MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA
Em respostas às acusações de que a campanha de Dilma Rousseff (PT) é responsável pela quebra do sigilo fiscal da filha de José Serra (PSDB), Verônica, o PT ingressou nesta sexta-feira com duas ações contra o tucano e outras duas contra o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra.
O PT pede que os tucanos sejam processados por crime contra honra (calúnia, injúria e difamação).
As ações contra Serra foram entregues no Ministério Público Eleitoral de São Paulo e na Justiça do Estado. Segundo o PT, as falas do presidenciável tucano ligando PT a violação do sigilo de sua filha e de outras quatro pessoas são inverídicas e configuram divulgação de fatos inverídicos em propaganda eleitoral.
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"As ilações feitas são inverídicos, vez que não há indicio, prova ou elemento algum que aponte a participação de tais personagens no episódio de quebra ilegal de sigilo fiscal", diz o texto.
Por causa do foro privilegiado de Guerra, as representações foram protocoladas no STF (Supremo Tribunal Federal) e na PGR (Procuradoria-Geral da República).
Além de questionar a legalidade das declarações do presidente do PSDB afirmando que a quebra de sigilo teria motivação eleitoral, o PT afirma que Guerra extrapolou ao chamar Dilma de "burra" e "gaga" durante entrevista.
"As declarações ultrapassaram os limites razoáveis da crítica política e programática, pois atribuem aos agredidos a prática de crimes graves com o nítido escopo de interferir na formação livre da vontade do eleitor", afirma.
Na semana passada, também por causa da quebra de sigilo dentro da Receita Federal, o PT pediu uma indenização de pelo menos R$ 100 mil de Serra por danos morais.
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