domingo, 29 de agosto de 2010

Em "Agonia e Glória", de Fuller, único heroísmo é sobreviver

INÁCIO ARAUJO
CRÍTICO DA FOLHA

A guerra, em "Agonia e Glória" (TCM, 0h10, livre), é vista da perspectiva de um soldado. Ok, Oliver Stone também fez isso, mas numa guerra pouco gloriosa, a do Vietnã. Aqui, estamos na Segunda Guerra, onde era fácil distinguir o certo do errado.
Mais: Samuel Fuller, autor do filme, é mil vezes mais profundo que Stone.
Seu princípio de que, na guerra, o único heroísmo é sobreviver tornou-se um clássico, assim como o filme.
No mais, seguimos aqui os passos de uma companhia na África, na Itália, no Dia D. O final traz uma surpresa que convém não estragar. Só para esclarecer: Fuller é o soldado que fuma charuto.

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