INÁCIO ARAUJO
CRÍTICO DA FOLHA
Em dia que passa "Agonia e Glória" restam poucas chances para os outros longas. Mesmo para quem já tenha assistido duas, três ou mais vezes a esse magnífico filme de guerra, ainda resta o que ver.
Como de costume, Samuel Fuller entra no assunto pela porta lateral e acompanha boa parte da Segunda Guerra a partir de um batalhão em que a maior patente é o sargento Lee Marvin.
Com o grupo (o filme é bastante autobiográfico), Fuller vai ao norte da África, à Itália e termina na Checoslováquia com uma enorme, indigesta surpresa.
Não se trata, no filme, de afirmar a necessidade de vencer o nazismo. Os homens estão lá para isso: essa é a evidência. O que conta é a trajetória dos soldados, que traz consigo a constatação já clássica: na guerra, o único heroísmo é sobreviver.
"Agonia e Glória" é selvagem, tenso, original, inteligente, grosso: é Samuel Fuller, enfim.
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