"Lua de Papel" remonta ao cinema dos anos da Depressão
INÁCIO ARAUJO
CRÍTICO DA FOLHA
"Lua de Papel"corresponde, em todos os aspectos, a um momento de "nostalgia" do cinema americano.
Temos ali um vigarista forçado a conviver com uma órfã de 9 anos contra a sua vontade (na verdade, o filme lançava Tatum O'Neal ao lado de seu pai, Ryan).
Os tempos são duros, os da Depressão, anos 1930. Pois o filme, de 1973, evoca também um cinema dos anos da Depressão, o das garotas prodígio como Shirley Temple.
O filme mostra, ainda, com a Guerra do Vietnã em marcha, que mesmo o período mais negro da história americana, do ponto de vista econômico, podia parecer adorável se comparado àquele momento em que a América parecia perder sua alma.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
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