sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Dilma critica Serra e Lula chama pedágios paulistas de "roubo"

No início de uma turnê por São Paulo, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, mirou nesta sexta-feira (20) as gestões tucanas no Estado para acertar seu adversário, José Serra (PSDB), e o líder nas pesquisas para o Palácio dos Bandeirantes, o tucano Geraldo Alckmin.
Em seguida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou de "roubo" o preço dos pedágios paulistas. A petista começou em Osasco, na região metropolitana de São Paulo, uma viagem que incluirá Mauá, neste sábado (21), e uma panfletagem na porta de uma fábrica em São Bernardo do Campo, na madrugada de segunda-feira (23).

"O povo não é bobo. O povo sabe quem faz e quem apenas promete em época de eleição", disse Dilma. "O partido do vice do meu adversário [o DEM] entrou no Supremo Tribunal para que decretassem o Prouni ilegal. Será que eles podem olhar olho no olho do jovem que quer seu diploma? Não pode, não", afirmou.

Em seu discurso, Lula chamou os oposicionistas de "arrogantes" e os acusou de terem "falta de humildade". Ao falar sobre as estradas de São Paulo, o presidente afirmou: "isso não é pedágio, isso é roubo".

Lula se esforçou para impulsionar a candidatura de Aloizio Mercadante (PT) ao governo paulista. Segundo o último levantamento Datafolha, Alckmin deve vencer já no primeiro turno, com 54% das intenções de voto, ante 16% do petista. "Essa turma que está aí está governando São Paulo desde 1982. Alguns mudaram de partido, mas a matriz é a mesma", afirmou.

O presidente afirmou que a campanha de Dilma em São Paulo será prioridade do PT. O outro Estado onde haverá campanha concentrada, segundo membros do partido, é Minas Gerais, Estado de outra das principais lideranças tucanas, o candidato ao Senado Aécio Neves.

Lula exaltou o deputado João Paulo Cunha (PT), envolvido no escândalo do mensalão em 2005, "por tudo aquilo que ele sofreu nesse período". A cidade de Osasco é reduto eleitoral do parlamentar.

Alinhamento de Temer

Pela primeira vez desde o início da corrida eleitoral, o candidato a vice de Dilma, Michel Temer (PMDB), fez um discurso enfático para se alinhar à campanha. Elogiou a luta da petista contra a ditadura e disse que está ao lado de Lula depois de convencido de que seu governo "era importante para o Brasil".

"A Dilma trabalhou para que nós tivéssemos democracia política no país. Estamos aqui e a Dilma lutou por isso", afirmou o normalmente moderado pemedebista. "Faltava democracia na mesa. Quem fez a democracia do pão sobre a mesa foi o Lula", disse.

O mais otimista dos discursos foi feito pelo prefeito de Osasco, Emídio de Souza (PT), que já falou em vitória no primeiro turno. "Vamos acabar com isso logo", disse

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