEMPORAL
Um temporal começou a cair por volta das 19h no início do comício. Parte do público já foi embora.
A Polícia Militar fala em 15 mil pessoas no evento, mas a impressão é de um público menor com cerca de 5.000. A expectativa inicial dos organizadores era de 100 mil.
Lula chegou por volta das 19h15. A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto chamou o evento de "compromisso privado"
O comício inicia uma série de cinco grandes atos nos quais Lula pedirá votos explicitamente para sua candidata. A Cinelândia é conhecida por eventos políticos históricos.
Dilma participou apenas dos 200 metros finais da caminhada que saiu da praça da Candelária e chegou até o comício. O trajeto tem 1,1 km.
Após o Rio, Lula estará ao lado de Dilma e do candidato a vice Michel Temer (PMDB) em Recife (23/7), Curitiba (30 ou 31/7), Belo Horizonte (6 ou 7/8) e por fim em São Paulo (13 ou 14/8), Estado onde o PSDB leva vantagem por estar no governo há 16 anos.
Justiça condena Curitiba a devolver dinheiro desviado do Bolsa Família
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DIMITRI DO VALLE
DE CURITIBA
A 3ª Turma do TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região manteve condenação que determina a devolução à União de valores recebidos irregularmente por 170 servidores municipais de Curitiba por meio do programa Bolsa Família.
O valor pago informado pela prefeitura foi de cerca de R$ 80 mil, mas ainda sofrerá correção monetária.
De acordo com a sentença, "no caso concreto ficou comprovado que foram inscritos no programa Bolsa Família servidores públicos municipais com rendimentos acima do montante per capita estabelecido [no programa]".
A Prefeitura de Curitiba informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não foi notificada e não iria se pronunciar sobre a sentença.
De acordo com a ação, de autoria do Ministério Público Federal, a Prefeitura recorreu ao tribunal após a condenação em primeira instância.
A defesa argumentou que as famílias foram cadastradas por meio de preenchimento de formulário fornecido pela União.
Além disso, o município sustentou que todas as medidas administrativas para a elucidação do fato e punição dos responsáveis foram adotadas.
Mas a desembargadora federal Maria Lúcia Luz Leiria entendeu que o Bolsa Família deixa para o município a organização do cadastramento dos atendidos. Assim, segundo a magistrada, ele tem a responsabilidade em caso de não atendimento aos critérios
DIMITRI DO VALLE
DE CURITIBA
A 3ª Turma do TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região manteve condenação que determina a devolução à União de valores recebidos irregularmente por 170 servidores municipais de Curitiba por meio do programa Bolsa Família.
O valor pago informado pela prefeitura foi de cerca de R$ 80 mil, mas ainda sofrerá correção monetária.
De acordo com a sentença, "no caso concreto ficou comprovado que foram inscritos no programa Bolsa Família servidores públicos municipais com rendimentos acima do montante per capita estabelecido [no programa]".
A Prefeitura de Curitiba informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não foi notificada e não iria se pronunciar sobre a sentença.
De acordo com a ação, de autoria do Ministério Público Federal, a Prefeitura recorreu ao tribunal após a condenação em primeira instância.
A defesa argumentou que as famílias foram cadastradas por meio de preenchimento de formulário fornecido pela União.
Além disso, o município sustentou que todas as medidas administrativas para a elucidação do fato e punição dos responsáveis foram adotadas.
Mas a desembargadora federal Maria Lúcia Luz Leiria entendeu que o Bolsa Família deixa para o município a organização do cadastramento dos atendidos. Assim, segundo a magistrada, ele tem a responsabilidade em caso de não atendimento aos critérios
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Número de deputadas deve crescer 30%
Com base no percentual de candidatas, demógrafo projeta aumento recorde de mulheres no Poder Legislativo
Especialista atribui o crescimento à "lei de cotas", que estabelece percentuais mínimos de homens e mulheres
UIRÁ MACHADO
DE SÃO PAULO
O número de mulheres eleitas deputadas estaduais e federais deve crescer entre 30% e 40% neste ano.
O aumento, se confirmado nas urnas, será o maior da história do Brasil (em números absolutos), contribuirá para reduzir a desigualdade de gênero na política e melhorará a posição do país em rankings internacionais.
A projeção é do demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, pesquisador titular da Escola Nacional de Ciências Estatísticas, do IBGE.
Com base na relação entre candidatas e eleitas nas duas últimas eleições nacionais, Alves calcula que a Câmara dos Deputados poderá passar das atuais 45 deputadas federais para pelo menos 63.
No caso das deputadas estaduais, ele estima aumento de 124, em 2006, para pelo menos 161 em todo o país.
Para fazer as contas, Alves considerou os dados do TSE (atualizados até as 14h15 de ontem), que mostram um percentual de mulheres candidatas acima daquele verificado em anos anteriores.
Em 2002, 11,4% dos candidatos a deputado federal eram mulheres. Em 2006, 12,7%. Neste ano, são 21%.
"O aumento de eleitas, porém, não deve ser proporcional ao crescimento de candidatas, já que, conforme noticiado, partidos recorrem a "laranjas" para cumprir a "lei de cotas'", diz Alves.
A julgar pelas projeções, o Brasil chegaria a ter pelo menos 12,3% de mulheres em seu Parlamento. A taxa ainda estaria abaixo da média mundial, de 19,1%, mas acima do estágio atual, de 8,8%.
Com isso, o país poderia saltar cerca de 25 posições no ranking elaborado pela União Interparlamentar, organização ligada à ONU que monitora a participação feminina nos Parlamentos. O Brasil é hoje o 138º colocado.
LEI DE COTAS
Esse crescimento, contudo, não é "espontâneo". De acordo com Alves, a mudança na redação da "lei de cotas" na política terá sido fundamental para os prováveis resultados positivos.
Aprovada em 1997, a lei 9.504 determinava: "cada partido ou coligação deverá reservar o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo".
De lá até 2008, o verbo "reservar" foi a senha para que as legendas apenas "reservassem" espaço para mulheres, sem se preocuparem em de fato preencher as vagas.
Em 2009, o trecho "deverá reservar" foi alterado para "preencherá". Segundo especialistas, a mudança torna compulsório o cumprimento das cotas. O TSE, segundo sua assessoria, não tem posição definitiva sobre o tema.
Partidos e coligações que não tiverem atingido o percentual mínimo previsto em lei têm até dia 4 de agosto para preencher as cotas
Maioria dos candidatos tem mais de 45 anos
FILIPE COUTINHO
DE BRASÍLIA
A maioria dos candidatos nas eleições de outubro são homens, casados, não têm ensino superior, passaram dos 45 anos e disputam uma vaga nas Assembleias estaduais.
Os dados são do último levantamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que contabilizou dados de 20.335 candidatos em todo o país. Os números foram atualizados ontem e serão consolidados até o dia 20.
O levantamento mostra que a política brasileira ainda está longe da juventude. Apenas 12% dos políticos têm entre 18 e 34 anos, enquanto 61% passaram dos 45 anos.
A principal profissão apontada (16%) é "outros", escolhida pelo candidato que prefere não categorizar sua ocupação.
Em segundo lugar, aparece empresário (8%). Em quinto, consta "deputado". No total, 1.027 políticos adotaram o cargo temporário como profissão e disputam a reeleição.
Embalado pela candidatura de Marina Silva à Presidência, o PV divide com PT e PMDB o topo da quantidade de candidaturas, com 6,25%. PMDB e PT têm 6,11% e 6,02%, respectivamente.
33 candidatos ao governo são impugnados
Desse total, nove apoiam Dilma, e sete, Serra; impugnações têm que ser julgadas pelo TSE até o dia 5 de agosto
Estão supostamente na malha atingida pela Lei da Ficha Limpa Joaquim Roriz (DF), Jackson Lago e Roseana Sarney (MA)
DE SÃO PAULO
Uma em cada cinco candidaturas a governador de Estado está impugnada. Até ontem à noite, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) registrava 33 casos (19,7%), entre 167 candidaturas apresentadas.
As contestações têm como fonte desde o Ministério Público até coligações adversárias. Das impugnações, 17 atingem candidaturas nanicas nos Estados.
Entre os outros 16 candidatos competitivos, nove são palanques para a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT). Os outros sete entram na conta de apoios da campanha de José Serra (PSDB).
Os casos têm que ser julgados pelo TSE até o dia 5 de agosto e referem-se tanto a candidatos supostamente incluídos na Lei da Ficha Limpa, quanto inconsistências nas declarações de bens, por exemplo.
Estão supostamente na malha da ficha-suja candidatos como Jackson Lago (PDT) e Roseana Sarney (PMDB), ambos candidatos ao governo do Maranhão, além do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC), que tenta voltar ao cargo.
Ontem, o PV apresentou impugnação à candidatura de Sérgio Cabral (PMDB), que tenta a reeleição no Rio, mas ainda não tinha entrado no sistema do TSE. (BC)
Especialista atribui o crescimento à "lei de cotas", que estabelece percentuais mínimos de homens e mulheres
UIRÁ MACHADO
DE SÃO PAULO
O número de mulheres eleitas deputadas estaduais e federais deve crescer entre 30% e 40% neste ano.
O aumento, se confirmado nas urnas, será o maior da história do Brasil (em números absolutos), contribuirá para reduzir a desigualdade de gênero na política e melhorará a posição do país em rankings internacionais.
A projeção é do demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, pesquisador titular da Escola Nacional de Ciências Estatísticas, do IBGE.
Com base na relação entre candidatas e eleitas nas duas últimas eleições nacionais, Alves calcula que a Câmara dos Deputados poderá passar das atuais 45 deputadas federais para pelo menos 63.
No caso das deputadas estaduais, ele estima aumento de 124, em 2006, para pelo menos 161 em todo o país.
Para fazer as contas, Alves considerou os dados do TSE (atualizados até as 14h15 de ontem), que mostram um percentual de mulheres candidatas acima daquele verificado em anos anteriores.
Em 2002, 11,4% dos candidatos a deputado federal eram mulheres. Em 2006, 12,7%. Neste ano, são 21%.
"O aumento de eleitas, porém, não deve ser proporcional ao crescimento de candidatas, já que, conforme noticiado, partidos recorrem a "laranjas" para cumprir a "lei de cotas'", diz Alves.
A julgar pelas projeções, o Brasil chegaria a ter pelo menos 12,3% de mulheres em seu Parlamento. A taxa ainda estaria abaixo da média mundial, de 19,1%, mas acima do estágio atual, de 8,8%.
Com isso, o país poderia saltar cerca de 25 posições no ranking elaborado pela União Interparlamentar, organização ligada à ONU que monitora a participação feminina nos Parlamentos. O Brasil é hoje o 138º colocado.
LEI DE COTAS
Esse crescimento, contudo, não é "espontâneo". De acordo com Alves, a mudança na redação da "lei de cotas" na política terá sido fundamental para os prováveis resultados positivos.
Aprovada em 1997, a lei 9.504 determinava: "cada partido ou coligação deverá reservar o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo".
De lá até 2008, o verbo "reservar" foi a senha para que as legendas apenas "reservassem" espaço para mulheres, sem se preocuparem em de fato preencher as vagas.
Em 2009, o trecho "deverá reservar" foi alterado para "preencherá". Segundo especialistas, a mudança torna compulsório o cumprimento das cotas. O TSE, segundo sua assessoria, não tem posição definitiva sobre o tema.
Partidos e coligações que não tiverem atingido o percentual mínimo previsto em lei têm até dia 4 de agosto para preencher as cotas
Maioria dos candidatos tem mais de 45 anos
FILIPE COUTINHO
DE BRASÍLIA
A maioria dos candidatos nas eleições de outubro são homens, casados, não têm ensino superior, passaram dos 45 anos e disputam uma vaga nas Assembleias estaduais.
Os dados são do último levantamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que contabilizou dados de 20.335 candidatos em todo o país. Os números foram atualizados ontem e serão consolidados até o dia 20.
O levantamento mostra que a política brasileira ainda está longe da juventude. Apenas 12% dos políticos têm entre 18 e 34 anos, enquanto 61% passaram dos 45 anos.
A principal profissão apontada (16%) é "outros", escolhida pelo candidato que prefere não categorizar sua ocupação.
Em segundo lugar, aparece empresário (8%). Em quinto, consta "deputado". No total, 1.027 políticos adotaram o cargo temporário como profissão e disputam a reeleição.
Embalado pela candidatura de Marina Silva à Presidência, o PV divide com PT e PMDB o topo da quantidade de candidaturas, com 6,25%. PMDB e PT têm 6,11% e 6,02%, respectivamente.
33 candidatos ao governo são impugnados
Desse total, nove apoiam Dilma, e sete, Serra; impugnações têm que ser julgadas pelo TSE até o dia 5 de agosto
Estão supostamente na malha atingida pela Lei da Ficha Limpa Joaquim Roriz (DF), Jackson Lago e Roseana Sarney (MA)
DE SÃO PAULO
Uma em cada cinco candidaturas a governador de Estado está impugnada. Até ontem à noite, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) registrava 33 casos (19,7%), entre 167 candidaturas apresentadas.
As contestações têm como fonte desde o Ministério Público até coligações adversárias. Das impugnações, 17 atingem candidaturas nanicas nos Estados.
Entre os outros 16 candidatos competitivos, nove são palanques para a candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT). Os outros sete entram na conta de apoios da campanha de José Serra (PSDB).
Os casos têm que ser julgados pelo TSE até o dia 5 de agosto e referem-se tanto a candidatos supostamente incluídos na Lei da Ficha Limpa, quanto inconsistências nas declarações de bens, por exemplo.
Estão supostamente na malha da ficha-suja candidatos como Jackson Lago (PDT) e Roseana Sarney (PMDB), ambos candidatos ao governo do Maranhão, além do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC), que tenta voltar ao cargo.
Ontem, o PV apresentou impugnação à candidatura de Sérgio Cabral (PMDB), que tenta a reeleição no Rio, mas ainda não tinha entrado no sistema do TSE. (BC)
Lula faz hoje no Rio seu 1º comício com Dilma
Presidente também fará campanha em Recife, BH, Curitiba e São Paulo
Evento foi organizado pelo governador Sérgio Cabral; partido espera reunir de 30 mil a 50 mil pessoas na Cinelândia
VALDO CRUZ
MÁRCIO FALCÃO
FÁBIO AMATO
DE BRASÍLIA
Após ser multado por fazer propaganda antecipada para Dilma Rousseff (PT), o presidente Lula inicia hoje, no Rio, uma série de cinco grandes eventos nos quais pedirá votos explicitamente para sua candidata à Presidência.
Como participará destes eventos fora do horário de expediente e da agenda oficial de presidente, não corre o risco de sofrer punição. Nas palavras de um assessor de Lula, a partir de agora o presidente entra "pesado" na campanha para garantir que Dilma comece o horário eleitoral gratuito na TV, em 17 de agosto, à frente do candidato tucano, José Serra.
Nessa fase da campanha, antes da TV, Lula participará de caminhadas e comícios às sextas ou sábados em cinco capitais (uma do Nordeste, outra do Sul e três do Sudeste), focando sua atuação na região com mais eleitores.
Após o Rio, Lula estará ao lado de Dilma e do candidato a vice Michel Temer (PMDB) em Recife (23/7), Curitiba (30 ou 31/7), Belo Horizonte (6 ou 7/8) e por fim em São Paulo (13 ou 14/8), Estado onde o PSDB leva vantagem por estar no governo há 16 anos.
DISPUTA ACIRRADA
As últimas pesquisas indicam Serra e Dilma empatados na casa dos 39%. A expectativa no comando da campanha é que os dois sigam próximos até o início do horário eleitoral gratuito, mas com Dilma à frente por conta da atuação de Lula.
Depois, a equipe de Dilma acredita que ela pode abrir vantagem com a aparição do presidente no programa de TV, tanto nacional como nos Estados. Por esse raciocínio, uma vitória no primeiro turno dependeria da votação de Marina Silva.
Segundo assessores de Lula, o deslocamento e a alimentação do presidente em eventos da campanha serão pagos pelo comitê de Dilma, como prevê a lei. Lula acumula R$ 42,5 mil em multas por propaganda antecipada. Para os eventos, o partido também decidiu alugar um carro aberto para Dilma, que tem reclamado de cansaço.
O comício de hoje será na Cinelândia, no centro do Rio, e foi organizado pelo governador Sérgio Cabral (PMDB), que concorre à reeleição. O presidente da CUT no Estado, Darby Igayara, espera 50 mil pessoas.
O prefeito de Queimados, Max Lemos (PMDB), diz que 91 prefeitos se mobilizaram: ""Muitos, como eu, passaram dois dias ao telefone, convocando a militância". A Prefeitura de Queimados convidou famílias beneficiadas por programas sociais.
Evento foi organizado pelo governador Sérgio Cabral; partido espera reunir de 30 mil a 50 mil pessoas na Cinelândia
VALDO CRUZ
MÁRCIO FALCÃO
FÁBIO AMATO
DE BRASÍLIA
Após ser multado por fazer propaganda antecipada para Dilma Rousseff (PT), o presidente Lula inicia hoje, no Rio, uma série de cinco grandes eventos nos quais pedirá votos explicitamente para sua candidata à Presidência.
Como participará destes eventos fora do horário de expediente e da agenda oficial de presidente, não corre o risco de sofrer punição. Nas palavras de um assessor de Lula, a partir de agora o presidente entra "pesado" na campanha para garantir que Dilma comece o horário eleitoral gratuito na TV, em 17 de agosto, à frente do candidato tucano, José Serra.
Nessa fase da campanha, antes da TV, Lula participará de caminhadas e comícios às sextas ou sábados em cinco capitais (uma do Nordeste, outra do Sul e três do Sudeste), focando sua atuação na região com mais eleitores.
Após o Rio, Lula estará ao lado de Dilma e do candidato a vice Michel Temer (PMDB) em Recife (23/7), Curitiba (30 ou 31/7), Belo Horizonte (6 ou 7/8) e por fim em São Paulo (13 ou 14/8), Estado onde o PSDB leva vantagem por estar no governo há 16 anos.
DISPUTA ACIRRADA
As últimas pesquisas indicam Serra e Dilma empatados na casa dos 39%. A expectativa no comando da campanha é que os dois sigam próximos até o início do horário eleitoral gratuito, mas com Dilma à frente por conta da atuação de Lula.
Depois, a equipe de Dilma acredita que ela pode abrir vantagem com a aparição do presidente no programa de TV, tanto nacional como nos Estados. Por esse raciocínio, uma vitória no primeiro turno dependeria da votação de Marina Silva.
Segundo assessores de Lula, o deslocamento e a alimentação do presidente em eventos da campanha serão pagos pelo comitê de Dilma, como prevê a lei. Lula acumula R$ 42,5 mil em multas por propaganda antecipada. Para os eventos, o partido também decidiu alugar um carro aberto para Dilma, que tem reclamado de cansaço.
O comício de hoje será na Cinelândia, no centro do Rio, e foi organizado pelo governador Sérgio Cabral (PMDB), que concorre à reeleição. O presidente da CUT no Estado, Darby Igayara, espera 50 mil pessoas.
O prefeito de Queimados, Max Lemos (PMDB), diz que 91 prefeitos se mobilizaram: ""Muitos, como eu, passaram dois dias ao telefone, convocando a militância". A Prefeitura de Queimados convidou famílias beneficiadas por programas sociais.
Grande Midia - o PIG - boicota governo e agora censura site do planalto,lugar onde busco informações governamentais
Veja só o exemplo da atuação do esquema do chamado PIG , Partido dda Imprensa Golpista, que se alia aos demotucanos para defender os interesses do poder econômico que representa.
Esse esquema oligopólico da informação defende (só para ele)
a total liberdade de informação. O resto que luta pela verdadeira liberdade da informação e da verdade, para esse esquema, não tem direito à informação:
Veja o texto-exemplo desse esquema PIG-demotucano, na fsp
"Blog oficial divulga obras em campanha
Site do Planalto cita obras e realizações de Lula no período em que a legislação restringe a publicidade institucional
Presidência afirma que Blog do Planalto publica informações jornalísticas e nunca recebeu contestação
FÁBIO ZAMBELI
FÁBIO AMATO
DE BRASÍLIA
Mantido pela Secretaria de Comunicação da Presidência, o Blog do Planalto divulga obras e realizações do governo Lula no período em que a legislação restringe publicidade institucional.
Temas como a expansão de benefícios sociais para as mulheres e a massificação de acesso ao financiamento habitacional se misturam à defesa dos discursos do presidente no diário virtual, hospedado no portal da administração e abastecido por funcionários públicos.
A página chegou a ser usada para referendar a citação de Lula à ex-ministra Dilma Rousseff em evento do governo no qual foi lançado o edital do trem-bala, na terça.
Sob o título "Citação à ex-ministra foi reconhecimento histórico", notícia postada anteontem no blog reproduzia fala do presidente em que ele enaltece o papel de Dilma no projeto e tenta justificar sua menção no ato oficial. O texto saiu do ar ontem.
MULTA
Para a subprocuradora-geral Sandra Cureau, a inserção fere a legislação eleitoral: "Não poderia estar no blog. Porque ele [Lula] está repetindo e voltando a citar a candidata. Assim, dá conhecimento geral aos internautas a uma fala anterior que enaltece a ex-ministra. Isso num sítio mantido pelo governo".
Para ela, a conduta, isoladamente, é passível de multa de até R$ 30 mil. Mas, se analisada "no conjunto da obra", pode ensejar ação por abuso de poder político.
O site exibe ainda fotos de Dilma produzidas em março, mês em que ela já havia sido lançada pré-candidata, mas ainda ocupava a Casa Civil.
Mesmo caracterizada a infração, a efetivação de qualquer sanção, na jurisprudência do TSE, requer elementos que caracterizem potencial ofensivo capaz de afetar o equilíbrio da disputa.(eu: O QUE MAIS ME IMPRESSIONA E ME DEIXA INDIGNADO, REVOLTADO MESMO, É QUE ESSE TAL DO pIG MANCOMUNADO COM OS DEMOTUCANOS, SONHAM EM MELAR A ELEIÇÃO NA JUSTIÇA, MAS NUNCA FALAM NO DESEQUILÍBRIO DA DISPUTA QUANDO TODOS OS VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO DA CHAMADA GRANDE MÍDIA TRABALHAM FAZ MAIS DE VINTE ANOS A FAVOR DO ESQUEMA DEMOTUCANO E CONTRA LULA E OS MOVIMENTOS POPULARES.O QUE A JUSTIÇA DIZ DISTO?).A Secretaria de Imprensa da Presidência afirmou que "o Blog do Planalto publica informações jornalísticas" e que, "em dez meses e 15 dias de existência nunca recebeu esse tipo de contestação ora feita pela Folha". A Secom não informou a razão da retirada do material do blog após o questionamento."
Esse esquema oligopólico da informação defende (só para ele)
a total liberdade de informação. O resto que luta pela verdadeira liberdade da informação e da verdade, para esse esquema, não tem direito à informação:
Veja o texto-exemplo desse esquema PIG-demotucano, na fsp
"Blog oficial divulga obras em campanha
Site do Planalto cita obras e realizações de Lula no período em que a legislação restringe a publicidade institucional
Presidência afirma que Blog do Planalto publica informações jornalísticas e nunca recebeu contestação
FÁBIO ZAMBELI
FÁBIO AMATO
DE BRASÍLIA
Mantido pela Secretaria de Comunicação da Presidência, o Blog do Planalto divulga obras e realizações do governo Lula no período em que a legislação restringe publicidade institucional.
Temas como a expansão de benefícios sociais para as mulheres e a massificação de acesso ao financiamento habitacional se misturam à defesa dos discursos do presidente no diário virtual, hospedado no portal da administração e abastecido por funcionários públicos.
A página chegou a ser usada para referendar a citação de Lula à ex-ministra Dilma Rousseff em evento do governo no qual foi lançado o edital do trem-bala, na terça.
Sob o título "Citação à ex-ministra foi reconhecimento histórico", notícia postada anteontem no blog reproduzia fala do presidente em que ele enaltece o papel de Dilma no projeto e tenta justificar sua menção no ato oficial. O texto saiu do ar ontem.
MULTA
Para a subprocuradora-geral Sandra Cureau, a inserção fere a legislação eleitoral: "Não poderia estar no blog. Porque ele [Lula] está repetindo e voltando a citar a candidata. Assim, dá conhecimento geral aos internautas a uma fala anterior que enaltece a ex-ministra. Isso num sítio mantido pelo governo".
Para ela, a conduta, isoladamente, é passível de multa de até R$ 30 mil. Mas, se analisada "no conjunto da obra", pode ensejar ação por abuso de poder político.
O site exibe ainda fotos de Dilma produzidas em março, mês em que ela já havia sido lançada pré-candidata, mas ainda ocupava a Casa Civil.
Mesmo caracterizada a infração, a efetivação de qualquer sanção, na jurisprudência do TSE, requer elementos que caracterizem potencial ofensivo capaz de afetar o equilíbrio da disputa.(eu: O QUE MAIS ME IMPRESSIONA E ME DEIXA INDIGNADO, REVOLTADO MESMO, É QUE ESSE TAL DO pIG MANCOMUNADO COM OS DEMOTUCANOS, SONHAM EM MELAR A ELEIÇÃO NA JUSTIÇA, MAS NUNCA FALAM NO DESEQUILÍBRIO DA DISPUTA QUANDO TODOS OS VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO DA CHAMADA GRANDE MÍDIA TRABALHAM FAZ MAIS DE VINTE ANOS A FAVOR DO ESQUEMA DEMOTUCANO E CONTRA LULA E OS MOVIMENTOS POPULARES.O QUE A JUSTIÇA DIZ DISTO?).A Secretaria de Imprensa da Presidência afirmou que "o Blog do Planalto publica informações jornalísticas" e que, "em dez meses e 15 dias de existência nunca recebeu esse tipo de contestação ora feita pela Folha". A Secom não informou a razão da retirada do material do blog após o questionamento."
votar, é só votar: Dilma é o trem bala,linda, o mel da colméia, em alta velocidade; Serra é o gargamel marcha-lenta, o dono do engarrafamento
rewproduzo abaixo o texto de BERNARDO FIGUEIREDO, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), publicado na fsp.
O Trem de Alta Velocidade é ágil, seguro e de grande capacidade de transporte; ele dará ao Brasil o domínio de uma tecnologia de ponta
--------------------------------------------------------------------------------
Nos últimos dois anos, a sociedade brasileira começou a conhecer o Trem de Alta Velocidade (TAV). É um projeto de transporte de passageiros no corredor Rio de Janeiro-São Paulo-Campinas, cujos estudos de implantação são conduzidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Há nesse corredor demanda crescente por transporte de passageiros, e os sistemas aéreo e rodoviário já apresentam sinais de saturação. Ou seja, há necessidade urgente de elevados investimentos para atender à demanda.
Diante disso, o governo decidiu implantar um novo sistema de transportes no Brasil. O TAV é ágil, seguro, pontual e de grande capacidade de transporte. E dará ao Brasil o domínio de uma tecnologia de ponta, que poderá transformar o país em exportador de componentes desse serviço.
Os custos para implantação do TAV serão de responsabilidade das empresas privadas. O governo, por uma empresa estatal, participará como acionista minoritário, em até 10% do valor do empreendimento, como forma de assegurar o domínio do conhecimento para operação do serviço e de criar condições de financiabilidade do projeto.
A construção do TAV exigirá recursos de mais de R$ 33 bilhões, e o consórcio vencedor poderá buscar financiamento público de até R$ 19,9 bilhões. Troca-se aporte público, como é feito em outros países, por financiamento a juros e prazos adequados e pequena participação no capital, com retorno igual ao dos outros acionistas.
O custo estimado para a obra é uma referência para fixar um patamar de retorno do investimento. Se o projeto dos investidores indicar um custo maior, isso não implicará aumento da participação do governo federal no projeto.
O impacto será para o consórcio vencedor, que terá retorno do investimento menor que o previsto.
Como a seleção será pela oferta de menor tarifa, as alterações de orçamento da obra não implicarão também prejuízos para o usuário.
Cada tecnologia tem exigências específicas para construção da infraestrutura necessária à operação do TAV. Por isso, o governo optou por deixar para os investidores o detalhamento dos seus projetos na parte da infraestrutura. Assim, criam-se condições para uma participação ampla dos concorrentes, o que não ocorreria se fosse feito um projeto básico detalhado e fechado.
Essa modelagem foi assimilada pelos potenciais interessados em investir no TAV, e alguns deles já trabalham há um ano no projeto, com levantamento de informações detalhadas do solo e possíveis soluções de engenharia.
O modelo também foi bem compreendido pelos ministros do Tribunal de Contas da União, que não fizeram restrições significativas ao aprovarem acórdão que permitiu a licitação do TAV.
Estamos convictos de que fizemos a melhor escolha para a sociedade brasileira, que ganhará um sistema de transporte de passageiros moderno, eficiente e de baixo impacto ambiental, tão necessário neste momento em que o mundo busca soluções sustentáveis para o desenvolvimento socioeconômico.
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BERNARDO FIGUEIREDO é diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
O Trem de Alta Velocidade é ágil, seguro e de grande capacidade de transporte; ele dará ao Brasil o domínio de uma tecnologia de ponta
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Nos últimos dois anos, a sociedade brasileira começou a conhecer o Trem de Alta Velocidade (TAV). É um projeto de transporte de passageiros no corredor Rio de Janeiro-São Paulo-Campinas, cujos estudos de implantação são conduzidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Há nesse corredor demanda crescente por transporte de passageiros, e os sistemas aéreo e rodoviário já apresentam sinais de saturação. Ou seja, há necessidade urgente de elevados investimentos para atender à demanda.
Diante disso, o governo decidiu implantar um novo sistema de transportes no Brasil. O TAV é ágil, seguro, pontual e de grande capacidade de transporte. E dará ao Brasil o domínio de uma tecnologia de ponta, que poderá transformar o país em exportador de componentes desse serviço.
Os custos para implantação do TAV serão de responsabilidade das empresas privadas. O governo, por uma empresa estatal, participará como acionista minoritário, em até 10% do valor do empreendimento, como forma de assegurar o domínio do conhecimento para operação do serviço e de criar condições de financiabilidade do projeto.
A construção do TAV exigirá recursos de mais de R$ 33 bilhões, e o consórcio vencedor poderá buscar financiamento público de até R$ 19,9 bilhões. Troca-se aporte público, como é feito em outros países, por financiamento a juros e prazos adequados e pequena participação no capital, com retorno igual ao dos outros acionistas.
O custo estimado para a obra é uma referência para fixar um patamar de retorno do investimento. Se o projeto dos investidores indicar um custo maior, isso não implicará aumento da participação do governo federal no projeto.
O impacto será para o consórcio vencedor, que terá retorno do investimento menor que o previsto.
Como a seleção será pela oferta de menor tarifa, as alterações de orçamento da obra não implicarão também prejuízos para o usuário.
Cada tecnologia tem exigências específicas para construção da infraestrutura necessária à operação do TAV. Por isso, o governo optou por deixar para os investidores o detalhamento dos seus projetos na parte da infraestrutura. Assim, criam-se condições para uma participação ampla dos concorrentes, o que não ocorreria se fosse feito um projeto básico detalhado e fechado.
Essa modelagem foi assimilada pelos potenciais interessados em investir no TAV, e alguns deles já trabalham há um ano no projeto, com levantamento de informações detalhadas do solo e possíveis soluções de engenharia.
O modelo também foi bem compreendido pelos ministros do Tribunal de Contas da União, que não fizeram restrições significativas ao aprovarem acórdão que permitiu a licitação do TAV.
Estamos convictos de que fizemos a melhor escolha para a sociedade brasileira, que ganhará um sistema de transporte de passageiros moderno, eficiente e de baixo impacto ambiental, tão necessário neste momento em que o mundo busca soluções sustentáveis para o desenvolvimento socioeconômico.
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BERNARDO FIGUEIREDO é diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Cuidado com a armação da mídia golpista,sempre em conluio com o postulante do PSDB à presidência José Serra, o omisso, que mente à custa do PIG
José Serra é conhecido por demitir por telefone jornalistas que não o elogiam descaradamente nem levantam a bola para ele, como faz a grande mídia desde sempre, especialmwente depois da campanha de 2002, quando mantéum suporte falsamente noticioso, com denúncias falsas provocadas pelos demotucanos. Se o leitor prestar um´pouco de atenção e intrpretar os textos dessa grande mídia, fica evidente essa junção de interesses ds grande mídia e dos demotucanos.O objetivo é criticar sempre o PT. e os movimentos sociais e principalmente, o MST e a Cut. E diretamente, ou por tabela, a candidata represewntante dos setores das maioria do pópvo brasileiro.
Esse esquema midiático demotucuano
já ficou famoso como
Partido da Imprensa Golpista - PIG.
O pior, no etntanto, não é "só" isso. O pior e criminoso é que julgam a priori tudo o qe essas organizações e movimentos populare fazem... Exemplo: qualquer invenção demotucana contra pessoas que representam essaas organizações são mantidas e defendidas pela grande mídia como verdades absolutas. Essa grande mídia vinculada aos demotucanos - PIG - age como aqueles policias que atiram nas pessoas antes para depois pedir os documentos. Para eles, a Justiça que deveria e deve, dentro do império da lei julgar litígios, não existe.... Na verdade, esse oligopólio demotucano-midiático, é o verdadeiro dono do poder no Brasil - o poder eonômico....
A última do PIG é crimninalizar a campanha política petista e seus aliados...
Esse esquema midiático demotucuano
já ficou famoso como
Partido da Imprensa Golpista - PIG.
O pior, no etntanto, não é "só" isso. O pior e criminoso é que julgam a priori tudo o qe essas organizações e movimentos populare fazem... Exemplo: qualquer invenção demotucana contra pessoas que representam essaas organizações são mantidas e defendidas pela grande mídia como verdades absolutas. Essa grande mídia vinculada aos demotucanos - PIG - age como aqueles policias que atiram nas pessoas antes para depois pedir os documentos. Para eles, a Justiça que deveria e deve, dentro do império da lei julgar litígios, não existe.... Na verdade, esse oligopólio demotucano-midiático, é o verdadeiro dono do poder no Brasil - o poder eonômico....
A última do PIG é crimninalizar a campanha política petista e seus aliados...
Dilma 2010 para seguir mudando pra melhor :A autoestima volta, diz Latinobarómetro
o Latinobarómetro, que faz periódicas aferições sobre a América do Sul, com a benção da ONU, através do PNUD, demonstra, depois de vários anos pesquisando,ar que estamos mudando, não somente o Brasil, mas nossos vizinhos.
Há um grau de satisfação com a família, a vida, o país, o mundo, achando que tudo está melhorando. Os números são tão altos que assustam: 94% estão felizes com suas famílias e 75% dizem que o Brasil está no rumo correto.
O pessimismo está desaparecendo e aquela história do mau humor com nossa terra está ficando para trás. Diminui a miséria, a classe média aumenta e o sentimento é de que demos adeus ao pessimismo, o velho cacoete de que estamos à beira do abismo.
Dizem os pesquisadores que as zonas dos emergentes são as únicas do mundo em que isso acontece. A velha Europa afunda numa tristeza de dar desgosto. Os Estados Unidos não saíram da sua crise econômica e surge outra crise: a existencial.
É possível estabelecer mesmo uma regra de que, quando você acha o mundo melhor que seu país, é desejo de emigrar. Já o contrário nos leva a ser um país de receber imigrantes. O Brasil agora vê os que emigraram voltando, achando que as coisas aqui estão melhor que lá fora.
Até os EUA se beneficiaram desse clima brasileiro. Nós, que tínhamos uma permanente idiossincrasia com eles, já os vemos (74%) de uma maneira positiva. Já com o Japão baixamos para 64% e em relação à União Europeia a 62%.
Cambian las suertes, como dizem os espanhóis. No tempo em que governei, o grande problema era tentar acabar com o forte sentimento antiamericano. Hoje, além de ter boa opinião deles, 67% creem que eles têm respeito ao Brasil.
Outro dado interessante é que são dos jovens os mais altos índices, mostrando que veem a vida com menos emoção e mais razão. São menos críticos e já ultrapassaram aquela fase de que ser jovem é ser revolucionário e revoltado.
Confesso que não sei se é um bem ou um mal, como dizem os chineses na sua visão das contradições. Foi a velha juventude das utopias que moveu o mundo para melhorar. Vamos em frente. China, Brasil, Índia, Rússia, África do Sul vivem sua melhor fase.
Há um grau de satisfação com a família, a vida, o país, o mundo, achando que tudo está melhorando. Os números são tão altos que assustam: 94% estão felizes com suas famílias e 75% dizem que o Brasil está no rumo correto.
O pessimismo está desaparecendo e aquela história do mau humor com nossa terra está ficando para trás. Diminui a miséria, a classe média aumenta e o sentimento é de que demos adeus ao pessimismo, o velho cacoete de que estamos à beira do abismo.
Dizem os pesquisadores que as zonas dos emergentes são as únicas do mundo em que isso acontece. A velha Europa afunda numa tristeza de dar desgosto. Os Estados Unidos não saíram da sua crise econômica e surge outra crise: a existencial.
É possível estabelecer mesmo uma regra de que, quando você acha o mundo melhor que seu país, é desejo de emigrar. Já o contrário nos leva a ser um país de receber imigrantes. O Brasil agora vê os que emigraram voltando, achando que as coisas aqui estão melhor que lá fora.
Até os EUA se beneficiaram desse clima brasileiro. Nós, que tínhamos uma permanente idiossincrasia com eles, já os vemos (74%) de uma maneira positiva. Já com o Japão baixamos para 64% e em relação à União Europeia a 62%.
Cambian las suertes, como dizem os espanhóis. No tempo em que governei, o grande problema era tentar acabar com o forte sentimento antiamericano. Hoje, além de ter boa opinião deles, 67% creem que eles têm respeito ao Brasil.
Outro dado interessante é que são dos jovens os mais altos índices, mostrando que veem a vida com menos emoção e mais razão. São menos críticos e já ultrapassaram aquela fase de que ser jovem é ser revolucionário e revoltado.
Confesso que não sei se é um bem ou um mal, como dizem os chineses na sua visão das contradições. Foi a velha juventude das utopias que moveu o mundo para melhorar. Vamos em frente. China, Brasil, Índia, Rússia, África do Sul vivem sua melhor fase.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
DILMA 2010 PORQUE DILMA LUTOU, LUTA E LUTARÁ POR ISSO:13 CERTEZAS DE QUE O BRASIL SEGUIRÁ MUDANDO
1. FIM DA MISÉRIA – Com Lula, 31 milhões de pessoas entraram para a classe média e 24 milhões saíram da pobreza absoluta. Dilma vai
aprofundar esse caminho e acabar com a miséria no país.
2. MAIS EMPREGOS – O Brasil nunca gerou tantos empregos como agora. Dilma – que coordenou o PAC e o Minha Casa, Minha Vida, programas que levam obras e empregos a todo o país – é a garantia de que o mercado de trabalho vai continuar crescendo para todos.
3. MAIS REAJUSTES SALARIAIS – Com Lula, o salário mínimo sempre teve reajustes bem acima da inflação e houve aumento da massa salarial em geral. Dilma vai manter e aperfeiçoar essa política que tem ajudado a melhorar a vida de tanta gente.
4. MAIS BOLSA FAMÍLIA – Agora, todos os candidatos falam bem do Bolsa Família, mas o brasileiro sabe: só Dilma garante o fortalecimento desse e de outros programas sociais criados por Lula.
5. MAIS EDUCAÇÃO – Lula criou o ProUni, mais universidades e escolas técnicas do que qualquer outro governo. Dilma vai seguir abrindo as portas da educação para todos. Com ela, não haverá um único município brasileiro, a partir de 40 mil habitantes, que não tenha Escola Técnica.
6. MAIS SAÚDE – Lula ampliou o Saúde da Família, criou o Samu 192,
as Farmácias Populares e o Brasil Sorridente. Dilma já garantiu: vai
criar 500 Unidades de Pronto Atendimento – as UPAs 24 horas. E 8.600
novas Unidades Básicas de Saúde – as UBS.
7. MAIS SEGURANÇA – Lula está fazendo um investimento inédito na segurança, com o Pronasci, que tem, entre suas prioridades, o policiamento comunitário, a inclusão do jovem e a parceria com a sociedade. Dilma vai ampliar essa ação, usando como modelo as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que estão livrando várias comunidades do Rio de Janeiro do domínio do tráfico.
8. MAIS COMBATE AO CRACK – Dilma vai combater essa praga com autoridade, carinho e apoio. Apoio para impedir que mais jovens caiam nessa armadilha fatal. Carinho para cuidar dos que precisam se libertar do vício. E autoridade para combater e derrotar os traficantes, estejam onde estiverem.
9. MAIS CRECHES – Dilma quer garantir mais tranquilidade para as famílias que trabalham e não têm onde deixar os filhos. Por isso, já assumiu o compromisso de construir 6 mil creches e pré-escolas em todo o país.
10. MAIS MORADIAS POPULARES – Juntos, Lula e Dilma criaram o Minha Casa, Minha Vida, que está realizando o sonho da casa própria de muita gente. Dilma vai ampliar o programa, garantindo mais 2 milhões de moradias populares para quem mais precisa.
11. MAIS APOIO AO CAMPO – Nossos agricultores nunca tiveram tanto apoio para produzir e crescer na vida. Dilma – que criou o Luz para Todos e beneficiou mais de 11 milhões de brasileiros que vivem no campo – é a certeza de que esse trabalho vai seguir em frente, tanto para o agronegócio como para a agricultura familiar.
12. MAIS CRÉDITO – Lula criou o crédito consignado e facilitou o acesso da população a várias linhas de crédito. É por aí que Dilma vai seguir para continuar beneficiando toda a população.
13. MAIS RESPEITO AO BRASIL – Com Lula, o Brasil pagou sua dívida com o FMI e passou a ser um país respeitado em todo o mundo. Dilma quer o Brasil assim: forte, independente e cada vez mais admirado aqui e lá fora.
DILMA 2010 PORQUE DILMA LUTOU, LUTA E LUTARÁ POR ISSO
aprofundar esse caminho e acabar com a miséria no país.
2. MAIS EMPREGOS – O Brasil nunca gerou tantos empregos como agora. Dilma – que coordenou o PAC e o Minha Casa, Minha Vida, programas que levam obras e empregos a todo o país – é a garantia de que o mercado de trabalho vai continuar crescendo para todos.
3. MAIS REAJUSTES SALARIAIS – Com Lula, o salário mínimo sempre teve reajustes bem acima da inflação e houve aumento da massa salarial em geral. Dilma vai manter e aperfeiçoar essa política que tem ajudado a melhorar a vida de tanta gente.
4. MAIS BOLSA FAMÍLIA – Agora, todos os candidatos falam bem do Bolsa Família, mas o brasileiro sabe: só Dilma garante o fortalecimento desse e de outros programas sociais criados por Lula.
5. MAIS EDUCAÇÃO – Lula criou o ProUni, mais universidades e escolas técnicas do que qualquer outro governo. Dilma vai seguir abrindo as portas da educação para todos. Com ela, não haverá um único município brasileiro, a partir de 40 mil habitantes, que não tenha Escola Técnica.
6. MAIS SAÚDE – Lula ampliou o Saúde da Família, criou o Samu 192,
as Farmácias Populares e o Brasil Sorridente. Dilma já garantiu: vai
criar 500 Unidades de Pronto Atendimento – as UPAs 24 horas. E 8.600
novas Unidades Básicas de Saúde – as UBS.
7. MAIS SEGURANÇA – Lula está fazendo um investimento inédito na segurança, com o Pronasci, que tem, entre suas prioridades, o policiamento comunitário, a inclusão do jovem e a parceria com a sociedade. Dilma vai ampliar essa ação, usando como modelo as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que estão livrando várias comunidades do Rio de Janeiro do domínio do tráfico.
8. MAIS COMBATE AO CRACK – Dilma vai combater essa praga com autoridade, carinho e apoio. Apoio para impedir que mais jovens caiam nessa armadilha fatal. Carinho para cuidar dos que precisam se libertar do vício. E autoridade para combater e derrotar os traficantes, estejam onde estiverem.
9. MAIS CRECHES – Dilma quer garantir mais tranquilidade para as famílias que trabalham e não têm onde deixar os filhos. Por isso, já assumiu o compromisso de construir 6 mil creches e pré-escolas em todo o país.
10. MAIS MORADIAS POPULARES – Juntos, Lula e Dilma criaram o Minha Casa, Minha Vida, que está realizando o sonho da casa própria de muita gente. Dilma vai ampliar o programa, garantindo mais 2 milhões de moradias populares para quem mais precisa.
11. MAIS APOIO AO CAMPO – Nossos agricultores nunca tiveram tanto apoio para produzir e crescer na vida. Dilma – que criou o Luz para Todos e beneficiou mais de 11 milhões de brasileiros que vivem no campo – é a certeza de que esse trabalho vai seguir em frente, tanto para o agronegócio como para a agricultura familiar.
12. MAIS CRÉDITO – Lula criou o crédito consignado e facilitou o acesso da população a várias linhas de crédito. É por aí que Dilma vai seguir para continuar beneficiando toda a população.
13. MAIS RESPEITO AO BRASIL – Com Lula, o Brasil pagou sua dívida com o FMI e passou a ser um país respeitado em todo o mundo. Dilma quer o Brasil assim: forte, independente e cada vez mais admirado aqui e lá fora.
DILMA 2010 PORQUE DILMA LUTOU, LUTA E LUTARÁ POR ISSO
CUT divulga nota em resposta a ofensas feitas por candidato tucano
Em nota da Central Unica dos Trabalhadores (CUT), assinada pelo presidente nacional da entidade, Artur Henrique, a entidade responde às ofensas de José Serra dirigidas aos sindicalistas.
Leia a íntegra:
"Candidato demonstra mais uma vez desequilíbrio. Que ele saiba pelo menos administrar o seguro-desemprego dele
As declarações de José Serra a respeito da CUT demonstram, mais uma vez, o desequilíbrio do candidato e não combinam com o cargo que, em sua vã pretensão, causa-lhe devaneios.
Acusações tolas, deselegantes, pronunciadas na sede de uma outra central.
A CUT vai continuar independente, de luta, de massa, – algo que o PSDB jamais foi e jamais será – e tem orgulho de reafirmar seu compromisso com as mudanças, das quais somos uma das protagonistas.
Esperamos que o candidato, no futuro próximo, saiba administrar de maneira eficiente pelo menos o seu seguro-desemprego, que ele diz falsamente ser sua criação".
Leia a íntegra:
"Candidato demonstra mais uma vez desequilíbrio. Que ele saiba pelo menos administrar o seguro-desemprego dele
As declarações de José Serra a respeito da CUT demonstram, mais uma vez, o desequilíbrio do candidato e não combinam com o cargo que, em sua vã pretensão, causa-lhe devaneios.
Acusações tolas, deselegantes, pronunciadas na sede de uma outra central.
A CUT vai continuar independente, de luta, de massa, – algo que o PSDB jamais foi e jamais será – e tem orgulho de reafirmar seu compromisso com as mudanças, das quais somos uma das protagonistas.
Esperamos que o candidato, no futuro próximo, saiba administrar de maneira eficiente pelo menos o seu seguro-desemprego, que ele diz falsamente ser sua criação".
Mídia: Entidades debateram democratização do acesso à comunicação
Na noite da quarta-feira (14), dirigentes da CUT e representantes dos movimentos sociais se reuniram na capital paulista para discutir um assunto que causa arrepios às poucas famílias proprietárias dos grandes meios de comunicação no Brasil: a democratização do acesso à informação.
O encontro teve como tema "Regulamentação e controle social na imprensa - A experiência latino-americana" e ocorreu na sede do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
O secretário de administração e finanças da CUT, Vagner Freitas, inicou as discussões destacando que apesar dos avanços conquistados nos últimos anos, os sistemas financeiro e de comunicação ainda são excludentes e funcionam tal qual no período da ditadura.
"Convivemos com uma absurda manipulação que obriga as pessoas a pensarem de acordo com uma [única] diretriz. Ampliar a inclusão não é apenas modernizar a oferta da notícia, mas também permitir que as pessoas tenham contato com diversas visões sobre um assunto."
Democracia é censura?
O vice-presidente da Federação dos Jornalistas da América Latina e Caribe, conselheiro da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) e vice-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Celso Schröder, lembrou que a ascenção ao poder de forças democráticas criou um ambiente favorável à luta pela democracia.
Porém, os ataques de quem não quer ver o fim do monopólio também cresceram. "Além do Brasil, Argentina, Chile, Uruguai e Venezuela continuam tendo dificuldade em implementar um processo de regulamentação e enfretam o discurso liberal de que qualquer tipo de atuação do Estado e da sociedade em defesa da liberdade de expressão é censura", afirmou.
Presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, José Augusto Camargo, o Guto, lembrou também o caso recente da demissão do jornalista Heródoto Barbeiro, ex-apresentador do programa Roda Viva da TV Cultura, após indagar o governador José Serra sobre os abusivos pedágios paulistas.
Gabriel Priolli, diretor de jornalismo da mesma emissora, também foi demitido por planejar uma matéria sobre o mesmo tema. "Os jornalistas da emissora ficam com medo de perguntar sobre temas que desagradem ao candidato Serra com medo de perder o emprego. Isso é uma afronta à liberdade de expressão", afirmou.
Schröder comentou ainda a necessidade de resgatar as propostas aprovadas na 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que ocorreu em dezembro de 2009, em especial um ítem aprovado por unânimidade: a criação de um conselho de comunicação social. "Precisamos de uma organização para mapear as diversas iniciativas que estão ocorrendo no País, como o PL 29 que não dialoga com os setores preocupados com a comunicação e com os trabalhadores."
Ele refere-se ao Projeto de Lei 29/2007, de autoria do deputado federal Paulo Bornhausen (DEM-SC), que permite a entrada de empresas estrangeiras de telecomunicação no setor de TV por assinatura, desde que reservem o ínfimo índice de 10% para a produção nacional. O PL já foi aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados e agora segue para o Senado.
Derrota econômica
Diretor da Rede Brasil Atual e presidente da Associação dos Funcionários do Grupo Santander, Banespa, Banesprev e Cabesp (Afubesp), Paulo Salvador, também defendeu a regulamentação da comunicação como forma de responsabilizar quem atua levianamente.
"Sempre vimos e ouvimos que o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) promovia uma verdadeira esbórnia com o dinheiro público, que era financiado pelo governo Lula. Porém, a CPMI acabou sem encontrar qualquer irregularidade nos convênios com a União e agora devemos perguntar: quem responderá pelas acusações?", questionou.
Salvador acredita que os movimentos sociais precisam capitanear uma derrota econômica a quem não respeita os trabalhadores. "Devemos implementar a democracia impondo uma derrota econômica ao negócio deles, diminuindo o número de leitores, aumentando nossa força e investindo em comunicação como estratégia de dar voz ao povo."
Secretária de Comunicação da CUT, Rosane Bertotti, acrescentou outros pontos à intervenção de Paulo Salvador. "É possível pautar a sociedade pelas redes sociais e devemos ocupar esse espaço, além de nos articularmos para que sejamos ouvidos em órgãos como o Conselho Gestor da Internet."
A dirigente também citou a necessidade de não deixar que as propostas da Confecom caiam no esquecimento. "Quando pensamos em comunicação, logo lembrados das emissoras de TV. Não há como democratizar sem mudar a estrutura de concessão, que foi muito debatida na conferência. O governo Lula não teve correlação de forças para mexer nos monopólios, então, precisamos continuar essa discussão na linha das propostas e do enfrentamento", disse.
Para ela, os trabalhadores precisarão assumir o debate sobre o destino das verbas públicas para a publicidade. "Devemos discutir esse tema, porque não é possível que a revista Veja leve milhões em propaganda [das esferas de governo] e nem 1% desse montante seja destinado à Revista do Brasil", criticou
O encontro teve como tema "Regulamentação e controle social na imprensa - A experiência latino-americana" e ocorreu na sede do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
O secretário de administração e finanças da CUT, Vagner Freitas, inicou as discussões destacando que apesar dos avanços conquistados nos últimos anos, os sistemas financeiro e de comunicação ainda são excludentes e funcionam tal qual no período da ditadura.
"Convivemos com uma absurda manipulação que obriga as pessoas a pensarem de acordo com uma [única] diretriz. Ampliar a inclusão não é apenas modernizar a oferta da notícia, mas também permitir que as pessoas tenham contato com diversas visões sobre um assunto."
Democracia é censura?
O vice-presidente da Federação dos Jornalistas da América Latina e Caribe, conselheiro da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) e vice-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Celso Schröder, lembrou que a ascenção ao poder de forças democráticas criou um ambiente favorável à luta pela democracia.
Porém, os ataques de quem não quer ver o fim do monopólio também cresceram. "Além do Brasil, Argentina, Chile, Uruguai e Venezuela continuam tendo dificuldade em implementar um processo de regulamentação e enfretam o discurso liberal de que qualquer tipo de atuação do Estado e da sociedade em defesa da liberdade de expressão é censura", afirmou.
Presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, José Augusto Camargo, o Guto, lembrou também o caso recente da demissão do jornalista Heródoto Barbeiro, ex-apresentador do programa Roda Viva da TV Cultura, após indagar o governador José Serra sobre os abusivos pedágios paulistas.
Gabriel Priolli, diretor de jornalismo da mesma emissora, também foi demitido por planejar uma matéria sobre o mesmo tema. "Os jornalistas da emissora ficam com medo de perguntar sobre temas que desagradem ao candidato Serra com medo de perder o emprego. Isso é uma afronta à liberdade de expressão", afirmou.
Schröder comentou ainda a necessidade de resgatar as propostas aprovadas na 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que ocorreu em dezembro de 2009, em especial um ítem aprovado por unânimidade: a criação de um conselho de comunicação social. "Precisamos de uma organização para mapear as diversas iniciativas que estão ocorrendo no País, como o PL 29 que não dialoga com os setores preocupados com a comunicação e com os trabalhadores."
Ele refere-se ao Projeto de Lei 29/2007, de autoria do deputado federal Paulo Bornhausen (DEM-SC), que permite a entrada de empresas estrangeiras de telecomunicação no setor de TV por assinatura, desde que reservem o ínfimo índice de 10% para a produção nacional. O PL já foi aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados e agora segue para o Senado.
Derrota econômica
Diretor da Rede Brasil Atual e presidente da Associação dos Funcionários do Grupo Santander, Banespa, Banesprev e Cabesp (Afubesp), Paulo Salvador, também defendeu a regulamentação da comunicação como forma de responsabilizar quem atua levianamente.
"Sempre vimos e ouvimos que o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) promovia uma verdadeira esbórnia com o dinheiro público, que era financiado pelo governo Lula. Porém, a CPMI acabou sem encontrar qualquer irregularidade nos convênios com a União e agora devemos perguntar: quem responderá pelas acusações?", questionou.
Salvador acredita que os movimentos sociais precisam capitanear uma derrota econômica a quem não respeita os trabalhadores. "Devemos implementar a democracia impondo uma derrota econômica ao negócio deles, diminuindo o número de leitores, aumentando nossa força e investindo em comunicação como estratégia de dar voz ao povo."
Secretária de Comunicação da CUT, Rosane Bertotti, acrescentou outros pontos à intervenção de Paulo Salvador. "É possível pautar a sociedade pelas redes sociais e devemos ocupar esse espaço, além de nos articularmos para que sejamos ouvidos em órgãos como o Conselho Gestor da Internet."
A dirigente também citou a necessidade de não deixar que as propostas da Confecom caiam no esquecimento. "Quando pensamos em comunicação, logo lembrados das emissoras de TV. Não há como democratizar sem mudar a estrutura de concessão, que foi muito debatida na conferência. O governo Lula não teve correlação de forças para mexer nos monopólios, então, precisamos continuar essa discussão na linha das propostas e do enfrentamento", disse.
Para ela, os trabalhadores precisarão assumir o debate sobre o destino das verbas públicas para a publicidade. "Devemos discutir esse tema, porque não é possível que a revista Veja leve milhões em propaganda [das esferas de governo] e nem 1% desse montante seja destinado à Revista do Brasil", criticou
Dilma celebra no Paraná união de aliados em torno do projeto nacional
A candidata do governo Lula à presidência, Dilma Rousseff, se reuniu ontem (14) à noite com mais de 800 lideranças políticas em Curitiba. Foi a oportunidade para mostrar a importância da união dos principais aliados da campanha nacional no estado.
Mais de 230 prefeitos compareceram ao ato de apoio à Dilma. No Paraná, Osmar Dias (PDT) concorre ao governo, tendo como vice o deputado federal Rocha Loures (PMDB). Gleisi Hoffmann (PT) e o ex-governador Roberto Requião (PMDB) são candidatos ao Senado.
A construção dessa aliança, que inclui o PCdoB também, foi bastante negociada. Dilma e os demais aliados reforçaram a sua importância e o papel de destaque do atual governador, Orlando Pessuti, que desistiu de concorrer ao cargo pela aliança.
“Numa campanha presidencial, o que tem de mais forte é esse encontro que a gente tem com as pessoas e olhar diferente das pessoas. Tem momentos especiais. É como na vida, a gente vê a grandeza de certas ações e as vitórias que nos dão força para persistir e ter força para ganhar a eleição presidencial. E hoje eu assisti um desses momentos", disse.
Dilma acrescentou: "Eu vi aqui um momento de vitória nessa minha caminhada na busca da continuidade do projeto do governo Lula. Acredito que o Paraná vive aqui na expressão dessa aliança a unidade em torno do projeto”.
Trabalho reconhecido
Osmar Dias lembrou que as conversas para a montagem da aliança duraram um ano e meio. Segundo ele, Dilma tem o apoio porque o governo Lula conseguiu a melhoria das condições sociais.
“Eu apoio as políticas do governo Lula desde o começo, mas demorei um ano e meio para falar companheiro e companheira. E vou ter que aprender a falar camarada também porque o PCdoB está com a gente”, discursou.
Dilma ressaltou novamente que a visão do seu projeto difere dos adversários porque enxerga as iniciativas federais como benefício para os 190 milhões de brasileiros e não apenas como uma forma de elevar os números da economia.
Para ela, esses avanços não são obtidos sem a parceria com os prefeitos e os governadores. “Estou aqui diante de lideranças políticas que sabem que jamais perguntamos a origem partidária de quem quer que seja, prefeito, prefeita, secretário, ou funcionário, ou governador. Governar tem de ser com todos, com cada um dos eleitos pelo voto popular. Essa foi a marca do governo Lula.”
Mais de 230 prefeitos compareceram ao ato de apoio à Dilma. No Paraná, Osmar Dias (PDT) concorre ao governo, tendo como vice o deputado federal Rocha Loures (PMDB). Gleisi Hoffmann (PT) e o ex-governador Roberto Requião (PMDB) são candidatos ao Senado.
A construção dessa aliança, que inclui o PCdoB também, foi bastante negociada. Dilma e os demais aliados reforçaram a sua importância e o papel de destaque do atual governador, Orlando Pessuti, que desistiu de concorrer ao cargo pela aliança.
“Numa campanha presidencial, o que tem de mais forte é esse encontro que a gente tem com as pessoas e olhar diferente das pessoas. Tem momentos especiais. É como na vida, a gente vê a grandeza de certas ações e as vitórias que nos dão força para persistir e ter força para ganhar a eleição presidencial. E hoje eu assisti um desses momentos", disse.
Dilma acrescentou: "Eu vi aqui um momento de vitória nessa minha caminhada na busca da continuidade do projeto do governo Lula. Acredito que o Paraná vive aqui na expressão dessa aliança a unidade em torno do projeto”.
Trabalho reconhecido
Osmar Dias lembrou que as conversas para a montagem da aliança duraram um ano e meio. Segundo ele, Dilma tem o apoio porque o governo Lula conseguiu a melhoria das condições sociais.
“Eu apoio as políticas do governo Lula desde o começo, mas demorei um ano e meio para falar companheiro e companheira. E vou ter que aprender a falar camarada também porque o PCdoB está com a gente”, discursou.
Dilma ressaltou novamente que a visão do seu projeto difere dos adversários porque enxerga as iniciativas federais como benefício para os 190 milhões de brasileiros e não apenas como uma forma de elevar os números da economia.
Para ela, esses avanços não são obtidos sem a parceria com os prefeitos e os governadores. “Estou aqui diante de lideranças políticas que sabem que jamais perguntamos a origem partidária de quem quer que seja, prefeito, prefeita, secretário, ou funcionário, ou governador. Governar tem de ser com todos, com cada um dos eleitos pelo voto popular. Essa foi a marca do governo Lula.”
Presidente do PT critica a "parcialidade" da mídia
José Eduardo Dutra diz que alguns veículos, como a "Veja", não são plurais
Direção da publicação não quis se manifestar sobre a crítica; dirigente do partido afirma que não defende a censura
RANIER BRAGON
DE BRASÍLIA
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, defendeu na noite de anteontem o ponto do programa de governo de Dilma Rousseff que afirma que as cadeias de rádio e TV, em geral, são "pouco afeitas" à qualidade, ao pluralismo e ao debate democrático.
"É uma constatação", disse Dutra, coordenador da campanha de Dilma. Questionado a quais órgãos se referia, ele não citou TVs ou rádios, mas sim a revista "Veja", da Editora Abril.
"Isso [a crítica à mídia] não se refere a programa de governo, é uma constatação. Estamos vendo isso. Basta analisar se a postura de alguns órgãos de imprensa tem sido plural. Minha avaliação é de que não tem sido", afirmou após o jantar em que Dilma se reuniu com mais de 200 deputados e senadores no Lago Sul de Brasília.
"Por exemplo, a revista "Veja". Minha visão é a de que eles não têm sido plurais", disse. Dutra negou que a avaliação embasará alguma ação de Dilma, caso eleita.
"O que vamos fazer, vamos censurar? Claro que não, mas tenho também a liberdade de poder expressar a minha opinião. O fato é que a liberdade de imprensa é irrevogável, ponto." Procurada pela Folha, a "Veja" informou que não iria se manifestar a respeito das críticas.
A primeira versão do programa de governo de Dilma, protocolada no TSE na manhã do dia 5, tinha reivindicações de alas radicais do PT, como medidas para "combater o monopólio dos meios eletrônicos de informação, cultura e entretenimento".
Após reação de aliados, o PT recuou e enviou ao TSE, no final do mesmo dia, uma "errata" em que suprimia alguns dos pontos polêmicos, mas mantinha a crítica à mídia e a avaliação de que há "monopólio e concentração dos meios de comunicação".
O partido argumentou ter havido um mero erro administrativo, embora as rubricas de Dilma constassem apenas na primeira versão. Dutra não disse se a avaliação sobre a imprensa permanecerá na nova versão do plano que será apresentada.
Direção da publicação não quis se manifestar sobre a crítica; dirigente do partido afirma que não defende a censura
RANIER BRAGON
DE BRASÍLIA
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, defendeu na noite de anteontem o ponto do programa de governo de Dilma Rousseff que afirma que as cadeias de rádio e TV, em geral, são "pouco afeitas" à qualidade, ao pluralismo e ao debate democrático.
"É uma constatação", disse Dutra, coordenador da campanha de Dilma. Questionado a quais órgãos se referia, ele não citou TVs ou rádios, mas sim a revista "Veja", da Editora Abril.
"Isso [a crítica à mídia] não se refere a programa de governo, é uma constatação. Estamos vendo isso. Basta analisar se a postura de alguns órgãos de imprensa tem sido plural. Minha avaliação é de que não tem sido", afirmou após o jantar em que Dilma se reuniu com mais de 200 deputados e senadores no Lago Sul de Brasília.
"Por exemplo, a revista "Veja". Minha visão é a de que eles não têm sido plurais", disse. Dutra negou que a avaliação embasará alguma ação de Dilma, caso eleita.
"O que vamos fazer, vamos censurar? Claro que não, mas tenho também a liberdade de poder expressar a minha opinião. O fato é que a liberdade de imprensa é irrevogável, ponto." Procurada pela Folha, a "Veja" informou que não iria se manifestar a respeito das críticas.
A primeira versão do programa de governo de Dilma, protocolada no TSE na manhã do dia 5, tinha reivindicações de alas radicais do PT, como medidas para "combater o monopólio dos meios eletrônicos de informação, cultura e entretenimento".
Após reação de aliados, o PT recuou e enviou ao TSE, no final do mesmo dia, uma "errata" em que suprimia alguns dos pontos polêmicos, mas mantinha a crítica à mídia e a avaliação de que há "monopólio e concentração dos meios de comunicação".
O partido argumentou ter havido um mero erro administrativo, embora as rubricas de Dilma constassem apenas na primeira versão. Dutra não disse se a avaliação sobre a imprensa permanecerá na nova versão do plano que será apresentada.
Serra e o psdb são os entulhadores de processos judiciais na Justiça e os torradores do dinheiro público
A grande maioria dos 18 milhões de processos que tramitam em São Paulo tem o poder público como autor ou réu. Só de execuções fiscais, são 9 milhões (incluindo os municípios). Ou seja, o próprio Estado acaba concorrendo com os cidadãos, absorvendo parte significativa do tempo, dos recursos e dos esforços do Poder Judiciário.
O Poder Executivo - duga-se, Serra - tem influência direta até mesmo na imagem do Poder Judiciário, na medida em que, após anos de litígio, quando o cidadão se vê vencedor de demanda, acaba tendo seu crédito convertido em precatório, sem qualquer expectativa de liquidação.
Serra, claro, se omite nessas questões, embora os ucanos asministrem o Estado há 16 anos tenham sempre maioria no legislativo, tanto que jamais as maracutaias tucanas vêm a público porque essa maioria impede a criação de Cpis...
Em São Paulo, há um agravante.
O Estado ainda não cumpriu, por falta de aprovação e sanção do projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa, a determinação constitucional para que sejam destinados ao Judiciário os recursos resultantes das taxas e dos emolumentos judiciais.
A dependência é tamanha que, até mesmo para manter os cartórios funcionando com número de funcionários suficientes, o Tribunal de Justiça de São Paulo precisa se socorrer de convênios com prefeituras, o que foi vedado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
A reorganização judiciária, a criação de novas varas e cargos e a implantação pioneira do código de procedimentos judiciais são itens que passam pela necessidade de aprovação de leis pela Assembleia e sanção do governador do Estado.
O chefe do Executivo, aliás, não só influencia nas atividades do Judiciário com o comando financeiro e com o poder de sanção dos projetos de lei: é o poder público o maior usuário de serviços judiciários.
A grande maioria dos 18 milhões de processos que tramitam em São Paulo tem o poder público como autor ou réu. Só de execuções fiscais, são 9 milhões (incluindo os municípios). Ou seja, o próprio Estado acaba concorrendo com os cidadãos, absorvendo parte significativa do tempo, dos recursos e dos esforços do Poder Judiciário.
O Poder Executivo tem influência direta até mesmo na imagem do Poder Judiciário, na medida em que, após anos de litígio, quando o cidadão se vê vencedor de demanda, acaba tendo seu crédito convertido em precatório, sem qualquer expectativa de liquidação, segundo Marcos da Costs, vice-presidente da OAB-SP (seccional paulista do Ordem dos Advogados do Brasil), que preside a Comissão de Assuntos do Poder Judiciário da entidade.
O Poder Executivo - duga-se, Serra - tem influência direta até mesmo na imagem do Poder Judiciário, na medida em que, após anos de litígio, quando o cidadão se vê vencedor de demanda, acaba tendo seu crédito convertido em precatório, sem qualquer expectativa de liquidação.
Serra, claro, se omite nessas questões, embora os ucanos asministrem o Estado há 16 anos tenham sempre maioria no legislativo, tanto que jamais as maracutaias tucanas vêm a público porque essa maioria impede a criação de Cpis...
Em São Paulo, há um agravante.
O Estado ainda não cumpriu, por falta de aprovação e sanção do projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa, a determinação constitucional para que sejam destinados ao Judiciário os recursos resultantes das taxas e dos emolumentos judiciais.
A dependência é tamanha que, até mesmo para manter os cartórios funcionando com número de funcionários suficientes, o Tribunal de Justiça de São Paulo precisa se socorrer de convênios com prefeituras, o que foi vedado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
A reorganização judiciária, a criação de novas varas e cargos e a implantação pioneira do código de procedimentos judiciais são itens que passam pela necessidade de aprovação de leis pela Assembleia e sanção do governador do Estado.
O chefe do Executivo, aliás, não só influencia nas atividades do Judiciário com o comando financeiro e com o poder de sanção dos projetos de lei: é o poder público o maior usuário de serviços judiciários.
A grande maioria dos 18 milhões de processos que tramitam em São Paulo tem o poder público como autor ou réu. Só de execuções fiscais, são 9 milhões (incluindo os municípios). Ou seja, o próprio Estado acaba concorrendo com os cidadãos, absorvendo parte significativa do tempo, dos recursos e dos esforços do Poder Judiciário.
O Poder Executivo tem influência direta até mesmo na imagem do Poder Judiciário, na medida em que, após anos de litígio, quando o cidadão se vê vencedor de demanda, acaba tendo seu crédito convertido em precatório, sem qualquer expectativa de liquidação, segundo Marcos da Costs, vice-presidente da OAB-SP (seccional paulista do Ordem dos Advogados do Brasil), que preside a Comissão de Assuntos do Poder Judiciário da entidade.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Cenário pós-Lula é uma ficção midiática e peessedebista
Reproduzo o artigo do diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do IPEA e professor-doutor do Instituto de Economia da UFRJ João Sicsu, publicado em CrtaMaior e emm vários sites da blogosfera.(joaosicsu@gmail.com).
Faz uma importante copmparação entre os modelos econômicos da era FHC - fracassado - e o atual, bem sucedido...Agora, resta eleger Dilma para que este modelo de sucesso continue a vigorar e não seja boicotado pelos serristas.
Re-visões do desenvolvimento
Há dois projetos em disputa no Brasil e um único cenário de embate político real. Não há o cenário chamado por alguns de pós-Lula. O esforço da grande mídia para criar esse cenário se torna evidente quando apresentam os principais candidatos à Presidência. Dilma jamais é apresentada como candidata do governo ou do presidente Lula. E Serra e Marina não são apresentados como candidatos da oposição, mas sim como candidatos de seus respectivos partidos. No cenário pós-Lula, projetos aplicados e testados se tornam abstrações e o suposto preparo dos candidatos para ocupar o cargo de presidente se transforma em critério objetivo.
João Sicsú
Artigo publicado originalmente na revista Inteligência.
Os últimos 20 anos marcaram a disputa de dois projetos para o Brasil. Há líderes, aliados e bases sociais que personificam essa disputa. De um lado estão o presidente Lula, o PT, o PC do B, alguns outros partidos políticos, intelectuais e os movimentos sociais. Do outro, estão o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), o PSDB, o DEM, o PPS, o PV, organismos multilaterais (o Banco Mundial e o FMI), divulgadores midiáticos de opiniões
conservadoras e quase toda a mídia dirigida por megacorporações.
O projeto de desenvolvimento liderado pelo presidente Lula se tornou muito mais claro no seu segundo mandato – quando realizações e ações de governo se tornaram mais nítidas. O primeiro mandato estava contaminado por “heranças” do período FHC. Eram “heranças” objetivas, tal como a aguda vulnerabilidade externa, e “heranças” subjetivas, ou seja, ideias conservadoras permaneceram em alguns postos-chave do governo. O presidente Lula fez mudanças importantes no seu segundo mandato: trocou o comando de alguns ministérios e de instituições públicas. E, também, implementou programas e políticas claramente opostos à concepção do seu antecessor. Um exemplo foi o lançamento, no início de 2007, do Programa de Aceleração do Crescimento (o PAC), muito criticado pelos oposicionistas, mas que foi a marca da virada para um projeto de governo com contornos mais desenvolvimentistas.
Os projetos em disputa
O projeto desenvolvimentista estabelece como pilar central o crescimento. Mas, diferentemente de uma visão “crescimentista” que busca o crescimento econômico sem critérios, objetivos ou limites, o projeto liderado
pelo presidente Lula busca, acima de tudo, o crescimento social do indivíduo, portanto, é um projeto desenvolvimentista – além de ser ambientalmente sustentável e independente no plano internacional (1). Já o projeto implementado pelo PSDB pode ser caracterizado como um projeto estagnacionista, que aprofundou vulnerabilidades sociais e econômicas.
O projeto desenvolvimentista tem balizadores econômicos e objetivos sociais. Os balizadores são: (1) manutenção da inflação em níveis moderados; (2) administração fiscal que busca o equilíbrio das contas públicas associado a programas de realização de obras de infraestrutura e a políticas anticíclicas; (3) redução da vulnerabilidade externa e algum nível de administração cambial; (4) ampliaçãodo crédito; e (5) aumento do
investimento público e privado.
E os objetivos econômico-sociais do projeto desenvolvimentista são: (1) geração de milhões de empregos com carteira assinada; (2) melhoria da distribuição da renda; e (3) recuperação real do salário mínimo.
O projeto implementado pelo PSDB e seus aliados no período 1995-2002 tinha as seguintes bases econômicas:
(1) estabilidade econômica, que era sinônimo, exclusivamente, de estabilidade monetária, ou seja, o controle da inflação era o único objetivo macroeconômico; (2) abertura financeira ao exterior e culto às variações da taxa de câmbio como a maior qualidade de um regime cambial; (3) busca do equilíbrio fiscal como valor moral ou como panaceia, o que justificava corte de gastos em áreas absolutamente essenciais; e (4) privatização de empresas públicas sem qualquer olhar estratégico de desenvolvimento.
E os objetivos econômico-sociais eram: (1) desmantelamento do sistema público de seguridade social; (2) criação de programas assistenciais fragmentados e superfocalizados; e (3) desmoralização e desmobilização do serviço público.
Os resultados da aplicação do modelo desenvolvimentista são muito bons quando comparados com aqueles alcançados pelo projeto aplicado pelo PSDB e seus aliados. Contudo, ainda estão distantes das necessidades
e potencialidades da economia e da sociedade brasileiras. Logo, tal modelo precisa ser aperfeiçoado – e muito.
Só há, portanto, dois projetos em disputa e um único cenário de embate político real. Não há o cenário chamado por alguns de pós-Lula. Sumariando, o pós-Lula seria o seguinte: o presidente Lula governou, acertou e errou... Mas o mais importante seria que o governo acabou e o presidente Lula não é candidato. Agora, estaríamos caminhando para uma nova fase em que não há sentido estabelecer comparações e posições em relação ao governo do presidente Lula. Em outras palavras, não caberia avaliar o governo Lula comparando-o com os seus antecessores e, também, nenhum candidato deveria ocupar a situação de oposição ou situação. O termo oposição deveria ser usado pelo PSDB com um único sentido: “oposição a tudo o que está errado” – e não oposição ao governo e ao projeto do presidente Lula.
O pseudocenário pós-Lula
O esforço da grande mídia para criar esse cenário se torna evidente quando apresentam os principais candidatos à Presidência. A candidata Dilma é apresentada como: “a ex-ministra Dilma Rousseff, candidata à Presidência...” Ou “a candidata do PT Dilma Rousseff...”. Jamais apresentam a candidata Dilma como a candidata do governo ou do presidente Lula. E Serra e Marina não são apresentados como candidatos da oposição, mas
sim como candidatos dos seus respectivos partidos políticos. Curioso é que esses mesmos veículos de comunicação quando tratam, por exemplo, das eleições na Colômbia se referem a candidatos do governo e da oposição.
No cenário pós-Lula, projetos aplicados e testados se tornam abstrações e o suposto preparo dos candidatos para ocupar o cargo de presidente se transforma em critério objetivo. Unicamente em casos muito extremos
é que podemos, a priori, afirmar algo sobre o preparo de um candidato para ocupar determinado cargo executivo.
Em geral, somente é possível saber se alguém é bem ou mal preparado após a sua gestão. Afinal, o PSDB e seus aliados sempre afirmaram que o sociólogo poliglota era mais preparado do que o metalúrgico monoglota.
Rumos da economia são resultados de decisões políticas balizadas por projetos de desenvolvimento que ocorrem em situações conjunturais concretas. Situações específicas e projetos de desenvolvimento abrem ao presidente um conjunto de possibilidades. Saber escolher a melhor opção é a qualidade daquele que está bem preparado, mas isso somente pode ser avaliado posteriormente. O cenário pós-Lula e a disputa em torno de critérios de preparo representam tentativas de despolitizar o período eleitoral que é o momento que deveria preceder o voto na mudança ou na continuidade.
O voto dado com consciência política é sempre um voto pela mudança ou pela continuidade. Portanto, a tentativa de construir um cenário pós-Lula tem o objetivo de despolitizar o voto, isto é, retirar do voto a sua possibilidade de fazer história. Tentam “vender” a ideia de que a história é feita pela própria história, em um processo espontâneo, e que caberia ao eleitor escolher o melhor “administrador” da “vida que segue”. No cenário pós-Lula, o eleitor se torna uma vítima do processo, apenas com a capacidade de decidir o “administrador”, sua capacidade verdadeira de ser autor da história é suprimida. A construção de um cenário pós-Lula é a única alternativa do PSDB e de seus aliados, já que comparações de realizações têm números bastante confortáveis a favor do projeto do presidente Lula quando comparados com as (não)realizações do presidente Fernando Henrique Cardoso.
O crescimento e os objetivos macroeconômicos
A taxa de crescimento do PIB a partir de 2006 se tornou mais elevada. O crescimento a partir daquele ano trouxe uma característica de qualidade e durabilidade temporal: a taxa de crescimento do investimento se tornou, pelo menos, o dobro da taxa de crescimento de toda a economia. Para evitar que o crescimento tenha o formato de um “voo de galinha” economias devem buscar, de um lado, reduzir suas vulnerabilidades e, de outro, elevar a sua taxa de investimento: mais investimento, hoje, representa mais investimento e mais crescimento, amanhã. A taxa de crescimento esperada do investimento (público + privado) em 2010 é de mais de 18%. O investimento público, considerados os gastos feitos pela União e pelas estatais federais, alcançará mais de 3% do PIB este ano. O presidente FHC teria de governar o Brasil por aproximadamente 14 anos para fazer o crescimento que o presidente Lula fez em oito anos, ou seja, somente teríamos em 2016 o PIB que vamos alcançar ao final de 2010
se o país tivesse sido governado pelo PSDB desde 1995.
O crédito se ampliou drasticamente na economia brasileira nos últimos anos. Em 2003, representava menos que 23% do PIB. Em 2009, alcançou mais de 46% do PIB. O crédito se amplia quando potenciais credores
e devedores se sentem seguros para realizar o empréstimo. Os devedores, que são aposentados, pensionistas, trabalhadores e empresas, vão aos bancos pedir um empréstimo quando avaliam que poderão honrar seus
compromissos futuros. Aos olhos das empresas, a sensação de segurança sobre o futuro aumenta quando esperam crescimento das suas vendas e, portanto, elevação de suas receitas. Empresas mais otimistas fazem mais empréstimos. E, tanto para empresários quanto para trabalhadores, é o ambiente de crescimento econômico que propicia a formação de cenários otimistas em relação ao futuro.
O ânimo para que trabalhadores, aposentados e pensionistas fossem aos bancos nesses últimos anos pedir empréstimos sofreu duas influências. De um lado, houve a inovação institucional do crédito consignado que deu garantias aos bancos e reduziu a taxa de juros dos empréstimos (que, aliás, é ainda muito alta) e, de outro, a criação de milhões e milhões de empregos com carteira assinada. Com a carteira assinada, o trabalhador, além de se sentir mais seguro, cumpre o requisito formal para ir ao banco pedir um empréstimo. A carteira assinada oferece segurança econômica e sentimento de cidadania. Cabe, ainda, ser mencionado que os bancos públicos foram instrumentos preciosos para que o crescimento dos anos recentes fosse acompanhado por um aumento vigoroso do crédito. O crescimento, o aumento do investimento e a ampliação do crédito foram alcançados em um ambiente macroeconômico organizado, isto é, inflação controlada, dívida líquida do setor público monitorada de forma responsável e redução da vulnerabilidade externa.
A inflação do período 1995-2003 resultava exatamente da fraqueza externa da economia brasileira. Crises desvalorizavam abruptamente a taxa de câmbio que transmitia uma pressão altista para os preços. Ademais, nesse período os preços administrados subiam a uma velocidade que era o dobro da velocidade dos preços livres. Diferentemente, a inflação dos dias de hoje é causada por pressões pontuais. Há, contudo, um aumento de preços que tem pressionado de forma mais permanente a inflação: é o aumento dos preços de bebidas e alimentos. Políticas específicas e criativas para dissolver essa pressão devem ser implementadas.
Entretanto, cabe ser ressaltado que esse tipo específico de inflação se incorporou à economia brasileira devido ao tipo de crescimento que o modelo adotou. Um crescimento com forte distribuição da renda provoca necessariamente aumento acentuado das compras de bebidas e alimentos. A dívida líquida do setor público, como proporção do PIB, cresceu de uma média, por ano, no primeiro mandato do presidente FHC de 32,3% para 50,7% no seu segundo governo. A média esperada dessa relação no segundo mandato do presidente Lula é de 42,7%. A dívida externa foi anulada e a dívida interna dolarizada, zerada. As reservas internacionais que auxiliam na redução da vulnerabilidade externa, hoje, estão em patamar superior a US$ 250 bilhões. No seu segundo mandato, o presidente FHC matinha acumulado em média um montante inferior a US$ 36 bilhões.
Os objetivos socioeconômicos
O crescimento alcançado nos últimos anos tem uma evidente característica de maior qualidade social. Nos oito anos correspondentes aos governos de FHC foram criados somente 1.260.000 empregos com carteira assinada. O governo Lula terá criado de 2003 ao final de 2010 mais que 10.500.000 empregos. Portanto, FHC teria de governar o Brasil por 64 anos para atingir a marca do presidente Lula, ou seja, o PSDB teria de governar o Brasil de 1995 a 2058 para que pudesse criar a mesma quantidade de empregos com carteira criados com a implementação do projeto de desenvolvimento do presidente Lula.
O salário mínimo (SM) é um elemento-chave do objetivo de fazer a economia crescer e distribuir renda. Ele estabelece o piso da remuneraçãodo mercado formal de trabalho, influencia as remunerações do mercado informal e decide o benefício mínimo pago pela Previdência Social. Portanto, a política de recuperação do salário mínimo, além da política de ampliação do crédito, tem sido decisiva para democratizar o acesso ao mercado de bens de consumo. O presidente FHC teria de governar o Brasil por mais 12 anos para alcançar o patamar de recuperação atingido pelo presidente Lula para o SM, ou seja, somente em 2015 o trabalhador receberia o salário mínimo que recebe hoje se o Brasil tivesse sido governado pelo PSDB desde 1995. Em paralelo à criação de empregos com carteira assinada e à política de recuperação do salário mínimo, a ampliação da cobertura e do valor dos benefícios pagos pelo Sistema de Seguridade Social deve ser considerada decisiva dentro do projeto desenvolvimentista.
Em média por mês, durante os dois mandatos do presidente FHC, foram pagos 18 milhões de benefícios. De 2003 a 2009 foram pagos, em média, mais que 24 milhões de benefícios por mês. O valor dos benéficos no segundo mandato do presidente Lula é, em média, 36% maior em termos reais do que era no primeiro mandato do presidente FHC. O Sistema de Seguridade Social brasileiro é um importante elemento que promove crescimento com desenvolvimento porque, por um lado, reduz vulnerabilidades e desigualdades sociais e, por outro, injeta recursos na economia que se transformam diretamente em consumo. Aquele que recebe um benefício previdenciário ou social gasta quase tudo o que recebe imediatamente, gerando consumo, empregos, produção e investimentos.
Em 1995, o montante monetário dos benefícios emitidos ao longo do ano foi de aproximadamente R$ 80 bilhões; em 2009, esse montante alcançou mais que R$ 319 bilhões (ambos os valores corrigidos de acordo com o INPC para os dias de hoje). Nos cálculos referidos anteriormente não estão incluídos os pagamentos feitos pelo programa Bolsa Família, que tem orçamento muito inferior ao Sistema de Seguridade Social. Esse programa precisa ser ampliado para se tornar um elemento mais poderoso do projeto de desenvolvimento. Em 2009, alcançou 12,4 milhões de famílias que foram beneficiadas com R$ 12,4 bilhões, o que equivale a dizer que cada família recebeu aproximadamente R$ 83,00 por mês. A ampliação do Bolsa Família não pode ser oposta à política de fortalecimento do Sistema de Seguridade Social, que engloba a assistência social (aos idosos e aos deficientes pobres) e o sistema de previdência (que emite aposentadorias, pensões etc.). Os miseráveis, os pobres, a classe média e toda a sociedade brasileira precisam de ambos.
Somente para aqueles que pensam que é possível haver desenvolvimento sem crescimento (ou que desenvolvimento é sinônimo apenas de redução de desigualdades de renda) é que um real a mais para o Sistema de Seguridade Social poderia representar um real a menos para o programa Bolsa Família. São os mesmos que opõem os idosos às crianças, o ensino fundamental ao ensino universitário, o setor público ao privado, a regulação econômica às liberdades democráticas e o Estado ao mercado. Na escassez de crescimento que predominou durante os governos do presidente FHC, apresentavam sempre a solução deveras conhecida: “focalizar nos mais necessitados” por meio dos serviços do terceiro setor (ONGs), já que o Estado é considerado ineficiente, e mediante as doações de empresas que demonstram “responsabilidade social”.
Os ideólogos da área social da era FHC estavam errados. A experiência recente de desenvolvimento tem mostrado que o aumento do salário mínimo, o fortalecimento do Sistema de Seguridade Social e a ampliação do Bolsa Família conformam um tripé essencial de redução da miséria, da pobreza e das vulnerabilidades sociais, por um lado, e de impulso ao crescimento econômico baseado no mercado doméstico com redução de desigualdades, por outro.
Resultado que deve ser enfatizado
A proporção que os salários ocupam no PIB – ou a distribuição funcional da renda entre trabalhadores e detentores das rendas do capital – é um elemento importante para a avaliação da qualidade social da dinâmica econômica. Esse elemento avalia a capacidade de compra de serviços e bens por parte de cada segmento social produtivo; avalia, portanto, o grau de democratização do acesso ao mercado de bens e serviços. Desde 1995 até 2004, houve um contínuo processo de redução da massa salarial em relação ao PIB. Em 1995, era de 35,2%, em 2004, alcançou o seu pior nível histórico, 30,8%. A partir de então, houve um nítido processo de recuperação. Ao final de 2009, retornou para o patamar de 1995.
Perspectivas: desenvolvimento e planejamento
Há dois projetos em disputa: o estagnacionista, que acentuou vulnerabilidades sociais e econômicas, aplicado no período 1995-2002, e o desenvolvimentista redistributivista, em curso. Portanto, o que está em disputa, particularmente neste ano de 2010, são projetos, já testados, que pregam continuidade ou mudança. Somente no cenário artificial, que a grande mídia tenta criar, chamado de pós-Lula, é que o que estaria aberto
para a escolha seria apenas o nome do “administrador do condomínio Brasil”. Seria como se o “ônibus Brasil” tivesse trajeto conhecido, mas seria preciso saber apenas quem seria o melhor, mais eficiente, “motorista”. Se
for para usar essa figura, o que verdadeiramente está em jogo em 2010 é o trajeto, ou seja, o projeto, que obviamente está concretizado em candidatos, aliados e bases sociais.
Os resultados da aplicação do projeto estagnacionista durante os anos 1995-2002 e do projeto desenvolvimentista aplicado no período 2007- 2010 são bastante nítidos. Os números são amplamente favoráveis à gestão do
presidente Lula em relação à gestão do presidente FHC. Contudo, um alerta é necessário: os resultados alcançados estão ainda muito aquém das necessidades e das potencialidades da economia e da sociedade brasileiras. O primeiro passo de rompimento com a herança deixada por FHC foi o atendimento de necessidades sociais e econômicas. Medidas e programas quase que emergenciais foram implantados. Posteriormente, essas ações foram se transformando em políticas públicas que foram, por sua vez, mostrando consistência entre si e, dia a dia, foram se conformando em um projeto de desenvolvimento. Ao longo do governo do presidente Lula, a palavra desenvolvimento tomou conta dos ministérios, do PT e de demais partidos políticos aliados, tomou conta dos movimentos sociais e retornou ao debate acadêmico.
O próximo passo é consolidar cada política pública como parte indissociável do projeto de desenvolvimento. Mas, para tanto, é necessário pensar, refletir, organizar e planejar. Assim como a ideia de desenvolvimento retornou, agora é hora de retornar com a ideia do planejamento. Uma rota de desenvolvimento somente se tornará segura se estiver acompanhada de planejamento. Políticas públicas devem ter objetivos e metas quantitativas. Devem conter sistemas de avaliação rigorosos para medir realizações e necessidades. É preciso que cada gestor público cultive a cultura da busca de metas – em todas as áreas e esferas: na cultura, na saúde, na educação, na economia etc. Planejar não significa somente olhar para os próximos cinqüenta anos, significa também planejar cada dia, cada mês, cada ano... De forma detalhada, de forma obsessiva. Sem planejamento, uma trajetória desenvolvimentista promissora pode se transformar em “salto de trampolim”.
Faz uma importante copmparação entre os modelos econômicos da era FHC - fracassado - e o atual, bem sucedido...Agora, resta eleger Dilma para que este modelo de sucesso continue a vigorar e não seja boicotado pelos serristas.
Re-visões do desenvolvimento
Há dois projetos em disputa no Brasil e um único cenário de embate político real. Não há o cenário chamado por alguns de pós-Lula. O esforço da grande mídia para criar esse cenário se torna evidente quando apresentam os principais candidatos à Presidência. Dilma jamais é apresentada como candidata do governo ou do presidente Lula. E Serra e Marina não são apresentados como candidatos da oposição, mas sim como candidatos de seus respectivos partidos. No cenário pós-Lula, projetos aplicados e testados se tornam abstrações e o suposto preparo dos candidatos para ocupar o cargo de presidente se transforma em critério objetivo.
João Sicsú
Artigo publicado originalmente na revista Inteligência.
Os últimos 20 anos marcaram a disputa de dois projetos para o Brasil. Há líderes, aliados e bases sociais que personificam essa disputa. De um lado estão o presidente Lula, o PT, o PC do B, alguns outros partidos políticos, intelectuais e os movimentos sociais. Do outro, estão o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), o PSDB, o DEM, o PPS, o PV, organismos multilaterais (o Banco Mundial e o FMI), divulgadores midiáticos de opiniões
conservadoras e quase toda a mídia dirigida por megacorporações.
O projeto de desenvolvimento liderado pelo presidente Lula se tornou muito mais claro no seu segundo mandato – quando realizações e ações de governo se tornaram mais nítidas. O primeiro mandato estava contaminado por “heranças” do período FHC. Eram “heranças” objetivas, tal como a aguda vulnerabilidade externa, e “heranças” subjetivas, ou seja, ideias conservadoras permaneceram em alguns postos-chave do governo. O presidente Lula fez mudanças importantes no seu segundo mandato: trocou o comando de alguns ministérios e de instituições públicas. E, também, implementou programas e políticas claramente opostos à concepção do seu antecessor. Um exemplo foi o lançamento, no início de 2007, do Programa de Aceleração do Crescimento (o PAC), muito criticado pelos oposicionistas, mas que foi a marca da virada para um projeto de governo com contornos mais desenvolvimentistas.
Os projetos em disputa
O projeto desenvolvimentista estabelece como pilar central o crescimento. Mas, diferentemente de uma visão “crescimentista” que busca o crescimento econômico sem critérios, objetivos ou limites, o projeto liderado
pelo presidente Lula busca, acima de tudo, o crescimento social do indivíduo, portanto, é um projeto desenvolvimentista – além de ser ambientalmente sustentável e independente no plano internacional (1). Já o projeto implementado pelo PSDB pode ser caracterizado como um projeto estagnacionista, que aprofundou vulnerabilidades sociais e econômicas.
O projeto desenvolvimentista tem balizadores econômicos e objetivos sociais. Os balizadores são: (1) manutenção da inflação em níveis moderados; (2) administração fiscal que busca o equilíbrio das contas públicas associado a programas de realização de obras de infraestrutura e a políticas anticíclicas; (3) redução da vulnerabilidade externa e algum nível de administração cambial; (4) ampliaçãodo crédito; e (5) aumento do
investimento público e privado.
E os objetivos econômico-sociais do projeto desenvolvimentista são: (1) geração de milhões de empregos com carteira assinada; (2) melhoria da distribuição da renda; e (3) recuperação real do salário mínimo.
O projeto implementado pelo PSDB e seus aliados no período 1995-2002 tinha as seguintes bases econômicas:
(1) estabilidade econômica, que era sinônimo, exclusivamente, de estabilidade monetária, ou seja, o controle da inflação era o único objetivo macroeconômico; (2) abertura financeira ao exterior e culto às variações da taxa de câmbio como a maior qualidade de um regime cambial; (3) busca do equilíbrio fiscal como valor moral ou como panaceia, o que justificava corte de gastos em áreas absolutamente essenciais; e (4) privatização de empresas públicas sem qualquer olhar estratégico de desenvolvimento.
E os objetivos econômico-sociais eram: (1) desmantelamento do sistema público de seguridade social; (2) criação de programas assistenciais fragmentados e superfocalizados; e (3) desmoralização e desmobilização do serviço público.
Os resultados da aplicação do modelo desenvolvimentista são muito bons quando comparados com aqueles alcançados pelo projeto aplicado pelo PSDB e seus aliados. Contudo, ainda estão distantes das necessidades
e potencialidades da economia e da sociedade brasileiras. Logo, tal modelo precisa ser aperfeiçoado – e muito.
Só há, portanto, dois projetos em disputa e um único cenário de embate político real. Não há o cenário chamado por alguns de pós-Lula. Sumariando, o pós-Lula seria o seguinte: o presidente Lula governou, acertou e errou... Mas o mais importante seria que o governo acabou e o presidente Lula não é candidato. Agora, estaríamos caminhando para uma nova fase em que não há sentido estabelecer comparações e posições em relação ao governo do presidente Lula. Em outras palavras, não caberia avaliar o governo Lula comparando-o com os seus antecessores e, também, nenhum candidato deveria ocupar a situação de oposição ou situação. O termo oposição deveria ser usado pelo PSDB com um único sentido: “oposição a tudo o que está errado” – e não oposição ao governo e ao projeto do presidente Lula.
O pseudocenário pós-Lula
O esforço da grande mídia para criar esse cenário se torna evidente quando apresentam os principais candidatos à Presidência. A candidata Dilma é apresentada como: “a ex-ministra Dilma Rousseff, candidata à Presidência...” Ou “a candidata do PT Dilma Rousseff...”. Jamais apresentam a candidata Dilma como a candidata do governo ou do presidente Lula. E Serra e Marina não são apresentados como candidatos da oposição, mas
sim como candidatos dos seus respectivos partidos políticos. Curioso é que esses mesmos veículos de comunicação quando tratam, por exemplo, das eleições na Colômbia se referem a candidatos do governo e da oposição.
No cenário pós-Lula, projetos aplicados e testados se tornam abstrações e o suposto preparo dos candidatos para ocupar o cargo de presidente se transforma em critério objetivo. Unicamente em casos muito extremos
é que podemos, a priori, afirmar algo sobre o preparo de um candidato para ocupar determinado cargo executivo.
Em geral, somente é possível saber se alguém é bem ou mal preparado após a sua gestão. Afinal, o PSDB e seus aliados sempre afirmaram que o sociólogo poliglota era mais preparado do que o metalúrgico monoglota.
Rumos da economia são resultados de decisões políticas balizadas por projetos de desenvolvimento que ocorrem em situações conjunturais concretas. Situações específicas e projetos de desenvolvimento abrem ao presidente um conjunto de possibilidades. Saber escolher a melhor opção é a qualidade daquele que está bem preparado, mas isso somente pode ser avaliado posteriormente. O cenário pós-Lula e a disputa em torno de critérios de preparo representam tentativas de despolitizar o período eleitoral que é o momento que deveria preceder o voto na mudança ou na continuidade.
O voto dado com consciência política é sempre um voto pela mudança ou pela continuidade. Portanto, a tentativa de construir um cenário pós-Lula tem o objetivo de despolitizar o voto, isto é, retirar do voto a sua possibilidade de fazer história. Tentam “vender” a ideia de que a história é feita pela própria história, em um processo espontâneo, e que caberia ao eleitor escolher o melhor “administrador” da “vida que segue”. No cenário pós-Lula, o eleitor se torna uma vítima do processo, apenas com a capacidade de decidir o “administrador”, sua capacidade verdadeira de ser autor da história é suprimida. A construção de um cenário pós-Lula é a única alternativa do PSDB e de seus aliados, já que comparações de realizações têm números bastante confortáveis a favor do projeto do presidente Lula quando comparados com as (não)realizações do presidente Fernando Henrique Cardoso.
O crescimento e os objetivos macroeconômicos
A taxa de crescimento do PIB a partir de 2006 se tornou mais elevada. O crescimento a partir daquele ano trouxe uma característica de qualidade e durabilidade temporal: a taxa de crescimento do investimento se tornou, pelo menos, o dobro da taxa de crescimento de toda a economia. Para evitar que o crescimento tenha o formato de um “voo de galinha” economias devem buscar, de um lado, reduzir suas vulnerabilidades e, de outro, elevar a sua taxa de investimento: mais investimento, hoje, representa mais investimento e mais crescimento, amanhã. A taxa de crescimento esperada do investimento (público + privado) em 2010 é de mais de 18%. O investimento público, considerados os gastos feitos pela União e pelas estatais federais, alcançará mais de 3% do PIB este ano. O presidente FHC teria de governar o Brasil por aproximadamente 14 anos para fazer o crescimento que o presidente Lula fez em oito anos, ou seja, somente teríamos em 2016 o PIB que vamos alcançar ao final de 2010
se o país tivesse sido governado pelo PSDB desde 1995.
O crédito se ampliou drasticamente na economia brasileira nos últimos anos. Em 2003, representava menos que 23% do PIB. Em 2009, alcançou mais de 46% do PIB. O crédito se amplia quando potenciais credores
e devedores se sentem seguros para realizar o empréstimo. Os devedores, que são aposentados, pensionistas, trabalhadores e empresas, vão aos bancos pedir um empréstimo quando avaliam que poderão honrar seus
compromissos futuros. Aos olhos das empresas, a sensação de segurança sobre o futuro aumenta quando esperam crescimento das suas vendas e, portanto, elevação de suas receitas. Empresas mais otimistas fazem mais empréstimos. E, tanto para empresários quanto para trabalhadores, é o ambiente de crescimento econômico que propicia a formação de cenários otimistas em relação ao futuro.
O ânimo para que trabalhadores, aposentados e pensionistas fossem aos bancos nesses últimos anos pedir empréstimos sofreu duas influências. De um lado, houve a inovação institucional do crédito consignado que deu garantias aos bancos e reduziu a taxa de juros dos empréstimos (que, aliás, é ainda muito alta) e, de outro, a criação de milhões e milhões de empregos com carteira assinada. Com a carteira assinada, o trabalhador, além de se sentir mais seguro, cumpre o requisito formal para ir ao banco pedir um empréstimo. A carteira assinada oferece segurança econômica e sentimento de cidadania. Cabe, ainda, ser mencionado que os bancos públicos foram instrumentos preciosos para que o crescimento dos anos recentes fosse acompanhado por um aumento vigoroso do crédito. O crescimento, o aumento do investimento e a ampliação do crédito foram alcançados em um ambiente macroeconômico organizado, isto é, inflação controlada, dívida líquida do setor público monitorada de forma responsável e redução da vulnerabilidade externa.
A inflação do período 1995-2003 resultava exatamente da fraqueza externa da economia brasileira. Crises desvalorizavam abruptamente a taxa de câmbio que transmitia uma pressão altista para os preços. Ademais, nesse período os preços administrados subiam a uma velocidade que era o dobro da velocidade dos preços livres. Diferentemente, a inflação dos dias de hoje é causada por pressões pontuais. Há, contudo, um aumento de preços que tem pressionado de forma mais permanente a inflação: é o aumento dos preços de bebidas e alimentos. Políticas específicas e criativas para dissolver essa pressão devem ser implementadas.
Entretanto, cabe ser ressaltado que esse tipo específico de inflação se incorporou à economia brasileira devido ao tipo de crescimento que o modelo adotou. Um crescimento com forte distribuição da renda provoca necessariamente aumento acentuado das compras de bebidas e alimentos. A dívida líquida do setor público, como proporção do PIB, cresceu de uma média, por ano, no primeiro mandato do presidente FHC de 32,3% para 50,7% no seu segundo governo. A média esperada dessa relação no segundo mandato do presidente Lula é de 42,7%. A dívida externa foi anulada e a dívida interna dolarizada, zerada. As reservas internacionais que auxiliam na redução da vulnerabilidade externa, hoje, estão em patamar superior a US$ 250 bilhões. No seu segundo mandato, o presidente FHC matinha acumulado em média um montante inferior a US$ 36 bilhões.
Os objetivos socioeconômicos
O crescimento alcançado nos últimos anos tem uma evidente característica de maior qualidade social. Nos oito anos correspondentes aos governos de FHC foram criados somente 1.260.000 empregos com carteira assinada. O governo Lula terá criado de 2003 ao final de 2010 mais que 10.500.000 empregos. Portanto, FHC teria de governar o Brasil por 64 anos para atingir a marca do presidente Lula, ou seja, o PSDB teria de governar o Brasil de 1995 a 2058 para que pudesse criar a mesma quantidade de empregos com carteira criados com a implementação do projeto de desenvolvimento do presidente Lula.
O salário mínimo (SM) é um elemento-chave do objetivo de fazer a economia crescer e distribuir renda. Ele estabelece o piso da remuneraçãodo mercado formal de trabalho, influencia as remunerações do mercado informal e decide o benefício mínimo pago pela Previdência Social. Portanto, a política de recuperação do salário mínimo, além da política de ampliação do crédito, tem sido decisiva para democratizar o acesso ao mercado de bens de consumo. O presidente FHC teria de governar o Brasil por mais 12 anos para alcançar o patamar de recuperação atingido pelo presidente Lula para o SM, ou seja, somente em 2015 o trabalhador receberia o salário mínimo que recebe hoje se o Brasil tivesse sido governado pelo PSDB desde 1995. Em paralelo à criação de empregos com carteira assinada e à política de recuperação do salário mínimo, a ampliação da cobertura e do valor dos benefícios pagos pelo Sistema de Seguridade Social deve ser considerada decisiva dentro do projeto desenvolvimentista.
Em média por mês, durante os dois mandatos do presidente FHC, foram pagos 18 milhões de benefícios. De 2003 a 2009 foram pagos, em média, mais que 24 milhões de benefícios por mês. O valor dos benéficos no segundo mandato do presidente Lula é, em média, 36% maior em termos reais do que era no primeiro mandato do presidente FHC. O Sistema de Seguridade Social brasileiro é um importante elemento que promove crescimento com desenvolvimento porque, por um lado, reduz vulnerabilidades e desigualdades sociais e, por outro, injeta recursos na economia que se transformam diretamente em consumo. Aquele que recebe um benefício previdenciário ou social gasta quase tudo o que recebe imediatamente, gerando consumo, empregos, produção e investimentos.
Em 1995, o montante monetário dos benefícios emitidos ao longo do ano foi de aproximadamente R$ 80 bilhões; em 2009, esse montante alcançou mais que R$ 319 bilhões (ambos os valores corrigidos de acordo com o INPC para os dias de hoje). Nos cálculos referidos anteriormente não estão incluídos os pagamentos feitos pelo programa Bolsa Família, que tem orçamento muito inferior ao Sistema de Seguridade Social. Esse programa precisa ser ampliado para se tornar um elemento mais poderoso do projeto de desenvolvimento. Em 2009, alcançou 12,4 milhões de famílias que foram beneficiadas com R$ 12,4 bilhões, o que equivale a dizer que cada família recebeu aproximadamente R$ 83,00 por mês. A ampliação do Bolsa Família não pode ser oposta à política de fortalecimento do Sistema de Seguridade Social, que engloba a assistência social (aos idosos e aos deficientes pobres) e o sistema de previdência (que emite aposentadorias, pensões etc.). Os miseráveis, os pobres, a classe média e toda a sociedade brasileira precisam de ambos.
Somente para aqueles que pensam que é possível haver desenvolvimento sem crescimento (ou que desenvolvimento é sinônimo apenas de redução de desigualdades de renda) é que um real a mais para o Sistema de Seguridade Social poderia representar um real a menos para o programa Bolsa Família. São os mesmos que opõem os idosos às crianças, o ensino fundamental ao ensino universitário, o setor público ao privado, a regulação econômica às liberdades democráticas e o Estado ao mercado. Na escassez de crescimento que predominou durante os governos do presidente FHC, apresentavam sempre a solução deveras conhecida: “focalizar nos mais necessitados” por meio dos serviços do terceiro setor (ONGs), já que o Estado é considerado ineficiente, e mediante as doações de empresas que demonstram “responsabilidade social”.
Os ideólogos da área social da era FHC estavam errados. A experiência recente de desenvolvimento tem mostrado que o aumento do salário mínimo, o fortalecimento do Sistema de Seguridade Social e a ampliação do Bolsa Família conformam um tripé essencial de redução da miséria, da pobreza e das vulnerabilidades sociais, por um lado, e de impulso ao crescimento econômico baseado no mercado doméstico com redução de desigualdades, por outro.
Resultado que deve ser enfatizado
A proporção que os salários ocupam no PIB – ou a distribuição funcional da renda entre trabalhadores e detentores das rendas do capital – é um elemento importante para a avaliação da qualidade social da dinâmica econômica. Esse elemento avalia a capacidade de compra de serviços e bens por parte de cada segmento social produtivo; avalia, portanto, o grau de democratização do acesso ao mercado de bens e serviços. Desde 1995 até 2004, houve um contínuo processo de redução da massa salarial em relação ao PIB. Em 1995, era de 35,2%, em 2004, alcançou o seu pior nível histórico, 30,8%. A partir de então, houve um nítido processo de recuperação. Ao final de 2009, retornou para o patamar de 1995.
Perspectivas: desenvolvimento e planejamento
Há dois projetos em disputa: o estagnacionista, que acentuou vulnerabilidades sociais e econômicas, aplicado no período 1995-2002, e o desenvolvimentista redistributivista, em curso. Portanto, o que está em disputa, particularmente neste ano de 2010, são projetos, já testados, que pregam continuidade ou mudança. Somente no cenário artificial, que a grande mídia tenta criar, chamado de pós-Lula, é que o que estaria aberto
para a escolha seria apenas o nome do “administrador do condomínio Brasil”. Seria como se o “ônibus Brasil” tivesse trajeto conhecido, mas seria preciso saber apenas quem seria o melhor, mais eficiente, “motorista”. Se
for para usar essa figura, o que verdadeiramente está em jogo em 2010 é o trajeto, ou seja, o projeto, que obviamente está concretizado em candidatos, aliados e bases sociais.
Os resultados da aplicação do projeto estagnacionista durante os anos 1995-2002 e do projeto desenvolvimentista aplicado no período 2007- 2010 são bastante nítidos. Os números são amplamente favoráveis à gestão do
presidente Lula em relação à gestão do presidente FHC. Contudo, um alerta é necessário: os resultados alcançados estão ainda muito aquém das necessidades e das potencialidades da economia e da sociedade brasileiras. O primeiro passo de rompimento com a herança deixada por FHC foi o atendimento de necessidades sociais e econômicas. Medidas e programas quase que emergenciais foram implantados. Posteriormente, essas ações foram se transformando em políticas públicas que foram, por sua vez, mostrando consistência entre si e, dia a dia, foram se conformando em um projeto de desenvolvimento. Ao longo do governo do presidente Lula, a palavra desenvolvimento tomou conta dos ministérios, do PT e de demais partidos políticos aliados, tomou conta dos movimentos sociais e retornou ao debate acadêmico.
O próximo passo é consolidar cada política pública como parte indissociável do projeto de desenvolvimento. Mas, para tanto, é necessário pensar, refletir, organizar e planejar. Assim como a ideia de desenvolvimento retornou, agora é hora de retornar com a ideia do planejamento. Uma rota de desenvolvimento somente se tornará segura se estiver acompanhada de planejamento. Políticas públicas devem ter objetivos e metas quantitativas. Devem conter sistemas de avaliação rigorosos para medir realizações e necessidades. É preciso que cada gestor público cultive a cultura da busca de metas – em todas as áreas e esferas: na cultura, na saúde, na educação, na economia etc. Planejar não significa somente olhar para os próximos cinqüenta anos, significa também planejar cada dia, cada mês, cada ano... De forma detalhada, de forma obsessiva. Sem planejamento, uma trajetória desenvolvimentista promissora pode se transformar em “salto de trampolim”.
Jantar para Dilma reúne o dobro de políticos esperados
BRASÍLIA - Cerca de 300 parlamentares de todos os partidos que apoiam a candidata petista Dilma Rousseff e até dos que não estão na coligação dela, como os dissidentes do PTB, foram apresentados na terça-feira, 13, à noite à ex-ministra como "o exército de homens que cuidará da batalha eleitoral a ser travada em 3 de outubro". O autor da comparação foi o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), candidato a vice na chapa de Dilma. "Ministra, este é o seu exército", disse Temer. Dilma respondeu que não é dona da verdade e que estava ali para pedir a ajuda de todos. "Agora é a vez de trabalharmos nos Estados para vencer a eleição", disse a candidata.
Ela prometeu "honrar a herança deixada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a escolheu para disputar a sucessão presidencial e cuidar do povo brasileiro". Foi Lula quem costurou a ampla aliança de apoio a Dilma, constituída por dez partidos. Os parlamentares deslocaram-se para Brasília especialmente para o encontro, um jantar na casa do deputado Eunício Oliveira (PMDB-CE).
Eram aguardados cerca de 150 deputados e senadores, mas apareceram quase trezentos. As ruas próximas à casa de Eunício, no Lago Sul (bairro nobre de Brasília) ficaram coalhadas de carros e Eunício teve de improvisar lanches para os motoristas que ficaram do lado de fora aguardando os parlamentares.
Acompanhada dos ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Márcio Fortes (Cidades), Luiz Paulo Barreto (Justiça) e da Pesca, Altemir Gregolin, do anfitrião e do presidente do PT, José Eduardo Dutra, Dilma fez pose para fotos e brincou com os repórteres: "Gente, quem quiser perguntar alguma coisa, pode falar com o Pimentel (Fernando Pimentel, candidato petista ao Senado, por Minas Gerais)".
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse que o jantar foi importante porque Dilma mostrou humildade e pediu a todos que trabalhassem pela eleição dela. O deputado Luiz Bittencourt (PMDB-GO) afirmou que o encontro foi apenas protocolar, mas importante para o entrosamento entre todos os que apoiam Dilma Rousseff.
Representantes do PP, partido que não fechou com nenhum candidato, aproveitaram a presença da ex-ministra para tratar dos detalhes do encontro que terão hoje com Dilma Rousseff, quando vão anunciar apoio a ela.
Ela prometeu "honrar a herança deixada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a escolheu para disputar a sucessão presidencial e cuidar do povo brasileiro". Foi Lula quem costurou a ampla aliança de apoio a Dilma, constituída por dez partidos. Os parlamentares deslocaram-se para Brasília especialmente para o encontro, um jantar na casa do deputado Eunício Oliveira (PMDB-CE).
Eram aguardados cerca de 150 deputados e senadores, mas apareceram quase trezentos. As ruas próximas à casa de Eunício, no Lago Sul (bairro nobre de Brasília) ficaram coalhadas de carros e Eunício teve de improvisar lanches para os motoristas que ficaram do lado de fora aguardando os parlamentares.
Acompanhada dos ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Márcio Fortes (Cidades), Luiz Paulo Barreto (Justiça) e da Pesca, Altemir Gregolin, do anfitrião e do presidente do PT, José Eduardo Dutra, Dilma fez pose para fotos e brincou com os repórteres: "Gente, quem quiser perguntar alguma coisa, pode falar com o Pimentel (Fernando Pimentel, candidato petista ao Senado, por Minas Gerais)".
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse que o jantar foi importante porque Dilma mostrou humildade e pediu a todos que trabalhassem pela eleição dela. O deputado Luiz Bittencourt (PMDB-GO) afirmou que o encontro foi apenas protocolar, mas importante para o entrosamento entre todos os que apoiam Dilma Rousseff.
Representantes do PP, partido que não fechou com nenhum candidato, aproveitaram a presença da ex-ministra para tratar dos detalhes do encontro que terão hoje com Dilma Rousseff, quando vão anunciar apoio a ela.
Dilma inaugura comitê central no DF
Brasília - A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, inaugurou há pouco o comitê central de sua campanha, em Brasília. O PT montou uma megaestrutura para o evento, para o qual foi necessário fechar uma das ruas da movimentada área comercial da cidade. Um painel gigante, com a foto de Dilma ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com a inscrição Para o Brasil seguir mudando, lema da campanha, cobria seis andares do prédio alugado pelo partido por cerca de R$ 40 mil mensais.
No início do evento, entre repetições do jingle de campanha de Dilma, dois telões exibiram vídeos mostrando “mulheres que mudaram o Brasil”. Entre as mulheres que serviram de inspiração para a campanha, foram citados os nomes de Maria Quitéria, Chiquinha Gonzaga, Catarina Paraguaçu, Clara Camarão, Tia Ciata, Mãe Menininha do Gantois e Patrícia Galvão, entre outras. Esses vídeos que também servirão como inserções para TV.
Dilma chegou ao palanque montado em frente ao comitê duas horas depois da hora marcada. Ao discursar, ela disse que herdou de Lula a missão de cuidar do povo.“Um dos maiores compromissos que eu carrego é garantir que um governo de uma mulher seja capaz de dar continuidade, levar pra frente e fazer cada vez melhor este país. O presidente Lula me confiou esta missão. O presidente Lula me deu talvez a maior herança que alguém pode dar a alguém, me deu a missão de cuidar do povo que ele tanto ama. Eu vou cuidar deste povo com toda a responsabilidade, fazendo com que não só continuemos, mas que sigamos em frente mudando”, disse a candidata.
O candidato à vice-presidente na chapa de Dilma, deputado Michel Temer (PMDB-SP), falou rapidamente. Ele enfatizou que os brasileiros devem se sentir orgulhosos em ter uma mulher como Dilma como candidata a presidente da República. “É um entusiasmo extraordinário. Eu tenho um orgulho extraordinário em compartilhar esta candidatura com Dilma Rousseff.” Temer também destacou a atuação de Dilma como ministra. “Todas as conquistas do governo Lula têm a virtude da ministra Dilma Rousseff. As conquistas foram obtidas com a Dilma. Vamos continuar juntos com Dilma”, disse Temer.
Contrariando as expectativas, o presidente Lula, que segundo a coordenação da campanha foi convidado, não participou do comício. No horário do evento, Lula tratou de detalhes do programa Minha Casa, Minha Vida em reunião com os ministros Paulo Bernardo (Planejamento), Guido Mantega (Fazenda), Erenice Guerrra (Casa Civil), Márcio Fortes (Cidades) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho.
No início do evento, entre repetições do jingle de campanha de Dilma, dois telões exibiram vídeos mostrando “mulheres que mudaram o Brasil”. Entre as mulheres que serviram de inspiração para a campanha, foram citados os nomes de Maria Quitéria, Chiquinha Gonzaga, Catarina Paraguaçu, Clara Camarão, Tia Ciata, Mãe Menininha do Gantois e Patrícia Galvão, entre outras. Esses vídeos que também servirão como inserções para TV.
Dilma chegou ao palanque montado em frente ao comitê duas horas depois da hora marcada. Ao discursar, ela disse que herdou de Lula a missão de cuidar do povo.“Um dos maiores compromissos que eu carrego é garantir que um governo de uma mulher seja capaz de dar continuidade, levar pra frente e fazer cada vez melhor este país. O presidente Lula me confiou esta missão. O presidente Lula me deu talvez a maior herança que alguém pode dar a alguém, me deu a missão de cuidar do povo que ele tanto ama. Eu vou cuidar deste povo com toda a responsabilidade, fazendo com que não só continuemos, mas que sigamos em frente mudando”, disse a candidata.
O candidato à vice-presidente na chapa de Dilma, deputado Michel Temer (PMDB-SP), falou rapidamente. Ele enfatizou que os brasileiros devem se sentir orgulhosos em ter uma mulher como Dilma como candidata a presidente da República. “É um entusiasmo extraordinário. Eu tenho um orgulho extraordinário em compartilhar esta candidatura com Dilma Rousseff.” Temer também destacou a atuação de Dilma como ministra. “Todas as conquistas do governo Lula têm a virtude da ministra Dilma Rousseff. As conquistas foram obtidas com a Dilma. Vamos continuar juntos com Dilma”, disse Temer.
Contrariando as expectativas, o presidente Lula, que segundo a coordenação da campanha foi convidado, não participou do comício. No horário do evento, Lula tratou de detalhes do programa Minha Casa, Minha Vida em reunião com os ministros Paulo Bernardo (Planejamento), Guido Mantega (Fazenda), Erenice Guerrra (Casa Civil), Márcio Fortes (Cidades) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Lula diz que Dilma é responsável pelo trem-bala
Lula diz que Dilma é responsável pelo trem-bala
O presidente lançou hoje o edital de licitação do trem-bala e afirmou que o projeto só sairá do papel porque houve esforço da ex-ministra, candidata do PT à Presidência da República.
"A verdade é que nós devemos o sucesso disso tudo que a gente está comemorando a uma mulher. Nem poderia falar o nome dela, mas a história a gente não pode esconder por causa da eleição. Dilma assumiu a responsabilidade de fazer esse TAV e foi ela que cuidou. Não podemos negar isso", disse.
Lula comparou a construção do trem bala a projetos mundiais ambiciosos e citou a Torre Eiffel. Brincou dizendo que a construção e manutenção da torre em Paris "deve ter enfrentado mais de cinco mil ações populares."
O presidente lançou hoje o edital de licitação do trem-bala e afirmou que o projeto só sairá do papel porque houve esforço da ex-ministra, candidata do PT à Presidência da República.
"A verdade é que nós devemos o sucesso disso tudo que a gente está comemorando a uma mulher. Nem poderia falar o nome dela, mas a história a gente não pode esconder por causa da eleição. Dilma assumiu a responsabilidade de fazer esse TAV e foi ela que cuidou. Não podemos negar isso", disse.
Lula comparou a construção do trem bala a projetos mundiais ambiciosos e citou a Torre Eiffel. Brincou dizendo que a construção e manutenção da torre em Paris "deve ter enfrentado mais de cinco mil ações populares."
Mais de 1/3 dos cartórios está irregular
CNJ determina saída de notários e dá prazo de seis meses para realização de concurso público para suprir vagas
Ainda cabe recurso ao STF; associação que representa titulares de cartórios no país não quis se pronunciar
FELIPE SELIGMAN
DE BRASÍLIA
O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) encontrou irregularidades em mais de um terço dos cartórios do Brasil e determinou a saída dos seus titulares.
Segundo a decisão, publicada ontem no "Diário de Justiça Eletrônico", os Tribunais de Justiça de todo o país deverão fazer, em até seis meses, concursos públicos para suprir as vagas.
Até lá, os atuais titulares poderão continuar nos cargos, mas seus rendimentos não podem ultrapassar 90% do teto do serviço público (R$ 26,7 mil -o equivalente ao salário de ministro do STF).
Ainda cabe recurso ao Supremo, que deverá receber ações individuais de cada notário que se julgar injustiçado pela decisão do CNJ.
O conselho constatou ainda a existência de 153 cartórios "fantasmas", ou seja, que funcionavam, mas não possuíam qualquer registro ou autorização. Esses, de acordo com a decisão, deixarão de existir.
Segundo o CNJ, dos 14.964 cartórios existentes no Brasil, mais de 5.561 (ou 37,2% do total) estão nas mãos dos chamados "biônicos" -que não passaram por concurso para assumir o posto. De acordo com o conselho, eles devem deixar os postos.
Outros 1.105 cartórios estão sob investigação do conselho e também podem, nos próximos meses, ser declarados vagos.
A Anoreg (Associação dos Notários e Registradores do Brasil), representante nacional dos titulares de cartórios, não quis se pronunciar sobre a decisão do CNJ.
No Brasil, o titular tem o direito de ficar com o lucro do cartório. Por conta disso, segundo CNJ, existem casos de notários que recebem mais de R$ 5 milhões por mês.
Antes da Constituição de 1988, os cartórios eram instituições familiares, passadas de pai para filho. Após sua promulgação e a partir de 1994 -quando foi sancionada lei que regulamentava o tema-, a função passou a ser obrigatoriamente exercida por pessoas concursadas.
O tema é polêmico, tanto que, no ano passado, chegou a tramitar na Câmara uma proposta de emenda à Constituição, a PEC dos Cartórios, que efetivaria os titulares não concursados. Um acordo entre os líderes, contudo, enterrou sua tramitação.
Os Estados com maior número de irregularidade são Minas Gerais (1.353), Bahia (696) e São Paulo (354
CNJ determina saída de notários e dá prazo de seis meses para realização de concurso público para suprir vagas
Ainda cabe recurso ao STF; associação que representa titulares de cartórios no país não quis se pronunciar
FELIPE SELIGMAN
DE BRASÍLIA
O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) encontrou irregularidades em mais de um terço dos cartórios do Brasil e determinou a saída dos seus titulares.
Segundo a decisão, publicada ontem no "Diário de Justiça Eletrônico", os Tribunais de Justiça de todo o país deverão fazer, em até seis meses, concursos públicos para suprir as vagas.
Até lá, os atuais titulares poderão continuar nos cargos, mas seus rendimentos não podem ultrapassar 90% do teto do serviço público (R$ 26,7 mil -o equivalente ao salário de ministro do STF).
Ainda cabe recurso ao Supremo, que deverá receber ações individuais de cada notário que se julgar injustiçado pela decisão do CNJ.
O conselho constatou ainda a existência de 153 cartórios "fantasmas", ou seja, que funcionavam, mas não possuíam qualquer registro ou autorização. Esses, de acordo com a decisão, deixarão de existir.
Segundo o CNJ, dos 14.964 cartórios existentes no Brasil, mais de 5.561 (ou 37,2% do total) estão nas mãos dos chamados "biônicos" -que não passaram por concurso para assumir o posto. De acordo com o conselho, eles devem deixar os postos.
Outros 1.105 cartórios estão sob investigação do conselho e também podem, nos próximos meses, ser declarados vagos.
A Anoreg (Associação dos Notários e Registradores do Brasil), representante nacional dos titulares de cartórios, não quis se pronunciar sobre a decisão do CNJ.
No Brasil, o titular tem o direito de ficar com o lucro do cartório. Por conta disso, segundo CNJ, existem casos de notários que recebem mais de R$ 5 milhões por mês.
Antes da Constituição de 1988, os cartórios eram instituições familiares, passadas de pai para filho. Após sua promulgação e a partir de 1994 -quando foi sancionada lei que regulamentava o tema-, a função passou a ser obrigatoriamente exercida por pessoas concursadas.
O tema é polêmico, tanto que, no ano passado, chegou a tramitar na Câmara uma proposta de emenda à Constituição, a PEC dos Cartórios, que efetivaria os titulares não concursados. Um acordo entre os líderes, contudo, enterrou sua tramitação.
Os Estados com maior número de irregularidade são Minas Gerais (1.353), Bahia (696) e São Paulo (354
DILMA SERÁ ELEITA NO PRIMEIRO TURNO COM TEMMER, ASSIM ESPERAMOS
No dia 3 de outubro de 2010, mais de 134 milhões de eleitores vão às urnas eleger Dilma presidente e seu vice Michel Temmer , governadores e vices, senadores e deputados federais, estaduais e distritais. O segundo turno, se houver, ocorrerá no dia 31 de outubro.
O segundo turno ocorre quando nenhum candidato obtém a maioria dos votos válidos (excluídos os brancos e nulos) no primeiro turno, e apenas em locais com mais de 200 mil eleitores.
A campanha começou dia 6 de julho, um dia após o término do prazo para que os partidos apresentassem os pedidos de registro de seus candidatos à Justiça Eleitoral.
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começa no dia 17 de agosto e termina no dia 30 de setembro.
1 em cada 5 eleitores não foi à escola ou é analfabeto
8 mi dizem que não sabem ler nem escrever, e 27 mi nunca tiveram aula
Nordeste é a região em que há mais eleitores em uma das situações, 35%; no Sudeste, eles somam 12% do total
DE BRASÍLIA
A cada cinco pessoas aptas a votar neste ano, uma é analfabeta ou nunca frequentou uma escola.
São, ao todo, 27 milhões de eleitores nessa situação no cadastro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Desses, 8 milhões são analfabetos e 19 milhões declararam saber ler e escrever, mas nunca estiveram numa sala de aula. No total, há 135,8 milhões de eleitores no país em 2010.
A pior situação é no Nordeste: enquadram-se em um desses grupos 35% dos eleitores. No Sudeste, são 12%.
Os dados de escolaridade do TSE são uma estimativa, já que são fornecidos pelos eleitores no momento em que eles vão tirar o título e só atualizados caso ocorra uma revisão do cadastro.
O percentual de eleitores que nunca frequentaram a escola caiu de 23,5% na última eleição presidencial, em 2006, para 20,5% neste ano.
O voto das pessoas com menos instrução e menos informação tende a ter menos ideologia e mais personalismo, diz o cientista político Fábio Wanderley Reis, professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais.
Por isso, diz, Dilma Rousseff (PT) é quem tem mais condições de angariar votos desse grupo, uma vez que se beneficia da associação com a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Reis ressalva, por outro lado, que também têm grande influência os programas sociais e o aumento da renda dos mais pobres.
Por ora, o quadro ainda é homogêneo entre os candidatos. Na última pesquisa Datafolha, há três semanas, a petista tinha 20% das intenções de voto entre os eleitores com escolaridade até o ensino fundamental, contra 16% de José Serra (PSDB).
O tucano, por sua vez, tinha três pontos de vantagem entre aqueles com nível superior. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
CANDIDATOS
Nas eleições deste ano, o analfabetismo não é exclusividade dos eleitores. Saber ler e escrever é uma exigência da Justiça para disputar a eleição, mas, ainda assim, cinco candidatos declararam ao TSE serem analfabetos.
Até 2004, os que se diziam analfabetos faziam uma prova para ter o grau de instrução avaliado. A partir de 2006, eles são chamados a fazer, no tribunal, declaração de próprio punho, afirmando que sabem ler e escrever.
(ANGELA PINHO E FERNANDA ODILLA
O segundo turno ocorre quando nenhum candidato obtém a maioria dos votos válidos (excluídos os brancos e nulos) no primeiro turno, e apenas em locais com mais de 200 mil eleitores.
A campanha começou dia 6 de julho, um dia após o término do prazo para que os partidos apresentassem os pedidos de registro de seus candidatos à Justiça Eleitoral.
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começa no dia 17 de agosto e termina no dia 30 de setembro.
1 em cada 5 eleitores não foi à escola ou é analfabeto
8 mi dizem que não sabem ler nem escrever, e 27 mi nunca tiveram aula
Nordeste é a região em que há mais eleitores em uma das situações, 35%; no Sudeste, eles somam 12% do total
DE BRASÍLIA
A cada cinco pessoas aptas a votar neste ano, uma é analfabeta ou nunca frequentou uma escola.
São, ao todo, 27 milhões de eleitores nessa situação no cadastro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Desses, 8 milhões são analfabetos e 19 milhões declararam saber ler e escrever, mas nunca estiveram numa sala de aula. No total, há 135,8 milhões de eleitores no país em 2010.
A pior situação é no Nordeste: enquadram-se em um desses grupos 35% dos eleitores. No Sudeste, são 12%.
Os dados de escolaridade do TSE são uma estimativa, já que são fornecidos pelos eleitores no momento em que eles vão tirar o título e só atualizados caso ocorra uma revisão do cadastro.
O percentual de eleitores que nunca frequentaram a escola caiu de 23,5% na última eleição presidencial, em 2006, para 20,5% neste ano.
O voto das pessoas com menos instrução e menos informação tende a ter menos ideologia e mais personalismo, diz o cientista político Fábio Wanderley Reis, professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais.
Por isso, diz, Dilma Rousseff (PT) é quem tem mais condições de angariar votos desse grupo, uma vez que se beneficia da associação com a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Reis ressalva, por outro lado, que também têm grande influência os programas sociais e o aumento da renda dos mais pobres.
Por ora, o quadro ainda é homogêneo entre os candidatos. Na última pesquisa Datafolha, há três semanas, a petista tinha 20% das intenções de voto entre os eleitores com escolaridade até o ensino fundamental, contra 16% de José Serra (PSDB).
O tucano, por sua vez, tinha três pontos de vantagem entre aqueles com nível superior. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
CANDIDATOS
Nas eleições deste ano, o analfabetismo não é exclusividade dos eleitores. Saber ler e escrever é uma exigência da Justiça para disputar a eleição, mas, ainda assim, cinco candidatos declararam ao TSE serem analfabetos.
Até 2004, os que se diziam analfabetos faziam uma prova para ter o grau de instrução avaliado. A partir de 2006, eles são chamados a fazer, no tribunal, declaração de próprio punho, afirmando que sabem ler e escrever.
(ANGELA PINHO E FERNANDA ODILLA
Em São Paulo, onde o patrão é candidato, tudo é segredo de Estado."
"A diferença nos gastos com publicidade é que no governo federal há mecanismos de transparência. Em São Paulo, onde o patrão é candidato, tudo é segredo de Estado."
DE ANTÔNIO MENTOR, líder do PT na Assembleia paulista, sobre o estouro nos gastos de publicidade do governo estadual em ano eleitoral.
DE ANTÔNIO MENTOR, líder do PT na Assembleia paulista, sobre o estouro nos gastos de publicidade do governo estadual em ano eleitoral.
OLHA SÓ O QUE A CANTANHEDE FALA DO SERRA NA FSP!
Antes das minhas férias, Serra se digladiava com a colunista Miriam Leitão por causa de uma pergunta legítima sobre a independência do BC. Volto, e lá está Serra se digladiando com o apresentador Heródoto Barbeiro por causa de uma pergunta igualmente legítima sobre os pedágios em São Paulo.
Heródoto estava de saída do "Roda Viva", mas, por uma dessas coincidências difíceis de entender, não é que o diretor de jornalismo da TV Cultura também foi posto para fora do cargo, uma semana depois de assumir, justamente por uma reportagem sobre os pedágios?
ATÉ EDITORIAL DA FOLHA PEESSEDEBISTA ADMITE QUE SERRA TORRA DINHEIRO DO POVO PAULISTA
Abuso publicitário
Apenas entre janeiro e junho de 2010, a veiculação de anúncios das realizações do governo paulista, vitrine da candidatura presidencial de José Serra (PSDB), consumiu R$ 141,8 milhões. O gasto mensal do período foi de R$ 23,6 milhões, duas vezes e meia os R$ 9,2 milhões mensais despendidos, em média, nos primeiros semestres de 2007, 2008 e 2009.
Apenas entre janeiro e junho de 2010, a veiculação de anúncios das realizações do governo paulista, vitrine da candidatura presidencial de José Serra (PSDB), consumiu R$ 141,8 milhões. O gasto mensal do período foi de R$ 23,6 milhões, duas vezes e meia os R$ 9,2 milhões mensais despendidos, em média, nos primeiros semestres de 2007, 2008 e 2009.
Nietzsche: VENDO O MAR REVOLTO
Assemelha-te de novo à árvore que amas
Friedrich Nietzsche
Assemelha-te de novo à árvore que amas, a árvore de grandes ramos : silenciosa e atenta, ela deixa-se pender sobre o mar
Friedrich Nietzsche
Assemelha-te de novo à árvore que amas, a árvore de grandes ramos : silenciosa e atenta, ela deixa-se pender sobre o mar
segunda-feira, 12 de julho de 2010
drummond OS OMBROS SUPORTAM O MUNDO
Os ombros suportam o mundo
Carlos Drummond de Andrade
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam os delicados morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Carlos Drummond de Andrade
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam os delicados morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
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