sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Hitchcock: Em "Sabotagem", a inocência do espetáculo é desnudada
Em "Sabotagem", a inocência do espetáculo é desnudada
INÁCIO ARAUJO
CRÍTICO DA FOLHA
É verdade que "Sabotagem" tem lá seus problemas, e Hitchcock bem o reconhecia. Ele lamentava, por exemplo, a falta de suspense na sequência em que um menino leva uma bomba-relógio. Quando explode, é inesperado, apenas. Surpreendente: Hitchcock não gostava disso.
Mas há coisas encantadoras. Por exemplo, a ideia de que o sabotador seja um gerente de cinema, o que sabota a inocência do espetáculo: o agradável e o terrível convivem com frequência.
Que se veja a imagem das freiras que riem de maneira diabólica (Truffaut chama atenção para elas): é Hitchcock, parece Buñuel.
Por fim, o primeiro nome do filme no Brasil foi "O Marido Era o Culpado". Não muda nada, mas que parece aquelas piadas de português, parece
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