quarta-feira, 21 de julho de 2010

VEJA ALGUNS EXEMPLOS TÍPICOS DA VINCULAÇÃO DO CHAMADO PIG - PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA - E OS DEMOTUCANOS

VEJA ALGUNS EXEMPLOS TÍPICOS DA VINCULAÇÃO DO PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA - PIG - E OS DEMORTUCANOS
FAZ TEMPO QUE HÁ UMA VINCULAÇÃO EXPLÍCITA ENTRE O CHAMADO PIG - PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA - E OS DEMOTUCANOS. MAS ESSE TEXTO DA REVISTA ÉPOCA E DOS JORNAIS DOS DIAS 20/21 DEIXAM MAIS CLARA ESSA VINCULAÇÃO. O PIG E OS DEMOS TÊM UM VINCULAÇÃO ÓBVIA COM A DITADURA...

Indio na pré-História

Paulo Moreira Leite, da ÉPOCA
As declarações de Indio da Costa, procurando estabelecer vínculos entre as FARC, o narcotráfico e a campanha de Dilma Rousseff são um escândalo — mas é preciso reconhecer que guardam coerência com sua legenda.

Herdeiro do PFL da ditadura militar o DEM possui políticos respeitáveis em seus quadros. Seria errado e injusto generalizar.

Mas embora tenha até mudado de nome o partido dá mostras seguidas de que jamais acertou as contas com seu passado sob o regime dos generais. Isso ficou claro num episódio constrangedor, quando Dilma Rousseff foi ao Congresso falar sobre uma crise na Receita Federal e o senador Agripino Maia disse que ela havia aprendido a mentir quando era torturada pela repressão política. Em um minuto, foi um passado de décadas que retornou ao presente. Chocante.

Um dos traços típicos daquele regime era fazer acusações sem prova. Compreende-se. Num tempo em que a Justiça chegava a cumprir funções decorativas, quem estava no exerício do poder podia exercitar a violência conforme suas conveniencias e interesses, sem razão para perder tempo com formalidades legais, não é mesmo?

As declarações de Indio da Costa pertencem a essa família. Qualquer cidadão que tenha se dado ao trabalho de estudar nossa vida pública na última década sabe que não é preciso ter muito trabalho para encontrar erros, desvios e contradições no PT e no governo Lula. É possível encontrar erros no mes passado, na semana passada, no minuto passado.

Mas Índio da Costa preferiu a mentira, a denuncia sem prova, o mau serviço de um tipo ruim de jornalismo que acusa e depois não consegue se sustentar. O esforço para vincular o PT às FARC e ao narcotráfico É um mau começo para quem acaba de entrar na campanha.
OUTRO EXEMPLO AINDS MAIS ABSURDO : O PIG FAZ MATÉRIAS EM CONLUIO COM O DEMOTUCANOS, QUE DEPOIS REAPROVEITAM-NAS PARA DEMONIZAR E CRIMINALIZAR O PT E DILMA !NA MAIOR CARA DE PAU! E AINDA CULPAM O GOVERNO POR SUPOSTA CENSURA, QUANDO ALGUÉM RECLAMA DESSA ESTEATÉGIA DESESTABILIZADORA DOS PIG-DEMOTUCANOS....

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PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES 2010

Serra endossa vice e repete que PT tem elo com as Farc
Candidato e dirigente tucano evitam ligar partido de Dilma ao narcotráfico

No Twitter, candidato a vice suaviza as críticas; presidente do PSDB diz que estratégia petista é tentar "esconder Dilma"

Alexandre Guzanshe/Fotoarena/Folhapress

José Serra, ontem, em comitê do PSDB em Belo Horizonte

RODRIGO VIZEU
DE BELO HORIZONTE
BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO
CATIA SEABRA
ENVIADA ESPECIAL A DIVINÓPOLIS (MG)

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, endossou ontem a associação entre o PT e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), feita por seu candidato a vice, Indio da Costa (DEM), mas evitou referendar a ligação entre o partido e o narcotráfico, como o deputado havia feito.
O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, também engrossou o coro de ataques ao partido de Dilma Rousseff.
"A ligação do PT é com as Farc", disse Serra, em Belo Horizonte. "Isso todo mundo sabe,
tem muitas reportagens,
tem muita coisa. Apenas isso. Agora, as Farc são uma força ligada ao narcotráfico, isso não significa que o PT faça o narcotráfico."
Em São Paulo, Guerra também procurou caracterizar o ataque do vice como uma mera
citação de notícias
sobre a suposta ligação do PT com a guerrilha.
"O Indio disse o que a gente sabe: as Farc se sustentam com dinheiro do narcotráfico, e o PT é ligado às Farc. É um sócio incômodo que o PT tem", afirmou.
Pelo Twitter, o próprio Indio tentou suavizar o tom de suas declarações, feitas em bate-papo com tucanos na internet e noticiadas pela Folha no domingo.
"PT não faz narcotráfico. As Farc, sim", escreveu. Em seguida, o vice publicou links

para duas reportagens de jornais colombianos vinculando o PT à guerrilha.

Na entrevista que deu origem à polêmica,
o vice de Serra foi claro ao vincular o PT ao tráfico: "Todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior. Não tenho dúvida nenhuma disso", disse, na ocasião.

EXAGERO
Em conversa reservada com o ex-governador Aécio Neves, candidato do PSDB ao Senado por Minas Gerais, Serra admitiu que Indio exagerou nos ataques, mas argumentou que é preciso ultrapassar o episódio e tocar a campanha adiante.
Em público, ele procurou manter o tema das drogas na ordem do dia. Sem que fosse questionado, defendeu o combate ao crack e criticou o policiamento das fronteiras.
Serra insinuou que o PT usa a polêmica em torno da declaração de Indio para encobrir a violação do sigilo fiscal de Eduardo Jorge Caldas Pereira,
vice-presidente do PSDB, o que chamou de "uma coisa mais séria".
"É quebra de sigilo de tucanos como arma de baixaria eleitoral. É um crime muito grave", afirmou.
Diante do anúncio de processos contra o vice de Serra, Sérgio Guerra chamou o partido adversário de "campeão do mensalão", lembrou o escândalo dos aloprados e acusou Dilma de não ter opinião.
"A Dilma não tem a menor condição de liderar este país ou coisa nenhuma. O povo não é bobo. A ideia deles é: "Vamos esconder a Dilma e enganar o povo". Nós temos um candidato e um projeto. Eles têm uma fraude", afirmou o presidente tucano.
Ele mirou no ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que disse que Indio age "como idiota". "Qual autoridade ele tem para chamar alguém de idiota? Ele produz um Orçamento vergonhoso todo ano. Não vou dizer que a cabeça dele é grande e a inteligência é menor."
Os tucanos anunciaram que pedirão ao Ministério Público para apurar a suposta existência de fitas que registrariam encontro de Dilma com Lina Vieira, ex-secretária da Receita Federal.
Em agosto do ano passado, Lina disse ter sido pressionada ao investigar empresas de Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Acho impensável que a eleição desça a esse nível, disse Dilma
Dilma acusa Serra de "baixar o nível"
Petista atribuiu acusação de que PT é ligado às Farc a "adversidade'; petistas vão ao STF contra Indio da Costa
Ação no Supremo é por crime contra a honra; partido também deve entrar mais uma vez na Justiça, por dano moral

MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, acusou ontem seu adversário José Serra (PSDB) de baixar o nível do debate eleitoral.
Ao ser questionada sobre a declaração do tucano defendendo seu vice, o deputado Indio da Costa (DEM-RJ), Dilma afirmou que não pretende usar a mesma estratégia de ataques.
O vice da chapa tucana acusou o PT de ter ligações com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e com o narcotráfico.
"Eu jamais esperei que, diante da adversidade, meu adversário recorresse a esse tipo de acusação. Quero dizer que eu acho impensável que a eleição em 2010 no Brasil desça a esse nível e quero adiantar que eu não descerei a esse nível. Não há quem me faça descer a esse nível", afirmou a candidata.
O PT entrou ontem com uma ação criminal no STF (Supremo Tribunal Federal) por crime contra honra (calúnia, injúria e difamação) contra Indio pelas acusações contra o partido.
Indio deve ser alvo hoje de uma nova ação do PT na Justiça Federal por danos morais. Os petistas também resolveram acionar o PSDB na Justiça Eleitoral e pedir direito de resposta no site tucano que divulgou a entrevista em que o vice atacava o PT.
O partido ainda estuda processar o PSDB por danos morais, caso a sigla não se manifeste oficialmente, ainda hoje, sobre as declarações do vice. Na avaliação dos petistas, se o PSDB não se manifestar, estará sendo conivente com as declarações.
Para o presidente do PT, José Eduardo Dutra, os ataques de Indio ao partido colocam em prática a estratégia da oposição de baixar o nível da campanha.

"IDIOTA"
"Nosso objetivo é não judicializar a campanha. Queremos uma campanha de alto nível, mas são declarações absurdas, inaceitáveis e absolutamente falsas. As afirmações dele não foram apenas ilações, mas afirmações categóricas", disse Dutra.
Em entrevista concedida na sexta-feira aos militantes tucanos no site do partido, Indio declarou: "Todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior".
Além disso, criticou duramente Dilma. Segundo Indio, a ex-ministra pode dar um "chute no Lula" se ganhar as eleições e governar com "as garras do PT". A campanha petista se recusou fazer comentários sobre o teor das declarações.
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, também partiu para o ataque e chamou o vice de Serra de "idiota" e "despreparado".


PSDB já utilizou essa acusação na eleição de 2002
DE SÃO PAULO

Na campanha presidencial de 2002, o candidato José Serra também acusou o PT de ser ligado às Farc.
"Existe o PT real e o PT da TV", disse ele no horário eleitoral: "É muito importante debater as invasões ilegais e as ligações com as Farc. Isso não aparece na TV, mas é um lado do PT".
Devido aos ataques, o PSDB perdeu um minuto e meio de seu tempo na TV.
Em entrevista, Lula disse: "Se eles [Farc] tivessem a consciência que eu tenho e pensassem como eu penso, teriam formado um partido político e teriam disputado as eleições como eu".
Nos anos 90, a guerrilha tinha mantido contatos com políticos do PT e do PSDB. Em 1999, o representante das Farc no Brasil, Hernán Ramirez, se reuniu com o então governador gaúcho Olívio Dutra (PT) e com o deputado Arthur Virgílio (PSDB), líder de FHC.
Após a vitória de Lula, as Farc divulgaram carta manifestando apoio ao presidente. Em 2003, Lula ofereceu ao presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, o território brasileiro como local neutro para retomar as negociações com a guerrilha.
Em 2005, a revista "Veja" disse que a Abin tinha um relatório produzido no governo FHC sobre um suposto envio de US$ 5 milhões das Farc à campanha do PT em 2002. O governo afirmou que a acusação não tinha "nenhuma procedência".
Em agosto daquele ano, a PF prendeu o porta-voz das Farc no Brasil, Olivério Medina, a pedido da Colômbia. Mas em 2006 o Conare concedeu o status de refugiado a Medina e, em 2007, o STF negou sua extradição.
Em julho de 2008, e-mails obtidos pela Folha do computador de Raúl Reyes, líder das Farc morto em março daquele ano, apontaram a tentativa da guerrilha de abrir espaços de interlocução no PT e no governo. As mensagens não revelaram relação institucional do Planalto com o grupo.

(EU:AS DENÚNCIAS SÃO FEITAS POR ALOPRADOS PEESSEDEBISTAS E A GRANDE MÍDIA DITA GOLPISTA VEICULA-AS COMO VERDADES INSUSPEITAS E PROVADAS, COMO SE ESSE TAL DO PIG FOSSE UM CARTÓRIO DOS DEMOTUCANOS, QUE EXISTE SÓ PARA DAR FÉ ÁS SUAS LOUCURAS DESESTABILZADORAS). Do zero, do nada ao infinito, do nonada roseano ao infinito, parece que vale tudo, para esses golpistas saudosos da ditadura.

CONSIDERE, AO LER ESSE EXCELENTE TEXTO, QUE O TAL DELEGADO SÓ PODE SER UM RERPESENTANTE DO ESTILO PIG-DEMOTUCANO. FICA BEM DIVERTIDO! OU TRÁGICO...


RUY CASTRO

Pressa em condenar
RIO DE JANEIRO - O delegado encarregado do caso Bruno acaba de completar seus 30 dias de fama. Durante esse período, investigou, acusou, julgou, condenou e só faltou passar a sentença sobre o jogador. Muito além da sola, foi detetive, carcereiro, promotor, júri e juiz. Tal versatilidade pode representar uma economia para os cofres do Estado, mas está em desacordo com noções elementares de justiça.
Ocupado em dar entrevistas, ele só não teve tempo de apresentar as provas de que necessitava -nem mesmo o corpo de Eliza Samudio, dado de barato desde o primeiro instante. Com isso, o advogado de defesa já conta com a vitória numa primeira instância, tantas são as supostas irregularidades técnicas.
Aliás, este é dos raros casos em que o uso do "suposto" -recurso adotado pela imprensa para noticiar sem se comprometer- se aplica. Enquanto não encontrarem o cadáver, Bruno deveria ser apenas o suposto assassino ou mandante. Ou nem isso, porque ainda não está configurado o crime. Pois, justamente neste caso, alguns tabloides e canais de TV já partiram para a acusação frontal: Bruno é tratado como assassino ou mandante, e não se discute.
O curioso é que, um mês depois, o imbróglio parece mais enrolado do que nunca. Pelos depoimentos, Bruno, três cúmplices, seis ou sete testemunhas e uma mulher diferente por semana entram e saem de carros, motéis e chácaras, e o bebê passa de mão em mão enquanto eles se acusam e se desdizem deixando todo mundo tonto. É Agatha Christie ao ritmo dos Irmãos Marx.
No Brasil, temos pressa em condenar. Mas, uma vez estabelecida a condenação, não há pressa para executar a sentença. O jornalista Antonio Pimenta Neves, por exemplo, réu confesso, julgado e condenado pela morte de sua ex-namorada, arrisca-se a morrer de velhice fora da prisão onde deveria estar há dez anos.

22/07/2010 - 10:53h

O uso do cachimbo pode entortar a boca



rEPRODUXIDO DO BLOG DO lUIS FAVRE
Maria Inês Nassif – VALOR
A incorporação do discurso udenista ao arsenal dos candidatos à Presidência é tão velha quanto a relativamente nova democracia brasileira. Aliás, até mais velha. O padrão da UDN, criada em 1945 e extinta em 1965 pela ditadura militar que ajudou a implantar, tem interditado o debate político desde a redemocratização, em 1985. Em 2010, 35 anos após a sua extinção, ainda é o padrão de discurso oposicionista. 55 anos depois de sua criação, com uma ditadura de 21 anos no meio, volta invariavelmente em períodos eleitorais.

O PT cumpriu seu destino de oposição udenista de 1989 a 2002, quando, enfim, tornou-se governo pelo voto direto. No caso, prevaleceu o discurso moral. A partir de 2003, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu o governo, os partidos excluídos do poder assumiram, eles próprios, o udenismo como padrão de comportamento oposicionista. Trazido das eleições anteriores, o udenismo pós-Lula, comandado pelo PSDB e pelo ex-PFL, além da referência moral, vem carregado de conservadorismo. O período pós-2002, com um partido de esquerda no poder, trouxe à cena um padrão UDN completo, com barba, cabelo e bigode: discurso moral, agressividade, anticomunismo e conservadorismo de costumes.

É quase um atavismo: o partido mais udenista da política brasileira, o ex-PFL, hoje DEM, renovou quadros, pôs gente nova à frente da direção e o discurso continua o mesmo. Indio da Costa, o jovem vice-candidato do candidato a presidente pelo PSDB, José Serra, entrou no cenário nacional acusando o PT de ligação com a guerrilha colombiana, as Farc. Além de ser uma afirmação temerária, ela tem por objetivo provocar o velho anticomunismo que todo mundo supunha estar enterrado com o próprio comunismo, depois do fim da União Soviética. Mas isso é mais que um atavismo. É um discurso destinado a uma faixa do eleitorado conservador que rejeita ideologicamente o PT. PSDB e DEM embarcaram na retórica anticomunista para manter um eleitor que já é sua reserva de mercado.

O problema de adotar esse tipo de discurso é que isso provoca confusão de personagens e da história. Por essa retórica, estão a salvo do julgamento da história personagens que até hoje perambulam pela cena política, políticos gestados pela ditadura e que deram apoio ao governo autoritário que matou, torturou, censurou e cerceou os poderes do Legislativo e do Judiciário. Estão a salvo também os que se aliaram a eles – mesmo aqueles que, no passado, tiveram passagens pelos movimentos de resistência à ditadura. Como esse é um discurso maniqueista, traz, implícita ou explicitamente, a condenação àqueles que se opuseram ao regime. A anistia que esse pensamento conservador tanto defende para os agentes públicos que torturaram e mataram é negada aos que lutaram contra o regime militar e permaneceram à esquerda do espectro político depois da redemocratização.

Se a referência for a história, os três candidatos melhor colocados na disputa presidencial estão no mesmo barco. José Serra (PSDB) foi da Ação Popular, um racha da Juventude Universitária Católica (JUC) que flertou com o marxismo e, posteriormente, acabou se incorporando ao PCdoB – embora Serra não tenha se incorporado, ele próprio, à luta armada. Dilma Rousseff fez a opção pela luta armada contra a ditadura e cumpriu alguns anos de cadeia por isso, além de ter sido barbaramente torturada – e embora não tenha participado diretamente de nenhuma ação. Marina Silva militou no Partido Revolucionário Comunista (PRC), já no período em que a oposição havia abandonado a via armada como tática de contraposição ao regime.

Sem o viés conservador, essas informações são muito mais um sinal de que o país cumpre o seu destino democrático do que uma “denúncia”. Graças a pessoas como Serra, Dilma e Marina, o país vive uma democracia. Graças a eles, em outubro acontecerá o primeiro turno das eleições presidenciais. Por causa da luta que eles participaram, alguém será eleito pelo voto direto e secreto. Pela ação de pessoas como eles, a imprensa terá plena liberdade para cobrir o pleito. Os candidatos poderão fazer comícios, ocupar as ruas e falar o que pensam nos palanques, no rádio e na TV.

A eleição de 2010 se deve àqueles que lutaram contra a ditadura, militando no partido de oposição permitido pelo regime, o MDB, ou nos partidos clandestinos que optaram ou não pela luta armada. Isso não é uma denúncia, é uma feliz constatação. O país agradece, comovido, a pessoas como o deputado José Aníbal (PSDB-SP), companheiro de Dilma na Polop; ao candidato ao Senado Aloysio Nunes (PSDB-SP), que militou na ALN; ao candidato ao governo do Rio, Fernando Gabeira (PV), que foi do MR-8. Aos ex-comunistas do velho Partidão, o PCB, organização que rejeitou a via armada – o governador Alberto Goldman (PSDB-SP), o ex-prefeito César Maia (DEM-RJ), o senador Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM), o ex-deputado Roberto Freire (PPS-SP), entre tantos outros. Aos hoje petistas que vieram de organizações que optaram pelo confronto armado com a ditadura – José Genoíno (que participou da Guerrilha do Araguaia), José Dirceu, Fernando Pimentel, Marco Aurélio Garcia, Ricardo Zarattini, Rui Falcão, Franklin Martins, Carlos Minc, entre outros. E a outros que botaram a cara para bater mobilizando grandes contingentes de trabalhadores em greves que colocaram profundamente em xeque o regime autoritário – como o próprio presidente Lula.

Deve-se o presente a muitos, muitos mesmo, que hoje apoiam o governo ou estão na oposição, mas igualmente, e no mesmo momento, enfrentaram riscos, viram companheiros morrer, perderam amigos ou pessoas da família – e chegaram, juntos, ao momento em que a sociedade brasileira comemorou a democracia.

Em eleições, existe espaço para qualquer discurso ideológico. Isso é democracia. O que não convém é manipular a história, nem relativizá-la. Não são tantos anos que separam as eleições de 2010 dos movimentos pela democracia, onde muitos tucanos e petistas que hoje se batem estavam no mesmo barco.

Maria Inês Nassif é repórter especial de Política. Escreve às quintas-feiras

E-mail: maria.inesnassif@valor.com.br

DILMANINHA

Gente como a gente

Em discurso no sábado em Jales (SP), Dilma Rousseff (PT) resolveu fazer brincar com o aliado Netinho de Paula (PC do B), candidato ao Senado, que tinha um quadro num programa de TV chamado "Dia de Princesa", destinado a oferecer tratamento de beleza para garotas da periferia. Como Netinho havia chamado de "mano" o petista Aloizio Mercadante, a candidata não perdeu o embalo:
-Princesa eu não quero ser, mas "mana" eu quero!
Netinho concordou, e a plateia foi ao delírio

a maioria subsidia as elites chamadas cruéis

A maioria pobre não somente financia a educação superior mas também subsidia a educação básica privada da minoria social privilegiada(eu:a hamada elite cruel. LOGO, O POVÃO SUBSIDIA A CRUELDADE DAS ELITES QUE COSTUMAM CRIMINALIZAR TUDO O QUE É POPULAR, MOVIMENTOS POPULARES, ETC, ETC.
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Na sociedade contemporânea, cada vez mais complexa e diversificada, formação universitária aparece como fator de ascensão social.
Neste Brasil de absurdos e iniquidades, educação superior supostamente implica uma profunda perversão social.
Eis o argumento: no nível básico de ensino, aos pobres, por seu reduzido poder econômico, resta a rede pública, com precária infraestrutura e docentes desmotivados por baixos salários.
Ao contrário, as camadas médias e altas da sociedade, por capacidade financeira própria, financiam a educação de seus jovens em escolas privadas, com melhores condições de vencer o filtro competitivo do vestibular.
Nas universidades públicas, recebem gratuitamente educação superior de qualidade, enquanto os pobres são obrigados a pagar caro em instituições privadas.
Essa análise oculta dois equívocos e uma falácia.
O primeiro equívoco refere-se ao conceito de gratuidade, como se pudesse existir alguma atividade, realizada com eficiência, sem custos estruturais e operacionais.
A universidade pública, dada sua missão social de excelência acadêmica, é cara e longe está de ser gratuita. É, de fato, pré-paga pelo orçamento público, constituído por impostos, taxas e também por contribuições sociais.
O segundo equívoco é achar que, "por capacidade financeira própria", as classes abonadas preparam seus jovens para ter acesso à universidade pública.
Isso não é verdade. No Brasil, importante parcela das despesas educacionais retorna às famílias com maior nível de renda sob a forma de descontos e restituição de impostos; dessa forma, enorme (mas oculta) renúncia fiscal subsidia a educação privada de seus filhos, o que lhes facilita predominar na educação superior pública.
A falácia encontra-se na premissa de que o Estado é sustentado por toda a sociedade, igualmente.
A estrutura tributária brasileira é, em si, importante fator de desigualdade social. Proporcionalmente à renda, os pobres contribuem para custear a máquina estatal, em todos os níveis e setores de governo, mais do que contribuintes de melhor situação econômica.
Dados do Ipea revelam que os mais pobres pagam 49 % de sua renda em impostos, enquanto os mais ricos contribuem com apenas 26 % da sua receita.
Ciclo vicioso, tripla perversão social. A maioria pobre não só financia a educação superior mas também subsidia a educação básica privada da minoria social privilegiada, que, não fossem as ações afirmativas, ocuparia a maior parte das vagas públicas.
Do ponto de vista da reprodução social, a formação daqueles oriundos da classe social detentora de poder político e econômico se dá, nas universidades públicas, em carreiras de maior retorno financeiro e prestígio social.
Por analogia ao conceito de mais-valia, a ideia de mais-perversão pode ser útil para entender e ajudar a superar a iniquidade social que tanto nos envergonha.
O estancamento da renúncia fiscal de despesas escolares contribuirá para resgatar a dívida social da educação, entrave ao desenvolvimento econômico e humano de nosso país.



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NAOMAR DE ALMEIDA FILHO, doutor em epidemiologia, pesquisador 1-A do CNPq, é reitor da UFBA (Universidade Federal da Bahia) e membro do Observatório da Equidade do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social).

Os medos públicos de aprofundar a democracia expulsam os problemas para a invisibilidade dos lugares privados. O preço pago : a indiferença

MARCOS NOBRE

Medos públicos

A última comemoração do 14 de Julho na França foi marcada por desastres políticos vários. Forças armadas de ex-colônias desfilaram como forma de reparação e de reconhecimento, mas algumas delas devem reparação urgente em seus próprios países. Em uma disputa judicial entre herdeiros, surgiram fortes indícios de financiamento ilegal do partido do governo.
São questões graves, que acabaram fazendo com que passasse como acontecimento de menor importância a proibição de uso "de vestimenta destinada a dissimular o rosto". É uma proibição dirigida diretamente contra mulheres que usam véus islâmicos que cobrem todo o corpo.
A Revolução Francesa impôs uma única língua, o sistema métrico e um conjunto de valores a serem observados por qualquer pessoa que quiser ser cidadã. Foi o maior avanço histórico do milênio.
Incomparavelmente mais progressista do que o modelo europeu seu rival, o liberalismo inglês.
No Brasil não faltam defensores do republicanismo francês. Aliás, estabeleceu-se por aqui que "republicano" é sinônimo de "boa democracia".
Algo bom por definição.
O problema é que, hoje, o modelo impede avanços democráticos ao invés de fomentá-los. Defende ser preciso restringir previamente a liberdade dos cidadãos para alcançar igualdade no espaço público.
Mas, sob os "valores cívicos" impostos para alcançar a liberdade da cidadania, camufla-se a imposição de um padrão implícito de como se deve levar a vida. E toda tentativa de questionar substantivamente esse padrão social é empurrada para o terreno preferido (e regressivo) do liberalismo: o espaço privado.
Ora, se o objetivo é proteger as mulheres de um costume considerado atentatório aos direitos da pessoa humana, proibir o uso do véu em público é caminho seguro para que essa prática continue.
Porque o resultado é que essas mulheres vão deixar de frequentar os espaços públicos. E, recolhidas ao âmbito doméstico, vão se tornar invisíveis. Não serão mais solicitadas a explicar por que, afinal, usam o véu. Sua atitude não será mais questionada. E invisibilidade e falta de questionamento são os abrigos naturais para tradicionalismos de todos os matizes.
Sob o neoconservadorismo de Sarkozy, a defesa da República tornou-se um fim em si mesmo. Tomou o lugar da defesa de espaços democráticos de autonomia para pessoas e grupos sociais.
São medos públicos de aprofundar a democracia que expulsam os problemas para a invisibilidade dos lugares privados. O preço que cobram é o maior possível: a indiferença.
eu: São medos públicos de aprofundar a democracia que expulsam os problemas para a invisibilidade dos lugares privados, isto é, patrimonialismo e estamentos ptivilegiados, no Brasil, historicamente.

O preço que cobram é o maior possível: a indiferença da população.

SERRA CADA VEZ MAIS À DIREITA

FERNANDO DE BARROS E SILVA
20/10
"Serra Palin"
SÃO PAULO - O título não é meu, infelizmente. Vi pela primeira vez a conexão entre o vice de Serra, Indio da Costa, e Sarah Palin, a vice de John McCain na campanha americana de 2008, num blog chamado "Na Prática a Teoria É Outra" (www.napraticaateoriaeoutra. org), ou "NPTO", do cientista social Celso Rocha de Barros.
É, vale destacar, um blog excelente, com análises ao mesmo tempo muito finas e cheias de humor sobre "política e adjacências", de um autor que se diz "meio esquerdoso, social-democrata não tucano (nem anti-tucano), que acredita que o PT (e a rede de movimentos sociais que o compõem) ainda pode ser salvo de si mesmo".
Marcelo Coelho, que talvez goste dessa definição e mantém outro blog excelente, também aproximou Indio e Palin num post de anteontem. É uma boa coincidência.
A escolha do jovem conservador boa-pinta e desconhecido para vice de Serra parece ter sido obra do desespero, mas, diz Coelho, se há nela alguma inteligência, seria a de "vocalizar o inconsciente político de um PSDB civilizado demais para o gosto da direita local, que é selvagem o bastante para aplaudir este Indio de terno e gravata".
Senador republicano, McCain não dava conta de satisfazer a ala mais bronca do conservadorismo americano. Como um furacão vindo do Alasca, Estado que governou, a bela e desconhecida Sarah Palin logo se transformou em porta-voz da "direita sai de baixo". Acabou sendo protagonista da sucessão, assumindo para si um papel que o líder da chapa não sabia cumprir.
Indio é um político menor da direita litorânea. Surgiu em cena do nada, como um galã instantâneo da Ficha Limpa. Não bastou muito, porém, para que viesse mostrar o seu apito: "Todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior".
Ao PT, a polarização com o Palin tupiniquim é algo que interessa. E Serra caminha para a direita, em parte, é o que parece, à sua revelia



EU: SE NÃO SE CUIDAR, SERRA FICARÁ TÃO SOZINHO QUANTO AQUELA SOLITÁRIA, QUE DISSE, NO AUGE DA SOLIdÃO: "NÃO TRENHO QUEM ME MANDE FLORES NEM QUEM ME MANDE À MERDA!"

Emprego formal bate recorde e alcança mais de 50% dos ocupados

A formalização no mercado de trabalho brasileiro aumenta intensamente desde 2004 na esteira do crescimento mais forte da economia e de reformas que estimularam a contratação de trabalhadores com carteira assinada. Em 2010, pela primeira vez, o total de trabalhadores com carteira assinada superou 50% da mão de obra ocupada nas seis maiores regiões metropolitanas do país. Essa participação cresceu ao longo do semestre – começou em 50,3% em janeiro e alcançou 51,1% em maio. O percentual é recorde. Desde 2002, quando começa a nova série de emprego e desemprego do IBGE, nunca o emprego formal foi tão representativo.

O avanço da formalização nos últimos anos mostra um quadro muito diferente do registrado na década de 90 e no começo dos anos 2000, diz o economista Sérgio Mendonça, do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Números da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) da região metropolitana de São Paulo do Dieese – que têm uma série histórica mais antiga -, mostram que entre 1990 e 2003 o total de trabalhadores formais no setor privado caiu 8,7%, para 3,150 milhões, enquanto o número de empregados sem carteira quase dobrou, subindo 94,9%, para 1,047 milhão.

A partir de 2004 o quadro mudou. O número de empregados formais no setor privado subiu de 3,4 milhões em 2003 para 4,6 milhões na média de março, abril e maio de 2010, uma alta de 46%. No mesmo período, o estoque de assalariados sem carteira assinada subiu apenas 2,6%, para 1,075 milhão de trabalhadores.

Para Mendonça, a aceleração do crescimento é a principal explicação para o avanço da formalização. De 2004 a 2008, o país cresceu a uma média de 4,8% ao ano. Em 2009, a economia encolheu 0,2%, mas já retomou um ritmo forte de expansão, devendo avançar mais de 7% este ano. Entre 1980 e 2003, a média foi pouco superior a 2%.

“Os números indicam que o que faltava para a criação de empregos formais era um crescimento mais forte”, acredita ele. De 2004 a junho de 2010, a geração de empregos formais superou 9,5 milhões de vagas, considerando a diferença entre admissões e demissões no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O economista Fábio Romão, da LCA Consultores, aponta o crescimento mais forte – e a percepção de que o país pode sustentar taxas mais elevadas ao longo do tempo – como o principal motivo para a formalização crescente no mercado de trabalho. Isso dá mais confiança para as empresas registrarem os funcionários.

Romão observa que parte das vagas que aparecem no Caged se refere à formalização de postos de trabalho já existentes, ainda que não seja a maior fatia e não haja como precisar seu tamanho total, apenas a parcela que decorre das ações de fiscalização do Ministério do Trabalho. Segundo Romão, esse fenômeno fica claro quando se compara o crescimento do estoque de trabalhadores por categoria de ocupação na Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE.

Em maio, o número de empregados com carteira assinada cresceu 7% em relação ao mesmo mês de 2009, enquanto o número de informais encolheu 0,6%. Essa diferença, avalia Romão, “indica a formalização de vagas já existentes”.

Além do crescimento mais forte da economia, Mendonça acredita que a aprovação da da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa contribuiu para o avanço da formalização nos últimos anos. Conhecida como Supersimples, a lei entrou em vigor em julho de 2007, barateando a contratação com carteira para empresas de menor porte.

“Ela reduz o custo de uma relação de trabalho formal”, observa o economista José Márcio Camargo, da Opus Gestão de Recursos, que esse tipo de reforma com um peso maior no processo de formalização recente do que o ritmo de crescimento. Segundo ele, a crescente importância do crédito na economia brasileira também tem importância. Trabalhadores com carteira assinada têm acesso a modalidades de crédito como os empréstimos consignados.

Para ele, esse é mais um incentivo para que os trabalhadores busquem relações formais de trabalho e relutem em aceitar a informalidade, que por vezes pode garantir um rendimento líquido maior.

O fim da cumulatividade da Cofins, aprovada em 2003, também influenciou nesse processo, acredita Mendonça. Como o imposto começou a a incidir sobre o valor agregado, as empresas maiores passaram a pressionar as fornecedores de menor porte a se formalizar, para terem direito aos créditos tributários, diz ele. Nesse processo, as empresas tendem a regularizar a mão de obra, o que também facilita obtenção de crédito.

O aumento da formalização é amplamente favorável para a economia, destacam os economistas. O caixa do governo é reforçado, já que há um aumento da contribuição sobre a folha de salários e sobre a renda das pessoas físicas. O processo também ajuda a realimentar o próprio crescimento, como diz Romão. Quem tem carteira assinada se sente mais confiante para consumir e entrar em empréstimos e financiamentos.


Formalização pode elevar arrecadação em 10% do PIB


O processo de formalização da economia brasileira tem levado a um aumento expressivo da arrecadação, processo que deve se manter ao longo dos próximos anos e garantir ao governo um volume significativo de recursos, que pode chegar a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em 10 ou 20 anos, aponta um estudo do economista Bernard Appy, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Para ele, essa folga fiscal, se bem utilizada, pode expandir o investimento público e privado e a poupança doméstica.

Se mantida a trajetória de elevação das receitas – e não sendo essa arrecadação consumida na expansão de despesas correntes -, “há várias formas possíveis e não excludentes” que podem favorecer uma política de desenvolvimento, diz Appy no estudo, citando o aumento do investimento público em infraestrutura, o avanço das desonerações tributárias ou a ampliação da poupança do governo para reduzir mais rapidamente a dívida pública.

Appy diz que a alta da carga tributária nos últimos anos mostra o grande impacto da formalização sobre as receitas. Esse aumento, segundo ele, se deve principalmente aos tributos sobre a renda do trabalho, somando as contribuições sobre a folha de salários e o Imposto de Renda das Pessoas Físicas, e os tributos sobre a renda das empresas e os ganhos de capital.

Hoje diretor de Pesquisa e Projetos de Negócios da BM&F Bovespa, Appy diz que, de 2004 a 2008, anos de crescimento robusto, a carga tributária subiu de 32,23% para 35,8% do PIB, num momento em que não houve medidas importantes para aumentar a receita. No período, os tributos sobre a renda das pessoas físicas aumentaram 0,44 ponto do PIB, as contribuições sobre a folha de salários, 1,3 ponto, e os impostos sobre a renda das empresas e o capital, 1,57 ponto.

Appy nota que, de 2002 a 2008, os trabalhadores formais passaram de 37,7% para 43,4% da população ocupada. “Esse parece ser o fator dominante do forte crescimento das contribuições previdenciárias, bem como do IRPF.” Ele ressalta ainda que a expansão dos tributos sobre o lucro das empresas é resultado, pelo menos em parte, “do processo de formalização das receitas e do lucro, refletindo mudanças como a crescente abertura de capital e uma atuação mais eficiente da Receita.”

Para Appy, se o país continuar a crescer a uma taxa entre 4% e 5% ao ano, a tendência de formalização e seu impacto positivo sobre a receita deve continuar por muito tempo. No caso do mercado de trabalho, a perspectiva de continuidade é clara, até porque a informalidade ainda é alta. No caso das empresas, ele acha razoável supor a continuidade do processo de formalização das receitas e do lucro, ainda que a um ritmo mais moderado.

Appy diz ser provável que, nos próximos 10 a 20 anos, a carga tributária cresça entre 0,5 e 1 ponto percentual do PIB ao ano. Mantida a trajetória recente, ela pode subir dos atuais 35% do PIB para mais de 45% do PIB em 20 anos, estima ele.

Para ele, esse quadro oferece duas opções de gestão da política fiscal. A primeira, mais confortável do ponto de vista político, é a acomodação do atual modelo, com o aumento inevitável da carga tributária e das despesas correntes como proporção do PIB, “ainda que a dívida pública siga sendo reduzida e que possa haver alguma margem para desonerações e para a ampliação do investimento público”.

Ele diz que não propõe o corte de programas sociais ou de despesas correntes, mas considera importante “explicitar que o crescimento inercial desses gastos acima do crescimento do PIB reduz o espaço para políticas que podem contribuir para a consolidação do ciclo de desenvolvimento.”

A outra opção é mudar o modelo atual, definindo metas de longo prazo para a “carga tributária, os investimentos e a dívida pública, e a alteração das regras que levam a um aumento automático de certas categorias de despesas como proporção do PIB”. Com isso, a folga fiscal decorrente da formalização abre espaço para políticas que favoreçam a competitividade, o investimento e o crescimento

/07/2010 - 14:59h

A formalização da economia

ANTÔNIO PALOCCI FILHO – FOLHA SP


Crescimento econômico, mais exportações, menor tributação e mais crédito ajudaram na formalização




A PARTIR do final de 2003 iniciou-se uma importante inversão nos dados relativos à geração de empregos formais e informais. Naquele ano, a relação se inverteu e o Brasil passou a gerar mais empregos formais do que informais. No conjunto das ocupações, os dados do IBGE da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostram que, em 2008, os empregos formais já eram maioria, diferentemente do que ocorrera durante toda a década anterior, quando o trabalho sem carteira atingia em média 57% dos ocupados. Registre-se que a Pnad inclui os autônomos como informais.

Esse é um sinal sem paralelo da melhora do tecido econômico brasileiro nos últimos anos. Entender suas causas nos ajuda a valorizar políticas corretas e ampliá-las, colhendo os melhores frutos da melhoria do ambiente de negócios.

O crescimento econômico é, sem dúvida, um dos fatores explicativos.

Mas não é suficiente, como mostra nossa história recente. A década de 1970, do chamado “milagre brasileiro”, cujos patamares de crescimento per capita são semelhantes aos dos anos mais recentes, foram também os de expansão das relações comerciais e de trabalho informais, quando o sem nota, o vale e o trabalho sem ficha eram a regra.

De fato, vários outros fatores têm contribuído para o avanço da formalização de empresas e empregos.

A ampliação do esforço exportador, que permitiu às empresas sobreviverem à crise econômica de 2002, expondo nossa produção ao mercado mundial, ampliou a formalização dos negócios. Ninguém exporta na informalidade.

A modernização acelerada do mercado de capitais também contribuiu de maneira importante. A redução da tributação sobre a renda variável, as importantes mudanças estruturais de nossas Bolsas de Valores, além da legislação, que permitiu a criação de novos títulos no setor bancário, agrícola e imobiliário, tudo isso incentivou um grande número de empresas a buscar, no mercado de capitais, novos e volumosos recursos para seus investimentos.

Aqui é notável a ampla formalização do setor imobiliário e de frigoríficos, entre tantos outros. De novo, ninguém vai ao mercado de capitais na informalidade.

O acesso ao crédito de melhor qualidade e de menor custo tem também a sua parte nessa dinâmica de formalização. Isso vale para as empresas e para os trabalhadores.

A instituição do crédito consignado gestou, em 2003, um novo mercado de empréstimos de baixo risco e de grande importância na ampliação da capacidade de consumo dos assalariados, o que elevou as pressões pela formalização das relações de trabalho.

A melhoria dos sistemas de fiscalização também conta de maneira decisiva, tanto no setor trabalhista como no previdenciário e no tributário. Mais recentemente, a nota fiscal eletrônica tem sido um fator importante. Sua expansão prevista para os próximos anos dará um grande salto na formalização da economia.

Vale destacar também iniciativas de redução e simplificação de recolhimento de tributos como a nova Lei Geral da Micro e Pequena Empresas, mecanismo para o qual se inscrevem voluntariamente 1,2 milhão de empresas por ano desde 2007.

Também merece destaque para as pequenas atividades a recente legislação do Microempreendedor Individual, que teve 371 mil adesões desde julho de 2009. A tributação se restringe praticamente aos custos previdenciários, numa iniciativa que propicia a inclusão previdenciária para um contingente de milhões de trabalhadores informais com pequenos negócios familiares.

Finalmente, é preciso reconhecer o grande alcance de mudanças institucionais localizadas e bem desenhadas sobre o ambiente econômico e a formalização. Reformas incrementais nos tributos, na regulação e na supervisão do mercado de capitais, nos sistemas de garantia para o crédito, entre outras, sugerem-nos quais os dispositivos a serem permanentemente acionados para o aperfeiçoamento, tanto das regras como da conduta dos atores econômicos, sejam eles trabalhadores, empresários ou agentes públicos.

Oposição pega carona no Bolsa-Família, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a oposição está tentando tirar dividendos eleitorais dos programas de transferência de renda de seu governo. Em discurso durante solenidade de sanção da Lei do Estatuto da Igualdade Racial, no Itamaraty, ele afirmou que, antes, o Bolsa-Família era alvo de críticas dos adversários.

“Agora, às vésperas das eleições, ninguém mais contesta as prioridades antes criticadas”, afirmou. “Nem sempre foi assim, e a sociedade enxerga com distância o que se dizia antes e o que se declara agora.”

SERRA DÁ NAIS UM TIRO NO PÉ

Para o cientista oolítico Carlos Alberto Almeida, o candidato tucano erra em se opor ao governo federal. “Quanto mais ele criticar o governo, mais facilita a estratégia de campanha do PT de identificar a Dilma como a candidata do governo Lula”, diz. Almeida compara esse posicionamento de Serra ao “erro” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando perdeu a eleição de 1994 para Fernando Henrique Cardoso, depois de criticar o Plano Real, implantado naquele ano. “O Plano Real da vez é o governo Lula”, diz.

21/07/2010 - 08:38h

Radicalização eleva risco eleitoral de Serra

Eleições: Serra sugere que MST fará mais invasões se Dilma for eleita e cientistas políticos veem estratégia equivocada

Ana Paula Grabois, de São Paulo – VALOR
A radicalização recente do discurso do candidato à Presidência da República José Serra (PSB) contra a candidata do PT, Dilma Rousseff, pode ser prejudicial à campanha tucana, na avaliação dos cientistas políticos Jairo Nicolau, da Uerj, e Alberto Carlos de Almeida, diretor do Instituto Análise. Ontem, em Goiânia, Serra sugeriu que o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) faria mais invasões no país utilizando recursos do governo se Dilma for eleita.

“O dirigente principal do MST, (João Pedro) Stédile, disse que todo o MST deve apoiar a Dilma porque no governo dela eles vão poder agitar mais e invadir mais. Ele não disse, entre parênteses, com o dinheiro público”, afirmou Serra. “Pode pegar as Ongs deles, eles estão todos fazendo campanha eleitoral, o que é ilegal”, disse o presidenciável.

No dia anterior, Serra defendeu o vice de sua chapa, o deputado federal Indio da Costa (DEM), ao dizer que o PT tem relação com o grupo guerilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). “A polarização ideológica é uma tecla de altíssimo risco”, aponta Nicolau.

O cientista político avalia, no entanto, não ser possível saber se é uma estratégia ou apenas algo pontual na campanha do tucano. “A polarização não ajuda nem um pouco o Serra. A agenda tem sido pragmática e ligada à capacidade de liderança dos políticos”, disse. O eleitorado, avalia, é muito menos ideologizado atualmente, assim como as alianças partidárias, que caminham mais para a posição de centro-esquerda. De um lado, está o PSDB fechado com o DEM. Do outro, o PT aliado a partidos “herdeiros da Arena”, como o PR e o PP, e ao PMDB, dono de tendências conservadoras.

Para Carlos Alberto Almeida, o candidato tucano erra em se opor ao governo federal. “Quanto mais ele criticar o governo, mais facilita a estratégia de campanha do PT de identificar a Dilma como a candidata do governo Lula”, diz. Almeida compara esse posicionamento de Serra ao “erro” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando perdeu a eleição de 1994 para Fernando Henrique Cardoso, depois de criticar o Plano Real, implantado naquele ano. “O Plano Real da vez é o governo Lula”, diz.

Na sua avaliação, Serra deveria ser mais propositivo. Nas últimas semanas, o candidato do PSDB tem questionado vários setores da gestão Lula. Atacou o projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte, fez críticas à falta de informações sobre a participação privada no projeto do trem-bala entre Rio e São Paulo e à carência de investimento de infraestrutura para a realização da Copa do Mundo no país em 2014. “O Serra tem criticado muito o governo. Ele está se colocando no escanteio”, observa o cientista político.

Ontem, o candidato do PSDB ainda afirmou que o PT mente na campanha eleitoral. “O PT espalhou que eu vou privatizar os Correios, a Caixa, o Banco do Brasil e proibir concurso no Brasil. É tudo o que eu defendo. Campanha não é debate, é mentira, é teatro, é processar vítima. Tudo como máquina de intimidação. Basta olhar o programa de direitos humanos do governo, o programa aprovado pelo PT e a versão apresentada à Justiça Eleitoral”, disse o tucano. (Com Folhapress)

VEJA UM EXEMPLO TÍPICO DA VINCULAÇÃO DO PARTRIDO DA IMPRENSA GOLPISTA E OS DEMORTUCANOS

FAZ TEMPO QUE HÁ UMA VINCULAÇÃO EXPLÍCITA ENTRE O CHAMADO PIG - PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA - E OS DEMOTUCANOS. MAS ESSE TEXTO DA REVISTA ÉPOCA DEIXA MAIS CLARA ESSA VINCULAÇÃO. O PIG E OS DEMOS TÊM UM VINCULAÇÃO ÓBVIA COM A DITADURA...

Indio na pré-História

Paulo Moreira Leite, da ÉPOCA
As declarações de Indio da Costa, procurando estabelecer vínculos entre as FARC, o narcotráfico e a campanha de Dilma Rousseff são um escândalo — mas é preciso reconhecer que guardam coerência com sua legenda.

Herdeiro do PFL da ditadura militar o DEM possui políticos respeitáveis em seus quadros. Seria errado e injusto generalizar.

Mas embora tenha até mudado de nome o partido dá mostras seguidas de que jamais acertou as contas com seu passado sob o regime dos generais. Isso ficou claro num episódio constrangedor, quando Dilma Rousseff foi ao Congresso falar sobre uma crise na Receita Federal e o senador Agripino Maia disse que ela havia aprendido a mentir quando era torturada pela repressão política. Em um minuto, foi um passado de décadas que retornou ao presente. Chocante.

Um dos traços típicos daquele regime era fazer acusações sem prova. Compreende-se. Num tempo em que a Justiça chegava a cumprir funções decorativas, quem estava no exerício do poder podia exercitar a violência conforme suas conveniencias e interesses, sem razão para perder tempo com formalidades legais, não é mesmo?

As declarações de Indio da Costa pertencem a essa família. Qualquer cidadão que tenha se dado ao trabalho de estudar nossa vida pública na última década sabe que não é preciso ter muito trabalho para encontrar erros, desvios e contradições no PT e no governo Lula. É possível encontrar erros no mes passado, na semana passada, no minuto passado.

Mas Índio da Costa preferiu a mentira, a denuncia sem prova, o mau serviço de um tipo ruim de jornalismo que acusa e depois não consegue se sustentar. O esforço para vincular o PT às FARC e ao narcotráfico É um mau começo para quem acaba de entrar na campanha.
OUTRO EXEMPLO AINDS MAIS ABSURDO : O PIG FAZ MATÉRIAS EM CONLUIO COM O DEMOTUCANOS, QUE DEPOIS REAPROVEITAM-NAS PARA DEMONIZAR E CRIMINALIZAR O PT E DILMA !NA MAIOR CARA DE PAU! E AINDA CULPAM O GOVERNO POR SUPOSTA CENSURA, QUANDO ALGUÉM RECLAMA DESSA ESTEATÉGIA DESESTABILIZADORA DOS PIG-DEMOTUCANOS....

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PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES 2010

Serra endossa vice e repete que PT tem elo com as Farc
Candidato e dirigente tucano evitam ligar partido de Dilma ao narcotráfico

No Twitter, candidato a vice suaviza as críticas; presidente do PSDB diz que estratégia petista é tentar "esconder Dilma"

Alexandre Guzanshe/Fotoarena/Folhapress

José Serra, ontem, em comitê do PSDB em Belo Horizonte

RODRIGO VIZEU
DE BELO HORIZONTE
BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO
CATIA SEABRA
ENVIADA ESPECIAL A DIVINÓPOLIS (MG)

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, endossou ontem a associação entre o PT e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), feita por seu candidato a vice, Indio da Costa (DEM), mas evitou referendar a ligação entre o partido e o narcotráfico, como o deputado havia feito.
O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, também engrossou o coro de ataques ao partido de Dilma Rousseff.
"A ligação do PT é com as Farc", disse Serra, em Belo Horizonte. "Isso todo mundo sabe,
tem muitas reportagens,
tem muita coisa. Apenas isso. Agora, as Farc são uma força ligada ao narcotráfico, isso não significa que o PT faça o narcotráfico."
Em São Paulo, Guerra também procurou caracterizar o ataque do vice como uma mera
citação de notícias
sobre a suposta ligação do PT com a guerrilha.
"O Indio disse o que a gente sabe: as Farc se sustentam com dinheiro do narcotráfico, e o PT é ligado às Farc. É um sócio incômodo que o PT tem", afirmou.
Pelo Twitter, o próprio Indio tentou suavizar o tom de suas declarações, feitas em bate-papo com tucanos na internet e noticiadas pela Folha no domingo.
"PT não faz narcotráfico. As Farc, sim", escreveu. Em seguida, o vice publicou links

para duas reportagens de jornais colombianos vinculando o PT à guerrilha.

Na entrevista que deu origem à polêmica,
o vice de Serra foi claro ao vincular o PT ao tráfico: "Todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior. Não tenho dúvida nenhuma disso", disse, na ocasião.

EXAGERO
Em conversa reservada com o ex-governador Aécio Neves, candidato do PSDB ao Senado por Minas Gerais, Serra admitiu que Indio exagerou nos ataques, mas argumentou que é preciso ultrapassar o episódio e tocar a campanha adiante.
Em público, ele procurou manter o tema das drogas na ordem do dia. Sem que fosse questionado, defendeu o combate ao crack e criticou o policiamento das fronteiras.
Serra insinuou que o PT usa a polêmica em torno da declaração de Indio para encobrir a violação do sigilo fiscal de Eduardo Jorge Caldas Pereira,
vice-presidente do PSDB, o que chamou de "uma coisa mais séria".
"É quebra de sigilo de tucanos como arma de baixaria eleitoral. É um crime muito grave", afirmou.
Diante do anúncio de processos contra o vice de Serra, Sérgio Guerra chamou o partido adversário de "campeão do mensalão", lembrou o escândalo dos aloprados e acusou Dilma de não ter opinião.
"A Dilma não tem a menor condição de liderar este país ou coisa nenhuma. O povo não é bobo. A ideia deles é: "Vamos esconder a Dilma e enganar o povo". Nós temos um candidato e um projeto. Eles têm uma fraude", afirmou o presidente tucano.
Ele mirou no ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que disse que Indio age "como idiota". "Qual autoridade ele tem para chamar alguém de idiota? Ele produz um Orçamento vergonhoso todo ano. Não vou dizer que a cabeça dele é grande e a inteligência é menor."
Os tucanos anunciaram que pedirão ao Ministério Público para apurar a suposta existência de fitas que registrariam encontro de Dilma com Lina Vieira, ex-secretária da Receita Federal.
Em agosto do ano passado, Lina disse ter sido pressionada ao investigar empresas de Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Acho impensável que a eleição desça a esse nível, disse Dilma

PSDB já utilizou essa acusação na eleição de 2002
DE SÃO PAULO

Na campanha presidencial de 2002, o candidato José Serra também acusou o PT de ser ligado às Farc.
"Existe o PT real e o PT da TV", disse ele no horário eleitoral: "É muito importante debater as invasões ilegais e as ligações com as Farc. Isso não aparece na TV, mas é um lado do PT".
Devido aos ataques, o PSDB perdeu um minuto e meio de seu tempo na TV.
Em entrevista, Lula disse: "Se eles [Farc] tivessem a consciência que eu tenho e pensassem como eu penso, teriam formado um partido político e teriam disputado as eleições como eu".
Nos anos 90, a guerrilha tinha mantido contatos com políticos do PT e do PSDB. Em 1999, o representante das Farc no Brasil, Hernán Ramirez, se reuniu com o então governador gaúcho Olívio Dutra (PT) e com o deputado Arthur Virgílio (PSDB), líder de FHC.
Após a vitória de Lula, as Farc divulgaram carta manifestando apoio ao presidente. Em 2003, Lula ofereceu ao presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, o território brasileiro como local neutro para retomar as negociações com a guerrilha.
Em 2005, a revista "Veja" disse que a Abin tinha um relatório produzido no governo FHC sobre um suposto envio de US$ 5 milhões das Farc à campanha do PT em 2002. O governo afirmou que a acusação não tinha "nenhuma procedência".
Em agosto daquele ano, a PF prendeu o porta-voz das Farc no Brasil, Olivério Medina, a pedido da Colômbia. Mas em 2006 o Conare concedeu o status de refugiado a Medina e, em 2007, o STF negou sua extradição.
Em julho de 2008, e-mails obtidos pela Folha do computador de Raúl Reyes, líder das Farc morto em março daquele ano, apontaram a tentativa da guerrilha de abrir espaços de interlocução no PT e no governo. As mensagens não revelaram relação institucional do Planalto com o grupo.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Miro Casabella. Cantiga de escarnio

Cantiga de amor Pero da Ponte - SE EU PUDESSE COITA DAR A QUEM SEMPRE ME COITA DEU

Mauro Pagani - Quantas sabedes (2004)

MARTIN CODAX- CAVALGABA NOUTRO DIA

Cavalgava noutro día
per o caminho francés
e ũa pastor siía
cantando con outras tres
pastores e non vos pes,
e direi-vos toda vía
o que a pastor dizía
aas outras en castigo:
«Nunca molher crea per amigo,
pois s'o meu foi e non falou migo».
chono2008 1 ano atrás 5 chono2008
1 ano atrás 3 «Pastor, non dizedes nada,
diz ũa d'elas entón,
se se foi esta vegada,
ar verrá-s'outra sazón,
e dirá-vos por que non
falou vosc', ai ben talhada,
e é cousa máis guisada
de dizerdes, com'eu digo:
Deus, ora veess'o meu amigo
e havería gran prazer migo».

Cantiga de Amor

Amália Rodrigues,canta música medieval,"Partindo-Se".

Trovadorismo - cantiga galego-portuguesa MARTIN CODAX MIRAREMOS LAS ONDAS

MARTIN CODAX Ondas do Mar de Vigo

MARTIN CODAX Ondas do Mar de Vigo

segunda-feira, 19 de julho de 2010

CANTIGA DE AMIGO, Cantiga Medieval -- galaico-portuguesa (music & lyrics)

História da LÍngua Portuguesa: Tempo, vida e espaço (Parte 1/2)

História da Língua Portuguesa: Tempo, vida e espaço (Parte 2/2)

A Língua organiza o caos

Portuga no buteco, ou a pluralidade da língua, segundo João Ubaldo

NÃO HÁ LÍNGUA, HÁ LÍNGUAS, DIZ SARAMAGO

O diploma, a liberdade e o “controle social da imprensa”

reprodução excelente co,comentário de Ricardo Kotscho, do "Balaio do Kotscho":
15/07/2010 - 12:09
O diploma, a liberdade e o “controle social da imprensa”
Um dos não-assuntos recorrentes da atual campanha eleitoral é a questão do “controle social da imprensa”. A ameaça está todo dia nos jornais, nas revistas, nas colunas e blogs da internet, recheada com declarações de líderes da oposição, uma tabelinha que não comove os eleitores, mas rende pauta para atacar o governo.

Parece até que há um batalhão de censores à espreita, prontos a invadir as redações a qualquer momento, como aconteceu no fatídico dia 13 de dezembro de 1968 em que foi anunciado o Ato Institucional Nº5, e o Brasil entrou nas profundezas da ditadura.

Imagino alguns jornalistas já dormindo debaixo da cama com medo da chegada do bicho-papão, que a maioria deles nem conheceu, mas eu vi de perto, porque estava na redação do Estadão naquela noite do dia 13 em que os militares chegaram, ao vivo e em cores, para dar as ordens que deram início ao longo período de censura à imprensa.

A ameaça agora soa absurda já que o país vive o mais longo período de liberdades públicas da nossa história recente, em pleno Estado de Direito, com as instituições funcionando, ao contrário do que vivemos naquela época. Ironia do destino: veículos e jornalistas, que agora se arvoram em arautos da liberdade, apoiaram de bom grado aquele golpe militar de 1964, até que o AI-5 se virou contra eles também.

A imprensa hoje tem liberdade absoluta para fazer o que bem quer, sem qualquer tipo de regulação ou limites. Pode esculhambar diariamente o presidente e demais autoridades da República, assassinar reputações, publicar o que lhe dá na telha. Para provar, basta ligar o rádio, entrar na internet ou folhear qualquer uma das publicações que estão nas bancas.

É verdade que alguns setores minoritários do PT alimentam esta paranóia de “controle social da imprensa”, com documentos que se repetem desde tempos imemoriais e sempre reaparecem em épocas de campanha eleitoral para assustar a tigrada e prejudicar os candidatos do próprio partido. Citado sempre nas matérias que acenam com o perigo da censura rondando as redações, como um dos mentores do tal controle, o ministro Franklin Martins até acha graça.

“Esse negócio de controle social da imprensa é uma grande bobagem, até porque é impraticável, isso não existe”, disse-me ele numa conversa que tivemos outro dia em Brasília.

Mas não adianta. Quanto mais o presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff fazem reiteradas declarações de absoluto respeito à liberdade de expressão no país, mais as entidades patronais da comunicação e seus escribas amestrados acenam com o perigo iminente da volta à censura.

Não existe nenhum fato concreto, nenhuma medida ou ação do governo, nada que justifique o barulho que se faz sobre o assunto. Com uma capa de assustar criancinhas, a edição da revista Veja que está nas bancas repete o mesmo bordão de outras campanhas eleitorais. Desta vez, “O Monstro do Radicalismo” é o tema de um imenso editorial apresentado em forma de reportagem, sem nenhuma informação nova ou declaração que justifique a tese sobre “a fera petista que Lula domou agora desafia a candidata Dilma”.

Até a simples discussão sobre a obrigatoriedade ou não do diploma de jornalismo, um debate que atravessa décadas, serve como argumento para dizer que a liberdade de imprensa corre perigo. Uma comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, em votação simbólica, a volta da obrigatoriedade, derrubada pelo Supremo Tribunal Federal no ano passado. E daí?

Como jornalista não-diplomado, pergunto que diferença isto vai fazer na minha vida, no trabalho da imprensa ou nos destinos do país? Em mais de 45 anos atuando nas principais empresas de comunicação, jamais me pediram um diploma para poder trabalhar.

No documento que enviaram no mesmo dia ao ministro Samuel Pinheiro Guimarães, da Secretaria de Assuntos Estratégicos, em resposta ao seu pedido para que as empresas de comunicação fizessem uma projeção sobre o setor em 2022, as entidades representativas (Abert, ANJ e Aner) defenderam que “a liberdade de pensar e externar opiniões e informações, sem controle de quem quer que seja, é da própria essência da democracia”.

Até aí estamos todos de acordo. O problema é que estas mesmas entidades não admitem sequer discutir qualquer marco regulatório para o setor, nem mesmo o direito de resposta, para que a sociedade possa se defender dos eventuais abusos da mesma imprensa.

Estou de acordo também quando as entidades defendem que o poder público combata a impunidade dos crimes contra jornalistas. Mas sou contrário igualmente à impunidade dos jornalistas que cometem crimes contra cidadãos, entidades e instituições que não têm um veículo para defendê-los e ficam nas mãos de uma Justiça corporativa e lenta.

As entidades representativas dos veículos afirmam em seu documento: “Esperamos que floresça, nos próximos anos, uma exuberante cultura de autorregulação nos meios de comunicação brasileiros”. Ótimo. Por que não fizeram isso até agora?

Já perguntei em debates promovidos por estas entidades, por que as empresas, já que não admitem que a sociedade sequer discuta o seu setor, não tomam a iniciativa de estabelecer de comum acordo regras básicas para o exercício da atividade, como já foi feito há 30 anos na área de propaganda, com a criação do Conar, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, que funciona muito bem?

Num destes debates, comecei dizendo que, ao se discutir liberdade de imprensa, é preciso perguntar antes: liberdade de imprensa para quem? Só para quem imprime ou também para quem lê? Os direitos da imprensa de escrever o que quer não podem ficar acima dos direitos da sociedade de ser bem informada e respeitada nos seus direitos.

internet não terá papel importante nas eleições deste ano, diz professor

Estudo mapeia debate político em blogs e redes sociais em 2006 e 2008

Para Vladimir Safatle, predomina radicalismo e repressão a ideias dissonantes; discussão se alinha às campanhas

E dados recentes do Comitê Gestor da Internet no Brasil, mostram que 39% da população tem acesso à rede. Nos EUA, durante as eleições presidenciais de 2008, o acesso à internet estava em torno de 70% dos eleitores.

Segundo Marcelo Coutinho, professor da FGV e especialista em internet e política,
esses dados ajudam a explicar por que a internet não teve papel importante nas eleições de 2006 e de 2008 nem deve ter na disputa deste ano.

2006 e 2008
A promessa política da internet não se realizou, afirma Vladimir Safatle, professor de filosofia da USP. Safatle é autor de estudos sobre uso da internet nas eleições de 2006 e 2008, feitos em parceria com Marcelo Coutinho, professor da FGV e especialista em internet e política.
Desde que surgiu, a rede mundial de computadores trouxe a esperança de que revitalizaria o debate político público e serviria como espaço de discussão de ideias.
Segundo Safatle, a internet não se configurou como espaço de diálogo, como muitos esperavam, mas de radicalismos exacerbados.
"A internet está mais para grande espaço fragmentado de posições, onde cada território está ocupado por opiniões muito bem definidas e que não entram em contato com ideias diferentes. Manifestações dissonantes são reprimidas ou ignoradas."

ESTUDO
Em sua pesquisa, Safatle e Coutinho monitoraram blogs e comunidades no Orkut e concluíram que a internet é usada para reforçar opiniões já sedimentadas, fornecer material de campanha a militantes e influenciar veículos de comunicação -e não para esclarecer o eleitorado.
"É como se a militância tradicional, off-line, tivesse se deslocado para a internet", diz Safatle. O estudo sobre as eleições de 2008, publicado na "Revista de Sociologia e Política" (outubro de 2009), considerou a disputa pela Prefeitura de São Paulo.
Os pesquisadores acompanharam as comunidades no Orkut com mais de 300 integrantes voltadas para os três candidatos mais votados: Gilberto Kassab, Marta Suplicy e Geraldo Alckmin.
Descobriram que as 25 comunidades acompanhadas traziam links para 78 outras comunidades político-eleitorais, das quais 11 eram neutras e nenhuma tinha visão diferente sobre o candidato.
Outro dado que eles citam diz respeito aos 1.214 tópicos de discussão: mais de 96% estavam em linha com as comunidades acompanhadas.

BAIXO INTERESSE
As conclusões da pesquisa de 2006 vão na mesma linha, embora a disputa fosse pela Presidência, e os números, bem maiores. Publicado no livro "A Mídia nas Eleições de 2006" (Perseu Abramo, 2007), o estudo também chama a atenção para o baixo interesse por debates políticos.
Dados recentes do Comitê Gestor da Internet no Brasil, mostram que 39% da população tem acesso à rede. Nos EUA, durante as eleições presidenciais de 2008, o acesso à internet estava em torno de 70% dos eleitores.
Segundo Coutinho, esses dados ajudam a explicar por que a internet não teve papel importante nas eleições de 2006 e de 2008 nem deve ter na disputa deste ano.

domingo, 18 de julho de 2010

BRESSER CHAMA PRIVATISTAS DE TOLOS

é um eufemismo, mas Bresser é do psdb...
LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA

O menino tolo

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Só um bobo dá a estrangeiros serviços públicos como as telefonias fixa e móvel
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JOÃO É DONO de um jogo de armar. Dois meninos mais velhos e mais espertos, Gonçalo e Manuel, persuadem João a trocar o seu belo jogo por um pirulito.
Feita a troca, e comido o pirulito, João fica olhando Gonçalo e Manoel, primeiro, se divertirem com o jogo de armar, e, depois, montarem uma briga para ver quem fica o único dono. Alguma semelhança entre essa estoriazinha e a realidade?
Não é preciso muita imaginação para descobrir. João é o Brasil que abriu a telefonia fixa e a celular para estrangeiros. Gonçalo é a Espanha e sua Telefônica, Manuel é Portugal e a Portugal Telecom; os dois se engalfinham diante da oferta "irrecusável" da Telefônica para assumir o controle da Vivo, hoje partilhado por ela com os portugueses.
Mas por que eu estou chamando o Brasil de menino bobo? Porque só um tolo entrega a empresas estrangeiras serviços públicos, como são a telefonia fixa e a móvel, que garantem a seus proprietários uma renda permanente e segura.
No caso da telefonia fixa, a privatização é inaceitável porque se trata de monopólio natural. No caso da telefonia móvel, há alguma competição, de forma que a privatização é bem-vinda, mas nunca para estrangeiros.
Estou, portanto, pensando em termos do "condenável" nacionalismo econômico cuja melhor justificação está no interesse que foi demonstrado pelos governos da Espanha e de Portugal.
O governo espanhol, nos anos 90, aproveitou a hegemonia neoliberal da época para subsidiar de várias maneiras suas empresas a comprarem os serviços públicos que estavam então sendo privatizados. Foram bem-sucedidos nessa tarefa.
Neste caso, foram os espanhóis os nacionalistas, enquanto os latino-americanos, inclusive os brasileiros, foram os colonialistas, ou os tolos.
Agora, quando a espanhola Telefônica faz uma oferta pelas ações da Vivo de propriedade da Portugal Telecom, o governo português entra no jogo e proíbe a transação.
A União Europeia já considerou ilegal essa atitude, mas o que importa aqui é que, neste caso, os nacionalistas são os portugueses que sabem como um serviço público é uma pepineira, e não querem que seu país a perca.
O menino tolo é o Brasil, que vê o nacionalismo econômico dos portugueses e dos espanhóis e, neste caso, nada tem a fazer senão honrar os contratos que assinou.
Vamos um dia ficar espertos novamente? Creio que sim. Nestes últimos anos, o governo brasileiro começou a reaprender, e está tratando de dar apoio a suas empresas.
Para horror dos liberais locais, está ajudando a criar campeões nacionais. Ou seja, está fazendo exatamente a mesma coisa que fazem os países ricos, que, apesar de seu propalado liberalismo, também não têm dúvida em defender suas empresas nacionais.
Se o setor econômico da empresa é altamente competitivo, não há razão para uma política dessa natureza. Quando, porém, o mercado é controlado por poucas empresas, ou, no caso dos serviços públicos, quando é monopolista ou quase monopolista, não faz sentido para um país pagar ao outro uma renda permanente ao fazer concessões públicas a empresas estrangeiras.
A briga entre espanhóis e portugueses pela Vivo é uma confirmação do que estou afirmando.

PIG :Procuradora Sandra Cureau e Folha de São Paulo voltam a ameaçar Dilma de cassação

reprodução
Jul 16th, 2010 by Marco Aurélio Weissheimer.
A vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, e a Folha de São Paulo parecem decididos a empreender uma verdadeira cruzada para cassar a candidatura de Dilma Rousseff (PT). Nesta sexta-feira (16), Folha e Cureau acusam o presidente Lula de usar a máquina pública em favor de Dilma, o que poderia levar à cassação da candidatura. O crime de Lula teria sido elogiar Dilma durante o lançamento do edital do trem-bala. Segundo Cureau, a ação “pode gerar a cassação do registro de candidatura” da petista. A vice-procuradora repetiu a ressalva de que estava falando “em tese”, tese esta que vem abastecendo as manchetes da Folha e de outros jornais.

No dia 7 de maio, Sandra Cureau participou de um seminário promovido pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), sobre “Imprensa e Eleições”, onde, entre outras coisas posicionou-se contra “a punição de órgãos da mídia por dar maior espaço a candidatos cuja posição exerça um poder maior de atração sobre a imprensa”. A procuradora não explicitou que candidatos e que “poder maior de atração” seriam estes. Tudo em tese, é claro.
Partido deve seguir a lei, não intimidar, diz procurador-geral
Presidente do PT chegou a afirmar que estudava ação contra a vice-procuradora eleitoral por críticas a Lula

Elogios do presidente a Dilma em evento oficial levaram Cureau a abrir processo por suspeita de uso da máquina pública

FELIPE SELIGMAN
DE BRASÍLIA

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, saiu em defesa de Sandra Cureau, sua vice para as questões eleitorais, ao dizer que um partido político não deve, "de forma equivocada", intimidar a atuação "legítima" do Ministério Público.
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, chegou a dizer durante o fim de semana que estudava entrar com uma representação no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) contra Cureau, por críticas que ela fez à posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha presidencial.
Ontem, no entanto, Dutra afirmou que ainda que não há definição se haverá ou não a ação contra a vice-procuradora eleitoral.
Gurgel afirmou ontem, por meio de sua assessoria de imprensa, que "o Ministério Público tem exercido corretamente suas funções eleitorais, atuando adequadamente para o fiel cumprimento da Lei Eleitoral".
"É lamentável que qualquer partido político, que deveria estar preocupado em cumprir a lei, tente de forma equivocada intimidar a atuação legitima da instituição."

USO DA MÁQUINA
Na semana passada, Sandra Cureau abriu processo administrativo para investigar o uso da máquina pelo presidente Lula em favor da candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff.
No lançamento de edital do trem-bala, evento público ocorrido no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), o presidente atribuiu a Dilma os méritos do projeto, listado como uma das maiores obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
No dia seguinte, Lula se desculpou, mas voltou a elogiar a candidata de seu partido. No evento em que participou com Dilma, no Rio, ele se referiu a Cureau como uma "procuradora qualquer".
Dois dias depois do evento do trem-bala, Cureau afirmou que a atitude do presidente configurava abuso de poder político e econômico e que elogiar Dilma em eventos oficiais poderia até gerar a cassação do registro da candidata petista.
Ela fez a ressalva de que avaliava o caso com base em reportagens publicadas em jornais, mas requisitou os vídeos do evento -peças fundamentais para abertura de uma ação de investigação contra Lula e Dilma.
Gurgel também disse ontem que o Ministério Público vai atuar "com firmeza" durante toda a campanha para as eleições deste ano.

Justiça eleitoral flerta com o golpe de Estado, alerta juiz de Direito

16/7/2010 14:45,

A vice-procuradora-geral eleitoral Sandra Cureau flerta com um possível golpe de Estado ao cogitar a possibilidade da cassação dos direitos políticos do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e da candidatura de Dilma Rousseff (PT), na opinião do juiz Carlos Alberto Saraiva. Segundo afirmou o magistrado, “o país já se acostumou a ver membros das altas esferas do Poder Judiciário darem declarações públicas de viés partidário”.


Sandra Cureau é vice-procuradora-geral do TSE
Cureau disse, nesta sexta-feira, que requisitou as fitas da cerimônia de lançamento do edital do trem-bala para estudar a possibilidade de entrar com ação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por abuso de poder político e uso da máquina pública em favor da candidata do governo, Dilma Rousseff. A ação também pode ser feita contra a candidata petista. Sandra Cureau disse que, pelo que ela leu nos jornais, em tese, houve abuso de poder político e uso da máquina pública.

– Isso é absolutamente proibido – disse a jornalistas.

A ação a ser proposta por Sandra Coureau, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma vez acatada, resultaria na cassação da candidatura de Dilma Rousseff e o presidente Lula poderia ser punido com multa mesmo com a cassação de seus direitos políticos, em uma ação por abuso de poder político.

Durante a cerimônia oficial de lançamento do edital do trem-bala, que ligará São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro, o presidente Lula promoveu a candidata Dilma Rousseff, atribuindo a ela a responsabilidade pelo projeto.

– A verdade é a seguinte: eu não posso deixar de dizer, aqui, que nós devemos o sucesso disso tudo que a gente está comemorando aqui a uma mulher. Na verdade, nem poderia falar o nome dela porque tem um processo eleitoral, mas a história a gente também não pode esconder por causa de eleição – disse o presidente, na terça-feira, durante a solenidade no Centro Cultural Banco do Brasil, sede provisória do governo.

Na sequência, Lula acrescentou que “a verdade é que a companheira Dilma Rousseff assumiu a responsabilidade de fazer esse Trem de Alta Velocidade (TAV), e foi ela quem cuidou, junto com a Miriam Belchior, junto com a Erenice (atual ministra da Casa Civil)”. Ele foi aplaudido pelo público presente.

Arroubos persecutórios

Na opinião do juiz Carlos Alberto Saraiva, aposentado pelo TJ/RJ, tendo como última atuação o V Juizado Especial Cível de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, no blog que edita, ele afirmou que “o país já se acostumou a ver membros das altas esferas do Poder Judiciário darem declarações públicas de viés partidário. Gilmar Mendes e Marco Aurélio de Mello são os dois maiores expoentes desse tipo de conduta. Todavia, se formos analisar o trabalho do Supremo Tribunal Federal, notar-se-á que os arroubos persecutórios desses juízes contra Lula e o PT nunca tiveram maiores conseqüências”.

Ainda segundo o magistrado, “há membros e membros do Poder Judiciário. Tanto o Supremo Tribunal Federal quanto o Tribunal Superior Eleitoral são colegiados. O fato de abrigarem membros espalhafatosos e dispostos a gerar fatos políticos do interesse dos seus benfeitores – como no caso de Gilmar Mendes, que se tornou juiz da Suprema Corte graças a FHC – não significa que tenham força para levar aquele colegiado às decisões que gostariam”.

“O silêncio da geração de juízes do STF – e que integram o TSE – nomeados por Lula mostra que não se prestam a fazer serviços políticos. Prova disso está nas recusas e nas concordâncias da Justiça Eleitoral com as representações dos tucanos contra Lula e Dilma Rousseff. Apesar da judicialização do processo eleitoral desencadeada pela campanha de José Serra, o Tribunal Eleitoral tem mostrado que a força dos conservadores na Justiça já não é mais aquela”, acrescentou.

De acordo com Carlos Saraiva, “há um misto de desespero, devaneio e pseudo estratégia política nas ameaças da direita de melar o processo eleitoral impedindo Dilma de disputar uma eleição que as pesquisas já mostram – mesmo que não sejam mostradas – que pode ser definida no primeiro turno a favor da candidata petista. Além disso, Serra fez coisa igual ou pior do que essa de que acusam Lula enquanto sonham com uma vitória eleitoral no tapetão. Fez pior porque Lula fez num evento qualquer como o do trem-bala e Serra, fez na TV, no horário eleitoral de seu partido na Bahia, o que fez o TSE multá-lo na terça-feira passada por ‘propaganda antecipada’. A mídia, aliás, não divulgou. Enquanto noticiava as multas de Lula e Dilma sem parar, escondia a multa de Serra”.

O juiz alerta que “desta maneira, a Justiça Eleitoral teria que cometer a enormidade de tratar Dilma e Serra de formas diferentes, pois se cassar um terá que cassar o outro, de forma que as declarações da vice-procuradora-geral eleitoral Sandra Cureau aludindo a pedido de cassação da candidatura da petista, não acredito nada, nada que seriam acolhidas pelo plenário do TSE”.

“Em vez de me preocupar com os devaneios golpistas e com a disposição de membros do Judiciário para aparecerem mais do que a jabulani na Copa ou para criarem fatos políticos para o consórcio demo-tucano, prefiro ver o lado bom desse caso das ameaças de impugnarem a candidatura de Dilma. O flerte com o golpe judiciário confirma notícias como a veiculada pelo colunista da Folha de São Paulo Fernando Rodrigues, de que em pesquisa nacional com três mil pessoas que o PT teria encomendado a petista teria 43% das intenções de voto e Serra, 36%. Pode ser isso, pode ser mais, mas a notícia também combina com uma certa euforia que está se vendo no PT e com o crescente mau-humor que o tucano vem expondo publicamente”, disse o juiz.

Elogios de Goldman

Na esteira dos comentários elogiosos à Dilma Rousseff, o governador de São Paulo, Alberto Goldman, também resolveu promover o seu candidato à Presidência da República, José Serra, durante eventos oficiais do Estado. Goldman não apenas enalteceu a administração Serra, mas deixou clara sua preferência pela candidatura tucana.

– Só espero que a gente possa, a partir de 1º de janeiro, fazer esse Ambulatório Médico de Especialidades, que é um projeto do Serra, em todo o Brasil. É isso o que nós queremos, e sabemos a capacidade que o Serra tem de construir – afirmou, em seu discursou, durante inauguração no dia 19 de junho, uma semana após a oficialização da candidatura Serra.

A assessoria do governador achou por bem não divulgar a íntegra dos discursos feitos no dia 19.

A calúnia golpista da SIP contra Lula

artigo de Breno Altman, publicado no sítio Opera Mundi:

Os jornais de hoje estampam declaração do presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa, Alejandro Aguirre, afirmando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “não pode ser chamado de democrático”. O ataque se estende aos demais países da região que são administrados por partidos de esquerda. Esses governos, de acordo com o dirigente da SIP, “se beneficiam de eleições livres para destruir as instituições democráticas”.

Certamente é importante, para os leitores, conhecer a história dessa entidade antes de julgar a credibilidade das declarações de seu principal dirigente. Fundada nos Estados Unidos em 1946, a SIP teve papel fundamental durante a Guerra Fria. Empenhou-se com afinco a etiquetar como “antidemocráticos” os governos latino-americanos que não se alinhavam com a Casa Branca. Constituiu-se em peça decisiva da guerra psicológica que antecedeu os levantes militares no continente entre os anos 60 e 80.

Orgulha-se de reunir 1,3 mil publicações das Américas, com 40 milhões de leitores. Entre seus membros mais destacados, por exemplo, está o diário chileno El Mercurio, comprometido até a medula com a derrubada do presidente constitucional Salvador Allende, em 1973, e a ditadura do general Augusto Pinochet

Outros jornais filiados são os argentinos La Nación e El Clarín, apoiadores de primeira hora do golpe sanguinário de 1976, liderado por Jorge Videla. Aliás, suspeita-se que a dona desse último periódico recebeu como recompensa um casal de bebês roubado de seus pais desaparecidos.

A lista é interminável. O vetusto diário da família Mesquita, Estado de S.Paulo, também foi militante estridente das fileiras anticonstitucionais, clamando e aplaudindo, em 1964, complô contra o presidente João Goulart. Mas não foi atitude solitária: outros grupos brasileiros de comunicação, quase todos também inscritos na SIP, seguiram a mesma trilha golpista.

Os feitos dessa organização, entretanto, não são registros de um passado longínquo. Ou é possível esquecer a histeria da imprensa venezuelana, em abril de 2002, no apoio ao golpe contra o presidente Hugo Chávez? Naquela oportunidade, a SIP não deixou por menos: a maioria de seus filiados foi cúmplice da subversão oligárquica em Caracas.

Uma trajetória dessas é para deixar até o mais crédulo com as barbas de molho. Qual a autoridade dos dirigentes dessa agremiação para falar em democracia, com sua biografia banhada na lama e no sangue? O que fazem é se aproveitar dos espaços públicos sobre os quais exercem propriedade privada para conspirar, agredir e manipular.

Ainda mais quando apelam à calúnia. A imensa maioria dos veículos de imprensa no Brasil dedica-se à desabusada oposição contra o presidente Lula e seu partido. Nenhuma publicação dessas foi fechada ou censurada por iniciativa de governo. Circulam livremente, apesar de muitos terem atravessado o Rubicão que separa o jornalismo da propaganda política, violando as mais comezinhas regras de equilíbrio editorial.

As palavras do presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa, dessa forma, devem ser compreendidas através do código genético de Aguirre e seus pares. Hoje, como antes, atacam os governos progressistas porque desejam sua desestabilização e derrocada. Insatisfeitos com os resultados e as perspectivas eleitorais de aliados políticos, tratam de vitaminá-los com factóides de seu velho arsenal.

A história do presidente Lula, afinal, é de absoluto respeito à Constituição e à democracia. O mesmo não pode ser dito da SIP, cujas impressões digitais estão gravadas na história dos golpes e ditaduras que infelicitaram a América Latina.

17/07/2010 - 10:08 | Marina Terra | Redação

Presidente da SIP chama Lula de "antidemocrático"


O presidente da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa), Alejandro Aguirre, chamou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva de “antidemocrático" e justificou sua fala devido à proximidade de Lula com o governo cubano e os vínculos com líderes eleitos democraticamente, mas que "estão se beneficiando da fé e do poder que o povo neles depositou para destruir as instituições democráticas". As informações são da Folha de S. Paulo e do Estado de S. Paulo.

Esses líderes, para Aguirre, seriam Hugo Chávez, da Venezuela; Cristina Kirchner, da Argentina; Rafael Correa, do Equador; Evo Morales, da Bolívia; Daniel Ortega, da Nicarágua, e Porfírio Lobo, de Honduras. E Lula.

lEIA E INTRPRETE O ESTILO GOLPISTA DA SIP, QUE NA VERDADE REPRESENTA O JÁ CHAMADO - PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA - PIG - SEMPRE ALIADO AOS INTERESSES EONÔMICOS NORTE-AMERICANOS. ESSE ARSENAL ARGUMENTATIVO DA SIP SE REPETE NO DIA A DIA DA NOSSA GRANDE MÍDIA, COMO A DEMONIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS E DOS GOVERNANTES POPULRES NA AMÉRICA LATINA, CONCRETAMENTE, PARTICIPARAM DO GOLPE DE ESTADO CONTRA CHAVEZ NA VENEZUELA, EM 2000... E DA TENTATIVA DA DERRUBADA DE LULA NAS ELEIÇÕERS DE 2006;
17/07/2010 - 10:08 | Marina Terra | Redação

Presidente da SIP chama Lula de "antidemocrático"


O presidente da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa), Alejandro Aguirre, chamou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva de “antidemocrático" e justificou sua fala devido à proximidade de Lula com o governo cubano e os vínculos com líderes eleitos democraticamente, mas que "estão se beneficiando da fé e do poder que o povo neles depositou para destruir as instituições democráticas". As informações são da Folha de S. Paulo e do Estado de S. Paulo.

Esses líderes, para Aguirre, seriam Hugo Chávez, da Venezuela; Cristina Kirchner, da Argentina; Rafael Correa, do Equador; Evo Morales, da Bolívia; Daniel Ortega, da Nicarágua, e Porfírio Lobo, de Honduras. E Lula.



“A tentativa de aprovar leis no Congresso que limitam a liberdade de imprensa e o uso da publicidade oficial” foram citados por Aguirre como sinais de fraqueza da democracia no Brasil, assim como na Argentina e no Equador.

"Esses governos não podem continuar a se chamar de democráticos. O voto é componente sumamente importante na democracia, assim como a atuação dos governantes. Não podem seguir falando em nome de líderes democráticos do mundo porque não atuam dessa forma", disse ontem (16/7), durante apresentação de relatório trimestral em Washington, onde a SIP condenou a "campanha sistemática" movida por setores próximos ao governo Kirchner para desmoralizar o jornal Clarín e seus profissionais.

"Eu vi governantes com uma grande delicadeza com o presidente Castro, o que representa um grande apoio moral a esse governo, que violou os direitos humanos por meio século", completou Aguirre, ao ser questionado especificamente sobre sua avaliação de Lula, segundo o Estado de S. Paulo.

A SIP é uma organização composta por 1.300 jornais que define sua missão como "defender a liberdade de expressão e de imprensa em todas as Américas". A Folha e o Estado são integrantes da entidade.

VEJA COMO A POPULAÇÃO RESISTRIU AO GFOLPE MIDIÁTICO-MILITAR



VEJA NOS PRÓXIMOS VÍDEOS COMO FOI A CONSPIRAÇÃO MIDIÁTICO-MILITAR, TÃO RIDÍCULO, QUE´É DE CHORAR DE RIR. A TV CONFESSA COMO FEZ, A ELITE REUNIU-SE E EMPOSSOU UM NOVO PRESIDENTE, SÓ NÃO ESPERAVAM QUE O POVO DESMONTARIA EM SEGUIDA A FARSA, TRÁGICAMENTE RIDÍCULA.
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11 abril GOLPE ESTADO contra CHÁVEZ promovido RCTV BUSH CIA
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Dilema




Lula havia sido convidado a participar em novembro da assembleia geral da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa), no México. Depois que o presidente da entidade, Alejandro Aguirre, declarou que o governo do petista "não pode ser chamado de democrático", o Planalto não sabe como responder ao convite

sábado, 17 de julho de 2010

Dilma critica Justiça Eleitoral: não se pode 'ter dois pesos e duas medidas'

candidata do Partido dos Trabalhadores à presidência da República, Dilma Roussef, insinuou neste sábado, 17, que a Justiça Eleitoral dá tratamentos diferentes ao analisar as ações de sua campanha eleitoral e a do candidato de oposição José Serra, do PSDB.

Lula diz que tentam impedir sua campanha por Dilma

"Acho que não se pode na vida ter dois pesos e duas medidas", disse, em Jales, no interior de São Paulo, ao ser indagada sobre a possibilidade de a subprocuradora eleitoral Sandra Cureau entrar com ação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ter citado o nome da candidata petista durante a cerimônia de lançamento do edital do trem-bala.


Antes de observar que não costuma polemizar em torno de questões judiciais, insinuou que há tratamento diferente porque, segundo ela, o governador Alberto Goldman também tem citado o nome de José Serra nos atos oficiais do governo paulista. "Eu não vou entrar nessa polêmica com a (sub) 1procuradora. É prudente prestarmos atenção", disse.


Entretanto, afirmou que não vê como campanha o fato de o presidente ter mencionado seu nome naquela cerimônia. "Eu tenho certeza que vocês hão de convir comigo que no caso do Trem de Alta Velocidade eu fui responsável pela construção do projeto. Então, não é um elogio e sim a constatação da verdade", defendeu-se.


Na sexta-feira, em discurso ao lado da candidata, Lula já havia atacado indiretamente a subprocuradora. "O que eles querem é me inibir para eu fingir que não conheço a companheira Dilma. É como se eu pudesse passar perto dela, e tem uma procuradora qualquer aí, e eu passar de costas viradas e fingir que não a conheço", disse o presidente durante comício no centro do Rio.