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Situação e oposição não ampliaram seus domínios em relação a 2006
De 17 Estados onde a disputa já se definiu, dez ficaram com aliados de Dilma (PT) e sete com os de Serra (PSDB)
BRENO COSTA
SILVIO NAVARRO
DE SÃO PAULO
A distribuição de forças entre situação e oposição no comando dos Estados sofreu poucas alterações em relação ao cenário das eleições de 2006. De 17 Estados onde a disputa já está definida, com eleições liquidadas no primeiro turno, dez são aliados de Dilma Rousseff (PT) e sete apoiam José Serra (PSDB).
As alterações mais significativas entre esses Estados foram no Rio Grande do Sul, onde o PT tira o domínio do PSDB e chega ao poder com Tarso Genro, e no Paraná, onde o tucano Beto Richa derrotou Osmar Dias (PDT), apoiado pelo PT, e recuperou terreno. São, respectivamente, o quinto e o sexto maiores colégios eleitorais.
O peso da vitória do PSDB nos dois maiores colégios eleitorais -SP e MG- equaliza a vantagem de aliados de Dilma no mapa.
São Paulo segue com os tucanos, novamente com Geraldo Alckmin, mantendo a hegemonia de 16 anos administrando o Estado.
Em Minas Gerais, a vitória foi de Antonio Anastasia, mas a conquista é de seu padrinho político Aécio Neves, que deixa as chaves de Minas em mãos tucanas.
O bloco de oposição ainda reforçou seu domínio na região centro-sul, com a vitória de Raimundo Colombo (DEM) em Santa Catarina e com a reeleição de André Puccinelli, da ala oposicionista do PMDB, em Mato Grosso do Sul.
O DEM, que saiu das urnas desidratado em 2006, ainda faturou uma "ilha" no Nordeste lulista, com Rosalba Ciarlini no RN.
No Nordeste, as eleições mostraram uma consolidação do poder do eixo PT-PSB, com a derrocada definitiva do "carlismo" na Bahia e a reeleição de Jaques Wagner (PT) no Estado.
Pernambuco e Ceará viram seus respectivos governadores se reelegerem com folga. Tanto Eduardo Campos quanto Cid Gomes são do PSB. O partido também conseguiu uma vitória acachapante com Renato Casagrande no Espírito Santo, com cerca de 20 pontos percentuais acima do que previam as últimas pesquisas, e pode conquistar o governo da Paraíba, com Ricardo Coutinho no segundo turno contra José Maranhão (PMDB).
Até o fechamento desta edição, o duelo em dois Estados (Acre e Pará) poderia ser liquidada ainda no primeiro turno. Em outros sete haverá segundo turno. No Amapá, três candidatos disputavam voto a voto quem avançaria para a fase seguinte.
Para o bloco da oposição, a surpresa negativa ficou com o tucano Marconi Perillo, que esperava vencer a eleição ontem mesmo. Mas terá que prosseguir na disputa contra Iris Rezende (PMDB).
O destino do Distrito Federal também só será definido em 31 de outubro. Weslian Roriz (PSC), mulher de Joaquim Roriz, do mesmo partido, que renunciou à sua candidatura às vésperas das eleições, conseguiu forçar um segundo turno contra o petista Agnelo Queiroz.
PELO PAÍS
Amazonas
O governador Omar Aziz (PMN), 52, reelegeu-se ontem no Amazonas. Com 98,9% dos votos apurados, Aziz tinha 63,8% dos votos válidos até a meia-noite de ontem. O segundo colocado, com 25,9%, foi o senador Alfredo Nascimento (PR), 58, ex-ministro dos Transportes de Lula. A campanha de Aziz foi marcada por troca de acusações, como a afirmação feita por Nascimento de que Aziz enviou dólares para o exterior, o que foi negado pelo governador reeleito.
Rondônia
Confúcio Moura (PMDB), 62, e João Cahulla (PPS), 56, que concorre à reeleição, devem disputar o segundo turno para o governo de Rondônia. Com 99,97% das urnas apuradas, Moura, que foi deputado federal por três mandatos, tinha, até o fechamento desta edição, 44% dos votos válidos, contra 37,1% de Cahulla, atual governador e que tem o apoio de Ivo Cassol (PP). Eduardo Valverde (PT) marcava 18,1%, e Marcos Sussuarana (PSOL), 0,7%.
Mato Grosso
O governador Silval Barbosa (PMDB), 49, venceu a eleição no primeiro turno com pequena margem. Com 99,84% das urnas apuradas, Barbosa tinha 758.834 votos (51,2% dos válidos). O empresário Mauro Mendes (PSB), 46, ficou em segundo com 31,86%. A indefinição se manteve até as últimas urnas, com a votação de Barbosa oscilando acima e abaixo do mínimo necessário para o término já no primeiro turno. Ao final da noite, ele compareceu à central de apurações do Tribunal Regional Eleitoral e dedicou a vitória "à militância".
Piauí
O tucano Silvio Mendes, 61, vai disputar o governo do Piauí, no segundo turno, com o governador Wilson Martins (PSB), 57. Com 99% das urnas apuradas, Martins tinha 46,4% dos votos, contra 30,1% de Mendes. O tucano deixou para trás João Vicente Claudino (PTB), 47, com quem chegou a empatar em pesquisas. O petebista teve apenas 21,5%.
Paraíba
O ex-prefeito de João Pessoa Ricardo Coutinho (PSB), 49, e o atual governador José Maranhão (PMDB), 77, vão disputar o segundo turno na Paraíba. A diferença entre os dois principais candidatos era de apenas 8.367 votos, mas Coutinho saiu na frente, com 49,74% dos votos.
Rio Grande do Norte
Com 99,84% das urnas apuradas no Rio Grande do Norte, a senadora Rosalba Ciarlini (DEM) estava virtualmente eleita governadora no primeiro turno, com 52,46% dos votos, contra 36,23% do atual governador, Iberê Ferreira (PSB). Para o Senado, estão também praticamente reeleitos os senadores Garibaldi Alves Filho (PMDB) e José Agripino Maia (DEM), com 35% e 32% dos votos, respectivamente.
Sergipe
O governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), 50, foi reeleito para mais um mandato. Ele conseguiu 52,08% dos votos. Seu principal adversário, João Alves (DEM), 69, que já governou o Estado por três mandatos, conseguiu 45,19%. Já os outros candidatos terminaram com pouco mais de 2% dos votos. Ao longo da campanha, Déda foi alvo de um processo que pedia a cassação de seu mandato por suspeita de crime eleitoral e abuso de poder econômico nas eleições de 2006 -quando ele era prefeito de Aracaju.
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