quarta-feira, 25 de agosto de 2010

PIG ENLAMEIA-SE NOS PRÓPRIOS DESEJOS. MESMO QUE OS FATOS O DESMINTAM, QUER PORQUE QUER SÓ O QUE QUER

O ESTILO DO CHAMADO PARTIDO DA IMPRENSA GOLIPISTA, VINCULADO AOS DEMOTUCANOS É ASSIM: MESMO QUE AS PESSOAS SEJAM INOCENTES, ASSASSINAM REPUTAÇÕES E A VERDADE..TUDO POR PRECONCEITO NA ESCRACHADA DEFESA DE SEUS INTERESSES E DESEJOS, MESMO OS MAIS ABSURDOS...
OU O PIG EXPANDIU-SE PARA TODO O ESTAMENTO BUROCRÁTICO BRASILEIRO DESDE TEMPO (I)MEMORIAIS....


DE SÃO PAULO

Preocupadas com tentativas recentes e recorrentes de cerceamento, quatro entidades de classe do setor de comunicação criaram o Instituto Palavra Aberta, que tem como principal objetivo "a defesa da liberdade de imprensa e de expressão, inclusive comercial, de empreendimento e de iniciativa".
Além de decisões do Judiciário e propostas do Legislativo e Executivo que atentem contra a liberdade de imprensa, o Palavra Aberta combaterá iniciativas como a recente resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) regulamentando a publicidade de alimentos e bebidas.
Em julho, a agência deu prazo de seis meses para que anúncios de produtos com altos teores de açúcar, sódio e gorduras trans e saturada passem a trazer alertas sobre os problemas à saúde que seu consumo poderia causar.
O Palavra Aberta assinou manifesto contrário a resolução que ressalta que a agência "exorbita sua competência ao legislar sobre propaganda comercial". A Advocacia-Geral da União acabou recomendando a suspensão da resolução da Anvisa.
Uma das primeiras iniciativas do instituto é promover, em parceria com a consultoria Tendências, estudo sobre o impacto econômico das restrições à liberdade de expressão comercial, que deve ser concluído em setembro.
"Consideramos que há um impacto em todas as pontas, e uma das mais afetadas é a do consumidor", diz Patricia Blanco, diretora do instituto.
Além do setor de alimentos e bebidas, o Palavra Aberta avalia que fabricantes de medicamentos e brinquedos também estão entre os que têm ameaçada a sua liberdade de expressão comercial.
Para reverter esse cenário, o instituto atuará em quatro eixos: estudos e pesquisas; seminários e debates para discutir as conclusões desses estudos; acompanhamento de tendências internacionais; e campanhas de conscientização da população.
O Instituto Palavra Aberta tem como entidades fundadoras a Abert (Associação Brasileira de Rádio e Televisão), a Aner (Associação Nacional de Editores de Revistas), a Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade) e a ANJ (Associação Nacional de Jornais), AQUELA QUE DEFENDE A AÇÃO PÓLÍTICA DA GRANDE MÍDIA VINCULADA AOS DMOTUCANOS CONTRA O GOVERNO...OU SEMPRE A FAVOR DA OPOSIÇÃO...Como ocorre na Venenzula; "Os opositores se uniram na chamada Mesa de Unidade (MUD), têm espaço também exclusivo nos jornais opositores e na oposicionista Globovisión."
FSP

Argentina quer controlar papel-jornal
Presidente Cristina Kirchner diz que enviará projeto transformando insumo em setor "de interesse nacional"

Em guerra com a mídia, governo tentará anular compra de fábrica pelos jornais "Clarín" e "La Nación" nos anos 70

Marcos Brindicci/Reuters

Cristina Kirchner, durante o anúncio, sob quadro do ex-presidente argentino Juan Perón

GUSTAVO HENNEMANN
DE BUENOS AIRES

Em guerra com a imprensa de seu país, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou ontem que apresentará um projeto de lei para transformar a produção e a comercialização de papel-jornal em setor "de interesse nacional".
A intenção do governo é criar um marco regulatório específico, que estabeleceria uma comissão parlamentar para fiscalizar as operações da empresa Papel Prensa, única produtora nacional de papel-jornal.
Conforme as normas sugeridas por Cristina, a fábrica seria obrigada a oferecer as mesmas quantidades e preços a todos os jornais do país.
A Papel Prensa produz três quartos do papel-jornal consumido no país e é parcialmente controlada pelos jornais "Clarín" (com 49% das ações) e "La Nación" (22,49%), críticos do governo. Outros 27,46% são do Estado argentino.
O governo acusa os dois jornais de exercerem hegemonia no mercado por terem vantagens competitivas, como preço e disponibilidade, sobre os demais veículos.
O projeto de lei também quer estimular o aumento da produção nacional para que a Argentina não precise mais importar papel-jornal.
Segundo Cristina, o Estado, como sócio minoritário, está disposto a investir na Papel Prensa para aumentar sua capacidade, mas sem aumentar sua fatia do capital.
No mesmo evento, Cristina afirmou que processará os dois jornais por crimes contra a humanidade supostamente vinculados à negociação da participação na Papel Prensa, nos anos 70.
A presidente apresentou ontem um relatório que acusa os dois veículos de terem comprado sua parte, em 1976, com ajuda do regime militar.
Conforme o governo, os membros da família Graiver -antigos sócios majoritários da Papel Prensa- eram perseguidos e sofriam pressões dos militares na época em que transferiram suas ações.

Segundo Cristina, o consórcio formado por "Clarín", "La Nación" e "La Razón" (este último extinto) se aproveitou da fragilidade da família para comprar as ações e pagou um valor quatro vezes menor à cotação de mercado.

Apenas cinco dias depois de assinar o último contrato de venda, a matriarca da família Graiver, Lidia Papaleo, foi presa e acusada de subversão.
Hoje, Papaleo afirma que foi pressionada por executivos dos jornais e por militares para que vendesse as suas ações.

O documento lido ontem pela presidente será apresentado à Justiça junto com a denúncia de crimes contra a humanidade para tentar anular a negociação.

Em editoriais ontem, os jornais afirmaram que o governo está "inventando uma história" para se apropriar da Papel Prensa e, assim, aumentar seu controle sobre os meios de comunicação. Hoje, 170 jornais do país compram o papel da empresa.
Os dois veículos dizem que os membros da família Graiver só começaram a ser perseguidos seis meses após a transação.
O regime os prendeu e torturou depois de descobrir que eles administravam o dinheiro da guerrilha argentina Montoneros.
Segundo os dois jornais, Papaleo foi cooptada pelo atual governo e alterou sua versão anterior dos fatos, que nunca havia vinculado a venda da empresa à repressão militar.
Há mais de um ano, o "Clarín" e o "La Nación" afirmam que Cristina quer se apropriar da fábrica de papel-jornal e que seus funcionários cometem abusos em reuniões da direção da empresa.

GOVERNO X MÍDIA... NA ARGENTINA

Pontos de atrito entre a Casa Rosada e a imprensa

CRONOLOGIA DO CONFLITO

1 - TRANSMISSÃO DE FUTEBOL (ago.2009)
O Estado sela contrato milionário com a AFA (Associação do Futebol Argentino), para transmitir torneios pela TV pública (aberta). Para fechar o acordo, a AFA rompe pacto de exclusividade com o Grupo Clarín, que transmitia os jogos pela TV a cabo

2 - BLITZ DA RECEITA FEDERAL (set.2009)
Cerca de 200 agentes da Receita Federal fazem operação-surpresa na sede do diário "Clarín" e em residências de diretores do grupo. O jornal denuncia o diretor da Receita, Ricardo Echegaray, por abuso de autoridade e intimidação

3 - NOVA LEI DE SERVIÇOS AUDIOVISUAIS (out.2009)
O governo consegue aprovar no Congresso lei que regula os setores de rádio e TV. O Grupo Clarín é o mais afetado pelas novas regras, que fixam limites à participação das empresas privadas. O grupo terá de reduzir seus negócios em TV

4 - BLOQUEIO À DISTRIBUIÇÃO DE JORNAIS (nov.2009)
Sindicato de caminhoneiros alinhado ao kirchnerismo interrompe a distribuição dos jornais "Clarín" e "La Nación", ao impedir a saída de caminhões das gráficas

5 - PRESSÃO SOBRE FÁBRICA DE PAPEL JORNAL (nov.2009)
O ministro da Economia, Amado Boudou, afirma desconfiar de irregularidades na gestão da fábrica de papel-jornal Papel Prensa, da qual o "Clarín" é sócio majoritário, e anuncia que tomará medidas para saná-las

6 - REGULAÇÃO DO MERCADO DE TV A CABO (dez.2009)
O governo suspende a autorização dada em 2007 para a fusão das empresas Multicanal e Cablevisión, operação que deu ao Grupo Clarín a liderança no mercado de TV a cabo

7 - VITÓRIA DO CLARÍN (dez.2009)
Grupo consegue medida cautelar sobre dois pontos da Lei de Serviços Audiovisuais, derrubando o prazo de um ano para que as empresas se desprendam de parte de seus negócios e a necessidade de prévia aprovação do governo para transferência de canas de rádio e TV

8 - FIBERTEL (ago.2010)
Governo anula licença de operação da empresa, que pertence ao Grupo Clarín e oferece serviços de internet a mais de 1 milhão de cliente

Kirchner acusa jornais de apropriação ilegal
matéria publicada em Carta Maior/Página 12:

A presidente Cristina Fernández de Kirchner apresentou, na noite desta terça, um relatório de mais de 20 mil páginas acusando os donos dos principais jornais do país de envolvimento em crimes cometidos durante a ditadura. No relatório, intitulado “Papel Prensa, a Verdade”, o governo denuncia os proprietários dos jornais La Nación, Clarín e do extinto La Razón de terem se apropriado ilegalmente e mediante ameaças da maior empresa fornecedor de papel jornal do país na época da ditadura, a Papel Prensa, em novembro de 1976.

O governo argentino denunciou, na noite desta terça-feira (24), a apropriação ilegal da empresa “Papel Prensa” (maior empresa fornecedora de papel jornal do país) por parte dos jornais Clarín, La Nación e La Razón.

A presidente Cristina Fernández de Kirchner, acompanhada de todo o seu gabinete, dos presidentes de ambas as câmaras, funcionários, dirigentes políticos empresários e de representantes de organizações sociais recebeu o informe elaborado pela Comissão Oficial formada especialmente para investigar a transferência das ações da empresa do Grupo Graiver (antigo proprietário de Papel Prensa) aos proprietários dos jornais Clarín, La Nación e La Razón. Essas empresas (durante a ditadura) “necessitavam das ações classe A para assumir o controle da empresa”, fato comunicado naquela época, nos três jornais, por meio de uma nota afirmando que “tomavam o controle da empresa conforme acordo prévio com a Junta de Comandantes” da ditadura.

Cristina Fernández de Kirchner afirmou que “no caso do Clarín ocorreu a coincidência entre quem fabrica o papel e quem controla a palavra impressa”. Ela denunciou as condições políticas nas quais a transferência das ações se deu, num país em que só existia a “liberdade ambulatória”. Denunciou também que, anos depois, por causa da falência do La Razón, os jornais controladores da empresa “acordaram um pacto de sindicalização de ações”, para controlar as decisões da companhia.

Assegurou, além disso, que a viúva de David Graiver, Lidia Papaleo, foi detida cinco dias depois de ter assinado a transferência das ações da empresa do marido, para evitar que a empresa caísse na interdição dos bens da família ordenada pela Junta militar. Por último, afirmou que “apesar de que estou convencida de como as coisas aconteceram, o Procurador do Tesouro fará a denúncia correspondente para que a Justiça determine as condições nas quais se realizou a transferência das ações da empresa” e antecipou que enviará ao Congresso um projeto de lei para “declarar de interesse público a produção de pasta de celulose e do papel jornal, bem como sua distribuição e comercialização, e para estabelecer o marco regulatório deste insumo básico, que garanta um tratamento igualitário para todos os jornais da República.”

Integrante da Comissão, Alberto González Arzac afirmou que “o informe constitui uma refutação definitiva das versões sobre a história da empresa Papel Prensa S/A que os jornais Clarín e La Nación publicaram em suas edições de 2 de março e de 4 de abril deste ano.

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