quarta-feira, 21 de julho de 2010

VEJA UM EXEMPLO TÍPICO DA VINCULAÇÃO DO PARTRIDO DA IMPRENSA GOLPISTA E OS DEMORTUCANOS

FAZ TEMPO QUE HÁ UMA VINCULAÇÃO EXPLÍCITA ENTRE O CHAMADO PIG - PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA - E OS DEMOTUCANOS. MAS ESSE TEXTO DA REVISTA ÉPOCA DEIXA MAIS CLARA ESSA VINCULAÇÃO. O PIG E OS DEMOS TÊM UM VINCULAÇÃO ÓBVIA COM A DITADURA...

Indio na pré-História

Paulo Moreira Leite, da ÉPOCA
As declarações de Indio da Costa, procurando estabelecer vínculos entre as FARC, o narcotráfico e a campanha de Dilma Rousseff são um escândalo — mas é preciso reconhecer que guardam coerência com sua legenda.

Herdeiro do PFL da ditadura militar o DEM possui políticos respeitáveis em seus quadros. Seria errado e injusto generalizar.

Mas embora tenha até mudado de nome o partido dá mostras seguidas de que jamais acertou as contas com seu passado sob o regime dos generais. Isso ficou claro num episódio constrangedor, quando Dilma Rousseff foi ao Congresso falar sobre uma crise na Receita Federal e o senador Agripino Maia disse que ela havia aprendido a mentir quando era torturada pela repressão política. Em um minuto, foi um passado de décadas que retornou ao presente. Chocante.

Um dos traços típicos daquele regime era fazer acusações sem prova. Compreende-se. Num tempo em que a Justiça chegava a cumprir funções decorativas, quem estava no exerício do poder podia exercitar a violência conforme suas conveniencias e interesses, sem razão para perder tempo com formalidades legais, não é mesmo?

As declarações de Indio da Costa pertencem a essa família. Qualquer cidadão que tenha se dado ao trabalho de estudar nossa vida pública na última década sabe que não é preciso ter muito trabalho para encontrar erros, desvios e contradições no PT e no governo Lula. É possível encontrar erros no mes passado, na semana passada, no minuto passado.

Mas Índio da Costa preferiu a mentira, a denuncia sem prova, o mau serviço de um tipo ruim de jornalismo que acusa e depois não consegue se sustentar. O esforço para vincular o PT às FARC e ao narcotráfico É um mau começo para quem acaba de entrar na campanha.
OUTRO EXEMPLO AINDS MAIS ABSURDO : O PIG FAZ MATÉRIAS EM CONLUIO COM O DEMOTUCANOS, QUE DEPOIS REAPROVEITAM-NAS PARA DEMONIZAR E CRIMINALIZAR O PT E DILMA !NA MAIOR CARA DE PAU! E AINDA CULPAM O GOVERNO POR SUPOSTA CENSURA, QUANDO ALGUÉM RECLAMA DESSA ESTEATÉGIA DESESTABILIZADORA DOS PIG-DEMOTUCANOS....

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PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES 2010

Serra endossa vice e repete que PT tem elo com as Farc
Candidato e dirigente tucano evitam ligar partido de Dilma ao narcotráfico

No Twitter, candidato a vice suaviza as críticas; presidente do PSDB diz que estratégia petista é tentar "esconder Dilma"

Alexandre Guzanshe/Fotoarena/Folhapress

José Serra, ontem, em comitê do PSDB em Belo Horizonte

RODRIGO VIZEU
DE BELO HORIZONTE
BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO
CATIA SEABRA
ENVIADA ESPECIAL A DIVINÓPOLIS (MG)

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, endossou ontem a associação entre o PT e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), feita por seu candidato a vice, Indio da Costa (DEM), mas evitou referendar a ligação entre o partido e o narcotráfico, como o deputado havia feito.
O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, também engrossou o coro de ataques ao partido de Dilma Rousseff.
"A ligação do PT é com as Farc", disse Serra, em Belo Horizonte. "Isso todo mundo sabe,
tem muitas reportagens,
tem muita coisa. Apenas isso. Agora, as Farc são uma força ligada ao narcotráfico, isso não significa que o PT faça o narcotráfico."
Em São Paulo, Guerra também procurou caracterizar o ataque do vice como uma mera
citação de notícias
sobre a suposta ligação do PT com a guerrilha.
"O Indio disse o que a gente sabe: as Farc se sustentam com dinheiro do narcotráfico, e o PT é ligado às Farc. É um sócio incômodo que o PT tem", afirmou.
Pelo Twitter, o próprio Indio tentou suavizar o tom de suas declarações, feitas em bate-papo com tucanos na internet e noticiadas pela Folha no domingo.
"PT não faz narcotráfico. As Farc, sim", escreveu. Em seguida, o vice publicou links

para duas reportagens de jornais colombianos vinculando o PT à guerrilha.

Na entrevista que deu origem à polêmica,
o vice de Serra foi claro ao vincular o PT ao tráfico: "Todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior. Não tenho dúvida nenhuma disso", disse, na ocasião.

EXAGERO
Em conversa reservada com o ex-governador Aécio Neves, candidato do PSDB ao Senado por Minas Gerais, Serra admitiu que Indio exagerou nos ataques, mas argumentou que é preciso ultrapassar o episódio e tocar a campanha adiante.
Em público, ele procurou manter o tema das drogas na ordem do dia. Sem que fosse questionado, defendeu o combate ao crack e criticou o policiamento das fronteiras.
Serra insinuou que o PT usa a polêmica em torno da declaração de Indio para encobrir a violação do sigilo fiscal de Eduardo Jorge Caldas Pereira,
vice-presidente do PSDB, o que chamou de "uma coisa mais séria".
"É quebra de sigilo de tucanos como arma de baixaria eleitoral. É um crime muito grave", afirmou.
Diante do anúncio de processos contra o vice de Serra, Sérgio Guerra chamou o partido adversário de "campeão do mensalão", lembrou o escândalo dos aloprados e acusou Dilma de não ter opinião.
"A Dilma não tem a menor condição de liderar este país ou coisa nenhuma. O povo não é bobo. A ideia deles é: "Vamos esconder a Dilma e enganar o povo". Nós temos um candidato e um projeto. Eles têm uma fraude", afirmou o presidente tucano.
Ele mirou no ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que disse que Indio age "como idiota". "Qual autoridade ele tem para chamar alguém de idiota? Ele produz um Orçamento vergonhoso todo ano. Não vou dizer que a cabeça dele é grande e a inteligência é menor."
Os tucanos anunciaram que pedirão ao Ministério Público para apurar a suposta existência de fitas que registrariam encontro de Dilma com Lina Vieira, ex-secretária da Receita Federal.
Em agosto do ano passado, Lina disse ter sido pressionada ao investigar empresas de Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Acho impensável que a eleição desça a esse nível, disse Dilma

PSDB já utilizou essa acusação na eleição de 2002
DE SÃO PAULO

Na campanha presidencial de 2002, o candidato José Serra também acusou o PT de ser ligado às Farc.
"Existe o PT real e o PT da TV", disse ele no horário eleitoral: "É muito importante debater as invasões ilegais e as ligações com as Farc. Isso não aparece na TV, mas é um lado do PT".
Devido aos ataques, o PSDB perdeu um minuto e meio de seu tempo na TV.
Em entrevista, Lula disse: "Se eles [Farc] tivessem a consciência que eu tenho e pensassem como eu penso, teriam formado um partido político e teriam disputado as eleições como eu".
Nos anos 90, a guerrilha tinha mantido contatos com políticos do PT e do PSDB. Em 1999, o representante das Farc no Brasil, Hernán Ramirez, se reuniu com o então governador gaúcho Olívio Dutra (PT) e com o deputado Arthur Virgílio (PSDB), líder de FHC.
Após a vitória de Lula, as Farc divulgaram carta manifestando apoio ao presidente. Em 2003, Lula ofereceu ao presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, o território brasileiro como local neutro para retomar as negociações com a guerrilha.
Em 2005, a revista "Veja" disse que a Abin tinha um relatório produzido no governo FHC sobre um suposto envio de US$ 5 milhões das Farc à campanha do PT em 2002. O governo afirmou que a acusação não tinha "nenhuma procedência".
Em agosto daquele ano, a PF prendeu o porta-voz das Farc no Brasil, Olivério Medina, a pedido da Colômbia. Mas em 2006 o Conare concedeu o status de refugiado a Medina e, em 2007, o STF negou sua extradição.
Em julho de 2008, e-mails obtidos pela Folha do computador de Raúl Reyes, líder das Farc morto em março daquele ano, apontaram a tentativa da guerrilha de abrir espaços de interlocução no PT e no governo. As mensagens não revelaram relação institucional do Planalto com o grupo.

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