24/08/2010 - 10h45
Pesquisa CNT/Sensus divulgada na manhã desta terça-feira (24) mostra a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, na frente das intenções de voto, com 46%, contra 28,1% de José Serra (PSDB). Em terceiro lugar está a senadora Marina Silva (PV) com 8,1%. Votos em branco, nulos e indecisos somam 16,8%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para cima ou para baixo.
Na última pesquisa, a ex-ministra da Casa Civil liderava com 41,6%, Serra aparecia com 31,6% e Marina registrava 8,5%. Votos em branco, nulo e indecisos representavam 14,3%.
"É uma eleição tecnicamente decidida em primeiro turno a partir dos dados de hoje. Dilma tem 55,3% dos votos válidos e os demais candidatos tem 44,7%", explicou Clésio Andrade, presidente da CNT.
“Não estamos afirmando que a eleição terminou. A eleição só acontece no dia 3 de outubro, mas nunca vimos uma pessoa com 40% ou mais de intenção de votos não ir para o segundo turno", esclareceu o diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, no sentido de indicar que dificilmente haja uma reviravolta do cenário eleitoral estudado pelo instituto.
A 103ª edição da pesquisa fez uma simulação de segundo turno entre a candidata petista e o tucano. Nela, Dilma aparece com 52,9%, contra 34% do ex-governador de São Paulo. Dentro desse cenário, brancos, nulos e indecisos chegam a 13,%.
Nesta edição da pesquisa, não houve simulação de segundo turno entre Marina e Serra e Dilma e Marina.
Na pesquisa espontânea – a que os nomes de candidatos não são indicados aos entrevistados - Dilma aparece com 37,2% das intenções de voto, contra 21,2% de Serra e 6% de Marina Silva. Brancos, nulos e indecisos representam 30,6%.
Propaganda política
O levantamento atual também levou em consideração questões a respeito das propagandas políticas veiculadas no rádio e na televisão desde o último dia 17 de agosto. Um total de 42,9% dos entrevistados afirmaram acompanhar o horário eleitoral gratuito.
Destes, 56% disseram que Dilma foi a candidata que apresentou a melhor propaganda eleitoral. Já para 34% dos entrevistados, a performance do tucano foi melhor e 7,5% avaliaram que a candidata do partido verde teve a melhor exposição na propaganda eleitoral.
Na avaliação do diretor do Instituto Sensus, o programa eleitoral da candidata do governo teve boa aceitação com uma imagem de leveza, com um programa que emocionou e mostrou resultados. De acordo com Guedes, o candidato tucano, principal adversário de Dilma, foi prejudicado pelo "episódio da escolha do vice", pela "questão da judicialização da campanha" e pela "demonstração de ser contrário à política do presidente Lula".
Expectativa de vitória
Os entrevistados também foram questionados sobre quem ganharia as eleições para presidente da República neste ano, independentemente do voto do eleitor. Segundo o levantamento, 61,8% apontaram Dilma como vencedora, enquanto outros 21,9% indicaram Serra. Para 1,3%, Marina Silva é a favorita. O índice de entrevistados que não responderam ou não souberam totalizou 14,2%.
Em relação à pesquisa realizada em julho, a expectativa de vitória de Dilma subiu quase 15 pontos percentuais. Na ocasião, a petista tinha 47,1%, Serra contava com 30,3% e Marina tinha 2,2%. Não responderam e não souberam: 16,7%.
Rejeição dos candidatos
A rejeição de Marina Silva e José Serra teve um crescimento expressivo nesta pesquisa se comparada com a anterior. Hoje, 40,7% dos ouvidos não votariam “de jeito nenhum” em Serra, enquanto que na edição anterior eles somavam 30,8%. Em relação à Marina, 47,9% não votariam nela, ante 29,7% na pesquisa anterior.
Já o percentual de Dilma de rejeição se manteve estável levando em conta a margem de erro. O atual é de 28,9% e na pesquisa passada era de 25,3%. A petista também subiu a sua aceitação como “única candidata em quem os entrevistados votariam”, com 39,8% nesta pesquisa e na passada, 34,6%.
Para 22,6% dos ouvidos, Serra aparece como o único que votariam, contra 25,5% da edição anterior. Para Marina, 8,3% a indicaram como a única candidata possível. No levantamento anterior, eles somavam 10,9%
Dados regionais
Das cinco regiões do país, Dilma aparece em primeiro lugar em quatro delas, com exceção do Sul, onde José Serra venceria as eleições com 47,8% dos votos. A petista aparece em segundo lugar com 35,7%, seguida por Marina Silva, com 6,9%. Brancos, nulos e indecisos representam 9,3% dos votos.
Na região Nordeste, a ex-ministra da Casa Civil tem seu melhor resultado, com 62,1%. Serra aparece com 19,8% e Marina Silva, com 6,4%. Brancos, nulos e indecisos somam 11,1%.
As regiões Norte e Centro Oeste são analisadas juntas e apontam Dilma com 45%, Serra com 25,5% e Marina com 7,6%. Brancos, nulos e indecisos chegam a 20,5%.
Na região Sudeste, a diferença entre Dilma e Serra é menor. A petista lidera com 39,2%, o tucano com 27,6% e a candidata verde aparece com 9,7% dos votos. Brancos, nulos e indecisos representam 21,8% dos votos.
Votos por gênero
Entre os entrevistados, 49,4% dos homens votariam em Dilma, 28,7% optariam por Serra e 7,6% escolheriam Marina Silva. Dentro desse cenário, brancos, nulos e indecisos chegam a 13%.
Já a avaliação das mulheres indicou que 42,9% votariam em Dilma, 27,4% em Serra, 8,4% em Marina.e 20,3% ainda estão indecisas ou votariam em branco ou nulo.
Nesta edição, o governo Lula e o desempenho pessoal do presidente não foram avaliados com os entrevistados.
Para a 103ª Pesquisa CNT/Sensus, foram entrevistadas 2.000 pessoas, em 136 municípios de 24 Estados, entre os dias 20 e 22 de agosto de 2010. A pesquisa foi registrada no TSE com o número 24.903/2010.
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CNT/Sensus: Serra aparece na frente apenas na região Sul
24 de agosto de 2010 • 11h34 • atualizado às 11h52 Comentários
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Reduzir Normal Aumentar Imprimir Claudia Andrade
Direto de Brasília
A pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira (24) aponta liderança da petista Dilma Rousseff na disputa à Presidência da República em todas as regiões do País, com exceção da região Sul, onde o tucano José Serra aparece à frente.
No Sul, Serra soma 47,8% da preferência do eleitorado, contra 35,7% da petista. Marina Silva tem 6,9% do total, enquanto brancos, nulos e indecisos totalizam 9,3%.
A maior vantagem de Dilma é verificada no Nordeste do Brasil, onde a candidata do PT tem 62,1% das intenções de voto, José Serra tem 19,8% e Marina 6,4%. Brancos, nulos e indecisos somam 11,1%. Na soma das respostas conseguidas nas regiões Norte e Centro-Oeste, Dilma tem 45%, Serra, 25,5%, Marina, 7,6%. Brancos, nulos e indecisos chegam a 20,5% dos votos.
No Sudeste, que conta com o maior colégio eleitoral do País e tradicional reduto tucano, São Paulo, Dilma também aparece na frente quando a disputa é presidencial, com 39,2%. Serra tem 27,6% e Marina, 9,7%. Brancos, nulos e indecisos somam 21,8%.
Masculino e feminino
Dilma Rousseff tem 49,4% dos votos masculinos e 42,9% de votos femininos. José Serra tem 28,7% de votos do eleitorado masculino e 27,4% do feminino. Marina Silva tem 7,6% de votos de homens e 8,4% de votos de mulheres. Os organizadores da pesquisa afirmam que quem tem mais votos do eleitorado masculino tende a crescer nas pesquisas, uma vez que os homens puxam votos das mulheres.
Pesquisa mostra avanço de Dilma e empate técnico em SC
A candidata do PT à presidência da República, Dilma Roussef, subiu cinco pontos percentuais e reduziu para apenas 3% a sua diferença para o candidato José Serra (PSDB) junto ao eleitorado de Santa Catarina.
Pesquisa encomendada pelo Grupo RBS (afiliada da Rede Globo, junto ao Instituto MAPA, mostra que Serra lidera com 39,9% no Estado, seguida pela petista, que obteve 36,2% das intenções de voto. A candidata do PV, Marina Silva, aparece com 8,9% no levantamento realizado junto a 1008 eleitores catarinenses.
A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, o que faz o resultado ser considerado um empate técnico.
O levantamento do MAPA mostrou que o tucano caiu 3% enquanto Dilma em relação aos dados obtidos na pesquisa divulgada há um mês. Serra havia marcado 43% enquanto a petista registrou 31,4% no dia 13 de julho.
Em uma eventual disputa no segundo turno, Serra e Dilma continuam a travar uma batalha acirrada em Santa Catarina: o ex-governador paulista marcou 45,4% enquanto a candidata do PT, ficou com 41,6%.
Os dois candidatos estiveram fazendo campanha no Estado entre final de junho e início de agosto. Serra participou de evento na sede da Federação das Indústrias do Estado e caminhou no Mercado Público de Florianópolis. Dilma também esteve com empresários na FIESC e percorreu o centro com um trio elétrico.
Em todas as pesquisas divulgadas até aqui, a diferença entre Serra e Dilma nunca havia se apresentado tão reduzida em Santa Catarina. Em 2006, o Estado foi um dos que registraram derrota do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva em sua disputa pela reeleição. A pesquisa realizada pelo Instituto MAPA foi encomendada pelo Grupo RBS e divulgada neste sábado (21). Está registrada no TSE sob o número 24071/2010 e foi realizada entre os dias 18 e 19 de agosto com 1008 eleitores de Santa Catarina.
Eleitores consideram programa eleitoral de Dilma o melhor, diz CNT/Sensus
Os eleitores elegeram o programa de Dilma Rousseff (PT) como o melhor veiculado na propaganda eleitoral de rádio e TV, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira (24).
A pesquisa mostra que 56% dos eleitores escolheram o programa da petista, enquanto 34,3% consideram o de José Serra (PSDB) como o melhor entre os programas dos presidenciáveis. Apenas 7,5% dos eleitores consideram que o programa de Marina Silva (PV) obteve melhor resultado. Os programas dos demais candidatos não atingiram 1% de aprovação entre os eleitores.
A pesquisa mostra que 32,4% dos eleitores brasileiros não assistiram ou não ouviram falar no programa eleitoral gratuito, que teve início na semana passada. Outros 29,7% assistiram em parte aos programas, enquanto apenas 13,2% responderam que assistiram a todos os programas.
A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 20 e 22 de agosto, com duas mil entrevistas em 136 municípios. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 24.903/2010. A margem de erro é de 2,2% para mais ou menos.
Petista tem menor rejeição entre presidenciáveis, diz pesquisa
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, aparece com a menor margem de rejeição entre os presidenciáveis segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira. Entre os três candidatos mais bem colocados na pesquisa, Dilma registra rejeição de 28,9%.
Marina Silva (PV) tem a maior rejeição entre os eleitores brasileiros de acordo com a pesquisa. No total, 47,9% dos eleitores não votariam na candidata do PV, que é seguida por José Serra (PSDB) no quesito rejeição, com 40,7%. Os demais candidatos não tiveram a rejeição mensurada pela pesquisa.
MAURO PAULINO
A melhor eleição de Lula?
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Transferência de prestígio inédita será parâmetro de futuras campanhas
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SE A ELEIÇÃO FOSSE hoje, a candidata lançada pelo presidente Lula seria eleita presidente já no primeiro turno, com larga vantagem sobre seus adversários.
Pela primeira vez fora das urnas, desde a volta das diretas, Lula desenha seu melhor desempenho em eleições no papel de impulsionador de sua criatura. A inédita transferência de prestígio, em nível nacional, quebra paradigmas e será parâmetro para elaboração de campanhas em eleições futuras.
A aprovação dos brasileiros ao governo federal está no centro dessa eleição e permeia todas as ações e movimentos das candidaturas. Ao tentar associar Serra à imagem de Lula no horário eleitoral a oposição só revela o quanto se vê encurralada pelos 77% que estão ao lado do governo e que, por Lula não poder se reeleger, tendem a optar pela continuidade de seu estilo.
Com 47% de intenções de voto herdadas até aqui, a dupla Lula/Dilma já supera em cinco pontos percentuais a votação obtida em 2002 e em três pontos a de 2006.
Serra está nove pontos acima de sua votação em 2002, mas oito pontos abaixo do que Alckmin alcançou no primeiro turno da eleição passada. Tem o desafio de reconquistar eleitores que o PSDB perdeu para Lula, se quiser postergar a decisão para o segundo turno.
Esse virtual xeque-mate provocado pelo lulismo teve início já na eleição passada. O presidente atingiu pela primeira vez a maioria absoluta de aprovação após os primeiros dias de horário eleitoral, iniciado no dia 15 de agosto de 2006. Após três inserções na TV e no rádio, sua aprovação atingiu 52%.
Caiu para 46% no final do primeiro turno, após o noticiário sobre os "aloprados" e voltou a ser maioria durante a campanha para o segundo turno. Desde quando obteve esse impulso do horário eleitoral de 2006 -que apesar de anacrônico tem grande influência na consolidação das convicções políticas dos eleitores-, Lula vem conquistando a cumplicidade de um número cada vez maior de brasileiros. No final de 2008 atingiu, pela primeira vez a marca de 70% de aprovação.
Apesar de contar com maiores taxas de apoio entre os que têm renda mais baixa, chegando hoje a 83% entre os mais pobres do Nordeste, desde 2008 Lula conta com aprovação majoritária de todos os segmentos socioeconômicos da população. A campanha de Dilma soube reforçar esse patrimônio utilizando a força da TV para alavancar sua candidatura a cada onda de inserções partidárias. Sempre que Dilma apareceu em larga escala ao lado de Lula alcançou novos patamares de intenção de voto. Não foi diferente nesses primeiros dias de TV.
Na fase atual, Dilma busca criar empatia com os eleitores herdados de Lula, para mantê-los. Já os que aprovam o governo mas que ainda não se convenceram totalmente precisam ser cativados por completo. A primeira rodada do Datafolha feita após os primeiros programas mostrou que, com vida própria de candidata, já começa a atraí-los também. No primeiro dia deste ano a Folha publicou pesquisa Datafolha mostrando Lula como a figura com mais credibilidade entre 27 personalidades conhecidas do Brasil. Ficava à frente do jornalista William Bonner, do padre Marcelo Rossi e do cantor Roberto Carlos, para citar apenas os primeiros colocados.
Apesar de representar apenas uma curiosidade ao comparar personalidades de diferentes áreas, a pesquisa já dava uma pista do poder de persuasão que Lula vem demonstrando nesta eleição.
Não seria surpresa se sua cria já figurasse hoje entre os primeiros da lista, mais próxima do criador
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